ISSN 1678-0701
Número 62, Ano XVI.
Dezembro/2017-Fevereiro/2018.
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28/01/2018EDUCAÇÃO AMBIENTAL ATRAVÉS DA HORTA ESCOLAR: ALGUMAS POSSIBILIDADES  
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Educação Ambiental através da horta escolar: algumas possibilidades

Environmental Education through school garden: some possibilities

Dra. Sandra Lucia de Souza Pinto Cribb, UNISUAM

sandralucribb@yahoo.com.br

Resumo

Este artigo apresenta informações importantes sobre a Educação Ambiental através da horta escolar; o quanto ambas tem contribuído para a formação de uma consciência de respeito à natureza e a necessidade de preservarmos o ambiente. Além da influência na melhoria da alimentação de crianças e adolescentes. O envolvimento com trabalhos realizados numa horta exercita a criatividade, leva a compreensão de que solidariedade e respeito são posturas essenciais para o trabalho em grupo e para a construção do senso de responsabilidade das práticas do cuidar e da cooperação. A Educação Ambiental como tema transversal é uma ação educativa que auxilia os alunos na mudança de hábitos e atitudes que contribuam para a redução da degradação ambiental; estimulem a melhoria da alimentação e formem cidadãos críticos em relação às questões da vida.

Palavras-chave: Educação Ambiental, Ensino, Horta Escolar, Interdisciplinaridade.

Abstract

This article provides important information about environmental education through the school garden and how both have contributed to the formation of a consciousness of respect for nature and the need to preserve the environment. Besides the influence on improving nutrition of children and adolescents. The involvement with work carried out in a vegetable garden exercistes creativity, leads to understanding that solidarity and respect are essential attitudes for teamwork and to build the sense of responsibility of care practices and cooperation. Environmental education as a crosscutting theme is an educational action that helps students in changing habits and attitudes that contribute to the reduction of environmental degradation; encourage better nutrition and form critical citizens on the issues of life.

Keywords: Environmental Education, Teaching, School Garden, Interdisciplinarity; improvement in quality of life.

Introdução

As atividades realizadas na horta escolar contribuem para os alunos compreenderem o perigo na utilização de agrotóxicos para a saúde humana e para o meio ambiente; proporciona uma compreensão da necessidade da preservação do meio ambiente escolar; desenvolve a capacidade do trabalho em equipe e da cooperação; proporciona um maior contato com a natureza, já que crianças dos centros urbanos estão cada vez mais afastadas do contato com o ambiente natural. Proporciona também a modificação dos hábitos alimentares dos alunos, além da percepção da necessidade de reaproveitamento de materiais tais como: garrafas pet, embalagem tetra pak, copos descartáveis, entre outros. Tais atividades auxiliam no desenvolvimento da consciência de que é necessário adotarmos um estilo de vida menos impactante sobre meio ambiente bem como a integração dos alunos com a problemática ambiental vivenciada a partir do universo da horta escolar.

A horta escolar como uma atividade que permite o desenvolvimento de questões ligadas à educação ambiental tem sido enfatizada por vários pesquisadores (REIGOTA, 2009; MIRANDA; KLEIN; MUCCIATO, 2005; FREITAS, H. R, s.d.; MORGADO & SANTOS, 2008; TAVARES & ROGADO, 2008). Esse enquadramento da horta no contexto da educação ambiental (Tavares; Rogado, 2008) se justifica, e se fortifica, devido à relação homem/natureza (MIRANDA; KLEIN; MUCCIATO, 2005, APUD, TAVARES & ROGADO, 2008).

Numa horta escolar há possibilidade de se trabalhar diversas temáticas, dentre as quais, os conceitos, princípios e o histórico da agricultura; a importância da educação ambiental; a relevância das hortaliças para a saúde. Além das aulas práticas onde se trabalham as formas de plantio, o cultivo e o cuidado com as hortaliças.

Na formação e no início das atividades na horta escolar, todos podem e devem se envolver. Toda a comunidade escolar pode colaborar na limpeza do terreno, na formação dos canteiros e com a aquisição das sementes recomendadas pelo professor (es) responsável (eis) pela horta, observando à característica do solo, as influências climáticas, a facilidade de transplantio, a resistência às “pragas”, enfim, aspectos que influenciam no desenvolvimento das plantas.

