ISSN 1678-0701
Número 59, Ano XV.
Março-Maio/2017.
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10/03/2017UM ESTUDO DE CASO PARA A UNIDADE SENAI PAROLIN NO ESTADO DO PARANÁ: ACONDICIONAMENTO DE RESÍDUOS E PROPOSTA DE GESTÃO DE RCD  
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ACONDICIONAMENTO DE RESÍDUOS E PROPOSTA DE GESTÃO DE RCD. UM ESTUDO DE CASO PARA A UNIDADE SENAI PAROLIN NO ESTADO DO PARANÁ

 

Autores:

BATISTA, D.D (Diego Dias Batista) Graduando do Curso de Tecnologia em Controle de Obras do SENAI

BORCATE, J (Jaqueline Borcate) Graduanda do Curso de Tecnologia em Controle de Obras do SENAI

FREITAS, S. H (Sergio Henrique de Freitas) Prof. Esp. do Curso de Tecnologia em Controle de Obras do SENAI (sergio.freitas@pr.senai.br)

MAZUR, S. (Sibele Mazur) Profa. Msc. do Curso de Tecnologia em Controle de Obras do SENAI (sibele.mazur@pr.senai,br)

NORONHA, F. G (Flavia Gadotti Noronha) Profa. Msc. do Curso de Tecnologia em Controle de Obras do SENAI (flavia.noronha@pr.senai.br)

PILATI. E (Eduardo Pilati) Graduando do Curso de Tecnologia em Controle de Obras do SENAI

 

RESUMO

 

A indústria da construção civil é reconhecida como uma grande geradora de resíduos da construção e demolição (RCD), já que os materiais utilizados na construção exercem um grande impacto ao meio ambiente, levando em consideração as fases de extração, processamento, transporte, utilização e eliminação. Além disso, sabe-se que com o crescimento urbano há cada vez menos áreas disponíveis para a destinação final. Neste aspecto é importante repensar a cadeia da construção civil, buscando a minimização, o reaproveitamento e a reciclagem de resíduos. Assim, o presente artigo tem como objetivo geral apresentar condições atuais de acondicionamento RCD que são gerados na unidade de ensino SENAI Parolin na cidade de Curitiba/PR e propor um plano de gestão destes resíduos através de uma cartilha orientativa e de sensibilização aos funcionários e alunos. Tendo em vista o contexto citado, a problemática resulta na seguinte pergunta de pesquisa: Como os resíduos de RCD gerados na unidade Parolin devem ser segregados e acondicionados corretamente, segundo a classificação da resolução CONAMA 307? O método utilizado foi a pesquisa bibliográfica e estudo de caso.

 

Palavras chave: resíduos da construção e demolição (RCD); acondicionamento; gestão de resíduos

 

 

ABSTRACT

 

The construction industry is recognized as a major generator of construction and demolition waste (RCD), since the materials used in construction have a great impact on the environment, accountting the phases of extraction, processing, transportation, use and elimination. In addition, it is known that with urban growth there are fewer and fewer areas available for final destination. In this aspect it is important to rethink the construction chain, seeking to minimize, reuse and recycle waste. Thus, the present article has as general objective to present the current conditions of RCD packaging that are generated in the SENAI Parolin in the city of Curitiba/PR and to propose a waste management plan through a guideline booklet and to raise awareness among employees and students . In this view, the problem results in the question: How should RCD residues generated in the Parolin unit be segregated and correctly packed, according to the classification of CONAMA resolution 307? The method used was the bibliographic research and case study.
 
Keywords: Construction and demolition waste; packaging; management waste 

 

1 INTRODUÇÃO

 

As atividades relacionadas à construção, renovação e demolição de edificações presentes em centros urbanos de médio e grande porte, têm proporcionado um desconforto no tocante à grande proporção de resíduos gerados, bem como alocação destes. O montante de resíduos de construção e demolição (RCD) produzido é muito significativo, o que pode gerar sérios problemas como: impacto ao meio ambiente urbano, criadouro de vetores e proliferação de doenças. Essa situação desafia o poder público a adotar políticas públicas efetivas para designar esses resíduos (PINTO, 1999; SILVA & FERNANDES, 2012).

