ISSN 1678-0701
Número 62, Ano XVI.
Dezembro-2017/Fevereiro-2018.
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11/12/2017EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CULTURA DE REDES: ESTUDO DE CASO DA REDE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DE ALAGOAS  
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CULTURA DE REDES: ESTUDO DE CASO DA REDE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DE ALAGOAS

 

Carlos Jorge da Silva Correia

Biólogo, mestre em Ensino de Ciências e Matemática. Professor da rede estadual de ensino de Alagoas, também atua no Museu de História Natural da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e é facilitador da Rede de Educação Ambiental de Alagoas (REAAL). E-mail: carloscorreia1986@gmail.com.

 

Maria Betânia da Silva Almeida

Licenciada em Química (UFRN), especialista em Gestão Ambiental, técnica em Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Educação de União dos Palmares/AL. Facilitadora da REAAL.

 

Maria Madalena Soares da Silva

Licenciada em Ciências Biológicas, especialista em Educação e Gestão Ambiental, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Energia da Biomassa (UFAL). Técnica em Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Educação de União dos Palmares/AL.

 

José Leandro Fernandes dos Santos

Geógrafo, especialista em Gestão Educacional e Coordenação Pedagógica, mestrando do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG/UFAL). Professor da rede municipal de ensino de Atalaia/AL.

 

Edvaldo da Silva Lima

Graduando em Ciências Biológicas (Centro Universitário Cesmac), trabalha na Secretaria Municipal de Educação de União dos Palmares.

 

Resumo: Neste artigo, busca-se traduzir vivências da Rede de Educação Ambiental de Alagoas (REAAL) por meio de reflexões inspiradas nas memórias, práticas e perspectivas dos processos de criação, rearticulação e fortalecimento desta rede. Trata-se, portanto, de um estudo de caso que busca descrever e compreender processos de mobilização desencadeados por educadores ambientais de Alagoas. Como resultados desse estudo, discutem-se as dificuldades iniciais da REAAL após a sua criação, a mobilização do Núcleo de Educação Ambiental de União dos Palmares para rearticular a rede e a consolidação das ferramentas de comunicação da REAAL na internet. Por fim, realiza-se um breve exercício teórico acerca de como a atuação da REAAL vem sendo concebida por seus integrantes.

 

Palavras-chave: REAAL, Teoria, Prática.

 

ENVIRONMENTAL EDUCATION AND CULTURE OF NETWORKS: STUDY CASE ABOUT THE ENVIRONMENTAL EDUCATION NETWORK OF ALAGOAS

 

Abstract: In this article, we seek to translate experiences of Environmental Education Network of Alagoas (REAAL) through reflections inspired by memories, practices and perspectives of the processes of creation, re-articulation and strengthening this network. This work is, therefore, a case study that seeks to describe and understand the mobilization processes that were deployed by environmental educators from Alagoas. As a result of this study, it is discusses the initial difficulties of REAAL after its creation, the mobilization of the Environmental Education Center of União dos Palmares to reorganize this network and the consolidation of the communication tools of REAAL in the internet. Finally, there will be a brief theoretical exercise about how the actions of REAAL has been understood by its members.

 

Key words: REAAL, Theory, Practice.

 

Considerações iniciais

 

No Brasil em geral e, em Alagoas, particularmente, os educadores ambientais encontram muitas dificuldades expressas na falta de recursos financeiros e na carência de infraestrutura, principalmente, assim que tentam realizar projetos de intervenção em suas comunidades ou mesmo atividades interdisciplinares na escola, por exemplo. Por isso é comum, uma vez inseridos e atuantes no campo da educação ambiental, lidarmos em nosso cotidiano com fortes contradições entre o que é proclamado pela legislação da área (BRASIL, 2012; BRASIL, 1999) e o que é, realmente, praticado nas escolas pelos educadores que se identificam com os processos de educação ambiental (TRAJBER e MENDONÇA, 2007).

            Nesse contexto, diante dessas contradições entre o que é dito e o que é feito no campo da educação ambiental e tendo em vista também as dificuldades recorrentes que os educadores ambientais enfrentam para concretizarem seus projetos e ações, estamos convencidos de que somar esforços a partir de articulações em redes será um caminho cada vez mais necessário para a superação da dicotomia entre a teoria e a prática, conforme estamos comentando. Isso porque atuar em redes de educação ambiental pode representar uma alternativa importante para potencializarmos os esforços necessários em direção da consecução do que se deseja construir nas escolas e comunidades em termos de educação, meio ambiente e sustentabilidade (GUIMARÃES et al., 2009).

