ISSN 1678-0701
Número 65, Ano XVII.
Setembro-Novembro/2018.
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Relatos de Experiências

18/09/2018HUMANIZA ILPI: AÇÃO MULTIPROFISSIONAL PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE DE RESIDENTES DA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS JUVINO BARRETO  
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HUMANIZA ILPI: AÇÃO MULTIPROFISSIONAL PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE DE RESIDENTES DA INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS JUVINO BARRETO

1Tiago Silva Oporto; 2Daiane Carla Rodrigues Cardoso; 2Raiza Gabriella da Câmara Silva; 2Thaís Brazão Siqueira de Lima.3Rosemary Araújo Monteiro; 4Gil Dutra Furtado

1Mestrando em fisioterapia

2 Acadêmicas de Fisioterapia

3Mestra em Desenvolvimento e meio ambiente; Fisioterapeuta; Docente da UFRN

4Doutor em Psicobiologia

Resumo:

As Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI’s) são alternativas importantes de cuidados e carecem de maior atenção na Saúde Pública. Considerando-se que os idosos institucionalizados fazem parte de um contingente populacional prioritário à Saúde Coletiva e sua maior vulnerabilidade às fragilidades físicas, mentais e exclusão social, ações multiprofissionais são necessárias para garantir a esta população o direto de usufruir integralmente da vida. A ação universitária a ser desenvolvida na ILPI Juvino Barreto durante o ano de 2018, como ação continuada desde 2016, terá com o objetivo o de promover ações multiprofissionais e de promoção da saúde para os idosos residentes nesta instituição. Participarão desta ação docentes do curso de fisioterapia e discentes dos cursos de fisioterapia, enfermagem, odontologia, medicina, serviço social e psicologia da UFRN, além dos idosos institucionalizados e seus cuidadores. Encontros semanais serão realizados durante o horário de visitas da ILPI. Permitirá o crescimento dos discentes envolvidos mediante o processo educativo que articula o ensino, a pesquisa e a extensão, favorecendo ações concretas para efetivação do papel social da universidade sobre a sociedade. Objetivos: Agregar aos idosos do Juvino Barreto momentos de prazer que remetam a possibilidade de viver e bem viver na instituição, buscando proporcionar um contexto diferenciado do que é enfatizado no seu histórico, assim como tornar os acadêmicos profissionais preparados e capacitados a atuarem de forma mais humanizada, moldando-se a real necessidade desses espaços, fortalecendo a importância da saúde coletiva e do olhar multiprofissional sobre as populações frágeis, com características e necessidades específicas. Metodologia: Trata-se de uma extensão universitária da UFRN a ser desenvolvida na ILPI Juvino Barreto durante os anos de 2017 e 2018 com o objetivo de promover ações multiprofissionais e de promoção da saúde para os idosos institucionalizados. As atividades serão desenvolvidas em dois cenários distintos: UFRN e Instituto Juvino Barreto. Na UFRN serão realizadas oficinas e discussões teórico-científicas sobre a temática com a participação dos discentes, coordenadores do projeto, pesquisadores convidados e profissionais da ILPI. Além disso, também serão realizadas reuniões semanais para organização e execução das atividades do projeto. No Instituto Juvino Barreto serão desenvolvidas, durante o horário de visitas, as ações de extensão em consonância com as necessidades e as atividades programadas pela ILPI. Resultados Esperados: Espera-se com esse projeto de extensão melhorar a interação e convívio entre os residentes da instituição; prevenir danos à saúde e incentivar melhores cuidados à saúde longeva, muitas vezes agravadas pela depressão, ansiedade e estresse; diminuir a dependência funcional e declínio cognitivo; diminuir o estresse da fase idosa, bem como capacitar os acadêmicos quanto à atuação na população idosa, para entender e suprir suas necessidades, mediante a prática aliada à teoria. Além disso, anseia-se proporcionar outra forma de enxergar a saúde e o cuidado ao idoso, de uma maneira mais humanizada e menos tecnicista, vislumbrando que cada pessoa envolvida passe a ter consigo a noção do quanto a atenção, interação – seja através de um olhar, de uma conversa, de um toque – e as mais variadas atividades propostas, são capazes de transformar e levar mais alegria e vivacidade a cada ser humano que o projeto em questão abrange.

