ISSN 1678-0701
Número 66, Ano XVII.
Dezembro/2018-Fevereiro/2019.
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No. 66 - 06/12/2018
AS ABORDAGENS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA ANÁLISE DOS LIVROS DIDÁTICOS A PARTIR DA PROBLEMÁTICA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS  
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AS ABORDAGENS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UMA ANÁLISE DOS LIVROS DIDÁTICOS A PARTIR DA PROBLEMÁTICA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS



Adriana Dall´Onder

Universidade de São Paulo (Mestra); Professora de Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino de São Paulo.

E-MAIL: driadeonder@usp.br

URL (Lattes): http://lattes.cnpq.br/5299966109523482

Erico Pagotto

Universidade de São Paulo (doutorando); Faculdade de Tecnologia de Jacareí (professor ensino superior)

E-MAIL: ericopagotto@usp.br

URL (Lattes): http://lattes.cnpq.br/6346814122526987

Sylmara Lopes Francelino Gonçalves Dias

Universidade de São Paulo (professora ensino superior)

E-MAIL: sgdias@usp.br

URL (Lattes): http://lattes.cnpq.br/6059048919993035

Resumo

Este artigo buscou entender as diferentes abordagens da educação ambiental nos livros didáticos a partir da problemática dos resíduos sólidos urbanos. Foi adotada estratégia metodológica qualitativa, utilizando-se a técnica de levantamento e análise documental. Apoiou-se na seguinte pergunta: que orientação de educação ambiental está presente nos livros didáticos de Ciências do ensino fundamental para abordar a problemática dos resíduos sólidos urbanos? Os resultados apontaram que nos livros didáticos investigados predominam abordagens pragmáticas. É enfatizado o caráter antropocêntrico da relação sociedade e meio ambiente, sem uma reflexão crítica da origem dos problemas socioambientais e suas possíveis alternativas de resolução. Reduz-se a problemática da produção, consumo e descarte de resíduos a práticas de separação para coleta seletiva, mas não quanto à crítica sobre o que se produz e consome, porque, como e a que custos socioambientais.

Palavras-chave: educação ambiental, resíduos sólidos, livro didático.

Los enfoques de la educación ambiental: un análisis de los libros didácticos a partir de la problemática de los residuos sólidos urbanos

Resumen

Este artículo buscó entender los diferentes enfoques de la educación ambiental presentes en los libros didácticos a partir de la problemática de los residuos sólidos urbanos. Se adoptó una estrategia metodológica cualitativa, utilizando la técnica de levantamiento y análisis documental. Se apoyó en la siguiente pregunta: ¿qué orientación de educación ambiental está presente en los libros didácticos de Ciencias de la enseñanza fundamental para abordar la problemática de los residuos sólidos urbanos? Los resultados apuntaron que en los libros didácticos investigados hubo predominio de enfoques pragmáticos. Se enfatiza el carácter antropocéntrico de la relación sociedad y medio ambiente, sin una reflexión crítica del origen de los problemas socioambientales y sus posibles alternativas de resolución. Se reduce la problemática de la producción, consumo y descarte de residuos a prácticas de separación para colecta selectiva, pero no en cuanto a la crítica sobre lo que se produce y consume, porque, como y a que costos socioambientales.

Palabras clave: educación ambiental, residuos sólidos, libros didácticos.

The approaches of environmental education: an analysis of textbooks from the problem of urban solid waste

Abstract

This article sought to understand the different approaches of environmental education present in textbooks based on the problem of solid urban waste. A qualitative methodological strategy was adopted, using the technique of documentary collection and analysis. It was based on the following research question: what orientation of environmental education is present in elementary and middle school Science textbooks to address the problem of solid urban waste? The results showed that in the textbooks investigated, there was a predominance of pragmatic approaches. The anthropocentric character of the relationship between society and the environment is emphasized, without a critical reflection on the origin of socio-environmental problems and their possible alternative solutions. The problem of production, consumption and waste disposal is reduced for selective collection, but not to criticism about what is produced and consumed, because, how and to what socio-environmental costs.

Keywords: environmental education, solid waste, textbook.

Introdução

A sustentabilidade é um conceito com diferentes concepções, sendo disputado por distintos grupos de interesse (LIMA, 2003). Nos espaços escolares não é diferente. Neste sentido, o discurso da sustentabilidade em escolas de ensino básico tem aparecido com frequência no contexto da educação ambiental – a qual, segundo Layrargues; Lima (2014), também é um conceito polissêmico. A educação ambiental nasce como uma formação para o “saber ambiental”, sedimentada na ética e na conduta de relações sociais e econômicas (Sorrentino et al., 2005).