            Para Jacobi (2003, p. 202), a ampliação do escopo de atuação do ambientalismo no século XXI realmente perpassa por “respostas articuladas e sustentadas em arranjos institucionais inovadores, que possibilitem uma ‘ambientalização dos processos sociais’”, como o fazem as redes de educação ambiental que, ainda de acordo com o autor (idem), juntamente com outras engenharias institucionais representam uma possibilidade de se expandir o reconhecimento e envolvimento da sociedade ao redor das questões socioambientais. Desse modo, tal potencial das redes residiria particularmente no fato de que elas reúnem atores diversos e multifacetados capazes de promover a articulação de demandas “em torno de temas que afetam a cotidianidade, reforçando a colaboração e a solidariedade como instrumentos eficazes para a ação e a experimentação de novas formas de resolução de problemas” (JACOBI e MONTEIRO, 2007, p. 315).

            Já na perspectiva da gestão pública, Sorrentino et al. (2005) articulam as redes de educação ambiental à defesa que fazem da necessidade de democratização das políticas públicas em geral e, em particular, daquelas que abordam os setores da educação e do meio ambiente, argumentando que isto poderia começar a ser efetivado por meio de parcerias com diferentes setores e movimentos da sociedade, que segundo os autores (idem) já contribuem com programas de órgãos públicos federais voltados à formação de educadores ambientais, por exemplo.

            De fato, as redes de educação ambiental não somente podem como buscam realmente exercer esse papel de catalisadoras de políticas públicas de educação e de meio ambiente. É o que podemos concluir dos processos de construção do VIII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (FBEA), ocorrido em dezembro de 2014, na Universidade Federal do Pará e do IX FBEA, que ocorrerá em 2017. Tais processos, encabeçados pela Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), buscam justamente envolver os diferentes coletivos de educadores ambientais ao redor do país em um amplo diálogo sobre como as redes podem contribuir para a definição e efetivação de políticas públicas de educação ambiental.

            Assim, não devemos perder de vista o fato de que a REBEA abriga em sua malha um verdadeiro caleidoscópio composto por várias outras redes de educação ambiental ao redor do país, sendo por isso mesmo considerada a “rede das redes” (STORTTI, 2010), pois isso significa dizer que a riqueza dos compromissos, deliberações e recomendações acordados em processos de diálogos entre as redes está alicerçada justamente na grande diversidade de concepções e práticas de educação ambiental promovidas pelas redes (CARVALHO, 2005).

            E, aqui, é fundamental para o fortalecimento da perspectiva das redes de educação ambiental que estejamos dispostos a reconhecer e a valorizar a existência e a convivência entre as diversas formas de sermos educadores ambientais no Brasil (LAYRARGUES, 2010). Dessa maneira, este trabalho objetiva colaborar com o reconhecimento e valorização dessa diversidade de formas de se fazer educação ambiental, tendo por base o contexto de atuação em redes.

            Com isso, queremos tornar público alguns processos de mobilização de educadores ambientais de Alagoas ao redor da rearticulação da Rede de Educação Ambiental de Alagoas (REAAL), rede com a qual os autores deste trabalho mantêm vínculo. Assim, no decorrer deste artigo, buscaremos traduzir tais vivências por meio de reflexões inspiradas nas memórias, práticas e perspectivas desta rede em particular, ao mesmo tempo em que realizaremos um breve exercício teórico acerca de como compreendemos ser educador ambiental e atuar em educação ambiental imersos na cultura de redes dentro do Estado de Alagoas.

 

Aspectos metodológicos

           

            Este trabalho refere-se a um estudo de caso que busca descrever e compreender os processos de mobilização desencadeados por educadores ambientais de Alagoas em torno da rearticulação da REAAL. As questões que nos moveram nessa direção investigativa emergem de reflexões e inquietações ao redor de noções sobre “por que” e “como” o grupo de educadores ambientais de Alagoas do qual fazemos parte tem se articulado em torno do fortalecimento da REAAL.

            Em primeiro lugar, cabe-nos indicar que a opção pelo método do estudo de caso fundamenta-se na compreensão de que esta é a metodologia mais relevante e indicada para compreender fenômenos sociais complexos que exigem a explicação de circunstâncias contemporâneas à realização da própria pesquisa (YIN, 2015), como é o caso em tela. Por conseguinte, parece-nos perfeitamente plausível a adoção deste método como norteador das reflexões que aqui efetivamos, sobretudo, porque estamos tratando de processos em curso relacionados com a rearticulação da REAAL.