Palavras-chave: Experiência de formação. Humanização em saúde. Apoio institucional.



Abstract:

Long-Term Care Institutions for the Elderly (ILPI's) are important care alternatives and require more attention in Public Health. Considering that the institutionalized elderly are part of a population contingent on collective health and their greater vulnerability to physical, mental and social fragility, multiprofessional actions are necessary to guarantee this population the right to fully enjoy life. The university action to be developed at ILPI Juvino Barreto during 2018, as a continuous action from 2016, will aim to promote multiprofessional actions and health promotion for elderly residents in this institution. Physiotherapy course participants and students of physiotherapy, nursing, dentistry, medicine, social work and psychology courses at UFRN, as well as the institutionalized elderly and their caregivers, will participate in this action. Weekly meetings will be held during the visiting hours of the ILPI. It will allow the growth of the students involved through the educational process that articulates teaching, research and extension, favoring concrete actions to fulfill the social role of the university over society. Objectives: To add to the elderly of Juvino Barreto moments of pleasure that refer to the possibility of living and living well in the institution, to provide a differentiated context of what is emphasized in its history, as well as to make professional academics ready and able to act in a more humanized way, shaping the real need of these spaces, strengthening the importance of collective health and the multiprofessional view on the fragile populations with specific characteristics and needs. Methodology: This is a UFRN university extension to be developed at the Juvino Barreto ILPI during the years 2017 and 2018 with the objective of promoting multiprofessional and health promotion actions for the institutionalized elderly. The activities will be developed in two distinct scenarios: UFRN and Juvino Barreto Institute. At UFRN, workshops and theoretical-scientific discussions will be held on the theme with the participation of the students, project coordinators, invited researchers and professionals from ILPI. In addition, weekly meetings will also be held for the organization and execution of project activities. At the Juvino Barreto Institute, extension actions will be developed during visiting hours, in line with the needs and activities programmed by ILPI. Expected Results: This extension project is expected to improve interaction and interaction among residents of the institution, prevent damage to health and encourage better long-term health care, often exacerbated by depression, anxiety and stress, decrease functional dependence and decline cognitive, to reduce the stress of the elderly phase, as well as to enable academics to act in the elderly population, to understand and supply their needs, through a practice allied to theory. In addition, there is a desire to provide another way of looking at health and care for the elderly, in a more humanized and less technical way, by envisaging that each person involved has the notion of how much attention, interaction - whether through a look, a conversation, a touch - and the most varied activities proposed, are able to transform and bring more joy and liveliness to every human being that the project in question covers.

Keywords: Training experience. Humanization in health. Institutional support.



Introdução:

No Brasil, o número de idosos passou de três milhões em 1960, para sete milhões em 1975 e 14 milhões em 2002um aumento de 500% em quarenta No Brasil, o número de idosos passou de três milhões em 1960, para sete milhões em 1975 e 14 milhões em 2002um aumento de 500% em quarenta anos (LIMACOSTA; VERAS, 2003). Projeções indicam que em 2020 será o sexto país do mundo em número de idosos, com um contingente superior a 30 milhões de pessoas, equivalente a aproximadamente 14% da população nacional (CARVALHO; GARCIA, 2003). Exemplo disso é o que vem acontecendo no Rio Grande do Norte, que em um intervalo de 10 anos, 20012011, houve um aumento de 52,7% da população idosa. Ademais, ocorreu uma diminuição de 21,3% da população entre 0 a 4 anos nesse mesmo período, refletindo, também, uma diminuição na fecundidade local que passou de 2,63 em 2000 para 1,63 em 2010. (IBGE, 2002, 2012, 2013). Concomitantemente ao processo de transição demográfica no Brasil, há mudanças epidemiológicas, trazendo uma série de questões cruciais, tanto para os gestores e pesquisadores contemporâneos dos sistemas de saúde, quanto para as demais esferas sociais.

