ISSN 1678-0701
Número 60, Ano XVI.
Junho/Agosto/2017.
Números anteriores 
Início      Cadastre-se!      Procurar      Submeter artigo      Fazer doação      Contato     Apresentação     I Prêmio Educação Ambiental em Ação     Normas de Publicação     Artigos     Dicas e Curiosidades     Reflexão     Para sensibilizar     Dinâmicas e recursos pedagógicos     Entrevistas     Culinária     Arte e ambiente     Divulgação de Eventos     O que fazer para melhorar o meio ambiente     Sugestões bibliográficas     Educação     Plantas medicinais     Educação Ambiental e Comunicação     Práticas de Educação Ambiental     Sementes     Educação e temas emergentes     Ações e projetos inspiradores     Relatos de Experiências     Notícias
Artigos

03/06/2017CARACTERIZAÇÃO DA MÍDIA-EDUCAÇÃO NO CONTEXTO AMBIENTAL  
Link permanente: http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2723 
" data-layout="standard" data-action="like" data-show-faces="true" data-share="true">

Orientação: Ilza Maria Tourinho Girardi (UFRGS - PPGCOM)

CARACTERIZAÇÃO DA MÍDIA-EDUCAÇÃO

NO CONTEXTO AMBIENTAL

 

Ivan Claudio Siqueira de Moraes (Professor de jornalismo na Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC) – Especialista em Comunicação e Semiótica / Mestrando UDESC em Ciências Ambientais. ivclaudio_85@hotmail.com. (49) 99922-4209).

Luiz Henrique Zart (Graduado em Jornalismo pela Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC) / Mestrando UDESC (aluno especial). luizhenriquezart@hotmail.com. (49) 99150-6541 / (49) 99925-6541).

José Luiz Pereira de Arruda (Professor no curso de graduação em Jornalismo da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac) em Lages, SC. Mestre em Comunicação Social. joselarruda@gmail.com).

Diógenes Manfroi de Barros (Graduando em Jornalismo pela Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC). june8.jmb@gmail.com. (49) 99966-0802.

 

Resumo

 

A educação ambiental é disseminada por meio das informações que os sujeitos recebem para formar suas percepções. Considerando este aspecto, o presente estudo busca compreender com maior profundidade como o assunto influencia a construção do conhecimento de estudantes de escolas e universidades públicas, particulares e do ensino técnico-profissionalizante da cidade de Lages (SC). Para efetuar a pesquisa, é utilizado o método survey, por meio de um questionário de múltipla escolha composto por 11 perguntas analisadas ponto a ponto, que permitem conhecer as opiniões de educandos e avaliar a importância da disseminação de informação no contexto ambiental da educação.

 

Palavras-chave: Educação ambiental. Mídia. Lages. Questionário Survey.

 

Abstract

 

Environmental education’s disseminated through information that people receive to form their perceptions. Considering this aspect, the present study seeks to understand in greater depth as it influences the construction of knowledge of public and private high school, college and technical-vocational students from Lages (SC). To make the research, survey’s method is used, to form a multiple choice questionnaire composed of 11 questions analyzed point by point, to allow the views of learners and evaluate the importance of dissemination of information in the environmental context of education.

 

Keywords: Environmental education. Media. Lages. Survey research.

 

1 INTRODUÇÃO: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

 

Os meios de comunicação de massa, dentro da objetividade do papel indiretamente centralizador de agente social e emissor de informação, têm buscado se empenhar de forma clara dentro de suas limitações técnicas, em aglutinar dados e relatórios científicos dos processos de aquecimento global nos quais apresentam conclusões acerca dos resultados da ação humana sobre o planeta.

Canais como os impressos (jornais e revistas), sites de internet e programas de televisão, são colocados por Lückman (2006), em um agendamento sistêmico que visa expor com ênfase a construção do amanhã com base no retrato do hoje sobre tal contexto problemático, efetivamente, resultado da ação humana. Fato este que descarta a possibilidade de que as mudanças sejam resultado de processos naturais. Da mesma forma, buscam estimular as pessoas comuns a contribuírem para minimizar efeitos negativos com pequenas atitudes cotidianas.

O destaque dado pela mídia aos assuntos relacionados a uma crise ambiental, contudo, não é recente. O histórico das coberturas de cunho socioambiental trazido pela imprensa tem início nos anos 70, precisamente em 1972, em Estocolmo, na Suécia – e a partir de então, ganhando importância com eventos como a ECO-92, no Rio de Janeiro, e a Rio+10, realizada em 2002, em Johannesburgo, na África do Sul, resgatando debates da década anterior.

Lückman (2006) observa que um novo mercado de interessados sobre o assunto apresentou-se fiel à cobertura de grandes conferências e à divulgação de estudos científicos com credibilidade a respeito da situação do planeta, e logo a mídia tratou de criar um novo ramo para atuar.

Visto isso, se atribui aos meios de comunicação “um importante papel como multiplicadores de informações de caráter educativo” (DINES, 2009). Sendo que através da mídia (analógica ou digital) é onde a maior parte das pessoas recebem informações sobre o meio ambiente (CRESPO, 2003; RAMOS, 1996; ISER, 2006).

 

A questão é: onde está a informação que nos interessa de fato? Como selecioná-la, para cada público? Tal desafio vem produzindo mudanças extraordinárias no papel daqueles que são provedores dela. Quem, até aqui, era apenas uma empresa de comunicação de massa percebeu que a tendência é tornar-se fornecedor de informações para mercados cada vez mais segmentados, com diferentes públicos e diferentes necessidades (MORENO, 1996, p. 114).

 

Dentro da perspectiva de Baccega (1998), as funções da notícia e da qualidade dos materiais divulgados crescem, em especial quando o foco é educação ambiental e efeito multiplicador. Grün (1995, p. 171) segundo Lückman (2006) afirma que há uma associação direta entre o alerta para os problemas ambientais e o discurso que aponta a necessidade de uma educação que ajude a superar esses desafios (ABREU, 2006; SILVA, 2005; SIQUEIRA, 1999; RAMOS, 1996; GAMBA, 2003).

A teoria pedagógica de Paulo Freire retrata dois polos que auxiliam na educação e difusão de conhecimentos, os de consciência e conscientização, sendo que ambos são intrínsecos na educação ambiental. A vertente da consciência, para Freire, tem um caráter reflexivo e transformador, integrado a conscientização, quando serão necessários o desvelamento da realidade e uma mudança na relação com ela (FREIRE, 1987; 1997).

A Política Nacional de Educação Ambiental prevê que o poder público, em todos os níveis, deve incentivar “a difusão, por intermédio dos meios de comunicação de massa, em espaços nobres, de programas e campanhas educativas e de informações acerca de temas relacionados ao meio ambiente” (LUCKMAN, 2006 apud DIAS, 2000, pp. 66-72; BRASIL, 2005b, pp. 65-70). De acordo com o primeiro artigo, “entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências” voltadas à conservação do meio ambiente, de uso comum do povo, essencial à qualidade de vida e sua sustentabilidade.

Silva (2005) argumenta que o trabalho jornalístico com enfoque ambiental apresenta viés negativo devido ao retorno de audiência. Em relação a isso, Barbosa (2006) observa que a questão ambiental recebe “cobertura isolada e fragmentada”, o que contribui para a “consolidação de uma percepção fragmentada e parcial da problemática ambiental”. Daí a importância de se inserir uma formação específica sobre meio ambiente para os profissionais da comunicação, ligando a mídia-educação e a questão ambiental na formação de professores. Dito isto, é válido destacar a importância da análise deste contexto na prática.