Os materiais utilizados na construção civil exercem um grande impacto, tendo em vista as fases de extração, processamento, transporte, uso e eliminação. É, portanto, nesta última fase (eliminação) onde são gerados grande parte dos RCD. Segundo o modelo de produção linear (Curwell; Cooper, 1998 e Craven et al, 1996) presente na indústria, no qual a construção civil está inserida, observa-se uma sequência lógica de fases, onde o planejamento e o projeto compõe a fase inicial e os recursos naturais são extraídos para a fase de produção gerando acúmulo de resíduos que deve ser reduzido, reutilizado e reciclado. Torna-se notório que com o aumento dos RCD há uma escassez de áreas disponíveis para destinação, devido ao crescimento urbano. Desta forma, é de extrema importância que todas as autoridades estejam envolvidas, procurando de forma unânime soluções ambientais, através da redução, reaproveitamento e reciclagem desses resíduos tendo como missão o incremento sustentável da construção civil, visando à minimização dos impactos ambientais. (EVANGELISTA et. al, 2010).

No que tange à geração de resíduos da construção, onde existem conhecidos atores como geradores, transportadores, gerenciadores há um padrão conforme notifica a CONAMA 307/2003, a qual estabelece como principal meta a segregação e destinação final destes. Por isso torna-se necessário um projeto de gerenciamento de resíduos da construção civil que aborde procedimentos para o manejo e destinação adequados para os resíduos, visando benefícios de ordem social, econômica e ambiental.

O presente artigo tem como objetivo geral apresentar as condições atuais de destinação final dos RCD que são gerados na Unidade SENAI Parolin e assim propor um plano de gestão destes resíduos por meio de cartilha orientativa aos funcionários e alunos.

Este plano tem o intuito de sensibilizar os colaboradores, professores e alunos do SENAI Parolin quanto à correta segregação dos resíduos gerados a partir de palestras que explique o correto acondicionamento e destinação final destes. A unidade Parolin atua como uma extensão da unidade SENAI Curitiba, na qual são realizados os cursos práticos de processos construtivos de aperfeiçoamento, qualificação, além de disciplinas que envolvem métodos construtivos no Curso Técnico pós médio em Edificações e no Curso de Graduação de Tecnologia em Controle de Obras.

Tendo em vista o contexto citado, a problemática abordada resulta na seguinte pergunta de pesquisa: Como os resíduos de RCD gerados na unidade Parolin devem ser segregados e acondicionados corretamente, segundo a classificação da resolução CONAMA 307/2003? Para responder a esta pergunta, o método utilizado foi a pesquisa bibliográfica e estudo de caso.

 

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

 

De acordo com JOHN (2000) a indústria da construção civil é responsável por cerca de 50% do CO² lançado na atmosfera e por quase metade da quantidade de resíduos sólidos gerados no mundo. A indústria da construção civil tem posição de destaque na economia nacional levando em consideração sua parcela do Produto Interno Bruto (PIB) e pela quantidade de empregos gerados direta e indiretamente.

            Com relação às perdas de resíduos, estas podem estar relacionadas a todas as atividades de movimentação de materiais que geram custos e não adicionam valor, e que, além disso, podem ser eliminadas em um curto prazo de tempo (MEIRA et al, 1998). Nota-se que este tipo de perda está diretamente associada à gestão de resíduos, visto que o transporte inadequado aumenta bastante a quantidade de resíduos gerados, onde temos como exemplo o transporte de blocos cerâmicos que acabam se quebrando por se tratar de um material mais frágil e que requer um cuidado maior.

            Para Costa (1999) estas perdas nos canteiros de obras são originadas por diversos fatores, tais como: falta de organização dos postos de trabalho; falta de método de trabalho; falta de arranjo no layout do canteiro; inexistência de equipamentos para efetuar as tarefas ou emprego de equipamentos inadequados; e outras condições insatisfatórias de trabalho, relacionadas principalmente aos esforços e às necessidades dos operários (ergonomia, necessidades fisiológicas, descanso e segurança). Costa (idem) também ilustra que existem outras formas de perdas, como por exemplo a perda por espera. Este tipo de processo é proveniente da falta de planejamento da produção, que ocasiona problemas de sincronismo entre as diversas atividades realizadas por diferentes trabalhadores ou entre as atividades dos trabalhadores e o fluxo de materiais. Além disso, um outro fator que pode ocasionar perdas por espera é o desbalanceamento entre a quantidade de trabalhadores e a capacidade de operação dos equipamentos disponíveis no canteiro. Um exemplo deste fato é o caso da produção do concreto. Quando feito e não utilizado em um determinado espaço de tempo, acaba virando um resíduo, pois perde suas propriedades físicas e químicas tornando impossível sua utilização.