A partir do número de canteiros, em sala de aula calcula-se junto com os alunos: a área de cada canteiro e a distância entre eles; a distância entre as covas para colocar as sementes de espécies de plantio definitivo, o número de covas, o número de sementes colocadas em cada cova, o tempo de germinação, o período apropriado para colheita. Tal tarefa pode ser acompanhada por um professor de matemática.

Para as espécies de transplantio, frente à inexistência ou impossibilidade de aquisição de sementeiras, podemos proceder à utilização de embalagens de isopor vazias utilizadas para acondicionar ovos; posteriormente podem ser compradas duas sementeiras, o que facilita a produção das mudas de hortaliças de transplantio.

Se o espaço destinado a formação da horta for provido de árvores e estas estejam muito cheias ou muito altas, providencia-se uma poda de adequação das mesmas para possibilitar maior entrada de sol e facilitar o bom desenvolvimento dos legumes, verduras e das plantas ornamentais. Caso sejam árvores frutíferas e tiverem frutos, estes podem ser distribuídos aos alunos ou encaminhados ao restaurante do colégio e servidos como sobremesa.

Recomenda-se deixar um dos canteiros para a formação de um minhocário. Para tanto, é oportuno que se adquira uma boa quantidade de composto orgânico. Uma parte deste material poderá utilizada também na adubação dos canteiros e de jardins, se houver.

Na época de colheita, as hortaliças devem ser distribuídas aos alunos como um estímulo a eles e aos responsáveis pelo trabalho desenvolvido. Além da produção e distribuição de hortaliças, duas outras atividades são interessantes, a saber, a realização de uma feirinha para que seja vendida parte da produção e a outra é a produção de plantas ornamentais destinadas a organizar os jardins ou jardineiras e posteriormente, se for possível, as mudas podem ser colocadas à venda para a comunidade escolar.

Educação ambiental e a horta escolar

A questão ambiental vem sendo amplamente debatida e ganhando cada vez mais atenção em muitos e diferentes contextos sociais, assumindo crescente importância nas instâncias política, acadêmica e na mídia.

A partir da revolução científica o homem passou a se relacionar com a natureza de forma dominadora (BOFF, 1999; CARSON, 2010; DEAN, 1996; DORST, 1973; DRUMMOND, 1997; THOMAS, 1989). O modelo de desenvolvimento definido a partir da Revolução Industrial acarretou uma intensificação da destruição dos recursos naturais provocando reações e a organização de parcelas da sociedade em torno da preservação da natureza.

A partir da década de 70 do século XX os debates sobre a questão ambiental aumentaram, surgiram os movimentos ambientalistas, que compreendiam a problemática ambiental como uma crise que já atingia toda a civilização frente à degradação ambiental. Após a realização de vários encontros nacionais e internacionais, envolvendo instituições governamentais e não-governamentais, foi indicado nos documentos resultantes destes eventos que uma das estratégias utilizadas para conter o processo de destruição da natureza seria a educação, através de uma nova dimensão - a Educação Ambiental – que surge como um processo educativo que conforma um conhecimento ambiental que se traduz em valores éticos.

Cabe destacar que estamos falando da Educação Ambiental Crítica, já que esta ao contribuir para uma mudança de valores e atitudes estará contribuindo também para a formação de um sujeito ecológico (CARVALHO, 2004; GUIMARÃES, 2004; LOUREIRO, 2009; LAYRAGUES, 2009, APUD CRIBB, 2007)

A Educação Ambiental representa uma ferramenta fundamental para estabelecer uma ligação mais estreita entre o ser humano e a natureza. Uma transformação social de caráter urgente que busque conforme Sorrentino (2005), a superação das injustiças ambientais e sociais na humanidade.

Esta abordagem requer uma visão interdisciplinar nos diferentes níveis e modalidades de ensino (Brasil, 1999), isto é, uma compreensão para além da ecologia, da biologia e da química (Dias, 2003; Reigota, 2009). Gallo (2000) cita como exemplo os problemas ecológicos e menciona que estes não podem mais ser abarcados apenas pela perspectiva apenas de uma disciplina como da biologia, ou da geografia, ou da química, ou da política etc. A ecologia é um novo campo de conhecimento onde há a interseção de vários campos de saberes, que vão além daqueles já citados, e por isto menciona que podem ser chamados de problemas híbridos.