            Assim, em termos de percursos metodológicos, os autores deste trabalho realizaram, inicialmente, esforços de pesquisa no sentido de coletar informações sobre o histórico de constituição da REAAL, de tal modo que foram consultados periódicos científicos, anais de eventos acadêmicos, sites governamentais. Em um segundo momento, foram realizadas entrevistas por telefone e/ou e-mail com os facilitadores da rede logo no seu início. A abordagem, nessas entrevistas, privilegiou a metodologia da história oral (RUSCHEINSKY, 2005) para coletar os relatos dos sujeitos envolvidos nos processos que são analisados neste texto.Para Yin (op. cit.), todos estes procedimentos são adotados de forma recorrente nas pesquisas que se estabelecem como estudos de caso.

            Já as informações referentes à REAAL no tempo presente têm como fonte os facilitadores atuais da rede, que são autores deste artigo. Neste ponto, é legítimo problematizarmos esta dupla perspectiva na qual estão inseridos os autores deste artigo que também são membros e/ou facilitadores da REAAL, pois isto se opõe à concepção de objetividade reivindicada pelo método científico cartesiano, inscrevendo o presente trabalho em outros cenários teórico-metodológicos que defendem a intersubjetividade na pesquisa. Nestes cenários, a objetividade, na verdade, é processual e se estabelece “quando os pesquisadores são capazes de descrever as realidades educativas com os novos conceitos e categorias que emergem do encontro entre os atores educativos e os pesquisadores, sendo criados com isso novos significados” (RODRÍGUEZ-HOYOS, GUTIÉRREZ e SALVADOR, 2012, p. 306), algo parecido como o que estamos buscando fazer aqui, ao esmiuçarmos, inclusive, as nossas opções metodológicas.

            Posteriormente, na fase de análise dos dados coletados, verificou-se a necessidade de ampliarmos o escopo da pesquisa no sentido de reunir embasamentos teóricos que referenciassem as práticas identificadas na fase inicial do estudo. Assim, empreendeu-se a um empenho secundário de pesquisa, agora dedicado a realizar uma breve revisão de literatura sobre concepções de “educação ambiental” no contexto da “cultura de redes”. Os resultados dessa segunda etapa da pesquisa estão articulados quase no fim do texto sob a forma de uma narrativa que versa acerca de ideias e de ideais que nos inspiram por guardarem relação com as vivências da REAAL como um todo.

            Dessa forma, estamos cientes de que o presente trabalho não possui o potencial de replicabilidade que se espera de uma investigação stricto sensu, até mesmo porque enquanto estudo de caso que se baseia na descrição de um fenômeno em particular sabemos que nos aproximamos mais de uma abordagem ampla de pesquisa (lato sensu). No entanto, concordamos com Sato (2001), quando ela argumenta que estudos com esta natureza, embora específicos, podem sim trazer importantes contribuições à construção dinâmica do campo da educação ambiental.

 

A REAAL: A criação, as dificuldades iniciais e a rearticulação da rede

           

            A Rede de Educação Ambiental de Alagoas (REAAL) foi, inicialmente, idealizada no I Encontro Nordestino de Educação Ambiental (ENEA), em 2005, na cidade de Natal/RN. Tendo sido oficialmente constituída durante o V Congresso Estadual de Educação Ambiental de Alagoas, no ano seguinte, em 2006 (BRASIL, 2007). De lá para cá, a REAAL passou por momentos de altos e baixos, expansões e retrações (CORREIA, ALMEIDA e GRAÇA, 2015), o que chega a ser comum em se tratando da dinâmica verificada nas redes. Essa mesma lógica, por exemplo, foi observada nas trajetórias de redes como a do Rio de Janeiro (MOUSINHO, 2004) e até mesmo na REBEA, que já enfrentou seus fluxos e refluxos (AMARAL, 2004).

            Conforme relatos dos primeiros facilitadores da REAAL, a principal dificuldade inicial que eles enfrentaram foi a falta de habilidade com o uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). Por conta desse problema, no começo, a REAAL não passou de uma lista de e-mail com quase nenhuma expressividade para a educação ambiental no Estado de Alagoas.

