ISSN 1678-0701
Número 62, Ano XVI.
Dezembro/2017-Fevereiro/2018.
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29/01/2018LOGÍSTICA REVERSA DE RESÍDUOS ELETRÔNICOS DE PÓS-CONSUMO DE UMA LOJA DE INFORMÁTICA DE LINHARES-ES  
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LOGÍSTICA REVERSA DE RESÍDUOS ELETRÔNICOS DE PÓS-CONSUMO DE UMA LOJA DE INFORMÁTICA DE LINHARES-ES

Edmilson Batista Lima1, Hermes Renato Pessotti2, José Geraldo Ferreira da Silva3, Leonardo Martins4

1 Especialista em EPT pelo IFES e Coordenador do Curso Técnico em Logística da SEDU

2 Mestre em Engenharia de Produção pela UNIMEP e Docente na FAACZ Aracruz/ES

3 Doutor em Engenharia Agrícola e Docente do Mestrado em Ciências, Tecnologia e Educação da Faculdade Vale do Cricaré, São Mateus/ES

4 Mestrando em Ciências, Tecnologia e Educação pela Faculdade Vale do Cricaré, São Mateus/ES e docente da Pitágoras Linhares, SEDU e SESI/ES.

RESUMO

A logística reversa é um importante instrumento para a gestão dos resíduos eletrônicos, possibilitando o descarte adequado destes componentes. Neste sentido, o presente trabalho de pesquisa teve como objetivo, analisar a logística reversa dos resíduos de pós-consumo da empresa Loja de Informática de Linhares – ES. Para atingir o objetivo proposto, percorreram-se as seguintes etapas: realizou-se uma ampla pesquisa bibliográfica, a fim de melhor embasamento teórico para uma discussão mais aprofundada sobre a logística reversa; investigou-se a quantidade de resíduos gerados, os geradores de resíduos e o impacto dos resíduos no espaço físico da loja. Como metodologia de pesquisa, utilizou-se da pesquisa exploratória, em que se obteve como resultado uma grande quantidade de materiais que retornam para a empresa, ocupando muito espaço físico e gerando transtornos para a empresa, uma vez que este espaço utilizado atualmente para a deposição de resíduos é equivalente ao espaço utilizado para o estoque de produtos novos. Para a obtenção destas informações foram utilizadas as entrevistas semiestruturada totalizando 11 perguntas, que se destinou em caracterizar e analisar os processos logísticos reversos desta empresa. Ao se analisar o resultado, observou-se que 59,78% dos resíduos gerados que retornam para a empresa, são de pessoas físicas e 40,22% são de pessoas jurídicas. Do total de resíduos gerados, 59,90%, em média, ficam na empresa Martins Informática para ser dado o devido descarte, o restante dos resíduos, 40,10% foram devolvidos aos seus donos. Atualmente, com relação ao espaço físico utilizado para armazenagem dos resíduos, o espaço destinado para os de pós-consumo representam 46,81% e o estoque de produtos novos 53,19%. Dentre os valores gerados com a utilização da logística reversa, foi possível identificar que estes principais são: o valor econômico e o legal, no entanto, não há um trabalho de marketing específico que vise a melhoria da imagem corporativa da empresa neste sentido. Dessa forma, foi possível concluir que a empresa pesquisada realiza atualmente a logística reversa de seus resíduos eletrônicos de pós-consumo, atendendo assim, a legislação vigente atual e contribuindo para a sustentabilidade dos seus processos empresariais.

Palavras-chave: Logística. Logística reversa. Resíduos eletrônicos.

ABSTRACT

Reverse logistics is an important tool for the management of electronic waste, enabling the proper disposal of these components. In this sense, the present research work aimed to analyze the reverse logistics of waste from post-consumer from Loja de Informática de Linhares – ES. To reach that goal, the research went through the following steps: there was a broad literature search in order to better theoretical basis for further discussion on reverse logistics; was investigated the amount of waste generated, waste generators and the impact of waste in-store. As a research methodology was used in exploratory research, which was obtained as a result a lot of materials that return to the company, taking up too much space and causing inconvenience to the company, since this space currently used for the deposition waste is equivalent to the space used to stock new products. To obtain this information was used a total of 11 semi-structured interview questions, which are designed to characterize and analyze the processes of reverse logistics company. When analyzing the result, it was observed that 59.78% of waste generated that return to the company, are individuals and 40.22% are legal entities. Of the total waste generated, 59.90%, on average, stays in the Martins Informática company to be given the proper disposal, the remaining waste, 40.10% have been returned to their owners. Currently, with respect to the physical space used for storage of waste, the space devoted to post-consumer stock representing 46.81% and 53.19% of new products. Among the values generated with the use of reverse logistics, it was possible to identify these main ones are: the economic and legal value. However, there isn?t a specific marketing effort aimed at improving the corporate image in this regard. Therefore, it was concluded that the investigated company is currently conducting reverse logistics of their electronic waste after consumption, this way attending the current legislation and contributing to the sustainability of their business processes.

