ISSN 1678-0701
Número 61, Ano XVI.
Setembro-Novembro/2017.
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11/09/2017EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL: CAMINHOS PARA O ENFRENTAMENTE DE UMA CRISE CIVILIZATÓRIA  
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO INSTRUMENTO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL: CAMINHOS PARA O ENFRENTAMENTE DE UMA CRISE CIVILIZATÓRIA

 

 

Gláucia Cardoso de Souza Dal Bó1

Amanda Bellettini Munari2

 

[1] Eng.ª Ambiental, Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), 4146, IPARQUE: Rod. Gov. Jorge Lacerda, 3978, Universitário, Criciúma, SC. <glaudsouza@gmail.com>.

 

[2] Eng.ª Ambiental, Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) da Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC). <abm@unesc.net>.

 

 

RESUMO

 

Este artigo busca refletir e reforçar a importância da educação ambiental como um instrumento indispensável para o enfrentamento dos diversos problemas oriundos da crise civilizatória. A educação ambiental deve ser reportada e referenciada não somente como um meio de conscientização para atitudes mais sustentáveis, em programas pontuais de instituições públicas e privadas, mas como uma aliada no processo gradativo de transformação social e de consolidação de uma postura mais ética. Desse modo, a discussão da questão ambiental e do modelo de desenvolvimento para o qual se quer caminhar, também requer a análise de variáveis econômicas, políticas, sociais e ecológicas, tendo em vista a interconexão que há entre todas elas e a impossibilidade de tratá-las de forma fragmentada ou reduzida. Destacam-se, nesse sentido, as contribuições de Capra (conexões ocultas) e de Morin (reforma no pensamento). Por fim, enumeram-se três caminhos que confluem entre si e que podem contribuir para mudanças extremamente necessárias no modus operandi da sociedade moderna.

 

Palavras-chave: Crise Civilizatória; Educação Ambiental; Problemas Ambientais.

 

 

ABSTRACT

 

This article seeks to reflect and reinforce the importance of environmental education as an indispensable instrument for coping with the various problems arising from the civilization crisis. Environmental education should be reported and referenced not only as a means of raising awareness for more sustainable attitudes, in specific programs of public and private institutions, but as an ally in the gradual process of social transformation and consolidation of a more ethical stance. Thus, the discussion of the environmental issue and the development model for which one wants to walk also requires the analysis of economic, political, social and ecological variables, given the interconnection between them and the impossibility of treating them, In fragmented or reduced form. In this sense, the contributions of Capra (hidden connections) and of Morin (reform in thought) stand out. Finally, there are three paths that come together and can contribute to changes that are extremely necessary in the modus operandi of modern society.

 

Keywords: Civilization Crisis; Environmental Education; Environmental Problems.

 

 

Introdução

 

A força motriz da sociedade atual é, indubitavelmente, a exploração e o consumo dos recursos naturais. Entretanto, as consequências atreladas ao uso perdulário dos bens ambientais e as alternativas viáveis para caminhar na contramão desse paradigma capitalista, começaram a ser pensadas de forma mais articulada nos últimos tempos, tendo em vista a eminência de uma série de prejuízos que comprometem a durabilidade desses recursos e, por consequência, afetam diretamente a vida do homem na Terra.

Logicamente, as preocupações deveriam estender-se também às mazelas que recaem sobre o ambiente natural e tudo que ele representa para o homem. Não deveríamos nos importar com a natureza somente porque corremos o risco de não tê-la mais como uma exímia fornecedora de matérias-primas e como um local apropriado para o depósito de nossos resíduos, mas deveríamos resguardá-lo e cultivá-lo entendendo que somos partes de um todo, interligado e interdependente (SCARLATO; PONTIN, 1994).

Vários artigos e pesquisas apontam para a instauração de uma crise e a subjetivam com diferentes características. Para Leff (2006), a população vive uma crise civilizatória, colocando em risco a sua própria existência no Planeta. O rompimento desse modelo capitalista, que subjuga a natureza em favor do homem, depende de um novo paradigma baseado em princípios mais éticos e solidários, do homem consigo mesmo e, sobretudo, com o ambiente que o rodeia, incluindo a Mãe Terra e a favor de um bem comum.

