ISSN 1678-0701
Número 43, Ano XI.
Março-Maio/2013.
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No. 43 - 10/09/2018
ÁREA VERDE BENEFÍCIOS PARA A HUMANIDADE, SAÚDE PÚBLICA E QUALIDADE DE VIDA.  
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Área verde

benefícios para a humanidade, saúde pública e qualidade de vida.

 

 

 

UNIVERSIDADE BANDEIRANTE DE SÃO PAULO

Campo Limpo

 

Projeto Multidisciplinar

 

 

Tecnologia em Gestão Ambiental

 

 

São Paulo 06, de Dezembro de 2012

 

 

Aliciel Belmiro, Bruna Cristina, Camila Felisberto, Damião Batista, Dayane Orlando; Rafael Pereira.

Professora Orientadora: Claudia Maria de Souza Oliveira

 

 

E-mail para contato: ambiental.g49@gmail.com

 

mail.com.g49@ntato: lando, Bruna Cristina,

Resumo: Este artigo se trata de pesquisa realizada em parques ecológicos para turismo e lazer, localizados na cidade de são Paulo, abordando a sua importância e benefícios dentro de uma metrópole desta magnitude, com a análise da sociedade mais arborizada, abordando também a possível possibilidade e a importância sobre o tema educação ambiental nas escolas e comunidades.

 

INTRODUÇÃO:

 

DIAGNÓSTICO DO PARQUE ESTADUAL DA CANTAREIRA

 

Em nível regional foi realizado o Mapa Geomorfológico que revelou a área de estudo em região de relevo muito acidentado, de morros e montanhas, que predominam ao norte da Região Metropolitana de São Paulo.

 Para a Zona de Defesa foram elaborados mapas de Uso e Ocupação do Solo; de Legislação Ambiental; de Unidade Geoambientais e de Suscetibilidade Geoambiental, na escala de 1:10.000. Em seguida foram elaborados dossiês das microbacias que compõem a Zona de Defesa, contendo mapas com estes temas e, ainda, os Mapas de Risco Geológico/Geotécnico e de Incompatibilidade Legal.

O Mapa de Legislação Ambiental revelou uma extensa rede articulada de APPs, marginais a corpos d’água da rica rede de drenagem existente, bem como à distribuição de remanescentes de Mata Atlântica, além dos topos de morro.

O Mapa de Uso e Ocupação do Solo revelou que as áreas cobertas por matas predominam, com cerca de 43 % do total da área. Junto com áreas de reflorestamento, de campos e de capoeira, perfazem cerca de 85 % da ZD. As áreas urbanizadas estão em torno de 8 %.

O Mapa Geológico mostrou que predominam os metassedimentos, metavulcânicas básicas e rochas de filiação granítica. Os metassedimentos são em sua maioria de origem pelítica, filitos e xistos. Estruturas geológicas condicionam a distribuição dos compartimentos de relevo onde se desenvolvem os diferentes tipos de solos, a partir das ocorrências dos diferentes tipos de rochas, determinando as dinâmicas superficiais.

O Mapa de Unidades Geoambientais delineia estes compartimentos com diferentes litologias, seus solos associados, e as declividades das encostas.

A interpretação do Mapa de Unidades Geoambientais permitiu a elaboração do Mapa de Suscetibilidade Geoambiental, onde foram definidas as classes de suscetibilidade quanto aos processos de erosão, assoreamento e movimento de massa.

O Mapa de Incompatibilidade Legal permitiu uma visão particularizada da situação das Áreas de Preservação Permanente em cada microbacia, identificando áreas de conflito entre os usos do solo e as APPs. Este quadro possibilita planejar a recuperação ambiental das microbacias, priorizando e quantificando as medidas necessárias.

O Mapa de Risco Geológico/Geotécnico foi realizado através do cruzamento dos Mapas de Uso e Ocupação do Solo com o de Suscetibilidade Geoambiental, definindo-se os setores mais propensos aos processos erosivos e de movimento de massa, em relação à tipologia de ocupação urbana predominante na região que se dá através de cortes e aterros em encostas.

Como um dos resultados, merecem destaque o bairro do Novo Recreio e o Jardim Recreio São Jorge, na Microbacia Taquara do Reino, com as áreas de risco mais expressivas, indicando a necessidade de serem priorizados nas ações preventivas de defesa civil, assim como em obras de contenção e drenagem, sempre associadas a um planejamento mais amplo, onde se inclui a educação ambiental.

