ISSN 1678-0701
Número 62, Ano XVI.
Dezembro/2017-Fevereiro/2018.
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02/02/2018HORTA VERTICAL COMO ALTERNATIVA METODOLÓGICA PARA INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CONTEXTO ESCOLAR  
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HORTA VERTICAL COMO ALTERNATIVA METODOLÓGICA PARA INSERÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO CONTEXTO ESCOLAR


Adriana Massaê Kataoka1

Ana Lucia Suriani Affonso2

Mirieli Dos Santos3

1Doutora em Ciências-UFSCar. Professora do Departamento de Ciências Biológicas da UNICENTRO. E-mail: dri.kataoka@hotmail.com.

2Doutora em Ciências-UFSCar. Professora do Departamento de Ciências Biológicas da UNICENTRO. E-mail: analuciabio@gmail.com.

3Graduada em Ciências Biológicas -UNICENTRO e UP-Portugal. E-mail: mirieli2.nc@hotmail.com.


Resumo

A educação ambiental (EA) deve ser inserida na escola desde a formação inicial de cada indivíduo bem como deve ser trabalhada de forma interdisciplinar buscando a contextualização em relação à realidade local, ou seja, os professores de cada área devem buscar formas de trabalhar a EA e seus conteúdos levando em consideração o espaço e a realidade dentro da escola. Portanto, este trabalho objetivou avaliar a visão e conhecimento dos professores de diferentes áreas em relação à EA. Além disso, objetivou investigar se os professores consideram a possibilidade de utilizar a horta como ferramenta para disseminar a educação ambiental a partir de uma perspectiva interdisciplinar. A pesquisa foi realizada em uma escola particular da cidade de Guarapuava – PR. Ressalta-se que a horta escolar pode ser considerada um laboratório a céu aberto e que deve ser aproveitado por todas as disciplinas. Para a realização deste estudo foi desenvolvida uma pesquisa a partir de uma abordagem qualitativa por meio da aplicação de um questionário contendo cinco questões sobre educação ambiental, meio ambiente e interdisciplinaridade. Os resultados mostraram que a formação dos professores deve ser repensada e melhorada no que se refere às questões ambientais, tendo em vista que a maioria apresentou concepções tanto de meio ambiente quanto de EA conservadora. Portanto, ficou evidente a necessidade da transformação da forma como o ensino é ministrado na escola.

Palavras-chave: Educação Ambiental, horta vertical e interdisciplinaridade.


Abstract

Environmental education should be incorporated in school since the initial formation of each individual and must be worked in an interdisciplinary way seeking contextualization in relation to local reality, that is, teachers in each area should seek ways to work EA and its contents taking into account the space and reality within the school. Therefore, this study aimed to evaluate the vision and knowledge of teachers from different areas in relation to EA. In addition, it aimed to investigate whether teachers consider the possibility of using the garden as a tool to disseminate environmental education from an interdisciplinary perspective. The survey was conducted at a private school in the city of Guarapuava - PR. It is noteworthy that the school garden can be considered an open-air laboratory and must be used by all disciplines. For this study we developed a research from a qualitative approach through the application of a questionnaire with five questions about environmental education, environment and interdisciplinarity. The results showed the issue of teacher training, which should be rethought and improved with regard to environmental issues, given that most concepts presented both environmental as conservatively EA. Therefore, it became evident the need to transform the way education is taught in school.

Keywords: Environmental Education, vertical garden and interdisciplinarity.

INTRODUÇÃO

Ao conhecer o ambiente em que vivemos acabamos por desenvolver vínculos com a natureza, fazendo dos ambientes de convívio como o lar e a escola um exemplo de mudanças de hábitos, valores e atitudes (PIMENTA; RODRIGUES, 2011). No entanto, ao se falar nas modificações das práticas pedagógicas no ambiente escolar, no sentindo de promover mudanças de percepção, concepção e atitudes em relação ao meio ambiente, estas ainda desafiam a maioria dos professores (GUERRA; GUIMARÃES, 2007).

