ISSN 1678-0701
Número 62, Ano XVI.
Dezembro/2017-Fevereiro/2018.
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02/02/2018ASPECTOS AMBIENTAIS E PERCEPÇÃO SOBRE O AÇUDE CABECEIRAS, MUNICIPIO DE CABECEIRAS DO PIAUÍ, NORDESTE BRASILEIRO  
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1













ASPECTOS AMBIENTAIS E PERCEPÇÃO SOBRE

O AÇUDE CABECEIRAS, MUNICIPIO DE CABECEIRAS DO PIAUÍ, NORDESTE BRASILEIRO

Márcio Luciano Pereira Batista1, José Rodrigues de Almeida Neto2

1. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA), da Universidade Federal do Piauí - UFPI (marciolpb@hotmail.com).

2. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA), da Universidade Federal do Piauí – UFPI (almeidanetobio@hotmail.com)

RESUMO

No Nordeste brasileiro existem pequenos, médios e grandes açudes e é sabido que muitos destes sofrem com impactos de ordem antrópica e em função do processo de urbanização. Nesse sentido, este estudo procurou no âmbito da cidade de Cabeceiras, estado do Piauí, investigar as condições das águas do Açude Cabeceiras e a percepção dos seus usuários. A pesquisa foi realizada entre os meses de julho a dezembro de 2015. Coletas de água foram realizadas para análise e formulários foram aplicados com usuários do açude. Notou-se, nos ensaios observados, que a água apresentou resultados insatisfatórios com a presença de Coliformes Fecais, Escherichia coli ou Coliformes Termotolerantes e a presença do elemento químico Ferro fora dos padrões normais. Viu-se um processo de conscientização por parte dos entrevistados que percebem a importância do Açude Cabeceiras como bem ambiental local. Faz-se necessário mais estudos e intervenções por parte do poder municipal local, como a educação ambiental para a tomada de novas formas de uso.

Palavras-chave: Recurso hídrico, Balneário, Educação, Usos, Conservação.

ABSTRACT

In the Brazilian Northeast there are small, medium, and large water reservoir and it is known that many of these suffer with anthropic impacts and due to the process of urbanization. In this sense, this study searched within the city of Cabeceiras, state of Piauí, to investigate the conditions of the Açude Cabeceiras waters and the perception of its users. The research was carried out between the months of July and December of 2015. Water collections were done for analysis and forms were applied with users of the water reservoir. It was observed, in the tests, that the water presented unsatisfactory results with the presence of Fecal Coliforms, Escherichia coli or Thermotolerant Coliforms and the presence of the chemical element Iron outside normal standards. It was observed a process of awareness by interviewees who perceive the importance of the Açude Cabeceiras waters as a local environmental good. It is necessary further studies and interventions by local municipality authorities, such as environmental education for the taking of new forms of use.

Key words: Water resources, Balneary, Education, Uses, Conservation.

1 INTRODUÇÃO

A questão ambiental, no que concerne os aspectos da qualidade de vida, ligados a conservação da natureza como visão de futuro, nunca foram tão discutidos como está sendo nos dias atuais. A relação entre ser humano e ambiente natural sempre foi marcada por facetas diferentes. Ao tempo que há a necessidade dos recursos e processos naturais para a sobrevivência humana, é presente também a degradação de ecossistemas inteiros, retirando em demasiado e/ou devolvendo a eles sem grandes preocupações. As interferências humanas nos ambientes naturais nunca foram tão intensas e aceleradas como nos últimos 50 anos (MEA, 2003, 2005).

Conservar o meio ambiente significa manter todos os seus componentes em boas condições, ou seja, ecossistemas, comunidades e espécies. Um meio ambiente equilibrado oferece uma grande variedade de serviços ambientais que podem ser consumidos, direta ou indiretamente, pela população humana, como, por exemplo: a proteção da água e dos recursos do solo, o controle climático, a ciclagem dos resíduos humanos e a produtividade dos ecossistemas que fornecem produtos animais ou vegetais (PRIMACK; RODRIGUES, 2001)

No Brasil, as preocupações com as condições e a qualidade de vida urbana se intensificaram após a década de 1960, em função tanto da explosão demográfica quanto da intensificação da urbanização. As intervenções urbanas mais sistematizadas no sentido de corrigir os graves problemas socioambientais urbanos que passaram a caracterizar os centros urbanos nacionais se manifestaram através da proliferação de Planos Diretores de Desenvolvimento Urbano (MARICATO, 2001).

