ISSN 1678-0701
Número 66, Ano XVII.
Dezembro/2018-Fevereiro/2019.
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04/12/2018IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AGRICULTURA E NA PRODUÇÃO DE CAJU (ANACARDIUM OCCIDENTALE L.), NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL  
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IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA AGRICULTURA E NA PRODUÇÃO DE CAJU (Anacardium occidentale L.), NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL

Juliana Cardozo de Farias1*, Márcio Luciano Pereira Batista2, Ivanilza Moreira de Andrade3

1Doutoranda em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA/TROPEN), Universidade Federal do Piauí – UFPI, Av. Universitária, 1310, Ininga, CEP 64049-550, Teresina, PI.

*Autora para correspondência: e-mail: julianacardozo93@yahoo.com.br

2Doutorando em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA/TROPEN), Universidade Federal do Piauí – UFPI, Av. Universitária, 1310, Ininga, CEP 64049-550, Teresina, PI.

E-mail: marciolpb@hotmail.com

3Doutora em Botânica, Universidade Federal do Piauí. Av. São Sebastião, 2819, Campus Ministro Reis Velloso, Parnaíba/PI (UFPI-BIOTEC/MDMA/DDMA/HDelta).

E-mail: ivanilzaandrade@hotmail.com

RESUMO

Objetivou-se discutir as implicações das alterações climáticas na agricultura e os principais efeitos desse fenômeno na produção de caju (Anacardium occidentale L.) para o Nordeste brasileiro. Além disso, abordou-se a Educação ambiental frente aos desafios climáticos. Neste estudo foi utilizado o método qualitativo com natureza exploratória, que permite uma visão geral de um determinado fato por meio do levantamento bibliográfico. Os artigos foram pesquisados nos bancos de dados da Scopus e Scielo, entre 1995 e 2018, utilizando os descritores: mudanças climáticas, produção de caju, agricultura, percepção ambiental e A. occidentale. De acordo com a literatura científica, os impactos das mudanças climáticas afetará todo o modo de vida na Terra. Dentre os setores da economia, um dos mais afetados será a agricultura, pois esta atividade depende das condições do clima e do tempo. Vale destacar que essa espécie tem apresentado sinais de declínio com índices baixos na produção e lucratividade devido ao longo período de seca que ocorreu no Nordeste entre os anos de 2012 e 2016. Dessa forma, foi possível compreender que as estratégias de mitigação têm sido prioritárias, mas a adaptação aos efeitos desse fenômeno é destacada em debates entre os cientistas.

Palavras-chave: semiárido, percepção de agricultores, vulnerabilidade, cajucultura.

Abstract


The objective was to discuss the implications of climate change in agriculture and the main effects of this phenomenon on cashew production (Anacardium occidentale L.) for the brazilian Northeast. Besides that, included Environmental education in face of the climatic challenges. This study the qualitative method was used with exploratory nature, which provides an overview of a certain fact through the bibliographic survey. Articles were searched in databases of Scopus and Scielo, between 1995 and 2018, sing the descriptors: climatic changes, cashew production, agriculture, environmental perception and A. occidentale. According to the scientific literature, the impacts of climate change will affect the entire way of life on Earth. Among the sectors of the economy, one of the most affected will be agriculture, since this activity depends on climate and weather conditions. It is worth mentioning that this species has shown signs of decline with low rates in production and profitability due to the long dry period that occurred in the northeast between the years 2012 and 2016. In this way, it was possible to understand that mitigation strategies have been a priority, but the adaptation to the effects of this phenomenon is highlighted in debates among scientists.

Keywords: semiarid, perception of farmers, vulnerability, cashew cultivation.



INTRODUÇÃO

A complexidade das alterações do clima tem sido discutida em vários âmbitos da sociedade, devido as suas implicações ambientais, sociais, econômicas e políticas que podem afetar a humanidade (SCAEFFER-NOVELLI, 2015). As mudanças climáticas são fenômenos naturais que permitiram a evolução da vida na Terra, com períodos de aquecimento e de esfriamento, moldando a biosfera terrestre e tiveram influência decisiva sobre a biodiversidade (ROJAS; FABRE, 2017). Embora a alteração do sistema climático seja natural, as atividades antrópicas têm acelerado esse processo. As principais preocupações sobre esse tema se referem as suas causas, em que velocidade se processa e quais impactos podem causar no modo de vida na Terra.