A interdisciplinaridade tem como estratégia a união de diferentes disciplinas em busca da compreensão e da resolução de um problema. Nesse âmbito as diversas disciplinas não precisam se afastar de seus conceitos e métodos para contribuir com um projeto ou com a solução de algum problema como já foi mencionado. Num processo interdisciplinar é importante que haja a união, a participação, o espírito de grupo, o engajamento, a comunicação e a ação. Nas palavras de Gallo (2000, p.6)

o sentido geral da interdisciplinaridade é a consciência da necessidade de um interrelacionamento explícito entre as disciplinas todas. Em outras palavras, a interdisciplinaridade é a tentativa de superação de um processo histórico de abstração do conhecimento que culmina com a total desarticulação do saber que nossos estudantes (e também nós, professores) têm o desprazer de experimentar.

Nesse sentido o papel do educador ambiental no ensino fundamental é muito relevante, já que a Educação Ambiental não é uma matéria somada àquelas existentes e sim um tema transversal que exige a união das disciplinas do currículo além do conhecimento de vários temas da atualidade, o que se constitui num desafio, que obrigatoriamente leva à uma constante pesquisa por parte dos profissionais. Tal desafio (Gallo, 2001), faz com que os cientistas comecem a explorar as fronteiras entre as ciências e a partir dessa exploração se constrói a proposta da interdisciplinaridade, numa tentativa de restabelecer as ligações perdidas com as especializações. Assim, podemos depreender que a interdisciplinaridade é um processo de cooperação e intercâmbio entre as diversas áreas do conhecimento e de campos profissionais, que enriquecem a abordagem de um tema, sem privilegiar uma disciplina ou outra, pois envolve um trabalho que exige parcerias constantes. Para Japiassu (1976, p. 75)

Estamos diante de um processo interdisciplinar todas as vezes em que ele conseguir incorporar os resultados de várias especialidades, que tomar de empréstimo a outras disciplinas certos instrumentos e técnicas metodológicas, fazendo uso dos esquemas conceituais e das análises que se encontram nos diversos ramos do saber, a fim de fazê-los integrarem e convergirem, depois de terem sido comparados e julgados. Donde podemos dizer que o papel específico da atividade interdisciplinar consiste, primordialmente, em lançar uma ponte para religar as fronteiras que haviam sido estabelecidas anteriormente entre as disciplinas com o objetivo preciso de assegurar a cada um seu caráter propriamente positivo, segundo modos particulares e com resultados específicos.

A Educação Ambiental requer conhecimento de caráter social como: valores culturais, morais, justiça, saúde, a noção de cidadania, entre outros aspectos que conformam a totalidade social.

Quando nos referimos à educação ambiental, situamo-na em contexto mais amplo, o da educação para a cidadania, configurando-a como elemento determinante para a consolidação de sujeitos cidadãos. O desafio do fortalecimento da cidadania para a população como um todo, e não para um grupo restrito, concretiza-se pela possibilidade de cada pessoa ser portadora de direitos e deveres, e de se converter, portanto, em ator co-responsável na defesa da qualidade de vida (JACOBI, 2003, p. 197).

A educação para a cidadania requer uma abordagem que seja cada vez menos fragmentada, que envolva metodologias interdisciplinares e inclua as questões sociais e que estas sejam submetidas à aprendizagem e à reflexão dos alunos, a partir de um tratamento didático que perceba a sua complexidade e dinâmica, atribuindo-lhes a mesma importância das áreas convencionais. Desta forma o currículo ganha em flexibilidade e abertura, já que os temas podem ser contextualizados e priorizados conforme as diversas realidades locais e regionais, possibilitando ainda a inclusão de novos temas (GALLO, 2001).

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) criados pelo Ministério da Educação em 1998 indicam que a aprendizagem de valores e atitudes deve ser mais explorada do ponto de vista pedagógico; e o conhecimento dos problemas ambientais e de suas conseqüências desastrosas para a vida humana é importante para promover uma atitude de cuidado e atenção com essas questões, incentivar ações preservacionistas (BRASIL, 1998).

