ISSN 1678-0701
Número 63, Ano XVI.
Março-Junho/2018.
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10/03/2018ABATE HUMANITÁRIO DE PEIXES NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL NO CURSO TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA DO IFAL E DE ZOOTECNIA DA UFAL  
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ABATE HUMANITÁRIO DE PEIXES NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL NOS CURSOS TÉCNICO EM AGROPECUÁRIA DO IFAL E DE ZOOTECNIA DA UFAL


Daniel de Magalhães Araujo1, João Lucas Farias Lins1, Joseane da Silva1,2, André Moreira Bordinhon3, Rodrigo Yudi Fujimoto4


1Laboratório de Aquicultura e Ambiente Aquático; Departamento de Gestão Agropecuária, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas (IFAL), Campus Satuba

2Laboratório Metabolismo e Reprodução de Organismos Aquáticos, Centro de Aquicultura da UNESP (CAUNESP), Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

3 Instituto de Agronomia e Ambiente, Universidade Federal do Amazonas

4EMBRAPA Tabuleiros Costeiros


Resumo: Objetivou-se, com este trabalho, diagnosticar o conhecimento básico de alunos ingressantes do curso Técnico em Agropecuária (CTAGRO) do IFAL e de Zootecnia (ZTE) da UFAL sobre abate humanitário de peixes, como forma de promoção da conscientização ambiental para as práticas de abate de peixes. Para tanto, foi confeccionado um questionário estruturado sobre o tema, sendo aplicados 147 no CTAGRO e 29 no ZTE. No IFAL os alunos afirmam haver maior (P < 0,01) preocupação com a forma de abate. Entretanto, considerável parcela em ambas as instituições não sabe, sequer, afirmar se os peixes sentem dor ou mesmo afirmavam que não sentem. A maior parte dos alunos observou peixes sendo abatidos e abateria da mesma forma, ainda que não ache adequada e, na maioria dos casos, sabia que este abate causa dor nos peixes. Quando comparadas com outros animais de produção, é evidentemente menor o percentual dos que adotariam as mesmas práticas de abate. De forma geral, os alunos acreditam que a dor e o sofrimento alteram a qualidade da carne. Entretanto, diante do reduzido grau de conhecimento em peixes e maior empatia com aves, suínos e bovinos, é necessária uma abordagem comparativa nas disciplinas de produção animal, visando contribuir com uma formação que possibilite a conscientização dos alunos sobre as questões ambientais e humanitárias na prática de abate de peixes.


Abstract: The objective of this study was to diagnose the basic knowledge related to humanitarian slaughter of fish of students entering Agriculture School (CTAGRO/IFAL) and Animal Science Program (UFAL) as a way to promote environmental awareness of fish slaughter practices. In order to accomplish that, a structured questionnaire about the subject was constructed to interview 147 students from the Agriculture School and 29 from the Animal Science Program. Students from CTAGRO/IFAL tended to present higher concern about the methods of slaughter (P>0.01). However, significant part of students from both schools did not know if fish feel pain and even affirmed that they did not feel it. The majority of the students had seen fish being slaughtered before and would perform it using the same methods, even with the perception that the method is inappropriate and, in most cases, with the knowledge that the process may cause pain. When compared to other species raised in confined conditions, it is evident that a minor part would apply same methods of slaughter. Generally, students believe that pain and suffering may affect meet quality. However, due the low level of knowledge about fish and greater empathy with avian, swine and bovine, it is necessary a comparative approach regarding welfare and humanitarian slaughter in animal science classes, aiming to contribute with a training that makes possible the students' awareness about environmental and humanitarian issues in the practice of fish slaughter.


Introdução


Os cursos técnicos e superiores da área de agropecuária são os principais formadores de profissionais que trabalharão diretamente com os animais. Além de atuarem no planejamento da produção e no manejo direto, estes são os agentes disseminadores das práticas de manejo, que produzem efeitos sobre os animais e o ambiente, sejam estas adequadas ou não. Assim sendo, as legislações norteadoras das profissões deveriam abordar a questão do respeito aos direitos universais dos animais, o que inclui o seu bem-estar.

