ISSN 1678-0701
Número 65, Ano XVII.
Setembro-Novembro/2018.
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Relatos de Experiências

18/09/2018EDUCAÇÃO AMBIENTAL AO AR LIVRE: EXPERIÊNCIAS COM A CONSTRUÇÃO DE APLICATIVOS PARA DISPOSITIVOS MÓVEIS (APPS)  
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL AO AR LIVRE: EXPERIÊNCIAS COM A CONSTRUÇÃO DE APLICATIVOS PARA DISPOSITIVOS MÓVEIS (APPS)



Rodrigo Cavasini

Graduação em Educação Física; Especialização em Metodologias do Ensino de Educação Ambiental e em Educação Ambiental; Mestrado e doutorado em Ciências do Movimento Humano UFRGS; Professor da PUCRS. Email: rcavasini@yahoo.com.br

Rafael Falcão Breyer

Graduação em Educação Física; Mestrado em Ciências do Movimento Humano UFRGS. Email: rfbreyer@gmail.com

Resumo

A Educação Ambiental ao ar livre é caracterizada pelo interesse da população e potencialidades que podem ser exploradas. A Educação Ambiental ao ar livre vem sendo tratada em diversos espaços, como disciplinas de cursos de Educação Física e, inclusive, através da utilização de dispositivos móveis. Este trabalho relata a experiência de desenvolvimento do conteúdo Educação Ambiental ao ar livre através da construção de aplicativos para dispositivos moveis (Apps). A experiência ocorreu no primeiro semestre de 2018 na disciplina Atividade Física na Natureza do Curso de Educação Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Os participantes foram o professor responsável pela disciplina e 78 estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de Educação Física, Pedagogia, Geografia, Administração de Empresas, Psicologia e Biologia. As atividades envolveram a construção de Apps centrados em três tópicos: atividades ao ar livre; espaços de prática; e propostas de Educação Ambiental ao ar livre. As avaliações apontaram para o seguinte: ampliação da percepção da relevância e do interesse pelas áreas das atividades ao ar livre, Educação Ambiental ao ar livre e ética em atividades ao ar livre; construção de conhecimentos; valorização dos espaços naturais; ampliação do interesse pela construção e utilização de Apps para fins educacionais e profissionais.

Palavras-chave: Educação ao Ar Livre; Esportes na Natureza; Ética em Atividades ao Ar Livre; Práticas de Mínimo Impacto.



Abstract

Outdoor Environmental Education is characterized by the interest of the population and potentialities that can be explored. Outdoor Environmental Education is treated in several spaces, such as Physical Education courses, and even through the use of mobile devices. This paper reports on the experience of developing Outdoor Environmental Education content through making mobile device applications (Apps). The experience occurred during the first semester of 2018 in the discipline called Physical Activity in Nature of the Physical Education Course at Pontifical Catholic University of Rio Grande do Sul. The participants were the professor responsible for the discipline and 78 undergraduate and post-graduate students from areas like Physical Education, Pedagogy, Geography, Business Administration, Psychology and Biology. The Apps made by the students focused on three topics: outdoor activities; spaces of practice; and Outdoor Environmental Education. The evaluations showed: broadening the perception of relevance and interest in areas like outdoor activities, Outdoor Environmental Education and outdoor ethics; knowledge building; enhancement of natural spaces; raising the interest in making and using Apps for educational and professional purposes.

Keywords: Outdoor Education; Nature Sports; Outdoor Ethics; Minimal Impact Practices.

Introdução

A Educação Ambiental tem recebido um número expressivo de definições, as quais se aproximam no que se refere ao foco no ser humano, sociedades e relações existentes com o meio ambiente. Além disso a Educação Ambiental caracteriza-se pela transversalidade, interdisciplinaridade e por ser desenvolvida em diversos ambientes educacionais e muitas formas (CAVASINI, 2016).

Entre as formas de promoção da Educação Ambiental estão as realizadas em conjunto com atividades ao ar livre, como trekking, canoagem, ciclismo, surfe, skate, stand up paddle, slackline e atividades de sensibilização. A Educação Ambiental realizada em conjunto com atividades ao ar livre ou, simplesmente, Educação Ambiental ao ar livre engloba propostas educacionais que podem ser estruturadas em dois grupos: o primeiro grupo foca em práticas de mínimo impacto ambiental em atividades ao ar livre, em que se destacam no cenário internacional os Princípios de Não Deixe Rastro (Leave no Trace Principles); e o segundo grupo foca em intervenções pedagógicas realizadas no contexto de atividades ao ar livre, as quais integram atividades educacionais no, sobre e para o meio ambiente (CAVASINI, 2016; CAVASINI et al., 2015).