De acordo com Costa (1999) na construção civil estas perdas estão associadas normalmente a uma inspeção deficiente do processo, à falta de especificações ou de detalhamento na documentação (projetos, manuais de procedimentos), à utilização de materiais defeituosos ou de qualidade inferior, à falta de capacitação dos operários, além de outras. Entre as principais consequências de se produzir com defeito, destacam-se: a redução do desempenho do produto final, geração de resíduos e os retrabalhos, ainda muito frequentes no setor da construção civil.

Na indústria da construção civil alguns fatores contribuem negativamente para o aumento no volume de resíduos gerados. Sabe-se que é uma indústria convencional, na qual, diferentemente de outros ramos industriais, as máquinas foram inseridas em pequena escala. O trabalho manual é a base da  atividade  produtiva  e  o  trabalho  se  organiza  em  torno  de especializações. Além desses agravantes, Meseguer (1991) ainda destaca algumas outras peculiaridades: cada produto é único e normalmente não seriado; o produto é fixo e os operários são  móveis. Ao contrário da produção seriada,  trata-se de uma indústria muito tradicional, que apresenta muita inércia às alterações. Por todas estas  especificidades,  nota-se  o  grande  problema  vivido  pela  indústria  da  construção  no  tocante  às perdas e geração de resíduos.

Observa-se que ao se promover uma adequada limpeza e segregação dos resíduos se consegue reduzir enormemente os índices de perda no canteiro, tornando-o mais limpo e organizado. Com isso, minimiza-se a mistura entre os insumos e os resíduos, evitando que materiais novos sejam descartados como resíduo. Além disso, também há a possibilidade de reaproveitamento dos resíduos antes do descarte. Assim, todos os resíduos antes de ser descartados serão quantificados e qualificados, o que poderá colaborar na identificação de possíveis focos de desperdício.

Um ponto importante no tocante à limpeza do canteiro é a diminuição da incidência de acidentes de trabalho proporcionada por um local de trabalho mais seguro.

Com relação à segregação, Pinto et al (2005) salientam, que a triagem deve acontecer imediatamente após a geração do resíduo, ainda na origem, para evitar a mistura e contaminação destes.  Quanto ao acondicionamento inicial de resíduos, Pinto et al (idem), afirmam que no caso de blocos de concreto, cerâmicos, argamassas, concreto e similares, devem ser empilhados  próximos aos locais de transporte interno, nos respectivos pavimentos.  No caso da madeira, deverá ser acondicionada em bombonas. No caso dos plásticos e papelões, devem ser locados também em bombonas ou fardos.  Afirmam ainda que a serragem deve ser colocada em sacos de ráfia próximos aos locais de  geração.  Já o gesso, deve ser separado e colocado em sacos de ráfia. Para os autores, o acondicionamento deve ser feito afim de facilitar a retirada e destinação final dos resíduos e com isso mantenham as propriedades necessárias para a reciclagem. Os papéis devem ser acondicionados em big bags protegido de chuva, com as dimensões de 90 x 90 x 120 cm com suportes metálicos, como registram as fotos abaixo:

 

 

FIGURA 02 – EXEMPLO DE BIG BAG E BAIA FIXA

 

 

 

 

Fonte: Projeto Competir (2004)

 

As baias podem ser móveis ou fixas. Já as caçambas estacionárias são locais de acondicionamento de resíduos classe A, normalmente, com maior capacidade, como por exemplo 5 m³, como mostra a figura 03 abaixo:

 

FIGURA 03 – CAÇAMBA ESTACIONÁRIA

Fonte: Projeto Competir (2004)

 

Além do acondicionamento inicial, final, bem como a identificação do acondicionamento é necessário atentar-se para a forma de como os resíduos serão transportados no canteiro. O transporte interno pode ser realizado utilizando-se dos meios convencionais e disponíveis no canteiro de obras. Para o transporte horizontal, podem ser utilizados: carrinhos de mão, transporte manual. Já para o transporte vertical podem ser utilizados: grua e elevador de carga. É Importante que durante o planejamento do canteiro exista a preocupação com a movimentação dos resíduos para que futuramente não existam problemas com relação ao fluxo dos resíduos que podem gerar desperdícios de tempo dos trabalhadores sem agregar valor ao processo. Uma opção para o transporte vertical é o duto coletor de entulho que facilita o transporte interno, principalmente, de resíduos classe A. Este transporte é ainda mais eficiente quando existe baia, caçamba, ou mesmo o caminhão sob a base do coletor evitando um transporte horizontal adicional, conforme a figura 04.