 

2. PESQUISA

 

Para tanto, desenvolveu-se uma pesquisa com base em questionários com 11 perguntas, aplicados a estudantes de Instituições de Ensino Médio, Técnico e Superior na cidade de Lages (SC), para tratar do conhecimento de informações básicas sobre o meio ambiente, o aquecimento global e o efeito estufa, de modo que um quadro de análise pudesse ser traçado de diferentes pontos de vista, conforme a proposta de Freitas et al. (2000), já que “cada desenho de pes­quisa ou investigação pode fazer uso de diferentes métodos de forma combinada, o que se denomina de ‘multimétodo’”.

A metodologia utilizada para a captação e análise dos dados partiu do modelo de pesquisa Survey: quantititativo, feito por meio de questionários que, para Mello (2013), são “um método de coleta de informações diretamente de pessoas a respeito de suas ideias, sentimentos, saúde, planos, crenças e de fundo social, educacional e financeiro”,  onde a pesquisa é planejada e aplicada para investigar determinado objeto com base em perguntas-chave (o que, porque, como ou quanto se dá certa situação), considerando o momento presente, em situações reais onde está o ambiente da pesquisa.

A amostra é composta por cinco grupos de interesse: 1. Instituição de Ensino Superior (IES) pública; 2. IES privada; 3. Terceiro Ano (Ensino Médio) público; 4. Terceiro Ano (EM) privado; 5. Ensino Técnico. Pertencem ao primeiro grupo (IES pública) 78 estudantes do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV/UDESC) – distribuídos entre os cursos de graduação em Medicina Veterinária (21), Engenharia Florestal (22), Engenharia Ambiental (8) e Agronomia (27). Quanto ao segundo grupo (IES privada),  se manifestaram 90 graduandos da Universidade do Planalto Catarinense (UNIPLAC) – dos cursos de Direito (62), Ciências Biológicas (9), Engenharia Elétrica (16) e Jornalismo (3). Em relação ao terceiro grupo (terceiro ano EM público), responderam ao questionário 34 jovens da Escola de Educação Básica Rubens de Arruda Ramos. Por outro lado, 79 estudantes do quarto grupo (terceiro ano EM privado) frequentam o Colégio Objetivo e responderam à pesquisa, assim como os 25 inscritos no curso Técnico em Segurança do Trabalho (TST) do Centro de Educação Profissionalizante (CEDUP) Renato Ramos da Silva.

Cada um dos grupos será analisado conforme o grau de instrução, aliado à natureza das instituições, ou seja: primeiro, são observadas as IES – com atenção aos cursos de graduação em Ciências Biológicas da UNIPLAC e Engenharia Ambiental do CAV/UDESC; depois, as escolas com EM. Também interessa saber a relação que se estabelece quando confrontadas as informações de todos os nichos da pesquisa quantitativa. Para esclarecer e detalhar o conteúdo, os espaços serão subdivididos. Neste sentido também seguem as perguntas: como todos os questionários continham as mesmas propostas, serão aprofundados ponto a ponto conforme os dados obtidos.

 

2.1.1 IES PÚBLICA E IES PRIVADA: GERAL

 

            Para traçar um panorama amplo, a observação seguirá a sequência das perguntas dos questionários, intercalando o CAV/UDESC e a UNIPLAC. Assim, é possível notar, de uma perspectiva objetiva, a relação e os reflexos das respostas de cada universidade. Vale destacar, ainda, outra informação pertinente: enquanto no Centro de Ciências Agroveterinárias, do total de 78 entrevistados, 48 são do sexo feminino (61,5%), 29 do sexo masculino (37,2%) e um não assinalou (1,3%); na UNIPLAC, a distribuição aponta que, entre os 90 entrevistados, 52 são mulheres (57,8%), e 38 são homens (42,2%). Portanto, no geral, a maioria dos sujeitos pesquisados nas universidades é composta por mulheres: do universo de 168 entrevistados de ambas as instituições, elas coorespondem a 101 (representando um valor próximo a 60,2%), e eles a 67 pessoas (representando 39,8%). Também é fundamental considerar que os números levados em conta para ambas as universidades é sempre o mesmo: 78 para o CAV/UDESC e 90 para a UNIPLAC. É fundamental considerar que as amostras são de tamanhos diferentes em cada um dos campos pesquisados. Por isso, os números inteiros de entrevistados que responderam são acompanhados do percentual referente ao montante de determinada instituição.

 

Gráfico 1 – Resultados gerais: gênero e curso

Fonte: Produção do autor, 2016.

 

            Voltando a atenção às perguntas, é interessante ressaltar que, das 11 disponíveis nos questionários, seis delas variavam entre as opções “sim”, “não”, “ambas” ou “não respondeu”, enquanto cinco tinham opções simples de justificativa à problemática. A primeira delas, e a mais generalista, dizia: “você sabe o que é efeito estufa?”, ao que, das 78 pessoas que estudam no CAV, apenas uma não assinalou (1,3%), e o restante afirmou conhecer o fenômeno (98,7%). Por outro lado, na UNIPLAC,  um acadêmico marcou desconhecimento do efeito estufa (1,1%), enquanto o restante afirmou o contrário (em números totais, 89 pessoas – 98,9% da amostra da referida universidade). É possível avaliar que, como parte do senso comum, quase que a totalidade dos entrevistados afirma saber de quê se trata quando o assunto é o efeito estufa.

 

Gráfico 2 – Questão 1) Você sabe o que é efeito estufa?

Fonte: Produção do autor, 2016.

           

            Buscando aprofundamento, a segunda pergunta partiu, de certa forma, da primeira, para questionar “se o efeito estufa, na sua óptica, é benéfico ou maléfico ao meio ambiente”. Na instituição pública, a variação foi de 43 (55,1%) para “benéfico”, 32 (41%) para “maléfico”, um (1,3%) para ambos, e mais dois (2,6%) que não assinalaram. Na universidade privada, 11 (12,2%) aderiram positivamente, 78 (86,7%) negativamente, além de um acadêmico que não assinalou (1,1%). Neste caso, já houve disparidade, no sentido de que, no CAV ocorreu uma divisão da noção dos efeitos da alteração climática, algo que não se vê na UNIPLAC.

 

Gráfico 3 – Questão 2) O EE na sua Óptica é ótica é benéfico ou maléfico ao meio ambiente?

Fonte: Produção do autor, 2016.

           

            Dando sequência à noção de conhecimento do fenômeno, a questão seguinte procura saber se os entrevistados acreditam que ele exista. No CAV, 70 (89,7%) disseram que sim, enquanto outros sete disseram o contrário (9%) e um não respondeu (1,3%). Seguindo este ponto de vista, 74 dos estudantes da UNIPLAC disseram crer no acontecimento (82,2%), enquanto seis negaram (6,7%) e outros 10 não responderam (11,1%). Isto conduz à percepção de que também a maior parte dos estudantes, independente da natureza da IES, imagina que a proposição do aquecimento global pelo efeito estufa seja verídica.

 

Gráfico 4 – Questão 3) Você acredita que o aquecimento global existe?

Fonte: Produção do autor, 2016.