Independente da proposta de Educação Ambiental ao ar livre cabe salientar que essas atividades educacionais despertam o interesse dos indivíduos, ao mesmo tempo em que possuem potencialidades que podem ser exploradas. O interesse pelas atividades ao ar livre, que integram as atividades de Educação Ambiental ao ar livre, se relaciona com diversas motivações, como lista Manning (2011): possibilidades de aprendizagem de novos conteúdos; presença de conquistas e estímulos; possibilidade de desfrutar de locais de beleza cênica e natural; possibilidade de convívio com outros indivíduos que partilham valores e interesses; oportunidade para ensinar e partilhar conhecimento e habilidades, além de liderar outros indivíduos; demandas e oportunidades para atuar de forma autônoma, buscar soluções e manter o controle em situações inesperadas; oportunidade para gerir os riscos presentes nas atividades.

Em paralelo ao interesse despertado pela Educação Ambiental ao ar livre, um corpo de estudos têm sugerido a existência de potencialidades ou benefícios que podem ser explorados (BALLANTYNE; PARKER, 2006). As atividades de Educação Ambiental ao ar livre tornam possível o desenvolvimento de aspectos como: relacionamentos positivos entre os seres humanos e desses com o meio ambiente (LOUV, 20011; SOBEL, 2005; COBB, 2005); atitudes duradouras (HEBERLEIN, 2012); e comportamentos pró-ambientais (DUERDEN; WITT 2010).

De maneira complementar Manning (2011) propõe uma organização das potencialidades das atividades ao ar livre, que são componentes dessas atividades educacionais, em questões ambientais, pessoais, sociais e econômicas, como as seguintes: melhoria das relações entre os seres humanos e com a natureza; ampliação da compreensão da relevância do meio ambiente, da ética ambiental, da proteção ambiental, além do estímulo ao envolvimento público em questões ambientais; melhoria de indicadores de saúde; desenvolvimento de competências pessoais; melhoria da percepção da qualidade de vida; ganhos de autoimagem, autoestima e autoconfiança; ampliação do envolvimento da população na tomada de decisões; ampliação da identidade das comunidades; promoção da coesão social; desenvolvimento de oportunidades de emprego e de qualificação profissional; redução de gastos públicos e privados com a saúde.

A Educação Ambiental ao ar livre é desenvolvida em diversos contextos, em que podem ser destacados: projetos focados na promoção da inclusão social de jovens em situação de risco (CAVASINI; TEIXEIRA; PETERSEN, 2018; CAVASINI, 2008), cursos de capacitação gratuitos e realizados a distância (THE LEAVE NO TRACE CENTER FOR OUTDOOR ETHICS, 2018; CAVASINI et al., 2017); e disciplinas de cursos de Educação Física (CAVASINI; BREYER, 2017).

Em relação as propostas focadas na Educação Ambiental ao ar livre que são desenvolvidas em disciplinas de cursos de Educação Física, Cavasini, Cassal e Teixeira (2018) sugerem a importância da busca por novas estratégias de aprimoramento, como a ampliação da integração e utilização de dispositivos móveis às atividades educacionais. Segundo Mello e Boll (2014) diversos estudos têm abordado as possibilidades e benefícios relacionados à utilização de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, para o desenvolvimento de conteúdos, devido a portabilidade, integração com diferentes mídias e ampliação da mobilidade e da flexibilidade às tarefas de estudo. Aspectos que se somam ao fato dos dispositivos moveis estarem sendo cada vez mais utilizados pela população, inclusive, superando os computadores para a realização de diversas tarefas.

A utilização de dispositivos móveis é uma característica da atualidade e pode contribuir para o aprimoramento das atividades de Educação Ambiental ao ar livre de várias maneiras: realização de registros das práticas através de filmagens e fotografias; troca de informações através de aplicativos de comunicação; partilha de experiências através de redes sociais; e a utilização de aplicativos relacionados à Educação Ambiental ao ar livre construídos pelos estudantes (CAVASINI; CASSAL; TEIXEIRA, 2018).

Em face do exposto este trabalho objetiva relatar uma experiência de desenvolvimento do conteúdo Educação Ambiental ao ar livre através da construção de aplicativos para dispositivos moveis (Apps). A seguir serão tratados aspectos da disciplina em que a experiência foi realizada, dos participantes, da abordagem desenvolvida, dos resultados atingidos e, por fim, serão apresentadas algumas considerações e perspectivas.

