ISSN 1678-0701
Número 63, Ano XVI.
Março-Junho/2018.
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10/03/2018PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS SOBRE A GESTÃO E O DESCARTE DE RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS  
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PERCEPÇÃO AMBIENTAL DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS SOBRE A GESTÃO E O DESCARTE DE RESÍDUOS ELETROELETRÔNICOS


Cícero Lucas Ferreira Santiago (lucascomp17@gmail.com)

Departamento de Ciências Ambientais, Universidade de Taubaté


Dra. Ana Aparecida da Silva Almeida (anaparecida.almeida@gmail.com)

Departamento de Ciências Ambientais, Universidade de Taubaté


RESUMO


O presente estudo realizado na Faculdade do Pantanal (FAPAN), localizada no município de Cáceres-MT, teve como objetivo realizar uma análise comparativa acerca da percepção ambiental entre acadêmicos ingressantes e concluintes de cursos de graduação em 2016, sobre a gestão e o descarte dos resíduos dos equipamentos eletroeletrônicos (REEE). Como instrumento metodológico utilizou-se um questionário com quinze perguntas fechadas baseado na escala de Likert, aplicado a 311 participantes no mês de dezembro de 2016. O questionário abordou informações da percepção ambiental de uma forma geral e do descarte dos REEE, bem como a frequência de troca de um equipamento eletroeletrônico, as suas motivações e locais de descarte. A pesquisa mostrou que o nível de formação dos acadêmicos não tem interferência significativa em relação a sua percepção ambiental no que diz respeito ao descarte correto de REEE, além de apontar o lixo comum como destino frequente, a troca de um EEE em média acima de 12 meses e a preocupação com os danos que os REEE podem causar ao meio ambiente.


Palavras Chave: ciências ambientais, lixo eletroeletrônico, logística reversa.


ENVIRONMENTAL PERCEPTION OF UNIVERSITY STUDENTS ON MANAGEMENT AND DISPOSAL OF ELECTRONICS WASTE


ABSTRACT


This piece of study was made at Pantanal's Faculty (Faculdade do Pantanal - FAPAN), located in the municipality of Cáceres-MT. It aimed to do a comparative analysis about the environmental perception among University entrants and graduating students in the year of 2016, about the management and disposal of electronics waste (REEE). As a methodological tool, we used a questionnaire with fifteen enclosed questions based on Likert's scale, applied to 311 participants in December 2016. The questionnaire encompassed general information on environmental perception and REEE's disposal, as well as the frequency of substitution of an electronical equipment, its reasons and place of disposal. The research revealed that the student's levels of formation do not interfere significantly in which regards to their environmental perception on the correct disposal of REEE, besides showing that common waste is a frequent end, that they substitute electronic equipments in general in more than twelve months, and the student's concern about the damage REEE can cause to the environment.


Key-words: Environmental Sciences, electronics waste, reverse logistic.


INTRODUÇÃO


O aumento populacional somado a crescente demanda de consumo de produtos eletroeletrônicos no mercado mundial vem contribuindo sobremaneira na geração de resíduos sólidos urbanos (RSU) em sua fração resíduos de equipamentos eletroeletrônicos (REEE).


Com áreas cada vez menores para a implantação de novos aterros sanitários e com um volume de resíduos cada vez maior e mais diversificado, as cidades têm um novo desafio a resolver que é o problema no tratamento e descarte correto dos REEE. Para os países em desenvolvimento há uma escassez de tecnologias e pessoal capacitado para lidar com este processo. Outro fator relevante é a falta de uma legislação consolidada e uma maior fiscalização pelos órgãos competentes, além da falta de políticas públicas que visem minimizar o mesmo.


Os resíduos de equipamentos elétricos e eletrônicos (REEE) tem ganhado destaque entre os demais. Com uma composição cada vez mais diversificada, podendo conter plástico, cerâmica, metais e vidro – muitos deles são potencialmente propícios a reciclagem, os resíduos dos equipamentos elétricos e eletrônicos possuem uma das maiores taxas de crescimento no mundo.


Em 2008, visando um melhor controle e classificação deste tipo de resíduo, foi instituída no Estado de Mato Grosso, a Lei nº 8.876/2008, que em seu artigo 2º classifica os REEE como todos os equipamentos que foram danificados (e não há mais conserto) ou se tornaram obsoletos, que possam ser reaproveitados ou que contenha integrado a sua estrutura componentes químicos que sejam nocivos ao homem e ao meio ambiente (MATO GROSSO, 2008).


A Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), introduzida pela Lei 12.305/10, instituiu o compartilhamento de responsabilidades entre todos os envolvidos, desde a geração até a logística reversa dos resíduos dos equipamentos eletroeletrônicos. Portanto a responsabilidade desde a geração até o descarte e gestão dos resíduos dos REEE passam a ser dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e cidadãos que devem organizar o recolhimento de embalagens e resíduos (BRASIL, 2010).


Além das leis instituídas para tentar amenizar o problema do grande volume dos REEE é preciso que haja uma conscientização por parte da população tornando-se necessário o desenvolvimento de métodos que ajudem no desenvolvimento da sociedade, mas que preservem o meio ambiente.


Ações de educação ambiental surgem como meios que podem colaborar e amenizar esse processo através da conscientização da população, desenvolvendo assim um senso crítico voltado à qualidade de vida e preocupação com o meio onde vivem. Captar a percepção dessa população será imprescindível para se determinar quais estratégias poderão ser utilizadas para atender os dispositivos legais que regulam o correto manejo e descarte dos REEE.


METODOLOGIA


A pesquisa foi desenvolvida na Faculdade do Pantanal – FAPAN, mantida pelo Athenas Grupo Educacional, que conta atualmente com mais de 10 cursos de graduação, com turma já em andamento (Administração, Ciências Contábeis, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Civil, Farmácia, Fisioterapia, Odontologia, Pedagogia, Psicologia e Sistemas de Informação), e cursos de pós-graduação FAPAN (2017).


A FAPAN está instalada no município de Cáceres-MT, localizado a 210 quilômetros de Cuiabá (capital do estado). O município de Cáceres possui atualmente 87.942 habitantes, com uma área de 24.593,031 km², possui também um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,708. (IBGE, 2017).


O universo da pesquisa foi composto por 311 acadêmicos. Foram convidados a participar da pesquisa os acadêmicos pertencentes aos períodos ingressantes e concluintes de todos os cursos de graduação oferecidos pela FAPAN. Todos os acadêmicos participantes da pesquisa são alunos regularmente matriculados na FAPAN e estão distribuídos conforme se apresenta no Quadro 1.

Quadro 1. Descrição de Cursos/Acadêmicos participantes

Curso

Nível Formação

Número de Participantes

Administração

Ingressantes/Concluintes

53

Ciências Contábeis

Ingressantes/Concluintes

42

Educação Física

Ingressantes

16

Enfermagem

Ingressantes

17

Engenharia Civil

Ingressantes

40

Farmácia

Ingressantes

14

Fisioterapia

Ingressantes

40

Odontologia

Ingressantes

16

Pedagogia

Concluintes

23

Psicologia

Ingressantes/Concluintes

35

Sistemas de Informação

Ingressantes/Concluintes

15

Fonte: Autor do trabalho.


Como instrumento metodológico foi utilizado um questionário contendo um total de 15 questões fechadas, baseado na escala de Likert, visando a busca de fatores que contribuem ou determinam os fenômenos relacionados a gestão e descarte de resíduos eletroeletrônicos, levantamento de fatores acerca da frequência de troca de um equipamento eletroeletrônico, suas motivações e destino frequente de descarte após o uso, além de informações sócio-demográficas para a caracterização dos participantes. O instrumento utilizado para o levantamento dos dados da pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) da Universidade de Taubaté (UNITAU), conforme parecer número 1.911.011, atendendo as recomendações da resolução 510/16. Os questionários foram aplicados pelo pesquisador principal in loco, com a autorização concedida pelo diretor da faculdade e coordenação de cada curso.


A análise dos dados foi dividida em três etapas. Na primeira etapa o pesquisador fez uma organização documental de todos os dados coletados, agrupando os dados de cada turma/curso com a finalidade de estabelecer um esquema para extração dos dados. Na segunda etapa os dados foram tabulados, utilizando o software Microsoft Excel 2013, para isso o pesquisar elaborou uma planilha dinâmica, tendo um controle dos dados de cada turma/curso. Na terceira etapa realizou-se uma comparação entre os dados obtidos na pesquisa em confronto com o referencial teórico com o intuito de criar uma discussão com os trabalhos relacionados a temática.