 

            A quarta pergunta, mais elaborada e com justificativa das feitas anteriormente, pede para que os entrevistados opinem a respeito de “quais maneiras o crescimento econômico e social pode afetar o clima do planeta Terra?”. Dos 78 alunos do CAV e 90 da UNIPLAC, respectivamente, as assertivas foram para as opções: degradação do meio (30 [38,5%] e 32 [35,6%]); consumismo (21 [27,9%] e 16 [17,8%]); crescimento populacional (14 [17,9%] e 15 [16,7%]); além de quem não respondeu – no CAV foram seis (7,7%), na UNIPLAC foram 20 (22,2%) – ou fugiu do assunto – sete no CAV (9%); e três na UNIPLAC (3,3%). A colocação “falta de conscientização” foi a resposta escolhida por quatro acadêmicos da UNIPLAC (4,4%), enquanto no CAV ela não foi assinalada nenhuma vez. Percebe-se, portanto, que apesar de 37 acadêmicos não terem se posicionado com convicção – seja por falta de resposta ou fuga do assunto – a degradação ambiental e o consumismo são vistos como as principais causas que interferem no clima quando relacionadas às variadas formas de crescimento.

 

Gráfico 5 – Questão 4) De que maneira, em sua opinião, o crescimento econômico e social pode afetar o clima no planeta terra?

Fonte: Produção do autor, 2016.

 

            Em uma abordagem mais direta, entre as respostas afirmativas e negativas, a quinta questão mais uma vez procura conhecer a opinião dos estudantes: para saber se “as ações do homem podem estar relacionadas com o aquecimento global?”. Se no CAV o resultado apontou 72 “sim” (92,3%) e seis “não” (7,7%), na UNIPLAC a distância foi ainda maior: 88 a dois (97,8 a 2,2%). O resultado indica que, mais uma vez, a maioria dos estudantes segue a ideia de que as atitudes do homem são prejudiciais ao ambiente.

 

Gráfico 6 – Questão 5) Para você, as ações do homem podem estar relacionadas com o aquecimento global?

Fonte: Produção do autor, 2016.

 

            Considerando uma escala mais próxima, os frequentadores das universidades responderam na sexta questão se Lages sofre de aquecimento global, ao que responderam os do CAV com 53 “sim”, 23 “não” (67,9% a 29,5%), e outros dois que não assinalararam (2,6%). Os da UNIPLAC se posicionaram com 70 “sim” e 14 “não” (77,8% a 15,6%),  dois para “ambas” (2,2%), três que não assinalaram alternativa alguma (3,3%), além de um (1,1%) que relatou não saber.

 

Gráfico 7 - Questão 6) Lages sofre aquecimento global?

Fonte: Produção do autor, 2016.

 

            A sétima indagação procurou saber por onde os entrevistados se informam quando o assunto é o meio ambiente: no CAV, houve distribuição dos meios, representados por “mídia” (13 pessoas ou 16,7%); “escola e universidade” (22 pessoas ou 28,2%); “casa” (5 entrevistados ou 6,4%); e por mais de uma opção mencionada, na maioria dos casos (38 estudantes ou 48,7%). Na UNIPLAC, o predomínio variou entre “mais de uma opção” (36 pessoas ou 40%) e “mídia” (38 estudantes ou 42,2%), deixando para trás as opções escola e universidade (14 pessoas ou 15,6%) e casa (2 jovens ou 2,2%). Fica claro que as ferramentas de comunicação às quais os estudantes de ambas as universidades frequentemente recorrem são as oferecidas pela mídia e por uma mescla das alternativas disponíveis.

 

Gráfico 8 - Questão 7) Por onde você se informa e aprende sobre meio ambiente?

Fonte: Produção do autor, 2016.

 

            O objetivo a ser explorado na sequência foi saber se aquecimento global e mudança climática são sinônimos. No CAV, a maioria dos acadêmicos – 56 (71,8%) – disseram que não; outros 20 – (25,6%) – disseram que sim, e dois (2,6%) não souberam se posicionar. No mesmo sentido, na UNIPLAC, os estudantes afirmaram que os dois termos são, ao seu ver, tratados como sinônimos em sua maioria – 46 respostas ou o equivalente a 51,1%. Outros 38 – ou 42,2% se posicionaram contrariando esta ideia, ao ponto que seis acadêmicos não assinalaram qualquer alternativa (6,7%).

            A seguir, interessou saber qual ação para proteger o meio ambiente os entrevistados tomam no dia a dia, pedindo, inclusive, para que citassem uma. No CAV e na UNIPLAC, respectivamente, as respostas foram consideráveis para: Reciclagem (37 e 42 ou 47,3% e 46,7%, respectivamente); economia em gastos (13 e 13 ou 16,7% e 14,5% respectivamente); preservação (8 e 11 ou 10,3% e 12,2%); uso de transporte coletivo/andar à pé (7 e 3 ou 9% a 3,3%); conscientização (4 e 8 ou 5,1% e 8,9%), além dos estudantes que assinalaram que nenhuma atitude deve ser tomada (1 e 2, ou 1,3 e 2,2%, respectivamente), e ao passo que outros decidiram não responder (8 a 11 ou 10,3% a 12,2%). Nota-se que reciclagem e economia de gastos se apresentam como as preferências dos estudantes das universidades pesquisadas.

            A décima e penúltima questão quis saber: “na sua avaliação, em sala de aula, com que frequência são tratados os assuntos ligados ao meio ambiente?”. Usando variáveis de tempo, as respostas mais frequentes foram, no CAV e na UNIPLAC, respectivamente: sempre (18 e 25 [23% a 25%]); com alguma frequência (33 e 32 [42,3% a 35,5%]); raramente (22 e 25 [28,2% a 27,8%]); nunca (5 e 6 [6,5 a 6,7%]). Também houve dois que não souberam responder na UNIPLAC (2,2%).

            O provável interesse de participação em programas de educação ambiental desenvolvidos pela UDESC no futuro foi outro dos temas abordados. Ao passo que, na própria UDESC, o talvez (33, representando 42,3%) e o sim (30, representando 38,5%) foram os que se sobressaíram, ficando à frente do não (6 em número inteiro, ou  7,7%) e dos que não assinalaram (9 em inteiros, ou 11,5%). Na UNIPLAC, mesma cidade, porém, outro campus, o talvez recebeu 50 indicações (55,6%), o sim 32 (35,5%), e o não, 8 (ou 8,9%). A oscilação aponta que os acadêmicos tendem a se interessar pela proposta, seja confirmando ou indicando a preferência por esta alternativa de acesso ao conhecimento.

 

2.1.2 ENGENHARIA AMBIENTAL (CAV) X CIÊNCIAS BIOLÓGICAS (UNIPLAC)

 

            Um dos estratos em que há a oportunidade do questionamento além de aspectos gerais é justamente o formado pelos cursos com maior afinidade com o tema em cada uma das universidades presentes no estudo. Por um lado, representando o CAV/UDESC, a graduação em Engenharia Ambiental; por outro, em nome da UNIPLAC, os graduandos em Ciências Biológicas. Esta comparação interessa porque são estes futuros profissionais que disseminam a informação específica para a sociedade. São, no total, nove estudantes de Biológicas – seis mulheres (66,7%), três homens (33,3%) – e outros oito da Engenharia Ambiental – cinco mulheres (62,5%) e três homens (37,5%).

            Para mensurar estas informações, a disposição das respostas será feita por pontos – primeiro, por meio dos dados, comparando os dois cursos, e através do que eles representam para esta pesquisa, seguindo a mesma ordem numérica. Sem o apoio de tabelas, mas trazendo as informações principais de uma amostra menor e bastante específica, é possível notar que: 1. Em ambos os cursos, todos os alunos dizem conhecer o que é o efeito estufa. 2. Apenas um estudante de Ciências Biológicas acredita que as consequências do efeito estufa sejam benéficas. No sentido oposto, todos os outros (16), creem nos malefícios do fenômeno climático. 3. No curso de Engenharia Ambiental do CAV, todos os universitários (8) acreditam que o aquecimento global existe, ao passo que, na UNIPLAC, apenas um (de 9) pensa diferente.

