ISSN 1678-0701
Número 60, Ano XVI.
Junho/Agosto/2017.
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03/06/2017BENEFÍCIOS SOCIOAMBIENTAIS E ECONOMICOS A PARTIR DO RERREFINO DE OLEOS LUBRIFICANTES USADOS  
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Nome 1º autor, e-mail, instituição

BENEFÍCIOS SOCIOAMBIENTAIS E ECONOMICOS A PARTIR DO RERREFINO DE OLEOS LUBRIFICANTES USADOS

 

Alessandro de Oliveira

Bacharel em Administração-Comércio Exterior pelo Centro Universitário do Sul de Minas

Av. Coronel José Alves, 256 – B. Vila Pinto

Varginha - MG – Tel: (35) 3219-5208

Email: sandroliveirait@ymail.com

 

Reginaldo da Silva Souza

Mestre em Administração pela Fundação Pedro Leopoldo

Av. Coronel José Alves, 256 – B. Vila Pinto

Varginha - MG – Tel: (35) 3219-5208

Reginaldo-vga@hotmail.com

 

Pedro dos Santos Portugal Júnior

Doutor em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Estadual de Campinas

Av. Coronel José Alves, 256 – B. Vila Pinto

Varginha - MG – Tel: (35) 3219-5208

pedrorotaract@hotmail.com

 

Sheldon William Silva

Mestre em Administração pela Fundação Pedro Leopoldo

Av. Coronel José Alves, 256 – B. Vila Pinto

Varginha - MG – Tel: (35) 3219-5208

sheldonwilliamsilva@gmail.com

 

Rodrigo Braga Faria

MBA em Comércio Exterior e Negócios Internacionais pelo Centro Universitário do Sul de Minas

Av. Coronel José Alves, 256 – B. Vila Pinto

Varginha - MG – Tel: (35) 3219-5208

rodrigob.faria@yahoo.com.br

 

 

RESUMO

 

A logística reversa dos óleos lubrificantes usados é o processo logístico que visa promover o reaproveitamento do óleo usado agregando valor à cadeia produtiva. Este trabalho aborda a importância da logística reversa dentro setor dos óleos lubrificantes, bem como, os benefícios socioambientais e econômicos proporcionados por esta atividade. Tal pesquisa teve como arcabouço teórico a análise de textos sobre logística reversa e sobre a evolução do setor de rerrefino brasileiro. Não obstante, este trabalho realizou um estudo de caso com uma empresa do setor de rerrefino a fim de se obter informações complementares sobre o processo de logística reversa dos óleos lubrificantes usados. Dessa forma, a pesquisa permite contribuir para o entendimento da logística reversa dos óleos lubrificantes usados e seus benefícios econômicos, sociais e ambientais.

Palavras-chave: Sustentabilidade ambiental. Logística reversa. Rerrefino. Oleo lubrificante usado.

 

ABSTRACT

The Reverse logistics of oil waste is a logistics process that aims to promote the reuse of used oil waste adding value to the production chain. This article approaches the importance of reverse logistics within lubricating oil industry sector, such as, the socio-environmental and economic benefits provided by this activity. This work had as theoretical framework the analysis of texts about reverse logistics and about the evolution of re-refining Brazilian industry. Nevertheless, this work will accomplish a case study about a re-refine industry in order to obtain a complementary basis about the process of oil waste reverse logistics. In this way, this work will contribute to the understanding about oil waste reverse logistics and its economic social and environmental contributions.

Keywords: Environmental sustainability. Reverse logistics. Re-refine, Lubricating oil waste.

1 INTRODUÇÃO

 

No atual contexto econômico, a concorrência entre empresas faz com que muitas delas, a fim de permanecer no mercado, optem por oferecer produtos de qualidade limitada que têm seu ciclo de vida útil reduzido. Isto faz aumentar o número de resíduos e de produtos a serem devolvidos. Mais do que atual, a logística reversa se tornou premissa para que empresas possam prosperar em um mercado tão competitivo sem abrir mão dos princípios de sustentabilidade. 