Como se infere da visão aqui exposta, a principal função do trabalho com o tema Meio Ambiente é contribuir para a formação de cidadãos conscientes, aptos para decidirem e atuarem na realidade socioambiental de um modo comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um e da sociedade, local e global. Para isso é necessário que, mais do que informações e conceitos, a escola se proponha a trabalhar com atitudes, com formação de valores, com o ensino e a aprendizagem de habilidades e procedimentos. E esse é um grande desafio para a educação. Comportamentos “ambientalmente corretos” serão aprendidos na prática do dia-a-dia na escola: gestos de solidariedade, hábitos de higiene pessoal e dos diversos ambientes, participação em pequenas negociações podem ser exemplos disso (BRASIL, 1997, p. 25).

A Educação Ambiental tem contribuído muito para uma nova conscientização, levando o homem a ter outros de hábitos e atitudes e sua relação com o ambiente. Destacamos ainda que a Educação Ambiental busca a democratização da cultura, do acesso e permanência na escola bem como da melhora do nível cultural da população para compreender o que é ciência, os avanços científicos e tecnológicos e as possibilidades de solução para diversos problemas de nossa época. Loureiro (2004, p. 89) compartilha da mesma idéia ao expressar que a Educação Ambiental deve possuir um conteúdo emancipatório, onde as alterações da atividade humana, vinculadas ao fazer educativo possam conferir mudanças individuais e coletivas, locais e globais, estruturais e conjunturais, econômicas e culturais (LOUREIRO 2004, p. 89).

A idéia expressa por Freire (2000) é a de que temos que assumir o dever de lutar pelos fundamentos éticos mais imprescindíveis quanto ao respeito à vida como um todo.

... urge que assumamos o dever de lutar pelos princípios éticos mais fundamentais como do respeito à vida dos seres humanos, à vida dos outros animais, à vida dos pássaros, à vida dos rios e das florestas. Não creio na amorosidade entre mulheres e homens, entre os seres humanos se não nos tornamos capazes de amar o mundo. A ecologia ganha uma importância fundamental neste fim de século. Ela tem de estar presente em qualquer pratica educativa de caráter radical, critico ou libertador. (FREIRE, 2000, p. 31).

Em relação a produção de alimentos in natura Ruscheinsky (2002), sustenta ser necessário que a agricultura tenha um caráter mais auto-sustentável e menos agressivo à natureza como tem se apresentado a agricultura convencional. Nesse sentido a chamada agricultura ecológica é uma alternativa viável e traz muitos benefícios aos produtores, aos consumidores e para o meio ambiente como um todo. Este tipo de agricultura não utiliza em seu sistema de produção fertilizantes sintéticos de alta solubilidade e agrotóxicos, tampouco reguladores de crescimento e aditivos sintéticos para a alimentação animal. Na produção ecológica de alimentos é utilizado esterco de animais, rotação de culturas, adubação verde, compostagem e controle biológico de pragas e doenças. Este sistema procura manter a estrutura e produtividade do solo, trabalhando em harmonia com a natureza.

A Educação Ambiental proporciona aos alunos conhecimentos sobre uma de agricultura mais natural e por isto mais saudável para a saúde humana e ambiental. Apresenta o perigo da utilização de agrotóxicos e o mal que estas substâncias causam à saúde dos homens, dos animais e aos ecossistemas. Também contribui para que os estudantes descubram a importância dos vegetais para a nossa vida.

Outro estímulo é a possibilidade de sair do espaço da sala de aula convencional para fazer aulas práticas em um espaço aberto, e estar em contato direto com a terra, com a água, aprender a preparar o solo; conhecer e associar os ciclos alimentares de semeadura, plantio, cultivo, ter cuidado com as plantas, colhê-las e ter a oportunidade de comer aquilo que plantou; tais atividades tornam-se uma diversão, além de ser um momento em que os alunos aprendem a respeitar a terra. Sem dúvida a combinação destes conhecimentos leva os alunos à compreensão de que o solo fértil contém bilhões de organismos vivos e que estes são microorganismos que realizam transformações químicas fundamentais para a manutenção da vida na Terra (CRIBB, 2007). Conforme Capra (2005) em razão da natureza do solo vivo temos que preservar a integridade dos grandes ciclos ecológicos em nossas práticas agrícolas e de jardinagens. Essa perspectiva apoia-se num profundo respeito pela vida e faz parte de muitos métodos tradicionais de cultivo da terra que estão sendo atualmente resgatados pela agricultura ecológica, pela agricultura orgânica, pela agricultura biodinâmica, entre outros.