            Mais: 4. No curso de Biológicas da UNIPLAC, os nove estudantes avaliam que o crescimento social e econômico afeta o clima de duas maneiras: pela degradação do meio (5) ou pelo consumismo (4). Já os futuros engenheiros ambientais se posicionam declarando que – entre oito estudantes – as opções principais são: Degradação do meio (3) e consumismo (2). Alternativas secundárias, com um estudante para cada, são: crescimento populacional, além do caso em que não houve resposta e, se houve, fugiu do assunto. O ponto 5: No CAV, por unanimidade, as ações do homem estão relacionadas ao fato do aquecimento. Na UNIPLAC, apenas um estudante contrariou a tese.

            Os acadêmicos de Engenharia ambiental se dividiram quando a questão era se Lages sofre com o aquecimento global, quando a maioria disse que sim (5 a 3). Nas Biológicas da outra universidade, mais uma vez, apenas um dos estudantes contraria esta informação, pertinente ao sexto ponto aqui tratado. A seguir, as fontes de informação: se no CAV as opções se dividem entre Escola/Universidade (4) e mais de uma opção (4); na UNIPLAC, isso ocorre na mesma proporção e pelos mesmos meios, com um aluno que costuma consultar a mídia para conhecer mais sobre o assunto.

            Questionados se mudança climática e aquecimento global são sinônimos, os estudantes do CAV foram unânimes: todos os oito disseram que sim. Na UNIPLAC já houve discordância – já que no curso de Ciências, 5 disseram que sim, 3 alegam que não, e um não assinalou o oitavo questionamento. No ponto seguinte, avaliando quais ações são tomadas para proteger o meio ambiente no dia a dia, as respostas foram: Na UNIPLAC – reciclagem (6), preservação e conscientização (1), além de um sem resposta. No CAV, as alternativas dividiram os entrevistados: reciclagem (3), preservação (2), conscientização, economia em gastos e uso de transporte público/andar a pé (cada uma com uma resposta.

            Outro aspecto em que os dois cursos concordaram, de certa forma, foi na pergunta de número 9: tratando da frequência com que assuntos relacionados ao meio ambiente são abordados em sala de aula. Nas Ciências Biológicas, a maioria afirmou que “sempre” é praticado (8), e apenas um disse que “raramente”. No CAV, os estudantes de Engenharia Ambiental disseram que sempre ou com alguma frequência isto ocorre (4 para cada opção), e um que afirma que raramente vê. Com a intenção de participar de prováveis programas de educação ambiental desenvolvidos pela UDESC, está a maioria dos estudantes de Biológicas da UNIPLAC (8, além de um que se pôs em dúvida). Os acadêmicos da própria universidade que sugere esta proposta são mais relutantes: 5 dizem sim; 2 que não, e um diz que talvez.

 

2.2 TERCEIRO ANO (EM) PÚBLICO X TERCEIRO ANO (EM) PRIVADO

 

            Na mesma perspectiva que o ensino universitário, a pesquisa buscou outro nível de instrução, a ser analisado a seguir. O terceiro ano do Ensino Médio, caracterizado por um período em que os jovens decidem o que fazer no futuro – entre trabalhar, parar ou seguir estudando em instituições de ensino profissionalizante e técnico ou na universidade. Parte-se da dicotomia entre instituições públicas e privadas, desta vez tendo como representantes a EEB Rubens de Arruda Ramos, conhecida como “Rubens”, e o Colégio Objetivo (tratado apenas pelo último nome). Também se leva em conta o percentual relacionado ao valor referente a cada instituição de ensino.

            Responderam pelo Rubens 34 estudantes, e pelo Objetivo 79. Desta quantia, estudam no colégio público 19 mulheres (representando 55,9%, aproximadamente) e 15 homens (44,1%); enquanto na instituição privada, os alunos de Ensino Médio são 54 mulheres (68,3%) e 25 homens (31,7% da amostra da escola).

            Para compreender os posicionamentos em confronto entre os dois modelos de escola, serão opostos os dados referentes a cada um deles. Por exemplo: questionados se sabem o que é o efeito estufa, os jovens respondem entre as opções “sim” (30 Rubens; 78 Objetivo – 88,2% a 98,7%), “não” (3 Rubens; 1 Objetivo – 8,8% a 1,3%), além de um aluno da escola pública, que não assinalou alternativa alguma (3%).

            Já, sobre a natureza do aquecimento, na opinião da maioria dos estudantes, ele é maléfico (para 29 dos 34 entrevistados do Rubens [85,3%]; e 60 dos 70 alunos do Objetivo que participaram da entrevista [75,9%]), seguido da percepção de que o fenômeno é benéfico (3 do Rubens e 14 do Objetivo [8,8 a 17,7%, respectivamente) e dos que não responderam (dois do Rubens; Cinco do Objetivo [5,9 a 6,4%]). Os estudantes, quando perguntados se acreditam na existência do aquecimento global, responderam: Sim (33/34 do Rubens [97%]; 77/79 do Objetivo [97,5%]); ou negaram (apenas um do Rubens e outros dois do Colégio Particular [3% a 2,5%]).

            Pensando nas maneiras pelas quais o crescimento econômico e social afeta o clima do planeta, os alunos responderam, diante de uma série de opções, da seguinte forma: No terceiro ano do Objetivo, os 79 entrevistados se distribuíram entre as opções de consumismo – 38 pessoas, ou 48,1% -, seguida de degradação do meio – 26 pessoas, 32,9% -, crescimento populacional – 12 pessoas, um 15,2% da amostra do colégio –, e em menor expressão a falta de conscientização (2 pessoas, ou 2,5%) e, também, em quem fugiu do assunto, com um representante (1,3%). No ano de conclusão do nível médio de caráter público, no caso do Rubens, os entrevistados – que totalizam 34 – se dispuseram com mais assiduidade à mesma opção principal do colégio particular, vendo o consumismo como principal causa (17 pessoas, equivalentes a 50% da amostra da escola), seguido pelo crescimento populacional e por quem fugiu do assunto ao responder (com 5 respostas, ou 14,7% para cada), degradação do meio (4 pessoas, ou 11,8%), e os que optaram por não responder (3 alunos, ou 8,8%). 

            Considerando se as ações do homem podem estar ligadas ao aquecimento global – levando em conta 34 entrevistados no colégio público e 79 no privado, os estudantes afirmaram que “sim” (31 do Rubens; e 78 do Objetivo [91,2% a 98,7%]) na maioria dos casos. Os que negaram a afirmação foram apenas três no Rubens e um no Objetivo (8,8 a 1,3%). Mais uma vez, portanto, houve certa uniformidade entre as escolas no crédito à ideia de que a ação do homem influencia no curso climático do planeta, com caráter de preocupação manifesta pelos entrevistados.

            Em um contexto local, a pesquisa abordou, na sexta indagação, como nas universidades, a questão de que a cidade de Lages sofre ou não com o aquecimento global. No Rubens, 27 dos 34 (79,4%); e no Objetivo 69 dos 79 entrevistados (87,4%) afirmaram positivamente, expressando conformidade de opiniões independente da natureza da instituição. Os que se opuseram a esta forma de pensar foram quatro no Rubens (11,8%) e oito no objetivo (10,1%); ao mesmo tempo em que três não assinalaram o questionário na primeira escola (8,8%), e outros dois na segunda (2,5%). 