No espaço escolar, espera-se que a educação ambiental seja um tema transversal às diversas disciplinas e promova a formação de atitudes e valores voltados à intervenção no cotidiano. No entanto, para Carvalho (2004) tem-se denominado “educação ambiental” práticas muito distintas do ponto de vista de sua orientação político-pedagógica. A partir desta constatação, diversos autores têm proposto formas de classificar e agrupar essas diferentes correntes pedagógicas e filosóficas da Educação Ambiental (SORRENTINO, 1995; TOZZONI-REIS, 2004; SAUVÉ, 2005; LAYRARGUES; LIMA, 2014).

A Lei 9.795/99, que instituiu a PNEA - Política Nacional de Educação Ambiental, coloca como um dos objetivos fundamentais da educação ambiental “o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social” (BRASIL, 1999). Já o Decreto 7.083/10, que dispõe sobre o Programa Mais Educação, estabelece como um dos princípios da educação integral:

[...] o incentivo à criação de espaços educadores sustentáveis com a readequação dos prédios escolares, incluindo a acessibilidade, e à gestão, à formação de professores e à inserção das temáticas de sustentabilidade ambiental nos currículos e no desenvolvimento de materiais didáticos

(BRASIL, 2010, grifo nosso).

Caberia investigar, no entanto, se esta consciência crítica se faz presente nas escolas, em seus currículos e livros didáticos - objetos de estudos recorrentes em pesquisas nas universidades brasileiras, como aponta Pavão (2006). Nos últimos anos, o livro didático tem recebido entre os pesquisadores brasileiros atenção crescente. As pesquisas em torno da temática têm versado sobre os seus mais variados aspectos tais como o pedagógico, o político, o econômico e o cultural (Freitas; Rodrigues, 2008). Centros, núcleos, seminários e projetos de pesquisa nos programas de pós-graduação das diferentes áreas (Educação, Letras, História, Matemática etc.) sobre livro didático foram sendo constituídos. Desta maneira o número de publicações também teve resultados crescentes, entre 2001 e 2011 localizou-se aproximadamente 800 trabalhos sobre livros didáticos (Munakata, 2012).

Muito embora o livro didático “não seja o único material de que professores e alunos vão valer-se no processo de ensino e aprendizagem, ele pode ser decisivo para a qualidade do aprendizado resultante das atividades escolares”. Muitas vezes é o livro didático que “acaba determinando conteúdos e condicionando estratégias de ensino, marcando, pois, de forma decisiva, o que se ensina e como se ensina o que se ensina” (Lajolo, 1996, pág.4). A preocupação em pesquisá-lo leva em conta o fato de que o material didático tem uma importância grande na formação do aluno pelo mero fato de ser, muitas vezes, o único livro com o qual a criança entrará em contato (FREITAS; RODRIGUES, 2008).

Frente a este contexto, o presente artigo buscou entender as diferentes concepções da educação ambiental nos livros didáticos de Ciências do ensino fundamental a partir de suas abordagens sobre a problemática dos resíduos sólidos urbanos. Para cumprimento do objetivo proposto foi adotada estratégia metodológica qualitativa, utilizando-se a técnica de levantamento e análise documental. Apoiou-se na seguinte pergunta de pesquisa: que orientação político-pedagógica de educação ambiental está presente nos livros didáticos de Ciências do ensino fundamental para abordar a problemática dos resíduos sólidos urbanos?

Para responder aos objetivos e à pergunta de pesquisa, partiu-se de uma breve revisão teórica que apresenta as principais orientações político-pedagógicas da educação ambiental. Em seguida, na etapa empírica, foram analisados cinco livros didáticos utilizados atualmente na rede pública do município de São Paulo particularmente no que se refere à questão dos resíduos sólidos. Por fim, os resultados obtidos foram comparados para verificar sua aderência às concepções de Educação Ambiental. Na parte final, a conclusão do artigo apresenta as limitações deste estudo, tece alguns apontamentos críticos em relação aos achados, e apresenta sugestões de encaminhamentos futuros.

Orientações Político-Pedagógica em Educação Ambiental

A educação ambiental está longe de ser um conceito único e inequívoco; ao contrário: diversos autores têm sustentado a importância de reconhecer dentro dela um amplo espectro de teorias, métodos, práticas e finalidades (SAUVÉ, 2005; LAYRARGUES; LIMA, 2014). A Educação Ambiental



[...] não tem sua identidade epistemológica definida; sua constituição e a constituição do próprio campo ambiental são recentes. Desta forma, questionamentos como qual epistemologia deve fundamentá-la têm sido motivo de muitas indagações e buscas”.