Os especialistas alertam que a biodiversidade será afetada, pois as mudanças climáticas alteram o equilíbrio do meio ambiente, além disso, a agricultura e todos os setores econômicos serão atingidos, bem como os regimes hídricos, as condições de saúde; alterações das paisagens e consequentemente a permanência de populações obrigando-as a migrarem para outras regiões (BILAR et al., 2015).

O Brasil será um dos países mais afetados pelas mudanças climáticas porque sua economia depende diretamente dos recursos naturais. Dentre as atividades econômicas, a agricultura é uma das esferas econômicas mais importantes do país, sendo determinadas pelas condições do tempo e do clima. O clima interfere na agricultura, definindo que tipo de atividade agrícola deve ser empregada em cada local, além de intervir no planejamento agrícola e ambiental da cultura (PEREIRA, ANGELLOCCI et al., 2002).

Nesse cenário, as frutas tropicais têm grande importância econômica e são utilizadas em dietas de habitantes locais. Dentre estas, se destaca o caju (Anacardium occidentale L.), cuja agroindústria gera diversos produtos derivados. No Nordeste, essa espécie tem grande importância socioeconômica, a sua produção concentra-se nos estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte (AQUINO; OLIVEIRA; ROSSETTI, 2004).

A cajucultura pode ser desenvolvida em consócio com outros cultivos que dependem do período chuvoso, tornando-se importante fonte de renda e geração de empregos tanto no campo quanto nas indústrias, pois o cajueiro produz em pleno período seco, na entressafra das culturas anuais (SERRANO; PESSOA, 2016).

Sabendo que a produção de caju (A. occidentale) é um dos cultivos mais importantes para o Nordeste brasileiro, objetivou-se discutir as implicações das alterações climáticas na agricultura, seus principais efeitos na cajucultura nordestina e a importância da educação ambiental associados a essa problemática.

METODOLOGIA

Foi empregado o método qualitativo com natureza exploratória, que segundo Gil (1999) permite uma visão geral de um determinado fato por meio do levantamento bibliográfico. Dessa forma, realizou-se uma revisão da literatura sobre a questão das mudanças climáticas, conceito, histórico e suas implicações na agricultura e na produção de caju (A. occidentale) no Nordeste brasileiro. Além disso, foram analisadas informações mais recentes divulgadas pelos pesquisadores do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas-IPCC e a percepção dos agricultores sobre as mudanças climáticas e os principais resultados obtidos.

O estudo obedeceu aos seguintes passos: levantamento bibliográfico, leitura, discussão das ideias e sistematização destas na forma de texto. Para o levantamento bibliográfico foram pesquisados artigos nos bancos de dados da Scopus e Scielo, publicados entre os anos de 1995 e 2018, utilizando os descritores: mudanças climáticas, produção de caju, agricultura, percepção ambiental e Anacardium occidentale.

DESENVOLVIMENTO

Histórico das mudanças climáticas

As mudanças climáticas é um dos maiores desafios que a humanidade deverá enfrentar, devido seus efeitos danosos no modo de vida do planeta. Na década de 1970, iniciaram-se inquietações sobre o aumento do dióxido de carbono na atmosfera e o aquecimento provocado pelo efeito estufa (CUADRAT; PITA, 2004).

Após a confirmação das mudanças na composição da atmosfera, provocada pela emissão de gases do efeito estufa (GEE), foi criada em 1988, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC - sigla em inglês) pela Organização Meteorológica Mundial (OMM, órgão da Organização das Nações Unidas), em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), formando um grupo interdisciplinar para discutir sobre esse tema (SCHAEFFER-NOVELLI, 2015). Dessa forma, as Nações Unidas conduziram as discussões através do IPCC, a fim de chegar a soluções e criar instrumentos para regulamentar à redução das emissões de CO2, o principal gás de efeito estufa (CHANG, 2002).