A lei n. 5.524, de 05 de novembro de 1968, dispõe sobre o exercício da profissão de “Técnico Industrial de nível médio”, e inclui os técnicos em agropecuária. Entretanto, apenas em 1985 a mesma foi regulamentada pelo Decreto n. 90.922, de 06 de fevereiro do ano em questão. Já o Decreto n. 4.560, de 30 de dezembro de 2002 altera o anterior. Embora esta legislação especifique as atribuições do profissional Técnico em Agropecuária, mesmo estes atuando diretamente com os animais, em nenhum momento há referência à necessidade de se adotar preceitos de bem-estar animal.

A legislação da profissão de Zootecnista no Brasil é contemporânea a de Técnico em Agropecuária, derivando da Lei n. 5.550, de 04 de dezembro de 1968; complementada pelas Resoluções n. 619, de 14 de dezembro de 1994 (CFMV, 1994) e n. 4, de 02 de fevereiro de 2006 (MEC, 2006). Na Resolução 619 aparece, ainda que nas entrelinhas, a questão do bem-estar quando se expõe a necessidade de condicionamento dos animais a sua melhor adaptação ao meio ambiente e resistência. Entretanto, a ética na criação, o bem-estar animal e o abate humanitário somente aparecem mais explicitamente na Resolução n. 04, que trata das diretrizes curriculares nacionais da profissão.

Compreender o significado de bem-estar animal é deveras complicado devido à falta de uma definição conceitual que seja consensual entre os especialistas da área. Um conceito de bem-estar deve estar atrelado a um tripé, que envolve o bom funcionamento biológico, a demonstração de comportamentos normais e, por ultimo, e mais complicado, que seria o funcionamento mental (Oliveira e Galhardo, 2007). O abate humanitário, por sua vez, é tido como o conjunto de procedimentos técnicos e científicos que garantam o bem-estar e visem à diminuição do sofrimento dos animais durante o transporte, manejo pré-abate, insensibilização até a sangria (MAPA, 2000; Conte, 2004).

A dificuldade de compreender e interiorizar os conhecimentos sobre bem-estar é refletida culturalmente, derivando do fato de que as pessoas não possuem uma empatia com os peixes como ocorre com os outros animais vertebrados (Huntinford et al., 2006; Pedrazzani et al., 2007), principalmente mamíferos. Desta forma, os entes que atuam com os animais (produtores e profissionais das ciências agrárias) apenas se preocupam com esta questão quando a presumida falta do bem-estar, sabidamente, implica em aparecimento de enfermidades e/ou na redução dos índices zootécnicos. Com relação ao abate, existe a mesma tendência de somente haver preocupação quando ocorrem implicações na conservação, tempo de prateleira ou qualidade da carne que possam afetar a venda do pescado.

Assim uma conscientização por parte dos agentes de disseminação de informação, é importante, porém, é fato que ainda são escassas e complicadas as discussões sobre este tema em peixes, sendo estes animais aquáticos quase sempre negligenciados. Prova disto pode ser observada em um estudo sobre o ensino de bem-estar animal em escolas de medicina veterinária em diferentes continentes: de treze escolas apenas uma aborda mais especificamente o tema com relação aos peixes (Hewson et al., 2005).

Desta forma, com o presente trabalho, objetivou-se avaliar o conhecimento empírico sobre bem-estar e abate humanitário de peixes dos alunos ingressantes nos cursos Técnico em Agropecuária e de Zootecnia, do Instituto Federal e da Universidade Federal de Alagoas, respectivamente, visando contribuir com uma formação que possibilite a conscientização dos alunos sobre as questões ambientais e humanitárias na prática de abate de peixes.


Metodologia


O estudo foi realizado no Instituto Federal de Alagoas, Campus Satuba e na Universidade Federal de Alagoas, Campus Delza Gitaí, locais de funcionamento regular dos cursos Técnico em Agropecuária (CTAGRO) e de Zootecnia, respectivamente.

No primeiro semestre do ano letivo foi solicitado a 176 alunos ingressantes, sendo 147 no CTAGRO e 29 da Zootecnia, que respondessem um questionário estruturado, adaptado de Pedrazzanni et al. (2008). Este continha questões voltadas à caracterização do entrevistado (idade, sexo, tipo de escola de origem – pública ou particular e sua renda familiar) e frequência de consumo de peixes antes de ingressar na instituição (na tentativa de indicar a possibilidade de maior ou menor contato com as formas de abate). Na sequência, foram indagados sobre as questões ligadas ao abate (se havia preocupação em saber a forma de abate dos animais comprados, se saberiam informar se os peixes sentem dor, quais as formas de abate já vistas, as que adotariam e as que acham corretas, o tempo de vida de um peixe fora da água, se adotariam as mesmas formas de abate de peixes com bovinos, suínos ou aves, se saberiam informar se estas formas de abate perguntadas causam sofrimento aos peixes, e se o sofrimento no abate altera a qualidade da carne dos peixes).