Os clientes de hoje buscam satisfazer suas necessidades e desejos sem comprometer as gerações futuras. Sendo assim, eles procuram produtos e empresas que compartilhem dos mesmos princípios. Na logística reversa os produtos, após o fim do seu ciclo de vida, não devem ser tratados como resíduos, mas como bens que ainda podem ter seu valor, devendo ser retornados ao início da cadeia para serem tratados da forma mais correta possível.

Há quem argumente que a logística reversa gera altos custos adicionais que podem diminuir o poder de concorrência das empresas. Tendo outra forma de ver a logística reversa, Greve e Davis (2012) argumentam que o custo com a logística reversa representam, aproximadamente, 4% do montante gasto em toda a cadeia de suprimentos. Enquanto a maioria das empresas buscam uma eficiência máxima, a logística reversa, por sua vez, proporciona oportunidades de melhorias que abrangem desde as relações com fornecedores até os serviços de pós-venda oferecidos aos clientes.

Dentro da cadeia da logística reversa se faz necessário destacar a logística reserva dos óleos lubrificantes. Ela é de extrema importância uma vez que o Brasil é o quinto maior consumidor de óleo lubrificante e consequentemente o quinto maior produtor de óleo lubrificante usado e contaminado, denominado daqui em diante como OLUC. A ABNT NBR 10.004/2004 classifica o OLUC como resíduo perigoso de Classe I por ter caráter tóxico e características como inflamabilidade, reatividade e corrosividade.

 O presente trabalho tem como principal objetivo analisar a logística reversa aplicada ao rerrefino de óleos lubrificantes demonstrando suas contribuições de cunho socioambiental e destacando-as como diferencial competitivo nas organizações. Não obstante, este trabalho busca identificar os participantes da logística reversa dos óleos lubrificantes, bem como, delinear as responsabilidades de cada componente da cadeia reversa.

O problema principal deste trabalho consiste em identificar os processos existentes na logística reversa dos óleos lubrificantes usados, bem como, os fatores que têm caráteres restritivos na cadeia de suprimentos. Sendo assim, o artigo pretende responder à seguinte questão: Quais são os desafios existentes no processo de logística reversa dos óleos lubrificantes que dificultam sua realização em plenitude? 

 Como embasamento teórico utilizam-se artigos científicos, livros, revistas, manuais de normatização e materiais disponibilizados por empresas e órgãos reguladores do setor em que a logística reversa acontece. Posteriormente, apresenta-se um estudo de caso realizado em uma empresa de rerrefino da região de Varginha-MG que opera diretamente com a logística reversa do OLUC. Por fim, espera-se que este trabalho possa disponibilizar informações para que os estudiosos do tema possam formar uma opinião crítica sobre o assunto.

 

2 REFERENCIAL TEÓRICO

 

2.1 Os conceitos de cadeia de suprimentos e logística reversa

 

Nos dias atuais não se pode falar de logística sem falar em gestão da cadeia de suprimentos. Tom Davis, ex-diretor da Hewlett-Packard, discorre sobre a gestão da cadeia de suprimentos:

 

Em uma época de redução do ciclo de vida dos produtos, complexas joint ventures e um aumento das exigências de atendimento ao cliente, se faz necessário considerar o objetivo completo Gestão da Cadeia de Suprimentos, desde o fornecimento da matéria-prima, passando pela manufatura e armazenagem até um pedido de um produto em uma loja. (DAVIS, 1993, p. 1, tradução nossa)

 

Ballou (2008, p. 24) discorre sobre a logística empresarial como uma atividade que

 

[...] trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria-prima até o ponto de consumo final, assim como dos fluxos de informação que colocam os produtos em movimento, com o propósito de providenciar níveis de serviços adequados aos clientes a um custo razoável.