Segundo Reigota (2002) o conceito de meio ambiente deve ser considerado como uma representação social, sendo que a forma de pensa-lo e concebê-lo deve ir além, influenciando direto nas práticas pedagógicas dos educadores.

Klander (2012) afirma que a partir dos conhecimentos adquiridos em torno da EA, o indivíduo passa a ter uma maior preocupação e cuidado pela vida no planeta Terra, destaca ainda que a consciência ecológica deve ultrapassar qualquer barreira de consumismo, desenvolvimento desequilibrado e capacidade de destruição do ambiente no geral. Entretanto, esta consciência não deve ficar apenas no cuidado, mas também envolver a dimensão social, ou seja, a relação sociedade e ambiente.

A EA possui caráter interdisciplinar, pois trabalha com a realidade do indivíduo e ainda, aborda aspectos socioculturais, políticos, éticos, ecológicos, etc. Dias (2003) defende que a escola não deve se restringir a uma educação baseada num amontoado de papéis, uma vez que deve desenvolver a cidadania consciente, o autor ainda reforça que ela dever ser o agente potencializador de novos processos educativos.

Existem diversos caminhos possíveis de conceber e de realizar a EA. Foram criadas novas denominações para diferenciar essa prática educativa, passando a ser identificada como educações ambientais: humanista, conservacionista, naturalista, científica, crítica entre outras (LAYRARGUES; LIMA, 2014).

As reflexões nessa pesquisa procuram se pautar na EA crítica, que preza pela renovação profunda de todo o ambiente educativo, a partir de seu sistema de ensino e aprendizagem, seus métodos, princípios epistemológicos e paradigmáticos, conteúdos curriculares e formas de organização. O desafio é saber ministrar a EA como teoria e prática interdisciplinar no cenário disciplinar das escolas (LIMA, 2009).

A EA conduz a um repensar das práticas sociais e o papel dos professores como mediadores e transmissores de um conhecimento necessário para que os alunos adquiram uma base adequada de compreensão do meio ambiente global e local, da interdependência dos problemas e soluções e a importância do papel de cada um na construção de uma sociedade mais equitativa e ambientalmente sustentável (JACOBI, 2003).

A prática pedagógica tradicional trata de forma fragmentada e desvinculada os acontecimentos da realidade social dos educandos, o que acaba por comprometer a qualidade do aprendizado. Ferreira (2008) defende ser urgente a necessidade de se trabalhar os conteúdos de forma contextualizada e baseada no ponto de vista global, sendo que uma alternativa para isso pode ser uma abordagem a partir de uma perspectiva interdisciplinar.

Interdisciplinaridade, em sentido geral, significa relação entre as disciplinas (FAZENDA et al., 2008). É um conceito que promove o diálogo de métodos entre duas ou mais disciplinas, portanto a troca de conhecimentos leva a uma interação e enriquecimento mútuo entre vários especialistas (SEVERO; PAULA, 2010).

A ação interdisciplinar constitui-se num instrumento de planejamento que o homem utiliza para agir na sociedade e criar bens materiais e ideais. A educação é uma ferramenta essencial que considera o conhecimento na escola como uma propriedade de todos (FAZENDA; GODOY, 2014). Ao pensar em interdisciplinaridade logo se pensa em superação da fragmentação da Ciência e dos conhecimentos gerados por ela e que ao mesmo tempo se expressa como resistência a um conhecimento parcelado (THIESEN, 2008).

Quanto à formação de professores devem ser construídas pontes entre os conteúdos de cada disciplina lecionada e o conteúdo das outras disciplinas do projeto curricular da escola, em prol de uma formação interdisciplinar. Para a mudança de um olhar disciplinar para o interdisciplinar é necessário uma postura de humildade, desapego e comprometimento no percurso interdisciplinar do projeto curricular da escola (FAZENDA, 2010).