Passou-se de um cenário de mortalidade próprio de uma população jovem, para um quadro de enfermidades complexas e onerosas, típicas da pessoa idosa, caracterizado por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), que perduram por anos, com exigência de cuidados constantes. Além disso, há projeções de maior aumento proporcional de longevos (população de 80 anos e mais), considerada a faixa etária mais susceptível às fragilidades físicas, mentais e com maiores necessidades de cuidados (NOGUEIRA et al., 2010). Um dos resultados dessa dinâmica é uma demanda crescente por serviços de saúde e por ILPIs. A quantidade de instituições no Brasil vem crescendo consideravelmente (ARAÚJO; SOUZA; FARO, 2010). Esse aumento ocorreu como resposta às demandas de uma sociedade onde aumenta a expectativa de vida e diminui a disponibilidade de recursos familiares para o cuidado dos idosos (CAMARANO; KANSO, 2010).

Esta necessidade e o surgimento de novas razões para a procura dessas instituições, que no passado eram destino apenas de pobres e abandonados, estão transformando os velhos asilos (PINTO; SIMSON, 2012). Considerando o contexto brasileiro de transição demográfica e epidemiológica, o crescimento da demanda por ILPIs e a dificuldade do Estado de responder às múltiplas necessidades de idosos institucionalizados, o projeto de extensão “Humaniza ILPI” se justifica como uma resposta da universidade à necessidade de transformação social no processo de institucionalização de idosos, proporcionando uma maior aproximação entre essas instituições e garantindo benefícios mútuos tanto para população idosa que sofre com abandono quanto para a comunidade acadêmica que muitas vezes restringe sua atuação aos muros da universidade. Além do aprofundamento sobre o tema supracitado, este projeto pretende estimular os alunos da graduação envolvidos a desenvolverem habilidades no campo da extensão universitária de forma crítica e reflexiva, através de discussões teóricas sobre a temática, oficinas sobre as diferentes formas de atuação e integração de saberes (fisioterapia, enfermagem, medicina, odontologia, psicologia e serviço social), além de atualização científica na atuação profissional em ILPI’s.

Para o curso de graduação será uma excelente oportunidade de articulação entre os componentes de ensino, pesquisa e extensão, uma vez que abordará os temas discutidos em sala de aula no contexto da extensão universitária, considerando sua atuação direta nos serviços de saúde e/ou nas instituições de cuidado prolongado. Isso possibilitará aos docentes envolvidos a aproximação com os serviços de saúde no âmbito das ILPI’s, criando oportunidades de contribuição da academia para a melhoria da qualidade da assistência e para uma formação profissional mais humanizada e comprometida com os problemas da sociedade.

Os idosos fazem parte de um contingente populacional prioritário à Saúde Coletiva. Além da vulnerabilidade peculiar com o avançar da idade, projeções de aumento de longevos (população de 80 anos e mais), constituindo a faixa etária mais susceptível a fragilidades físicas, mentais e com maior necessidade de cuidados (NOGUEIRA et al., 2010). Porém, no Brasil, os modelos de atenção à saúde a esta população ainda se mostram pouco efetivos. Torna-se necessários novos métodos e planejamento, a fim de otimizar as possibilidades para que os idosos possam usufruir integralmente da vida (LIMACOSTA; VERAS, 2003). Dentre as alternativas ao cuidado familiar do idoso, a mais antiga são as instituições asilares que recentemente foram renomeadas para Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).