Sabe-se que as ações antrópicas afetam e alteram a qualidade da água, levando a sua contaminação. A realidade atual nos leva a situações em que muitas pessoas, hoje, captam e consomem água superficial sem nenhum tratamento. Apesar de inadmissíveis, fatos assim fazem parte do cotidiano de diversas comunidades (HELLER; PÁDUA, 2006).

Por volta de 1860 foram construídos os primeiros açudes no Brasil, inicialmente, como uma forma de subsistência nos períodos de estiagem, visando apenas o abastecimento humano e animal. Quem idealizou e dirigiu a construção desses açudes foi Padre Ibiapina (FERREIRA, 2017).

No Nordeste brasileiro existem pequenos, médios e grandes açudes. Os grandes açudes, construídos pelo poder público, são aqueles em que se desenvolvem as principais atividades de irrigação, piscicultura e abastecimento das populações na região, e que evidenciaram a atuação de instituições como o DNOCS na sua construção e no manejo de suas águas, nos chamados perímetros irrigados. Dentre os principais açudes, vale destacar o Armando Ribeiro Gonçalves, no Rio Grande do Norte, que tem a maior capacidade de armazenamento de água, 2,4 milhões de metros cúbicos e o Orós, segundo maior, situado no Ceará, com capacidade de armazenamento de 2,1 milhões de metros cúbicos (SUASSUNA, 2017).

Suassuna (2017), diz ainda que, os pequenos e médios açudes, com volumes compreendidos em 10.000 e 200.000 m3, representam 80% (oitenta por cento) dos corpos de água nos estados do Nordeste. Isso evidencia a importância desses corpos d’água como fonte de uso direto de populações carentes e até mesmo como balneário e/ou lazer. Contudo, é sabido que muitos açudes do Nordeste sofrem com impactos de ordem antrópica e em função do processo de urbanização. Nesse sentido, este estudo procurou no âmbito da cidade de Cabeceiras, estado do Piauí, investigar as condições das aguas do Açude Cabeceiras e a percepção dos seus usuários.

2 METODOLOGIA

O estudo foi realizado no Açude Cabeceiras que se situa a oeste da cidade de Cabeceiras do Piauí, às margens da PI-113, com 38 ha, estando seu vertedouro localizado nas coordenadas 4º28’17” S e 42º18’38” W. O município está situado na zona norte do estado do Piauí, no Nordeste brasileiro, na mesorregião Norte Piauiense e microrregião do Baixo Parnaíba Piauiense. Possui uma área de 608,525 km2 (Figura 1), e uma população estimada de 9.928 habitantes, sendo 1.657 na zona urbana e 8.271 na zona rural, com uma densidade demográfica de 16,31 habitantes por km2 e um IDHM de 0,583, limitando-se ao norte com o município de Barras; ao sul com os municípios de Campo Maior, José de Freitas, Nossa Senhora de Nazaré e Boqueirão do Piauí; a leste com o município de Boa Hora e à oeste com os municípios de Lagoa Alegre e Miguel Alves (IBGE, 2010).

Figura 1Mapa da cidade de Cabeceiras do Piauí

Fonte: Prefeitura Municipal de Cabeceiras do Piauí (2015)

As condições climáticas do município de Cabeceiras do Piauí apresentam temperaturas mínimas de 22ºC e máximas de 35ºC, com clima quente tropical. A precipitação pluviométrica média anual é definida no Regime Equatorial Marítimo, com isoietas anuais entre 800 a 1.600 mm, cerca de 5 a 6 meses como os mais chuvosos, e período restante do ano de estação seca. Os meses de fevereiro, março e abril correspondem ao trimestre mais úmido da região. Solos podzólicos vermelho-amarelos, plínticos e não plínticos com transições vegetais caatinga/cerrado caducifólio, floresta ciliar de carnaúba e caatinga de várzea e, secundariamente, solos arenosos essencialmente quartzosos, profundos, drenados, desprovidos de minerais primários, de baixa fertilidade, com transições vegetais, fase caatinga hiperxerófila e/ou cerrado sub-caducifólio/floresta sub-caducifólia e/ou carrasco. Os principais cursos d’água que drenam o município são os rios Longá, Marataoan e Santo Antônio (AGUIAR, 2004).

A pesquisa foi realizada entre os meses de julho a dezembro de 2015. Para a obtenção dos dados, utilizou-se formulário semiestruturado para coleta de dados como escolaridade, usos e percepção do açude. O pesquisado respondeu livre e espontaneamente as suas respostas, sem condições prefixadas pelo autor da pesquisa (MINAYO, 1994), o mesmo foi aplicado de forma aleatória com 5% da população urbana, distribuídos entre os gêneros feminino e masculino, com idade a partir dos 18 anos. Saídas de campo foram realizadas para registro fotográfico da área pesquisada. A pesquisa é quali-quantitativa, e os dados foram tabulados no programa Microsoft Excel.