 

 

Figura 04 – exemplo de transporte vertical de resíduos

 

 

Fonte: Projeto Competir (2004)

 

Feito o acondicionamento dos resíduos, os mesmos deverão ser destinados corretamente.  Segundo a CONAMA 307, os geradores também são responsáveis pela destinação final, sendo passíveis de multas definidas pelo município em caso de não tratamento adequado.  O gerador deve atentar-se a alguns pontos como: o tipo de veículo que fará o transporte e se está devidamente cadastrado e licenciado. A CONAMA 307 também prevê o estímulo de destinação a cooperativa de resíduos.

Para Pinto et al (2005), os resíduos classe A, que são classificados como  restos de blocos cerâmicos quebrados, pisos cerâmicos quebrados, argamassas, pré-moldados e etc,  devem ser destinados em áreas de transbordo e triagem, para reciclagem de resíduos de construção civil que sejam licenciados pelos órgãos competentes. Estes resíduos após processados poderão ser utilizados como pavimentação e concretos sem função estrutural. No caso das madeiras, podem ser reutilizadas como combustível em fornos ou caldeiras. Os plásticos, os papéis e os metais, que fazem parte da classe B, pela CONAMA 307, podem ser doados às empresas cooperativas ou associações de catadores. No caso do gesso, é necessário verificar a possibilidade de aproveitamento pela indústria gesseira e empresas de reciclagem.

É interessante que todas as obras tenham um cadastro com transportadores e destinatários (cooperativas e compradores de resíduos). Além disso, os resíduos devem ser encaminhados para o local de destinação acompanhados do CTR – Controle de Transporte de Resíduos, item de exigência da norma NBR 15112:2004 – Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos. No caso do encaminhamento dos resíduos para a área de transbordo, a NBR 15112 define que esta área é destinada ao recebimento de resíduos da construção civil e resíduos volumosos, para triagem, armazenamento temporário dos materiais segregados, eventual transformação e posterior remoção para destinação adequada, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente.

A norma traz algumas definições relevantes ao tema, a classificação dos resíduos da construção civil seguindo as classes já estabelecidas pela Resolução 307 do CONAMA, as condições para implantação da área de transbordo e triagem (ATT), as condições gerais para elaboração do projeto e as condições e diretrizes de operação. Para serem licenciadas as ATT´s devem seguir as diretrizes estabelecidas nesta norma.

Com relação à racionalização é preciso a conscientização de todos os atores envolvido  como ferramenta de minimização dos resíduos. Neste contexto, de acordo com Gehbauer (2004) a racionalização pode ser definida como sendo um “estudo do sistema de produção estabelecido com base na realidade, com o objetivo de definir melhorias”. Neste sentido visa também melhorar o fluxo da relação entre o homem e a máquina.

Estas condições fazem com que o gerente de obras esteja ocupado em manter os trabalhos em andamento e em administrar os problemas que surgem de forma reativa. Com estas dificuldades, resta pouco tempo para analisar os processos e introduzir melhorias.  É neste ponto que os métodos desenvolvidos por este autor e que serão apresentados na seqüência pretendem fornecer subsídios para se promover a racionalização. Sendo assim, o autor propõem 3 fases, chamadas de racionalização 1 (R1), racionalização 2 (R2) e racionalização 3 (R3). 

Na fase R1, o autor sugere o diagnóstico inicial do processo para que os fluxos sejam racionalizados, reduzindo as distâncias de transporte, otimização de máquinas e capacitação de pessoas envolvidas com o intuito de melhorar os processo de produção no canteiro.  Segundo o autor, nesta etapa observa-se muito retrabalho por parte dos trabalhadores da obra. Na fase R2, caracteriza-se pela fase de planejar as ações de aquisições, logísticas, tecnológicas, administrativas para melhoria das estratégias.  Por fim, a R3, procurar organizar a cadeia de produção e suas interferências na empresa.

Para Gehbauer (2004), o estudo consiste de 3 a 6 operários que inicialmente observam tudo sobre o setor que estão responsáveis.  Suas funções são registrar condições de melhoria e definir métodos para a implantação. Após análise, o autor afirma que:

Todas as ideias propostas são utilizadas e postas em prática, os operários da linha de produção apresentam de formas rápidas e sucintas, visando diminuir o que os prejudica em seu ambiente de trabalho e o que podem fazer para melhorá-lo sem que haja cansaço físico e custos adicionais.