Uma década depois, com o agravamento do aquecimento global, culminou em 1997, no Japão, a Conferência de Kyoto, onde foi assinado o Protocolo de Kyoto, trazendo algumas estratégias para auxiliar na redução de emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE), dentre elas:

I- O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) que permitiu os países industrializados a redução de seus custos para a diminuição doméstica de emissões, investindo em projetos baseados em tecnologias limpas a serem implantados em países em desenvolvimento, podendo estes receber créditos, de maneira a cumprir a redução de GEE (CHANG, 2002; TAYT-SOHN, 2014);

II- A Implementação Conjunta, que dá maior flexibilidade aos países do Anexo I (todos os países da Organização de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD), incluindo mais 14 países com economias em transição da Europa Central e do Leste, excluindo-se Iugoslávia e Albânia) para investirem entre si nos seus compromissos de redução (CHANG, 2002);

III- Por último o Mercado Internacional das Emissões, que possibilitou aos países do Anexo I comercializar entre si as quotas de emissão e os créditos recebidos através do MDL em países em desenvolvimento (CHANG, 2002).

Durante o Protocolo de Kyoto foi firmado compromisso de redução média de 5,2% de emissão de GEE aos níveis de 1990, entre 2008 e 2012, para os países do Anexo I, entrando em vigor esse acordo somente em 2005 (CHANG, 2002).

Em 2001 ocorreu o Terceiro Relatório de Avaliação do IPCC, elaborado em cooperação com a Organização Meteorológica Mundial (WMO) e indicou que a maior parte do aquecimento observado durante os últimos 50 anos é atribuída às atividades humanas. O relatório evidenciou ainda que a temperatura da superfície do planeta aumentou no século XX, em média, aproximadamente 0,6ºC oriundos das emissões de GEE e aerossóis, bem como das atividades antrópicas. Já o Quarto Relatório do IPCC (2007), relata uma série de mudanças climáticas globais na temperatura do ar, na superfície terrestre e nos padrões de precipitação (DIAS; DIAS, 2007). E o quinto e mais recente relatório de avaliação climática de 2014, o IPCC apresentou dados sobre as mudanças climáticas, destacando os novos resultados em relação aos informes dos anos anteriores.

Na 21ª Conferência das Partes (COP21) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), em Paris, foi adotado um novo acordo, conhecido como o Acordo de Paris para fortalecer a resposta global à ameaça da mudança do clima e de reforçar a capacidade dos países para lidar com os impactos decorrentes dessas mudanças. O compromisso destacou o esforço para limitar o aumento da temperatura do planeta em até 1,5 até 2100 (MMA, 2018). Esse acordo foi aprovado entre representantes de 195 países e para entrar em vigor foi necessária à confirmação de pelo menos 55% dos países, cuja assinatura iniciou em abril de 2016 e terminou em abril de 2017.

Essas negociações internacionais que visam criar estratégias de mitigação sobre a alteração do clima são realizadas por meio de acordos que devem ser assinados, como um compromisso preliminar pelos chefes ou representantes de Estado em Conferências das Partes. Em seguida, ocorre sua ratificação pelas casas legislativas, em nível nacional e constitui sua transformação em Políticas Nacionais e leis que devem ser decretadas (GUPTA, 2012; BODANSKY, 2016). Todo esse processo demora certo tempo até que as estratégias de mitigação sejam efetivamente iniciadas.

Embora os mecanismos de mitigação das causas do aquecimento global tenham sido considerados prioritários, a adaptação aos efeitos desse fenômeno é destacada nos debates entre cientistas, sendo necessário para responder aos impactos do aquecimento global (TAYT-SOHN, 2014).

Implicações das mudanças climáticas na agricultura e no semiárido nordestino

As mudanças climáticas são alterações nos padrões do clima que podem ser identificadas (usando testes estatísticos) por mudanças na média e/ ou na variabilidade de suas propriedades, e que continuam por um longo período de tempo, normalmente décadas ou mais (IPCC, 2007).

A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) atribui exclusivamente as alterações climáticas às atividades humanas, pelas modificações no uso do solo, desmatamento e principalmente o consumo de combustíveis fósseis. Os especialistas do IPCC afirmam que esse fenômeno tem sua origem principal no aquecimento global, causados pelos GEE, cujos principais são dióxido de carbono (CO2), o monóxido de carbono (CO) e o metano (CH4), que continuam aumentando (BILAR et al., 2015).