Nesse sentido afirmamos que a horta escolar é o espaço propício para que as crianças aprendam os benefícios de formas de cultivo mais saudáveis. Além disso, aprendem a se alimentar melhor, pois como se sabe, as crianças geralmente não gostam de comer verduras e legumes e o fato de cultivar o alimento que levarão para casa os estimula a comê-los, especialmente quando conhecem a origem dos vegetais e sabem que são cultivados sem a adição de insumos químicos. O espaço da horta escolar é caracterizado por Capra (idem) como um local capaz de religar as crianças aos fundamentos básicos da comida e ao mesmo tempo integra e enriquece todas as atividades escolares. As atividades na horta despertam para não depredar, mas para conservar o ambiente e a trilhar os caminhos para alcançar o desenvolvimento sustentável (CRIBB, 2007).

A partir das atividades desenvolvidas na horta, os alunos ficam sensibilizados com a preservação do ambiente escolar, identificando áreas degradadas no espaço escolar ou jardins (se houver), bueiros entupidos por falta de limpeza periódica e preventiva, que impossibilita o escoamento de água da chuva ocasionando muitas vezes o empoçamento em vários pontos da escola. Tal situação pode contribuir para que os alunos busquem soluções junto a direção da Instituição de ensino, apresentem o que foi identificado por eles e acabem assim provocando a limpeza dos bueiros. Além disso, os alunos passam a ter atenção e cuidado com os animais silvestres, que eventualmente possam aparecer no colégio e por vezes podem sofrer maus tratos.

As aulas desenvolvidas na horta também conferem a oportunidade das crianças estabelecerem contato com a natureza, já que muitas perderam esta possibilidade. Muitas famílias residem em edifícios ou em casas cujos quintais são muito pequenos ou cimentados. Ao manipularem a terra muitos estudantes melhoram ou adquirem maior habilidade manual, melhoram a coordenação motora, além de conseguir mais força muscular nas mãos.

A questão ambiental possui um caráter amplo e complexo, pois envolve diversos campos do saber. Tal aspecto exige uma abordagem cada vez menos fragmentada, carecendo da utilização de métodos interdisciplinares, com uma visão sistêmica, um pensamento holístico (Capra, 1982; Leff, 2001) que possibilite restabelecer uma determinada realidade na sua totalidade.

Nesse sentido, como já foi mencionado, a Educação Ambiental requer uma abordagem interdisciplinar, já que lida com a realidade, adota uma abordagem que considera todos os aspectos que compõem a questão ambiental e sociocultural e procura conforme Oliveira (2003) estabelecer um diálogo entre as diversas culturas presentes nos mais diversos espaços/tempos sociais, onde a vida cotidiana não é apenas lócus de repetição, é também, e, sobretudo, espaço/tempo de produção de conhecimentos válidos e necessários (ALVES, 2004).

Um trabalho de ensino-aprendizagem precisa ser conduzido a partir de uma visão integradora, voltada para as realidades ecológica, econômica e sociocultural de cada indivíduo, de cada sociedade, de cada região. Assim sendo, um trabalho de ensino-aprendizagem realizado em uma horta escolar nos remete à Oliveira (2004, p. 9) sobre questões relacionadas às alternativas curriculares, principalmente no que diz respeito à contribuição para a emancipação social, de que o currículo não é apenas “uma lista de conteúdos a serem ministrados a um determinado grupo de sujeitos, mas como criação cotidiana daqueles que fazem as escolas e como prática que envolve todos os saberes e processos interativos do trabalho pedagógico realizado por alunos e professores” (OLIVEIRA 2004, p. 9).