Posteriormente, realizou-se a coleta da água para análise microbiológica e física, a mesma foi coletada em dias alternados durante um mês em pontos alternados do manancial. A mesma foi acondicionada em saco plástico estéril. A análise foi realizada no Laboratório Central de Saúde Pública Dr. “Costa Alvarenga”, na Unidade Analítica de Bromatologia, em Teresina-PI.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os dados indicam que os usuários do açude, entrevistados no período da pesquisa, são 55% do sexo feminino e 45% são do sexo masculino. O fato do gênero feminino ser a maioria, leva a crer que seja em decorrência da utilização das águas, pelas mulheres, para a lavagem de roupas, fato comum de ser observado e, todavia, é um aspecto que contribui para poluição do mesmo. Sobre a escolaridade desses entrevistados, é possível verificar (Figura 2), que a maioria possui baixo grau de instrução formal.

Figura 2 - Grau de escolaridade dos usuários, entrevistados no Acude Cabeceiras

Fonte: Autores

A falta de informações, adquiridas pela via formal, podem contribuir para a consciência do uso racional do balneário, levando a degradação contínua. Sobre a frequência de uso, viu-se que 70% dos entrevistados utilizam a água durante 3 vezes na semana, 12% durante duas vezes, 10% todos os dias e 8% não fazem uso direto, mas têm o açude como local de lazer. Sobre os usos diretos, é a lavagem de roupas que se destaca (Figura 3).

Figura 3 - Usos diretos pelos entrevistados no Açude Cabeceiras

Fonte: Autores

Estes resultados reforçam a afirmação da recomendação nº 96 da Declaração de Estocolmo, a qual afirma que é a atividade humana que vem causando nos últimos anos, um grande impacto nos ecossistemas aquáticos. Através de registros fotógrafos (Figura 4), nas saídas de campo, foi possível constatar os fatores que contribuem para a degradação do açude. A educação ambiental como ferramenta no processo de conscientização ambiental, é fundamental para a desconstrução coletiva de que os usos de um recurso aquático local pode ser sem controle.

Figura 4 - Fatores que contribuem para a degradação do Açude Cabeceiras

A – Carnaubal; B – Assoreamento da parede do açude; C – Presença de aguapé; D – Presença de aguapé e animais; E – Lavagem de roupas; F – Lavagem de animais

Sobre a percepção dos entrevistados em relação as causas da degradação do açude, 70% destes percebem a má utilização das águas como fenômeno causal. Os 30% restantes afirmam que estas atividades não poluem as águas, porém não sabem relacionar a degradação com uma causa principal. Durante a análise dos formulários, constatou-se que os entrevistados que não relacionam a má utilização como fenômeno de degradação, estão entre os 30% que não possuem escolaridade mínima.

Um resultado interessante sobre a disposição às práticas sustentáveis voltados ao açude, é que a maioria dos entrevistados (90%) são a favor e afirmam que participariam de movimentos ambientais em prol da conservação, os que não se disponibilizaram justificam-se pela falta de tempo. Esse dado é um reflexo do que discorre Pádua (1998), onde ele afirma que a opinião pública brasileira vem passando por um processo de “sensibilização ecológica”. Dado importante também, é que 90% dos entrevistados acham viável o Poder Público Municipal intervir no sentido de proibir a população de utilizar o açude de forma inadequada. Apenas 5% não concordam e 5% foram neutros. Wight (1993), em um dos seus princípios para fundamentar o desenvolvimento sustentável, ressalta que se deve promover a compreensão e as parcerias entre os diversos segmentos da sociedade, e isso pode incluir o governo, organização não governamentais, etc.

Os dados obtidos na Análise Microbiológica e Físico-Química da Água, realizados no Laboratório Central de Saúde Pública Dr. “Costa Alvarenga”, na Unidade Analítica de Bromatologia, apresentou os seguintes resultados (Tabela 1).

Tabela 1 - Análise microbiológica e física da água

Nome do ensaio

Tolerância

Resultado

Conclusão

Coliformes Totais

Ausência em 100ml

? 1600

Insatisfatório

Escherichia coli

Ausência em 100ml

? 1600

Insatisfatório

Cor

15?h

----

Satisfatório

Odor

Não objetável

Não objetável

Satisfatório

Sabor

Não objetável

Não objetável

Satisfatório

Turbidez

40 UT

5,91

Satisfatório

Det. Eletromét. Ph

6,0 a 9,5

7,6

Satisfatório

Alcalin. Hidróxidos

Zero

Zero

Satisfatório

Alcalin. Bicarbon.