É importante salientar que o questionário foi estruturado utilizando-se um linguajar menos técnico acerca dos métodos de abate, tais como retirar a barrigada representando a evisceração, cortar a cabeça significando a decapitação, pancadas na cabeça para a comoção cerebral e deixar o peixe fora da água até morrer representando a asfixia. Esta opção se deu por conta dos entrevistados serem das etapas mais iniciais dos cursos.

Imediatamente antes da entrega dos questionários para que os alunos respondessem, os mesmos foram informados que se tratava de uma pesquisa, mas em nenhum momento houve qualquer tipo de explicação sobre o conteúdo da mesma, para não pudesse haver interferência nas respostas. Pelo mesmo motivo, foi solicitado que não houvesse nenhum tipo de contato entre os discentes ou mesmo com os pesquisadores durante a coleta de dados, mesmo para aqueles que finalizassem o preenchimento e entregassem o questionário respondido. Além disto, orientou-se aos discentes que respondessem as questões exatamente na ordem em que as mesmas estavam dispostas. Informou-se aos alunos que não havia a necessidade em identificarem-se e que, se preferissem se identificar, não seriam citados nominalmente, suas respostas não seriam expostas aos demais e que a todos era facultada a participação na pesquisa. Assim, nenhum dos presentes nas cinco turmas do CTAGRO e na turma única da Zootecnia recusou-se a responder. Ainda que todos os alunos tenham respondido o questionário de forma voluntária e não possam ser identificados individualmente, o ano de ingresso das turmas, consequentemente o da aplicação dos questionários, não está sendo informado na metodologia para evitar qualquer tipo de identificação posterior.

Após a coleta das informações, por meio da aplicação dos questionários, todas as respostas foram contabilizadas manualmente em planilha e postas em valores absolutos. Estes valores foram digitalizados em planilha eletrônica e transformados em percentuais, separadamente, para os dois cursos em questão.

Os dados tabulados foram analisados por meio de estatística descritiva utilizando-se o software Excel®, que também foi utilizado para a comparação entre os cursos por meio do teste de qui-quadrado.


Resultados

O perfil dos entrevistados do curso de zootecnia é de jovens, com equivalência entre os gêneros (masculino e feminino) e tipo de instituição de origem (escola pública ou privada), com cerca de dois terços com renda familiar de até três salários mínimos. No CTAGRO, o perfil é similar, mas com maior participação do gênero masculino (P < 0,01) e ampla maioria de discentes oriundos de escolas públicas (P < 0,01) em relação ao curso de zootecnia (Tabela 1).


Tabela 1 -- Caracterização social e econômica dos alunos ingressantes dos cursos de graduação em Zootecnia (UFAL) e Técnico em Agropecuária (IFAL) e sua frequência de consumo de peixe.

Questões Abordadas

UFAL, %

IFAL, %

Qui Quadrado

1. Sexo




Masculino

50,00

61,90

**

Feminino

50,00

38,10

2. Idade, em anos (mínima e máxima)

17 a 29

13 a 22

na

3. Escola de origem




Pública

41,38

64,19

*

Privada

44,83

19,59

Ambas1

13,79

16,22

4. Renda Familiar2




Até três salários mínimos

73,08

73,10

ns

Mais de três e até seis salários mínimos

15,38

12,41

Mais de seis e até dez salários mínimos

3,85

0,69

Mais que dez salários mínimos

3,85

4,14

Atualmente não possuem renda

3,85

9,66

5. Frequência de consumo de peixe antes do ingresso na Instituição

Três ou mais vezes por semana

7,41

3,38

ns

Duas vezes por semana

25,93

16,89

Uma vez por semana

25,93

22,30

Menos de uma vez por semana

18,52

18,24

Menos de uma vez por mês

18,52

29,05

Nunca comia peixe

3,70

10,14

**1% de significância; *5% de significância. ns = não significante ao nível de 5%. na = Não analisada. (1)Cursou ao menos um ano letivo em cada tipo de escola. (2)Salário mínimo vigente à época: R$ 545,00.