O Brasil é um dos principais produtores de alimentos do mundo, e está entre os dez maiores emitente de GEE, sendo o segundo maior emissor de CO2 pela produção agropecuária em 2013, o que representa quase um terço das emissões nacionais. Assim, é necessário o país planejar um crescimento baseado em baixas emissões de carbono e alta eficiência produtiva, para tentar suprir a demanda de alimentos, já que a população tende a crescer nos próximos anos (ROJAS; FABRE, 2017).

As consequências das emissões de GEE têm afetado o território brasileiro, sendo percebida pela variabilidade do clima e pelos eventos extremos de forma severa, gerando diversos impactos negativos sobre a população e suas atividades econômicas (BILAR et al., 2015).

Para analisar os impactos das mudanças climáticas na produtividade agrícola, alguns estudos foram realizados com simulação de crescimento de culturas, a exemplo de Siqueira et al. (1994, 2000) que avaliaram as possíveis alterações de produtividade de soja e milho. Bouman et al. (2001) em seu livro traz uma síntese que simula o crescimento e desenvolvimento de arroz (Oryza sativa L.) em situações de produção potencial, limitações de água e de nitrogênio. Walter et al. (2014) também estimaram o rendimento de grãos de arroz (O. sativa L.) irrigado no Estado do Rio Grande do Sul, cujo resultado teve efeito positivo nesse cultivo.

O aumento das taxas de CO2 causa nas plantas a possibilidade de aumentar a taxa de crescimento e no rendimento das culturas no futuro, pois este gás é substrato primário para a fotossíntese. Entretanto, o aumento da concentração de GEE pode elevar a temperatura do ar, o que pode reduzir esse efeito nos vegetais devido o aumento da respiração (STRECK, 2005), além de ocasionar possíveis danos nos órgãos reprodutivos (BOUMAN et al., 2001; ASSAD; PINTO, 2008). De acordo com a fisiologia vegetal, concentrações maiores que 1% de CO2 são inibitórias para o processo de fotossíntese, principalmente por causa da redução do pH pelo ácido carbônico. O pH elevado fecha aos estômatos impedindo a difusão do CO2 para os cloroplastos (MODESTO; SIQUEIRA, 2004), assim a planta não consegue realizar a fotossíntese.

Outros estudos realizaram a avaliação dos impactos das mudanças climáticas na agricultura usando a tecnologia de Zoneamento de Riscos Climáticos, um programa de computador desenvolvido a partir de 1996. Dessa maneira, Assad e Pinto (2008) estimaram a redução da área para produção no Nordeste das culturas do milho (Zea mays L.), arroz (Oryza sativa L.), feijão (Phaseolus sp.), algodão (Gossypium hirsutum L.) e girassol (Helianthus annuus L.). A soja [Glycine max (L.) Merrill] e o café (Coffea arabica L.) também foram incluídas nesse estudo e devem liderar as perdas, sendo que a soja poderá sofrer danos de produtividade em até 40% em 2070, sendo esta, a cultura que deve sofrer mais com a elevação de temperatura, em decorrência do aumento da deficiência hídrica e do possível impacto de verões mais intensos. O café sofrerá perdas de até 33% da área de baixo risco em São Paulo e Minas Gerais, podendo aumentar no Sul. Para a mandioca (Manihot esculenta Crantz), as pesquisas estimam um ganho geral em sua produtividade e no cultivo da cana-de-açúcar (Saccharum officinarum L.) a sua produtividade dobrará nos próximos anos.

Outra vertente de estudos que estão sendo aplicados é o uso de enzimas, proteínas, QTL (locos de caracteres quantitativos), propagação in-vitro, dentre outros associados à expressão gênica em resposta as alterações ambientais, visando obtenção de resultados sobre a tolerância aos efeitos do clima (REHFELDT, 2000).

Grande parte da população rural das regiões semiáridas nordestinas vive em situação de vulnerabilidade devido à degradação das terras, das condições climáticas, socioeconômicas e políticas (MARENGO, 2009). A degradação das terras é atribuída à agricultura, cujo desenvolvimento tradicionalmente ocorre por meio do desmatamento, somada as características climáticas de altas temperaturas, com períodos de secas levaram a um histórico de deterioração dos solos, salinização e tendências à desertificação (AROJAS; FABRE, 2017).