 

Brito e Dekker (2003) afirmam que a cadeia de suprimentos somente se fecha quando se adicionam à logística reversa aos processos. Eles ainda destacam que empresas americanas perderam bilhões de dólares por não estarem preparadas para lidar com os fluxos reversos.

 

O retorno como um processo logístico foi incorporado a pouco tempo... destacando sua importância para a gestão da cadeia de suprimentos no futuro. A logística reversa vem se estendendo mundo a fora, envolvendo todas as camadas das cadeias de suprimentos em vários segmentos da indústria. Enquanto alguns participantes da cadeia são forçados a receber seus produtos de volta, outros o fazem de forma proativa, atraídos pelo valor dos produtos usados. Em outras palavras, a logística reversa se tornou habilidade chave nas cadeias de suprimentos modernas. (BRITO e DEKKER, p. 2003, tradução nossa)

 

A logística reversa vem ganhando cada vez mais espaço e importância nas empresas. Para muitos estudiosos do assunto a logística reversa é condição sine qua non para as empresas que buscam vantagens competitivas no atual cenário comercial. Antes de tudo, faz-se necessário conceituar a logística reversa, bem como sua forma de atuação, dentro da cadeia de suprimentos. No sentido mais amplo do termo a “logística reversa pode se referir ao papel da logística no retorno de produtos, redução de materiais, reciclagem, substituição e reuso de materiais, descarte e renovação de resíduos, reparo e remanufatura” (STOCK. 2001, p. 01).

 Leite e Brito (2003, p. 3) entende a logística reversa como

 

A área da logística empresarial que visa equacionar os aspectos logísticos do retorno dos bens ao ciclo produtivo ou de negócios através da multiplicidade de canais de distribuição reversos de pós-venda e de pós–consumo, agregando-lhes valor econômico, ecológico, legal e de localização.

           

Por sua vez, Biazzi (2002) apud Razzolini e Berté (2009) destaca que os objetos de estudo da logística reversa são “os fluxos de materiais que vão do usuário final do processo logístico original (ou de outro ponto anterior, caso o produto não tenha chegado até esse) até um novo ponto de consumo ou reaproveitamento”.

            Rogers e Tibben-Lembke (1998) afirmam que as atividades de remanufatura também podem ser incluídas dentro da definição de logística reversa.  Essa parte da logística destaca-se por ser mais do que a reutilização de embalagens e a reciclagem de materiais. O remodelamento das embalagens que utilizam menos matéria-prima, ou mesmo a redução de energia gasta ou da poluição emitida durante o transporte são atividades importantes, mas elas devem ser mais bem encaixadas dentro do domínio da logística “verde”.

 

2.2 Logística reversa de óleos lubrificantes usados ou contaminados – OLUC

 

O OLUC é considerado uma substância perigosa e é denominado pela NBR 10.004/2004 como uma substância tipo Classe 1. De acordo com CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem), um único litro de lubrificante é capaz de formar uma fina camada de óleo capaz de bloquear a iluminação e a oxigenação de até 1 milhão de litros de água, causando, consequentemente, a morte dos seres vivos que ali habitam. No caso do OLUC o impacto seria ainda maior, pois eles possuem em sua composição metais pesados como chumbo, cádmio e níquel. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Rerrefino de Óleos Minerais (SINDIRREFINO), no ano de 2012, o Brasil consumiu 1.412.731 m3 de óleos lubrificantes, sendo que somente 416.607 m3 foram coletados conforme determina a legislação.

Assim como qualquer atividade industrial, a cadeia produtiva dos óleos lubrificantes deve ser analisada de forma sistêmica e seus participantes possuem responsabilidades definidas pelo CONAMA (2005), que são detalhadas conforme a Tabela 1 a seguir.

 

Agente da cadeia do OLUC.

Definição segundo CONAMA 362/05

Responsabilidade segundo CONAMA 362/05

Importador de óleo lubrificante

Pessoa jurídica que importa óleo lubrificante pronto para o consumo.