Entre os ingressantes da UFAL evidenciou-se maior frequência em relação aos do IFAL, com 59,27% versus 42,57%, respectivamente, dos entrevistados declarando consumir peixes ao menos uma vez por semana. Além disto, 22,22 e 39,19% das pessoas na UFAL e IFAL, respectivamente, declararam nunca consumir peixes. Entretanto, não foi observada diferença estatística para o consumo de peixes entre as instituições (P > 0,05).

Quatro entre cinco dos entrevistados do curso de graduação afirmam que nem ele, nem seus parentes se preocupam em saber como os peixes adquiridos foram abatidos, mas no curso técnico quase metade diz haver tal preocupação (Tabela 2).


Tabela 2 -- Percepções dos alunos ingressantes dos cursos de graduação em Zootecnia (UFAL) e Técnico em Agropecuária (IFAL) sobre bem-estar e abate humanitário de peixes.

Questões Abordadas

UFAL, %

IFAL, %

Qui Quadrado

1. Você (ou seus parentes) se preocupa(m) em saber como os peixes que compra(m) foram abatidos?

Sim

20,69

51,02

**

Não

79,31

48,98

2. Quais as formas de abate de peixes você já viu?


Cortar e retirar a “barrigada” (órgãos internos) do peixe

31,82

38,91

ns

Cortar a cabeça do peixe

15,91

29,18

Com pancadas na cabeça do peixe

9,09

3,11

Deixar o peixe fora da água até morrer para depois “tratar”

27,27

16,73

Vi todas as formas de abate descritas

6,82

7,00

Não vi nenhuma das formas de abate descritas

9,09

5,06

3. Quais as formas de abate de peixes você adotaria?

Cortaria e retiraria a “barrigada” (órgãos internos) do peixe

26,47

39,05

*

Cortaria a cabeça do peixe

14,71

27,14

Daria pancadas na cabeça do peixe

2,94

0,95

Deixaria o peixe fora da água até morrer para depois “tratar”

17,65

17,62

Todas as formas de abate descritas

14,71

3,33

Nenhuma das formas de abate descritas

23,53

11,90

4. Quais as formas de abate de peixes você considera adequada(s)?

Cortar e retirar a “barrigada” (órgãos internos) do peixe

32,26

40,27

*

Cortar a cabeça do peixe

19,35

25,79

Com pancadas na cabeça do peixe

6,45

3,62

Deixar o peixe fora da água até morrer para depois “tratar”

16,13

20,36

Todas as formas de abate descritas

0,00

2,26

Nenhuma das formas de abate descritas

25,81

7,69

5. Caso você fosse abater bovinos, suínos ou aves, quais as formas de abate que adotaria?

Cortaria e retirar sua “barrigada” (órgãos internos)

13,33

14,12

ns

Cortaria sua cabeça

13,33

18,64

Daria pancadas na sua cabeça

23,33

24,86

Todas as formas de abate descritas

6,67

11,30

Nenhuma das formas de abate descritas

43,33

31,07

**1% de significância; *5% de significância. ns = não significante ao nível de 5%.


Dentre as formas de abate mais vistas, não houve diferença (P > 0,05) entre os discentes de ambos os cursos, destacando-se o corte do abdômen para a retirada dos órgãos internos como a mais observada por eles. Entre os alunos da UFAL, seguem como as formas de abate mais frequentes: deixar o peixe fora da água até morrer, corte da cabeça e pancadas na cabeça. No IFAL seguem: corte da cabeça, deixar o peixe fora da água até morrer e as pancadas na cabeça como as formas mais vistas. Aproximadamente sete por cento menciona que já observaram todas as formas de abate e menos de 10,0% dos entrevistados nunca presenciaram peixes sendo abatidos.

Quando a indagação sobre as formas de abate passa a ser sobre qual adotariam, temos um cenário muito próximo ao anterior. Em ambas as instituições de ensino o corte do abdômen seria a adotada pela maioria dos discentes. Na UFAL, seguem como as formas de abate que seriam mais adotadas: deixar o peixe fora da água até morrer, corte da cabeça e pancadas na cabeça, sendo que quase 15% adotariam todas as formas e quase 24% não adotaria nenhuma destas. No IFAL seguem: corte da cabeça, deixar o peixe fora da água até morrer e as pancadas na cabeça como as formas que seriam mais adotadas, com apenas 3,33% adotando todas e quase 12% não adotando nenhuma das formas.