A experiência aplicada com campo industrial comprovou que a ferramenta mais importante é o pensar, “aventurar-se em situações inusitadas, testá-las e registrar seus resultados”, conforme avalia o autor.

É observado no processo o tempo gasto para a realização de cada etapa, as distâncias percorridas, quantidade de pessoas e número de máquinas envolvidas. No esquema proposto pelo autor, é listado o fluxo de trabalho, que servirá de análise posterior. Após esta etapa, haverá modos de correção e ajustes no processo, assim será novamente observado, para haver comparações com outros resultados. O formulário para a aplicação da metodologia propõe:

-Diagrama de fluxo do trabalho, com indicações existentes, quantidade de pessoas envolvidas estoques de materiais, etc;

-Atividades individuais: o ciclo de atividades e o trabalho produzido por pessoas no campo individual;

-Diagrama de balanço das equipes divididos por operários. Seus trabalhos devem estar destacados, com o tempo de término de cada um;

-Diagrama de processos: utiliza simbologia para cada atividade aplicada identificando a quantidade total de tarefas realizadas.

Desta forma, a metodologia busca melhores práticas quanto à organização do canteiro de obras visando à minimização de resíduos na construção civil. Quando se tem um canteiro organizado, a empresa lucra, pois consegue reduzir a geração de resíduos, o que está diretamente relacionado com o desperdício de materiais. O operário também ganha ao exercer menor esforço físico e melhor desempenho em suas funções diárias.

O projeto e o planejamento são as etapas mais importantes para a redução de desperdício e consequentemente redução da geração de resíduos. Um projeto bem elaborado proporcionará uma menor geração de resíduos, logo as perdas serão reduzidas. Em contrapartida, o projeto desenvolvido de forma inadequada resulta em levantamentos incorretos de materiais e mão de obra, com discrepâncias em custos e cronogramas. 

Sabe-se que modificações solicitadas pelos clientes ou ainda fatores aleatórios são responsáveis por uma significativa geração de resíduos. Durante as etapas do projeto e planejamento deve-se ter ações que possam evitar ou reduzir a incidência de resíduos. Estabelecer limites e prazos para as modificações, utilizar sistemas construtivos com maior flexibilidade para alterações são exemplos de soluções.

Em um canteiro de obras estão dispostos recursos destinados a produção (materiais, equipamentos e mão-de-obra), os quais devem ser alocados de uma forma que facilite a execução dos serviços de construção, preserve a segurança dos colaboradores, bem como, atenda as exigências impostas pela legislação. Um canteiro em que estes quesitos não estejam dispostos de forma transparente e organizada está fadado ao desperdício e geração de resíduos.

O objetivo principal do Programa de Gestão de Resíduos da Construção Civil é fornecer às empresas construtoras, através de consultoria técnica especializada, ferramentas que permitam a gestão adequada dos resíduos de construção nos canteiros de obras, atendendo às exigências da Resolução 307 do CONAMA. Como objetivos específicos, destacam-se:

-Fornecer à empresa construtora ferramentas que facilitem a gestão e controle dos resíduos gerados na obra, capacitando a equipe técnica na utilização destas ferramentas;

-Fazer um planejamento da gestão de resíduos na obra, definindo quantidade e localização de dispositivos para coleta seletiva destes resíduos, permitindo a segregação dos mesmos desde a origem;

-Sensibilizar os colaboradores da empresa com relação à limpeza e segregação dos resíduos na obra, para que estes sejam agentes da gestão de resíduos em seus postos de trabalho;

-Monitorar a implementação do programa através de visitas técnicas com base em check-list específicos, gerando relatórios técnicos e fotográficos.

O processo de implantação do programa de gestão de resíduos contempla o desenvolvimento de um conjunto de atividades realizadas dentro e fora dos canteiros. Dentre estas atividades, citam-se: treinamento inicial, planejamento, implantação e monitoramento.

De acordo com Pinto et al. (2005), a destinação de resíduos deverá estar vinculada a determinadas condições, divididas segundo o tipo de área existente. Estas áreas podem ser classificadas em pontos de entrega, área de transbordo e triagem (ATT), área de reciclagem, aterros de resíduos da construção civil, aterro para resíduos industriais e agentes diversos.

