ISSN 1678-0701
Número 63, Ano XVI.
Março-Junho/2018.
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Prêmio: Destaques

10/03/2018EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ARTE: UM OLHAR SOBRE A REALIDADE ESCOLAR E SUAS POSSIBILIDADES  
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___ Dúvida

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ARTE: UM OLHAR SOBRE A REALIDADE ESCOLAR E SUAS POSSIBILIDADES


Dados de identificação:

Responsáveis: Carina Teles de Souza (FCLAr/Unesp) e Alessandra Aparecida Viveiro (FE/Unicamp)

Cidade/UF: Araraquara/SP

Número de pessoas envolvidas: Aproximadamente 30 pessoas

Telefone: (11) 98733-2264

E-mail: carinateles1@hotmail.com


Categoria e temática de trabalho

Ações de arte-educação ambiental: sensibilização / responsabilidade socioambiental



Introdução

O presente estudo entendeu como imprescindível o olhar voltado à sensibilização ambiental infantil e seus desdobramentos no ambiente escolar. Dessa forma, foram elaboradas atividades extracurriculares de Educação Ambiental (EA) em conjunto com diferentes linguagens artísticas.

Englobando aspectos finais de uma pesquisa em nível de Iniciação Científica, esse trabalho remete-se a um recorte desenvolvido pela primeira autora, sob a orientação da segunda autora.

O trabalho envolveu estudantes do terceiro ano do Ensino Fundamental de uma escola estadual do interior paulista durante o primeiro semestre de 2016. Baseando-se em fundamentos e orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN): Meio Ambiente (BRASIL, 1997), e em estudos como o de Loureiro, Castro e Layrargues (2002), Guimarães (1995), Carvalho (2012) e Freire (2011), deu-se como objetivo o desenvolvimento da sensibilização crítica e dialógica sobre as questões ambientais do cotidiano dos sujeitos, partindo de suas vivências e realidades.

Abordando ainda autores como Stori (2003) e Fischer (2002), a Arte foi abordada em suas diferentes linguagens nesse contexto, desde momentos iniciais do desenvolvimento da pesquisa até a sua finalização, possibilitando assim novas alternativas de se (re)pensar práticas escolares envolvendo as questões ambientais.


Educação Ambiental e Arte: percepção ambiental por meio de desenhos


A humanidade reafirma sua existência pela sua historicidade e renovação constante, fazendo de seus avanços e retrocessos bases estruturais norteadoras de conduta e convivência social. Entretanto, a contemporaneidade sofre com a ausência de habilidade em equilibrar os erros e acertos, sem uma fundamentação estável e coerente somos assim expostos às urgências e necessidades resultantes da mecanização dos modos de vida que deixam por escapar as essencialidades perceptivas das relações entre ser humano e ambiente.

Essa relação carrega as consequências do distanciamento e egocentrismo ao longo da trajetória humana.


Nas sociedades atuais o ser humano afasta-se da natureza. A individualização chegou ao extremo do individualismo. O ser humano, totalmente desintegrado do todo, não percebe mais as relações de equilíbrio da natureza. Age de forma totalmente desarmônica sobre o ambiente, causando grandes desequilíbrios ambientais. (GUIMARÃES, 1995, p.12)

Neste cenário, surgem também conflitos de toda ordem, oriundos da desigualdade vivenciada em nossa sociedade.


O mundo contra o qual a crítica ecológica se levanta é aquele organizado sobre a acumulação de bens materiais, no qual vale mais ter do que ser, no qual a crença na aceleração, na velocidade e na competividade sem limites tem sido o preço da infelicidade humana, da desqualificação e do abandono de milhões de pessoas, grupos e sociedades que não satisfazem esse modelo de eficácia. (CARVALHO, 2012, p.68).

Nessa perspectiva, a abordagem da EA engloba discussões e pontos de vista diferenciados, principalmente no contexto educativo. Nos PCN, enfatiza-se a educação voltada à cidadania, por meio da necessidade de se relacionar e contextualizar os aprendizados e conhecimentos de modo significativo e valorativo ao aluno (BRASIL, 1997).

Entretanto, as ações e movimentos escolares referente à EA ainda são tímidos e, por vezes, insuficientes. Tendo em vista esta realidade, novas possibilidades e alternativas para o trabalho com a EA nos espaços escolares se tornam necessárias.