            Certamente, esta inaptidão para o uso das TIC não é exclusividade desse primeiro grupo de educadores ambientais que deu começo à REAAL, na verdade, esta é uma dificuldade que a maioria dos educadores enfrenta com relação à adequada inserção das tecnologias nos processos educacionais (DULLIUS, 2012).  Em outras palavras, precisamos reconhecer que é cada vez mais relevante pautarmos a necessidade de qualificação das comunidades escolares para o uso pedagógico das tecnologias educacionais (ANDREIA, MULLER e PEREIRA, 2014), mirando em especial para as possibilidades que estas ferramentas oferecem para a constituição de redes de colaboração entre os próprios componentes das comunidades escolares.

            Além disso, permitam-nos uma breve digressão, pois consideramos igualmente urgente que se proceda à efetivação de políticas públicas voltadas tanto para a criação laboratórios de informática nas escolas quanto para a manutenção desses mesmos laboratórios, pois sabemos que eles, quando existem, na maior parte das escolas se encontram em total abandono, seja por falta de interesse dos próprios professores, seja por descaso do poder público local. Em outras palavras...

 

O Brasil precisa melhorar a competência dos professores em utilizar as tecnologias de comunicação e informação na educação. A forma como o sistema educacional incorpora as TIC afeta diretamente a diminuição da exclusão digital existente no país (UNESCO, [201-?]).

           

            Retomando a nossa discussão sobre a REAAL, foi somente em 2014 que a rede superou essas dificuldades de uso e gestão de tecnologias da comunicação, entrando, de fato, em um período de expansão com a criação de um grupo de discussão na rede social Facebook® (https://www.facebook.com/groups/reaal2/). Por sinal, este grupo de discussão tem se consolidado como o principal recurso de comunicação da rede, contanto atualmente com 323 integrantes, a maioria dos quais aderiu à rede entre 2015 e 2016. Destacamos, nesse sentido, o fato de que a quantidade de novos membros na REAAL cresceu vertiginosamente a partir de 2015, quando o número de educadores mobilizados superou a primeira centena de participantes. Em 2016, o processo de expansão da REAAL se consolidou, ao ponto de atingirmos nesse ano no patamar de 300 membros mantido até hoje (setembro 2017).

Obviamente, este incremento de membros no grupo não se dá ao acaso, corresponde, de fato, ao empenho de divulgação da rede que vem sendo realizado principalmente a partir da participação dos seus facilitadores em eventos educacionais locais, regionais e internacionais, a exemplo do IX Congresso Estadual de Educação Ambiental de Alagoas (2015), do VIII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (2014) e do III Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos (2015). Nestes espaços de discussão, os facilitadores da REAAL têm apresentado trabalhos, proferido palestras e participado de mesas redondas.

            Todo esse processo de fortalecimento da REAAL também tem recebido o apoio de educadores ambientais do Núcleo de Educação Ambiental de União dos Palmares (NEAUP), que é organizado pela Sala Verde Serrana dos Quilombos. É este núcleo, portanto, que tem servido como aglutinador dos educadores ambientais interessados em retomar as discussões sobre o papel da REAAL e a importância de sua rearticulação. Como mencionamos anteriormente, os processos de construção do VIII FBEA foram decisivos para o surgimento de tal protagonismo, pois a rearticulação da REAAL ocorreu justamente no contexto dos diálogos em torno daquele fórum, confundindo-se com eles, naturalmente.

            Assim sendo, a concepção de rede que este coletivo tem sustentado para a REAAL é o de “uma rede atuante nos cenários da educação ambiental local e global guiada pelo signo das recomendações do Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global” (REAAL, 2014). Exemplo desta inserção da REAAL em cenários “globais” da educação ambiental, foi a participação de membros da rede no VIII FBEA e no III Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades Lusófonas (Lusófono de EA).

            Nesses eventos, além da riqueza de trocas de experiências com integrantes de diferentes redes espalhadas pelo país, foram apresentados também alguns trabalhos discutindo trajetórias de coletivos de educadores ambientais do Estado de Alagoas, com ênfase nas experiências do NEAUP. No III Lusófono de EA, por exemplo, conseguimos dar um passo adiante na direção de promover uma mesa redonda sobre o panorama atual da educação ambiental em Alagoas com a participação da Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria Estadual de Educação (GRAÇA, ALMEIDA e CORREIA, 2015). 