Desse modo, as preocupações com os problemas ambientais e com a forma pela qual a sociedade usa e gere os seus recursos têm apontado para uma série de reflexões e constatações científicas ou não, de cunho teórico ou prático, sobre as causas, consequências; situando-nos onde estamos e para onde desejamos caminhar, nessa escala espacial e temporal de consumo desenfreado e de geração de uma infinidade de impactos.

A mudança de comportamento é o primeiro passo para a progressão de um novo cenário. Para tanto, é necessário repensar a relação homem-natureza, sob a perspectiva da capacidade de resiliência, dos aspectos materiais e sociais. A educação ambiental é uma ferramenta que contribui no sentido de despertar a sociedade para repensar sua postura diante do ambiente, nutrindo forças para respeitá-lo, diante do reconhecimento de integração que há entre tudo e todos que fazem parte do Planeta.

Nesse sentido, o presente artigo buscou analisar as facetas dessa crise pela ótica de vários autores (BRÜGGER, 1994; MORIN, 1995, 1999; CAPRA, 2002, 2010; TREVISOL, 2003), ressaltando as contribuições especialmente de Capra e de Morin e a importância da educação ambiental como um instrumento não somente de conscientização, mas de sensibilização para a transformação social e para a tomada de decisões que levem ao bem comum (DIAS, 1992; JACOBI, 2003; REIGOTA, 2007).

 

Crise Civilizatória: uma crise de percepções equivocadas

 

                   Morin (1995) entende por crise, um estado que se manifesta pelo crescimento e generalização de incertezas, por rupturas de regulações, pelo crescimento de perigos. Não há qualquer previsão segura sobre o futuro. São feitas previsões preocupantes embasadas no crescimento demográfico e nos avanços da indústria e da tecnociência.

                   Floriani (2003) entende que a história da sociedade humana é fortemente marcada pelo debate da questão ambiental e que essas discussões representam um dos principais pilares da grave crise história e de civilização que a humanidade enfrenta.

                   Trevisol (2003) fala sobre a crise ecológica e nos classifica como uma sociedade de risco global e aponta a relação homem-natureza como a questão central. De acordo com o autor, trata-se de uma crise que extrapola qualquer unidade geopolítica clássica, com dimensões simultaneamente locais, regionais e globais. Estamos diante de uma crise civilizatória em que, “[...] além de partícipes, somos co-responsáveis” (TREVISOL, 2003, p. 89).

                   Brügger (1994, p. 13) concorda com Trevisol quando afirma que o cerne da questão, pelo menos em parte, é a resposta da seguinte pergunta: “[...] por que a nossa sociedade tem essa relação com a natureza?”. Para a autora, a atual crise ambiental é muito mais uma crise de sociedade do que uma crise de gerenciamento da natureza, tendo em vista que sempre existiram os problemas ambientais, contudo, somente nos últimos vinte ou trinta anos, a questão ambiental tem sido problematizada em termos globais.

                   Nesse sentido, Morin (1995) discute sobre a “agonia planetária” e coloca a crise ambiental como um dos problemas enfrentados atualmente, que dizem respeito ao Planeta como um todo, indiferentemente de nação ou classe social. Alguns problemas são claramente percebidos, outros nem tanto. O desregramento econômico, o aumento desmedido da população mundial, a crise ecológica e a crise do desenvolvimento são hoje muito evidentes.

                   Para Boff (2008) estamos num impasse final, em uma crise terminal. O paradigma ocidental globalizado nos últimos quatro séculos não dispõe de virtualidades internas para oferecer soluções aos problemas por ele mesmo criados. O limite do sistema é o limite da Terra e, segundo o autor, este já foi superado em 30%.

                   Portanto, a principal diferença entre as civilizações mais antigas e as sociedades modernas, considerando o fato de que o homem sempre interferiu no equilíbrio da Terra desde a sua aparição, está relacionada justamente a essa capacidade suporte da natureza. Os impactos gerados atualmente são tão intensos e agressivos, que o meio ambiente não consegue mais absorvê-los naturalmente, como outrora fazia. Além disso, tudo se acelerou: os ritmos de produção, o crescimento da população, as descobertas da ciência, os adventos tecnológicos, a urbanização, as próprias relações entre as pessoas. O tempo cronometrado faz desaparecer os ritmos naturais, de modo que a disponibilidade e a pressa acabam por impedir as práticas de reflexão e a meditação (MORIN, 1995; TREVISOL, 2003).

