ISSN 1678-0701
Número 62, Ano XVI.
Dezembro-2017/Fevereiro-2018.
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11/12/2017APROXIMAÇÃO ENTRE PESSOAS E SABERES SOBRE O MEIO AMBIENTE NO CONTEXTO DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA  
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Revista Educação ambiental em Ação 33

APROXIMAÇÃO ENTRE PESSOAS E SABERES SOBRE O MEIO AMBIENTE NO CONTEXTO DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

Cristiana de Cerqueira Silva Santana1, Marcos Fábio Oliveira Marques1, Tatyane da Silva Moraes1, Maria José Souza Pinho1, Ana Paula Penha Guedes1, Marta Maria Oliveira Santana1, Álvaro Luís Müller da Fonseca1, Rosana da Silva Peixoto1

1Departamento de Educação, Universidade do Estado da Bahia – Campus VII.

 

Resumo: Dentre os três principais pilares da Universidade (ensino, pesquisa e extensão) a extensão tem sido a que apresenta maior dificuldade em se estabelecer, embora seja de crucial importância para o desenvolvimento social. O artigo aborda uma breve introdução sobre essa questão e aponta ações extensionistas em Educação Ambiental e Patrimonial, Educação científica em Micologia, Ecologia de Peixes, Zoologia, Saúde Animal e em Saúde Pública e Preventiva as quais estão relacionadas ao curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade do Estado da Bahia – Campus VII. Essas iniciativas visam aproximar a Universidade de escolas do ensino básico e de comunidades, sejam rurais ou urbanas, e estão em curso no âmbito das relações de inclusão, aproximação e de colaboração entre a Universidade e a comunidade.

Abstract: There are three main pillars on the University (teaching, research and extension), among which the extension has been the most difficult to held, in spite of its vital importance for social development. This article approaches on short introduction about that issue and points out extension actions in Environmental and Heritage Education, Scientific Education in Mycology, Fish Ecology, Zoology, Animal Health, and in Preventive and Public Health, which are related to the course of Licentiate in Biological Sciences of the University of the State of Bahia - Campus VII. These initiatives focus on strengthening the relation among the University and the primary and community schools, whether rural or urban. At the same time, those initiatives are underway in the framework of the inclusion, approximation and collaboration policies concerned the University and the community.

Introdução

Conforme o Plano Nacional de Extensão Universitária, “a Extensão Universitária é o processo educativo, cultural e científico que articula o Ensino e a Pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre Universidade e Sociedade” (BRASIL, 2000/2001: 5). Esse processo deve se dar preferencialmente de maneira a atender as necessidades de conhecimentos educativos, técnicos, de saúde, bem como daqueles voltados aos direitos humanos e culturais da nossa sociedade.

Estabelecer definitivamente a extensão universitária tem sido um dos objetivos e desafios das universidades públicas brasileiras há décadas, contudo, isso tem apresentado alguns entraves, embora sua institucionalização e inclusive curricularização estejam em debate e tornando-se realidade.

Para De Paula (2013), um dos grandes problemas em se estabelecer a extensão, enquanto política educacional, apresenta eco na dificuldade que as universidades têm em compreendê-la e assimilá-la. O autor destaca que isso decorre do fato de a extensão ser relativamente recente, por sua aptidão natural à interdisciplinaridade, por se realizar, majoritariamente, fora dos espaços formais das universidades e dos laboratórios, bem como pelo fato de estar voltada ao acolhimento das necessidades de informação de um público externo e bastante diversificado.

De Paula (ib.), ao discorrer sobre as dificuldades da implementação da extensão pelas universidades, destaca:

De fato, as dificuldades conceituais e práticas da justa compreensão e implementação da extensão universitária decorrem, em grande parte, do fato de a extensão se colocar questões complexas, seja por suas implicações político-sociais, seja por exigir postura intelectual aberta à inter e à transdisciplinaridade, que valorize o diálogo e a alteridade (DE PAULA, 2013: 6).

As licenciaturas, devido à própria inclinação à interdisciplinaridade e ao trato com o público, têm sido mais atuantes nas ações extensionistas de universidades públicas. Ademais, os bacharelados, tais como os cursos das áreas de saúde e de direitos humanos, bem como as áreas das tecnologias, têm tido também papel relevante. Essa é uma realidade que se pode constatar claramente nos Congressos de Extensão, a exemplo dos encontros dos CBEU (Congresso Brasileiro de Extensão Universitária), levando em conta a quantidade de trabalhos apresentados por área nos sete congressos até então realizados.