Outro fator climático que favorece a vulnerabilidade no Nordeste é a deficiência hídrica. A irregularidade pluviométrica dessa região ocorre devido às oscilações das temperaturas dos oceanos Pacífico e Atlântico, juntamente com o El Niño, a Oscilação Sul (ENOS) e o Dipolo do Atlântico Tropical afetam diretamente o posicionamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) influenciando a distribuição das chuvas (MENEZES et al., 2008; RODRIGUES et al., 2017).

As discussões sobre as mudanças climáticas e seus efeitos nas zonas rurais do semiárido e os prováveis impactos relatam um comprometimento de forma expressiva na atividade agropecuária. Entre as possíveis implicações são relatadas reduções na disponibilidade e no abastecimento de água e maior variabilidade interanual da precipitação no Semiárido. Além disso, pode ocorrer o aumento da temperatura e consequente aumento da evapotranspiração, com substituição da vegetação semiárida por outra de ambientes mais áridos. E ainda agravar o quadro de salinização e desertificação das terras agrícolas. Isso poderá afetar o calendário agrícola e colocar em risco a segurança alimentar da população e também reduzir produtos destinados à exportação (ANDRADE; SILVA; SOUZA, 2014; AROJAS; FABRE, 2017).

Embora apresente certo grau de vulnerabilidade, a agricultura de subsistência ou familiar é responsável por 37,9 % do valor bruto da produção agropecuária nacional, evidenciando que os agricultores familiares são mais eficientes na utilização da terra, mesmo com modos de produção com poucas terras e tecnologias agrícolas limitadas (MDA/INCRA/FAO, 2000; AROJAS; FABRE, 2017).

Diante do cenário das mudanças do clima, os pequenos agricultores rurais do semiárido nordestino serão os mais afetados pelas implicações climáticas, pois os recursos naturais dessas regiões podem tornar-se mais escassos, prejudicando a agricultura familiar que dependem dessa atividade.

Efeitos das mudanças climáticas na produção de caju (Anacardium occidentale L.)

O caju (Anacardium occidentale L.), pertence à família Anacardiaceae, é a única espécie cultivada e a mais dispersa do gênero. Tem ocorrência, predominantemente, na região tropical e subtropical. A origem americana do cajueiro ainda não é totalmente comprovada, mas o Brasil é considerado o mais importante centro de diversidade desse táxon (BARROS; CRISÓSTOMO, 1995), sendo a região Amazônica o centro principal de diversidade e o cerrado, no Planalto Central seu centro secundário (MICHELL; MORI, 1987).

O Brasil tem destaque na agroindústria do caju (A. occidentale), no entanto os maiores produtores mundiais de castanha em 2016 foram o Vietnã, a Nigéria, Índia e a Costa do Marfim (FAO, 2018). A cajucultura foi implantada comercialmente no Nordeste brasileiro na década de 1970 através de programas governamentais (VIDAL, 2017). O cajueiro cultivado é classificado em dois tipos, de acordo com o porte: o comum (gigante) e o anão ou anão-precoce. O cajueiro comum é nativo, sendo o mais encontrado no Nordeste, foram os primeiros a serem explorados comercialmente, e sua propagação ocorre quase exclusivamente por sementes. Com relação ao cajueiro-anão, sua origem vem de seleções fenotípicas de cajueiros-comuns de porte baixo realizado desde 1960 (SERRANO; PESSOA, 2016).

Essa espécie tem grande importância socioeconômica para a região Nordeste, cuja produção, ocorre principalmente nos estados do Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte (AQUINO; OLIVEIRA; ROSSETTI, 2004). O cultivo A. occidentale pode ocorrer em consócio com outras culturas que dependem do período chuvoso, tornando-se importante fonte de renda e geração de empregos tanto no campo quanto na indústria, por produzir em pleno período seco, na entressafra das culturas anuais (SERRANO; PESSOA, 2016).