                                      Na busca de soluções, Trevisol (2003, p. 65) acredita que é necessário descobrir as origens da atual crise, de modo a compreender como o ambiente natural foi sendo apropriado e instrumentalizado pelas diferentes sociedades ao longo da história, em nome do desenvolvimento e do progresso. “[...] a problemática ambiental revela a crise da própria sociedade industrial e coloca o projeto da modernidade numa grande encruzilhada”.

                   Assim, é preciso repensar no real significado de “desenvolvimento”. Morin (1995) afirma tratar-se de um mito, uma vez que em momento algum, a sociedade moderna consegue desfrutar de qualidade de vida, atingir o bem-estar, e muito menos, reduzir as desigualdades sociais. Ao contrário do que se prega, o crescimento econômico não é o motor necessário e suficiente do desenvolvimento.

                   O crescimento econômico caracteriza-se pela livre externalizaçao dos custos sociais e ambientais e pela ampliação das desigualdades sociais e econômicas. Logo, o desenvolvimento como é praticado, no sentido de crescimento, trata de uma concepção tecno-econômica extremamente reducionista, que ignora os problemas humanos (SACHS, 2007). “Assim, a noção de desenvolvimento se apresenta gravemente subdesenvolvida” (MORIN, 1995, p. 83).

                 E embora não se consiga pensar ou conceber o homem como um ser que um dia já fora dependente da natureza, Trevisol (2003) discorre sobre as grandes fases da história da relação entre o homem e a natureza e afirma que a primeira delas e mais extensa, coincide com a visão geocêntrica do universo e com a organização social de base agrária. As civilizações do “mundo pré-moderno” faziam parte da fase de dependência e de temor à natureza.

                                      A fase seguinte, fase de dominação da natureza, caracterizava-se pelo surgimento da modernidade, pela visão antropocêntrica e concepção heliocêntrica do universo. A ciência foi completamente modificada pelo racionalismo moderno e pela Revolução Industrial. O homem a partir de então, não fazia mais parte da natureza (TREVISOL, 2003).

                                      Na fase de criação da natureza¸ Trevisol (2003, p. 71) afirma que “a ciência moderna virou-se contra o seu criador”. A bomba atômica foi a maior comprovação de que era possível, definitivamente, controlar a natureza. Criava-se a “segunda natureza”, passível de transformação, de controle, subjugada. Contudo, ninguém possui o controle total do objeto criado, tanto é assim, que os riscos que antes eram tangenciais e periféricos, hoje são parte do cotidiano (MORIN, 1995).

                                      O domínio da energia nuclear pelas ciências físicas implicou não somente no progresso humano. A ameaça atômica refletia também, o poder de sedução exercido pela perspectiva do aniquilamento. A ambivalência dos processos desenvolvidos pela modernidade evidenciam, portanto, um pós-modernismo pobre, que consagra sua incapacidade de conceber um futuro (MORIN, 1995; BOCCHI; CERUTI, 1999).

                                      Dessa forma, entende-se que a maior parte das situações de risco enfrentadas pelas sociedades modernas, potencializadas inicialmente pela Revolução Industrial, está intimamente relacionada à expansão do capitalismo e à busca pela intervenção da ciência e tecnologia sobre a natureza. Logo, são riscos produzidos, fabricados pelo próprio homem. “[...] os riscos surgem dessa ânsia de projetar-se para frente, de transformar continuamente todas as coisas” (TREVISOL, 2003, p. 79).

                                      Para Carvalho (1999), as sociedades humanas produziram uma organização social inautêntica e não simbiótica que têm como absoluto, a dominação da natureza e a destruição da ecosfera, impedindo a auto-regeneração do ecossistema como um todo. Não obstante, o autor afirma que nessa espiral de violências, saturadas de agressão e autodestruição, a dominação da natureza e por extensão, o extermínio de outros homens e do próprio Planeta, passou a ser entendida de forma naturalizada.

                   Morin (1995) questiona se a nossa civilização, após ter desencadeado ao mesmo tempo forças inéditas de criação e de destruição, caminha para o colapso ou se marcha para uma possível metamorfose. O autor indaga se as forças de regressão prevalecerão sobre as de progressão, bem como, se o limite crítico já não foi ultrapassado. No conexto da atual crise civilizatória, além de partícipes, somos co-responsáveis e detalhe: não há como “pular fora”, “lavar as mãos” ou se eximir de culpa (MORIN, 1995).