Porém, é importante salientar que mesmo nas licenciaturas, as quais compreendem cursos voltados ao aproveitamento dos conhecimentos para o ensino, observam-se, ainda fortemente, a resistência de professores e pesquisadores em dialogar com as comunidades. Nesse cenário, muitos grupos de professores/pesquisadores se destinam exclusivamente aos seus estudos de aplicação estritamente acadêmicos. No espaço universitário tem sido comum a formação de guetos, nos quais a circulação de informações traçam contornos em volta de si mesmos, afastando assim a comunidade geral de muitos conhecimentos.

Cabe primariamente às instituições públicas superiores de ensino e pesquisa, a adesão cada vez maior a esses processos extensionistas, já que são, conforme Brasil (2000/2001: 2), “entidades criadas para atender às necessidades do país”, nesse sentido, seus professores e técnicos, enquanto servidores públicos de educação e pesquisa, bem como os alunos, enquanto participes dos conhecimentos gerados nessas instituições, podem proporcionar à sociedade conhecimentos e informações que melhorem a qualidade de vida das comunidades.

Desde a sua origem no ano de 1983, a Universidade do Estado da Bahia (UNEB) tem mostrado grande aptidão em exercer a extensão universitária. É uma Universidade de sistema multicampi existindo fisicamente em todas as regiões do Estado, em municípios-chave. A UNEB é, dentro dos domínios do estado da Bahia, a maior instituição pública de ensino superior. A sua ampla interiorização permitiu uma eficiente capilarização na sociedade baiana, possibilitando, assim desde o seu início, que as atividades estivessem diretamente relacionadas à missão social que desempenha.

A UNEB está presente em 24 municípios baianos, de modo a contribuir na diminuição da dívida social desta Universidade pública com a população dessas localidades e circunvizinhanças atendidas, o que permite às comunidades dos interiores baianos e, em especial do campo, o acesso à educação superior, criando oportunidades e iniciativas que reduzem significativamente a migração para os grandes centros urbanos.

Em suas ações, a UNEB vem incentivando sempre a relação com a população local e, consequentemente, a extensão. Ademais, cabe aqui destacar que:

Além dos Campi, a UNEB está presente na quase totalidade dos 417 municípios do estado, por intermédio de programas e ações extensionistas em convênio com organizações públicas e privadas, que beneficiam milhões de cidadãos baianos, a maioria pertencente a segmentos social e economicamente desfavorecidos e excluídos. Alfabetização e capacitação de jovens e adultos em situação de risco social; educação em assentamentos da reforma agrária e em comunidades indígenas e quilombolas; projetos de inclusão e valorização voltados para pessoas deficientes, da terceira idade, GLBT, entre outros, são algumas das iniciativas que aproximam a universidade da sociedade (UNEB, 2017, p. 1).

O Campus VII da UNEB está situado no município de Senhor do Bonfim, na região Centro Norte do estado da Bahia, e este texto aborda justamente as ações extensionistas ocorridas dentro do curso de licenciatura em Ciências Biológicas deste Campus.

Dentro dos Anais dos congressos de extensão universitária, por exemplo, se observam muitas ações relacionadas ao tema meio ambiente e à educação ambiental, sempre tão necessária à formação de cidadãos preocupados com as condições de sobrevivência e bem estar em nosso planeta, contudo, pouca coisa ou quase nada observamos a respeito da educação biológica voltada à micologia (fungos), às zoonoses (relação de saúde entre animais e humanos), à ecologia de peixes, zoologia, à saúde pública e preventiva e à paleontologia, evolução e arqueologia. Nesse contexto, apresentamos a seguir os Projetos e as ações extensionistas nas áreas mencionadas e que têm sido realizadas no âmbito da UNEB – Campus VII. Assim, nosso objetivo é relatar alguns projetos e ações de extensão universitária em educação ambiental e científica, desenvolvidos e em andamento, junto a comunidades do campo e urbanas do semiárido baiano e que estão sendo executadas por professores, técnicos e alunos do curso de Biologia desse campus.

Educação Ambiental: Projeto recicla óleo

Uma das áreas prioritárias na articulação da Extensão Universitária é a preservação e sustentabilidade do meio ambiente (BRASIL, 2012). É nesse sentido que a Educação Ambiental (EA), desenvolvida pelos projetos extensionistas desenvolvidas pelo Laboratório Interdisciplinar de Ensino de Biologia, atua como instrumento de sensibilização da comunidade e promoção de ações para o enfrentamento de questões desafiadoras que envolvem aspectos ambientais, sociais e econômicos.