Obter licenciamento da ANP e autorização de órgão ambiental responsável. Provar a contratação de empresas coletoras de OLUC e indicar o percentual coletado.

Produtor de óleo lubrificante

Pessoa jurídica que adiciona aditivos aos óleos básicos a fim de se obter óleos lubrificantes.

Obter licenciamento da ANP e autorização de órgão ambiental responsável. Provar a contratação de empresas coletoras de OLUC e indicar o percentual coletado.

Comerciante Atacadista

Pessoa autorizada para realizar atividade comercial atacadista de óleo lubrificante.

Obter autorização de órgão ambiental responsável

Revendedor

Pessoa autorizada para realizar atividade comercial de óleo lubrificante.

Obter autorização de órgão ambiental responsável e registro no CTF. Deve seguir a NBR 12235 quanto ao manejo e armazenamento temporário do OLUC. Deve possuir documentos comprobatórios da compra de lubrificantes e Certificados de Coleta do OLUC.

Gerador

Pessoa física ou jurídica que por necessidade gera o OLUC.

Possui obrigatoriedade do recolhimento do OLUC gerado e seu encaminhamento ao revendedor.

Coletor

Pessoa jurídica responsável pela coleta do OLUC e transporte até uma unidade de rerrefino.

Obter licenciamento da ANP e autorização de órgão ambiental responsável. Seguir regras da ANTT (Decreto 96044 e resolução 420/2004)

Rerrefinador

Pessoa jurídica responsável pela atividade de rerrefino do OLUC.

Obter licenciamento da ANP e autorização de órgão ambiental responsável.

 

 

Tabela 1. Definições e responsabilidade dos participantes da logística reversa do OLUC.

Fonte: Formulada a partir do Manual da Resolução CONAMA 362/05

 

 

A sistematização da logística reversa dos óleos lubrificantes é condição sine qua non para garantir que o OLUC não tenha outro destino que o rerrefino e, atualmente, a resolução 362/05 do CONAMA proíbe o descarte do OLUC na natureza, a destruição térmica e obriga a reciclabilidade dos lubrificantes por parte dos produtores, importadores e atacadistas. A Figura 1 ilustra o fluxo da logística reversa dos óleos lubrificantes:

 

 

 

Figura 1: Fluxo da Logística reversa do OLUC.

Fonte: TASA, (2009) (Adaptado)

 

De acordo com o esquema ilustrado na Figura 1, é possível perceber que a logística reversa do OLUC é cíclica. O óleo lubrificante, após seu uso, perde suas propriedades originais de lubrificação e passa a ser uma substância perigosa que é armazenada por revendedores, postos de serviços e oficinas mecânicas até que ele seja coletado por veículos preparados e autorizados para tal procedimento. Em seguida, o OLUC é enviado às indústrias de rerrefino a fim de se obter o óleo básico. O óleo básico, por sua vez, passa a ser reutilizado para a produção de lubrificantes. Estes, em seguida, voltam a ser comercializados aos consumidores.

 

2.3 A logística reversa do OLUC no Brasil e a influência governamental

 

A história da logística reversa do OLUC no Brasil já possui registros desde a década de 1970 e vem se modificando, ao longo dos anos, de acordo com a evolução da legislação ambiental brasileira. As leis anteriores à Resolução CONAMA 362/05 permitiam que o OLUC fosse utilizado como fonte energética ou tivesse a incineração como destino nos casos onde não houvesse a possibilidade do rerrefino. 

A Logística reversa do OLUC teve como divisor de águas o ano de 1997. A Tabela 2 a seguir ilustra a evolução do setor de rerrefino no Brasil.

 

Período

Fator relevante

Ação Governamental

Antes de 1997

Valor do óleo básico das indústrias de rerrefino ligeiramente mais barato que o óleo produzido pela Petrobrás.

Em1984 foi instituído do frete único que visava cobrir os custos com transporte dos óleos lubrificantes.