                   Trevisol (2003) traz uma observação bastante importante para a análise da atual crise e da sociedade de risco, tendo em vista esta marcha em busca da salvação e o papel da ciência. O autor comenta que ao mesmo tempo em que a tecnologia traz benefícios ao ser humano, as inovações tecnológicas também geram efeitos colaterais negativos, complexos, imprevisíveis e muitas vezes, irreversíveis. Nesse sentido, Morin (1995) afirma que a ciência que até então se preocupava em “quebrar” as leis da natureza, em quantificar, agora corre contra o tempo para prever e minimizar as consequências de suas intervenções.

                   Carvalho (1999, p. 115) reconhece que a ciência, a técnica e a organização podem ser uma “[...] benção propiciadora, mas também uma catástrofe irreversível”. O homem ocidental, auto centrado em si próprio, vive uma vida submersa na racionalidade e maquínica.

                   A lógica da máquina artificial, difundida incansavelmente pelo modelo capitalista, caracterizada pela urbanização, atomização, anonimização e pelo pensamento mecanicista, vai de encontro – no sentido de contrariedade – ao que se precisa urgentemente buscar. Para Morin (1995), a racionalidade fragmentária é incapaz de agir frente aos problemas planetários. O autor coloca também, que a debilidade do pensamento político não consegue praticar um pensamento complexo, ou mesmo de considerar um grande projeto.

                   Relacionado ao pensamento complexo, quando Floriani (2004) escreve sobre o diálogo recorrente entre sociedade e natureza baseando-se nas idéias de Morin, questiona o que seria este pensamento complexo, no que constituiria o paradigma da complexidade. Afirmando que a realidade, na verdade, é mais do que se pode conhecer dela, o autor elucida que a complexidade busca averiguar o conhecimento, a lógica, os suportes que subjazem a ciência e a racionalidade, cujos princípios – distinção, conjunção e implicação – se contrapõem às operações lógicas associadas ao pensamento simplista – disjunção e redução.                    

                   A razão não é puramente racional, mas irracional, uma vez que não é estática, muito pelo contrário, a razão é biodegradável justamente pelo fato de ser viva e, além disso, as construções operatórias da razão obedecem às mudanças de paradigmas (FLORIANI, 2004).

                   A racionalidade parcial, fechada que desconsidera o acaso, a desordem e o singular, deve ser repensada, assim como a corrida desenfreada da tecnociência, consequência da cegueira produzida pelo pensamento parcelar e reducionista (MORIN, 1995; FLORIANI, 2004).

                   No que se refere à tecnociência, supondo que os problemas fossem hierarquizados, certamente a aventura descontrolada da tecnociência seria o problema maior, uma vez que esta comanda o problema do desenvolvimento e da civilização e, por conseguinte, foi determinante para a explosão demográfica e para a ameaça ecológica. E ainda que fosse controlada, não acabaria com a cegueira e demais problemas decorrentes. Contudo, Morin (1995, p. 99) salienta que:

 

[...] não se poderia destacar um problema número um, que subordinaria todos os demais; não há um único problema vital, mas vários problemas vitais, e é essa intersolidariedade complexa dos problemas, antagonismos, crises, processo descontrolado, crise geral do planeta, que constitui o problema vital número um.

 

                   Capra (s.d.) corrobora com Morin (1995), quando afirma que todos os problemas precisam ser vistos como facetas de uma única crise, uma crise de percepção, derivada de visões de mundo obsoletas, equivocadas.

Logo, a sobrevivência exige que revolucionemos o que ora vivenciamos. O avanço técnico sobre as culturas, sobre a civilização, sobre a natureza precisa ser freado. É necessário desacelerar para evitar uma explosão ou uma implosão, para conseguir regular, controlar e preparar a mutação. “Precisamos chegar a um outro futuro” (MORIN, 1995, p. 100).

Para Capra (s.d.) há soluções para os principais problemas dos nossos tempos e algumas bastante simples, inclusive. Contudo, tais alternativas requerem mudanças radicais em nossas percepções, valores e pensamentos.