Key-words: Logistics; Reverse Logistics; Recycling.

1 INTRODUÇÃO

Na atualidade existe uma necessidade real da preservação dos recursos naturais e de posturas inovadoras, no que diz respeito ao tratamento dos resíduos eletrônicos, por parte das organizações e da sociedade. O mundo está passando por problemas provenientes dos comportamentos inadequados, que não colaboram com a sustentabilidade. Neste sentido, a falta de informação não pode ser considerada ferramenta de apoio para tal conduta.

Dessa forma, a sociedade ao longo dos anos vem percebendo os problemas causados pelo descarte dos resíduos no meio ambiente. A partir da intervenção do Estado, neste problema social, é que foi criado a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Lei sancionada em agosto de 2010, que incube a responsabilidade pelo descarte correto para toda a cadeia de distribuição, inclusive ao varejista e consumidores finais. Essa Lei destaca a logística reversa como uma das ferramentas de uso das empresas e sua implantação e gestão é de sua total responsabilidade.

Uma área que há muitos anos é estudada e que atualmente ganha destaque nas grandes corporações, teve uma nova vertente nesta pesquisa, que é o estudo desta ferramenta, a logística reversa, dentro de uma empresa varejista de informática.

O artigo tem como objetivo geral: analisar a logística reversa de pós-consumo da Loja de Informática pesquisada. E como objetivos específicos, pretende-se: Descrever sobre os conceitos e definições abordados por autores que tratam da logística reversa; Identificar a cadeia logística reversa que a Loja de Informática pesquisada está inserida; Mensurar os resíduos gerados e o espaço utilizado por esses resíduos na empresa; Analisar o índice de descartabilidade por parte dos envolvidos; Analisar os impactos internos gerados pelos resíduos retornados para a empresa; Identificar os valores que a logística reversa agrega na Loja de Informática pesquisada.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Este capítulo foi organizado em três partes: Logística Reversa; Resíduos Eletrônicos; e Classificação dos bens geradores desses resíduos. Em Logística Reversa serão abordados os seus conceitos e diferenciará ela da Logística Verde. Na sequência será discorrido sobre os Resíduos Eletrônicos e os seus impactos. Por fim, não esgotando o tema, será sintetizado sobre a classificação dos resíduos, item de extrema importância para que possamos saber o destino adequado.

2.1 LOGÍSTICA REVERSA

A logística reversa é a área da logística que trata do fluxo reverso dos produtos, ou seja, fazer a circulação dos bens de pós-consumo originados pelo cliente até o fornecedor e este fará o reaproveitamento ou descarte de maneira responsável, quando for o caso.

Logística reversa é a área da logística empresarial que planeja, opera e controla o fluxo e as informações logísticas correspondentes, do retorno dos bens de pós-venda e de pós-consumo ao ciclo de negócios ou ao ciclo produtivo, através dos canais de distribuição reversos, agregando-lhes valor de diversas naturezas: econômico, ecológico, legal, logístico, de imagem corporativa, entre outros (LEITE, 2003, apud MIGUEZ, 2010, p. 8).

A logística verde é uma área da logística que visa atender aspectos voltados aos princípios de sustentabilidade ambiental e preocupa-se com os impactos da logística no meio ambiente.

O objetivo principal da logística verde é o de atender aos princípios de sustentabilidade ambiental como o da produção limpa, onde a responsabilidade é do ‘berço à cova’, ou seja, quem produz deve responsabilizar-se também pelo destino final dos produtos gerados, de forma a reduzir o impacto ambiental que eles causam (GONÇALVES, 2007).

A logística verde não deve ser confundida com a logística reversa, a única semelhança é que ambas visam minimizar os impactos ecológicos. A “[...] logística verde ocupa-se em compreender e minimizar os impactos ecológicos gerados pelas atividades logísticas [...]” (PEREIRA et al., 2011, p. 18).

A logística reversa ocupa-se em realizar o fluxo reverso dos produtos, de pós-venda e pós-consumo. Além de ser responsável pelo fluxo reverso, cabe a logística reversa gerenciar toda cadeia, que se inicia pela coleta, passando pela armazenagem, processamento e por fim o descarte, e este procedimento envolvem vários setores da empresa, entre eles destacam-se os setores de produção, marketing, financeiro e logístico. De Brito (2003) cita que:

O processo de planejamento, implementação e controle de fluxo reversos de matérias primas em produção, embalagem e bens finalizados, do fabricante ou distribuidor, até o ponto de recuperação ou ponto para o descarte adequado (DE BRITO, 2003, apud MIGUEZ, 2010, p. 8).

Para o CLM (1993, p. 323) citado por (PEREIRA et al., 2011, p. 13): “Logística reversa é um termo relacionado às atividades envolvidas no gerenciamento da movimentação e disposição de embalagens e resíduos”.