Carvalho (2004) afirma que a interdisciplinaridade não visa à união dos saberes, mas pretende fazer uma conciliação entre os conhecimentos e a conexão entre eles, priorizando a articulação entre as disciplinas e favorecendo a troca de conhecimentos disciplinares e o diálogo dos saberes disciplinares com os saberes não científicos.

Diante do exposto, a prática da construção de uma horta vertical no ambiente escolar configura-se numa ferramenta para a prática interdisciplinar, ao abordar conceitos teóricos e práticos envolvendo temas mais abrangentes (OLIVEIRA et al., 2014). Além disso, a horta vertical pode contribuir com a inserção da EA nos ambientes escolares, uma vez que dialoga com os conhecimentos da área ambiental e do fazer humano a partir do seu cotidiano.

No Brasil o consumo de hortaliças por habitante é muito baixo, quando se compara com países europeus, asiáticos, caribenhos e muitos outros. Ainda que parte da população esteja consciente da necessidade de consumir esses produtos na alimentação diária, fatores como preço, cultura e falta de produtos de qualidade têm contribuído para seu baixo consumo (FERNANDES, 2007).

A utilização do espaço na escola como recurso didático para construir a horta leva os professores a sair um pouco da educação tradicional fundamentada em aulas expositivas. Na horta, o conhecimento pode ser construído junto com os alunos, num compartilhamento de experiências vivenciadas no cotidiano (CYPRIANO et al., 2013).

A horta é uma ferramenta que possibilita a transformação social, pois visa à melhoria de condições ambientais atuais. O verdadeiro sentido de se cultivar uma horta é o impacto moral, ético e ambiental que será gerado durante o processo (CEREJEIRA; GUERREIRO, 2015).

Assim, essa pesquisa visa investigar como professores com diferentes formações concebem o meio ambiente e consideram a possibilidade de utilizar uma horta como alternativa metodológica para trabalhar seus conteúdos de forma interdisciplinar.

METODOLOGIA

Adotou-se a abordagem qualitativa para o desenvolvimento da pesquisa. Tal abordagem não se preocupa com representatividade numérica, mas sim com o aprofundamento da compreensão de um grupo social, de uma organização, entre outros (GOLDENBERG, 1997).

A pesquisa qualitativa visa à compreensão e explicação da dinâmica das relações sociais, levando em consideração a objetivação do fenômeno, a hierarquização das ações de descrever, compreender e explicar os dados obtidos (MINAYO, 2001).

Neste caso, os sujeitos da pesquisa foram os professores de uma escola da rede privada de ensino na cidade de Guarapuava-PR. A escola está inserida numa chácara que possui uma horta e trabalha com a temática ambiental. A escola possui educação infantil e ensino fundamental e procura dar um atendimento individualizado aos seus alunos, adequando-se a rotina das famílias. Assim, os pais podem definir quanto tempo seus filhos podem ficar na escola, dentro de um período de quatro a onze horas. Existem cerca de 300 alunos matriculados que frequentam o ambiente escolar em período integral. Possui 60 funcionários e a maioria possui especialização, mestrado e doutorado. O ingresso de crianças na escola ocorre a partir de um ano e dois meses de idade, podendo permanecer até o término do ensino fundamental (9º Ano).

É importante explicitar que a escola possui um projeto pedagógico voltado para estimular os alunos a entender como funciona a interdependência entre o homem e o meio ambiente e compreender a importância da sustentabilidade. Na escola, as crianças entram em contato com animais, podem ajudar no cultivo da horta e utilizam tecnologias como e-book para desenvolver o conteúdo curricular.

Aplicação do questionário

Foi aplicado um questionário com cinco perguntas abertas para oito professores de diferentes áreas de conhecimento.

Seguem abaixo as perguntas que constam no questionário.