250 mg/l

22,0 mg/l

Satisfatório

Alcalin. Carbonatos

120 mg/l

Zero

Satisfatório

Determ. Cloretos

250 mg/l

30,96 mg/l

Satisfatório

Dureza Total

500 mg/l

16,0 mg/l

Satisfatório

Nitrog. Amoniacal

1,5 mg/l

Ausência

Satisfatório

Sulfatos

250 mg/l

Ausência

Satisfatório

Ferro

3,0

4,0

Insatisfatório

Fonte: Autores

Notou-se, nos ensaios observados, que a água apresentou resultados insatisfatórios com a presença de Coliformes Fecais, Escherichia coli ou Coliformes Termotolerantes e a presença do elemento químico Ferro fora dos padrões normais. Esses dados são confirmados no Manual de Saneamento do Ministério de Saúde, onde a água para ser potável deve conter um dos requisitos de ordem, que é não conter microorganismos patogênicos. Cupido (2003), afirma que alguns elementos químicos, em certos casos, são necessários à sobrevivência dos seres vivos. Contudo, isto só é verdade quando seu gradiente de concentração se encontra dentro dos limites necessários à ocorrência do metabolismo biológico, pois quando este gradiente passa a ser muito elevado ou durante um longo período, ao contrário, seu efeito é destrutivo às cadeias biológicas, e se estendendo sempre ao ambiente humano.

4 CONCLUSÃO

Com este trabalho, observou-se através das análises de água que existe um nível não desejável de parâmetros que indicam uma possível degradação de ordem antrópica e sanitária. Para além disso, através dos registros fotográficos e dos usos relatados pelos entrevistados, essa ação antrópica como elemento causal de uma degradação do Açude é confirmada, especialmente por usos que interferem de forma química no ecossistema local, como a lavagem de roupas e animais, por uma parte de população. Contudo, o cenário vislumbra um processo de conscientização por parte dos entrevistados que percebem a importância do Açude Cabeceiras como bem ambiental local. Faz-se necessário mais estudos e intervenções por parte do poder municipal local, como a educação ambiental para a tomada de novas formas de uso.

REFERÊNCIAS

AGUIAR, R. B.; GOMES, J. R. C. (Orgs.). Projeto cadastro de fontes de abastecimento por água subterrânea, estado do Piauí: diagnóstico do município de Cabeceiras do Piauí. Fortaleza: CPRM - Serviço Geológico do Brasil, 2004, p. 15.

BRASIL. Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9985.htm. Acesso em: 28 de mar. 2016.

CUPIDO, L. R. Poluição das Águas. Disponível em: <http://www.profcupido.hpg.ig.com.br> Acesso em: 11. Fev. 2017.

FERREIRA. Cartilha da Água – Açudes. Disponível em: <http:/www.aguadebebersds.com.Br/contribuição/Ferreira/cap.4.htm>. Acesso em: 03. Jul. 2017.

HELLER, L.; PÁDUA, V. L. Abastecimento de água para o consumo humano. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2006.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo demográfico. Rio de Janeiro: IBGE, 2010.

MARICATO, Ermínia. Brasil, cidades: alternativas para a crise urbana. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.

MINAYO, M. C. S. (Org.). Pesquisa social: teoria método e criatividade. 17ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994, p. 80.

MILLENNIUM ECOSYSTEM ASSESSMENT. Ecosystems and Human Well-Being: A Framework for assessment. Washington, D. C: Island Press, 2003, p. 245.

PÁDUA, J. A. A Natureza e o Projeto Nacional; As Origens da Ecologia Política no Brasil. In: Pádua, J. A. (org). Ecologia e Política no Brasil. Rio de Janeiro: Iuperj / Espaço e Tempo, 1988.

PRIMACK, R. B.; RODRIGUES, E. Biologia da Conservação. Londrina: E. Rodrigues, 2001, p. 328.

SUASSUNA, J. A Pequena e Média Açudagem no Semiárido Nordestino: uso da água para produção de alimentos. Disponível em: <http://www.fundaj.gov.br/index.php?option=com_content&id=756&Itemid=376>. Acesso em: 11. maio.2017.

WIGHT, P.A. Sustainable ecotourism: balancing economic, environmental and social goals within an ethical framework. Journal of Tourism Studies, v. 4, n. 2, p. 54-66, 1993.



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