1997-1999

Piora no cenário para as rerrefinadoras. Consolidação da Petrobrás no mercado internacional, derrubando valor do óleo lubrificante básico.

DNC nº 034 de 27/08/1997 liberou os processos de importação dos óleos básicos e dos óleos lubrificantes acabados.

1999

O preço do óleo rerrefinado chegou a ser 66% superior ao óleo básico do primeiro refino

O frete único foi extinto para deixar a Petrobrás mais competitiva no cenário internacional.

2000

Governo teme perda do controle do descarte de OLUC

Lei estipula quantidades mínimas de coletas baseadas no volume total de óleo comercializado. Convênio ICMS nº 38/2000 adotou esse documento, em substituição à nota fiscal.

2000-2014

Fortalecimento das rerrefinadoras. Aumento do consumo interno dos óleos básicos. Maior rigorosidade da sociedade para manejo adequado do OLUC produzido.

Criação da Resolução CONAMA nº 362/2005

 

 

Figura 2: Histórico da logística reversa do OLUC no Brasil.

Fonte: SATHLER e TOLMASQUIM (2014), TAVORA e QUILHAS (2003).

 

Embora a logística reversa do OLUC no Brasil já tenha, aproximadamente, cinquenta anos de existência, somente nas duas últimas décadas foi possível observar ações governamentais que buscassem uma maior estabilidade do setor. E um reflexo desta estabilidade foi um maior investimento dos empresários nas atividades de coleta e rerrefino que, por sua vez, vêm refletindo um aumento gradativo no percentual de OLUC coletado em território nacional.

 

2.4 Ganhos econômicos, sociais e ambientais com a logística reversa do OLUC

 

Todo óleo lubrificante é formado por óleo básico e aditivos.  Em muitos casos, “o óleo básico entra na proporção de 80% a 85% na composição do óleo lubrificante acabado”. (SINDILUB[i], 2013, p. 4). Não obstante, de acordo com o Guia de Gerenciamento de OLUC da Associação de Proteção do Meio Ambiente de Cianorte (APROMAC) o petróleo brasileiro não é o mais adequado para se obter os óleos lubrificantes do tipo básico. Desta forma, o Brasil passa a ter uma grande necessidade de importar o óleo básico ou o lubrificante aditivado.

A APROMAC ainda expõe que mesmo do petróleo Árabe, do tipo fino, consegue-se obter somente 7% de óleo lubrificante básico. Com o petróleo brasileiro, do tipo grosso, a situação ainda é pior, pois somente 3% do petróleo, com altos custos de refino, podem dar origem ao óleo lubrificante básico. 

Ainda segundo dados da SINDILUB, em 2013, os números da produção de óleos básicos nacionais, da produção de óleos rerrefinados e da importação de óleos básicos podem ser representados conforme a Figura 2.

Figura 2: Cenário de Produção, importação e rerrefino dos óleos básicos em 2012

Fonte: Adpatado de SINDILUB (2013)

 

De acordo com os dados da figura anterior, pode-se perceber que o montante total comercializado de óleos básicos no Brasil chegou a aproximadamente 1.568.000 m3, sendo que 38,3% são oriundos do primeiro refino realizado pela Petrobrás, 14,9% tem origem das operações de rerrefino e 46,6% dos óleos básicos utilizados no país tem origem extrageira. Este cenário de 2012 deixou claro que o Brasil, mesmo sendo auto suficiente na extração de petróleo, não tem capacidade de refino para atender a demanda doméstica.

