ISSN 1678-0701
Número 62, Ano XVI.
Dezembro-2017/Fevereiro-2018.
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11/12/2017O PARQUE ESTADUAL DO TURVO/RS COMO ESTRATÉGIA PARA A DISSEMINAÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL  
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Revista Educação ambiental em Ação 33

O PARQUE ESTADUAL DO TURVO/RS COMO ESTRATÉGIA PARA A DISSEMINAÇÃO DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Vanessa Klein1, Adriano Cancelier2, Cassiano Vasconcelos dos Santos3, Viviane Klein4

1Pós-graduanda do Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental, Universidade Federal de Santa Maria (vanessaklein7@gmail.com)

2Professor do Departamento de Engenharia Química, Universidade Federal de Santa Maria

3Graduando do Curso de graduação em Agronomia, Universidade Federal de Santa Maria

4Graduanda do Curso de Gestão Ambiental, UNIASSELVI

 

 

Resumo: O presente trabalho buscou abordar como a existência de Unidades de Conservação, como o Parque Estadual do Turvo, localizado no município de Derrubadas/RS, pode proporcionar e auxiliar em uma maior disseminação de Educação Ambiental à população que o visita. A pesquisa foi realizada no Parque Estadual do Turvo, tendo como sujeitos de pesquisa os visitantes do mesmo. O levantamento das características dos visitantes foi realizado pela aplicação de um questionário auto administrado. Este foi entregue aos visitantes na forma impressa, sendo aplicado a 54 mulheres e 46 homens, totalizando 100 visitantes entrevistados. Os dados foram coletados nos dias: 12/11/2016, 23/12/2016 e 24/12/2016 e 21/01/2017, durante a parte da tarde. A análise dos dados foi realizada pela Técnica de Análises de Conteúdo. Os resultados demonstraram que a maioria dos visitantes entrevistados considera o Parque Estadual do Turvo um lugar interessante para se conhecer, proporcionando um bom passeio e que possui infraestrutura adequada. Contudo, também observou-se que o Parque necessita de algumas melhorias na estrutura existente, além de outras que proporcionem maior comodidade aos visitantes. Por fim, este estudo constituiu uma contribuição de opiniões relevantes sobre o Parque Estadual do Turvo para a equipe do mesmo, este que pode ser levado em consideração na hora de se obter melhorias, tanto na parte de infraestrutura, como na parte de lazer para os visitantes do Parque. Diante disso, o presente trabalho se mostrou relevante, pois mostrou as potencialidades do Parque Estadual do Turvo, tanto na parte turística do Estado, como de agente disseminador de Educação Ambiental.

Abstract: This paper aims to address how the existence of Conservation Units, such as the Parque Estadual do Turvo (State Forest Park of Turvo), located in the county of Derrubadas/RS, can provide and assist in a greater dissemination of Environmental Education to the population that visit. The research took place in the Parque Estadual do Turvo, having as research subjects the visitors of the park. The survey of the characteristics of the visitors was carried out through the application of a self-administered questionnaire. This was delivered to visitors in printed form, being applied to 54 women and 46 men, totaling 100 visitors interviewed. Data were collected on November 12th, 2016, December 23rd and 24th, 2016, and January 21st, 2017, in the afternoon. The Content Analysis Technique was the basis of the data analysis, and the results showed that the majority of the interviewed visitors consider the Parque Estadual do Turvo an interesting place to meet, providing a good tour and having adequate infrastructure. However, it was also observed that the Park needs some improvements, besides others, in the existing structure, in order to provide greater comfort to the visitors. Finally, this study constituted a contribution of relevant opinions on the Parque Estadual do Turvo to the park’s team, which can be taken into account when improving both the infrastructure and the leisure for the visitors of the Park. Therefore, the present study proved to be relevant, since we were able to show the potential of the Parque Estadual do Turvo, both in the tourist part of the State, and as disseminating agent of Environmental Education.

Introdução

Atualmente atividades relacionadas ao campo ambiental vêm crescendo mundialmente. Nota-se uma preocupação, por parte das entidades públicas, em tentar promover mais espaços de discussão, formação e capacitação relacionados aos temas socioambientais.

A constante preocupação com o meio ambiente se amplificou internacionalmente devido à crescente degradação, e em alguns lugares do planeta, ao esgotamento dos recursos naturais presentes. A ONU, na década de 70, realizou três conferências significativas sobre este assunto, que estava tomando grandes proporções: em 1972 em Estocolmo, em 1975 em Belgrado e em 1977 em Tbilisi. A partir destas conferências, a concepção de meio ambiente, anteriormente limitada a aspectos biológicos e físicos, expandiu-se e começou a englobar também o meio social, econômico e cultural, e principalmente começou a considerar a interação entre todos estes meios (SÃO PAULO, 1991).