Balanço Hídrico: uma primeira aproximação para a caracterização do comportamento hídrico de superfície da bacia do Cabuçu. A bacia do Cabuçu corresponde à bacia contribuinte do reservatório homônimo, implantado em 1907, no rio Cabuçu de Cima, afluente do Tietê, visando ao abastecimento de São Paulo. Atualmente reativada pelo SAAE, abastece Guarulhos. A bacia constitui condições favoráveis à pesquisas sobre o comportamento hídrico, já que sua área, de cerca de 23,8 km2, está totalmente coberta por Mata Atlântica, junto à RMSP. O Projeto buscou criar as condições favoráveis à realização de tais pesquisas. Foi instalada estação meteorológica automática marca Davis no Núcleo Cabuçu do PEC, melhorando o sistema de monitoramento do município de Guarulhos pois, além das suas duas estações (UnG e Infraero), instaladas em áreas de planície, esta estação está em região de morros.

Uma abordagem regional, de longo prazo, das precipitações revelou uma média em torno dos 1.500 mm. Revelou também a existência de um período com tendência a estiagem, nos meses de abril a setembro com precipitações tendendo a serem inferiores a 75 mm. Observa-se, nesse período, uma tendência a precipitações cada vez menores, desde abril até agosto.

Em agosto verificou- se então a menor média regional: 35 mm.

Este comportamento ficou bem evidenciado na abordagem dos componentes do balanço para o ano de 2004, com base nas medidas da estação agroclimatológica da UnG, com uma precipitação, em agosto, de apenas 1,6 mm. Este comportamento foi provavelmente o responsável pela acentuada queda no nível do reservatório do Cabuçu que se manifestou, rapidamente, no mês de setembro, pois o SAAE manteve o bombeamento de água nos mesmos níveis dos meses anteriores, só reduzindo em novembro.

A repetição desta situação em 2005 está indicando que a não consideração do comportamento hídrico da bacia, mais para torrencial que para regular (vazões reguladas por escoamento de base), leva a uma operação do bombeamento não preventiva dos períodos de estiagem, provocando uma depleção acentuada – e rápida – do nível, como a verificada em 2004, correndo risco de desabastecimento.

Este comportamento é compatível com o fato de tratar-se de uma bacia relativamente pequena, com relevo acidentado, elevado gradiente ou declividade do canal principal e alta densidade de drenagem, portanto com tendência a um escoamento de superfície acentuado e relativamente baixa retenção ou armazenamento de água na bacia, com solos que se presumem rasos, sobre um substrato cristalino pouco permeável.

 

A IMPORTÂNCIA DAS ÁREAS VERDES

INFLUÊNCIA DAS ÁREAS VERDES NO CLIMA URBANO

 

As áreas verdes urbanas constituem-se em importantes instrumentos para a regulação do clima urbano, manutenção da biodiversidade, controle de poluição atmosférica e sonora, atenuação da erosão e inundação na malha urbana, além dos aspectos paisagísticos, de lazer e recreativos na cidade. Howard, já em 1818, realizou estudo pioneiro sobre o clima de Londres e concluiu que o centro da cidade é mais quente do que as áreas adjacentes.

A vegetação tem um importante papel na proteção contra a insolação prolongada, reduzindo o desconforto térmico causado pela urbanização, além de servir de parâmetro para avaliar a qualidade de vida nas cidades. As temperaturas de áreas urbanas em lugares pobres em vegetação alcançam valores superiores àqueles analisados em áreas densamente ocupados com vegetação. Já quando medida em áreas verdes e com a presença de reservatórios de águas, são registrados valores menores. Com o aumento da temperatura nas cidades, ocorre uma diminuição da umidade relativa.

A intensidade de radiação solar, a umidade do ar, a precipitação e a circulação do ar, são alguns dos fatores que afetam as condições do meio urbano. O tipo de superfície, o suprimento extra de energia dispensado, a ausência de vegetação, a poluição do ar e as características dos materiais de edificação também influenciam no clima da cidade.

O papel dos vegetais interceptando, absorvendo, refletindo e transmitindo radiação solar, diminuem a formação de ilhas de calor nas cidades e interferem na direção e velocidade dos ventos, sendo extremamente eficientes na melhoria do clima urbano.

