ISSN 1678-0701
Número 46, Ano XII.
Dezembro/2013-Fevereiro/2014.
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Trabalhos Enviados

No. 46 - 16/12/2013
OS SABERES DOS ALUNOS DE UMA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL DE VITÓRIA (ESPÍRITO SANTO) SOBRE O MANGUEZAL – UMA INVESTIGAÇÃO ATRAVÉS DE ATIVIDADES LÚDICAS  
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Os saberes dos alunos de uma escola de ensino fundamental de Vitória (Espírito Santo) sobre o manguezal – uma investigação através de atividades lúdicas

 

 

Glória Maria Martins Bermudez

Universidade Federal do Espírito Santo/ES

Licenciada em Ciências Biológicas, gloria.mmbermudez@gmail.com

 

Jeane Pignaton Agostini

Universidade Federal do Espírito Santo/ES

Licenciada em Ciências Biológicas, jeaneagostini@gmail.com

Professora da Secretária Estadual de Educação do Espírito Santo

 

Valderes Bento Sarnaglia Junior

Licenciado em Ciências Biológicas, vsarnaglia@gmail.com

Mestrando do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Botânica da Escola Nacional de Botânica Tropical/RJ

 

Resumo:

O ecossistema manguezal, apesar de sua grande importância ecológica e econômica, ainda vem sendo alvo de destruição, sofrendo o impacto de aterros e do lixo e esgotos lançados sem tratamento. Na região noroeste do município de Vitória (Espírito Santo) encontra-se o bairro Inhanguetá, uma comunidade local que vive ao entorno de áreas de manguezal, essas áreas continuam sendo afetadas pela ação humana, mas ainda representam uma fonte de renda para alguns moradores que se utilizam da pesca e cata das espécies estuarinas. Reconhecendo a necessidade de desenvolvimento da consciência ecológica, buscou-se com o presente trabalho, através de atividades de educação ambiental, entender melhor a relação dos alunos de uma turma do ensino fundamental de uma escola do bairro Inhanguetá com esse ecossistema. Buscou-se também entender como eles percebem a importância desse ecossistema para a comunidade local, de forma a tentar contribuir para a sensibilização ambiental desses alunos através de uma atividade lúdica. A coleta de dados foi feita através da observação dos sujeitos ao longo da pesquisa: com roda conversa, oficinas de desenho e de confecção de fantoches e dramatização (teatro de fantoches) envolvendo o tema manguezal. Os alunos demonstraram ter conhecimento do estado de preservação que se encontra o ecossistema manguezal da região, e que é necessário proteger o ecossistema remanescente. Destacou-se ainda aqui, a importância do uso de atividades lúdicas como o teatro de fantoches, no ensino, podendo levar a sensibilização e a mudança de atitude em relação ao ambiente.

 

Palavras-chave: educação ambiental, roda de conversa, teatro de fantoches.

 

1. Introdução

 

Vitória é um arquipélago cercado por manguezais, um ecossistema de transição entre ambientes aquáticos e terrestres, que no Brasil está associado ao bioma Mata Atlântica. O manguezal é um ecossistema que suporta uma complexa rede de alimentação aquática e providencia um habitat único para uma variedade de animais (Spalding et al., 1997). Ele é formado pela mistura de água doce e salgada e tem um solo rico em matéria orgânica, servindo de refúgio para os animais se alimentarem, se reproduzirem e se protegerem (Quinõnes, 2000). De forma que os manguezais são tão importantes para a fauna e para flora, quanto para as comunidades locais, que dependem desse ecossistema para a sua sobrevivência. Apesar de sua grande importância ecológica e econômica, o ecossistema manguezal ainda vem sendo alvo de destruição, sofrendo o impacto de aterros e do lixo e esgotos lançados sem tratamento.