Devido a esta grande relação entre os aspectos sociais, econômicos e culturais, que se tem a preocupação de como atuar perante o meio ambiente, pois o mesmo necessita ser respeitado e preservado, para futuramente prevenirmos um caos global. Para reduzirmos os impactos ambientais precisamos nos conscientizar que o meio ambiente é dependente das ações do ser humano e, portanto, faz-se necessário, analisar nossas atitudes e tentar proporcionar mudanças no meio em que vivemos.

De acordo com Capra (2002), para conseguirmos essas mudanças necessitamos aplicar uma Alfabetização Ecológica, pois assim, podemos sensibilizar as gerações presentes e futuras a criarem uma percepção ambiental, de leitura e interpretação do meio ambiente em que vivemos. Para que isso aconteça, é indispensável proporcionar um pensamento mais crítico sobre a Educação Ambiental, "situando o ambiente conceitual e político onde a educação ambiental pode buscar sua fundamentação enquanto projeto educativo que pretende transformar a sociedade" (CARVALHO, 2006, p. 158).

A educação ambiental é um processo capaz de promover uma maior percepção crítica e global às pessoas, pois mostra diferentes valores e consegue desenvolver atitudes que permitem a população participar e se posicionar diante de questões relacionadas ao meio ambiente, como conservação e utilização dos recursos naturais, melhora da qualidade de vida, erradicação da pobreza extrema e sobe o consumismo atual desenfreado (MEDINA, 1998).

Neste caso, o desenvolvimento de práticas educativas de educação ambiental se torna uma estratégia para a reversão do processo da degradação e para a conservação e uso racional dos recursos naturais existentes em nosso planeta. Neste sentido em que o objetivo fundamental da educação ambiental, foi descrito na conferência internacional da ONU, no ano de 1977 em Tbilisi:

Fazer com que os indivíduos e as coletividades compreendam a natureza complexa do meio ambiente natural e do criado pelo homem, resultante da interação de seus aspectos biológicos, físicos, sociais, econômicos e culturais, e adquiram os conhecimentos, os valores, os comportamentos e as habilidades práticas para participar responsável e eficazmente na preservação e na solução dos problemas ambientais e na questão da qualidade do meio ambiente (SÃO PAULO, 1991).

Diante disso, as unidades de conservação surgem para tentar resgatar das pessoas o senso de preservação e de cuidado com o meio ambiente, pois além de proporcionar um momento de paz e reflexão, permite às pessoas a se comunicarem e admirarem a natureza.

As unidades de conservação abrangem, entre outros exemplos, as estações ecológicas e os parques estaduais, estes que são áreas naturais que possuem proteção especial, onde ainda existe um patrimônio natural significativo. As estações ecológicas precisam ter necessariamente 90% de sua área totalmente preservada, já os 10% restantes podem ser utilizados para atividades de educação ambiental e para a pesquisa científica. Os parques estaduais protegem as áreas que possuem espécies de animais e vegetais, e também outros recursos naturais, estes que possam ser de interesse educativo, científico ou recreativo, sua principal característica é permanecerem abertos à visitação pública, ao contrário das estações ecológicas (SÃO PAULO, 1991).

Em um guia elaborado pelo estado de São Paulo (1991), são comentados os vários motivos que tornam as Unidades de Conservação locais privilegiados para o desenvolvimento de atividade de educação ambiental:

Um deles é a qualidade única destes espaços serem laboratórios vivos onde o visitante entra em contato direto com diferentes ecossistemas que ainda podem ser conhecidos e compreendidos. Cabe ressaltar também que existe uma grande influência de público nestes locais em busca de lazer e contato com a natureza, público este que pode e deve ser sensibilizado em relação à importância da questão ambiental. Por último, há que destacar a presença da população que vivem no entorno e que pode exercer um importante papel na fiscalização e conservação das Unidades. Por estes motivos, as Unidades de Conservação apresenta-se como espaço facilitador e enriquecedor para o desenvolvimento de diversos programas de educação ambiental (SÃO PAULO, 1991).

Sabemos que os recursos naturais e a biodiversidade são essenciais para a existência da humanidade. Devemos introduzir, em nossa sociedade, meios possíveis para gerar uma sustentabilidade tanto local como regional, a fim de tentar salvar a natureza silvestre que ainda resta. Diante disso, os espaços protegidos na forma de Unidades de Conservação (UCs) ganham importância como sendo uma das mais importantes, referenciados por vários cientistas contemporâneos (ARAÚJO, 2007).