Partindo disso, este trabalho engloba atividades propostas para crianças com média de oito anos de idade, de uma escola da rede pública, cursando o terceiro ano do Ensino Fundamental em um município do interior de São Paulo.

As crianças foram convidadas a se expressarem, por meio de desenhos, a partir de questões norteadoras sobre diferentes temas. Assim, colaboraram para o desenvolvimento das propostas, possibilitando o levantamento de informações relevantes para a interpretação e compreensão do contexto de inserção da pesquisa.

A Arte com suas transformações e reinterpretações através dos conceitos e olhares que perpassam nossa sociedade, constituem um complexo processo de (re)conhecimento de si e do mundo, segundo Stori (2003). Ao possibilitar a flexibilidade e liberdade das singularidades expressivas das diferentes leituras de mundo, a Arte se tornou imprescindível para o desenvolvimento dessa pesquisa. Por meio das suas diferentes linguagens abordando as particularidades que envolvem o indivíduo completo, a Arte, além de um meio de comunicação social, viabiliza o aprofundamento e outras perspectivas da interioridade e exterioridade do mundo particular e coletivo de cada sujeito.


A Arte pode elevar o homem de um estado de fragmentação a um estado de ser integro, total. A arte capacita o homem para compreender a realidade e o ajuda não só a suportá-la como a transformá-la, aumentando-lhe a determinação de torná-la mais humana e mais hospitaleira para a humanidade. (FISCHER, 2002, p. 57)

Ao atingir várias instâncias, as linguagens artísticas no campo educacional abrangem uma importante conceituação, porém sua articulação com o currículo e o cotidiano escolar ainda sofre restrições.


A Arte é um meio de expressão comum à cultura de todos os tempos. No entanto, uma das grandes falhas de nosso sistema educacional é, precisamente, a de estabelecer territórios separados e fronteiras invioláveis para a Ciência e para a Arte... (SOUZA, 1968, p.47)

Assim como a EA, a Arte também se fragmenta em meio às sistematizações do currículo, e por vezes, se distancia das suas finalidades por suas falsas interpretações e abordagens.


Nosso atual sistema educacional possui o defeito de enfatizar, excessivamente, o desenvolvimento intelectual. A aquisição do saber continua sendo a finalidade da educação. Pode ser muito mais importante, para a criança, adquirir liberdade de expressão do que reunir informações fatuais. O conhecimento não usado carece de significação até que a criança adquira o anseio e a liberdade de usá-lo. (LOWENFELD, BRITTAIN. 1970, p.41)


Considerando as diferentes linguagens artísticasconsideramos, além das observações e relatos, também o desenho como expressão artística infantil.

O desenho, entendido como conjunto expressivo de traços foi utilizado para garantir a integridade da identidade pessoal, social e cultural das crianças perante suas opiniões e questionamentos acerca das questões ambientais.

Cada desenho reflete os sentimentos, a capacidade intelectual, o desenvolvimento físico, a acuidade perceptiva, o envolvimento criador, o gosto estético e até a evolução social da criança, como indivíduo. (LOWENFELD; BRITTAIN, 1970, p.35)


Ao todo, foram produzidos 583 desenhos, distribuídos em 6 temas distintos, vinculados ao meio e o ser humano. Os temas se distinguiram, respectivamente, em: 1. Ambiente da sala de aula; 2. Ambiente do entorno da escola; 3. Ambiente em que vivem; 4. Trabalhando a observação do trajeto; 5. Problemas do mundo; 6. Desenhando a imaginação (com projeções de um mundo que gostariam de viver).

Os dados coletados foram classificados em seus diferentes aspectos, por meio da caracterização sobre o ambiente natural e também sobre a presença do ser humano e suas criações.


Quadro 1 – Relação de elementos presentes nos desenhos, segundo a classificação dos aspectos.

Elementos presentes nos desenhos

Quantidade de itens

Tema 1

Tema 2

Tema 3

Tema 4

Tema 5

Tema 6

Aspectos sobre o ambiente natural

1

35

14

15

38

23

Aspectos referentes à presença do ser humano

65

58

28

59

51

41

Fonte: Elaboração própria com base na coleta de dados.