RESULTADOS E DISCUSSÃO


Tendo em vista o perfil dos participantes da pesquisa, acadêmicos dos períodos ingressantes e concluintes dos cursos de graduação da Faculdade do Pantanal, foram comparados os resultados obtidos por meio da aplicação de questionários, demonstrando a percepção do público escolhido.


Nos aspectos relacionados a faixa etária e gênero dos participantes, observou-se que o sexo feminino com idade de até 21 anos foi predominante entre a amostra de ingressantes, tendo um total de 87 respondentes e representando 36,40% da amostra. Entre os respondentes do sexo masculino com idade até 21 anos, obteve-se um total de 66 respondentes, representando 27,62% da amostra de ingressantes.


Entre a amostra de concluintes o sexo feminino com idade de 22 a 30 anos foi predominante, com um total de 29 respondentes, representando 40,28% da amostra de concluintes. Entre os respondentes do sexo masculino predominou os respondentes com idade de 22 a 30 anos, tendo um total de 18 afirmativas, representando 25% da amostra de concluintes, conforme se apresenta na Figura 1.


Figura 1: Idade e Gênero – Participantes

Fonte: Autor do trabalho.


Os dados obtidos entram em consonância com o trabalho de SOBRAL (2014), onde o sexo feminino foi predominante sobre as amostras da universidade Nova de Julho (Brasil), Universidade do Minho (Portugal) e Instituto Politécnico de Leiria (Portugal).

A pesquisa foi composta apenas por acadêmicos ingressantes e concluintes dos cursos de graduação oferecidos pela FAPAN, no ano de 2016. No que diz respeito ao nível de formação dos participantes, notou-se a predominância de acadêmicos ingressantes, tendo um total de 239 participantes e representando 76,85% da amostra total de participantes. Os participantes concluintes representaram 23,15% da amostra total, com um total de 72 respondentes. Isso se justifica pelo fato dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Psicologia, Pedagogia e Sistemas de Informação serem ofertados a mais de quatro anos. Os demais cursos tem em média dois anos de oferta.

A conscientização da população em prol ao meio ambiente é um dos desafios da sociedade moderna, tendo a educação ambiental como uma das estratégias para se tentar aproximar o homem da questão sócio ambiental (SANTANA, 2008). Um dos aspectos específicos que a pesquisa buscou levantar foi a percepção ambiental de uma forma “geral”, como o descarte de lixo em vias públicas.

Em relação a preocupação em não descartar o lixo nas ruas, os respondentes da amostra de ingressantes afirmaram 143 vezes que se preocupam “todas as vezes”, sendo essa a alternativa predominante, representando 59,83% da amostra de ingressantes. Entre os respondentes concluintes seguiu-se a mesma predominância de afirmativa, havendo 53 afirmativas para a alternativa “todas as vezes” para a questão do descarte de lixo nas ruas, representando 73,61% da amostra de concluintes, conforme apresenta a Figura 2.



Figura 2: Preocupação em não descartar lixo na rua

Fonte: Autor do trabalho.



Os dados obtidos na pesquisa podem ser relacionados aos dados obtidos por Sobral (2014), que em seu trabalho “investigação da percepção ambiental de alunos universitários no Brasil e em Portugal”, realizou uma comparação dos dados obtidos através da aplicação de questionários a dois grupos de estudantes do curso de Ciências Contábeis, participando 441 estudando no total, no que item sobre o descarte do lixo em recipientes públicos em comparação entre instituições do Brasil e de Portugal, conforme se apresenta na Tabela 1.



Tabela 1. Análise de levantamento dos hábitos ao descarte de lixo dos universitários, UNINOVE, Universidade do Minho (UM) e Instituto Politécnico de Leiria (ESTG).

Fonte: Sobral (2014).


Notou-se uma semelhança no percentual alcançado entre os estudantes na universidade brasileira UNINOVE, chegando a 74% da amostra no item “sempre utilizo as lixeiras publicas para o descarte do lixo”. Entre os acadêmicos da FAPAN o índice chegou a 73,61% da amostra dos concluintes no item “todas as vezes”, no que diz respeito a preocupação em não jogar lixo na rua.


No Brasil ainda não há uma legislação que especifique como deve ser feito o processo de gestão de descarte de resíduos eletroeletrônicos, como acontece com alguns tipos de resíduos. A Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), aprovada em 2010, instituiu em seu artigo 33 que os resíduos eletroeletrônicos deverão retornar a sua origem independente dos serviços públicos de limpeza, através de mecanismos próprios de logística reversa (BRASIL, 2010). Mas pouco se vê ações de fabricantes ou do comércio para que de fato aconteça a logística reversa desses equipamentos.