  1. O que você entende por Meio Ambiente?

  2. O que você entende por Educação Ambiental?

  3. Qual é a sua opinião sobre o uso pedagógico da horta vertical na escola?

  4. Quais as disciplinas que você considera que poderiam utilizar a horta como alternativa metodológica para abordar os conteúdos de sua disciplina?

  5. Você considera possível utilizar a horta como alternativa metodológica na sua disciplina?

( ) Sim ( ) Não

Análise dos resultados

As respostas dadas pelos educadores foram avaliadas de acordo com as categorias de meio ambiente descrita por Sauvé (2005). Segundo a autora existem 15 correntes de EA. Porém, a partir das respostas obtidas verificamos apenas três concepções de ambiente: natureza, sistema e meio de vida, que são descritas na Tabela 1.


Tabela 1. Definição de concepções de meio ambiente de acordo com três correntes em EA.

Concepções de meio ambiente


Critérios de definição

Natureza

Refere-se ao entorno original, puro, do qual a espécie humana se afastou ao privilegiar as atividades antrópicas que têm provocado sua deterioração.

Sistema

Identificação dos diversos componentes de um sistema ambiental e as relações entre seus componentes, como as relações entre os elementos biofísicos e os elementos sociais de uma situação ambiental. É percebida uma visão de conujnto de todos os elementos que permite identificar e escolher soluções mais apropriadas e menos prejudiciais ao meio ambiente.

Meio de vida

O meio ambiente não é somente natural, é igualmente cultural, correspondem a um meio de vida, com suas dimensões históricas, culturais, políticas, econômicas, estéticas, etc. É também o ambiente da praça pública, da cidade, dos jardins cultivados, etc

Fonte: Sato, Carvalho e colaboradores (2005).

Em relação às concepções de EA foram identificadas nas respostas dos professores as correntes: humanista, moral/ética, sustentabilidade e recursista, que são descritas na Tabela 2.

Tabela 2. Definição de correntes em EA.


Correntes em Educação Ambiental


Definição dos objetivos das correntes em EA

Moral/ética

O modo de atuar se fundamenta num conjunto de valores conscientes e coerentes entre eles. Uma moral ambiental é adotada por meio de um código de comportamentos desejáveis socialmente e mais importante o desenvolvimento de uma competência ética e a construção de um próprio sistema de valores. O desenvolvimento moral opera em várias situações, através do “conflito moral”, do confronto, análise de uma situação com seus componentes sociais, científicos e morais, etc.

Sustentabilidade

Aprender a utilizar racionalmente os recursos de hoje para que haja suficientemente para todos e se possa assegurar as necessidades do amanhã. Aqui a EA é vista como meio para o desenvolvimento sustentável.

Recursiva

O objetivo desta corrente é a conservação dos recursos, tanto no que se refere qualidade quanto a quantidade.

Humanista

Esta corrente tem um enfoque cognitivo, ou seja, realista, com maior rigor de observação e análise da síntese. Convoca também o sensorial, a sensibilidade afetiva, a criatividade.

Fonte: Sato, Carvalho e colaboradores (2005).


RESULTADOS E DISCUSSÃO

Corpo docente participante da pesquisa

A partir da aplicação dos questionários, verificamos que oito professores oriundos de diferentes áreas do conhecimento o responderam (Tabela 3).


Tabela 3. Formação dos professores participantes da pesquisa.


Área de

Formação



Área de

Atuação


Prof. 1

História e Arte



História e Arte


Prof. 2

Administração e Inglês



Inglês



Prof. 3

Educação Física


Educação Física


Prof. 4

Ciências Biológicas



Ciências


Prof. 5

Pedagogia



Educação Infantil


Prof. 6

Espanhol



Espanhol


Prof. 7

Pedagogia



Música


Prof. 8

Educação Física



Educação Física


Conforme pode ser observado na Tabela 3 o professor de Inglês possuía formação na Língua Inglesa e em Administração, enquanto que o professor formado em Pedagogia atuava na área de Música. Verificou-se que a maioria dos professores eram oriundos da área de humanas, sendo que somente um possuía formação em Ciências Naturais e em Biologia.