O reflexo da necessidade de importação de óleos básicos contribui negativamante para a conta do petróleo. Em 2012, de acordo com a Revista Exame (2014)  a conta do petróleo fechou em défict de 5,379 bilhões de dólares. Em 2013, o cenário foi ainda pior, pois o Brasil chegou ao défict de 20,27 bilhões de dólares. A conta do petróleo teve uma piora pois o país passou a importar mais combustíveis e óleos lubrificantes. Mediante os dados apresentados o rerrefino seria uma alternativa para reduzir o déficit da conta do petróleo visto que atualmente somente 37% do óleo OLUC são destinados ao rerrefino. As perspectivas do setor de rerrefino vão além de interesses ecônomicos. Segundo Browne (2012) apud Santomauro (2012) as empresas atualmente buscam certificações e querem atender aos requisitos da sustentabilidade.

Os processos de regeneração antes aplicados nas indústrias de metal e na injeção de plástico vêm sendo aplicados no rerrefino em razão de muitas empresas buscarem o ISO 14000. Segundo Andrade (2012) apud Santomauro (2012) as empresas que pleiteiam esta certificação devem seguir as premissas dos três Rs: reduzir, reaproveitar e reciclar. E o rerrefino é a melhor saída ecologicamente correta para essas empresas.

Atualmente o rerrefino é justificando por inúmeras vantagens de cunho econômico, ambiental e social. Contudo, a expansão do rerrefino é freada por várias questões, afirma Françolin (2012) apud Santomauro (2012). Atualmente, é possível destacar a concorrência de óleos básicos importados, estes que na maioria das vezes, são subsidiados pelos seus países. Essa prática inviabiliza todos os investimentos voltados à garantia do modelo de logística reversa envolvendo óleos lubrificantes usados e do desenvolvimento sustentável.

 

 

3 METODOLOGIA

 

A sitemática da presente pesquisa apoia-se no método hipotético-dedutivo. Segundo Gil (2008) a utilização deste método permite que o pesquisador, a partir de um problema, crie hipóteses, estabeleça dedução a partir dos fenômenos observados, identifique as presunções falsas e confirme as hipótes levantadas.

Este artigo é uma pesquisa do tipo exploratória pois possui características que, segundo Gil (2008), buscam formular problemas específicos e hipóteses a serem objetos de estudos futuros. Sendo assim, busca proporcionar aos leitores uma visão global do processo de logística reversa do OLUC. Este tipo de pesquisa se faz necessário para que, de uma visão genérica, seja possível delimitar um problema específico a ser respondido.

Após a realização da pesquisa bibliográfica foi possível obter um panorama nacional e regional sobre a logística reversa dos óleos lubrificantes durante o processo de rerrefino. É possível qualificar este artigo como um trabalho do tipo qualitativo por possibilitar a interpretação dos eventos e também a visualização do contexto em que eles ocorrem. Tais eventos podem ser avaliados por meio da realização de uma pesquisa de campo que, dependendo a técnica de coletas de dados, pode gerar diferentes resultados.

Para o trabalho em questão a técnica de pesquisa utilizada foi a entrevista em razão de suas características que, segundo Ruiz (2013, p. 50) consiste:

 

No diálogo com objetivo de colher, de determinada fonte, de determinada pessoa ou informante, dados relevantes para a pesquisa em andamento. Portanto, não só os quesitos da pesquisa devem ser muito bem elaborados, mas também o informante deve ser criteriosamente selecionado.

 

A coleta de dados ocorreu durante entrevista realizada com um analista do setor de processos, denominado (Entrevistado 1), e um analista do setor de logística, denominado (Entrevistado 2), ambos pertencentes a uma mesma empresa de rerrefino de OLUC. As entrevistas tiveram aproximadamente 30 minutos de duração.

 

 

4 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

 

A empresa estudada atua no setor de rerrefino de lubrificantes usados e contaminados, sendo referência nacional neste segmento. Ela atua nas regiões Sul e Sudeste e em Sergipe, Alagoas, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. A atividade de rerrefino do OLUC ocorre desde 1987 e é a mais importante dentro do portfólio da empresa.

Segundo informações do (Entrevistado 1) o processo de rerrefino empregado proporciona a obtenção do óleo lubrificante básico e de dois subprodutos que possuem valor comercial: a borra asfáltica e o aditivo pró.  Por outro lado, há a geração, principalmente, de dois resíduos: emulsão aquosa e borra ácida.