                   Na opinião de Boff (2008), a economia, a política, a ética societária precisam ser reinventadas. Faz-se necessário também o desenvolvimento de uma espiritualidade que nos devolva a esperança e que nos garanta um futuro para nós e para a Casa Comum, a mãe Terra.

Sachs (2007) coloca que ao mesmo tempo em que se reconhece a complexidade e a gravidade dos problemas ambientais e sociais enfrentados pela sociedade, devem ser estudadas e implementadas estratégias ambientalmente adequadas com vistas a promover um desenvolvimento socioeconômico equitativo.

                   Morin (1995) vai mais além e complementa afirmando que na verdade, o problema dos problemas consiste na incapacidade do mundo de torna-se mundo, tal qual, da humanidade em tornar-se humanidade.  O autor espera que a tomada de consciência venha justamente, a partir dessa agonia, desse sentimento de morte/nascimento e riscos infinitos, para que o “ser humano se torne, de fato, ser humano”.

                   Afinal, o que está em jogo é a totalidade do destino humano e o futuro da biosfera, ainda que para Boff (2010) em seu artigo “A Sociedade mundial da Cegueira”, o homem insiste em percorrer uma estrada pavimentada com direção ao abismo. O autor questiona porque este fato brutal não é visto pela maioria dos especialistas, dos chefes de Estado, nem da grande mídia. E responde: “[...] porque, majoritariamente, se encontram enclausurados em seus saberes específicos nos quais são muito competentes, mas que, por isso mesmo, se fazem cegos para os gritantes problemas globais”.

                   Capra (s.d.) reitera Boff, ao afirmar que a maioria dos líderes políticos, assim como administradores e professores de grandes universidades, não reconhece a necessidade de uma profunda mudança de percepção e de pensamento para garantia de nossa sobrevivência. Por outro lado, Sachs (2007) coloca que a crescente conscientização por parte de grupos de pressão, organizações civis e também dos chamados partidos verdes, constituem alavancadores de um processo de mudança.

                   Nesse sentido, Floriani (2004) atenta para o paradigma da complexidade, bem como, para a ciência com consciência e afirma que este caminho do meio em busca de um outro futuro, deve ser construído a partir de uma crescente e duradoura comunicação entre ciências sociais e exatas, entre a reflexão filosófica e a teoria científica.

Quando escreve sobre “Complexidade e Ética Planetária” em “O Pensar Complexo”, Carvalho (1999) afirma que um dos pontos centrais do paradigma da complexidade é justamente a idéia de unidualidade do homem, um ser simultaneamente físico e meta-físico, natural e meta-natural, cultural e meta-cultural. Este bípede se estabeleceu no cosmos ao longo de um processo de hominização de três bilhões de anos e agiria tal qual um chipanzé, não fosse o desenvolvimento de uma cognição cultural.

Logo, o novo paradigma da complexidade caracteriza-se pela comunicação de três domínios do conhecimento científico: física, biologia e ciências sociais. Da mesma forma como a esfera antropossocial deve ser enraizada na esfera biológica, a esfera do ser vivo deve ser incorporada à dimensão física. É necessário pensar junto e não transformar os fatos, simplesmente em objetos de laboratório, isolados (MORIN apud PENA-VEJA; STROH, 1999; MORIN, 1984 apud FLORIANI, 2004).

Capra (s.d.) discorre sobre a “Mudança da Física para as Ciências da Vida” e afirma que no velho paradigma, a física foi o modelo e a fonte para as demais ciências. Entretanto, a nova visão emergente denominada pelo autor como “ecologia profunda” acaba por superar esta visão cartesiana, uma vez que a física perdeu seu papel como ciência que fornece a descrição mais fundamental da realidade.

Sobre as estratégias de transição necessárias para que se passe do conceito à ação, Sachs (2007, p. 186-189.) elenca algumas alternativas:

 

1.     Para que tenham sentido, as estratégias de transição deverão cobrir um período de várias décadas [...]

2.     Os países industrializados deverão assumir uma fatia mais do que proporcional dos custos de transição e do ajuste tecnológico [...]

3.     As estratégias eficientes de transição dependerão da ousadia das mudanças institucionais, da habilidade de se projetar pacotes de políticas multidimensionais e da capacidade de se redirecionar o progresso tecnológico [...]

4.     As estratégias de transição devem, simultaneamente, modular a demanda por meio de mudanças nos estilos de vida, nos padrões de consumo e nas funções produtivas, mediante a incorporação de técnicas ambientalmente adequadas e fazendo escolhas locacionais corretas [...].