A mesma autora também exprime a idéia de que,

a vida cotidiana tem seus próprios currículos, expressos nos processos sociais de aprendizagem que permeiam todo o nosso estar no mundo e que nos constituem. Nesse sentido, alternativas curriculares, desenvolvidas dentro e/ou fora da escola, que podem ser entendidas como contribuição para a emancipação social na medida em que representam experiências voltadas para o conhecimento-emancipação (...). Como redes de práticas habitadas tanto por presenças quanto por ausências, os fazeres pedagógicos aqui apresentados ganham sentido emancipatório, voltando-se para a superação do colonialismo e buscam caminhar em direção à solidariedade (OLIVEIRA, 2004, p. 9).

Oliveira (idem) também aborda o aspecto da criatividade, para além daquilo que é imposto ou norma curricular, ou seja, as artes do currículo, são as maneiras que se fazem, produzem currículos reais através de procedimentos e mecanismos que procuram o desenvolvimento de uma ação educativa mais eficaz. De maneira que a relação com a realidade sua articulação com outras possibilidades do real, o rompimento com a idéia de dissociação entre teoria e prática e o comprometimento com a criação de uma outra sociedade trazem a possibilidade de se pensar em outra educação. Que seja voltada para a construção de ‘um mundo possível’, de mais equilíbrio e respeito mútuo entre diferentes sujeitos, individuais e coletivos (OLIVEIRA, 2004, p. 20).

Assim, nas aulas realizadas no espaço da horta escolar é possível resgatar-se a história da agricultura e através dela apresentar como o ser humano desde a pré-história vem buscando primeiro através da coleta de vegetais e da caça e depois através das práticas agrícolas garantir o seu sustento. Que após este período foram muitos os caminhos percorridos pela humanidade.

Num primeiro período histórico o homem atravessou o chamado período mítico-religioso, através do qual ele acreditava que as boas colheitas ocorreriam devido à interferência dos deuses e às suas superstições.

Num segundo período histórico o homem passou a observar a natureza com mais atenção e procurou imitá-la tentando obter melhores colheitas.

A partir do momento em que a ciência foi criada o homem começou a aprimorar as suas técnicas e a aperfeiçoar e ampliar o modo de produzir.

As modificações sofridas nas técnicas aplicadas à agricultura, como a utilização de insumos químicos no controle de plantas invasoras, fertilizantes, maquinários pesados, desmatamentos para a formação de pastos ou para grandes plantações, novas variedades genéticas, irrigação, entre outros, acentuou a degradação ambiental e aumentou os riscos à saúde humana. A utilização de agrotóxicos e outros produtos perigosos para o meio ambiente levaram a uma exploração excessiva e ao desgaste dos ecossistemas acarretando graves problemas ao meio ambiente (CRIBB, 2007, p. 7).

O desenvolvimento da ciência trouxe muitos benefícios, mas também produziu muitos malefícios. Ao mesmo tempo em que a indústria prosperou, a população aumentou e se concentrou, a poluição surgiu e atingiu níveis tão alarmantes que se tornou uma preocupação constante em nossas vidas. Tal aspecto levou a sociedade civil a se organizar e a estabelecer formas de defesa do meio ambiente e uma destas foi o desenvolvimento sustentável – criado na década de 80.

A venda de mudas de plantas ornamentais é outra atividade divertida para se desenvolver com os alunos a partir da horta escolar. Das plantas existentes nos jardins de uma escola podem ser retiradas mudas destinadas à reposição ou organização dos vasos, jardins e jardineiras da escola.

Também é possível realizar uma feirinha de mudas de plantas ornamentais. As espécies são escolhidas pelos alunos em função da procura ou preferência da comunidade escolar (além dos alunos, responsáveis e funcionários) e para isto eles devem ser estimulados a que fazerem uma pesquisa com a comunidade.

Após a identificação daquelas espécies mais procuradas ou preferidas, o professor acompanhará os alunos no plantio das mudas e nos cuidados necessários até que estejam prontas para serem comercializadas. Também programará com os alunos a organização da venda. Um exemplo: no primeiro dia são colocadas para vender cinco exemplares de cada espécie, totalizando trinta mudas. Se algumas são mais procuradas, os alunos anotam os nomes e na feirinha seguinte organizam as mudas conforme a procura.

Nesta feirinha também podem ser vendidas os vegetais excedentes que não forem para os alunos nem para o restaurante.