A logística é outra atividade imprescindível para o funcionamento da empresa visto que ela é a responsável pela coleta do OLUC, ou seja, a matéria prima que será utilizada no rerrefino e pela entrega do seu principal produto final, o óleo básico.

O (Entrevistado 2) considera a logística como uma das atividades meticulosas e desafiadoras dentro da empresa. Segundo ele o maior desafio dentro da logística reversa são os processos de coleta do óleo lubrificante usado. Estes processos de coleta são realizados por funcionários da própria empresa e por empresas terceirizadas que se deslocam até o cliente da coleta, fazem o carregamento do óleo usado por meio do bombeamento do óleo para o tanque do veículo coletor.

Após o bombeamento do óleo o indivíduo encarregado pela coleta preenche o certificado de coleta que será entregue ao cliente para que este possa provar a destinação conforme manda a legislação. Neste certificado, consta a quantidade de litros coletados e de acordo com essa informação o coletor paga ao cliente um valor previamente negociado para cada litro de óleo usado coletado.

Os entrevistados concordam que a logística de coleta é o maior desafio da empresa, pois ela depende da coleta para abastecer a produção. Desta forma, se a quantidade de óleo obtida for pouca, a produção final também ficará limitada.

Os entrevistados destacam a grande dificuldade na capacitação dos profissionais que trabalham diretamente na coleta do OLUC, uma vez que, para realizar uma coleta de alto nível é necessário ter um conhecimento técnico para que o óleo usado coletado não seja de baixa qualidade, isto é, com grande concentração de água. O óleo com muita água gera um baixo rendimento e encarece o processo do rerrefino.

No entendimento da empresa de rerrefino se um cliente produz um óleo com alto teor de mistura d´água, ele é obrigado a ter uma estrutura local para realizar a separação por meio de decantação, pois se isso não ocorrer ele poderá estar contaminando as redes pluviais com óleo lubrificante.

A fidelização do cliente é um desafio para a empresa, visto que o óleo lubrificante usado, por gerar uma receita por litro ao gerador do resíduo, acaba se tornando uma mercadoria e é disputado por várias empresas do setor de rerrefino. Ainda, segundo os entrevistados, há uma grande dificuldade na compra do óleo a ser coletado, pois há coletores ilegais que pagam acima do valor de mercado pelo óleo usado atrapalhando o mercado dos coletores legais. Tal fato se confirma pela presença de coletores que vêm de outros estados para realizar coletas no Sul de Minas, mesmo assim, estes oferecem preços mais atraentes aos clientes do que a própria empresa que está situada na região.

Do ponto de vista legal, foi destacado pelos entrevistados que outro grande desafio é a manutenção de todas as licenças e autorizações previstas por lei, sejam elas da esfera municipal, estadual ou federal. Foi informado também que a empresa não possui qualquer tipo de benefício fiscal e que até as licenças devem ser pagas com recursos próprios.

Outro desafio apontado pelos entrevistados foi a redução do custo logístico em relação aos gastos com mão de obra. A empresa, por transportar um produto considerado de Classe 1 pela ABNT NBR 1004, deve adotar um regime reduzido de jornada de trabalho e estipulando maiores paradas para seus motoristas. Desta forma, há uma elevação dos custos com transporte se comparado com empresas de outros ramos de atividade.

Por outro lado, a empresa vê a nova lei que restringe a jornada de trabalho de todos os motoristas de caminhões como uma oportunidade na redução de seus custos logísticos. Para ela, a lei irá disponibilizar mais motoristas no mercado fazendo com que ela possa ter maiores opções no momento da contratação. Segundo os entrevistados a empresa considera essa nova lei interessante, visto que as jornadas de trabalho regulamentadas e paradas para descanso obrigatórias melhoram a qualidade de vida dos motoristas, diminuem os índices de acidentes e promovem uma melhor qualidade no transporte.