            Para além das participações em eventos de educação ambiental, o coletivo de educadores da REAAL tem trabalhado em pelo menos três frentes, quais sejam: (1) Formação continuada em educação ambiental; (2) Projetos de educação ambiental a partir da Sala Verde Serrana dos Quilombos e (3) Disseminação e discussão de informações sobre questões socioambientais.

            A primeira linha de atuação mencionada acima refere-se marcadamente ao Processo Formativo em Educação Ambiental: Escolas Sustentáveis e Com-Vida da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) que já tem três turmas ofertadas em União dos Palmares graças a um convênio estabelecido entre a UFOP e a Secretaria Municipal de Educação (SEMED) local. Nesse sentido, alguns membros da REAAL desempenharam um importante papel como intermediários entre a UFOP e a SEMED para que o referido convênio viesse a ser firmado.

            Outra linha de atuação de alguns educadores da REAAL tem sido a realização de projetos de educação ambiental na rede municipal de ensino de União dos Palmares, tendo como principal proponente das ações a Sala Verde Serrana dos Quilombos. Como é possível perceber, atualmente as ações da REAAL têm se concentrado no interior do Estado de Alagoas, particularmente na cidade de União dos Palmares, uma vez que os educadores que mobilizaram os processos de rearticulação da rede são dessa região.

            Finalmente, o caráter mais amplo da dimensão integradora da REAAL tem se consolidado mesmo é a partir das ferramentas comunicacionais disponíveis na internet, pois elas realmente possibilitam um tipo de interação permanente capaz de superar as barreiras do distanciamento geográfico normalmente existente entre os membros das redes (MOUSINHO, 2007). Dentre tais ferramentas, como já foi informado, a REAAL tem se valido especialmente da estrutura de blogs, que tem sido a nossa plataforma de registro das memórias de atuação da rede e o grupo da REAAL no Facebook®, que tem servido muito bem para fins de mobilização de novos membros para a rede.

 

Sobre como a atuação da REAAL vem sendo concebida

           

            Neste trabalho, como já mencionamos, também queremos dar a nossa contribuição ao processo de fortalecimento da REAAL trazendo para esta mobilização aspectos teóricos que acreditamos indispensáveis à compreensão de nossa própria inserção, enquanto educadores ambientais, nas novas dinâmicas socioculturais promovidas pelas redes. Neste tópico, damos conta justamente desse exercício teórico – que não se pretende conclusivo –, sob a forma de uma narrativa que pode ser tomada quase como uma licença poética ou mesmo como um ato antropofágico de intertextualidade. Por outro lado, a intenção que nos orienta é clara: apresentar algumas concepções preliminares do que seria uma rede de educação ambiental a partir de desdobramentos de vivências do coletivo de educadores da REAAL que já foram apresentadas e discutidas anteriormente.

            Para tanto, partimos dos excertos a seguir, com ideias de autores do campo da educação ambiental sobre questões que poderiam ser assim formuladas: Quem são (ou podem ser) essas pessoas que se identificam como “educadores ambientais” nesse mundo de conexões múltiplas que formam e sustentam redes? Quais os desafios aguardam estes sujeitos ao lidarem com as questões ambientais no contemporâneo? Vejamos:

 

Somos estudiosos (...) que se aventuram nos territórios (...) tentando interpretar o mosaico humano em contato com o ambiente (SATO, 2011, p. 28, grifos nossos).

 

Ao lidarmos com as questões ambientais, no mundo contemporâneo, uma das grandes dificuldades é, justamente, chegarmos a pontos de consenso. Neste sentido, a ideia de estabelecer um intenso, radical e fraterno diálogo entre as pessoas envolvidas é um passo importante para a construção de alternativas de entendimento para, a partir delas, construir soluções aos problemas enfrentados através de metodologias criadas num processo de diálogo, de conversação entre os participantes (BARCELOS, 2012b, p. 87-88, grifos nossos).

 

Uma educação ambiental que diga das relações, das diferentes formas como elas acontecem; de seus encontros e desencontros; seus conflitos e suas tentativas de conciliação e construção de espaços em que o outro é aceito como legítimo na relação (MATURANA, 2002), é fundamental para a construção de um espaço pedagógico pautado numa perspectiva intercultural (SILVA, 2010, p. 45, grifos nossos).