Abordagens sobre a percepção de agricultores rurais têm sido empregadas no semiárido nordestino a fim de conhecer como eles percebem e respondem as mudanças do clima. Assim, Andrade, Silva e Souza (2014) realizaram estudo em 29 comunidades de quatro municípios do Seridó no Rio Grande do Norte, por meio de entrevistas com atores locais, foram aplicados 241 questionários. Os resultados indicaram que a percepção dos agricultores é bastante difusa, mas, eles afirmam que as mu­danças podem ser observadas principalmente pela alteração dos períodos chuvosos e secos, bem como pela intensificação destes. Outros expressivos trabalhos com esse enfoque, os quais podem ser citados são de Andrade, Souza e Silva (2013), Silva, Andrade e Souza (2013), Rozendo (2015) e Silva e França (2018).

Os estudos da percepção dos produtores de caju (A. occidentale) sobre as mudanças climáticas e seus impactos negativos não foram realizados no nordeste brasileiro, no entanto em Benin na África, Bello et al. (2017) investigaram sobre esse tema. Os autores destacaram que as percepções locais eram geralmente unânimes, sendo citado a irregularidade das chuvas, ventos fortes, taxa de secagem de flores de caju durante as temporadas como indicadores de mudanças climáticas nas áreas pesquisadas. Rupa, Rejani e Bhat (2013), Balogoun et al. (2016) também realizaram estudos sobre os efeitos das mudanças climáticas na produção de caju (A. occidentale).

De acordo com Serrano e Pessoa (2016), essa espécie apresentar crescimento vegetativo intermitente, com períodos de intensa atividade e outros de aparente repouso a umidade relativa do ar. A intensidade e distribuição das chuvas parecem ser os principais elementos controladores da periodicidade das fenofases do caju (A. occidentale), tanto as vegetativas como as reprodutivas. Os indicadores de mudanças climáticas relacionados com a precipitação e temperatura podem ser explicados pelo fato de que esses elementos são os principais fatores climáticos que influenciam a produtividade do cajueiro, pois ele é muito sensível a mudanças de temperaturas (BELLO et al. 2017). Ayanlade et al. (2010) argumentam que a chuva é o fator climático mais importante que afeta a agricultura nos trópicos.

No Nordeste brasileiro, o excesso de chuva ou alteração do ciclo das chuvas ocasionadas pelas mudanças do clima pode comprometer a produção de caju (A. occidentale), pois a sua floração ocorre preferencialmente durante o período seco (a partir de junho), na qual predomina pouca nebulosidade e alta insolação. Desse modo, os períodos de máxima diferenciação floral e florescimento ocorrem entre os meses de junho e setembro, com pico de florescimento no mês de agosto (SERRANO; PESSOA, 2016).

Dados recentes sobre a cajucultura no Nordeste destaca que essa atividade vem apresentando sinais de declínio com índices baixos na produção e lucratividade, sendo agravada pelo longo período de seca que ocorreu na região entre os anos de 2012 e 2016 e também pela ocorrência de pragas que ocasionou a morte de um grande número de cajueiros (VIDAL, 2017).

No Piauí, a cajucultura parece ter sido a que mais sofreu os efeitos da escassez hídrica. Entre os anos de 2011 e 2016, houve uma redução de área plantada, superior a 50%. Dessa maneira, a produção nordestina de castanha-de-caju não tem conseguido supri a demanda (VIDAL, 2017). Algumas pesquisas na Embrapa Agroindústria Tropical em Pacajus-CE estão sendo desenvolvidas como o uso de hidrogel e adubação com carvão vegetal para reduzir à vulnerabilidade do cajueiro a diversos intempéries do clima e também trabalhos são realizados para combater pragas da castanha (DADOS DA VISITA TÉCNICA, 2018).

Vale destacar ainda que as alterações do clima podem provocar rápidas mudanças nas doenças que envolvem o cajueiro. De acordo com essa premissa Cardoso e Viana (2011) descreveram as principais doenças do caju (A. occidentale L.) sob o ponto de vista de perspectivas das mudanças climáticas. Esses autores relatam como as condições do ambiente são demasiadamente importantes na ocorrência e no rigor de todos os patossistemas dessa espécie, tendo mais influência na antracnose, mofo-preto, oídio, mancha-angular e na manchade-xanthomonas.