Um dos fatores responsáveis pela formação das ilhas de calor, segundo ERINKSEN (1978) in LOMBARDO (1990), é a redução do resfriamento causado pela diminuição da evaporação devido a poucas áreas verdes e ao transporte de água da chuva através da canalização. Segundo SOBRAL (1996), nos meses de inverno o fenômeno de “ilha de calor” adquire maior intensidade no município de São Paulo. O mapeamento das variações de temperatura na cidade, processados pelo Instituto Oceanográfico da USP, a partir da análise de imagens geradas pelo satélite Landsat 5, registrou uma variação de temperatura entre a área mais central, próximas às calhas dos rios Tietê, Tamanduateí e Aricanduva, que são também as áreas mais poluídas, e as regiões periféricas, ainda cobertas por vegetação, chegando  a 10º C, em um mesmo momento. Entre essas regiões poluídas e os bairros arborizados e parques dentro da mancha urbana, a diferença de temperatura chega a 5º C (BITTENCOURT, PEREIRA & PENHALBER 1994).

Comprova-se, mais uma vez, que as áreas mais quentes da cidade são aquelas com menos áreas verdes e maiores índices de poluição atmosférica. Essa temperatura também está relacionada à impermeabilização do solo, ausência de arborização, maior demanda de energia proveniente de máquinas industriais e automóveis e, consequentemente, maior quantidade de poluentes no ar.  Esse fenômeno, conhecido como “ilha de calor”, é bastante dinâmico e intensifica-se nos dias de sol e poluição elevada.

 

A INFLUÊNCIA DAS ÁREAS VERDES NA AMENIZAÇÃO DA POLUIÇÃO URBANA

 

Os poluentes atmosféricos presentes no ar da cidade de São Paulo são bastante diversos, encontrando-se material particulado, dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NOx), hidrocarbonetos (HCL), ozona (O3) e monóxido de carbono (CO).  Variam também quanto ao tamanho, forma e densidades de partículas em suspensão, além de suas características variarem muito de local para local.

As partículas em suspensão são importantes em relação à saúde, pois sendo facilmente inaladas, causam problemas respiratórios.  Elas também responsáveis pela redução da visibilidade e tomam parte na reação com outros poluentes. Dados coletados nas estações de monitoramento do ar da CETESB localizadas próximas as áreas verdes (Cerqueira César e Parque do Ibirapuera) mostram redução significativa de poeira inalável no ar. Isso leva a crer que uma política de arborização urbana poderia contribuir em atenuar os índices de poluição anunciados frequentemente.

O dióxido de enxofre (SO2) presente no ar da cidade de São Paulo é resultado da queima de combustível fóssil para aquecimento e produção de energia para veículos e indústrias. O dióxido de enxofre, junto com os óxidos de nitrogênio (NOx) tem um papel importante na formação da chuva ácida, causando impactos sobre a vegetação  e mananciais de água, além de danos ao patrimônio histórico e arquitetônico expostos ao ar livre.

A estação do Parque do Ibirapuera apresenta, dentro da mancha urbana, os mais baixos índices de SO2, indicando o importante papel das áreas verdes na melhoria da qualidade do ar da cidade. Se considerarmos que uma árvore isolada pode transpirar, em média, quatrocentos litros de água por dia, gerando um efeito refrescante equivalente a cinco aparelhos de ar condicionado com capacidade de duas mil e quinhentas Kcal, trabalhando 20 (vinte) horas por dia, verificamos o significado da necessidade de maior e melhor distribuição arbórea pela cidade.

A refrigeração e filtragem do ar dependem da quantidade de folhas. É o seu volume que controla o efeito e não o tamanho da área verde. Assim, quanto maior o diâmetro da árvore, maior sua copa e consequentemente maior o número de folhas. Portanto, tem maior importância a qualidade da vegetação e não a sua quantidade.

Segundo SOBRAL (1996), o calor e a poluição vêm causando mudanças no padrão de distribuição das chuvas que caem sobre a cidade, tanto no espaço quanto no tempo. Estações meteorológicas das regiões mais centrais, mais quentes e poluídas, têm registrado totais pluviométricos mais elevados. Adaptado de SOBRAL, 1996, pag. 28.

A poluição do ar e as alterações climáticas na cidade de São Paulo.