Outro tema bastante interessante para as aulas é o reaproveitamento de resíduos sólidos, e neste caso sempre surge a lembrança das embalagens com diversas possibilidades de reutilização. É instigante também deixar que os alunos decidam em que tipo de recipientes as mudas devem ser plantadas: em copos plásticos descartáveis, garrafas pet, tetra pak. Este material pode ser diariamente recolhido no balcão, mesas ou das lixeiras da cantina ou mesmo levados de casa para a escola. Esta escolha é ótima alternativa quando por alguma razão, não se dispõe de saquinhos para mudas. Outra ótima opção é adotar a perspectiva de reaproveitamento de resíduos sólidos, pois nas aulas sobre preservação ambiental é preciso ser apresentado e debatido o problema dos resíduos sólidos nos recursos naturais. Então quando os alunos se deparam com este tipo de problema podem ser instigados ou terem a idéia de recolher o material e prepará-lo para plantar as mudas.

Após a etapa de escolha dos recipientes, sugere-se que os próprios alunos definam os preços, em função da espécie e do tamanho da muda, por exemplo. Durante a feirinha anota-se o nome, o número de plantas vendidas e o preço de cada uma. Uma sugestão bastante interessante é a escolha de um aluno para ser o tesoureiro. No final das feirinhas os próprios alunos fazem a contabilidade e o valor arrecadado após apresentado aos professores, entregue à tesouraria do colégio e destinado às despesas com a própria horta. Esta atividade possibilita a melhor compreensão de alguns conceitos e cálculos matemáticos, ajuda a estabelecer o senso de responsabilidade e interesse maior pela atividade.

Muitas atividades construtivas podem levar a sensibilização e ao envolvimento dos alunos. Por exemplo, colocar em debate um tema ambiental relevante para a comunidade escolar ou para o seu bairro, ou a sua cidade, contribuindo assim, para aumentar a consciência ambiental das pessoas. Dentre estes temas podemos destacar a questão das águas: sua qualidade e a preservação dos recursos hídricos. Outros assuntos interessantes são as nossas matas e a necessidade de sua preservação; da nossa paisagem e daquilo que podemos definir como natureza urbana, contida nas praças, parques e jardins. A questão dos resíduos sólidos, do consumismo e desperdício é um tema muito relevante que propicia interesse e ótimas participações dos alunos. Ou ainda uma boa proposta seria a associação entre História e Natureza no Brasil, apresentando e debatendo as diversas concepções de natureza que o Brasil tem produzido e vivido, associando a ligação entre natureza e cultura a partir da ideia de que as nossas práticas ambientais estão relacionadas com matrizes culturais de povos que se relacionaram conosco ajudando a formar a nossa cultura.

O processo pedagógico pode se desenrolar da seguinte forma: os temas são escolhidos pelos alunos a partir de uma lista sugerida pelos professores. Após a escolha, o tema é debatido por professores através de palestras e dinâmicas de sensibilização. Findo estes debates, cada escola monta uma oficina onde se trabalha arte e ecologia. Nestas oficinas a integração de professores de educação artística e de professores que trabalham temas ambientais se torna importante para orientar as crianças a confeccionarem produtos (bijuterias, enfeites, acessórios, etc) a partir de material reaproveitado: anéis de latinhas de alumínio, garrafas pet, tampinhas, caixas tetra pak, sacolas plásticas, pedaços de fita, de tecido, de emborrachados, folhas secas, sementes, entre outros materiais.

Os alunos podem ainda ser estimulados a criar uma música ou montar uma peça de teatro que apresente o tema por eles escolhidos.

Os trabalhos desenvolvidos nas oficinas podem ficar expostos em alguma sala da escola onde tenha alguém explicando como foram elaborados. Também podem ser apresentados durante datas comemorativas, dando oportunidade às crianças de mostrar seus trabalhos e de ver o trabalho dos colegas. Além da possibilidade de apresentar peças de teatro ou apresentar filmes sobre temas ambientais e provocarem assim um debate sobre o assunto com a comunidade escolar.