A Experiência Desenvolvida

O desenvolvimento do conteúdo de Educação Ambiental ao ar livre através da construção de Apps ocorreu no primeiro semestre de 2018 na Disciplina Atividade Física na Natureza, que integra o curso de Educação Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, localizada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Essa disciplina possui carga horária de 32 horas/aula, estruturadas em aulas presenciais, a distância e atividades de campo, as quais abordam os seguintes conteúdos: atividades ao ar livre, Educação Ambiental, Educação Ambiental ao ar livre, ética em atividades ao ar livre e espaços naturais utilizados nas práticas. Além disso, objetiva aliar conhecimentos das áreas acadêmica e profissional dos envolvidos, enquanto busca promover a cidadania e despertar o interesse por atividades educacionais desenvolvidas ao ar livre.

O grupo de participantes foi formado pelo professor da disciplina e estudantes nela matriculados. O docente possui graduação em Educação Física, especialização em Educação Ambiental, mestrado e doutorado em Ciências do Movimento Humano. Além disso, possui expertise nas áreas de esportes e atividades ao ar livre, Educação Ambiental, gestão riscos e educação ao ar livre. Os 78 estudantes eram oriundos de cursos de graduação e pós-graduação em Educação Física, Pedagogia, Geografia, Administração de Empresas, Psicologia, Biologia, entre outros.

Anteriormente a construção dos aplicativos para dispositivos moveis foram tratadas questões relacionadas aos principais conteúdos da disciplina, as quais ocorreram em sala de aula, no ambiente Moodle e durante atividades de campo. Passada essa etapa teve início a construção dos Apps, em que foram realizadas tarefas no laboratório de informática, no ambiente Moodle, em atividades de campo e em sala de aula.

No laboratório de informática foram organizados os grupos de trabalho, na sua maioria formados por 4 estudantes. Além disso foi apresentada e utilizada a plataforma Fábrica de Aplicativos para o desenvolvimento dos Apps (disponível em: https://fabricadeaplicativos.com.br). Conforme Mello e Boll (2014) essa é uma plataforma brasileira criada em 2012 que permite a criação e partilha de Apps de forma rápida e intuitiva. Ela disponibiliza serviços gratuitos e pagos, com diferentes funcionalidades, e já foi utilizada por dezenas de milhares de pessoas em vários países. Além disso permite a criação de Apps educacionais sem custos por alunos e professores, os quais são categorizados na plataforma como não-desenvolvedores.

No ambiente Moodle, que é um ambiente virtual de aprendizagem, os alunos tiveram acesso a materiais de apoio da disciplina e a fóruns de discussão, os quais também foram utilizados para a partilha dos Apps produzidos. Em paralelo a esse ambiente virtual de aprendizagem, os estudantes empregaram: Apps de comunicação multiplataforma, como o WhatsApp e o Messenger; Apps de localização e navegação, em que podem ser destacados o Google Maps e o OSMand; Apps de redes sociais online, como o Facebook e o Instagram. Conforme Paulino et al. (2018) o uso estruturado de aplicativos para dispositivos móveis pode contribuir para o êxito de atividades educacionais, em especial, os aplicativos gratuitos que possibilitem a realização de chamadas por voz e vídeo, além da troca de textos, imagens, vídeos e arquivos.

Durante as atividades de campo os estudantes buscaram dados para a elaboração dos Apps. Foram realizadas atividades ar livre, desenvolvidas e problematizas as propostas de Educação Ambiental ao ar livre nas seguintes áreas: parques, praças, campus universitários, morros e a orla do Lago Guaíba, todos pertencentes à região metropolitana de Porto Alegre. Entre os locais visitados está o Parque Natural Morro do Osso que é uma unidade de conservação localizada na zona sul de Porto Alegre. Segundo Cavasini e Breyer (2017) esse é um espaço diferenciado para a realização de atividades de Educação Ambiental ao ar livre, em face da: relevância ambiental, histórica e cultural; interesse da população para a conservação do Parque; existência de locais de grande beleza cênica e natural; facilidade e conveniência para o desenvolvimento de propostas educacionais.

Por fim, em sala de aula ocorreram as apresentações e discussões da experiência construída no semestre. Essas atividades foram realizadas usando os smartphones dos alunos diretamente com os aplicativos para dispositivos moveis, deixando de lado as formas mais tradicionais de apresentações, como as centradas nos aplicativos Power Point e Prezzy. Para Paulino et al. (2018) e Mello e Boll (2014) o uso de dispositivos móveis em atividades realizadas em sala de aula pode contribuir para o desenvolvimento de conteúdos de várias formas, também devido à familiaridade dos estudantes com smartphones e tablets e a multiplicidade de propostas que podem ser realizadas.