As ações são pautadas nos conceitos de sustentabilidade e mobilização social, numa perspectiva interdisciplinar, estabelecendo uma relação orgânica entre a sociedade e a academia. Essa estratégia propõe a construção do conhecimento no processo de conservação da natureza, à medida que a sociedade participa de ações mitigadoras de conservação e preservação dos recursos naturais (MEDINA; SANTOS, 2001).

Os projetos de extensão tiveram início em 2014 com a finalidade de realizar atividades de EA, cujas ações sensibilizassem a comunidade dos municípios de Jaguarari, Senhor do Bonfim e Itiúba, localizados na região norte da Bahia, para os impactos causados pelos resíduos de óleo de cozinha descartados indevidamente. A educação ambiental proposta aqui se apoia na metodologia construtivista, pois permite compartilhar atitudes que minimizem os efeitos negativos dos impactos causados pelos resíduos do óleo de cozinha, com o simples hábito de repensar, reduzir, reutilizar, reaproveitar e reciclar.

Iniciamos o projeto nas escolas municipais e estaduais, passamos pelo setor gastronômico com donos de lanchonetes e finalizamos com grupo de mulheres (PINHO; SANTOS, 2017).

A metodologia utilizada inicialmente foi a sensibilização dos estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental acerca dos impactos causados pelo descarte inadequado do óleo de cozinha, utilizando atividades lúdicas. Esses alunos frequentam lanchonetes próximas à escola e também havia a presença de familiares desses alunos que eram proprietários de boxes de lanchonetes, potenciais produtores de óleos residuais. Desta forma, partimos para a ação junto aos proprietários dessas lanchonetes. E para finalizar a estratégia metodológica, realizamos uma oficina com mulheres do grupo de oração das igrejas católica e evangélica, porque percebemos a possibilidade de geração de renda com a produção de sabão (Figura 1).

Figura 1 -- Oficina de sabão com grupo de mulheres e sensibilização com alunos do ensino fundamental.

 

Esses projetos de extensão incentivaram a conscientização ambiental, promoveram a relação harmônica entre comunidade e academia e ainda valorizaram o ensino. Assim, atividades de extensão, aliadas a pesquisa e ao ensino que envolvem questões ambientais são uma forma de ambientalizar o currículo do curso de graduação em ciências biológicas, já que as universidades devem estruturar suas ações através do princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão (MOITA; ANDRADE, 2009).

Podemos dizer que a proposta de reciclagem de óleo residual de frituras dependeu da participação da comunidade. Todas as coletas realizadas, as informações e reflexões foram muito importantes para que as pessoas adquirissem uma maior consciência sobre os problemas advindos da disposição dos resíduos sólidos no meio ambiente.

Entendemos que os processos formativos devem dinamizar ações direcionadas à contextualização nas aprendizagens, à indissociabilidade entre educação e prática social, à sustentabilidade ambiental, à valorização da pesquisa e da convivência social, fundamentos necessários nos processos educativos.

Educação Micológica: a importância dos fungos

O Laboratório de Estudos Moleculares e Micológicos (LEMM) em 2008 iniciou o projeto “Do Laboratório Microbiológico as salas de aula de Ciências e Biologia”, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB) que levou atividades práticas e mostra de fungos para escolas de Senhor do Bonfim-BA. Esse projeto engajou uma série de alunos da licenciatura em Ciências Biológicas que tiveram a experiência de atuarem nas escolas públicas da região e de serem bolsistas de extensão e desenvolverem seus trabalhos de conclusão de curso, bem como terem uma parte da carga horária de seus estágios curriculares dispensados.

Após esta experiência foram engajados vários licenciandos em Ciências Biológicas como bolsistas de extensão nos projetos: “Do Laboratório microbiológico as salas de aulas: uma proposta de construção de atividades sobre fungos e micro-organismos para o Ensino de Ciências”; “Coleção de fungos do semiárido: além das paredes do laboratório”; “Fungos do semiárido: materiais contextualizados para o ensino de Ciências e Biologia” e “As Micoses vão às escolas: desmistificando as crendices populares”. A partir destas experiências verificamos a necessidade de que estas ações alcançassem os futuros professores em formação e não contemplasse apenas alguns dos licenciandos, como vinha acontecendo.