Na região noroeste do município de Vitória, encontra-se o bairro Inhanguetá uma comunidade local que vive ao entorno de áreas de manguezal (Silva et al., 2009). Uma parte desse bairro se desenvolveu devido aos aterros entre a década de 80 e 90 (ISJN, 2011), nessa época não houve preocupação da sociedade e do poder público com a preservação do manguezal e esse ecossistema foi intensamente destruído. Ainda hoje, os resquícios de manguezal da região continuam sendo afetados devido ao lixo e esgotos lançados sem tratamento, embora ainda representem uma fonte de renda para alguns moradores que se utilizam da pesca e cata das espécies estuarinas.

Diante desse quadro, buscou-se entender melhor a relação dos alunos que vivem e/ou convivem em espaços próximos ao manguezal, com esse ecossistema e como eles percebem a sua importância para a comunidade local. Além de conhecer suas ideias sobre preservação, também buscou-se tentar contribuir para a sensibilização ambiental desses alunos através de uma atividade lúdica.

 

2. Materiais e métodos

 

Os sujeitos da pesquisa são alunos de uma turma da 4ª série do ensino fundamental da Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Regina Maria Silva, situada no bairro Inhanguetá em Vitória/ES (Figura 1).

 

Figura 1. Mapa da localização do bairro Inhanguetá (em vermelho) no município de Vitória/ES.

 

Foi utilizada uma abordagem qualitativa de pesquisa utilizando como metodologia a pesquisa-ação (Barbier, 2002; Franco, 2008), com a coleta de dados através da observação dos sujeitos ao longo da pesquisa: com roda conversa, oficinas de desenho e de confecção de fantoches e dramatização (teatro de fantoches) envolvendo o tema manguezal.

Foram realizados três encontros com a turma para o desenvolvimento das atividades programadas:

 

1° Momento - Oficina de desenho “Histórias do manguezal” e Roda de Conversa

 

No primeiro contato com os alunos os pesquisadores se apresentaram e convidaram os alunos para participar de uma oficina de desenhos intitulada “Histórias do manguezal”, onde estes narraram através de desenhos histórias sobre o manguezal que tinham vivenciado ou relatos populares que ilustravam a relação da comunidade local e o ecossistema. Escolhemos os desenhos como forma de investigação pelo fato das crianças gostarem de desenhar, “sendo o desenho um canal privilegiado de expressão de suas idéias, vontades, emoções, enfim, do modo como lêem a realidade” (Derdyk, 1989 apud Natividade et al., 2008).

Para uma melhor compreensão das relações dos alunos com o manguezal investigou-se os saberes locais e tradicionais, assim como os científicos desses através de diálogos em rodas de conversa sobre o manguezal. Entendemos que a roda de conversa é uma metodologia de troca de conhecimentos, onde ao mesmo tempo em que investigamos sobre um tema podemos contribuir com novas informações para o grupo.  Segundo Nascimento e Silva (2009), as rodas de conversa:

consistem em um método de participação coletiva de debates acerca de uma temática, através da criação de espaços de diálogo, nos quais os sujeitos podem se expressar e, sobretudo, escutar os outros e a si mesmos. Tem como principal objetivo motivar a construção da autonomia dos sujeitos por meio da problematização, da socialização de saberes e da reflexão voltada para a ação. Envolve, portanto, um conjunto de trocas de experiências, conversas, discussão e divulgação de conhecimentos entre os envolvidos nesta metodologia.

 

Durante a roda de conversa foram apresentadas aos alunos imagens (fotografias feitas pelos pesquisadores) do manguezal da região onde moram (Figura 2). Objetivou-se com isso ter um ponto de partida para a roda de conversa além de verificar se haveria o reconhecimento dos lugares do bairro pelos alunos.

 

Figura 2. Fotografias da região de manguezal do bairro Inhanguetá, Vitória/ES. A. Escola no bairro Inhanguetá, ao lado do manguezal. B. Margens do manguezal onde os pescadores atracam seus barcos e ao fundo vista do bairro Santo Antônio, Vitória/ES. C. Detalhe do manguezal. D. Depósito irregular de lixo no manguezal.