 

Essas estratégias denomindas premissas fundamentais, foram apontadas por Sachs (2007) na tentativa de operacionalizar o processo de transição, uma vez que, sabemos aonde chegar, mas não sabemos como proceder. A primeira premissa leva em consideração o longo período de tempo necessário para reestruturações, expansões e processos de modernização. Referente à segunda premissa, o autor cita que quanto mais desenvolvido for um país em termos econômicos, maior será a sua flexibilidade no que se refere ao ajuste fiscal e financeiro, bem como, à produção de tecnologias necessárias.

Quanto à terceira premissa, Sachs (2007) afirma que ao invés de se concentrarem em ações de caráter corretivo, as abordagens de desenvolvimento devem prevenir as agressões ao meio ambiente e os custos sociais excessivos. Devem ser estabelecidas parcerias entre todos os atores envolvidos, ressaltando a importância de políticas públicas locais. Em quarto lugar, o autor se refere à variável mais difícil de ser tratada, que diz respeito à modificação de hábitos profundamente arraigados e de uma sociedade identificada com o consumismo.

 

A Visão de Capra e as Conexões Ocultas

 

Capra (2002) coloca que dois fenômenos, em específico, terão efeitos significativos tanto sobre o bem-estar, quanto sobre os modos de vida da humanidade. Ambos envolvem novas tecnologias e tem como base as redes, são eles: a ascensão do capitalismo global e a criação de comunidades sustentáveis, tendo em vista que a atual forma do capitalismo global, dos pontos de vista social e ecológico, é insustentável.

Para o autor, a questão principal não é a tecnologia, mas a política. O grande desafio diante dessa crise de percepções equivocadas é justamente conseguir modificar o sistema de valores manipulado pelo capitalismo global.

Mas como mudar a percepção das pessoas? Como fazê-las entender que o aumento do consumismo material, um dos maiores obstáculos à sustentabilidade, deve ser evitado não somente para conter a exploração dos recursos naturais, mas principalmente para que o homem resgate a sua origem biológica, deixada de lado historicamente em nome do progresso.

A sociedade capitalista e a exaltação do consumo material têm raízes ideológicas que vão além da política ou da economia. Capra (2002, p. 270) afirma que suas origens estão ligadas à cultura do patriarcado. “[...] a associação da virilidade com o acúmulo dos bens materiais relaciona-se com outros valores favorecidos ou incentivados pela cultura patriarcal – a expansão, a competição e uma consciência ‘centrada nos objetos’ [...]”.

Sobre a necessidade dessa transição, o autor indaga se haverá tempo para que essa profunda mudança de valores detenha e reverta o esgotamento dos recursos naturais, a extinção das espécies, as mudanças climáticas, característicos da nossa época. A resposta é inequívoca. Embora imaginemos que as perspectivas são alarmantes, se projetarmos para o futuro as atuais tendências, Capra (2002) ainda nos dá esperança ao afirmar que existem sinais de que um grande grupo de pessoas e instituições, mundialmente falando, já iniciaram essa mudança paradigmática. Muito embora, saibamos que mudanças graduais não são suficientes, devemos provocar grandes revoluções, segundo a visão do autor.

Ainda sobre a esperança que podemos ter para o futuro da humanidade, Capra (2002, p. 273) traz a resposta de um dramaturgo e estadista tcheco (VÁCLAV HAVEL), personagem central de transfrormações sociais recentes. Ele diz o seguinte sobre o tipo de esperança:

 

[...] compreendo-a acima de tudo como um estado da mente, não um estado do mundo. Ou nós temos a esperança dentro de nós ou não temos; ela é uma dimensão da alma [...]. Não é a convicção de que as coisas vão dar certo, mas a certeza de que as coisas têm sentido, como quer que venham a terminar.

 

Morin: por uma reforma no pensamento

 

A reflexão sobre a atual crise e a elucidação de caminhos possíveis, seja para a minimização dos problemas – ou do problema vital número um, conforme Morin – ou para que iniciemos a grande revolução requerida por Capra, perpassa inevitavelmente pela educação. Por isso a referência à Morin e à reforma no pensamento.