Filho e Berté (2009, p. 63) trazem o conceito do Conselho Executivo de Logística Reversa (RLEC) em que a “[...] logística reversa é mais precisamente o processo de movimentação de bens para destino final com o objetivo de recuperar o valor dos bens ou, senão, eliminá-los adequadamente”.

Portanto os resíduos gerados pela organização deverão passar por um processo de seleção, inspeção, controle e demais procedimentos de cunho administrativo e operacional antes de ser enviado para o descarte. Todo esse processo deverá seguir rigorosamente parâmetros pré-estabelecidos por políticas do setor ou responsável pela aplicação da logística reversa.

2.2 RESÍDUOS ELETRÔNICOS

Há aproximadamente 65 anos foi fabricado o primeiro computador, sendo considerado um avanço tecnológico para todo o mundo naquela época. A partir de então, foi crescente as descobertas no mundo tecnológico e a cada descoberta uma nova demanda. Atualmente existem milhares de computadores, notebooks e outros equipamentos de informática espalhados pelo mundo.

A velocidade com que novos produtos são lançados e consumidos faz com que a obsolência e o descarte dos resíduos eletrônicos sejam ainda maiores. No contexto atual existe uma preocupação em torno dessa problemática, inibir o avanço tecnológico proporciona evidente retração e atraso, tanto para o indivíduo como para a sociedade como um todo.

O “[...] acelerado desenvolvimento tecnológico experimentado pela humanidade permitiu introdução constante, e com velocidade crescente, de novas tecnologias [...]” (LEITE, 2009, p. 39). Essa aceleração que acontecera nos últimos anos, principalmente a partir da Segunda Guerra Mundial, causou também um aumento dos resíduos eletrônicos e por consequência maior números de aterros sanitários.

“A indústria eletrônica é uma das que mais rapidamente crescem. Crescimento este acompanhado de uma maior obsolescência dos produtos e um maior descarte de eletrônicos ou lixo eletrônico [...]” (MIGUEZ, 2010, p. 23).

Outro fator que corroborou com ao aumento do lixo eletrônico foi o crescimento da população mundial. Países em desenvolvimento como o Brasil, há previsão de que aumento populacional se dará em áreas urbanas, dobrando na próxima geração [...]” (DAVIES 2006, apud PEREIRA et al, 2011, p. 47).

Com a globalização, os números de transações aumentaram significativamente, acompanhados das quantidades e das diversidades de produtos disponíveis no mercado. Esse evento fez nascer o desejo nos consumidores de possuir o produto de última geração, o que também contribuiu para o aumento dos bens de pós-consumo que se tornam resíduos e são descartados por obsolência.

No Brasil não foi diferente, o aumento crescente da tecnologia estimulou os brasileiros a adquirirem cada vez mais equipamentos eletrônicos. Essa aquisição foi aumentando ao longo dos anos conforme demonstra o Gráfico 1.

Gráfico 1 - equipamentos vendidos entre 2004 à 2010.

Fonte: DWECK (2007).

De acordo com o Gráfico 01, todos os produtos pesquisados tiveram aumento de consumo, com exceção da televisão, que entre os meados de 2007 a 2008 apresentou ligeira queda, mais logo em seguida o consumo se manteve constante. Os computadores tiveram aumento crescente na casa dos 30%, no mesmo intervalo de tempo, contudo o grande campeão de vendas foi o celular com aproximadamente 60% de aumento, no mesmo período. Esses equipamentos estão em uso, mas após consumo se tornaram um problema para a sociedade tanto civil como empresarial.

A Figura 1, a seguir, visa demonstra os caminhos reversos e os envolvidos no processo.

Figura 1 – Caminho reverso dos resíduos eletrônicos.

Fonte: JORDÃO (2017).

Portanto os resíduos eletrônicos originados na organização terão um tratamento de acordo com as técnicas da logística reversa. Serão coletados, transportados, inspecionados, processados e por fim descartados de maneira responsável e controlada, para mitigar os impactos dentro e fora da organização.

4.1 CLASSIFICAÇÃO DOS BENS GERADORES DESSES RESÍDUOS

Os bens podem ser classificados de acordo com sua vida útil, enquanto bens de consumo. Essa classificação leva em consideração o tempo de uso do equipamento ou componente eletrônico. Encerrando sua utilização, estes passam a serem denominados bens de pós-consumo e devem seguir o processo reverso, seja para reaproveitamento ou descarte.

Leite (2009, p. 39) classifica em três categorias os bens produzidos, que são: os bens descartáveis, os bens semiduráveis e os bens duráveis.

Os bens descartáveis são os bens que tem menos vida útil e são constituídos de produtos com alto grau de descartabilidade, são exemplos desse bem, as embalagens e os suprimentos para escritórios.

“Observa-se que, dependendo do grau de sua reutilização, o bem poderá retornar ao ciclo produtivo ou até mesmo ao mercado de produtos de segunda mão [...]” (PEREIRA et al., 2011, p. 35).