Nesse sentido, foi criado o Espaço Ciência Micológica: Educação, Conhecimento e Interação (Figura 2), estrutura fixa na UNEB, Campus VII - Senhor do Bonfim, que desde sua criação, em 2015, visa apresentar a ciência de modo acessível à comunidade geral, estudantes da educação básica, técnica e superior, assim como a todos interessados. O Espaço encontra-se organizado em exposição permanente, temporárias e itinerantes, além disso, desenvolve recursos didáticos, promove cursos e serve como campo de estágio em espaços não formais e estágio supervisionado em ciências e biologia, proporcionando a divulgação científica de forma lúdica e prazerosa. Desse modo, se constrói um espaço colaborativo de saberes e formação dos licenciandos em Ciências Biológicas capazes de articular os conhecimentos, os avanços científicos e o exercício da cidadania.

Figura 2 -- Banner de divulgação do Espaço Ciência Micológica.


A proposta de utilização do Espaço Ciência Micológica abriu campo para a Universidade e os licenciandos dos mais diversos cursos, com destaque para os de Ciências Biológicas aplicarem seus conhecimentos no campo do componente Biologia dos Fungos e Prática Pedagógica e Estágio Supervisionado, bem como nas AACC - Atividades acadêmicas, científicos e culturais, previstas no projeto de curso.

A indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão está vinculada ao processo de formação de pessoas e de geração de conhecimento, permite aos professores instituírem-se enquanto sujeitos dos processos de ensino e aprendizagem, e proporciona apreenderem conhecimentos teóricos e práticos, conferindo uma dimensão de inserção social mais efetiva, tendo em vista a realidade das comunidades. Compromissada com a disseminação do conhecimento científico e com a formação de profissionais capazes de responder aos desafios da sociedade, a UNEB tem em seu histórico se preocupado em promover a inclusão social desenvolvendo ações que visam o resgate cultural e a inserção da comunidade no meio acadêmico.

Integrando conhecimentos de Paleontologia, Evolução e Arqueologia

As ações extensionistas nas áreas da Paleontologia, Evolução e Arqueologia vêm sendo desenvolvidas desde o ano de 2007, no âmbito do Projeto Patrimônio e tendo como suporte físico réplicas de fósseis e de artefatos arqueológicos, bem como vestígios das coleções didáticas, além de maquetes e materiais educativos do Laboratório de Arqueologia e Paleontologia. Essas ações têm sido realizadas com a colaboração de alunos da graduação e da pós-graduação cujos temas de trabalhos de conclusão de curso estejam alinhados com essas ações de extensão, estagiários de iniciação científica, bem como monitores de extensão e de ensino. Envolvem-se nessas atividades também alunos das disciplinas ‘Paleontologia’ e ‘Estudos Evolutivos das Geosferas’, que têm nessas atuações parte das suas avaliações nesses componentes curriculares.

A região Norte da Bahia é o locus da UNEB-Campus VII, e é nessa região onde a maior parte das ações do Projeto Patrimônio se desenvolve. Essa região é especialmente rica em sítios paleontológicos (principalmente de mamíferos pleistocênicos) e arqueológicos, desses últimos destacam-se os de arte rupestre. Contudo, esses locais têm sido desde muito tempo, alvo de ações de vandalismos e outras de cunho degradantes cuja origem reside na carência de educação patrimonial das comunidades que interagem com esses sítios (SILVA et al, 2015). Foi com base nessa grave constatação que o Projeto Patrimônio foi concebido e iniciou suas atividades dentro, e especialmente externamente ao espaço físico da Universidade e do município de Senhor do Bonfim.

Desde o início, o Projeto vem se desenvolvendo de forma a trocar conhecimentos com a comunidade, permitindo a itinerância do Projeto em atividades que incluem palestras e trocas de experiências, exposições museológicas, oficinas e cursos de formação de agentes comunitários em educação patrimonial, entre outras ações.

Desde a sua implantação, o Projeto já foi desenvolvido nos seguintes municípios e comunidades da região norte da Bahia: município de Senhor do Bonfim (comunidades de Passagem Velha e Missão Indígena do Sahy), município de Campo Formoso (comunidades de Tiquara, Quilombola de Lage dos Negros, Queixo d’anta, Bicas, Borges e Lagoa de São Francisco), Antônio Gonçalves (comunidade Quilombola de Jibóia), Jaguarari (comunidade de Lajedo), Andorinha (comunidade de Caldeirãozinho d’água), município de Curaçá (comunidades de Poço de Fora e Suçuarana). Vale salientar que o Projeto também atua em outras regiões do estado.