 

2º Momento - Oficina de fantoches “Arte com lixo”

 

Em um segundo momento deu-se início a intervenção, parte essencial da abordagem da pesquisa-ação, onde de forma participativa foi realizada uma oficina para confecção de fantoches. Essa etapa da pesquisa foi complementada posteriormente com a dramatização (teatro de fantoches) envolvendo o tema manguezal.

 Para a realização da oficina de fantoches intitulada “Arte com lixo”, os discentes foram divididos em duplas, cada dupla ficou responsável pela confecção de um personagem escolhido por eles.

Foram selecionados materiais reaproveitados como garrafas pet, caixas de ovos, embalagens de plástico, jornal, etc. para confecção dos fantoches. A escolha do tipo de material foi sugestão da professora de artes da escola, que durante a reunião para apresentação do projeto enxergou nestes materiais uma oportunidade para trabalhar com os alunos a questão do lixo e do reaproveitamento.

Foram produzidos os seguintes personagens utilizando os respectivos materiais:

·         Pescador: garrafa pet 600 ml, rolo de papelão, palito de churrasco, fio de nylon, tampa de amaciante, fita de cetim dourada, caneta permanente (cores azul e preto) e cola quente;

·         Caranguejo (modelo 1): fundo de caixa de ovo, canudinhos feitos de jornal, retalhos de EVA, tinta guache vermelha e cola quente;

·         Caranguejo (modelo 2): fundo de garrafa pet 2 l, tinta guache vermelha, caneta permanente (cores vermelho e preto) e cola quente;

·         Borboleta: caixa de leite, crivo de ovo, tinta guache nas cores laranja e vermelho e cola quente;

·         Peixes (modelo 1): pratos de plástico ou tampinhas redondas (finas) de plástico, pedaços de papelão, tinta guache nas cores laranja e vermelho, caneta permanente (cores vermelho, azul e preto) e cola quente;

·         Peixes (modelo 2): garrafa pet 600 ml, papel colorido picotado, caneta permanente cor preta e cola branca;

·         Meninas: embalagens de bebida láctea, tampas de desodorante roll-on, fita de cetim dourada, palitos de sorvete, caneta permanente (cores vermelho e preto) e cola quente.

 

3º Momento – Apresentação do teatro de fantoche “Aprendendo com o manguezal” e Exposição das produções dos alunos (desenhos)

 

O roteiro de dramatização foi desenvolvido baseado nos relatos dos alunos na atividade de roda de conversa e na narrativa dos desenhos produzidos pelos mesmos. O roteiro também incluiu questões de educação ambiental, ressaltando a importância da preservação desse ecossistema, onde foram trabalhados pontos como o período de defeso das espécies estuarinas e a poluição, além, da revisão de alguns conceitos científicos sobre o manguezal.

O teatro foi apresentado em sala de aula durante a aula de ciências utilizando o material produzido pelos alunos durante a oficina de fantoches. Após a apresentação foi realizada uma breve sistematização dos conteúdos, para analisar o entendimento dos alunos permitindo também o aprofundamento de algumas das ideias apresentadas.

Também foi preparado pelos pesquisadores um painel em TNT com os desenhos dos alunos, alternando com as fotos do manguezal local. Esse painel foi exposto no mural de avisos ao lado da sala de aula no pátio da escola e após a apresentação do teatro de fantoches os alunos da turma, assim como todos da escola, puderam apreciar o trabalho feito pelos alunos da 4ª série.

 

3. Resultados e Discussões

 

Os desenhos e os diálogos produzidos pelos alunos demonstraram que eles conhecem bem sobre o ecossistema manguezal. Eles em suas narrativas destacaram a importância deste ecossistema para os animais e a comunidade local; e apontaram o estado de conservação deste ecossistema na região em que vivem (Figura 3) como escrito em uma história: “não devendo tomar banho na maré porque está muito suja” ou que “os peixes não conseguem viver porque está sujo” e que “muitas pessoas jogam esgotos no manguezal”.