 

            Dos autores acima, acreditamos poder extrair inspirações potentes para as nossas práticas de educação ambiental em redes. Em primeiro lugar, destacamos o convite que Sato (2011) nos faz para nos aventurarmos pelos territórios na qualidade de educadores-pesquisadores que buscam interpretar o mundo. Aqui, é praticamente impossível não nos lembrarmos de Freire (1989) e da sua preocupação com a nossa capacidade de ler o mundo. Dessa forma, nós, da REAAL, propomos ter sempre em mente o desejo de ler e interpretar os humanos e não humanos e suas relações com o ambiente nos territórios em que vivemos e atuamos no campo da educação ambiental.

            Obviamente, nessa busca comprometida com o gesto de ler e interpretar o mundo, devemos estar cientes de que esta tarefa exigirá a disposição de todos os envolvidos no sentido de estarem abertos ao profundo e radical diálogo de que nos fala Barcelos (2012b), com vistas à construção dos consensos possíveis entre as diversas possibilidades de compreensão do mundo que circulam em qualquer coletivo, restando evidente a inspiração que tomamos do texto de Barcelos (idem).

            Por último, mas não menos importante, acreditamos que essa aventura de ler e interpretar o mundo em busca de consensos possíveis para o enfrentamento das questões socioambientais deve tomar por base as relações entre os sujeitos envolvidos, celebrando os encontros e buscando compreender os desencontros desencadeados pelos processos em rede. Com isso, queremos deixar claro que concordamos com Silva (op. cit.) quando ela afirma, inspirada por Humberto Maturana, que aceitar o outro como interlocutor legítimo é fundamental para as práticas de educação ambiental no presente.

            E falar em tempo presente quer dizer, irremediavelmente, que estamos considerando aspectos tão complexos quanto as novas formas de interação social, os novos dilemas relacionados com a constituição de nossas identidades e as disparidades entre os modos de vidas que se multiplicam ao redor do mundo, do nosso país, do estado em que vivemos e do território em que habitamos. Assim, pensamos que:

 

ao invés de desejarem um mundo inspirado em um passado idealizado, seria importante que os educadores ambientais(e estamos nos incluindo nessa categoria) considerassem que ‘viver nesse mundo multifacetado significa fazer experiência da liberdade como oscilação contínua entre pertença e desenraizamento’ (VATTIMO, 1989, p. 18) (SAMPAIO e WORTMANN, 2012, p. 161, grifos nossos).

 

            Pertença e desenraizamento, são, portanto, conceitos essenciais em um mundo marcado pelos avanços da globalização que se propagam de formas tão díspares quanto o progresso vertiginoso das tecnologias e a perpetuação das desigualdades sociais. Ou seja, vivemos em um mundo multifacetado, no qual as questões são cada vez mais complexas, envolvendo aspectos que promovem o sentimento fronteiriço de pertencer (enraizar) e de não-pertencer (desenraizar), que podem ser considerados “positivos” ou “negativos”, a depender de onde lançamos o nosso olhar.

            E, nesse caso, são justamente as tecnologias que favorecem a interação nas redes sociais em particular e na internet como um todo que mais têm ampliado a nossa concepção de mundo, posto que elas dão conta de conta de fazer chegar até nós notícias sobre o que acontece de norte a sul do país e nos quatro cantos do mundo, tornando o que antes era longínquo e desconhecido em aspectos da realidade que também tem dito respeito sobre o que se passa em nossa “aldeia”:

 

da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo... | Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer, | Porque eu sou do tamanho do que vejo | E não do tamanho da minha altura... | Nas cidades a vida é mais pequena | Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro. | Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave, | Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu, | Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar, | E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver (PESSOA, 1993, p. 32).

 

            Seria empobrecedor, portanto, atuarmos em educação ambiental no contemporâneo sem refletirmos sobre as palavras acima do poeta. Assim, argumentamos que não podemos mais fecharmos a nossa vista à chave ficando circunscritos à dimensão local dos problemas socioambientais que nos afligem, pois a verdade é que processos socioculturais como a globalização e o avanço das tecnologias da informação e da comunicação ampliaram profundamente os horizontes daquilo que podemos ver e, consequentemente, tornaram nossas “aldeias” tão grandes como outra terra qualquer. No contexto das redes de educação ambiental, isso nos ajuda a pensar na necessidade cada vez mais evidente de atuarmos tendo em vista os horizontes amplos da questão ambiental, que obviamente vai muito além da dimensão local, de maneira que mesmo enraizados em nossos territórios deveremos sempre lançar algum olhar para além de nossas "aldeias". Assim, acreditamos que com esta disposição seremos felizes na tentativa de inaugurar...

