ISSN 1678-0701
Número 63, Ano XVI.
Março-Junho/2018.
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10/03/2018PROFESSORES DE CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO AMBIENTAL E OS MORCEGOS: POR ENTRE CONCEPÇÕES E SENSIBILIZAÇÕES  
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PROFESSORES DE CIÊNCIAS, EDUCAÇÃO AMBIENTAL E OS MORCEGOS: POR ENTRE CONCEPÇÕES E SENSIBILIZAÇÕES



Camila da Silva Freitas¹, Andrew Vinícius Cristaldo da Silva², Lucimara dos Reis Machado³, Mônica Gomes Cardoso


¹Mestranda em Recursos Naturais, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

²Mestre em Biologia Comparada, Universidade Estadual de Maringá

³Mestranda em Geografia, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Especialização em andamento em Ciências Ambientais, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul





RESUMO. Objetivou-se investigar professores de Ciências em relação aos conhecimentos sobre morcegos e propor práticas de Educação Ambiental sobre essa temática. Para tanto, utilizou-se entrevistas semiestruturadas de caráter qualitativo, gravadas e transcritas para serem analisadas pela metodologia de Análise de Conteúdo de Bardin. Logo, os professores passaram por uma oficina de Educação Ambiental, a fim de avaliar a compreensão final do grupo. As concepções dos professores sobre o tema, remetem muito àquelas sugeridas pelos livros didáticos, de um modo superficial, com visões preservacionista e utilitarista. Verificou-se a necessidade da realização de práticas de formação inicial/continuada, para que haja fortalecimento na construção do conhecimento do educador sobre morcegos.



ABSCTRAT: It wasaimedteachersof Science investigatedregardingtheknowledgeonbatsandtoproposepractivesof Environmental Educationonthistheme. For somuch, oneussemistructured interviews ofqualitativecharacter, cavedandtranscribedtobeanalysedbythemetodologyofAnalysisof contente ofBardin. Soon, theteachers came to a workshop of Environmental Education, in theordertovaluethe final understandingofthegroup. The conceptionsoftheteachersonthesubject, sendverymuchtothosesuggsted nos for thetext books, of a superficial way, withvisionspreservationist. The happenedtehneedoftherealizationofpracticesofinitial/ continuingeducation, sothatthereisstrengthening intheconstructionofthrknowledgeaboutthebats.








  1. INTRODUÇÃO


    1. O professor reflexivo e a importância de aprender e ensinar


Aprender a ser professor é um processo contínuo em que o docente aperfeiçoa sua prática com base em reflexões pressupostas em teorias de caráter metodológico e conceitual (LIMA, 2000). A inevitabilidade de lidar com uma clientela cada vez mais complexa, partindo de uma perspectiva cognitiva, social, cultural, étnica e linguística, exige dos professores um conhecimento mais atualizado dos conteúdos e de metodologias de ensino facilitadoras do aprendizado (MIZUKAMI, 1999).

Os professores se veem desafiados em relação a como trabalhar no processo de ensino-aprendizagem de forma a auxiliar os educandos a adquirirem a capacidade cognitiva e habilidades importantes para a ação e interação sociocultural no contexto complexo e mutável da sociedade da informação e do conhecimento (ALARCÃO, 2004). Nesse sentido, surge a compreensão de que educar, pela escola, transcende à mera ação de transmissão e memorização de conteúdos na condição de certezas inquestionáveis (GOMÉZ, 2001).

Deve haver a compreensão e o vivenciar do exercício da reflexividade e interação docente e discente em relação aos conhecimentos construídos e trabalhados em sala de aula. Grillo (2000) relata que acarreta, de igual modo, a emergência de elaborar uma proposta de educação que possa executar uma constante associação teoria-prática, problematização dos conteúdos e resolução de situações-problema durante todo o processo educacional.

Diante disso, a formação de professores a partir de uma conduta indagativa, configura-se como um dos pilares para a melhoria qualitativa dos saberes docentes inerentes ao aperfeiçoamento do trabalho pedagógico.


    1. Contribuições das formações iniciais para professores de ciências


Tardif (2002), Shulman (1987) e Pimenta (2002) relatam que a perspectiva que investiga os saberes dos docentes pode contribuir com o desenvolvimento do profissional.