A população tem participação imprescindível no processo de logística reversa de REEE, como prescreveu o artigo 33 da PNRS, onde se estabeleceu um compartilhamento sobre a responsabilidade sobre o resíduo gerado de produtos eletroeletrônicos.


Com base nos dados obtidos na pesquisa pode se observar uma predisposição interessante em relação ao descarte de REEE em locais aptos a os receberem entre os acadêmicos da FAPAN.


Na questão que tratava sobre o descarte de REEE em locais aptos a os receberem após sua vida útil ou tempo considerável de uso, entre os acadêmicos ingressantes 178 afirmaram que “sempre” descartariam os REEE em locais aptos, representando 74,48% da amostra de ingressantes.


Através dos dados obtidos na pesquisa, no que diz respeito ao descarte de REEE em locais aptos a os receberem, entre a amostra de acadêmicos ingressantes. Entre os acadêmicos concluintes 63,89% afirmaram que “sempre” descartaria os REEE em locais aptos a os receberem, com um total de 46 respondentes para esta afirmativa, conforma apresenta-se na Figura 3.


Figura 3: Preocupação em descartar os REEE em locais aptos

Fonte: Autor do trabalho.


A posição ambiental dos acadêmicos da FAPAN é semelhante a literatura do tema em questão. De acordo com Siqueira e Marques (2012), 91% dos respondentes em sua pesquisa se mostraram dispostos a levar os REEE inutilizados de suas residências para os pontos de coleta do município.


A predisposição da população em realizar o descarte de REEE de forma correta depare-se com o fato de não haver leis especificando como os REEE devem ser geridos e descartados, além de um número muito pequeno de locais distribuídos nos estados brasileiros para receber esse tipo de resíduo. Esse fato se torna preocupante, uma vez que o volume de geração de REEE cresce gradualmente a cada ano.


No Brasil há uma estimativa de geração de REEE, entre os anos de 2001 a 2030, em torno de 680.000 toneladas/ano, com uma média de 3,4 kg/hab/ano, com um acúmulo em torno de 22 milhões de toneladas de REEE. A geração per capita anual de resíduos provenientes apenas de telefone celulares e fixo, televisores e computadores, chega a 1,0 kg/hab/ano (FEAM, 2017).


Alguns fatores podem ser apontados como determinantes para o grande volume na produção de REEE. O alto volume na produção de produtos eletroeletrônicos aliado ao grande volume de comercialização pode ser apontando como um destes fatores. Num intervalo cada vez menor novas versões são lançadas, tornando os produtos já comercializados “obsoletos” num período cada vez menor, fazendo como haja um volume cada vez maior de produtos eletroeletrônicos em circulação (BACHI, 2013).


Em relação a questão da pesquisa que tratou sobre as motivações para o descarte de equipamento eletroeletrônico (EEE), entre os acadêmicos ingressantes, 68,20% afirmaram que descartam um EEE “quando não há mais conserto”, representando a maioria da amostra com 163 afirmativas. Entre os acadêmicos concluintes 65,28% afirmaram que descartam um EEE “quando não há mais conserto”, com um total de 47 afirmativas, conforme se apresenta na Figura 4.


Figura 4: Motivações para o descarte de Equipamento Eletroeletrônico

Fonte: Autor do trabalho.


Na questão que tratou sobre a frequência em que costumam realizar a troca de um equipamento eletroeletrônico, entre os acadêmicos ingressantes, 79,50% da amostra declararam que efetuam a troca de EEE num período “acima de 12 meses”, com um total de 190 afirmativas. Entre os acadêmicos concluintes, 80,56% da amostra declararam que costumam efetuar a troca de um equipamento eletroeletrônico num período “acima de 12 meses”, com um total de 58 afirmativas, conforma destaca a Figura 5.


Figura 5: Frequência de troca de Equipamento Eletroeletrônico

Fonte: Autor do trabalho.


A preocupação com a gestão e descarte de REEE se torna imprescindível nos dias atuais pelo grande volume gerado desse resíduo. O meio ambiente podem sofrer um impacto negativo muito grande quando não há um descarte correto de REEE, podendo afetar todos que nele vivem (MAGALHÃES, 2011). Uma vez que os REEE podem conter uma taxa de metais pesados muito grande, a depender do tipo de equipamento (SIQUEIRA e MARQUES, 2012). Diante de tudo isso se torna necessário identificar onde a população geralmente descarta dos EEE e REEE.