            Pertinente à pesquisa foi também o reconhecimento das fontes de informação dos entrevistados quanto ao assunto. Dos 34 estudantes do Rubens, as principais alternativas assinaladas foram Escola/Universidade (19 respostas, ou 55,9%); Mídia (6 pessoas, ou 17,6%); casa (5 respostas, ou 14,7%); e mais de uma opção (4 alunos, ou 11,8%) respectivamente. Por outro lado, no Colégio Objetivo, onde houve 79 entrevistados, as opções mais expressivas foram Escola/Universidade (35 estudantes, ou 44,3%); mais de uma opção (29 alunos, ou 36,7%); seguidas por mídia (14 pessoas, ou 17,7%) e casa (um representante, percentualmente representado pela quantia de 1,3%). Questionados se a mudança climática é sinônimo do aquecimento global, os entrevistados responderam com “sim”: 27 no Rubens (79,4%); e 39 no Objetivo (49,4%). Os que preferiram afirmar que “não”: quatro no Rubens (11,8%); 33 no Objetivo (41,8%), além de três que não assinalaram na escola pública, enquanto outros sete fizeram o mesmo na instituição privada, ambos representando 8,8% cada.

            Quanto às ações tomadas no dia a dia para a proteção do meio ambiente, cabe a separação das escolas. No Rubens, o total de 34 alunos foi distribuído entre as opções: preservação (25, ou 73,5%), reciclagem (6, ou 17,5%), e a economia de gastos e o uso de transporte coletivo/à pé ao lado dos que não responderam, com um aluno para cada (3% para cada alternativa). No Objetivo, com seus 79 alunos, também foi a preservação que teve mais apelo, com 42 adesões (53,2% do total da escola). Em menor número, se apresentaram a reciclagem (14, ou 17,7%), o uso de transporte coletivo/andar à pé (11 pessoas, ou 13,9%), e a economia de gastos (10 respostas, ou 12,7%). Os que admitiram que nenhuma atitude deve ser tomada totalizaram dois estudantes, representando 2,5% dos membros da escola integrantes da pesquisa.

            Sobre a frequência com que os assuntos relacionados ao meio ambiente são tratados em sala, os estudantes se manifestaram de forma intermediária: responderam às opções já mencionadas – sempre (11,8% do Rubens e 21,5% do Objetivo), com alguma frequência (50% no Rubens; 64,6% no Objetivo), raramente (38,2% no Rubens; 11,4% no Objetivo), além de um que disse nunca haver abordagem do assunto e outro que não assinalou, ambos da instituição privada (cada opção, portanto, com 1,3%.  

            Entre os jovens, o interesse de participação em programas de educação ambiental desenvolvidos pela UDESC foi do sim (41,2% no Rubens; 34,2% no Objetivo), com expressividade do talvez (26,5% na escola pública; 58,2% na instituição privada), além da negativa (32,3% da amostra do Rubens; 7,6% do Objetivo). Mais uma vez, como nas universidades, alterna, preferencialmente, entre o sim e o talvez a opinião dos entrevistados.   

 

2.3 TODOS X TODOS

 

            Analisados os estratos das amostras, focando grupos específicos de estudo, é importante compreender os dados quando eles se dispõem de maneira completa. Isso fornece um panorama geral das respostas – tanto dos pontos de vista separados de cada grupo, quanto os gerais. Para efetuar esta etapa da pesquisa, elaborou-se um quadro para cada questão, contando com os números inteiros para cada alternativa, acompanhados do percentual respectivo. Esta fórmula permite mensurar com mais precisão a magnitude dos questionários – uma vez que a quantidade de entrevistados variou de local, e de grau de instrução. Logo abaixo, a primeira tabela delimita a questão de gênero dos entrevistados, dividindo instituições e dando números gerais – inteiros e percentuais.

 

Tabela 1 – Distribuição de entrevistados por gênero e instituição em linhas gerais (números inteiros e percental)          

 

ENSINO MÉDIO

TÉCNICO

ENSINO SUPERIOR

GERAL

Valor de referência (100%) – inteiros

34

79

25

78

90

306

Gênero

Rubens

Objetivo

CEDUP

UDESC

UNIPLAC

-

FEMININO

55,9%

(19)

68,3%

(54)

56%

(14)

61,5%
(48)

57,8%

(52)

61,1%

(187)

MASCULINO

44,1%

(15)

31,7%

(25)

44%

(11)

37,2%

(29)

42,%

(38)

38,6%

(118)

NÃO ASSINALOU

-

-

-

1,3%

(1)

-

0,3%

(1)

Fonte: Produção do autor, 2016.    

 

            O apoio das tabelas é relevante por reunir as informações centrais da pesquisa, de forma que é possível comparar as informações numéricas sem que estejam, necessariamente, no texto – que pode, assim, manter a atenção em uma análise, além da expositiva, mais explicativa, para indicar o que os dados significam. A seguir, portanto, um quadro para cada questão – aqui chamada de “padrão”, já que as mesmas indagações foram feitas a todos os grupos – e um breve comentário.

            Obviamente, a primeira pergunta foi fundamental, e denota concordância entre os participantes da pesquisa. É possível observar que apenas um dos índices não ultrapassa os 90%, quando não alcança quase a totalidade dos entrevistados – que respondem conhecer o que significa o efeito estufa. Tanto que, do total de 306 pessoas, 97,4% seguiu esta alternativa. A tabela aponta para certa uniformidade de opiniões, independentemente do local, do grau de instrução, ou de outras variáveis, como o gênero. Os que negaram conhecer estão, em sua maioria, no Rubens (escola pública de nível médio). No sentido oposto, está a UDESC (que abriga o CAV), onde o “não” não teve adeptos. A informação permite presumir que, por se tratar de um centro de ensino específico, este fenômeno tenha se manifestado.

 

Tabela 2 – Primeira pergunta-padrão do questionário aplicado  

 

ENSINO MÉDIO

TÉCNICO

ENSINO SUPERIOR

GERAL

Valor de referência (100%) – inteiros

34

79

25

78

90

306

1. Você sabe o que é efeito estufa

Rubens

Objetivo

CEDUP

UDESC

UNIPLAC

-

SIM

88,2%

(30)

98,7%

(78)

96%

(24)

98,7%
(77)

98,9%

(89)

97,4%

(298)

NÃO

8,8%

(3)

1,3%

(1)

4%

(1)

-

1,1%
(1)

2%

(6)

NÃO ASSINALOU

3%

(1)

-

-

1,3%
(1)

-

0,6%

(2)

Fonte: Produção do autor, 2016.    

 

            Avaliando benefícios ou malefícios do efeito estufa ao meio ambiente, os dois colégios, tanto o particular quanto o público alegaram a segunda opção em sua maioria, bem como na UNIPLAC, com percentual relativamente alto. O fato curioso e discordante ocorre quando os estudantes de nível técnico do CEDUP e os do CAV/UDESC afirmam que os efeitos são benéficos – por uma diferença apertada, vale ressaltar. Aqui, é conveniente lembrar que há um ruído na comunicação – pois: é necessário saber de que forma a informação chega a estas pessoas, o que as condiciona a pensar se os efeitos podem ser bons ou ruins – algo intrinsecamente relacionado à próxima questão.