Os Apps construídos buscaram a problematização de três tópicos: descrição, aspectos históricos e equipamentos utilizados nas práticas de atividades ao ar livre; características dos espaços de prática; e proposta específica de Educação Ambiental ao ar livre. Esses tópicos foram escolhidos pelos estudantes, de acordo com seus interesses e disponibilidade para realizar as atividades de campo e demais tarefas propostas. Para contribuir na compreensão dos Apps, as Figuras 1, 2 e 3 apresentam aspectos de três aplicativos móveis construídos pelos estudantes.

APP relacionado à Canoagem

Figura 1: Elaborada pelos autores

O App relacionado à Canoagem abordou aspectos da atividade ao ar livre, ambientes de prática no Lago Guaíba no município de Eldorado do Sul e de uma proposta específica de intervenções pedagógicas de Educação Ambiental realizadas no contexto da canoagem. Também foram incluídos no App a utilização de Chat ou sala de bate-papo, que permite a troca de informações entre os usuários do aplicativo, e do Mapa GPS que permite a navegação orientada até determinado local, no caso, o ambiente de prática escolhido pelos estudantes.

APP relacionado à Yoga

Figura 2: Elaborada pelos autores



O App relacionado à Yoga abordou: aspectos históricos e descritivos da atividade ao ar livre; ambientes de prática em praças, parques e campus universitários no município de Porto Alegre; e uma proposta de Educação Ambiental ao ar livre focada em práticas de mínimo impacto ambiental relacionadas à Yoga, as quais foram baseadas nos Princípios de Não Deixe Rastro. Também foi incluída uma agenda com informações e formas de conectividade sobre eventos relacionados à Yoga tanto nos locais tratados no aplicativo, como em outros espaços em que essa atividade ao ar livre é praticada em Porto Alegre.

APP relacionado ao Ciclismo

Figura 3: Elaborada pelos autores

O App relacionado ao Ciclismo abordou: aspectos históricos, descritivos e dos equipamentos utilizados durante a prática da atividade ao ar livre; ambientes próximos à orla do Lago Guaíba no município de Porto Alegre; e uma proposta de Educação Ambiental ao ar livre focada nos Princípios de Não Deixe Rastro adaptados às demandas recorrentes do ciclismo, além de questões relacionadas à gestão de riscos para os ciclistas. Também foi proposta uma Playlist ou listagem de músicas relacionada ao ciclismo, o Mapa GPS que permite a navegação orientada até determinado local, assim como, a troca de informações por meio da rede social Twitter.

A proposta avaliativa utilizada em conjunto com relatos informais dos participantes e percepções do professor responsável indicaram os seguintes resultados:

  • Ampliação da percepção da relevância e do interesse dos alunos pelas áreas das atividades ao ar livre, da Educação Ambiental ao ar livre e da ética em atividades ao ar livre;

  • Construção de conhecimento relacionado às atividades ao ar livre, à Educação Ambiental ao ar livre, aos espaços naturais e à ética em atividades ao ar livre;

  • Valorização dos espaços naturais, em especial, dos utilizados para a construção dos Apps;

  • Ampliação do interesse pela construção e utilização de Apps para o desenvolvimento dos conteúdos abordados na disciplina e de outras propostas educacionais e profissionais.

Considerações e Perspectivas

A Educação Ambiental ao ar livre compreende práticas de mínimo impacto e intervenções pedagógicas, as quais são caracterizadas por despertar o interesse dos indivíduos e possuir potencialidades que podem ser explorados. As atividades de Educação Ambiental ao ar livre são desenvolvidas em diversos contextos e por meio de estratégias variadas, como disciplinas de cursos de Educação Física e aliando a construção de aplicativos para dispositivos moveis às atividades práticas.

Esse trabalho relatou a experiência de desenvolvimento do conteúdo Educação Ambiental ao ar livre através da construção de Apps. A experiência ocorreu no primeiro semestre de 2018 em uma disciplina de Curso de Educação Física. Para tanto foram realizadas tarefas no laboratório de informática, no ambiente Moodle da disciplina, em atividades de campo e em sala de aula. Os Apps construídos problematizaram três tópicos: atividades ao ar livre; espaços de prática; e propostas de Educação Ambiental ao ar livre.