Estes produtos que retornam ao ciclo produtivo podem constituir fonte de receita para as empresas, com a venda de produtos usados para outros consumidores e/ou para as empresas que reciclam e transformam estes resíduos em matéria prima para a confecção de um novo produto.

Por sua vez, os bens duráveis possuem uma vida útil longa e são produzidos para atender os anseios da sociedade, são exemplos: os automóveis, móveis e eletrodomésticos.

Os bens semiduráveis são os bens de vida útil intermediária e que são produzidos para atender as necessidades específicas de consumidores, são exemplos: as baterias de celulares, os no-breack, computadores, etc.

Conhecer a vida útil dos bens de consumo é muito importante, pois se permite fazer uma projeção do volume de resíduos que a organização estará inserindo na sociedade após consumo e planejar medidas para mitigar os impactos no ambiente interno e externo à organização.

2. PROCESSOS METODOLÓGICOS

A metodologia de pesquisa tem como objetivo demonstrar os métodos e as técnicas de pesquisa que foram utilizadas neste trabalho de pesquisa, para a obtenção dos dados que foram mensurados para obter o resultado final da pesquisa.

Neste sentido, “[...] método é o conjunto de atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo [...], traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista” (LAKATOS; MARCONI, 1991, p. 83).

Quanto ao caráter será indutivo, uma vez que a indução

[...] é um processo mental por intermédio do qual, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas. Portanto, o objetivo dos argumentos indutivos é levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das premissas nas quais se basearam (LAKATOS; MARCONI, 1991, p. 86).

Dessa forma, está foi uma pesquisa indutiva, pois os resultados apresentados, referentes pesquisas de campo, na empresa de informática do município de Linhares-ES, poderão ser utilizados por outras empresas que atuam no mesmo seguimento ou até mesmo segmentos semelhantes com algumas adaptações.

2.1 TIPO DE PESQUISA

Esta pesquisa foi caracterizada de acordo com a taxionomia de Vergara (2010), que propõe dois critérios básicos: quanto aos fins e quanto aos meios.

Quanto aos fins a pesquisa foi descritiva e exploratória. Descritiva porque, segundo Vergara (2010, p. 42) “[...] expõe características de determinada população ou fenômeno”, assim, será abordou o contexto da empresa Loja de Informática pesquisada no que tange os aspectos ligados aos resíduos eletrônicos. Exploratória, em que Vergara (2010, p. 42) define como uma pesquisa que “[...] é realizada em área na qual há pouco conhecimento acumulado e sistematizado [...]”, assim, essa pesquisa abordou os aspectos inerentes aos resíduos eletrônicos gerados pelo comércio varejista, uma vez que, embora já se tenha estudos que tratam da Logística Reversa, estes são voltados, de modo geral, para indústria de grande porte ou quando dizem de resíduos eletrônicos abrange não só o de informática, mas de todos os tipos.

Quanto aos meios foram utilizados pesquisas bibliográficas, documentais e pesquisa de campo.

A pesquisa bibliográfica se deu por meio de livros e revistas que tratam do assunto. Assim, dicionários, artigos, teses e dissertações foram utilizados para obtenção de informações adicionais que tratam do assunto.

Nesse sentido, através da pesquisa bibliográfica foram levantados os conceitos dos termos, as abordagens de autores sobre o assunto, as contribuições e a legislação vigente.

A pesquisa documental foi realizada nos relatórios gerenciais de ordens de serviços na própria empresa pesquisada. Justifica-se sua utilização, pois estes detêm dados referentes aos resíduos eletrônicos de pós-consumo da empresa pesquisada. Através destes foi possível identificar quantidade de peças trocadas nesse período.

Com respeito à pesquisa de campo, sua utilização se explica, pois, foram realizadas investigações dentro da empresa que possibilitou conhecer o processo reverso que a empresa adota e levantar os dados que contribuíram para análise dos resultados dessa pesquisa.

2.2 UNIVERSO DA AMOSTRA

A amostra utilizada é não probabilística por acessibilidade, está “[...] longe de qualquer procedimento estatístico, seleciona elementos pela facilidade de acesso a eles” (VERGARA, 2010, p. 47). Assim, a amostra dessa pesquisa é composta pela empresa de informática do município de Linhares-ES.

2.3 COLETA DE DADOS

A coleta de dados foi realizada no período de 03 de Abril à 06 de outubro de 2017 na Loja de Informática, objeto da pesquisa. Foram realizadas três entrevistas com o gerente da empresa nos dias 17 de abril, 18 de maio e 3 de outubro de 2017.

A pesquisa exploratória se deu com o levantamento de toda a estrutura física da Loja de Informática pesquisada. Foram medidos estoques de resíduos de pós-consumo, espaço de todos os cômodos, metragem de toda área utilizada como mostruário e estoque de produtos novos.