Além da educação, como uma fonte vital em busca de uma transformação social duradoura, pensou-se no problema que representa o consumismo, que também está atrelado à educação, porém que requer políticas públicas para apontar outras vias de satisfação e de atendimento às demandas humanas. Nesse contexto, os meios de comunicação deveriam atuar a favor da população e do meio ambiente, afinal, influenciam fortemente a opinião pública; conduzem como querem, estimulando ou desmotivando, a sociedade de consumo. Na sequência, são elencadas e justificadas três estratégias, norteadas pelas leituras e opiniões dos autores supracitados; e que podem contribuir de forma prática e teórica, bem como, para o aprofundamento do conhecimento científico sobre a urgência de um “agir” diferente.

 

1. A Importância da educação, seja ela ambiental ou socioambiental, em detrimento do adestramento ambiental

 

                   Morin (1999, p. 34) coloca que a reforma do pensamento tem consequência direta no ensino e na pedagogia. Na opinião do autor, “sempre nos deparamos com este problema de fundo, o fato de que a reforma no pensamento só pode ser realizada por meio de uma reforma na educação”, mais especificamente na escola primária, em pequenas classes.

                   Quando nos referimos às práticas educacionais inseridas na interface dos problemas socioambientais, nos reportamos, portanto, à necessidade de uma educação socioambiental – conceito este, trabalhado por Floriani (2002) – adaptada aos problemas, à realidade do local onde está sendo desevolvida, inserida.

No entanto, há de se considerar que embora se fale muito em educação ambiental e, por conseguinte, em desenvolvimento sustentável, admite-se que, ambas as expressões, inevitavelmente, já caíram no modismo, uma vez que, a educação ambiental, sobretudo, é praticada mais no sentido de adestramento, do que em caráter reflexivo, crítico e transformador. Na concepção de Brügger (1994), educação adestradora se embasa em uma visão do mundo, englobando as ciências, tecnologia e sociedade que é fundamentalmente consensual e, portanto vazia epistemologicamente. Campanhas superficiais, sem continuidade, projetos pouco efetivos, tampouco adaptados à realidade dos alunos, da escola, ou da comunidade, não conseguem atingir o real objetivo da educação ambiental – ou socioambiental: a transformação social.

Brügger (1994), inclusive, questiona sobre o real papel deste tipo de educação: “educação ou adestramento ambiental?”. Sabe-se que realmente, os princípios da educação ambiental ou socioambiental são bem diferentes do que as escolas trabalham. Em sua maioria, elas mantêm uma visão reducionista e fragmentada decorrentes justamente dos preceitos da ciência instrumental e mecanicista.

Logo, não me refiro a esse tipo, mas à educação que proporcione mudanças não somente de comportamento, mas de valores, de hábitos e costumes, afinal, quando se pensa em tranformação social, imagina-se que a educação seja essa agente; que proporcione aos alunos o conhecimento da gravidade, a reflexão e a criticidade sobre os problemas socioambientais ora vivenciados. Por isso, a ênfase dada à educação, em especial, à educação socioambiental.

Desse modo, seria de grande valia que, a compreensão dos processos educativos considerasse visões suplementares do meio ambiente, de maneira cumulativa, por meio de uma diligente intervenção, ou mais precisamente, apropriando-se de um enfoque pedagógico integrado (SAUVÉ, 2005).

 

 

2. Políticas Públicas Locais

 

Na opinião de Capra (2002), enquanto todos, ou a maioria das pessoas, atrela os impactos ambientais à tecnociência, o autor afirma que o problema na verdade, é a política. Sachs (2007) reitera quando salienta que, além de parcerias entre todos os atores envolvidos na problemática, devem ser estabelecidas políticas públicas locais.

                   É claro que qualquer iniciativa com o propósito de contribuir para o enfrentamento dos problemas socioambientais, em âmbito local ou regional, principalmente, fazem sentido somente se puderem ser conduzidos com a finalidade de subsidiar políticas públicas.

Muito embora, o fato da sociedade civil ser representada politicamente por cidadãos desprovidos de um mínimo de conhecimento técnico, acaba comprometendo a criação e a efetividade de políticas públicas na esfera socioambiental. Há, nitidamente, um entrave entre as questões políticas e socioambientais, por conta dos aspectos econômicos.