Por meio das expressões e representações infantis, nota-se que os aspectos naturais, em todos os indicadores, aparecem numericamente inferiores em relação à outra caracterização. Um dos fatores ocasionais desses dados se dá na realidade dos próprios sujeitos, pertencentes a um contexto, majoritariamente urbano, os aspectos naturais ocupam espaços, físicos e teóricos, menores e pouco discutidos.

Os detalhes desse processo inicial do trabalho estão apresentados e discutidos em Souza e Viveiro (2017). A título de exemplo, trazemos aqui aspectos sobre o Tema 4.

Pedimos às crianças que recorressem aos diferentes sentidos para retratar o trajeto de casa até a escola. Deveriam indicar aromas e sons captados nesse trajeto. Muitos tiveram dificuldades e reclamaram para realizar a atividade, uma vez que diziam não saber, ou não se lembrar de muitas coisas do trajeto que percorriam, uma vez que passavam o percurso inteiro ou jogando e/ou dormindo, e por isso não prestavam atenção sobre os locais e objetos que passavam.

Assim, os principais objetos relatados referiam-se à própria escola, as casas e às ruas. Muitas crianças representaram animais, como pássaros e borboletas. Os sons de veículos e construções também foram representados, assim como a presença das queimadas que ocorrem na região. Interessante destacar que muitos desses aspectos foram indicados de forma negativa, tanto nos desenhos como em comentários fazendo com que muitas das características ligadas à presença humana se remetessem a danos causados.


  1. Figura 1: Marcante presença de sons advindos de veículos e obras nas memórias sobre o trajeto.

  1. Figura 2: A criança relata o alto som das áreas urbanas, como também o cheiro das queimadas.


Nessa perspectiva, muito das representações indicadas e também a demonstração de interesse e atenção voltada aos aspectos locais e rotineiros se tornou visível, como também a necessidade de atitudes e senso crítico perante as problemáticas dessa realidade.

Sendo assim, as propostas elaboradas englobaram outras linguagens artísticas a fim de proporcionar novos meios e percepções para o trabalho com a sensibilização e liberdade de pensamento.

Por meio das artes, no processo dos trabalhos elaborados pelos alunos, podemos incentivar o desenvolvimento da criatividade e consequentemente a imaginação, a capacidade crítica e autocrítica, além de aumentar a percepção de si mesmos e do mundo ao seu redor. (STORI, 2003, p.78)


Para além da percepção: atividades para sensibilização ambiental

Partindo do pressuposto freireano da problematização (2011), compreende-se que o meio interfere nas formulações de pensamentos e opiniões dos sujeitos, e consequentemente seu desenvolvimento efetivo contribui para ampliação e promoção de novas potencialidades e aprendizados. Sendo assim, as necessidades reais dos alunos foram levantadas por meio da coleta de dados, que estruturou diferentes contextos e visões.

Os resultados se desdobraram em sua maioria nos aspectos locais de convívio dos sujeitos, ou seja, em suas experiências e vivências cotidianas. Por meio desses elaborou-se atividades extracurriculares para favorecer a sensibilização ambiental.

Abordando os mesmos sujeitos da coleta de dados, as atividades tiveram duração média de uma hora cada, adaptando-se à disponibilidade da Instituição. As atividades foram avaliadas pelos resultados materiais finais e pelas observações ao longo do processo, assim como relatos dos próprios sujeitos.

Desse modo, todo o processo foi explicado dialogicamente aos envolvidos, garantindo o esclarecimento de dúvidas e inquietações. Os materiais utilizados, garantindo a defesa da própria contextualização da pesquisa referindo-se a reutilização e consumo consciente dos bens materiais, foram disponibilizados aos sujeitos, assim como tempo e espaço para a organização dos seus próprios ritmos e modos de expressão. A liberdade expressiva permitiu a sistematização dos pensamentos de modo verídico e particular.

A primeira atividade intitulada “(Re)vendo o passado e projetando o futuro”, apoiando-se na fotografia e nos desenhos como linguagens artísticas, teve como finalidade o desenvolvimento das percepções e senso crítico mediante os efeitos cronológicos em diferentes áreas historicamente e culturalmente conhecidas na região e a dimensão perceptiva dos alunos sobre os impactos e mudanças temporais, sociais e culturais.