As atividades realizadas incluem estudantes e a comunidade em geral e as situações educativas constam de exposições, palestras, cursos, oficinas de pintura, oficinas de modelagem, uso de filmes e de jogos educativos, bem como exposições itinerantes (Figura 3).

As atividades do Projeto Patrimônio abrangem, além dessas atividades itinerantes nas comunidades e escolas do campo, também a manutenção constante de exposição arqueológica e paleontológica na sede do Laboratório de Arqueologia e Paleontologia da UNEB, no município de Senhor do Bonfim, que fica aberta ao público e às escolas para visitação com agendamento antecipado.

Figura 3 -- Exposição itinerante de fósseis, artefatos arqueológicos e oficinas de pintura realizadas em escolas de ensino fundamental da região norte da Bahia.

Ademais o Laboratório mantém um blog com informações sobre as pesquisas desenvolvidas e informações educativas. As ações têm surtido efeitos principalmente no que concerne ao retorno das comunidades referentes a posicionamentos protecionistas quanto ao patrimônio cultural arqueológico e paleontológico de suas comunidades.

Educação em Ecologia de Peixes e Museu de Zoologia

O Laboratório de Ecologia de Peixes/Museu de Zoologia (LEP/MZ) é um dos laboratórios mais novos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do DEDC VII da UNEB. A iniciativa da criação do laboratório surgiu da necessidade de estabelecer um local apropriado para abrigar, manter e conservar as coleções científico-didáticas de Zoologia do Departamento, pois o material encontrava-se disperso em várias salas, desorganizado e sem manutenção sendo, portanto, subutilizado pelos professores nas aulas práticas. Nesse sentido, surgiu também a necessidade de se criar um sistema de gerenciamento informatizado das coleções científicas e didáticas depositadas no Campus, incluindo botânica, micologia, microbiologia, paleontologia, palinologia e zoologia.

Assim, com a concessão do espaço em novembro de 2015, todo o material didático zoológico foi acomodado no Laboratório de Ecologia de Peixes, que também foi nomeado de Museu de Zoologia, ganhando o nome Laboratório de Ecologia de Peixes/Museu de Zoologia (LEP/MZ) sendo um espaço comum para as atividades de ensino, pesquisa e extensão dos componentes Zoologia, Ecologia e disciplinas afins, como Biologia Marinha.

Após quase um ano de atuação, esse espaço tornou-se algo maior, pois, além das atividades de pesquisa desenvolvidas, têm-se as atividades práticas de ensino de algumas disciplinas da graduação e também, por meio das atividades de extensão, a contínua visitação das escolas da região. O contato direto com os exemplares permite aos visitantes um enriquecimento de saberes, possibilitando o treinamento de estudantes e professores do ensino básico.

Durante as visitas escolares utilizamos uma abordagem qualitativa a partir da técnica de observação participante, onde o levantamento de informações pressupõe convívio, compartilhamento de uma base comum de comunicação e intercâmbio de experiências com o outro através dos sentidos humanos. O LEP/MZ-UNEB, só no período de maio a outubro de 2016, por exemplo, recebeu um total de oito escolas do ensino público e particular da região, totalizando um público de 210 estudantes (Figura 4).

Figura 4 -- Visita dos alunos e professores das escolas da região no LEP/MZ entre maio a outubro de 2016. (a) alunos do ensino fundamental I; (b) alunos do ensino fundamental II.

Dos exemplares expostos, tem sido observado que os anfíbios desagradam a maioria dos visitantes, especialmente do sexo feminino, por não serem considerados animais carismáticos e bonitos, além das questões culturais agregadas. Os répteis, em especial as cobras, assim como os tubarões (Rhizoprionodon porosus), são os animais que mais instigaram a curiosidade dos visitantes com perguntas frequentes sobre a toxicidade e ataques a humanos, respectivamente. Entre os peixes ósseos, o cavalo-marinho (Hippocampus reidi) e o peixe-cofre (Acanthostracion polygonius) têm sido considerados os animais mais carismáticos da coleção.

No entanto, torna-se necessária a frequente manutenção desse material, de forma a manter a contínua divulgação sobre a importância ambiental dessas espécies.