Weid (1997) relata que é notável que a EA seja pouco desenvolvida nas escolas, estando na maioria das vezes ausente das práticas adotadas pelos educadores. O autor ainda ressalta que quando ela acontece, os responsáveis são em sua maioria professores de Biologia, Geografia e Ciências. Neste sentido, logo se vê que é preciso intervir no processo de formação do docente, permitindo que o professor fundamente seu trabalho em conceitos sólidos para que as ações não fiquem distantes dos princípios da EA.

Ao considerar que EA é desenvolvida de forma a propiciar uma transformação no modo como a sociedade concebe o meio ambiente e diante dos estudos realizados em escolas, percebe-se que é necessário uma mudança na forma como os professores das diversas áreas trabalham a questão ambiental. Esta mudança se faz pelo interesse e disponibilidade pessoal dos professores envolvidos no processo educacional, salientando a formação inicial e continuada dos professores, que deve preparar o futuro educador para a complexidade da dimensão ambiental. Dessa forma, uma nova mentalidade é trabalhada, abordando a relação do homem com o meio ambiente e como deve ser a interação entre eles (BIONDO et al., 2010).

A partir dessas considerações, percebemos que o quadro de professores investigados era diverso, possuindo grande contribuição da área de humanas, a qual possui melhores condições de enfocar a dimensão social voltada para a transformação da sociedade. Por outro lado, como afirmado anteriormente, na maioria das escolas esses professores tradicionalmente trabalham a temática ambiental.

Concepção de meio ambiente

A primeira pergunta do questionário se referia à concepção de meio ambiente que os professores possuíam, ou seja, foi uma busca imediata de respostas sobre o conhecimento que professores de diferentes áreas possuíam em relação ao meio ambiente.

Apenas um dos oito entrevistados, o professor cinco teve uma concepção mais ampla de ambiente, dizendo:

O meio ambiente para eles é um espaço que pode ser considerado como um conjunto de unidades ecológicas interacionais, que englobam seres humanos, animais e a natureza que é o local ao qual estamos inseridos”.

Esta resposta se enquadra numa visão de sistema do meio ambiente. Para Sauvé (2005) identificar os diversos fatores que compõem um sistema ambiental é necessário primeiramente fazer uma análise sistêmica e caracterizar as relações entre os elementos biofísicos e os elementos sociais de uma situação ambiental.

Os professores numerados como um e seis associaram a ideia de concepção de meio ambiente ao meio de vida apenas, apresentando uma visão mais simplista dos conhecimentos acerca do meio ambiente. Isto pode ser evidenciado em suas respostas: “É o meio em que vivemos”.

Segundo Sauvé (2005) o meio ambiente é o patrimônio cultural no qual existe uma ligação entre a criação humana, os materiais e as possibilidades que a natureza pode oferecer. As construções e outros elementos materiais se encontram no centro desta interação com os humanos, isto é, o meio ambiente é a cidade, praça pública, etc. Também privilegia os aspectos sensorial e afetivo com a finalidade de desenvolver o sentimento de pertencimento ao local que o indivíduo habita.

Os demais professores (dois, três, quatro, sete e oito) apresentaram uma concepção de meio ambiente como natureza. Por exemplo:

Meio ambiente é o espaço onde vivemos, interagindo com outros seres vivos e não vivos, fauna e flora.”

Para Sauvé (2005) a concepção de natureza se pauta no vínculo com elementos ingênuos da natureza, por exemplo, cachoeiras e matas, prevalecendo à dimensão estética, sensorial, afetiva em relação à ética humana.

As peculiaridades do termo meio ambiente leva a uma concepção muitas vezes complexa, o que pode resultar numa incompreensão do real sentido de EA como transformadora (LIMA; OLIVEIRA 2011).