Dessa forma, as Unidades de Conservação são ótimos lugares para se aprender e vivenciar a educação ambiental, pois como comenta Costa (2002), o principal objetivo básico das Unidades de Proteção Integral é preservação da natureza, somente sendo utilizado o uso indireto dos seus recursos naturais.

Os espaços preservados das cidades e dos estados, entre eles as Unidades de Conservação, como o Parque Estadual do Turvo, oferecem aos moradores e aos visitantes várias possibilidades de desenvolver e de conhecer atividades referentes à educação ambiental. Neste sentido, a exploração turística, que é a base do Parque Estadual do Turvo, mostra-se como mediador de interações entre as pessoas e o meio ambiente.

O Parque Estadual do Turvo/RS atua como facilitador deste meio, tornando-o uma importante área natural da cidade, do estado e do país, tendo como missão contribuir para conservação e preservação ambiental.

Diante disso, as informações a serem coletadas proporcionarão um maior conhecimento sobre os visitantes que frequentam o Parque, além de evidenciar quais são os aspectos ambientais mais relevantes do mesmo. Estes dados auxiliarão para futuramente transformar o Parque Estadual do Turvo em um lugar de referência de disseminação de Educação Ambiental.

Assim sendo, o presente trabalho buscou abordar como a presença de Unidades de Conservação, neste caso, o Parque Estadual do Turvo, pode proporcionar e auxiliar em uma disseminação de Educação Ambiental a população.

Metodologia

De acordo com os objetivos a serem alcançados, optou-se por uma pesquisa descritiva, onde Silva e Menezes (2000, p.21) comentam que:

A pesquisa descritiva visa descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. Assume, em geral, a forma de levantamento.

Em consonância, Mattar (1999) comenta que este tipo de pesquisa pode ser utilizado quando o objetivo do estudo for descrever características, comportamentos e variáveis de grupos de uma população específica.

A pesquisa do presente estudo, portanto, é descritiva, por descrever algumas características e opiniões dos visitantes do Parque Estadual do Turvo, este localizado no município de Derrubadas, estado do Rio Grande do Sul.

A análise dos dados qualitativos, obtidos pela aplicação do questionário auto administrado, foi feita através da Técnica de Análises de Conteúdo, que segundo Bardin (1977):

Um conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter, por procedimentos, sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens (1977, p.43).

De modo que a técnica de análise de conteúdo trabalha com os dados coletados, objetivando a identificação do que está sendo dito a respeito de determinado tema (Vergara, 2005), temos a necessidade da descodificação do que está sendo comunicado.

A técnica para a análise dos dados envolve diversas etapas a fim de obter significado para os dados coletados (ALVES-MAZZOTTI e GEWANDSZNAJDER, 1998; CRESWELL, 2007; FLICK, 2009; MINAYO, 2001), por este motivo, resolveu-se utilizar como base as etapas da técnica segundo Bardin (2006), esta que está organizada em três etapas: 1) pré-análise, 2) exploração do material e 3) tratamento dos resultados, inferência e interpretação.

A pesquisa foi realizada no Parque Estadual do Turvo, tendo como sujeitos de pesquisa, os visitantes do mesmo. O levantamento das características do grupo estudado foi realizado por aplicação de um questionário auto administrado, ou seja, que foi preenchido pelo visitante do Parque Estadual do Turvo.

O questionário aplicado no presente estudo foi entregue aos visitantes na forma impressa, a fim de fazer um levantamento dos dados necessários. Para a pesquisa foi selecionado um questionário, por vários motivos: pois o mesmo tem um custo baixo de produção, por proporcionar um meio de padronizar as perguntas feitas aos visitantes, por facilitar a análise dos dados e por manter os visitantes no anonimato.

A pesquisa buscou elucidar, através do questionário, várias informações referentes aos visitantes do PET, como: lugar de origem dos mesmos, opiniões sobre infraestrutura do Parque, que melhorias o mesmo necessita, entre várias outras questões relevantes para o PET.

O questionário foi aplicado a 100 visitantes do PET, 54 mulheres e 46 homens. O levantamento das informações e opiniões dos visitantes foram coletados nos dias: 12 de novembro de 2016, 23 e 24 de dezembro de 2016 e 21 de janeiro de 2017, durante a parte da tarde, pois é o turno em que os visitantes estão retornando do seu passeio pelo Parque.