O conjunto destas atividades, tanto na sala de aula convencional, como na horta e em atividades extraclasse leva os alunos ao exercício da cidadania, a compreender melhor conceitos científicos. Ainda contribui para adquirirem novos valores, novas percepções e novas formas de pensar, através do trabalho em equipe, da solidariedade, da cooperação, do desenvolvimento da criatividade, do senso de responsabilidade, de autonomia e, sobretudo da sensibilidade e de assumir novas atitudes em relação à busca de soluções para os problemas ambientais (CRIBB, 2007).

A questão pedagógica, não é apenas a questão da aprendizagem, mas também a dos valores fundadores da ação: humanismo, respeito aos outros, democracia, trocas e solidariedade. Portanto, é fundamental que esses valores não sejam negados pela prática institucional e/ou por uma pedagogia que não esteja em coerência com eles (NOËL-EVEN, 2004).

A construção de uma outra sociedade mais justa, solidária, pacífica e sustentável se apresenta cada dia mais utópica e distante e ao mesmo tempo urgente, necessária e pertinente. Assim se multiplicam em todo o mundo os espaços de encontro dos anônimos e anônimas que investem seu tempo e energia na construção dessa sociedade que não sabermos muito bem como será, e de que temos apenas alguns indícios de como queremos que seja (REIGOTA, 2004, p. 209).

Considerações finais

Aulas e atividades numa horta escolar, envolvendo os conhecimentos da Educação Ambiental, significa na concepção de Oliveira (2004) um modo diferente de reinventar o fazer pedagógico, através da criação cotidiana de uma alternativa curricular emancipatória, cujo resultado vai ao encontro da ideia de uma educação para a (e na) cidadania onde podemos compreender melhor que cada um de nós se forma enquanto uma rede de sujeitos, e sendo assim, a fragmentação tanto dos saberes quanto das dimensões da vida, tanto não faz sentido como prejudica a formação (PACHECO, 2004; OLIVEIRA, 2004, APUD CRIBB, 2007).

As atividades pedagógicas realizadas nas aulas auxiliam na conscientização de alunos de diferentes séries sobre a temática ambiental, despertando neles um maior interesse no conhecimento e nas relações estabelecidas com o meio ambiente. Através da experiência com a horta compreendem a necessidade da conservação dos ecossistemas, do reaproveitamento de resíduos sólidos e da importância das hortaliças para a saúde humana. Por se ser uma área de conhecimento eminentemente interdisciplinar, em razão dos diversos fatores interligados e necessários ao diagnóstico e intervenção que pressupõe (Castro, 2009), oferece a oportunidade para realizar um trabalho que envolva também fatores culturais, econômicos, políticos, sociais e científicos, e desta forma, se caracteriza, como prepondera Loureiro (2009) numa Educação Ambiental Emancipatória, pois, se torna um elemento de transformação social, possibilitando o fortalecimento dos sujeitos, através do exercício da cidadania, na compreensão do mundo em sua complexidade e da vida em sua totalidade.

Ao cuidar da horta os alunos adquirem novos valores e novas formas de pensar, através do trabalho em equipe, da solidariedade, das práticas do cuidar, da cooperação. Também desenvolvem o senso respeito e de responsabilidade, de autonomia e da sensibilidade em compreender que os ciclos ecológicos estão presentes na vida de todos os seres vivos e estes precisam de respeito, atenção e cuidado. Em aulas com este perfil observa-se que a educação ambiental além de estar presente nos projetos pedagógicos pode e deve ser abordada em todos os segmentos escolares envolvendo todas as disciplinas. Uma Educação Ambiental que não se volte tão somente para a dimensão ecológica, mas que estabeleça profundamente a conexão com a questão social.

A construção de valores mais humanizados deve permear todo o processo educativo para que se crie desde cedo relações saudáveis com o meio ambiente e entre as pessoas. A Educação Ambiental tem muito a contribuir com o desenvolvimento intelectual, cognitivo e social do indivíduo. Para que se formem cidadãos com pensamento crítico, que vivem em sociedade cujo processo de crescimento e transformação sejam constantes e ainda, que sejam capazes de respeitar e assumir novas atitudes em relação à busca de soluções para os problemas sociais e ambientais.

Referências bibliográficas

ALVES, Nilda. (org.). Criar currículo na cotidiano. São Paulo: Cortez Editora, 2004. Série Cultura, Memória e Currículo; vol. 1.

BOFF, Leonardo. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. Petrópolis: Vozes, 2008.

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