A questão de numero onze do questionário aplicado na pesquisa foi destinada a se levantar os locais onde geralmente os acadêmicos estão descartando os EEE. Entre os acadêmicos ingressantes, 49,37% da amostra declararam que o destino frequente para o descarte de um equipamento eletroeletrônico é o “lixo comum”, com um total de 118 afirmativas. Entre os acadêmicos concluintes o “lixo comum” novamente foi a afirmativa predominante, com um percentual de 48,61% da amostra de concluintes, com um total de 35 afirmativas, conforme se apresenta na Figura 6.


Figura 6: Destino Frequente de descarte de um Equipamento Eletroeletrônico

Fonte: Autor do trabalho.


CONCLUSÃO


A realização da pesquisa sobre a percepção ambiental dos acadêmicos da Faculdade do Pantanal sobre a gestão e descarte dos resíduos eletroeletrônicos permitiu constatar que essa problemática demanda uma atenção especial da sociedade. Pois a partir dos dados obtidos notou-se que o nível de formação dos acadêmicos não tem interferência significativa em relação a sua percepção ambiental no que diz respeito ao descarte correto de REEE.


Pode-se notar que a população estudada apresentou uma posição ambiental positiva se mostrando disposta a descartar os REEE em locais aptos a os receberem.


Apesar da predisposição em descartar os REEE em locais aptos, a pesquisa mostrou que os acadêmicos em sua maioria acabam descartando os REEE no lixo comum, podendo causar sérios prejuízos ao meio ambiente.


Outro fato apontando pela pesquisa é a frequência de troca de um equipamento eletroeletrônico, onde a partir dos dados obtidos se identificou que em média os acadêmicos da Faculdade do Pantanal efetuam a troca de um equipamento eletroeletrônico no período acima de 12 meses


BIBLIOGRAFIA


BACHI, M. H. Resíduos tecnológicos: A relação dos Resíduos Eletroeletrônicos com a Legislação do Brasil. Revista Brasileira de Gestão Ambiental, v. 7, n. 1, p. 01-05, jan - mar, 2013.


BRASIL. Lei 12.305/2010. Politica Nacional dos Resíduos Sólidos. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm>. Acesso em 03/12/2017.


FAPAN. Faculdade do Pantanal, 2017. Disponível em: <http://fapan.edu.br/quem-somos>. Acesso em 04/03/2017.


FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE. FEAM lança estudo sobre resíduos eletroeletrônicos. Portal Meio Ambiente. MG, Belo Horizonte, jun. 2009. Disponível: <http://www.feam.br/noticias/1/614-feam-lanca-estudo-sobre- residuos-eletroeletroni cos>. Acesso em: 04/03/2017.


Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mato Grosso: Cáceres: infográficos: dados gerais do município. Disponível em: <http://www.cidades.ibge.gov.br/painel/painel.php?codmun=510250&search=mato-&lang=>. Acesso em 26 mai 2017.


MAGALHÃES, Diego de Castilho Suckow. Panorama dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE): O Lixo Eletroeltrônico - E-lixo. Dissertação (Mestrado) - Pontifícia Universidade Católica de Goiás, 2011.


MATO GROSSO. LEI 8.876, de 16 de maio de 2008. Dispõe sobre a coleta, reutilização, reciclagem, tratamento e destinação final do lixo tecnológico no Estado de Mato Grosso, e estabelece outras providências. 2008. Disponível em: <http://www.jusbrasil.com.br/diarios/7347472/pg-2-diario-oficial-do-estado-do-mato-grosso-doemt-de-16-05-2008>. Acesso em: 02 dez. 2015.


SANTANA, A. C. Educação ambiental e as empresas: um caminho para a sustentabilidade. Educação ambiental em ação, n. 24, 2008. Disponível em: <http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=573&class=21>. Acesso em: 02 dez. 2015.


SIQUEIRA, V. S. M., MARQUES, F. D. H.. Gestão e descarte de resíduos eletrônicos em belo horizonte: algumas considerações. Revista Caminhos de Geografia, v.13, n.43, p. 174-187, 2012.


SOBRAL, Eliane da Silva. Investigação da percepção ambiental de alunos universitários no Brasil e em Portugal. Dissertação (mestrado) – Universidade Nove de Julho - UNINOVE, São Paulo, 2014.






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