(Augusto; Lambertucci; Santana, 2006, pág. 118)

Dentre as várias iniciativas para agrupar e classificar as orientações político-pedagógica, teóricas e epistemológicas em Educação Ambiental, Layrargues; Lima (2014) propõe uma sistemática compreensiva que se divide em três grandes grupos: a abordagem conservacionista, a pragmática e a crítica. Segundo estes autores, a abordagem conservacionista apresenta o meio ambiente ordenado biologicamente com ecossistemas harmônicos, no qual o ser humano é uma presença perturbadora. As expectativas dispensadas na mudança de comportamento das pessoas, fazendo a crítica ao antropocentrismo, é uma prática histórica iniciada pelo movimento ambientalista, mas insuficientes, pois não pleiteiam transformações econômicas e políticas vigentes.

Na abordagem pragmática a educação ambiental enquadra-se numa concepção hegemônica, para qual o consumo sustentável, a gestão dos recursos naturais e as tecnologias limpas são soluções para que as nações continuem a se desenvolverem economicamente (LAYRARGUES; LIMA, 2014). Esta abordagem considera os problemas ambientais como foco, enquanto o objetivo é a resolução pontual de determinados problemas ambientais (LAYRARGUES, 1999).

Por fim, a abordagem crítica, é a orientação politico-pedagógica da educação ambiental que agrega à discussão o caráter político e ético da crise ambiental. Para Carvalho (2011), ela visa sobretudo

[…] formar uma atitude ecológica de sensibilidades estéticas, éticas e políticas sensíveis à identificação dos problemas e conflitos que afetam o ambiente em que vivemos […]. Atuar no cotidiano escolar e não escolar, provocando novas questões, situações de aprendizagem e desafios para a participação na resolução de problemas, buscando articular escola com os ambientes locais e regionais onde estão inseridas

(CARVALHO, 2011, pág. 68).

A educação ambiental crítica não nega a essencialidade da transformação da sociedade para a conservação da diversidade natural, e que soluções técnicas para a crise sejam necessárias; porém, enfatiza que as relações de poder e os conflitos socioeconômicos estão associados à degradação ambiental e comprometem tanto a resiliência ambiental quanto a gestão democrática e intergeracional (QUINTAS, 2004; SATO, 2005; LAYRARGUES; LIMA, 2014). No que se refere à questão dos resíduos sólidos, a abordagem crítica, possibilita o questionamento do consumo e da obsolescência em detrimento da reciclagem (LEONARDI, 1997).

O Quadro 1 resume alguns dos principais elementos que caracterizam estas três abordagens político-pedagógicas, teóricas e filosóficas da Educação Ambiental.

Livro didático como instrumento do processo de ensino-aprendizagem

Dentre a variedade de livros existentes, todos podem ter — e efetivamente têm — papel importante na escola. Livros didáticos (e não-didáticos) são centrais na produção, circulação e apropriação de conhecimentos, sobretudo dos conhecimentos por cuja difusão a escola é responsável. “Como sugere o adjetivo didático, que qualifica e define um certo tipo de obra, o livro didático é instrumento específico e importantíssimo de ensino e de aprendizagem formal” (LAJOLO, 1996, pág. 4).

De fato, o livro didático é um dos materiais escolaresi mais utilizados e, em muitos casos, o único utilizado em sala de aula no ensino fundamental; quando infelizmente, não há o contato dos alunos com materiais e informações científicas de outras fontes (CASSAB; Martins, 2008; FREITAS; RODRIGUES, 2008). O livro didático é um manual impresso a fim de ser utilizado no processo de ensino e aprendizagem, e por meio do qual estão conectados os autores, editores, trabalhadores, e também professores e alunos (OLIVEIRA, 2006). “Didático, então, é o livro que vai ser utilizado em aulas e cursos, que provavelmente foi escrito, editado, vendido e comprado, tendo em vista essa utilização escolar e sistemática” (LAJOLO, 1996, pág. 4).

Do ponto de vista logístico, a Secretaria de Educação Básica - SEB, do Ministério da Educação, realiza a avaliação dos livros didáticos. A SEB determina as instituições e os especialistas para avaliar as obras, por meio de uma análise criteriosa dos aspectos didático-pedagógicos e metodológicos das obras. O sistema de avaliação do livro didático exige que os livros, para serem aprovados, estejam ajustados aos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1997). As editoras brasileiras podem inscrever suas obras, obedecendo ao edital federal e à avaliação do MEC – Ministério da Educação (BRASIL, 2016). Os livros didáticos e seus respectivos conteúdos devem estar adequados aos objetivos dos PCN - Parâmetros Curriculares Nacionais.