Outra observação importante foi em relação ao modo como os alunos descreveram suas vivências através dos desenhos. Como a maioria deles mora no bairro ou em bairros vizinhos, a temática do manguezal faz parte da realidade destes, de forma que em suas produções narravam essa relação bem próxima que existe entre alguns alunos e o manguezal local, inclusive em alguns desenhos foram reproduzidas imagens de lugares reais do bairro e do entorno facilmente identificáveis, tais como uma barragem da localidade que evita o alagamento das ruas durante a maré cheia, uma passarela do bairro e a vista da cidade vizinha (Cariacica-ES) do outro lado do canal (Figura 3). Estudos anteriores indicam que alunos que moram em comunidades próximas ao mangue detêm um maior conhecimento relativo sobre esse (Pereira et al., 2006; Vairo & Rezende Filho, 2010).

 

Figura 3. Desenhos dos alunos mostrando: A. Lixo no manguezal. B. Barragem da localidade para evitar que quando a maré suba alague as ruas. C. Lixo e esgoto sendo lançado dentro do manguezal. D. Manguezal e ao fundo a cidade de Cariacica-Es.

 

Durante a roda de conversa também foi verificado que muitos dos familiares dos alunos utilizavam o manguezal para a pesca e a cata de caranguejo, utilizando-se desse ecossistema como complemento da renda familiar, ou simplesmente para alimentação, sem fins comerciais. Os alunos relataram ainda que utilizavam o manguezal para brincar, o que chama a atenção para o cuidado com o lixo e esgoto no local, que pode ser disseminador de doenças.

Os alunos demonstraram reconhecer a importância do ambiente para os animais, destacando que por isso não devem jogar lixo e esgoto.

Quanto ao reconhecimento das imagens do manguezal local os alunos conseguiram identificá-las, verificando que elas pertenciam ao bairro que eles moram e interagiram com os pesquisadores, de forma semelhante há um estudo do mesmo tema na cidade de Recife (Rodrigues & Farrapeira, 2008). O que foi importante para verificar como é o envolvimento do aluno com a região que ele está inserido.

Os pesquisadores também contribuíram inserindo durante o diálogo com os alunos alguns conhecimentos científicos que eles não detinham como: a diferença do uso dos termos mangue e manguezal, o conhecimento da natureza salobra da água do manguezal e de que o ecossistema é um berçário natural; além disso, a ação dos pesquisadores contribuiu para sistematizar os saberes que os alunos já possuíam.

Na oficina de fantoches, intitulada "Arte com Lixo" (Figura 4), algumas ideias para confecção dos bonecos foram pensadas antes da execução, porém foram acrescidas de sugestões da professora de artes e dos alunos demonstrando o grande envolvimento destes.

 

Figura 4. Oficina de montagem de fantoches: “Arte com lixo”.

 

A Educação Ambiental é fundamentalmente uma educação para a resolução de problemas (São Paulo, 1999), de modo que essa atividade permitiu chamar atenção dos alunos para a problemática do lixo e seus efeitos sobre o ambiente, mostrando alternativas como o reaproveitamento de resíduos sólidos. Cordula (2010) e Gazineli et al. (2001) também chamam a atenção de como a educação ambiental pode ajudar em temáticas ambientais e representam exemplos de outra situações que se encaixam no mesmo perfil da nossa pesquisa.

Utilizando o material produzido pelos alunos na oficina de fantoches (Figura 5), apresentou-se a história intitulada “Aprendendo com o manguezal” (Figura 6). De forma lúdica, objetivou-se criar uma reflexão com os alunos sobre os temas de preservação e importância do ecossistema manguezal para a natureza e comunidade local.

 

 

Figura 5 - Produções da oficina de montagem de fantoches.

 

 

 

 

Figura 6.  Apresentação do teatro de fantoche “Aprendendo com o manguezal”.