Pesquisas relacionadas ao pensamento dos professores, tratados neste trabalho, compreendem estudos que se interessam pelas narrativas sócio-construtivistas, ou seja, que se preocupam, segundo Tardif (2002), com aquilo que os docentes pensam, conhecem, percebem e representam a respeito de seu trabalho, da disciplina que ministram e da maneira como pensam e resolvem as questões ligadas ao seu fazer no cotidiano escolar.

Mizukami (1999) ressalta que investigar o professor torna-se de fundamental importância para a compreensão do processo de ensino-aprendizagem, para o desenvolvimento de ações de formação que contribuam para a consolidação de profissionais reflexivos e o oferecimento de um ensino de qualidade para a população.

Ancorados a estas afirmações, o educar em Ciências no Ensino Fundamental deve propor estratégias de formação para minimizar a falta de veiculação de informações. Diante disso, este trabalho teve por objetivos: questionar os professores de ciências em relação aos seus conhecimentos prévios sobre os morcegos e propor oficinas de Educação Ambiental para os docentes acerca da temática, para que possam trabalhar esse assunto com os alunos, afim de compreender melhor o funcionamento destes animais e sua importância à natureza.


  1. MATERIAL E MÉTODOS


    1. Percurso para a coleta dos dados


Participaram da entrevista quatro professores de Ciências da Educação Básica, de quatro escolas públicas do Município de Maringá, Estado do Paraná, sendo um professor de cada escola. Tais instituições foram escolhidas aleatoriamente e o número de entrevistados foi determinado a partir da disponibilidade e interesse dos professores em compartilhar as informações. Diante disso, foram entrevistados 50% dos professores de ciências das quatro escolas. A coleta de dado ocorreu no mês de setembro de 2015.

O presente estudo incorporou a abordagem metodológica qualitativa, com ênfase na pesquisa participante para a obtenção dos dados primários relacionados à concepção dos professores no que diz respeito aos morcegos, sendo que os instrumentos utilizados foram entrevistas abertas/semiestruturadas (THIOLLENT, 1998).

Foram elaborados roteiros com duas questões semi-diretivas as quais, de acordo Oyama (2008), representam perguntas abertas e não muito precisas, em que o entrevistador deixará o entrevistado livre para responder. As entrevistas foram realizadas nas salas dos professores, de cada uma das quatro escolas e tiveram a duração aproximada de 30 minutos. Os depoimentos foram gravados e, posteriormente, transcritos na íntegra, pelo procedimento denominado transcrição absoluta (MEIHY, 1996). Após a transcrição absoluta, as gravações foram destruídas.

As perguntas da entrevista apresentaram um itinerário flexível, fazendo com que houvesse adaptações e enriquecimento, quando necessário, com a finalidade de averiguar como o professor de Ciências relatava sua concepção no que diz respeito aos morcegos.

Após esse processo, os professores passaram por uma oficina de Educação Ambiental. O encontro teve três horas de duração. Os docentes participaram de um minicurso transcorrido em três etapas: 1) Curso teórico sobre morcegos com síntese de ideias sobre o tema, 2) identificação de espécies e 3) curiosidades.



    1. Estratégias para análise dos dados


Para o desenvolvimento e análise dos dados, foram utilizados os pressupostos teóricos e metodológicos da Análise de Conteúdo de Bardin (2009). Tal método baseia-se no agrupamento de técnicas de análises dos relatos. Com isso, foi possível investigar como os professores de ciências entendem e abordam a temática “morcegos”.

Para a análise de conteúdo, foram utilizadas as seguintes etapas:


  1. Pré-análise: transcrição literal das entrevistas realizadas com os professores, as quais resultaram na constituição do corpus’ documental analisado. Em seguida, foi realizada uma leitura flutuante do documento, para se obter um código para cada uma das entrevistas;

  2. Exploração do material: foram extraídas unidades de significados nos textos, logo, estas unidades de significados foram constituídas em unidades de registro;

  3. Categorização: as unidades de registro foram organizadas em categorias e subcategorias, de acordo com os relatos dos professores, constituindo-se eixos temáticos para a análise. O número de unidades de análise, corresponde, então, a quantificação das subcategorias elencadas.