Na pesquisa bibliográfica buscou-se o embasamento teórico. Como resultado dessa pesquisa, espera-se compreensão melhor da logística reversa, bem como dos procedimentos para descarte de forma adequada dos resíduos eletrônicos de pós-consumo.

Por fim, foi realizada a pesquisa de campo, com as entrevistas semiestruturadas, com o representante da Loja de Informática pesquisada. As entrevistas proporcionaram maior entendimento do processo reverso, do assunto e maior volume de dados. Para o empresário, da Loja de Informática pesquisada, os questionários tiveram ao todo 11 (onze) perguntas.

2.4 TRATAMENTO DOS DADOS

Após a coleta de dados no campo foi realizada a categorização, tabulação e a análise estatística (GIL, 1991, p. 115).

A categorização se fez necessária para identificar os tipos de resíduos que estão sendo gerados, bem como a sua destinação correta. A tabulação, por sua vez, viabilizou organizar e mensurar os dados obtidos na pesquisa de campo e documental.

Para a análise estatística foram utilizadas planilhas do software Microsoft Office Excel versão 2010 (MICROSOFT CORP, ESTADOS UNIDOS). Estas planilhas viabilizaram manipular os dados e gerar as informações necessárias para atingir os objetivos proposto nessa pesquisa com base nas teorias de Logística Reversa.

2.5 LIMITAÇÕES DO MÉTODO

Referente à coleta de dados a metodologia escolhida apresenta algumas limitações, conforme descreve Vergara (2009), sendo elas:

  • A pesquisa estará limitada de acordo com o universo de pesquisa;

  • Disposição e liberação de informações provenientes dos entrevistados apenas loja de informática pesquisada, loja varejista de informática e manutenção e não da loja de recarga de cartucho de tinta e tonner para impressoras a laser.

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Em entrevista o gerente da empresa afirma que há 4 anos não é feita nenhuma “limpeza” dos resíduos eletrônicos devido a legislação vigente. Ao todo, no levantamento dessa pesquisa, haviam 818 resíduos eletrônicos dos diversos tipos, para tanto, segue a Tabela 1 que demonstra a quantidade de cada resíduo que foi gerado:

Tabela 1 – Quantitativo dos resíduos eletrônicos acumulados no período


Fonte: Pesquisa de campo

Esse total de resíduos gerados representa o somatório entre os resíduos deixados na loja para o descarte, com a quantidade de resíduos que foram devolvidos aos seus proprietários. De acordo com a Tabela 1, é possível apresentar o Gráfico 2, a seguir, que demonstra o percentual total de cada resíduo gerado.

Gráfico 2 – Quantificação de resíduos por tipo


Fonte: Pesquisa de campo.

A partir desses dados, foi possível gerar o Gráfico 2, que representa o percentual de cada resíduo gerado, em que temos: memória 16,75% (137); fonte 15,16% (124); placas diversas 11,74% (96); HD 9,54% (78); placa mãe 6,72% (55); Bateria de 3V 6,36% (52); cooler 5,26% (43); gabinete completo 4,52% (37); gabinete vazio 4,28% (35); processador 3,5% (29); outros itens somados 16,17%. Sendo outros itens compostos por CD-ROM, mouse, ventoinha, monitor, teclado, estabilizador, caixa de som, driver de disquete, bateria de no-break, no-break, impressora.

8.3.2 PESO DOS RESÍDUOS GERADOS

A Tabela 2, a seguir foi confeccionada para demonstrar o peso bruto de cada resíduo eletrônico da Loja de Informática pesquisada e o peso total apurado no período de pesquisa, bem a representatividade de cada item no volume geral.

Tabela 2 – Peso unitário e total por cada tipo de resíduo eletrônico gerado


Descrição das peças danificadas

Quantidade

Total de resíduos

Peso unitário

Kg

Peso total

Kg

Gabinete completo

37

8,45

312,65

Gabinete Vazio

35

4,6

161

Fonte

124

0,75

93

Monitor

17

4

68

HD

78

0,6

46,8

Placa mãe

55

0,725

39,88

No-break

4

7

28

Cooler

43

0,49

21,07

CD-ROM

26

0,75

19,5

Placas diversas

96

0,2

19,2

Bateria no-break (12V)

6

2,75

16,5

Estabilizador

10

1

10

Teclado

15

0,5

7,5

Impressora

2

2,5

5

Drivers disquete

7

0,49

3,43

Caixa de som

8

0,375

3

Ventoinha

18

0,15

2,7

Memória

137

0,016

2,22

Mouse

19

0,075

1,43

Processador

29

0,042

1,22

Bateria de placa mãe (3V)

52

0,005

0,26

TOTAL

862,36

Fonte: Pesquisa de Campo

O Gráfico 3, a seguir, demonstra o percentual de cada resíduo eletrônicos especificados na Tabela 2.

Gráfico 3 – Participação percentual do peso total por tipo de resíduo eletrônico da empresa.


Fonte: Pesquisa de campo.