A empresa rerrefinadora da região do Sul de Minas Gerais possui contratos de venda de seus produtos para seus principais clientes. Contudo, a logística de entrega é baseada na produção. Segundo informações do (Entrevistado 1) há uma reunião diária entre departamento comercial, de coleta, produção e logística. Desta forma, é possível alinhar o que deve ser entregue em relação ao que deve ser produzido. Além disso, há uma procura na redução dos custos logísticos, uma vez que os departamentos tentam alinhar os fretes de retorno dos veículos com coletas programadas.

 

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

A logística reversa dos óleos lubrificantes usados vêm ganhando espaço no cenário nacional, seja pela pressão socioambiental, pelo apelo econômico ou ainda pelas exigências governamentais que forçam o cumprimento dos percentuais de coletas para alguns participantes da cadeia de venda dos óleos lubrificantes.

É importante salientar que mesmo sem um incentivo governamental direto, com altos custos logísticos relacionados à entrega do óleo rerrefinado e à coleta do óleo usado, o rerrefino do óleo lubrificante usado se mostrou uma opção que agrega tantos valores econômicos quanto ambientais.

As empresas do setor devem dedicar mais esforços na especialização dos processos logísticos, reduzindo custos e perdas, melhorando a produção e fidelizando clientes. Vale a pena ressaltar que o processo de rerrefino é totalmente dependente dos processos logísticos e que a produção é reflexo da atividade logística.

Após realização do estudo de caso foi possível perceber que a atividade de logística reversa dos lubrificantes usados é permeada por grandes desafios durante sua realização. Desde as primeiras dificuldades na formação de profissionais aptos para a atividade, passando pelos obstáculos proporcionados pelas rígidas regras ambientais que sistematizam e organizam a coleta do OLUC, seguindo pela sazonalidade na disponibilidade de OLUC para coleta e pelos altos custos logísticos.

Por último, o contato com uma empresa de rerrefino da região de Varginha contribuiu para confirmar as hipóteses levantadas quanto ao processo de rerrefino e a aplicação de logística reversa como processo organizacional que deve ser constantemente desenvolvido e melhorado. Foi possível observar também que o setor de rerrefino está aquecido uma vez que há um aumento: da frota de veículos, das pressões para a realização do rerrefino e das relações de concorrência entre empresas do setor.

O presente estudo teve como foco a região da cidade de Varginha-MG, ficando limitado a esta região. Os dados apresentados neste artigo podem divergir se comparados com outras regiões, uma vez que a logística reversa do OLUC pode ser apresentada com variações na sua sistematização. Ela é influenciada pelo tamanho da frota de veículos, desenvolvimento industrial da região, legislação ambiental local e tributação aplicável ao setor.

Para futuros estudos, do ponto de vista governamental, seria válido realizar uma análise dos diferentes contextos tributários de cada estado brasileiro analisando vantagens e desvantagens promovidas pelo atual sistema aplicado. Por outro lado, do ponto de vista organizacional, acredita-se proveitoso um estudo do processo de coleta do OLUC de uma forma mais minuciosa, visto que a atividade de coleta está diretamente relacionada à capacidade produtiva de óleo rerrefinado.

 

 

REFERÊNCIAS

 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10004: Resíduos sólidos. 2. ed. Rio de Janeiro: ANBT, 2004.

 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 12235: Armazenamento de Resíduos Sólidos Perigosos. Rio de Janeiro,1992. Disponível em:

<https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&ved=0CCcQFjAA&url=http%3A%2F%2Fvenus.maringa.pr.gov.br%2Fresiduos%2Farquivo.php%3Fid%3D63&ei=AFGWU4foO4jQsQTckIBg&usg=AFQjCNFCT_SWt7cwpLdfaH5ZyECKgrpiGg&sig2=c39yQtU2Ye33mCZYL-omkg>. Acesso: 25 abr. 2014.

 

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