 

(...) um processo educativo articulado e compromissado com a sustentabilidade e a participação, apoiado em uma lógica que privilegia o diálogo e a interdependência de diferentes áreas de saber. Todavia, também questiona valores e premissas subjacentes às práticas sociais prevalecentes, implicando uma mudança na forma de pensar, uma transformação no conhecimento e das práticas educativas (JACOBI, 2007, p. 465, grifos nossos).

 

            De tal forma que sejamos capazes de “propor encontros produtivos e potentes de vida entre humanos e os não humanos” (GUIMARÃES, 2009, p. 2, grifos nossos) no contexto de nossas atuações em rede, porque é inegável que

 

Os movimentos em rede têm contribuído [ou têm potencial de contribuir] para esta forma de educar para a cidadania, na medida em que vêm repensando sobre o ‘lugar da natureza nas relações sociais’, defendendo a transversalidade dos direitos sociais e ambientais, (...) respeitando tempos e processos históricos, por meio do reconhecimento de raízes culturais tradicionais sem desconsiderar o compromisso de sustentabilidade com as gerações futuras; transpondo fronteiras territoriais, ao pensar globalmente e agir localmente; e radicalizando a democracia, quando articulam os sentidos da justiça social com o da autonomia do sujeito e o da responsabilidade social (SCHERER-WARREN, 2007, p. 330-331).

.

            Por fim, concluímos esse breve exercício teórico com as palavras de Scherer-Warren (op. cit.) não porque reconhecemos nelas uma receita pronta do que seria atuar em redes; na verdade, vislumbramos nessas palavras tão somente princípios que podem nos servir de pistas a partir das quais fazer educação (ambiental) em rede pode se dá com base em premissas emancipatórias.

 

Considerações finais

 

E agora

que fazer

com esta manhã desabrochada a pássaros?

(BARROS, 2010, p. 431).

 

            Com esta poesia de Manoel de Barros, queremos concretizar a licença poética esboçada no tópico anterior encerrando este artigo, assim, de forma quase abrupta, indo direto ao ponto da mesma forma que no voo rasante de um pássaro. Nesse sentindo, ir ao ponto, em nosso caso, significa equacionarmos sucintamente alguns questionamentos de fundo que fomos (retro)alimentando por todo o texto, quais sejam:

 

1. Como concebemos a criação/atuação de uma rede de educação ambiental no tempo presente?

2. Quais causas socioambientais a REAAL deveria acampar?

 

            E, ainda, inspirados pelas palavras do poeta Manoel de Barros (op. cit.):

 

3. O que imaginamos fazer com o alvorecer desta rede de educação ambiental?

 

            Concluiremos este trabalho propondo uma síntese do que concebemos ser possíveis soluções para essas questões com base nas ideias que apresentamos e discutimos ao longo do artigo. Assim, podemos afirmar que uma rede de educação ambiental no presente seria um coletivo de pessoas interessadas em interpretar as experiências humanas e não humanas que se dão em contato com o meio ambiente do seu próprio território e além deste (questão 1). Tais pessoas buscam com isso construir consensos em torno dos desafios socioambientais que lhes afligem, visando somar esforços para enfrentá-los (questão 2). Finalmente, acreditamos que somente a partir de um intenso, radical e fraterno diálogo entre as pessoas envolvidas é que poderemos favorecer encontros produtivos e potentes de vida capazes de transformar as nossas práticas educacionais em rede (questão 3).

 

Referências

 

AMARAL, V. L. REBEA: Apontamentos pessoais para uma história de ação coletiva. Revista brasileira de educação ambiental, Brasília, n. 0, p. 133-139, nov. 2004.

 

ANDREIA, M.; MULLER, L.; PEREIRA, A. A. O cenário educacional: o professor e a Tecnologia da Informação e Comunicação diante das mudanças atuais. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental, Santa Maria, v. 18, n. 1, p. 531-544, abr. 2014.

 

BARCELOS, V. Por uma educação ambiental nos trópicos: intercultura e antropofagia. In: PREVE, A. M. H. et al. (Org.) Ecologias inventivas: conversas sobre educação. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2012a, p. 98-120.

 

______. Educação ambiental: sobre princípios, metodologias e atitudes. 4. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012b. – (Coleção Educação Ambiental).

 

BARROS, M. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010.

 

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