O Gráfico 3, representa o percentual do peso total por tipo de resíduo eletrônico que foi gerado no período de pesquisa, dentre este resíduos têm-se, tanto os que ficaram na empresa Loja de Informática pesquisada, para dar o devido descarte, quanto àqueles em que os proprietários solicitaram a devolução. Nesta dimensão de informações, pode-se destacar o gabinete completo que representa 36,26% (312,65 kg), sendo o mais expressivo neste gráfico e a bateria da placa mãe (3 v), que esta em torno de 0,03% (0,260 Kg), representando o resíduo como menor peso bruto especificado nesta pesquisa.

6.2.2 Índice de descartabilidade

Segundo relatório, gerado pelo sistema de informação da empresa, foi possível identificar o índice geral de descartabilidade dos resíduos eletrônicos gerados, para tanto, segue a Tabela 3:

Tabela 3 – Quantidade de resíduos eletrônicos gerados pelas partes envolvidas



Parte envolvida




Quantidade de resíduo

Consumidor – Pessoa Física

489

Consumidor – Pessoa Jurídica

263

Fornecedor

25

Interno

21

TOTAL

818

Fonte: Pesquisa de Campo

Os dados da Tabela 03 possibilitou estabelecer uma comparação entre o número de resíduos gerados entre as pessoas físicas e jurídicas. Dessa forma, tem-se o Gráfico 4 que se segue:

Gráfico 4 – Comparação dos tipos de pessoas geradoras de resíduos.


Fonte: Pesquisa de campo

Conforme o Gráfico 4, que compara os tipos de pessoas geradoras de resíduos, 59,78%(489) dos resíduos gerados são provenientes das pessoas físicas e 40,22%(329) são das pessoas jurídicas.

A Tabela 3 possibilitou gerar também o Gráfico 5, que compara os geradores de resíduos pessoa jurídica, que segue:

Gráfico 5 – Comparação das pessoas jurídicas geradoras de resíduos.


Fonte: Pesquisa de campo.

Conforme o Gráfico 5, do total de resíduos gerados pelas pessoas jurídicas, os clientes finais geraram 74,94% (263), os fornecedores geraram 12,46%(41) e o processo interno gerou 7,6% (25).

A Tabela 4, a seguir, demonstra qual a quantidade de peças que ficaram na Loja de Informática pesquisada e quantos resíduos foram devolvidos aos donos.

Tabela 4 – destino dos resíduos eletrônicos gerados

Destino dos resíduos

Quantidade

Deixado na Loja de Informática pesquisada

490

Entregue ao cliente

328

TOTAL

818

Fonte: Pesquisa de campo.

De acordo com os dados apresentados na Tabela 4 é possível relacionar o percentual dos resíduos para ser dado o devido descarte, e os que são devolvidos aos clientes. Assim, tem-se como resultado a seguir o Gráfico 6:

Gráfico 6 – Diferença entre as peças que ficaram na loja para o descarte e as peças que os clientes buscaram.


Fonte: Pesquisa de campo.

Através do Gráfico 6 observa-se que 59,90% (490) dos resíduos são deixados na loja para ser dado o descarte e, em contra partida, 40,10% (328) dos resíduos são entregues aos donos.

6.2.3 Impactos internos gerados pelos resíduos

As instalações da Loja de Informática pesquisada ocupam uma área total de 130m² e essa área é utilizada conforme a Tabela 5 a seguir:

Tabela 5 – Área física da Loja de Informática pesquisada em metros quadrado

Descrição das instalações

Área (M²)

Área livre e departamentos

106,50

Estoque de produtos novos

12,50

Estoque de resíduos de pós-consumo

11,00

TOTAL:

130,00

Fonte: Pesquisa de campo.

A Tabela 5, que demonstra a área física da empresa Loja de Informática pesquisada em metros quadrados, possibilitou gerar o Gráfico 7 que compara o espaço utilizado para as instalações da empresa, assim, segue-se:

Gráfico 7 – Distribuição do espaço físico da Loja de Informática pesquisada


Fonte: Pesquisa de campo.

Segundo o Gráfico 7, de todo o espaço físico da Loja de Informática pesquisada: 106,50m² (81,92%) são utilizados para os departamentos da empresa e área livre; 12,5m² (9,62%) são utilizados para o estoque de produtos novos; e 11m² (8,46%) são utilizados para estoque de resíduos de pós-consumo.

De acordo com a Tabela 05 foi realizada a comparação entre o espaço utilizado para estoque de produtos novos, em que se incluem os produtos dispostos na prateleira, com o estoque de pós-consumo, dessa forma segue o Gráfico 8:

Gráfico 08: Comparação do espaço utilizado por produtos novos com os de pós-consumo


Fonte: Pesquisa de campo.

De acordo com o Gráfico 8 que compara o espaço utilizado por produtos novos com os de pós-consumo, o estoque de pós-consumo representa 46,81% enquanto o estoque de produtos novos representa os 53,19% restante.