Utilizou-se outra metodologia para avaliar a compreensão dos professores, a técnica do Grupo Focal, a qual foi desenvolvida como uma ferramenta para se estudar temas em um contexto coletivo, baseando-se nas impressões de um conjunto de indivíduos. Na pesquisa qualitativa, essa técnica funciona basicamente como uma entrevista em grupo (MORGAN, 1988).

Diante disso, foram discutidos com os professores, roteiros de perguntas a fim de verificar a compreensão final dos educadores, em que as respostas dessas perguntas foram gravadas e as principais falas foram juntadas, de uma maneira que houvesse um agrupamento de informações acerca das opiniões dos professores. Todos os professores se pronunciaram.

Para tanto, foram elaboradas duas perguntas que nortearam esse processo, descritas abaixo:


  1. Em relação as suas formações profissionais, do início de suas formações, até hoje, vocês acreditam ter mudado alguma concepção em relação aos morcegos por meio dessa prática de Educação Ambiental?



  1. RESULTADOS E DISCUSSÃO


    1. Análise de conteúdo de Bardin


Os resultados desta pesquisa foram confrontados com referenciais teóricos pertinentes ao tema e, sequencialmente, argumentados, tendo em vista as concepções designadas pelos entrevistados em cada uma das categorias. O resumo dos argumentos dos entrevistados foram fatores que corroboraram para elencar as categorias, e as ideias das entrevistas, por meio das unidades de registro, foram agrupadas em duas categorias e suas respectivas subcategorias, conforme explanado:


Categoria 1 – Concepções gerais sobre os morcegos;


      1. Categoria 1 – Concepções gerais sobre os morcegos


De uma maneira geral, as concepções dos professores de ciências, sobre o tema morcegos, remetem muito àquelas sugeridas pelos livros didáticos, de um modo muito superficial, notando-se apenas a menção de características básicas desses animais, bem como as visões preservacionista e utilitarista, como verificado no quadro 1.


Tab. I – Subcategorias e número de unidades de análise obtidas dos relatos orais dos professores de Ciências entrevistados, do município de Maringá, Paraná, em relação à temática morcegos



Categoria



Subcategorias

Número de unidades de análise

1 Concepções gerais sobre os morcegos

1.1 ênfase na visão preservacionista

07

1.2 conceito básico e utilitarista

07


        1. Ênfase na visão preservacionista


As concepções relatadas a seguir, assemelham-se ao tipo de concepção ambiental classificada por Reigota (1998) como preservacionista. Nesse tipo de atividade, são evidentes os discursos e as preocupações dos professores com a preservação dos recursos naturais visando mudar o comportamento do ser humano para “proteger a natureza”, porém, com pouco compromisso acerca das relações históricas, econômicas, políticas e culturais inerentes à concepção da natureza enquanto dimensão central da sobrevivência de todos os seres vivos, como pode ser observado no relato abaixo:


Os morcegos são importantes para a preservação do meio ambiente, né?[...] preservar é importante. A gente tem que passar pros alunos que temos que preservar todos os animais, cuidar do meio ambiente.

São animais importantíssimos para a preservação do meio ambiente[...] Ah, os alunos é importante conhecer para preservar mesmo. Se a gente não conhece, não preserva.


As inúmeras práticas de educação ambiental ainda detêm uma visão muito ingênua frente a problemática ambiental, uma vez que há muita preocupação em conscientizar para que haja a preservação dos bens naturais bióticos e abióticos. Não que esse método de ensino não seja importante, entretanto, entende-se que educação ambiental não se resume unicamente à perspectiva preservacionista naturalista.

Rodrigues (2005) relata que a sociedade é submetida a campanhas de conscientização do ambiente, para fins de preservação, nas quais, por sua vez, há um forte apelo social. Entretanto, falta um debate aprofundado. É necessário que haja o rompimento dessa concepção e seja adotada uma forma que compatibilize crescimento econômico, proteção dos recursos naturais, qualidade de vida, participação de empresas privadas e do governo, tendo em vista que, esses dois últimos são os principais causadores de degradação do ambiente.