 

Tabela 3 – Segunda pergunta-padrão do questionário aplicado

 

ENSINO MÉDIO

TÉCNICO

ENSINO SUPERIOR

GERAL

Valor de referência (100%) – inteiros

34

79

25

78

90

306

2. O efeito estufa na sua óptica e ótica é benéfico ou maléfico ao meio ambiente?

Rubens

Objetivo

CEDUP

UDESC

UNIPLAC

-

BENÉFICO

8,8%

(3)

17,7%

(14)

68%

(17)

55,1%

(43)

12,2%

(11)

28,8%

(88)

MALÉFICO

85,3%

(29)

75,9%
(60)

32%

(8)

41%

(32)

86,7%

(78)

67,6%

(207)

AMBOS

-

-

-

1,3%

(1)

-

 

0,3%

(1)

NÃO ASSINALOU

5,9%

(2)

6,4%

(5)

-

2,6%

(2)

1,1%

(1)

3,3%

(10)

Fonte: Produção do autor, 2016.    

 

            A existência do aquecimento global – na opinião dos entrevistados – também foi posta em questão. Mais uma vez, é influente neste processo a informação sobre o assunto, relacionado a uma crença desenvolvida em consonância com as preocupações de diversos países pelo mundo, devido ao desenvolvimento insustentável e à emissão de poluentes, principais causas agravantes do fenômeno largamente conhecido. Mais uma vez, a concordância com a resposta “sim”, teve grande apelo (como se verifica na tabela abaixo), quando apenas UNIPLAC e UDESC obtiveram um percentual inferior a 90% neste aspecto.

            Assim como na questão anterior, a UDESC é a instituição que tem os estudantes mais céticos quanto à existêcia do aquecimento global, com 9% do total dos que assinalaram quando o trabalho foi realizado. Em linhas gerais, a crença da existência do fenômeno climático é massivamente apoiada, visto que 277 dos 306 estudantes do universo pesquisado disseram sim – totalizando 90,5% do total.

 

Tabela 4 – Terceira pergunta-padrão do questionário aplicado  

 

ENSINO MÉDIO

TÉCNICO

ENSINO SUPERIOR

GERAL

Valor de referência (100%) – inteiros

34

79

25

78

90

306

3. Você acredita que o aquecimento global existe?

Rubens

Objetivo

CEDUP

UDESC

UNIPLAC

-

SIM

97%

(33)

97,5%
(77)

92%

(23)

89,7%

(70)

82,2%

(74)

90,5%

(277)

NÃO

3%

(1)

2,5%
(2)

4%

(1)

9%

(7)

6,7%

(6)

5,6%

(17)

NÃO ASSINALOU

-

-

4%

(1)

1,3%

(1)

11,1%

(10)

3,9%

(12)

Fonte: Produção do autor, 2016.    

 

            Ainda seguindo a proposta de avaliação das preocupações dos estudantes sobre o assunto, o tópico seguinte abordou o papel do desenvolvimento econômico e social na variação das condições climáticas, bem como suas principais causas, dispostas em alternativas gerais. As de maior destaque, de acordo com a tabela 4, são: Consumismo (mais efetivo para estudantes do Objetivo e do Rubens), degradação do meio (para membros do CEDUP, CAV/UDESC e UNIPLAC).

            As menos expressivas, neste mesmo sentido, foram – além dos alunos que não responderam ou fugiram do assunto: Falta de conscientização para todos os lugares em que a pesquisa foi desenvolvida – variando em percentual, mínimo de 0% no Rubens e no CAV/UDESC, e máximo de 8%, verificado no CEDUP. Ainda assim, o crescimento populacional esteve como uma das alternativas intermediárias dos entrevistados.  

 

Tabela 5 – Quarta pergunta-padrão do questionário aplicado    

 

ENSINO MÉDIO

TÉCNICO

ENSINO SUPERIOR

GERAL

Valor de referência (100%) – inteiros

34

79

25

78

90

306

4. De que maneira, em sua opinião, o crescimento econômico e social pode afetar o clima no planeta terra?

Rubens

Objetivo

CEDUP

UDESC

UNIPLAC

-

NÃO RESPONDEU

8,8%

(3)

-

12%

(3)

7,7%

(6)

22,2%

(20)

10,5%

(32)

FUGIU DO ASSUNTO

14,7%

(5)

1,3%
(1)

4%

(1)

9%

(7)

3,3%

(3)

5,6%

(17)

CRESCIMENTO POPULACIONAL

14,7%

(5)

15,2%
(12)

16%

(4)

17,9%

(14)

16,7%

(15)

16,3%

(50)

DEGRADAÇÃO

DO MEIO

11,8%

(4)

32,9%
(26)

36%

(9)

38,5%

(30)

35,6%

(32)

33%

(101)

FALTA DE CONSCIEN-TIZAÇÃO

-

2,5%

(2)

8%

(2)

-

4,4%

(4)

2,6%

(8)

CONSUMISMO

50%

(17)

48,1%

(38)

24%

(6)

27,9%

(21)

17,8%

(16)

32%

(98)

Fonte: Produção do autor, 2016.    

 

            Explicitadas as principais causas, do efeito estufa, interessou à pesquisa compreender se, na opinião dos estudantes, as ações do homem são determinantes quando relacionadas ao surgimento ou aoi desenvolvimento do aquecimento global. O que se vê na tabela 5, abaixo, é um percentual de concordância praticamente total. As variações ocorrem, em seus extremos, entre o Rubens, colégio público, onde o ensino médio da instituição obteve 91,2% a esta afirmação, enquanto no CEDUP todos os 25 estudantes seguiram a mesma perspectiva. Neste sentido, também é relativo o nível de instrução, já que todos os números indicaram uma tendência às mesmas escolhas.

 

Tabela 6 – Quinta pergunta-padrão do questionário aplicado    

 

ENSINO MÉDIO

TÉCNICO

ENSINO SUPERIOR

GERAL

Valor de referência (100%) – inteiros

34

79

25

78

90

306

5. para você, as ações do homem podem estar relacionadas com o aquecimento global?

Rubens

Objetivo

CEDUP

UDESC

UNIPLAC

-

SIM

91,2%

(31)

98,7%

(78)

100%
(25)

92,3%

(72)

97,8%

(88)

96,1%

(294)

NÃO

8,8%

(3)

1,3%
(1)

-

7,7%

(6)

2,2%

(2)

3,9%

(12)

Fonte: Produção do autor, 2016.    

 

            Supondo que o homem é responsável pelo aquecimento global, de acordo com a amostra entrevistada, Lages foi alvo da dúvida: se os estudantes sabem o que é, acreditam que o aquecimento global existe, e avaliam impactos e reflexos do crescimento econômico e social, é possível, para eles, afirmar que o fenômeno climático atinge o município? De acordo com a tabela 6, logo abaixo, as respostas não demonstram um resultado tão homogêneo quanto nas questões anteriores. O percentual para o “sim” segue alto no CEDUP (92%) e no Objetivo (87,4%), mas já cai um pouco no Rubens (79,4%) e na UNIPLAC (77,8%). A UDESC obteve o percentual pelo “sim” mais baixo entre os cinco locais pesquisados (67,9%), e o mais alto pelo “não” (29,5%); entretanto, de modo geral, não influenciou a média geral, que continuou alta, como pouco mais de 79%.