Os especialistas escrevem resenhas sobre os livros escolhidos, que passam a compor o guia de livros didáticos (BRASIL, 2017). Em 2017 cerca de 117 mil unidades de ensino escolheram, entre as obras selecionadas previamente pelo Ministério da Educação (MEC), aquelas que melhor atenderiam suas demandas de ensino e aprendizagem. Esse ritual acontece todo ano e faz parte do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD)ii. O valor total investido pelo MEC no PNLD 2017 em livros impressos foi R$ 1,23 milhãoiii.

A cada edição, uma etapa de ensino recebe uma nova coleção, que deve ser utilizada pelas instituições pelos próximos três anos, quando mais uma escolha de obras é feita pelas escolas. Mais de 152 milhões de novos exemplares de livros didáticos circularam no ano de 2017 pelas escolas públicas do país (SEMIS, 2017). O Município de São Paulo oferece o livro didático as escolas como suporte para o ensino e aprendizagem. A cidade é atendida pelo PNLD, que envia os livros escolhidos pelos professores às unidades escolares.

Há que se ter em conta que o livro didático reflete os valores morais e culturais da sociedade como um todo e das escolas em especifico segundo seu contexto histórico. Para Althusser (1985), a escola e outras instituições do Estado ensinam aquilo que lhe cabe ensinar, porém, condicionadas à ideologia dominante. Dessa forma, a escola, por meio dos livros didáticos, pode ser uma instituição reprodutora de ideologias.

Na literatura científica específica existe um debate com relação aos aspectos éticos e pedagógicos do livro didático. Uma das críticas importantes é a sua supervalorização na cultura escolar – segundo Silva (2012), como resultado de uma complexa trajetória histórica determinada por aspectos econômicos, políticos e ideológicos, uma vez que a aquisição em massa de livros pelo governo deu origem a um grande negócio para o oligopolizado mercado editorial brasileiroiv.

Outra crítica relevante é que os livros de Ciências em particular não conseguem acompanhar novos princípios educacionais difundidos pelos estudos e pesquisas acadêmicas e pelos currículos oficiais. Por exemplo Megid Neto; Fracalanza (2003, pág. 154), apontaram um atraso em torno de 40 anos para que alteração nos princípios educacionais fossem incorporados pelas obras: “ [...] as atuais [2003] coleções disponíveis no mercado ainda mantêm uma estrutura programática e teórico-metodológica mais próxima das orientações curriculares veiculadas nos anos [19]60 e [19]70”.

Neste sentido, Silva (2012) utiliza a expressão “fetichização do livro didático”. Para o autor este fetichismo é fruto, por um lado, da precariedade das condições de formação e atuação dos professores brasileiros, e por outro, da exacerbada preocupação com a qualidade gráfica dos livros em detrimento de sua função, e da do professor, na formação crítica para a cidadania.

Estratégia Metodológica

O objetivo desta pesquisa foi entender a que orientações político-pedagógica, filosóficas e epistemológicas da educação ambiental filiam-se os livros didáticos de Ciências do ensino fundamental a partir de suas abordagens sobre a problemática dos resíduos sólidos urbanos. Para cumprimento do objetivo proposto foi adotada estratégia metodológica qualitativa, utilizando-se a técnica de levantamento e análise documental (Calado; Ferreira, 2004-2015). A pesquisa qualitativa, segundo Higgs; Cherry (2009), refere-se a avaliações e interpretações críticas e qualitativas, ou seja, não matemáticas. A coleta de dados foi realizada em cinco livros didáticos adotados por duas unidades escolares, da zona oeste do Município de São Paulo. O Quadro 2 apresenta os livros didáticos analisados, a série escolar a que se destina, e as unidades e capítulos que abordavam o tema dos resíduos sólidos urbanos.

Com relação aos procedimentos, após a seleção dos livros foi feita a leitura das cinquenta e três páginas relacionadas à temática dos resíduos sólidos para permitir uma compreensão geral de suas abordagens. O Quadro 3 apresenta um resumo descritivo sobre como o livro trata a questão dos resíduos sólidos.

Em uma segunda leitura foram então atribuídos, linha a linha, códigos de entendimento acerca do discurso expresso na frase. Em seguida, os códigos foram agrupados segundo as abordagens previamente identificadas na revisão bibliográfica: (i) abordagem conservacionista; (ii) abordagem pragmática; e (iii) abordagem crítica. Alguns excertos dos livros foram distribuídos no Quadro 4, na qual na primeira coluna qualifica as abordagens entre conservacionista, pragmática e crítica, e nas demais colunas são apresentados alguns excertos dos livros.