Projeto de Preservação das comunidades de Anuros

Durante os anos de 2011 e 2012 foram desenvolvidas ações de educação ambiental dentro das atividades do Projeto de Pesquisa e Extensão “Distribuição Espacial e Temporal dos Anfíbios Anuros da cidade de Senhor do Bonfim – Ba”. Esta ação de extensão surgiu após a constatação da destruição de habitats que tem acontecido nas zonas ripárias de Senhor do Bonfim, o que pode levar ao extermínio de populações endêmicas e abalar a estrutura das comunidades de anfíbios. Os anuros são componentes significantes da biota da terra, potencialmente podem servir como espécies-chave para avaliar longas mudanças geográficas ou globais no ambiente (SILVANO; PIMENTA, 2003), além de pesquisas recentes terem demonstrado grandes promessas na obtenção de medicamentos para o tratamento da doença de Chagas. Além disto, os sapos tendem a ser estigmatizados pela população e a serem relacionados a bruxarias e magia negra entre outras crendices, o que contribui para o seu extermínio em determinadas regiões. Portanto, ações de extensão como instrumento de sensibilização dos indivíduos para o enfrentamento dessa problemática são fundamentais para promover a sua importância junto a comunidade acadêmica, e desta forma também atingir, mesmo que indiretamente, o meio familiar onde os estudantes estão inseridos.

Tais ações incluíram palestras e realização de oficinas com alunos do 5º, 6º e 7º ano do ensino fundamental do Colégio Estadual Teixeira de Freitas e Escola Municipal Rômulo Galvão, ambas localizadas no município de Senhor do Bonfim (Figura 5). Direcionou-se a ação para estas séries por serem as mais solicitadas em contato prévio com as escolas, pois não havia possibilidade de realizar oficinas em todas as séries pretendidas. As oficinas e apresentação foram desenvolvidas com auxílio de monitores de extensão e de discentes da disciplina Biologia dos Cordados, então graduandos do curso de Ciências Biológicas do Campus VII (UNEB). As atividades foram voltadas ao conhecimento e à preservação de animais pertencentes á ordem Anura, buscando a formação de consciência crítica dos indivíduos para a mudança de atitudes, construção de valores de conduta e aquisição de conhecimentos.

Figura 5 -- Palestra e oficina sobre anuros realizadas em escolas no município de Senhor do Bonfim.


Para este fim foi preparada uma apresentação com personagens de sapos conhecidas de desenhos animados, mescladas com imagens reais e como estes vivem na realidade. Antes da apresentação foi estabelecida uma roda de conversa para saber qual o pensamento vigente dos discentes sobre estes animais, as palavras “nojento”, “horroroso” e “venenoso” foram as mais pronunciadas. Os discentes tiveram acesso a exemplares de anuros preservados em álcool, podendo tocá-los e desta forma desmistificar a utilização destes animais com bruxarias e outras atividades do gênero. Dentro desta ação, os monitores de extensão produziram um folder sobre espécies de anuros da região e distribuíram aos alunos para que estes mostrassem em casa e partilhassem a experiência vivenciada na escola. Ao final, foram estimulados a escrever frases sobre o que achavam dos sapos e de como estes deveriam ser tratados, e foi muito interessante ouvi-los e perceber que uma mensagem havia sido apreendida, e que afinal os animais não eram “tão maus assim”.

Projeto Zoonose e a guarda responsável de animais domésticos

Zoonose é definida como “doença animal” em seu sentido amplo, sendo assim enfermidades transmissíveis entre os animais e os seres humanos, de forma direta ou através de um vetor (PACHECO et al, 2013).

Todas as enfermidades além do desconforto que causam representam um problema de Saúde Pública. Em populações carentes esses transtornos são ainda maiores, pois, a falta de orientações em saúde animal congregada as dificuldades relacionadas à prevenção ajuda a dizimar e a perpetuar as doenças na comunidade.

Com base nisso, desde Outubro de 2009 entrou em execução no Departamento de Educação Campus VII, uma série de atividades relacionadas ao desenvolvimento do Projeto Zoonose que envolve Pesquisa, Ensino e Extensão em Saúde Animal. O Projeto foi estimulado pela constatação da existência de muitos animais acometidos por doenças no município de Senhor do Bonfim.