6.2.5 Análise das Entrevistas

As entrevistas, para a obtenção destas informações, foram realizadas nos dias 17 de abril, 18 de maio e 3 de outubro de 2017, com Sr. Braz Eduardo Martins, proprietário e gerente geral da Loja de Informática pesquisada, graduado em Administração de Empresas, que respondeu o questionário conforme as descrições a seguir.

Dentre as questões, foi perguntado se este consegue descrever a cadeia logística dos seus produtos no mercado, como resposta, obtive-se que a Loja de Informática pesquisada adquire seus produtos dos seus fornecedores, esses por suas vezes adquirem dos fabricantes. Neste sentido, os produtos vão ir para o estoque da Loja de Informática pesquisada e ficar a disposição dos clientes, após compra na loja, será feito a entrega conforme negociado na compra.

Conforme a resposta segue a Figura 2, que demonstra o processo de logística da Loja de Informática pesquisada.

Figura 2 – Cadeia Logística da Loja de Informática pesquisada


Fonte: Pesquisadores.

A seguir foi perguntado se a empresa possuí conhecimento sobre os impactos dos resíduos de seus produtos no mercado. Neste caso, o gestor deixou claro que sim e que existem duas situações: a primeira ocorre quando o cliente leva a mercadoria danificada para casa, dessa forma, pode ocorrer um impacto no meio ambiente se caso este fizer o descarte de forma indevida; o segundo caso ocorre quando os resíduos ficam na loja, onde estes retornam para reciclagem ou para aterros legais, já respondendo de forma positiva a terceira pergunta que questionaria se a Loja de Informática pesquisada faz a logística reversa dos resíduos.

Ao perguntar se a empresa promove a seleção dos resíduos eletrônicos, ou seja, desmonta todas as peças de um componente e os classifica por grau de importância, obteve-se como resposta que não, as peças são conservadas nos seus aspectos físicos originais.

Em seguida foi questionado o que é feito com esses resíduos dentro da loja, o gestor respondeu que estes são armazenados em uma sala até chegar o ponto de coleta. Foi perguntado então, qual é o ponto de coleta, prontamente, foi respondido que o ponto de coleta se dá quando atinge um volume ideal para a empresa coletar, esse volume normalmente dá-se a cada seis meses. Respondendo assim, a pergunta que se refere ao tempo médio que as peças ficam alocadas no estoque de pós-consumo.

Quando perguntado quais os impactos dos resíduos na loja, este respondeu que atualmente é o aparecimento de insetos e o uso de um cômodo só para esse fim.

Foi perguntado se a empresa conhece o destino final dado aos seus resíduos eletrônicos, como resposta, ainda, obteve-se um sim, pois os resíduos que podem ser reciclados são destinados para empresas de reciclagem, os resíduos que não podem ser reciclados são destinados para o descarte final mais adequado ao resíduo. Este completou ainda, que por meio de uma empresa de coleta, ele transfere esses resíduos para que seja possível dar a melhor destinação a estes. Perguntou-se ainda se existe algum custo envolvido na transferência, o gestor respondeu “que pelo contrário eles ainda pagam pelos resíduos coletados”. Quanto? “o peso bruto por quilo”. Qual preço? ”o preço varia em função do tipo de resíduo”, e disponibilizou a tabela da empresa ES Ambiental com os preços pagos pelos resíduos por ela coletado.

Quando questionado que tipo de valor o processo reverso utilizado pela Loja de Informática pesquisada gera, o gestor da empresa apresentou que o processo reverso gera valor legal, ecológico e financeiro. Legal por se adequar a legislação vigente. Ecológico por minimizar a quantidade de resíduos que, sua grande maioria, seria jogado junto com o lixo residencial. Financeiro, pois a empresa de coleta paga, pelo peso, por cada resíduo coletado. Aproveitando a oportunidade, esse processo não traz valor para imagem da Loja de Informática pesquisada? “Sim, traz, no entanto, não é tão expressivo, pois não há um trabalho de marketing envolvido neste processo”. Porque não fazer um trabalho de Marketing? É um projeto para o futuro, pois estamos ampliando a loja para atender a demanda.

Para finalizar, foi solicitado que este descrevesse o processo reverso utilizado pela Loja de Informática pesquisada atualmente. Em resumo este disse que: A logística reversa ocorre na seguinte sequência, representada na Figura 3:

Figura 3 – Sequência da logística reversa

Fonte: Pesquisadores

De acordo com entrevista realizada com o gestor da Loja de Informática pesquisada, o processo reverso interno ocorre da seguinte maneira:

Um ponto comum de todo o processo, é que todos os resíduos são estocados e em seguida coletados por uma empresa licenciada para ser dado o descarte de forma correta. Antes desse processo, existem situações diferenciadas.

O primeiro caso ocorre quando o cliente deixa a peça danificada na loja para ser dado o descarte e segue o caminho comum.