        1. Conceito básico e utilitarista


Segundo Furlanetto (2003), os professores necessitam desenvolver habilidades que permitam reconhecer e avaliar suas concepções sobre sua formação profissional e, assim, refletir para que, a partir disso, possam reconstruir suas ideias e promover auto avaliação sobre a construção do próprio conhecimento. Os professores apresentaram uma concepção superficial sobre o assunto, o que pode estar relacionado à falta de interesse em pesquisar sobre o tema e pela falta de embasamento teórico na formação continuada dos professores. A concepção utilitarista também foi observada durante a entrevista. De acordo com Rezler (2008), a visão utilitarista remete-nos a entender que a natureza tem uma função primordial: servir as necessidades, vontades e interesses do ser humano, como verificado nas falas abaixo:


São os únicos mamíferos que voam, alimentam-se de frutas, fazem polinização[...] O homem agradece.

São os mamíferos que realizam o voo verdadeiro, né? Tem uma diversificada alimentação. Regeneram florestas. O ser humano precisa deles para sua sobrevivência. Basicamente é isso.


Bizzo (1998) diz que todo professor tem sempre muito o que aprender, a respeito do conhecimento que ministra aos seus alunos, sobre as quais precisa se renovar e se aprimorar. GHEDIN (2005) relata que pensar a formação do professor pautada na reflexão contextualizada é de fundamental importância, considerando que seus diferentes saberes se articulam no trabalho diário.

É fundamental o professor se especializar. Bizzo (1998) diz que são raros os cursos de formação e capacitação para professores trocar informações sobre temas peculiares, como os quirópteros, por exemplo. Cachapuz (2005) ressalta que isso pode acarretar prejuízos para o processo de ensino/aprendizagem do estudante. Proporcionar essas reflexões com educadores de uma mesma área ou até mesmo estabelecer parcerias com a universidades, é fundamental para o desenvolvimento profissional.


    1. Técnica do Grupo Focal


As perspectivas que os professores de Ciências apresentaram, após a realização da oficina de Educação Ambiental, foi realizado, por meio da técnica do Grupo Focal, descrita abaixo:


1 - Em relação as suas formações profissionais, do início de suas formações, até hoje, vocês acreditam ter mudado alguma concepção em relação aos morcegos, por meio dessa prática de Educação Ambiental?


Essa questão geradora teve como objetivo verificar se vossas formações acadêmicas já trataram a respeito do tema morcegos, bem como se houve alguma mudança de aprendizagem frente a essa temática. De uma maneira geral, os professores de Ciências sentiram-se desafiados em participar da formação inicial. Considerando que a formação na academia é de fundamental importância para que se tenha maior qualidade de ensino e aprendizagem nas escolas, ressaltou-se um grande desafio para os educadores: se auto avaliarem e refletirem frente a seu trabalho cotidiano na escola:


Já fizemos inúmeros cursos de formação inicial de professores. São vários anos buscando caminhos para melhorar o ensino/aprendizagem mas, um curso desse, de entender melhor a importância dos morcegos, foi o primeiro. Trabalhar com um tema desse, peculiar, é muito difícil. Foi um desafio. No início achamos que ia ser mais uma daquelas formações repetitivas, mas não. Primeiro, houve aquela lembrança da graduação, né?![...] Depois, reconhecer as espécies foi muito legal. Pra identificar as espécies foi um pouco difícil, precisaria passar por mais cursos de identificação (risos). Nós não sabíamos que não existe hematófagos aqui em Maringá. A do pequi também não sabia. Que se não fosse os morcegos, a fruta não existiria. Então, sempre tem essas mudanças de concepção, né?![...]


Compreender melhor tais questionamentos permite ao docente uma melhor preparação para que haja a construção novos caminhos em relação ao ensino/aprendizagem sobre o tema morcegos, no ensino de zoologia. Hoffmann (2005) diz que o desafio é justamente redimensionar essa formação e aprofundar os estudos sobre concepções teóricas e metodológicas de uma avaliação contínua e qualitativa, em cursos de formação de professores.

Correlacionado a isso, é fundamental que durante o processo de aperfeiçoamento inicial, o docente atue pedagogicamente, analise seu fazer e seu pensamento. Tais ideias corroboram Garcia e Porlán (2000), os quais relatam que os sujeitos aprendem mediante a um processo especulativo e irreversível.

A função dos docentes não é apenas de atuar como mediadores entre o conhecimento e os alunos, mas, de formar cidadãos. Isso se faz necessário para que ocorra mudança não somente de pensamento, mas, também, de atitudes (SOARES, 1998), tanto dos próprios professores como dos educandos.