A expressiva quantidade de resíduos gerados e o descarte inadequado nos remetem à necessidade urgente de uma ação conjunta da sociedade na busca de soluções efetivas para minimizar os impactos socioambientais, preservar recursos naturais e melhorar a qualidade de vida nas áreas urbanas.

No Brasil, as políticas públicas voltadas ao gerenciamento de resíduos de construção civil (RCC) visam estimular as empresas geradoras de resíduos a tomarem uma nova postura com relação aos seus resíduos. Porém, muitos municípios ainda não apresentam estrutura suficiente para a destinação de todos os tipos de resíduos gerados nas obras, o que não invalida as ações para segregação e descarte adequado de parte dos resíduos gerados.

É importante ressaltar que o objetivo principal do construtor deve ser a não geração de resíduos, o que impõe uma forte mudança na cultura hoje estabelecida na construção civil e uma alteração nos sistemas construtivos existentes. Para que isto aconteça, é necessário um novo estudo dos processos, visando estabelecer formas de evitar a geração de resíduos.

 

 

3 MÉTODO DE PESQUISA: ESTUDO DE CASO

 

A pesquisa descritiva neste artigo foi concebida através de estudo de caso e pesquisa bibliográfica. De acordo com Gil (2002), as pesquisas descritivas possuem como objetivo a descrição das características de uma população, fenômeno ou de uma experiência. Já o método de pesquisa utilizado foi determinado a partir das estratégias relevantes propostas por Yin (2010), na qual a estratégia pela forma de pesquisa é obtida quanto à exigência de controle sobres eventos comportamentais e acontecimentos contemporâneos. O método utilizado foi a pesquisa bibliográfica, observação sistemática ao longo das atividades de campo que caracteriza-se como estudo de caso por se tratar de um estudo analítico na unidade SENAI Parolin.

 

4 O CASO: SENAI PAROLIN

 

A proposta não é apenas a adequação do canteiro de obras para atender a resolução CONAMA 307 (2002), mas sim priorizar a consciência ambiental e qualificação dos profissionais que são formados no SENAI Parolin. O plano é criar uma cartilha orientativa de segregação dos Resíduos da Construção e Demolição (RCD) para que desta forma os alunos e os profissionais se conscientizem sobre a correta segregação e destinação de resíduos.

            Não se pretende apenas criar um sistema de seleção dos RDC que atenda os princípios da instituição, mas apresentar os ganhos que um canteiro organizado e a destinação correta dos materiais traz a todos os envolvidos.

            Parte-se do princípio que quando forma-se um profissional consciente, o conhecimento adquirido se espalha de forma viral, pois o mesmo entende os motivos e necessidades de aplicar estas técnicas no seu dia-a-dia, diferente de se aplicar em um canteiro onde todos os profissionais já estão habituados a uma determinada rotina e novas técnicas são encaradas como atraso na produção.

            A intervenção no SENAI Parolin, será iniciada com uma palestra de conscientização apresentada a todos os envolvidos da instituição, para que os colaboradores em geral conheçam as vantagens deste conceito e passem a apoiar o método. Muitas vezes as técnicas de sustentabilidade são encaradas como gastos desnecessários pelos profissionais dos setores administrativos, uma vez que eles não se envolvem diretamente com o problema e não tem noção do impacto que a mudança pode gerar.

            Em um segundo momento será aplicado uma rotina de apresentação do programa a todos os novos envolvidos. Os novos colaboradores deverão ser apresentados no momento da integração. A sensibilização dos alunos novos será realizada em uma aula inicial, da mesma forma que se apresenta regras de utilização de equipamentos e laboratórios. O plano contemplará:

-Compromisso com a organização e limpeza permanente do local de aprendizado;

-Responsabilidade dos professores colaboradores e terceiros para a aplicação constante das técnicas;

-Destinação nos locais corretos e de acordo com a classificação do RCD;

-Sinalização eficaz em todo o ambiente.

            Deverá ser implementado material de apoio com literatura de fácil compreensão, bem como apresentar os resultados obtidos com o plano de gerenciamento de forma a incentivar todos os envolvidos.

Para a coleta dos dados, foram realizadas duas visitas técnicas à instituição de ensino tecnológico SENAI Parolin. Na primeira, realizada em 17/10/2015, buscou-se avaliar as condições existentes dos resíduos gerados, bem como o acondicionamento destes, como mostra a figuras 05. Nesta área os materiais que são utilizados nas atividades práticas são dispostos ao meio ambiente sem qualquer cobertura. Esta prática tende reduzir a qualidade dos materiais, já que não há um abrigo para acondicioná-los.