As avaliações apontaram para: ampliação da percepção da relevância e do interesse pelas áreas das atividades ao ar livre, Educação Ambiental ao ar livre e ética em atividades ao ar livre; construção de conhecimentos; valorização dos espaços naturais; ampliação do interesse pela construção e utilização de Apps para fins educacionais e profissionais.

Quanto às perspectivas dois aspectos podem ser destacados. O primeiro aspecto é a continuidade e aprimoramento da proposta. A experiência relatada terá prosseguimento no segundo semestre de 2018, quando serão abordadas em paralelo as plataformas Fábrica de Aplicativos e App Inventor, essa última, desenvolvida pelo Massachusetts Institute of Technology ou MIT. A plataforma App Inventor é uma das mais utilizadas no contexto internacional (disponível em: http://appinventor.mit.edu/explore/). Ela apresenta alguns desafios devido a questões relacionadas a idiomas e à lógica de programação, contudo, permite o desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis com um número expressivo de funcionalidades.

O segundo aspecto são as contribuições da experiência relatada a demais iniciativas voltadas a Educação Ambiental ao ar livre. Nesse sentido pode ser citado o curso massivo aberto e gratuito intitulado Esportes e Atividades ao Ar Livre, que é realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (disponível em: https://lumina.ufrgs.br). Esse curso, que teve mais de 600 inscritos em três meses de realização, disponibiliza espaço para a troca de experiências, permitindo assim partilhar potencialidades e fragilidades encontradas no desenvolvimento de diferentes propostas relacionadas à Educação Ambiental ao ar livre.

Referências

BALLANTYNE, R; PARKER, J. Promoting Learning for Sustainability: Principals’ Perceptions of the Role of Outdoor and Environmental Education Centres. Australian Journal of Environmental Education, vol. 22, 2006.

CAVASINI, R; TEIXEIRA, A. P.; PETERSEN, R. D. S. Percepções de Professores sobre a Educação Ambiental ao Ar Livre. Revista Brasileira de Educação Ambiental, vol. 13, n.1, 2018.

CAVASINI, R. Intervenções Pedagógicas de Educação Ambiental no Programa Segundo Tempo. Tese (Doutorado). Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano. Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança, 2016.

CAVASINI, R. et al. Educação Ambiental ao Ar Livre: Intervenções em Esportes na Natureza. Revista Brasileira de Educação Ambiental, vol. 10, n. 2, 2015.

CAVASINI, R et al. Relato de experiência de curso a distância em esportes e atividades ao ar livre. In: Extremos do Sul - Sustentabilidade e Natureza: interfaces com a Educação Física, Rio Grande, RS. Anais (online). Rio Grande: FURG, 2017. p. 78-80.

CAVASINI, R. Projetos esportivos sociais voltados para jovens: um estudo das contribuições do projeto Navegar de Porto Alegre. Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Dissertação de Mestrado, 2008.

CAVASINI, R.; BREYER, R. F. Workshop de Conscientização Não Deixe Rastro: Educação Ambiental em Atividades ao Ar Livre. Educação Ambiental em Ação, n. 59, 2017.

CAVASINI, R.; CASSAL, L. F. TEIXEIRA, A. P. L. Educação ambiental ao ar livre: um olhar sobre o slackline. Educação Ambiental em Ação, n. 63, 2018.

COBB, E. The Ecology of Imagination in Childhood. Putnam, USA: Spring, 2004.

DUERDEN, M. D.; WITT, P. A. The Impact of Direct and Indirect Experiences on the Development of Environmental Knowledge, Attitudes and Behavior. Journal of Environmental Psychology, vol. 30, n.4, 2010.

HEBERLEIN, T. A. Navigating Environmental Attitudes. New York, USA: Oxford University Press, 2012.

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MELLO, R. S.; BOLL, C. I. Cultura digital e educação: desafios contemporâneos para a aprendizagem escolar em tempos de dispositivos móveis. Revista Renote, vol 12, n. 1, 2014.

PAULINO, D. B. et al. WhatsApp como recurso para a educação em saúde: Contextualizando teoria e prática em um novo cenário de ensino-aprendizagem. Revista Brasileira de Educação Médica, vol. 42, n. 1, 2018.

SOBEL, D. Placed Based Education: Connecting Classrooms and Communities. Great Barrington, EUA: The Orion Society, 2005.

THE LEAVE NO TRACE CENTER FOR OUTDOOR ETHICS. Disponível em: www.lnt.org, acesso em 12 de março de 2018.



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