Resultados

Partindo-se da análise dos questionários respondidos pelos visitantes após a visita do PET, foi possível tomar conhecimento de algumas informações, opiniões e de sugestões dos visitantes sobre o Parque.

Foram entrevistados visitantes de diferentes lugares do Brasil e da América do Sul: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e da República do Paraguai.

Constatou-se que a maioria dos entrevistados é do Estado do Rio Grande do Sul, totalizando 56% de visitantes. Pode-se notar, que a maioria dos visitantes, cerca de 43% dos entrevistados, são residentes na região noroeste do estado do Rio Grande do Sul.

O estado de Santa Catarina contribuiu com 24% dos visitantes entrevistados. Constatou-se, que a maioria dos visitantes de Santa Catarina, cerca de 18% dos entrevistados, são da região do extremo oeste Catarinense, provavelmente devido à maior proximidade ao parque.

O restante dos entrevistados eram oriundos dos estados do Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia e na República do Paraguai, totalizando 5%, 6%, 1%, 2%, 2%, 2% e 2%, respectivamente.

A Figura 1 apesenta a distribuição etária dos visitantes do PET entrevistados. Ao observar os dados apresentados na Figura 1, pode-se notar que a grande maioria dos visitantes do PET, cerca de 50%, tem idade variando entre 26 e 41 anos. Na sequência, têm-se os visitantes entre 18 e 25 anos, com 16% do total de entrevistados.

Figura 1 – Gráfico com informações referente a faixa etária dos visitantes do  PET.

De acordo com a Figura 2, percebe-se que as tecnologias estão auxiliando muito para a divulgação do PET. A maioria das informações colhidas pelos visitantes se deu por meio da internet, da TV e do rádio, comprovando que atualmente as mídias tecnológicas estão nos ajudando muito com a divulgação e amostra de lugares turísticos, como neste caso o PET.

 

Figura 2 - Gráfico com informações de como os visitantes ficaram sabendo do PET.

Observa-se a partir dos dados classificados na Figura 3, que os visitantes do PET preferem visitar o Parque juntamente da sua família, mostrando que o Parque é considerado pelos visitantes um lugar acolhedor e apto para passear com a sua família, pois o contato com a natureza proporciona um ambiente prazeroso e agradável.

Figura 3 - Gráfico com informações de com quem os visitantes vieram ao PET.

Percebe-se a partir das opiniões coletadas dos visitantes, de acordo com a Figura 4, que a impressão que os mesmos levaram do PET foi muito boa. Isto se deve, naturalmente, pela beleza e pela tranquilidade imensurável que o Parque proporciona aos visitantes.

Figura 4 - Gráfico com a impressão dos visitantes sobe O PET.

Observa-se que os visitantes do PET consideraram muito boas as trilhas existentes no Parque, de acordo com a Figura 5, o que demonstra como o trabalho realizado pela equipe do Parque em proporcionar aos visitantes outras atividades no mesmo está dando certo, porém há uma pequena parcela, em torno de 2% que consideraram as trilhas indiferente ou ruim, comprovando que sempre há a necessidade de melhorar as opções de lazer do Parque.

Figura 5 - Gráfico com a impressão dos visitantes sobre as trilhas que existem no PET.

A maioria dos visitantes entrevistados acharam boa a infraestrutura do Parque, de acordo com a Figura 6, e quando foram perguntados se necessitava de algo a ser melhorado no Parque, a maioria dos visitantes responderam positivo, cerca de 37% dos entrevistados,  o que indica que além do Parque possuir uma boa infraestrutura, ainda há muito que pode ser melhorado. Várias foram às indicações de melhora para o PET, como por exemplo: possuir velocidade máxima nas estradas do PET; aumentar a área construída no PET, destinada aos visitantes, como quiosques, banheiros; possuir um espaço que tenha a venda de alimentos e de água para os visitantes consumirem; ampliar e criar mais trilhas; possuir acessibilidade para cadeirantes e PCD; disponibilizar água potável aos visitantes, tanto no ponto de entrada, como na parte de visitação do Salto do Yucumã; proporcionar um ambiente de informação sobre o PET, relatando sobre história do mesmo, sobre o material que possui no acervo, entre outros.

Figura 6 - Gráfico com opiniões sobre a infraestrutura do PET.

Além disso, uma das perguntas do questionário pedia aos visitantes se eles gostaram da visita ao PET, e as respostas foram unânimes, todos os visitantes entrevistados gostaram da visita, e confirmaram que retornariam em outra oportunidade para visitar novamente o mesmo.