O processo da atividade se deu em diferentes momentos, utilizando inicialmente fotografias como meio de sistematização de informações para o diálogo e troca de pensamentos entre os envolvidos. Primeiramente, as fotografias referiam-se aos aspectos locais da cidade de vivência das crianças, em cronologia passada e presente. Por meio da distribuição, observação e análise dos sujeitos sobre as mesmas, em grupos, foram levantadas indagações e suposições sobre as transformações ocorridas e suas respectivas manifestações contemporâneas, gerando diálogos positivos para novos aprendizados.

As opiniões discutidas nesse momento se distinguiram em relação às modificações manifestadas, em que muitos argumentaram ser propício para o melhor desenvolvimento da natureza na cidade, enquanto que o crescimento populacional e tecnológico da comunidade acarretou alguns malefícios, relacionados em sua maioria com a poluição.

Esse diálogo se estendeu até o próximo momento, em que as crianças foram direcionadas a relatarem suas perspectivas e opiniões sobre um tempo futuro das mesmas situações discutidas. Ou seja, após o diálogo inicial referente às fotografias em diferentes tempos cronológicos, foram entregues imagens diferenciadas de ambientes atuais da cidade, escolhidos pelos próprios indivíduos, para que se apoiando nas representações dessas realizassem releituras em perspectivas futuras, com estimativa de 70 anos, dos mesmos locais.

Essa abordagem, inicialmente, causou inquietações e dificuldades nas projeções, e consequentemente, muitas representações mantiveram os aspectos atuais, argumentados a partir da situação estável e favorável da atualidade, uma vez que a cidade não sofre demasiadamente com as ações humanas, tendo apenas alguns pontos ressaltados pelos alunos que deveriam ser trabalhados para a configuração de um ambiente mais harmônico. Outros, no entanto, relataram suas alterações em uma visão tecnológica futurista, representadas por objetos e situações mais modernas, muitas ligadas a Indústria Cultural.

No total, foram 46 desenhos coletados nesse momento, englobando a seguinte relação:

Quadro 2 – Quantidade de aspectos mencionados nos desenhos sobre locais de Araraquara - SP em uma perspectiva de 70 anos.

Características dos desenhos

Quantidade

Sem alterações no local presente

35

Objetos futuristas e de ficção

10

Acréscimo de natureza nos locais

1

Fonte: Elaboração própria com base nas representações infantis.


Após essa etapa, a finalização dessa primeira proposta se deu por meio da troca de experiências e relatos sobre o andamento e percepções sobre a atividade. Possibilitando a observação sobre como os mesmos compreenderam a temática e a metodologia utilizada, sendo assim proveitoso para o momento.

Continuamente, a segunda atividade, denominada “Articulando sons e pensamentos”, baseando-se na música e literatura, objetivou a reflexão sobre o ambiente sonoro e suas contribuições na postura humana, através do diálogo, percepção sonora, categorização de conteúdo e sistematização de pensamentos, foi possível o trabalho conjunto sobre a realidade perceptiva dos sujeitos.

A música foi assim utilizada como abordagem das percepções de sons relacionados à paisagem sonora, de diferentes vertentes, abrangendo sons naturais e urbanos. Inicialmente, organizados em grupo, os alunos foram expostos a diferentes sons, de acordo com as abrangências mencionadas, gerando discussões sobre as percepções e interpretações individuais diferenciadas. As discussões e debates oriundos das numerosas interpretações resultaram em contatos e conhecimentos de outras realidades e perspectivas de mundo. A problematização das questões características e de contextualização dos sons refletiram nas reflexões sobre a relação entre a realidade de manifestação de tais sons e nossas posturas e sentimentos pertencentes aos mesmos.

No desenvolvimento coletivo, a participação de todos os envolvidos proporcionou a efetivação e aproveitamento dessas discussões, que tiveram suas eventuais dúvidas contextualizadas e saciadas durante todos os momentos.

Na sequência, as crianças foram direcionadas à segunda etapa dessa atividade, caracterizada pela confecção de pequenos textos, englobando as compreensões, reflexões e interpretações da realidade perceptiva e suas relações contemporâneas. Esse momento foi realizado coletivamente através de grupos de 4 a 5 alunos, assim como a etapa antecedente, uma vez que mesmo estando no terceiro ano do Ensino Fundamental muitas crianças não dominam o sistema alfabético.

