ISSN 1678-0701
Número 63, Ano XVI.
Março-Junho/2018.
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11/03/2018MULHERES DO SOCIOAMBIENTALISMO BRASILEIRO  
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MULHERES DO SOCIOAMBIENTALISMO BRASILEIRO


Por Leandra Gonçalves, Erika Guimarães e Paulina Chamorro*


A semana do Dia Internacional da Mulher teve seu início marcado pela vinda da Sylvia Earle ao Brasil – a oceanógrafa mais reconhecida do mundo. Sylvia veio para tratar da proteção do mar e criação de grandes áreas marinhas – no Arquipélago de São Pedro e São Paulo e na Cadeia de Vitória e Trindade. Junto com ela estavam organizações ambientalistas – como Fundação SOS Mata Atlântica, Rede Pró-Ucs, Instituto Baleia Jubarte, Reserva da Biosfera e entre outras. Sylvia Earle, de 82 anos e mergulhadora ativa, foi a primeira mulher nomeada cientista-chefe da NOAA (agência nacional oceânica e atmosférica dos Estados Unidos) e foi nomeada pela Time Magazine como a primeira Heroína pelo planeta, em 1998.


A vinda dela criou ondas, e por que não dizer um tsunami de inspiração nos corações e mentes dos que puderam assistir às suas falas sobre a importância de proteger os oceanos. Mas, a vinda dela também estimulou uma outra reflexão muito importante, tão importante quanto proteger os oceanos – o papel da mulher na conservação da biodiversidade.


O Brasil é privilegiado nessa área. São tantas mulheres inspiradoras trabalhando em prol de um meio ambiente equilibrado que nos faltariam linhas para nomeá-las. Elas se dividem entre muitas funções – mãe, profissional, esposa e mulher, mas não deixam a peteca cair. E ainda, diante dessa essa desafiadora agenda, lutam por garantir seus merecidos espaços no debate, majoritariamente ocupados por homens.


No socioambientalismo brasileiro temos Neca Marcovaldi (Projeto Tamar), Tatiana Neves (Projeto Albatroz), Débora Pires (Coral Vivo), Marcia Engel (Projeto Baleia Jubarte) e Karina Groch (Projeto Baleia Franca) liderando os grandes projetos de conservação de espécies marinhas. Temos ainda excelentes representantes na Universidade como Yara Schaeffer Novelli (Iosup), Beatrice Padovani (UFPE) e Cristiana Seixas (NEPAM/Unicamp). Em nível nacional não nos faltariam nomes como Maria Tereza Jorge Pádua (Funatura), Marcia Hirota (Fundação SOS Mata Atlântica), Adriana Ramos (ISA), Tica Minami (Greenpeace), Suzana Pádua (IPÊ), Angela Kuczach (Rede Pró-UC), Ana Valeria Araujo (Fundo Brasil de Direitos Humanos) e Heloisa Dias (Reserva da Biosfera). No poder público temos Ana Paula Prates, Monica Peres, Silvana Canuto, Sueli Guimarães e a Dra. Gisele Porto do Ministério Público Federal. Podemos adicionar à essa lista também  exemplo de fortes mulheres que estão na ponta cuidando de nossas áreas protegidas como Maurizélia Brito e Niede Guidon. E ainda Sônia Guajajara (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) juntamente com as centenas de mulheres indígenas, quilombolas e pescadoras que vivem o seu dia-a-dia integradas ao meio ambiente.

É realmente uma pequena amostra, mas temos aprendido muito com essas fortes mulheres que cruzam nosso caminho. Não há dúvidas de que a representatividade conta e ver mulheres ocupando espaços de decisão e de poder, com o merecido respeito à contribuição que elas têm aportado para a vida política e ambiental no país é uma grande inspiração pra gente e para outras que, como nós, tem percorrido essa jornada. Aprendemos que precisamos saber falar rápido para dar o recado no pouco espaço que nos dão. Aprendemos que precisamos saber correr para chegar antes para garantir nosso assento. Mas aprendemos principalmente que é preciso ter força, paciência e resiliência para enfrentar o machismo no dia-a-dia, por que ele é cultural, é histórico, e tem que ser combatido. Por nós, pela  nossa causa, mas também por outras mulheres e causas que seguem invisíveis em um mundo ainda fortemente dominado por homens é que a gente escreveu esse artigo. No dia 8 de março, vamos celebrar a gigante contribuição que as mulheres têm dado com sua força emocional, intelectual e de trabalho, mas vamos admitir também que o percurso é longo e, mesmo quando se trata da participação das mulheres na agenda ambiental, ainda temos muito o que melhorar.

* são mulheres, ambientalistas e acreditam e trabalham por um mundo mais verde e socialmente justo.

 

POR: REDAÇÃO PORTAL ECOERA  08/03/2018  03:03


Fonte: https://www.portalecoera.com.br/destaque/mulheres-do-socioambientalismo-brasileiro/




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