O Projeto tem a intenção de abranger os alunos de graduação dos cursos de biologia e enfermagem do Campus VII - Senhor do Bonfim (Figura 6), para a uma prática de atividades que possam envolver os três pilares da educação: o ensino, a pesquisa e a extensão. Por esse motivo trabalha-se o ensino por meio da leitura e discussão de textos relacionados ao tema que vem sendo desenvolvido gradativamente; a pesquisa tem sua prática em campo e laboratório por meio da identificação de cães e gatos infectados, análises clínicas e laboratoriais destes e dos raspados cutâneos; a extensão desenvolvida consiste em ações voltadas para a educação sanitária envolvendo à orientação da comunidade (especialmente a de baixa renda) referentes aos cuidados necessários face às zoonoses identificadas, e à sensibilização destes para a guarda responsável.

As atividades foram inicialmente executadas em parte dos Bairros: Alto da Maravilha e Santos Dumont, que são bairros populosos, e resultaram no levantamento de doenças como escabiose e a presença de ectoparasitas em cães e gatos. Nesses bairros foram realizadas ações de pesquisa (levantamentos de campo e análises laboratoriais) e de extensão (orientações e sensibilização da comunidade desses bairros). Durante o desenvolvimento do Projeto ocorrem encontros com discentes da Universidade para leitura de textos e discussão e visitas de campo em intervalos intercalados com esses encontros.

O Projeto já resultou na identificação de grande quantidade de cães infestados por escabiose e gatos com diversos ectoparasitas (Figura 6). Academicamente o projeto resultou na apresentação de painéis e comunicações em encontros científicos e publicação de artigos. Em termos educativos resultou no envolvimento de alunos nas atividades de leituras e discussões, bem como nas ações práticas, laboratoriais e de extensão.

Figura 6 -- Ações do Projeto Zoonoses (orientações à população e avaliações de animais domésticos), no bairro Alto da Maravilha, com envolvimento de alunos universitários.


O projeto orienta e conscientiza a população dos bairros carentes e populosos de Senhor do Bonfim sobre a ocorrência de zoonoses, através de orientação sobre as patologias nos animais e as possíveis transmissões ao homem, além de auxiliar as pessoas para a adoção de medidas preventivas e profiláticas. Durante as visitas aos bairros salienta-se especialmente a importância da guarda responsável.

Educação em Saúde Pública e Preventiva

A saúde pública e preventiva vem sendo inserida em termos de extensão ligada a projetos desenvolvidos no âmbito do Laboratório de Imunologia (LAIM) do DEDC VII, envolvendo, principalmente, a população atendida pela Estratégia de Atenção Básica à Saúde da Família (EABS), nas Unidades de Saúde da Família (USF) e postos de saúde da zona urbana do município de Senhor do Bonfim. Até o momento foram analisados dados de 3.505 pacientes, abrangendo 2.756 famílias, dos quais 835 foram cadastrados para os projetos.

O primeiro projeto, “Avaliação da Qualidade dos Serviços de Atendimento na Estratégia de Atenção Básica de Saúde em Senhor do Bonfim”, que está em sua fase final após 18 meses de coleta de dados, é uma Pesquisa qualiquantitativa realizada por meio de questionários e entrevistas semiestruturadas baseadas no Manual do Programa Nacional de Avaliação dos Serviços de Saúde, a partir de população de 120 pacientes selecionados aleatoriamente e 20 trabalhadores, escolhidos por conveniência, em visitas às USF do município, para avaliar o grau de satisfação da população atendida e dos trabalhadores envolvidos no atendimento e na gestão e, dessa forma, para obter um quadro da qualidade do atendimento da EABS em Senhor do Bonfim. Este estudo está devidamente aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP-UNEB), parecer número 2.022.344, CAAE 61522216.0.0000.0057.

Este projeto também possibilitou a capacitação de quatro alunos, bolsistas de extensão através da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da UNEB, e de três outros alunos que trabalharam como voluntários. Além disso, os alunos já apresentaram resultados parciais dessa pesquisa em dois eventos. Há um artigo científico sendo elaborado com os resultados e um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) está sendo estruturado.

A partir da análise dos dados, conforme o Manual do Programa Nacional de Avaliação dos Serviços de Saúde (BRASIL, 2005; 2013), está sendo montado um quadro das condições dos serviços de saúde, do atendimento e das condições de trabalho da EABS nas USF de Senhor do Bonfim. As iniciativas de extensão estão centradas nas informações e constatações obtidas após a análise final, o que resultará em atividades de esclarecimento e acompanhamento, além de sugerir medidas para o aumento da qualidade na prestação dos serviços, gestão e aplicação de recursos.