A Educação Ambiental deve contribuir na construção de uma sociedade democrática onde os indivíduos devem se envolver ativamente na solução de problemas ambientais. Entretanto, para Seabra (2011) perante a força destruidora descomunal ao nível global, de nada adianta transferir a responsabilidade ambiental/educativa para o seio familiar ou para a escola, se não existir qualquer suporte governamental, empresarial e político para mudanças efetivas do crítico quadro ambiental atual. Com isso, sugere-se haver iniciativas e parcerias das escolas para com as empresas e o governo a fim de desenvolver trabalhos de Educação Ambiental para conservação dos quirópteros na região.


  1. CONSIDERAÇÕES FINAIS


Sob a ótica de diferentes direcionamentos apontados com os docentes no que se refere a temática, verificou-se a necessidade da realização e aprofundamento em práticas de Educação Ambiental e embasamento teórico, para que haja fortalecimento na construção do conhecimento do educador.

No que se refere à popularização do conhecimento, a respeito dos quirópteros, frente a prática educacional bem como suas concepções referente aos quirópteros, foi perceptível que muitos dos relatos assemelhavam-se aos conceitos atribuídos nos livros didáticos de Ciências, o que nos remete a entender que há a memorização dos conceitos até mesmo por parte dos professores.

Em relação à prática de Educação Ambiental, bem como as discussões propostas na técnica do Grupo Focal, os professores demonstraram interesse em participar, e, diante desta perspectiva, relataram a carência de cursos de formação inicial nas áreas da zoologia, entretanto, sentiram-se desafiados em buscar soluções para que o estudo dos morcegos, no Ensino Fundamental não fique apenas submetido a um pequeno trecho de um livro didático, mas propor caminhos e estratégias didático-pedagógicos para que o aluno possa compreender o real papel destes animais no meio ambiente.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS




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BARDIN, L. Análise de conteúdo. Trad. Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. São Paulo: Martins Fontes, 2009.

BIZZO, N. Ciências: fácil ou difícil? São Paulo: Ática,1998.

CACHAPUZ, A. et al. (Orgs.). A necessária renovação do ensino das ciências. São Paulo: Cortez, 2005.

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GÓMEZ, A. I. P. A cultura escolar na sociedade neoliberal. Porto Alegre: Artmed, 2001.

GRILLO, M. C. O lugar da reflexão na construção do conhecimento profissional. In: MOROSINI, Marília Costa (org). Professor do ensino superior: identidade, docência e formação. Brasília. MEC, 2000

HOFFMANN, J. M. L. Pontos e Contrapontos: do pensar ao agir em educação. Porto Alegre: Mediação, 2005.

LIMA, M. L. R. A aula universitária: uma vivência de múltiplos olhares sobre o conhecimento em situações interativas de ensino e pesquisa. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro e CASTANHO, Maria Eugênia. L. M. (orgs.). Pedagogia universitária: a aula em foco. 3ª edição. Campinas: Papirus, 2000.

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MEIHY, J. C. S. B. Manual de História Oral. São Paulo: Loyola, 1996.

MIZUKAMI, M. G. N. Os Parâmetros curriculares nacionais: dos professores que temos aos que queremos. In:BICUDO, M. A. V.; S ILVA JUNIOR, C. A. (Org.). Formação do educador: avaliação institucional, ensino e aprendizagem. São Paulo: Ed. da UNESP, p. 46-49 1999.

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REIGOTA, M. Meio ambiente e representação social. 3. ed. São Paulo: Cortez, 1998.

REZLER, M. A. Concepções e práticas de educação ambiental na formação de professores. Londrina: UEL, 2008.

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SOARES, M. E. Concepções de ambiente e educação ambiental em professores de ciências: múltiplos significados. 1998. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1998.

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_______. Saberes docentes e formação profissional. Petrópoles: vozes, 2005.

THIOLLENT, M. Metodologia da Pesquisa-Ação. 8. ed. São Paulo: Cortez, 1998.














ANEXOS


ANEXO A – Perguntas voltadas para a concepção dos professores em relação aos morcegos.


1) Quais são suas concepções sobre os morcegos?

2) Neste contexto social onde a escola se insere, você acha que a sociedade vê os morcegos de que maneira?



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