 

Tabela 7 – Sexta pergunta-padrão do questionário aplicado     

 

ENSINO MÉDIO

TÉCNICO

ENSINO SUPERIOR

GERAL

Valor de referência (100%) – inteiros

34

79

25

78

90

306

6. Lages sofre aquecimento global?

Rubens

Objetivo

CEDUP

UDESC

UNIPLAC

-

SIM

79,4%

(27)

87,4%

(69)

92%

(23)

67,9%

(53)

77,8%

(70)

79,1%
(242)

NÃO

11,8%

(4)

10,1%
(8)

8%

(2)

29,5%

(23)

15,6%

(14)

16,7%

(51)

AMBAS

-

-

-

-

 

2,2%

(2)

0,6%

(2)

NÃO ASSINALOU

8,8%

(3)

2,5%

(2)

-

2,6%

(2)

3,3%

(3)

3,3%

(10)

NÃO SEI

-

-

-

-

1,1%

(1)

0,3%

(1)

Fonte: Produção do autor, 2016.    

 

            Para compreender as formas pelas quais os estudantes obtêm as informações que formam seus juízos sobre o assunto de meio ambiente, o questionamento sobre a fonte de conteúdo utilizada é importante. É possível notar que para as duas escolas de nível médio, tanto quanto para o curso técnico dp CEDUP, a principal fornecedora de dados é a própria escola ou universidade. Nas universidades o quadro se altera: a UNIPLAC prioriza a mídia, bastante próxima percentualmente da escolha dos acadêmicos da UDESC: mais de uma opção. Estes dados denotam que com o passar do tempo, as fontes de informação sobre o tema vão variando, ainda que a média geral se mantenha bem distrinuída entre mais de uma opção, a escola/universidade e a mídia.

 

Tabela 8 – Sétima pergunta-padrão do questionário aplicado   

 

ENSINO MÉDIO

TÉCNICO

ENSINO SUPERIOR

GERAL

Valor de referência (100%) – inteiros

34

79

25

78

90

306

7. Por onde você se informa e aprende sobre meio ambiente?

Rubens

Objetivo

CEDUP

UDESC

UNIPLAC

-

MÍDIA

17,6%

(6)

17,7%

(14)

12%

(3)

16,7%

(13)

42,2%

(38)

24,2%

(74)

ESCOLA/

UNIVERSIDADE

55,9%

(19)

44,3%

(35)

52%

(13)

28,2%

(22)

15,6%

(14)

33,6%

(103)

CASA

14,7%

(5)

1,3%

(1)

4%

(1)

6,4%

(5)

2,2%

(2)

4,6%

(14)

MAIS DE

UMA OPÇÃO

11,8%

(4)

36,7%

(29)

32%

(8)

48,7%

(38)

40%

(36)

37,6%

(115)

Fonte: Produção do autor, 2016.    

 

            Tratando da questão de terminologia, a oitava pergunta padrão buscou saber se, para os estudantes, aquecimento global é, necessariamente, um sinônimo de mudança climática. Neste sentido, vale ressaltar uma diferença nos dados, de instituição para instituição. Se no Rubens predomina a percepção de que os dois termos são semelhantes; no Objetivo as opiniões já estão divididas, como se pode conferir na tabela 8. No CEDUP, curiosamente, a maioria não assinalou. E nas instituições de ensino superior, a UNIPLAC dividiu-se, com sutil maioria afirmando que são sinônimos; e o CAV, certamente devido às informações específicas ao campo de estudo, contrariou a tendência, com a maioria negando a semelhança. De maneira geral, observando a média final entre todas as instituições, houve certa divisão, com pequena vantagem para quem considera os dois termos como sinônimos.

 

Tabela 9 – Oitava pergunta-padrão do questionário aplicado    

 

ENSINO MÉDIO

TÉCNICO

ENSINO SUPERIOR

GERAL

Valor de referência (100%) – inteiros

34

79

25

78

90

306

8. mudança climática e aquecimento global são sinônimos?

Rubens

Objetivo

CEDUP

UDESC

UNIPLAC

-

SIM

79,4%

(27)

49,4%

(39)

36%

(9)

25,6%

(20)

51,1%

(46)

46,1%

(141)

NÃO

11,8%

(4)

41,8%

(33)

12%

(3)

71,8%

(56)

42,2%

(38)

43,8%

(134)

NÃO ASSINALOU

8,8%

(3)

8,8%

(7)

52%

(13)

2,6%

(2)

6,7%

(6)

10,1%

(31)

Fonte: Produção do autor, 2016.    

 

            As ações tomadas para proteger o meio ambiente no dia a dia, no questionário, abrangem uma boa gama de opções. As escolhas prioritárias, de acordo com cada escola ou universidade, foram: Preservação (Rubens e Objetivo); reciclagem (CEDUP, CAV/UDESC e UNIPLAC). Depois das opções secundárias, como se pode ver na tabela 9, as ações de menor impacto foram Nenhuma (sem nenhum adepto no Rubens e no CEDUP, com poucas menções nas duas universidades pesquisadas), e Conscientização (sem representantes no Rubens e no Objetivo). Os dados indicam que poucos estudantes não se dispõem a tomar atitudes em relação ao aquecimento global, independente do local em que estudam.

 

Tabela 10 – Nona pergunta-padrão do questionário aplicado    

 

ENSINO MÉDIO

TÉCNICO

ENSINO SUPERIOR

GERAL

Valor de referência (100%) – inteiros

34

79

25

78

90

306

9. qual ação para proteger o meio ambiente você toma no dia-a-dia? Cite uma.

Rubens

Objetivo

CEDUP

UDESC

UNIPLAC

-

NÃO RESPONDEU

3%

(1)

-

4%

(1)

10,3%

(8)

12,2%

(11)

6,9%

(21)

NENHUMA

-

2,5%

(2)

-

1,3%

(1)

2,2%

(2)

1,6%

(5)

RECICLAGEM

17,5%

(6)

17,7%

(14)

48%

(12)

47,3%

(37)

46,7%

(42)

36,3%

(111)

USO DE TRANSPORTE COLETIVO/

ANDAR A PÉ

3%

(1)

13,9%

(11)

12%

(3)

9%

(7)

3,3%

(3)

8,2%

(25)

PRESERVAÇÃO

73,5%

(25)

53,2%

(42)

 

24%

(6)

10,3%

(8)

12,2%

(11)

30,1%

(92)

CONSCIEN-TIZAÇÃO

-

-

4%

(1)

5,1%

(4)

8,9%

(8)

4,2%

(13)

ECONOMIA

EM GASTOS

3%

(1)

12,7%

(10)

8%

(2)

16,7%

(13)

14,5%

(13)

12,7%

(39)

Fonte: Produção do autor, 2016.    

 

            Em sala de aula, partindo da percepção de aulas que tratam de assuntos ligados ao meio ambiente, os estudantes respondem que predomina a opção “com alguma frequência” (com 46,8% na média geral), seguida de um empate entre “sempre” e “raramente” (24,2% para cada uma). O CEDUP é a escola onde os assuntos são sempre tratados – com maior percentual em relação às outras. As outras alternativas tiveram percentuais menos expressivos, apontando para certa conscientização por parte dos acadêmicos e estudantes de nível médio e técnico.

 

Tabela 11 – Décima pergunta-padrão do questionário aplicado 

 

ENSINO MÉDIO

TÉCNICO

ENSINO SUPERIOR

GERAL

Valor de referência (100%) – inteiros

34

79

25

78

90

306

10. na sua avaliação, em sala de aula, com que frequência são tratados os assuntos ligados ao meio ambiente?