Ao questionar os alunos sobre as formas de abate que eles consideravam adequadas, há certa coerência com aquelas mais vistas e as que mais seriam adotadas. Repete-se novamente como a mais assinalada o corte do abdômen para a retirada dos órgãos internos. Em ambas as instituições, a sequência das formas de abate referenciadas pelo maior percentual de alunos como adequadas foram: corte da cabeça, deixar o peixe fora da água até morrer e as pancadas na cabeça. Ainda para esta questão, cerca de 29% dos alunos da UFAL e 8% dos do IFAL não consideram adequadas nenhuma das formas de abate, entretanto, nenhum aluno da primeira e apenas 2,26% da segunda instituição consideraram adequadas todas as formas de abate descritas.

Como forma de comparação com o que adotariam para outros animais, foi perguntado aos alunos sobre o abate de bovinos, suínos e aves. Dentre as opções de resposta possíveis, retirou-se a de abate em que o animal seria deixado fora da água até morrer, obviamente, por serem animais terrestres. Ficou evidente o maior percentual de alunos que não adotariam nenhuma das formas de abate: 43 e 31%, respectivamente, para os acadêmicos de zootecnia e do CTAGRO, se comparado com a mesma pergunta feita com relação aos peixes. Para os animais homeotérmicos em questão, a forma de abate considerada como adequada pela maior parte das pessoas foi a de dar pancadas na cabeça (concussão cerebral). Na UFAL o corte da cabeça e abertura do abdômen para retirada dos órgãos internos obtiveram os mesmos percentuais. No IFAL, a sequência foi: corte da cabeça e do abdômen. Apenas 6,67% na primeira e 11,30% na segunda instituição adotariam todas as formas de abate.

Quando indagados sobre o tempo que os peixes podem sobreviver ao serem transportados fora da água houve diferença (P < 0,05) entre os alunos das instituições (Tabela 3). Em ambos os casos, ampla maioria afirmou que eles sobrevivem minutos, sendo que a segunda maior parcela afirma que sobrevivem por horas.


Tabela 3 -- Percepções dos alunos ingressantes dos cursos de graduação em Zootecnia (UFAL) e Técnico em Agropecuária (IFAL) sobre a capacidade dos peixes em sentir dor e seus efeitos sobre a qualidade da carne.

Questões Abordadas

UFAL, %

IFAL, %

Qui Quadrado

1. Quanto tempo você acredita que um peixe pode sobreviver quando é transportado fora da água?

Segundos

3,45

8,84

*

Minutos

79,31

65,31

Horas

13,79

25,85

Dias

3,45

0,00

2. Acredita que os peixes sentem dor?

Não sei

27,59

35,37

ns

Sim

58,62

56,46

Não

13,79

8,16

3. Acredita que as formas de abate tratadas nas questões anteriores causam sofrimento aos peixes?

Não sei

17,24

29,73

ns

Sim

75,86

61,49

Não

6,90

8,78

4. Você acredita que a forma de abate ou o sofrimento afetam a qualidade da carne do peixe?

Sim

68,97

77,03

ns

Não

31,03

22,97

*5% de significância. ns = não significante ao nível de 5%.


Mais da metade dos alunos, 58,62 e 56,46% na UFAL e IFAL, respectivamente, acreditam que os peixes sentem dor. Entre os alunos da UFAL, mais de um em cada quatro e entre os do IFAL quase 36% do total não sabem se os peixes sentem dor. Cerca de 13 e 8% dos discentes da UFAL e IFAL, respectivamente, acreditam que peixes não sentem dor.

A grande maioria dos entrevistados, 75,86 e 61,49% na zootecnia e no CTAGRO, respectivamente, afirmam que as formas de abate tratadas no questionário provocam dor ou sofrimento aos peixes. Entretanto, parte considerável não sabe se posicionar sobre haver ou não estas sensações envolvidas quando estas formas de abate são executadas. Quando indagados se a dor ou o sofrimento afetam a qualidade da carne dos peixes, a maior parte dos entrevistados afirma que sim.