Para Guimarães (2006) o meio ambiente é uma “unidade que precisa ser compreendida inteira e é através de um conhecimento interdisciplinar que poderemos assimilar plenamente o equilíbrio dinâmico do ambiente”. Isto significa que para compreender a importância do meio ambiente na sociedade, é preciso integrar o papel de meio ambiente nas escolas. Desenvolver ideias em cada área, que não fique apenas na teoria, mas que se desenvolva a prática fora da sala de aula, na sociedade, este processo sendo parte da cultura de cada indivíduo.

Concepção de Educação Ambiental

A grande maioria dos professores compreendeu que a EA está atrelada ao cuidado com o meio ambiente, em que cuidar do meio ambiente seria mostrar um comportamento desejável, correto para com a sociedade. Essa concepção de EA corresponde a corrente moral e ética de Sauvé (2005) na qual atuar tem como base um conjunto de valores coerentes e conscientes entre eles, enfatizando comportamentos que venham a ser socialmente desejáveis e principalmente o desenvolvimento de uma competência ética na construção do próprio sistema de valores. Um exemplo dessa concepção foi à resposta dada pelo professor (seis): “É a forma de cuidar do meio ambiente”.

Outra concepção de EA que acabou aparecendo entre os professores, mas para apenas dois dos oito entrevistados (seis e sete), está relacionada com a corrente de sustentabilidade, onde:

Educação Ambiental é quando passamos a educar de uma forma global e com preocupação voltada ao meio ambiente, envolvendo a sustentabilidade”.

Para Sauvé (2005) a educação para o desenvolvimento sustentável se faz com a integração das preocupações sociais e as considerações econômicas no tratamento das problemáticas ambientais. Apenas o professor (três) teve uma visão em parte recursiva:

Acredito que é a orientação da forma que devemos cuidar do meio ambiente em que vivemos, com plena consciência de que a natureza é finita”.

Sauvé (2005) explica que a corrente recursiva preocupa-se com a conservação dos recursos naturais tanto pela qualidade como pela quantidade. Programas de redução, reutilização e da reciclagem, de gestão de recursos, como gestão da água, do lixo e da energia, estão integrados nesta corrente, estimulando tanto atitudes individuais, como a reflexão sobre o consumo. Refere-se também a compreensão de que os bens ambientais são recursos, muitos deles escassos.

O professor (cinco) teve uma percepção humanista em relação à EA:

É a educação dirigida ao meio, onde respectivamente se trabalha o eixo natureza-sociedade”.

A corrente humanista ultrapassa a compreensão do meio ambiente pelos seus elementos biofísicos, para enfatizar a dimensão humana em seus aspectos culturais, históricos, estéticos, entre outros. Neste caso, a paisagem é porta de entrada para entender o meio ambiente, sendo esta frequentemente modelada pela atividade humana. A paisagem fala ao mesmo tempo da evolução dos sistemas naturais que a compõem e das populações humanas que estabelecem nela suas trajetórias (SAUVÉ, 2005).

Os movimentos em torno da EA devem evidenciar aspectos que possibilitem ver os problemas oriundos da ação humana e as consequências causadas ao ambiente pelos processos sociais, conscientizando as pessoas de que os recursos naturais não são infinitos (NETO; AMARAL, 2012).

Utilização pedagógica da horta vertical nas escolas

Após a aplicação do questionário verificou-se que dos oito professores entrevistados, seis demonstraram-se favoráveis ao uso da horta vertical, mas apenas dois se referiram à questão da economia de espaço.

Um deles, o professor (oito), fez relação com o aspecto nutricional e o professor (um) demonstrou fazer uma relação com o potencial de trabalho interdisciplinar por meio da horta:

Na visão dos docentes, a realização da horta vertical nas escolas seria um instrumento pedagógico de caráter positivo, pois admitiram o funcionamento da horta como uma alternativa para as escolas que possuem pouco espaço. E ainda os discentes, após o contato com a construção da horta por meio da orientação dos professores, relataram possuir as ferramentas necessárias para o desenvolvimento da horta em suas casas.