 

Figura 05 – disposição de materiais no SENAI Parolin

 

 


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Fonte: os autores (2015)

 

 

 

Após as atividades práticas, os próprios alunos realizam a limpeza do local, por orientação dos professores e dispõem estas sobras de resíduos em uma bombona que fica localizada no próprio pátio de trabalho, como mostra a figura 06 abaixo:

 

Figura 06 – disposição de resíduos em pátio interno após aula prática

 

 

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Fonte: os autores (2015)

 

Ao transpor a bombona que aparece na imagem acima (figura 06) com os resíduos já previamente segregados pelos alunos, os resíduos são deslocados para a caçamba estacionária externa, onde estes são depositados e misturados em distintas classes como pode-se observar nas figuras abaixo:

 

Figura 07 – disposição de resíduos em caçamba estacionárias e bombona

 

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Fonte: os autores (2015)

 

 

Observou-se na ocasião desta primeira visita que não houve um cuidado quanto à disposição final dos resíduos. As figuras evidenciam a mistura de resíduos classe A, como restos de argamassa, revestimento cerâmico juntos com resíduos classe B, como plásticos, papéis e caixas de papelão.

Para a segunda vista técnica em 29/07/2016, o objetivo foi averiguar se as condições de geração e acondicionamento de resíduos após uma atividade prática, mesmo sem qualquer sensibilização aos alunos e professores.  Nesta visita em especial, os autores acompanharam uma aula prática aos alunos do Curso Técnico de Edificações, os quais estavam finalizando uma parede em drywall para aplicação de revestimento cerâmico, como mostra a figura 08 abaixo:

 

FIGURA 08 – AULA PRÁTICA DO CURSO DE EDIFICAÇÕES

20160729_165230.jpg20160729_165255.jpg

Fonte: os autores (2016)

 

Após atividade prática, os alunos organizam o pátio interno e despejam na bombona apenas os resíduos de drywall ou gesso acartonado, como mostra a última figura desta sequencia de imagens abaixo:

 

Figura 09 – organização do pátio interno

 

 

 

 

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Fonte: os autores (2016)

 

 

Além da segregação dos resíduos, os alunos também cuidam da limpeza das bandejas que contem resto de massa utilizada para a finalização das paredes, como mostra a figura 10:

 

 

Figura 10 – lavagem das bandejas

 

 

 

 

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Fonte: os autores (2016)

 

O resíduo líquido que sobra da lavagem das bandejas é encaminhado para o processo de decantação em um tanque como mostra a figura 11:

 

Figura 11 – tanque de decantação

20160729_172433.jpg20160729_172445.jpg

Fonte: os autores (2016)

 

No processo de decantação o líquido passa por vários filtros até ser limpo completamente para ser descartado para a galeria de água pluvial. Por fim, nesta visita foi verificado que os resíduos de drywall que são classificados como resíduos classe B, são despejados em caçamba estacionária externa sem cobertura alguma junto com os resíduos classe A como mostra a figura 12:

 

 

Figura 12 – caçamba estacionária COM RESÍDUOS MISTURADOS

20160729_170941.jpg

Fonte: os autores (2016)

 

 

5 Análise dos resultados

 

Após levantamento dos dados realizados em visitas técnicas, identificou-se principalmente que os resíduos são segregados em sua origem, ou seja, após a realização das tarefas em aulas práticas. No entanto, ao deslocar os resíduos para as caçambas estacionárias ou bombonas, estes não são separados corretamente por classes, conforme orienta a CONAMA 307. São despejados em uma única caçamba misturando classe A, B, C e D.

Identificando este cenário, os alunos e professores do Campus da Indústria do SENAI desenvolveram uma cartilha explicativa de forma a orientar funcionários a  alunos a conhecer e entender a proposta de gestão de resíduos.