Então, parte-se do pressuposto que, mesmo que se tenham projetos executáveis e adequados à realidade de cada localidade, uma vez levados às prefeituras ou aos órgãos ambientais locais, não há interesse pelo desconhecimento ou mesmo pela ausência de um instrumento de controle, que cobre legalmente a execução de uma determinada ação ou projeto. 

Logicamente, as universidades e instituições de pesquisa estão abarrotadas de trabalhos que solucionam muitos problemas socioambientais; e que poderiam contribuir para um redirecionamento das realidades de muitos municípios. Contudo, deve haver o interesse dos governantes em executá-las, em transformar muitas dessas ideias em políticas públicas. Assim, é plausível considerar eleger representantes políticos também tenham a causa ambiental como uma de suas pautas, não de forma simbólica em um dia comemorativo.

                   De qualquer forma, a pressão da sociedade, como bem temos visto, dos movimentos sociais e ambientais bastante articulados, de organizações não governamentais idôneas, ou seja, a “pressão desde fora”, é fundamental para que se avance no sentido de garantia dos nossos direitos e, sobretudo, de direitos da “Mãe Terra” ou da “Casa Comum”, como se refere Boff ao “Planeta Terra”.

 

3. Redução do Consumo e o Papel dos Meios de Comunicação

 

                   Fala-se em aquecimento global, em mudanças climáticas, no desmatamento, no comprometimento da biodiversidade. São muitos os problemas, mas há uma certa unanimidade em concordar que o “lixo” é um assunto que requer muita atenção, pois as complicações são facilmente perceptíveis e recaem sobre locais de grande vulnerabilidade social. Tecnicamente, no entanto, não é um problema que requer soluções técnicas inovadoras e dispendiosas.

                   Todos nós geramos entre 0,5 a 1 kg de “lixo”, em média, diariamente. Esse valor depende dos hábitos e costumes de cada pessoa, mas considerando que a abrangência e a adesão aos programas de coleta seletiva ainda são baixas e que se recicla pouco de muito que é gerado.

                   As pessoas, ou a maioria delas, estão habituadas a consumir cada vez mais, seja comida, seja roupa, seja um novo brinquedo, um novo celular. Pouco importa a destinação daquilo que não possui mais serventia. E a influência, quem motiva, instiga o consumidor a adquirir mais e mais, são as propagandas, as promoções, os meios de comunicação.

Seria preciso que os meios de comunicação começassem a trabalhar mais com a questão ambiental, que usassem o forte poder de influência de maneira positiva, ou seja, que contribuissem e se engajassem na luta por essa causa.

 

Considerações Finais

 

É percebida a necessidade de uma mudança de paradigma, um “paradigma de um conhecimento prudente para uma vida decente” (SANTOS, 2010, p. 7). Não se trata apenas de um modelo de conhecimento prudente, mas de um paradigma social, na busca de uma qualidade de vida comum a todos. A superação desse modelo é condição para uma garantia de qualidade de vida à população, a partir de uma nova relação com o meio ambiente.

Mesmo sabendo que o modelo capitalista vigente cria condições favoráveis ao consumo e, por consequência, para o aumento da degradação e das desigualdades sociais, a mudança de padrões de consumo conduzido por novos valores e princípios, passa pelo entendimento e real sensibilização dos problemas que temos e da articulação da sociedade para tomada de decisões, ainda que configure um processo lento e complicado de se empreender.

Políticas públicas conformadas com os objetivos da educação ambiental, propiciando condições de gestão integrada e participativa às comunidades, atribuindo-lhes importância e respeitando o conhecimento popular, é essencial para que as ações sejam implementadas e contem com a participação de todos.

Para tanto, é preciso haver uma sensibilização da sociedade, além de respaldo ético na busca de cidadãos com conhecimentos e responsabilidades socioambientais tanto no âmbito econômico, social e ambiental, em sua vida pessoal e profissional.

Por fim, a educação ambiental diante da crise civilizatória, se insere numa visão de mundo holística e na reforma de um novo pensamento. Suas práticas e definições compreendem os problemas socioambientais de maneira integrada, buscando sua solução a partir do coletivo, através da participação de todos os envolvidos e não de forma fragmentada. Nesse sentido, a educação ambiental deve ser tida como um instrumento de reconhecimento das transformações do ser humano e do ambiente, como oportunidade de reconstrução dos sentidos e significados do nosso sentido no mundo.

 

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