A antracnose, por exemplo, que é mais severa em tecidos jovens resultantes do fluxo que ocorre durante ou após a estação chuvosa (CARDOSO et al., 1999; 2000) e pode no período de elevada umidade prolonga-se até o início da frutificação, causando perdas na produção. Assim, o excesso ou alteração no ciclo das chuvas pode comprometer a produção de caju. Mas o cajueiro tem uma relativa plasticidade em relação às vicissitudes climáticas, devido a sua estrutura anatômica e fisiológica semelhante às plantas xerófitas que possibilitam a tolerância às flutuações extremas de temperatura e umidade (CARDOSO; VIANA, 2011).

A Educação Ambiental no contexto das mudanças climáticas

A Educação Ambienta (EA) é conceituada como processos onde cada indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente (BRASIL, 1999). A sua inclusão e promoção em todos os níveis de ensino vem desde 1981 com a Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA) e sua reafirmação na Constituição Federal de 1988.

A EA vem articulando a questão ambiental com aspectos sociais, éticos, históricos, políticos, entre outros, atuando como prática social, em diferentes espaços marcados por conflitos socioambientais e crise de valores (SILVA, 2013).

Como elemento integrador nos vários segmentos educacionais, a EA tem contribuído nas discussões sobre as alterações climáticas, tendo duas abordagens, a de sensibilização ambiental e outra mais prática e crítica (SILVA, 2003; JACOBI, 2011).

A primeira abordagem se refere a compreensão dos desafios climáticos, associadas aos princípios de EA, promovendo discussões sobre a degradação do planeta e os impactos ambientais, a partir de uma visão interdisciplinar, pois a interdisciplinaridade deve ser vista como princípio básico na gestão de interesses comuns (LIMA, 2013; JACOBI et al., 2011). Conhecer a complexidade do tema e favorecer a mudança individual e coletiva por meio da educação são pontapés iniciais para ressignificar o olhar dos atores envolvido nesse processo. Com relação a abordagem prática e crítica os trabalhos trazem propostas didáticas, aplicação de projetos e métodos de pesquisa para as Mudanças Climáticas (CAMPOS et al., 2010; FARIAS; SILVA; COSTA, 2017). Muitas pesquisas estão adquirindo caráter estratégico nos programas de ciência e tecnologia, onde tem sido destacado os desafios de adaptar e desenvolver programas educativos que incluam temas da diversidade regional (JACOBI et al., 2011).

Para Lima (2013) existem parâmetros referenciais ao abordar os desafios climáticos e sua relação com a EA, tais parâmetros incluem: a complexidade do tema, a articulação entre a mudança social e individual, participação política e espírito crítico. Todos esses eixos devem ser levados em conta na construção de processos educativos para mitigação das mudanças climáticas.

Sob diferentes perspectivas os desafios ambientais tem sido alvo de investigações em diversas áreas da ciência. Isto reflete a preocupação que a questão ambiental tem tido e ao leque de propostas educacionais que estão sendo inseridas no ambiente educacional.

Nesse sentido, a EA é essencial no cenário das mudanças climáticas, seja no campo das discussões do tema e no desenvolvimento de ações, através da participação política e crítica.

Conclusão

Os impactos das mudanças climáticas afetará todo o modo de vida na Terra, dentre os setores da economia, um dos mais afetados será a agricultura, pois esta atividade depende das condições do clima e do tempo. Para criar estratégias de mitigar as consequências da alteração do clima são realizadas discussões em convenções mundiais e nacionais.

Embora os mecanismos de mitigação do aquecimento global tenham sido considerados prioritários entre os especialistas, a adaptação aos efeitos desse fenômeno tem sido destacada nos debates entre cientistas, nos estudos de educação ambiental e aqueles que abordam a percepção das mudanças climáticas por agricultores.

Os trabalhos sobre as implicações das mudanças climáticas no cultivo do caju (Anacardium occidentale L.) no Nordeste brasileiro são poucos. Uma das abordagens que envolve essa espécie, descrevem as principais doenças do cajueiro e como as alterações do clima influencia na ocorrência e no rigor dos patossistemas. A literatura destaca que essa cultura vem apresentando sinais de declínio com índices baixos na produção e lucratividade devido ao longo período de seca que ocorreu na região entre os anos de 2012 e 2016 e também pela ocorrência de pragas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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