Em relação às disciplinas, a maioria considera possível ministrar este tema em todas as matérias, uma vez que cada área adotaria metodologias diferenciadas. Ou seja, no caso todas as disciplinas poderiam adequar-se, dependendo do assunto estudado em sala de aula. Entretanto, alguns professores responderam que apenas as disciplinas de Artes, Ciências, Geografia, Inglês, Português, Matemática, Química e Física, se enquadravam nesse tema.

Ao perguntar aos professores se consideravam possível a utilização da horta vertical como alternativa metodológica na sua disciplina, a maioria respondeu que sim. Os educadores (dois e seis) disseram que:

Através dos nomes como se chamam em espanhol ou inglês é incluindo todo o processo”.

Segundo Iared et al. (2011) o professor deve relacionar o conteúdo da horta, o qual é novo para os alunos, com o conteúdo de sua disciplina em que cada envolvido já tem ao menos um conhecimento prévio. Assim, o conteúdo se tornará mais significativo, motivando os estudantes a relacionar o novo conteúdo com os elementos já presentes em sua estrutura cognitiva.

Os professores da área de inglês e espanhol tentariam fixar os termos ou palavras, por exemplo, meio ambiente e sustentabilidade, etc., nestas línguas, criando frases as quais, fariam os alunos refletirem sobre o meio ambiente e a importância que a horta tem neste processo que busca através de ferramentas conscientizar e ensinar na teoria e prática a EA.

No estudo de Soares et al. (2012) intitulado “Horta orgânica como instrumento de ensino-aprendizagem da questão ambiental para pessoas com necessidades educacionais especiais”, nas oficinas de Língua Portuguesa a horta pode ser trabalhada com palavras, frases e textos sobre a vivência dos estudantes nas atividades da horta orgânica e conceitos do meio ambiente. O docente (um), de Arte/História disse que:

Acredito num ensino interdisciplinar, apesar de ser uma área diferente poderíamos desenvolver trabalhos artesanais e etc”.

Segundo Fernandes (2011, p.1) em seu estudo, “A prática interdisciplinar: trabalhando o milho como tema gerador”, o milho é um exemplo de prática interdisciplinar, que pode ser estudado em todas as disciplinas desde seu surgimento, até sua produção, desenvolvimento, importância econômica e cultural. Além disso, esse tema apresenta uma base conceitual e procedimental, que engloba levantamento conceitual sobre “milho”, em que cada disciplina aborda seus conteúdos de forma expositiva com a utilização de textos, músicas, gráficos, data show, explicação oral, exercícios e produção de maquetes. A professora (cinco), pedagoga da escola disse:

Dentro do próprio eixo natureza-sociedade pode ser trabalhado, assim como é. Nos outros eixos também, porém com propostas diversificadas”.

O estímulo ao conhecimento ambiental no processo de formação do ser humano importa em abranger crianças portadoras, ou não, de alguma patologia identificada, com objetivo de transformá-los em adultos conscientes e praticantes da manutenção saudável do planeta em que habitam (CEREJEIRA; GUERREIRO, 2015). A docente (quatro) de Ciências disse que:

Desde o plantio até a colheita, escolha dos vegetais de acordo com o clima e ciclo de vida. Utilização na cozinha. Plantas medicinais, etc”.

A horta escolar desperta nos alunos o hábito do cultivo e da plantação, instigando-os para a construção de hortas em suas residências, estabelecendo assim o consumo destes alimentos. E mais importante, ter a oportunidade de se alimentar com produtos de qualidade e livres de agrotóxicos. Todo o processo de contato e acompanhamento da horta valoriza os estudos relacionados à EA, além de nas várias etapas do processo de construção da horta ser trabalhado a interdisciplinaridade, o que contribuí para um melhor entendimento dos alunos em relação aos temas tratados e também uma visão ampla da questão ambiental (KANDLER, 2012). Na área de Musicalização o docente (sete) relatou:

Trabalhando músicas que falam sobre a natureza, o meio ambiente e os cuidados sobre ela e para ela. Aqui na escola trabalhamos com projetos de visitação e plantação na horta”.