Trata-se de uma adaptação do termo utilizado pela Organização Mundial de Saúde (LongTerm Care Institution), conforme Costa (2004). Fora assim chamada para dar uma conotação híbrida da função dos “lares de idosos”, que além da função social as instituições deverão promover serviços de atenção à saúde. Pode-se, portanto, afirmar que a ILPI é um tipo especial de instituição de natureza sócio sanitária. Essa natureza híbrida demanda a criação de um modelo ampliado de assistência, que conjugue valores e práticas, esferas sociais e sanitárias (BRASIL, 2005). A demanda por ILPIs tem aumentado pelas grandes mudanças socioculturais vivenciadas no contexto brasileiro, principalmente pelas projeções de aumento de longevos (população de 80 anos e mais), sendo a faixa etária com maiores necessidades de cuidado (NOGUEIRA et al., 2010). Com isso, as ILPIs vêm se tornando cada vez mais essenciais e progressivamente desafiadas a fornecer moradia e proporcionar assistência profissional para os complexos problemas de saúde dessas pessoas. Apesar de o envelhecimento populacional ser uma conquista da humanidade, apresenta desafios a serem enfrentados pela sociedade e os formuladores de políticas. Em nível mundial, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais cresce de forma mais rápida que a de outras faixas etárias. Longevidade, porém, não é sinônimo de envelhecimento saudável.

Com o aumento da expectativa de vida, a proporção de anos de vida com desvantagens socioeconômicas, com doenças crônico-degenerativas e incapacidades também aumenta. As transformações histórico-culturais que marcaram a segunda metade do século XX repercutiram na atenção à velhice. A escassez de alternativas para as famílias manterem seus idosos em casa ou a ausência de uma referência familiar para estes têm impulsionado o crescimento da demanda por ILPIs. Nos países desenvolvidos, as opções para se manter o idoso na comunidade através de uma rede de serviços têm mudado o perfil da institucionalização.

Hoje a predominância nas instituições é de idosos com idades mais avançadas, com perdas funcionais sérias e com demência. Nos países em desenvolvimento como o Brasil, com extrema desigualdade socioeconômica e diversidade cultural, o cuidado do idoso assume contornos diferenciados. No Sul, Sudeste e para aqueles com maior poder aquisitivo, a institucionalização tende a ser similar a dos países desenvolvidos. Porém, muitos idosos são institucionalizados por doenças crônico-degenerativas e dificuldades geradas pela falta da família ou impossibilidade desta para mantê-lo. Algumas situações são também marcadas pelo conflito familiar e resultam na procura da família, ou às vezes do próprio idoso, pela institucionalização. De outra parte, muitas famílias não conseguem manter o idoso dependente em casa, porque o cuidado se torna difícil e desgastante física e emocionalmente. No âmbito do governo federal, o cuidado institucional tem recebido baixa atenção, praticamente residual (CAMARANO; MELLO 2010). Em geral, cuidados de longa duração são parte dos sistemas de saúde ou dos sistemas de assistência social dos países, porém os limites entre os serviços ofertados pelos dois sistemas ainda não são bem definidos (BORN; BOECHAT, 2006). A atuação do governo junto às instituições que cuidam dos idosos tem se realizado, quase que exclusivamente, via auxílio financeiro às instituições filantrópicas. Infelizmente, o modelo asilar brasileiro ainda tem muitas semelhanças com as chamadas instituições totais, ultrapassadas no que diz respeito à administração de serviços de saúde e/ou habitação para idosos. Nesse espaço, os indivíduos se tornam cidadãos violados em sua individualidade, sem controle da própria vida, sem direito a seus pertences sociais e à privacidade, com relação difícil ou inexistente com funcionários e o mundo exterior. Apesar do avanço do governo na esfera da fiscalização, ainda se associa às ILPIs, frequentemente, uma baixa qualidade dos serviços prestados pelas instituições, reforçando ainda mais, o preconceito social (CHRISTOPHE; CAMARANO, 2010).