Discussão


Verbeke (2004) constatou que mulheres consomem mais pescado. Verbeke e Vackier (2005) apontam que, além do sexo, a idade também é fator determinante sobre os hábitos alimentares. Assim, é possível inferir que, devido ao maior percentual do sexo masculino, assim como menor faixa etária entre os alunos do IFAL, isto poderia implicar em menor consumo de peixes, que não se confirmou estatisticamente, entre os alunos de ambas as instituições. Entretanto, Vasconcellos (2010), entrevistando indivíduos que frequentavam uma feira livre em São Paulo, constatou que 27,40% consumiam peixes menos de uma vez por mês ou nunca consumiam peixes, mas não observou influência do sexo sobre esta variável.

Apesar dos futuros técnicos em agropecuária, em relação aos futuros zootecnistas, aparentarem maior preocupação com a forma em que os peixes foram abatidos (P < 0,01), nas questões seguintes sobre a forma de abate, fica evidente que adotariam e acham adequadas àquelas que causam sofrimento aos animais, o que é um contrassenso.

Pedrazzani et al. (2008), ao perguntar quais as formas de abate de peixes mais vistas para frequentadores de uma feira livre e em uma rodoviária no Paraná, o corte da cabeça (decapitação), evisceração e a asfixia, nesta ordem, foram as mais lembradas. O método menos visto pelos alunos no presente trabalho foi o das pancadas na cabeça, assim como descrevem os autores supracitados.

Analisando o cenário das escolhas, pelos alunos, das formas de abate a adotar, é evidente a necessidade de maior conhecimento e conscientização dos mesmos sobre o abate humanitário em peixes, pois os métodos que os mesmos afirmam que adotariam, como o corte do abdômen e a morte por asfixia, não são, segundo Conte (2004), recomendadas.

O corte do abdômen (evisceração) realizado com os peixes conscientes não é considerado prática de abate humanitário, já que os mesmos estão em plena capacidade de sentir dor, sem nenhum atenuante. Sem que tenha havido insensibilização do animal, o corte da cabeça (decapitação) também não é considerado como prática de abate humanitário, já que, conforme Haisten et al. (2005), as funções cerebrais permanecem por alguns minutos. Neste sentido, alguns estudos foram realizados para determinar a eficácia dos métodos de abate. Pedrazzani et al. (2009) comparou o uso de gelo (termonarcose) e secção de medula como métodos de insensibilização e abate, sendo o último recomendado por promover mais rapidamente a insensibilização da tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus). Vargas et al. (2013) estudando o choque elétrico, a asfixia pela saturação por CO2 e a água com gelo como métodos de abate para a matrinxã (Brycon cephalus), afirmou que o primeiro deles causa a morte mais rapidamente em relação aos demais e, por isso, provoca menor sofrimento.

Devido ao fato de estarem mais próximos dos humanos na cadeia evolutiva do que os peixes, há maior empatia entre estes e os demais mamíferos, como suínos e bovinos e até mesmo com as aves. Talvez, por isso haja maior número de refutações em adotar os métodos de abate descritos para estes animais do que em peixes. Na UFAL, também foi menor o número de entrevistados que adotariam todas as formas de abate para estes animais em relação aos peixes. Entretanto, surpreende o fato de que no IFAL houve maior percentual de entrevistados que adotaria todas as formas de abate nos outros animais se comparado aos peixes. Lymbery (2002), realizando uma comparação entre abates de suínos, bovinos, ovinos e aves no Reino Unido, afirma que alguns métodos de abate amplamente utilizados em peixes causam enorme sofrimento e que, caso fossem realizados com outros animais de produção, os responsáveis seriam processados por maus tratos.

De forma geral, pode-se afirmar que a maioria das espécies de peixes conhecidas sobrevive apenas alguns minutos sob exposição aérea. Entretanto, outras possuem maior capacidade, principalmente aquelas com respiração aérea. É importante salientar que, embora possam sobreviver à exposição aérea, esse maior tempo induz proporcionais alterações fisiológicas ligadas ao stress, conforme já demonstrado na literatura (Abreu e Urbinati, 2006; Abreu et al., 2009; Mariano et al., 2009), o que é prejudicial ao animal.

É relativamente comum nas feiras-livres, inseridas em regiões produtoras, a venda de peixes ainda vivos. Estes animais ficam expostos, agonizando, e são transportados ainda vivos até morrerem por asfixia. Relatos sobre a exposição dos peixes à venda de peixes vivos, agonizando sob bancas de madeira até a morte, são encontrados nos trabalhos de Araujo et al. (2015a,b). Entrevistando populares em dois locais públicos no Paraná, Pedrazzani et al. (2008) observaram que 55,7%% e 39,5% destes relataram ter realizado a compra de peixe vivo e o seu transporte em sacolas plásticas sem água para casa.