Soares et al. (2012) afirmam que os alunos podem desenvolver atividades lúdicas como forma de por em prática todas as vivências, fazendo apresentações em forma de teatro, coral e músicas dentro dos temas abordados em sala de aula.

E os docentes (três e oito) da área de Educação Física, por sua vez não consideraram possível utilizar a horta vertical como alternativa na sua disciplina. O professor (três) disse que:

Como meu trabalho se faz de utilização de atividades esportivas, recreativas, acredito que não é possível utilizar a horta como uma alternativa metodológica na minha disciplina”.

Neste caso identificamos a dificuldade destes professores de Educação Física em relacionar a sua disciplina com a dimensão ambiental. Essa dificuldade pode estar relacionada à sua formação fragmentada e talvez a falta de entendimento sobre a importância da EA. O professor (oito) se manifestou dizendo:

Tenho que pesquisar alternativas”.

Quando comparado ao outro professor de educação física, esse pelo menos demonstrou uma abertura para buscar possibilidades, caso essas existam.

Os problemas ecológicos requerem uma visão interdisciplinar, não devem ser abarcados apenas pela perspectiva de uma disciplina como biologia, química, geografia, etc. E aqui é que entra a interdisciplinaridade que tem como estratégia a união de diferentes disciplinas em busca da compreensão e resolução de um problema. A horta escolar é uma mediadora nesse âmbito, de forma a contribuir para uma sociedade mais sustentável (PESSOA; GOMES; LIRA, 2014).

A partir do exposto acima fica claro que o desenvolvimento da horta vertical em escolas, além de contribuir para uma alimentação saudável dos alunos, também contribuiu para a conscientização dos alunos em relação ao meio ambiente. A necessidade de a EA mostrar a sua identidade frente a outros campos da educação se encontra no conceito interdisciplinaridade. Uma união de diferentes áreas educativas do conhecimento para que se possa aprimorar o conceito e a aplicação da EA são desejáveis. O uso da horta pode promover ainda, novos hábitos alimentares na sociedade, uma vez que os alunos dentro de qualquer escola estão em processo de desenvolvimento do aprendizado. Percebe-se então, que a horta contribui para o ensino e aprendizagem, tanto para uma alimentação saudável, quanto para uma consciência ambiental sustentável, cabendo ao educador de cada área buscar as informações especificas e mãos à obra (PIMENTA; RODRIGUES, 2011).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os resultados desta pesquisa demonstraram que os professores do colégio apresentaram concepções de meio ambiente e de EA em sua maioria conservadora, mesmo atuando na área de humanas. Esse resultado revela a importância de maiores investimentos na formação continuada de professores já que a Diretriz Curricular de EA assim recomenda.

Por outro lado, os professores revelaram uma grande disposição em utilizar a horta como recurso pedagógico, tendo inclusive sugerido algumas possibilidades.

Essa disposição revela que existe uma propensão em relação ao trabalho com a temática ambiental e ainda adoção de uma perspectiva interdisciplinar.

A valorização da relação pedagógica com a EA no campo da reflexão educativa confirma uma necessidade de transformação da escola e dos modos de ação educativa. Pode-se imaginar a escola como uma instituição moderna por excelência. Isto é, a escola para além de uma instituição moderna poder ser modelada, também deve difundir e contribuir para a aceitação social e a naturalização dos desígnios proposto. Bem como, o desenvolver de atividades ambientais, visto que a vivência numa sociedade moderna, consumista e desinteressada em cuidar do meio ambiente, esta cada vez mais descontrolada.

Portanto, é de suma importância o papel das universidades na formação inicial de professores, uma formação que busque a transversalidade, a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade da EA, permitindo a realização de concepções e práticas que vão para além de muros disciplinares das escolas.


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