O surgimento de grande parte das instituições espontaneamente, favorecem problemas na qualidade dos serviços ofertados (BORN; BOECHAT, 2006). Assim, quando inevitável, para que se torne uma alternativa que proporcione dignidade e qualidade de vida, a instituição tem que romper com sua imagem histórica de segregação e se tornar uma saída, uma opção na vida dos idosos. Considerando os dados epidemiológicos apresentados e a necessidade urgente de cuidados de saúde de qualidade da população institucionalizada e, faz-se necessário repensar os modelos de moradia para idosos e o papel social das universidades neste cenário, que através das ações de extensão pode contribuir para a promoção da qualidade de vida e amparo desses idosos e viabilizar aos discentes a oportunidade de atuarem como profissionais cidadãos e comprometidos com as distintas realidades sociais, especialmente àquelas relacionadas à exclusão e abandono da população idosa.

Metodologia

Trata-se de uma extensão universitária da UFRN a ser desenvolvida na ILPI Juvino Barreto durante os anos de 2017 e 2018 com o objetivo de promover ações multiprofissionais e de promoção da saúde para os idosos institucionalizados.

A ILPI Juvino Barreto constitui-se como uma instituição filantrópica sem fins lucrativos destinada a resgatar e amparar idosos carentes sem família cuja necessidade de acompanhamento é total. Localizada em Natal/RN, esta instituição é considerada a maior do estado do Rio Grande do Norte com 70 idosos residentes (24 homens e 46 mulheres), mantendo-se a partir de doações da sociedade e de ajuda financeira do governo do estado. Este projeto, que foi iniciado como uma ação de extensão no semestre 2015.2 com a participação de alunos de diversos cursos da UFRN.

Os alunos se reúnem semanalmente para discutirem sobre as ações a serem realizadas na próxima visita (intervenção) escolhendo a melhor dinâmica para cumprir o objetivo escolhido, bem como realizam, também, reuniões com cunho cientifico, onde um tema é escolhido, apresentado por um dos alunos participantes e o debate é gerado a partir da apresentação. Dessa forma o projeto tem crescido e auxiliado aos alunos da graduação na compreensão da importância do projeto de extensão e da sua utilidade para a comunidade. As visitas são realizadas quinzenalmente. As reuniões organizacionais são realizadas de maneira intercalada as reuniões cientificas (Quadro 1).



Programação do mês de agosto de 2017 Distribuição das reuniões cientificas, organizacionais e as datas das intervenções.

Resultados e Discussão

As ações realizadas na instituição em caráter voluntariado têm demonstrado um retorno positivo tanto pelo lado emocional quanto ao aprendizado social quando se realiza ações com essa população em especial. Os planejamentos para tornar a intervenção interdisciplinar e possibilidades de realizar artigos e produtos têm sido uma meta para darmos continuidade e visibilidade do Projeto. A integração entre os alunos e os idosos e entre os próprios alunos tem exercido uma influência motivadora para a continuidade das atividades, a construção do dialogo e do conhecimento a cerca do processo do envelhecimento e principalmente sobre a percepção positiva dos alunos que exercem as atividades. Por mais simples que seja a intervenção, o simples fato de estar no espaço e tornar um ambiente tão austero num lugar de participação ajuda na amplificação da compreensão do cuidado e por fim – da humanização com os idosos da instituição (Figura 1).

Fig1: modelo de ação de intervenção os alunos participantes confeccionaram mensagens para cada idoso da instituição.

Conclusão/Considerações finais:



O projeto HUMANIZA ILPI: Ação multiprofissional para promoção da saúde de residentes da Instituição de Longa Permanência para Idosos Juvino Barreto, vem desde de 2015 auxiliando aos graduandos da UFRN a perceberem o envelhecimento e o ser idoso de um modo mais humano, tornando o contato entre o aluno e o idoso um momento de aprendizado que vai além do técnico-cientifico. Desde sua criação, foi almejado que o projeto tivesse um caráter de ação de extensão ativa, para que o aluno pudesse ter uma visão critico- social mais ampla, conseguir compreender e debater sobre o tema e criar uma visão mais universal sobre o cuidar.

Dessa forma se mantém a iniciativa e a vontade de continuar perpetuando a humanização nessa ILPI e futuramente em outras unidades, para que o conceito de humanização e cuidado ao idoso se torne mais evidente a essa população que muitas vezes é esquecida e desamparada.

Referências

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