 

O lúdico faz parte do mundo das crianças e possui um papel fundamental no desenvolvimento e aprendizagem das mesmas, pois, através da brincadeira se é capaz de adquirir conhecimentos e desenvolver habilidades de uma forma natural e agradável.  De maneira que em acordo com as ideias de Guerra et al. (2013) a utilização  do  teatro  de  fantoches possibilita a criatividade, a sensibilização e a mudança de atitude em relação ao ambiente”.

Durante o decorrer da apresentação os alunos mostraram-se atentos e envolvidos com a história. O envolvimento dos alunos também reflete em sua aprendizagem sobre o tema, uma vez que aquilo que dá mais prazer tende-se a aprender mais naturalmente. De acordo com Galvão (1996), “As crianças parecem receber bem melhor e armazenar com mais facilidade as imagens, quando são apresentadas através de algo que as encante emocionalmente como é o caso do Teatro de Bonecos”.

Após a apresentação houve uma breve sistematização dos conteúdos expostos com perguntas do tipo “O quê vocês aprenderam com a história?” e “Pode catar caranguejo o ano todo?”. Percebeu-se que os alunos compreenderam bem a história e destacaram em suas falas a necessidade de “deixar os filhotinhos nascerem”, “para não acabar com todos os caranguejos” concluindo que “não pode jogar lixo no mangue”. De forma que acreditamos que essa atividade contribuiu para a sensibilização dos alunos em relação ao ambiente, não desconsiderando a totalidade das questões que envolvem a formação da consciência ambiental, um processo contínuo e pessoal, sobre o qual o ambiente escolar tem importante papel.

Surgiram ainda novos questionamentos por parte dos alunos sobre a biologia das espécies do manguezal, sobretudo sobre o caranguejo, com perguntas do tipo “por que eles põem muitos ovinhos?”. As dúvidas foram solucionadas e aproveitou-se esse tempo para explicar um pouco melhor sobre o período de defeso e a importância da preservação das espécies estuarinas.

Após a apresentação do teatro de fantoches foi apresentado aos alunos o painel com seus desenhos e fotografias do manguezal local, estes puderam junto com os demais alunos da escola assim socializar suas produções.

 

4. Conclusão

 

Com esse estudo pode-se concluir que, os alunos têm conhecimento de que o ecossistema manguezal se encontra poluído devido à ação dos próprios moradores que jogam lixo e esgoto, e de que essas ações devem ser evitadas para proteger o ecossistema remanescente. Apesar dos alunos demonstrarem essa consciência, ainda são necessários trabalhos que levem a uma mudança efetiva de atitude em relação à preservação do ecossistema manguezal. De forma que a educação ambiental deve sempre ser um assunto abordado nas escolas tendo em vista à importância dessa temática.

Concluiu-se também que através de atividades simples que envolvam a realidade dos alunos, pode-se trabalhar de forma atrativa questões de educação ambiental. Destaca-se ainda a importância do uso de atividades lúdicas, como o teatro de fantoches, no ensino, sobretudo nessa faixa etária.

 Acreditamos ainda, que as reflexões feitas com os alunos neste estudo, possam ser reproduzidas em toda a escola e comunidade, e que de alguma forma poderão contribuir para a sensibilização destes em relação à problemática da poluição e degradação do ecossistema manguezal.

 

5. Agradecimentos

Agradecemos a todo corpo pedagógico da EMEF Professora Regina Maria Silva por nos receber para a realização deste trabalho.

 

 

6. Referências bibliográficas

 

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Barbier, R. 2002. A pesquisa-ação. Plano editora, Brasília, 159 p.

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Franco, M. A. S. 2008. Pesquisa-ação e prática docente: articulações possíveis. p. 103-138. In: Pimenta, S. & Franco, M. A. S. (orgs). Pesquisa em educação: possibilidades investigativas/formativas da pesquisa-ação. São Paulo: Edições Loyola. 144 p.

Galvão, M. N. C. 1996. Possibilidades Educativas do Teatro de Bonecos nas escolas públicas de João Pessoa. Dissertação do Curso de Mestrado em Educação, Centro de Educação, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa.

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