Em estudo similar, realizado no Paraná com 357 pessoas, o percentual de entrevistados que acreditam que os peixes sentem dor é bastante superior aos do presente estudo, 87% do total (Pedrazzani et al, 2007). É comum que uma parcela da população desconheça ou ignore o fato de que os peixes sentem dor e até mesmo que adoeçam. Este fato, talvez, contribua para o retarde dos debates sobre bem-estar e senciência em peixes seja tão recente e aquém daqueles já realizados para mamíferos e aves de produção.

É interessante notar que foram maiores os percentuais de entrevistados que acreditam que as formas de abate causam dor ou sofrimento do que propriamente que os peixes sentem dor. Talvez isto tenha ocorrido pela sequência das perguntas, onde se questionou a possibilidade de a forma de abate causar dor ou sofrimento somente após indagar sobre a possibilidade de os peixes sentirem dor. Outra possível especulação seria porque é mais prático pensar sobre o resultado de uma ação efetiva, como abater o animal com pancadas na cabeça, do que propriamente raciocinar sobre a possibilidade do animal sentir dor, sem que nenhuma ação anterior tenha sido apontada. Em estudo similar, Pedrazzani et al. (2007) observou que embora as pessoas acreditem que o peixe sente dor, a empatia para com eles é bem menor do que para animais terrestres, o que dificulta a interiorização do conceito de bem-estar e também o posicionamento do entrevistado quanto ao abate mais adequado. No presente trabalho, também foi observado que uma menor parcela ainda afirma que estas formas de abate não causam dor ou sofrimento aos peixes.

Tem sido estabelecido para bovinos, suínos e aves que o método de abate afeta a qualidade da carne. Para peixes, devido, dentre outros fatores, ao grande número de espécies e à falta legislação específica, que dificulta uma padronização de procedimentos e métodos de abate, embora estejam validando a mesma teoria, ainda são parcos os estudos. Vargas (2011) estudou três formas de abate e não observou diferenças no rigor mortis, pH, contração muscular do filé e textura instrumental em matrinxã (Brycon cephalus) imediatamente após o abate. Santos et al. (2013) estudou o efeito de três métodos de abate (choque elétrico, mistura gasosa - CO2N - e hipotermia) de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus), observou que o choque elétrico retardou a entrada em rigor mortis e, embora todos tenham sido indicados por manter a qualidade geral do peixe refrigerado, do ponto de vista humanitário, o método do choque foi reconhecido como aquele que promove a morte mais rapidamente.

De forma geral, pode-se afirmar que as pessoas preferem consumir carne de animais que tenham sido criados com os devidos cuidados, dentro de preceitos éticos e considerando seu bem-estar. Entretanto, não é comum este tipo de questionamento por parte da população, sendo que os debates sobre a temática de bem-estar de peixes necessitam avançar para que subsidie uma legislação (normatização) do abate humanitário e aporte as discussões éticas nas instituições de ensino técnico e superior. É fato que nenhuma legislação ou normatização, isoladamente, resolva esta problemática relacionada ao bem-estar e abate humanitário de peixes, entretanto, esta seria um princípio norteador importante para que os entes estatais responsáveis pudessem buscar seu cumprimento. Obviamente, partindo-se do pressuposto que as leis e normas sociais derivam de uma necessidade da própria sociedade, apenas uma maior mobilização da mesma poderia aumentar as exigências sobre o Estado, e a si mesma, na forma com que se aceita lidar com os animais.


Conclusão


A maioria dos alunos ingressantes possui alguma experiência prévia com relação ao abate de peixes, mas utilizaria abates não considerados humanitários. Assim, é evidente a necessidade de maior conhecimento sobre o meio ambiente e a biologia básica dos peixes, para que os alunos os reconheçam como organismos sencientes e passíveis de sofrimento.

Constatou-se que os alunos reconhecem com maior facilidade a dor e o sofrimento em mamíferos e aves do que em peixes, portanto, recomenda-se que conteúdos de bem-estar animal e abate humanitário sejam ministrados na forma comparada para estes grupos de vertebrados, levando em consideração os fatores ambientais envolvidos.


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