De acordo com a Figura 7 a maioria dos visitantes, 71%, teve o intuito de conhecer o PET, indicando que o PET está alcançando pessoas de lugares diferentes e que não o conheciam. Também está evidenciado, com 18% dos entrevistados, que muitas pessoas gostam de vir ao parque para passar o dia em contato com a natureza, para descansar e usufruir das belezas naturais do PET.

Figura 7 - Gráfico com o intuito da visita ao PET pelos visitantes.

Por fim, as duas últimas questões do questionário, pediam a opinião dos visitantes sobre a importância da existência e da manutenção do PET e se o parque era um meio de aprendizagem ambiental. Nas duas questões as respostas foram unânimes, onde 100% dos visitantes entrevistados confirmaram que a existência do parque é muito importante, tanto para a população, como para a flora e para a fauna. Além disso, os visitantes constataram que o parque é muito importante para uma aprendizagem ambiental, pois o mesmo proporciona um ambiente agradável e acolhedor, em que os visitantes podem usufruir de todos seus espaços e avistar belezas diferentes e raras, gerando uma sensibilização e uma percepção de como a natureza e o ambiente em que vivemos, é muito importante para as nossas vidas atuais e futuras.

Discussão

O presente estudo buscou evidenciar a importância do Parque Estadual do Turvo como facilitador do processo de disseminação em educação ambiental no Estado. O principal objetivo deste trabalho foi o de verificar e analisar as opiniões dos visitantes do PET referente ao Parque, após a visita dos mesmos.

Através do questionário foi possível conhecer melhor os visitantes do Parque, buscando informações relevantes dos mesmos, como lugares de origem e faixa etária, informações estas importantes para o acervo do Parque. Os questionamentos feitos aos visitantes serviram como um apontador de tópicos sobre a infraestrutura do Parque, como também de melhorias que o mesmo necessita melhorar para melhor atender os visitantes, como por exemplo: aumentar a área construída no PET, destinada aos visitantes, como quiosques, banheiros; possuir um espaço que tenha a venda de alimentos e de água para os visitantes consumirem; ampliar e criar mais trilhas; possuir acessibilidade para cadeirantes e PCD; disponibilizar aos visitantes, água para os mesmos beberem, tanto no ponto de entrada, como na parte de visitação do Salto do Yucumã; disponibilizar mais guias para acompanhamento dos visitantes em trilhas, no Salto do Yucumã, entre outros.

Por fim, este estudo constituiu uma vasta gama de opiniões relevantes sobreo PET. Revelou-se muito importante, pois indicou as várias potencialidades do Parque, tanto como sendo um dos pontos turísticos mais belos do Estado, como sendo uma Unidade de Conservação que almeja uma disseminação de Educação Ambiental. Também indicou vários tópicos e sugestões que podem ser levados em consideração na hora de se obter melhorias na parte de infraestrutura, e na parte de lazer para os visitantes do Parque, proporcionando uma maior comodidade e satisfação aos visitantes do mesmo.

Portanto, estes dados gerados a partir deste trabalho proporcionarão para a Equipe diretiva do Parque uma gama de sugestões tanto para a melhoria, como para um maior crescimento do Parque, para que o mesmo continue fascinando e agradando os visitantes do estado, do país e do mundo agora e nas gerações futuras.

Bibliografia

ALVES-MAZZOTTI, A. J.; GEWANDSZNAJDER, F. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa.2 ed. São Paulo: Pioneira, 1988.

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BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70, 1977.

BARDIN, L. Análise de conteúdo (L. de A. Rego & A. Pinheiro, Trads.). Lisboa: Edições 70, 2006.

CAPRA, F.A Teia da Vida. São Paulo: Cultrix, 2002.

CARVALHO, I. C. M. Educação ambiental: a formação do sujeito ecológico. 2.ed. São Paulo: Cortez, 2006.

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CRESWELL, J. W. Projeto de pesquisa: métodos qualitativo, quantitativo e misto. 2 ed. Tradução de Luciana de Oliveira Rocha. Porto Alegre: Artmed, 2007.

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MATTAR, F. N. Pesquisa de marketing: metodologia, planejamento. 5. ed. São Paulo: Atlas, 1999. 1 v.

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SÃO PAULO (Estado). Secretaria do Meio Ambiente. Coordenadoria de Educação Ambiental. Educação ambiental em unidades de conservação e de produção. São Paulo, 1991. 103p. (Séries Guias)

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VERGARA, S. C. Método de pesquisa em administração.São Paulo: Atlas, 2005.



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