O segundo acontece quando o cliente deixa uma peça ou o computador inteiro para ser feito algum serviço, nesse caso, é realizado teste em todos componentes, quando encontrado alguma peça com defeito, o cliente é informado se a loja pode descartar ou não. Se não, a peça danificada é devolvida ao cliente, se sim, a peça segue o ponto comum do processo reverso.

O terceiro caso ocorre com os fornecedores. Ao receber as mercadorias, todas são conferidas, e se identificado alguma peça com danos físicos, o fornecedor é comunicado de imediato. Quando autoriza o descarte, este segue o caminho comum do processo reverso.

O quarto caso é interno, quando uma peça nova sofre avaria no processo operacional ou quando alguma peça do próprio uso da Loja de Informática pesquisada é danificada.

Dessa forma, segue Figura 04 que retrata todo o processo reverso da Loja de Informática pesquisada:

Figura 04 - Processo reverso interno da empresa Loja de Informática pesquisada.



Fonte: Pesquisadores.

CONCLUSÃO

As empresas atuais estão inseridas em processos altamente complexos e necessitam de constantes avaliações em suas atividades diárias. Neste sentido, esta pesquisa buscou analisar a logística reversa da empresa Loja de Informática de Linhares – ES, detendo-se sobre o processo reverso e os principais valores gerados com a utilização da logística reversa. Desta forma, alguns pontos marcantes foram ressaltados, como por exemplo, que a empresa visa influenciar os clientes a realizar o descarte mais adequado.

Diante das informações expostas neste trabalho de pesquisa e por meio de conceitos e abordagens apresentado no referencial teórico, concluiu-se que a empresa Loja de Informática realiza a logística reversa de seus resíduos eletrônicos, este processo se apresenta como uma forma de minimizar os impactos internos da empresa e se torna um instrumento importante para atender o que determina a legislação vigente, contribuindo diretamente com a diminuição da poluição advindo do descarte indevido no meio ambiente.

Sendo assim, levando-se em consideração os aspectos inerentes a esta pesquisa, foi possível descrever de forma resumida, a cadeia logística reversa que a Martins Informática está inserida, sendo esta, o conjunto de intermediários do processo reverso, que se inicia com a coleta dos resíduos eletrônicos, seja por intermédio da pessoa física ou jurídica, perpassando pela empresa pesquisada, através dos procedimentos comuns de venda e assistência técnica, logo então, encaminha estes resíduos eletrônicos para empresa responsável pelo processo de reaproveitamento e descarte final mais adequado.

Para que fosse possível analisar a logística reversa da Martins Informática, houve a necessidade de mensurar os resíduos gerados e o espaço utilizado por esses resíduos na empresa. Conforme destacado no estudo de caso apresentado, foi possível estabelecer uma visão ampla das dimensões e volumes deste resíduo. Em termos gerais, o espaço utilizado para os resíduos eletrônicos na empresa, equivale aproximadamente ao espaço utilizado para produtos novos. Por meio da análise do índice de descartabilidade dos resíduos eletrônicos, foi possível perceber que entre os envolvidos, os maiores responsáveis pelo descarte, 54 são os consumidores finais (pessoas físicas). Devendo a empresa ter uma atenção especial aos envolvidos que não deixam os resíduos eletrônicos, para o devido descarte.

Por sua vez, fazer uso de um processo de coleta destes resíduos acaba por aumentar o volume e os problemas advindos deste armazenamento. Os resíduos eletrônicos, de maneira geral provocam diversos impactos, tanto nas organizações e na sociedade. Entretanto, em vista dos argumentos apresentados foi possível identificar os valores que a logística reversa agrega na Martins Informática, sendo eles os principais: valor econômico, o valor ambiental, valor legal e valor para sua imagem corporativa.

Na atualidade, a logística reversa, é um dos instrumentos corroborativos para a sustentabilidade, estes conceitos estão em evidência e em franco crescimento, a cada dia surge procedimentos e métodos mais eficientes e eficazes para o descarte dos resíduos, por se tratar de um tema bem amplo, este trabalho abre novas perspectivas para novas pesquisas e novas ideias.

REFERÊNCIAS

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GONÇALVES, Renato Carvalho. Você sabe o que é logística verde?. 2007. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/voce-sabe-o-que-e-logistica-verde/14276/>. Acesso em: 02 jun. 2017.

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LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Maria de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Atlas, 1991.

LEITE, Paulo Roberto. Logística Reversa: meio ambiente e competitividade. 2. ed. São Paulo: Pearson, 2009.

MIGUEZ, Eduardo Correia. Logística reversa como solução para o problema do lixo eletrônico: benefícios ambientais e financeiros. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2010.

PEREIRA, André Luiz et al. Logística reversa e sustentabilidade. São Paulo: Cengage Learning, 2012.

VERGARA, Sylvia Constant. Métodos de coleta de dados no campo. São Paulo: Atlas, 2009.

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de pesquisa em administração. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2010.





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