Rubens

Objetivo

CEDUP

UDESC

UNIPLAC

-

SEMPRE

11,8%

(4)

 

21,5%

(17)

40%

(10)

23%

(18)

27,8%

(25)

24,2%

(74)

COM ALGUMA FREQUÊNCIA

50%

(17)

 

64,6%

(51)

40%

(10)

42,3%

(33)

35,5%

(32)

46,8%

(143)

RARAMENTE

38,2%

(13)

11,4%

(9)

20%

(5)

28,2%

(22)

27,8%

(25)

24,2%

(74)

NUNCA

-

1,3%

(1)

-

6,5%

(5)

6,7%

(6)

3,9%

(12)

NÃO SEI

-

-

-

-

 

2,2%

(2)

0,6%

(2)

NÃO ASSINALOU

-

1,3%

(1)

-

-

 

-

0,3%

(1)

Fonte: Produção do autor, 2016.    

 

            A última questão pergunta qual o interesse dos estudantes em participar de programas de educação ambiental, caso a UDESC os desenvolvesse. No Rubens, a maioria diz que sim; no Objetivo, não; e no CEDUP, na própria UDESC e na UNIPLAC, a alternativa principal foi o talvez. No geral, o talvez alcança quase a metade dos entrevistados, portanto, como se pode observar na tabela 12 – bem como os demais posicionamentos a respeito.

 

 

Tabela 12 – Décima primeira pergunta-padrão do questionário aplicado

 

ENSINO MÉDIO

TÉCNICO

ENSINO SUPERIOR

GERAL

Valor de referência (100%) – inteiros

34

79

25

78

90

306

11. se a udesc iniciasse programas de educação ambiental, você teria interesse em participar?

Rubens

Objetivo

CEDUP

UDESC

UNIPLAC

-

SIM

41,2%

(14)

34,2%

(27)

48%

(12)

38,5%

(30)

35,5%

(32)

37,6%

(115)

NÃO

32,3%

(11)

7,6%

(6)

-

7,7%

(6)

8,9%

(8)

10,1%

(31)

TALVEZ

26,5%

(9)

58,2%

(46)

52%

(13)

42,3%

(33)

55,6%

(50)

49,4%

(151)

NÃO ASSINALOU

-

-

-

11,5%

(9)

-

2,9%

(9)

Fonte: Produção do autor, 2016.    

 

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

            A preocupação com as questões sobre meio ambiente está em pauta há muito tempo. Neste sentido, o estudo procurou abordar o assunto, preocupado em avaliar o posicionamento dos estudantes de instituições de ensino de diferentes vertentes. O espectro de pesquisa abrangeu escolas e universidades públicas e privadas, além do ensino técnico. O objetivo demonstrado com a pesquisa, foi o de aprofundar o conhecimento a respeito da educação ambiental partindo da ideia de que a informação desempenha um importante papel na formação dos juízos de toda a sociedade – algo demonstrado na variedade de respostas ao questionário.

            O método de questionamento, assim como o processo da escolha dos locais em que ele seria aplicado, seguiu variáveis amplas, com perguntas de múltipla escolha, mas que também, em outros casos, davam a possibilidade de outras opções, para elucidar com mais clareza as opiniões das pessoas que participaram da pesquisa. A amostra relativamente considerável, permite concluir que foi contemplado o maior alcance possível, em se tratando da cidade que era o foco do estudo: Lages. Participaram escolas representativas do município, que não contava, antes disso, com uma pesquisa voltada ao assunto nesta magnitude.

            A montagem do questionário esteve de acordo com os anseios da pesquisa, uma vez que a reação dos entrevistados também ocorreu a par das expectativas, utilizando o método survey. A fundamentação teórica é essencial para que haja compreensão básica acerca dos aspectos técnicos envolvidos, para que, só depois os dados fossem dispostos – e distribuídos por tópicos, a fim de que não houvesse confusão.         

            A construção do conhecimento trazida pelo estudo permite notar a relevância da informação revelada: há divergências e convergências em determinados temas, variando de instituição para instituição. Existe proximidade e disparidade dependendo do ângulo de que se observa – e também por isso se optou por analisar as informações de maneira estratificada para, depois, reuni-la integralmente. Assim, de maneira geral, a pesquisa proporciona descobertas pertinentes à área da educação ambiental, depois da tabulação dos dados, e da reunião das informações transformadas em percentual, para que se tivesse noção, e se esclarecesse a dúvida.

 

Bibliografia

 

ABREU, Míriam Santini de. Quando a Palavra Sustenta a Farsa – O discurso jornalístico do desenvolvimento sustentável. Florianópolis: Editora da UFSC, 2006.

 

BACCEGA, Maria Aparecida. Conhecimento, informação e tecnologia. In: Comunicação & Educação. São Paulo : USP/Editora Moderna/Communication Research Trends, janeiro/abril 1998. Ano IV, número 11.

 

BARBOSA, Regiane Santos. A tentação da superficialidade. Observatório da Imprensa, ed. 412. 2006. Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br/news/view/a_tentacao_da_superficialidade>. Acesso em 30 jun. 2016.

 

DINES, Alberto. O Papel do Jornal e a Profissão de Jornalista. São Paulo: Summus, 2009.

 

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1997.

 

FREIRE, Paulo.  Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.

 

FREITAS, Henrique et al. O método de pesquisa survey. Revista de Administração, São Paulo, v. 35, n. 3, p.105-112, jul. 2000. Trimestral. Disponível em: <http://www.unisc.br/portal/upload/com_arquivo/
o_metodo_de_pesquisa_survey.pdf>. Acesso em: 28 jun. 2016.

 

GAMBA, Izaltino César. Mediatização do meio ambiente: uma reflexão necessária. Florianópolis: UFSC, 2004. (Dissertação de Mestrado em Educação).

 

LUCKMAN, Ana Paula. Jornalismo e mídia-educação no contexto global. Rev. Estudos em Jornalismo e Mídia. Vol. III. Nº02. 2006.

 

MELLO, Carlos (Org.). Métodos quantitativos: pesquisa, levantamento ou survey. Aula 09 da disciplina de metodologia de pesquisa na UNIFEI. Disponível em: <http://www.carlosmello.unifei.edu.br/Disciplinas/Mestrado/
PCM-10/Slides-Mestrado/Metodologia_Pesquisa_2012-Slide_Aula_9_Mestrado.pdf>. Acesso em: 28 jun. 2016.

 

MORENO, Júlio. Jornalismo Online. In: Seminário de Comunicação Banco do Brasil. Brasília: Banco do Brasil, 1996.

 

RAMOS, Luís Fernando Angerami. Meio Ambiente e Meios de Comunicação. São Paulo: Annablume, 1996.

 

SILVA, Márcia Soares da. Mídia e Meio Ambiente: uma análise da cobertura ambiental em três dos maiores jornais do Brasil. Rio de Janeiro : UFRJ, 2005. (Dissertação de Mestrado em Comunicação e Cultura)

 

SIQUEIRA, Denise da Costa Oliveira. A ciência na televisão: mito, ritual e espetáculo. São Paulo: Annablume, 1999.



" data-layout="standard" data-action="like" data-show-faces="true" data-share="true">
 
Início      Cadastre-se!      Procurar      Submeter artigo      Fazer doação      Contato     Apresentação     I Prêmio Educação Ambiental em Ação     Normas de Publicação     Artigos     Dicas e Curiosidades     Reflexão     Para sensibilizar     Dinâmicas e recursos pedagógicos     Entrevistas     Culinária     Arte e ambiente     Divulgação de Eventos     O que fazer para melhorar o meio ambiente     Sugestões bibliográficas     Educação     Plantas medicinais     Educação Ambiental e Comunicação     Práticas de Educação Ambiental     Sementes     Educação e temas emergentes     Ações e projetos inspiradores     Relatos de Experiências     Notícias