Elaborou-se uma cartilha objetiva com duas páginas, sendo frente e verso, sendo que na primeira página contém informações gerais sobre a política dos 4R´s (repensar, reduzir, reutilizar e reciclar), além da importância da triagem e do acondicionamento dos resíduos em distintas classes, como mostra a figura 13:

 

 

 

Figura 13 – Frente da cartilha (PÁGINA 01)

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Fonte: os autores (2016)

 

No verso da cartilha, a ideia foi justificar o correto acondicionamento dos resíduos visando a destinação final adequada, na qual os reíduos classe A e B são encaminhados para recicladoras ou usinas de transforação para que possam ser processados e transformados em outros produtos. No caso da figura 14, utilizou-se o exemplo do resíduos de agregado é que classificado como classe A e que pode ser tranformado em bloco de entulho como mostra abaixo:

 

 

 

Figura 14 – VERSO da cartilha (PÁGINA 02)

02.jpg

Fonte: os autores (2016)

 

A proposta é sensibilizar funcionários e alunos que o correto acondicionamento dos resíduos acarreta benefícios ao próprio local de trabalho e ao meio ambiente, já  poderão ser reciclados transformando-se em outros materiais. Esta campanha de sensibilização e orientação aos envolvidos deverá ser posta em prática a cada início de qualquer curso  que for ofertado pela unidade Parolin.

Durante o desenvolvimento dos  cursos, os próprios funcionários que foram sensibilizados deverão vistoriar diariamante as atividades práticas desenvolvidas pelos alunos, com a intenção de verificar se o acondicionamento está sendo feito de acordo com as orientações da cartillha.

 

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

A indústria da construção civil é caracterizada como uma atividade de grande geração de resíduos independente do processo construtivo. Sabe-se que muitas razões para esta geração de resíduos estão relacionadas às atividades de movimentação de materiais e o transporte no interior do canteiro de obras para os locais de acondicionamento final, bem como a falta de um plano de gestão adequado. Além disso, a atividade da construção civil é uma indústria muito convencional com inércia às mudanças.

Segundo autores, um dos principais métodos de gestão para minimizar a geração de resíduos de RCD é tornar o ambiente sempre limpo e organizado para reduzir misturas de materiais novos com os resíduos. Por isso, uma vez gerado o resíduo, este deverá ser triado na origem imediatamente após a etapa construtiva a  fim de não contaminar novos materiais. Uma vez que os resíduos são misturados podem contaminar-se e assim perder a possibilidade de ser reciclados e transformados em outro material. Estas áreas de reciclagem são grandes usinas de transformação e devem ser autorizadas e licenciadas pelos órgãos competentes do Município.

Quanto ao acondicionamento, cada resíduo deverá ser encaminhado em baias, big bags ou caçambas de acordo com a sua classe, conforme orientação da CONAMA 307/2003. Foi justamente nesta etapa de acondicionamento dos resíduos, onde foi diagnosticada falha de gestão no caso em questão. Esta condição norteou a pergunta de pesquisa através da seguinte questão: Como os resíduos de RCD gerados na unidade SENAI Parolin devem ser segregados e acondicionados corretamente, segundo a classificação CONAMA 307?

Para responder esta questão foram realizadas visitas técnicas ao local como o intuito de diagnosticar as condições os resíduos gerados após as atividades práticas, assim como o acondicionamento destes. Tanto na primeira como na segunda visita foi verificado que os resíduos são segregados na origem, como orienta a literatura, porém ao deslocarem-se até as caçambas externas sem qualquer cobertura contra chuva, são misturados sem distinção de classes.

Percebeu-se que tanto professores quanto alunos necessitavam de uma orientação quanto ao acondicionamento correto dos resíduos. Neste sentido, elaborou-se uma cartilha objetiva com informações em como separar os resíduos de acordo com as classes. A intenção da cartilha é sensibilizar os alunos e professores sobre a importância de segregar e acondicionar os resíduos em locais próprios para evitar a mistura e contaminação destes. Uma vez que o aluno compreenda os benefícios da correta gestão de resíduos no canteiro de obras poderá contribuir com seus conhecimentos adquiridos para as próximas obras que for atuar como profissional qualificado no mercado de trabalho.

 

 

 

REFERÊNCIAS

 

 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS – NBR 15112: Resíduos da Construção Civil e Resíduos Volumosos – Áreas de Transbordo e Triagem – Diretrizes para o Projeto, Implantação e Operação. Rio de Janeiro – RJ, 2004.

 

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MESEGUER, A. G. Controle e Garantia da Qualidade na Construção. São Paulo: Sinduscon-SP/Projeto/PW, 1991.

 

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PINTO, T. P. Metodologia para a gestão diferenciada de resíduos sólidos da construção urbana. 199. 189 f. Tese (Doutorado em Engenharia de Construção Civil) – Escola Politécnica, Universidade de São Paulo - São Paulo. 1999.

 

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