Nessa finalização, as crianças levantaram observações, enquanto estruturavam seus relatos escritos, mencionando seus ideais e visões sobre o conteúdo estudado. Segundo elas, a relação da natureza com a cidade se faz em diferentes aspectos, muitas vezes sendo contextos opostos de ligação, mas necessários a existência saudável de ambos.

No entanto, alguns relatos se referiram a inferiorização das ações humanas frente à dimensão ambiental, ligando-as ao romantismo ingênuo, como denomina Moraes (1997), em que a inevitabilidade da ligação de inúmeros fatores ocasionais e a própria dinâmica da natureza não são totalmente considerados. Alguns relatos exemplificam essa postura.

[...] os umanos são mauvados com os pasarinhos, coitado dos passarinhos presos na gaiolas.


A natureza sempre foi amiga do homem, mas ele destruiu ela...


A maioria das vezes o homem destroi a natureza e o animal não eles vivem em paz.


Em outros a relação parece necessária e perceptível:


A natureza faz o homem crescer.


Em suma, em todos os momentos a participação cooperativa possibilitou o andamento efetivo das atividades, o interesse dos alunos favoreceu o desenvolvimento e diálogo reflexivos durante todo o processo. Refletindo assim na articulação saudável entre Educação Ambiental e Arte, e suas diferentes possibilidades no ambiente escolar.


Considerações

As questões ambientais, sujeitas a discussões e debates contemporâneos, deve e precisa ganhar os espaços escolares, sendo assim um dos aspectos considerados nessa pesquisa.

Por meio das atividades extracurriculares em diálogos ativos com as diferentes realidades dos sujeitos,os materiais coletados, as observações e relatos, notamos que as leituras de mundo infantil se estruturam juntamente com a necessidade de se (re)pensar, constantemente, novos meios relacionáveis com o ambiente que nos baseia.

As reflexões e diálogos, durante todo o processo, propiciaram o desenvolvimento, por meio de diferentes linguagens artísticas, das expressões e representações pessoais e coletivas de percepções autenticas e verídicas de mundo.

Consideramos a continuidade, em diferentes gradações da vida, fundamental para o desenvolvimento pleno da sensibilização ambiental, não tornando esgotável e restrito esse aspecto. A sensibilização ambiental se faz na relação com o próprio sujeito e a realidade que o embasa, sendo indispensável o olhar voltado as necessidades reais de cada contexto de mundo.


Referências bibliográficas


BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria do Ensino Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: meio ambiente. Brasília: MEC/SEF, 1997.

CARVALHO, Isabel Cristina de Moura. Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico. 6.ed. São Paulo: Editora Cortez, 2012.

CEDIC, Centro Difusor de Cultura LTDA. O meio ambiente e a prática pedagógica. Minas Gerais: CEDIC, 2010.

FISCHER, Ernest. A necessidade da arte. 9.ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 2002.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.

GUIMARÃES, Mauro. A dimensão ambiental na educação. Campinas, SP: 1995.

LOUREIRO, Carlos Frederico Bernardo, LAYRARGUES, Philippe Pomier, CASTRO, Ronaldo Souza de (Orgs.). Sociedade e meio ambiente: a educação ambiental em debate. São Paulo: Cortez, 2002

LOWENFELD, Viktor; BRITTAIN, W. Lambert. Desenvolvimento da capacidade criadora. São Paulo: 1970.

MORAES, Antonio Carlos Roberto. Meio ambiente e ciências naturais. São Paulo: Hucitec, 1997

PORTO-GONÇALVES, Carlos Walter. O desafio ambiental. Rio de Janeiro: Record, 2004.

SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Coordenadoria de Planejamento Ambiental Estratégico e Educação Ambiental. Educação Ambiental: vinte anos de políticas públicas. São Paulo: SMA, 2003.

SOUZA, Carina Teles de; VIVEIRO, Alessandra Aparecida. Educação Ambiental e Arte: percepção ambientalinfantil por meio de desenhos. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS, 11, Florianópolis, 2017. Anais... Florianópolis: ABRAPEC, 2017.

STORI, Norberto. O despertar da sensibilidade na Educação. São Paulo: Instituto Presbiteriano Mackenzie; Cultura Acadêmica Editora, 2003.

TOZONI-REIS, Marília Freitas de Campos. Educação ambiental: natureza, razão e história. Campinas: Autores associados, 2004.





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