O segundo projeto, “Fatores e Marcadores de Risco Associados à Aterosclerose e às Doenças Cardiovasculares”, vem sendo desenvolvido desde 2010 e foi desdobrado em seis subprojetos até o momento. Envolve a totalidade dos 835 pacientes selecionados pelo critério de apresentar todos os dados necessários para o desenvolvimento do estudo, compreendendo pacientes considerados doentes (portadores de diabetes tipo 2 ou hipertensão) e não portadores de doenças cardiovasculares (DCV). A pesquisa tem uma abordagem qualiquantitativa por corte transversal, utilizando-se dados de prontuários de pacientes que frequentam os postos de saúde e USF de Senhor do Bonfim. Está sendo avaliada a associação de fatores e marcadores de risco como hábitos sociais, hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemias e metaloproteinases de matriz em pacientes ateroscleróticos ou com doenças cardiovasculares atendidos pela Estratégia de Atenção Básica à Saúde da Família (EABS), ao fim do que será estabelecido o risco cardiovascular de acordo com o protocolo do Escore de Framingham (EF) e as diretrizes brasileiras para doenças cardiovasculares (SOCIEDADE, 2007; ESPOSITO, 2007; LOTUFO, 2008).

Este projeto, em sua fase inicial, está cadastrado na Plataforma Brasil-SUS, CAAE 03310612.6.0000.0057, parecer de aprovação 57.679 do CEP-UNEB, mas atualmente está sob o CAAE 64201517.1.0000.0057, parecer 2.096.650. Até o momento, capacitou oito discentes por meio de iniciação científica, cinco dos quais bolsistas PICIN-UNEB, e outros três como voluntários de iniciação, além de proporcionar a elaboração de três TCCs, sendo que outros dois estão sendo elaborados. Houve a participação e apresentação de resumos em nove eventos científicos, entre os quais os Congressos Brasileiros de Cardiologia, de Aterosclerose e de Hipertensão, e a publicação de dois artigos científicos (ALVES et al., 2015 e FONSECA et al., 2014), sendo que um terceiro já se encontra submetido para publicação e três outros estão sendo finalizados.

A utilização do EF possibilitou estimar o risco absoluto em 10 anos, determinando de forma mais segura, alguns indicadores de risco. Assim, diante dessas evidências, foi possível obter um enfoque epidemiológico com o objetivo de embasar ações de prevenção em atenção primária e/ou secundária das DVC.

As iniciativas de extensão, desenvolvidas no decorrer do acompanhamento dos pacientes com médio e alto risco por EF (Escore de Framingham) em todos os grupos, visam informar e direcioná-los, aconselhando-os para procurarem a equipe de saúde da EABS para realização de exames específicos para determinação de aterosclerose, juntamente com o acompanhamento dos pesquisadores para exercerem medidas preventivas e mudança de estilo de vida (MEV). Tanto a população participante da pesquisa, bem como a equipe de saúde e gestores da EABS serão informados da praticidade e acessibilidade do EF, visando à aplicação de educação em saúde, juntamente com o estímulo de interesse por questões relacionadas à prevenção de DCV.

Além disso, estão previstas outras atividades de extensão como a distribuição de folhetos explicativos sobre as doenças associadas aos problemas cardiovasculares e palestras para conscientização, tomada de hábitos preventivos (MEV) e permanência no programa de assistência médica.

Considerações Finais

As novidades em ciências se multiplicam com enorme rapidez e os currículos escolares demoram a incorporá-las. Assim, Centros de Ciência, Laboratórios e Projetos, como os acima descritos tem como objetivo apoiar o ensino de ciências e saúde, e promover a popularização da ciência, articulando e favorecendo a contextualização sociocultural e histórica da ciência, bem como da tecnologia e inovação, colaborando para promoção de competências e habilidades para o exercício de intervenções e julgamentos práticos, respondendo às necessidades da vida contemporânea.

Esses espaços e ações são importantes na construção do conhecimento científico e desmistificação de conceitos pré-estabelecidos, além de trazer aos alunos da educação básica a vivência do pesquisador, servindo como incentivo para a formação de jovens cientistas e o progresso da ciência.

Por fim, salientamos que a atividade de extensão de alto valor educativo é aquela que deixa de ser apenas uma ação transmissora de conhecimentos e valores acadêmicos à sociedade, mas, além disso, recebe dessas comunidades saberes que podem ser incorporados e ressignificados em uma constante interatividade e colaboração.

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