 “As chuvas têm-se precipitado, cada vez mais, sob a forma de tempestades. As enchentes sempre foram uma forma de inundação natural dos rios, onde o excesso de água era absorvido pela várzea e pelo solo. A escassez de áreas verdes  e a crescente impermeabilização dos solos aumentam o escoamento superficial das águas e diminui a infiltração, agravando as enchentes nas cidades. A expansão das áreas impermeabilizadas (dos 1.500 km 2 de áreas urbanizadas,  mais de 900 km 2 são impermeabilizadas), faz com que, constantemente, aumente a vazão máxima dos canais de drenagem e diminua o tempo de concentração das águas.  Só a zona urbana do município de São Paulo apresenta cerca de 468 pontos críticos de enchentes. O ritmo do agravamento desse problema é  alarmante a cada ano e cada vez mais difusa na malha urbana”,(Sobral, 1996).

A erosão do solo é outro sério problema relacionado a drenagem urbana. Quanto maior é a temperatura do solo, maior é a sua oxidação, portanto maior a sua decomposição e, consequentemente, a erosão em lençol e lixiviação (MORO, 1976). As áreas verdes, estrategicamente localizadas, diminuem o escoamento superficial, reduzindo a erosão, a sedimentação, além de protegerem os mananciais. O distúrbios climáticos, a elevação das temperaturas e o agravamento das enchentes estão em grande parte relacionados com a escassez de áreas verdes na cidade assim como a sua má distribuição. A ampliação dessas áreas sem dúvida melhorariam em muito o clima, a poluição do ar e as enchentes. Porém, as áreas atualmente disponíveis são muito caras e bastante raras e, muitas das áreas destinadas para praças e jardins tem sido invadidas por ocupações irregulares.

 

A IMPORTÂNCIA DAS ÁREAS VERDES NA QUALIDADE DE VIDA DAS CIDADES

 

Nas áreas urbanas, principalmente nas regiões metropolitanas em que a densidade de ocupação é maior e as indústrias convivem com as zonas residenciais e de lazer, os espaços verdes, independente de sua modalidade ou qualidade de sua cobertura vegetal, exercem importância fundamental na qualidade de vida da sociedade, influenciando tanto nos aspectos físicos quanto psicológicos dos indivíduos.

A arborização ajuda a caracterizar a paisagem das ruas, praças e parques, contribuindo para dar noção de espaço ao ser humano e realçar o ambiente físico da cidade.

 

A INFLUÊNCIA POSITIVA DAS ÁREAS VERDES EM RELAÇÃO  A DINÂMICA AMBIENTAL URBANA:

 

Influência das áreas verdes em relação à ação purificadora por:

.  fixação de poeiras e materiais residuais;

. depuração bacteriana e de outros   microorganismos;

. reciclagem de gases através dos mecanismos fotossintéticos;

. fixação de gases tóxicos.

  Composição atmosférica

- luminosidade e temperatura: a vegetação ao filtrar a radiação solar

suaviza as temperaturas extremas;

- umidade e temperatura: a vegetação contribui para conservar a umidade do solo, atenuando sua temperatura;

- reduz a velocidade do vento;

- mantém as propriedades do solo: permeabilidade e fertilidade;

- fornece abrigo à fauna existente;

- influencia no balanço hídrico.

Equilíbrio solo-clima-vegetação

- amortece os resíduos de fundo sonoro contínuo e descontínuo de caráter estridente, que ocorrem nas grandes cidades.   Nível de ruído

Fonte: Adaptada de LOMBARDO (1990).

 

O Planalto Paulistano, que ocupa a parte central da Região Metropolitana de São Paulo - RMSP, é constituído por  planícies aluviais e colinas suavemente onduladas da bacia sedimentar de São Paulo, através da qual correm as águas do rio Tietê e de seus afluentes. Abrange mais de 60% do território metropolitano e devido ao seu relevo bastante suave, ocorreu aí uma intensa urbanização, que se estendeu inclusive às várzeas e vertentes, apresentando-se hoje quase totalmente desprovido de matas - com exceção aos parques presentes na região, especialmente o Parque do Estado.

A porção mais leste da bacia sedimentar de São Paulo caracteriza-se por menor urbanização e

desenvolvimento de agricultura e exploração de minérios, devido às condições favoráveis de clima e solo.

Nesta região encontram-se ainda capoeiras, em geral, nas regiões de vertentes íngremes.

Na região da Morraria do Embu encontramos nas regiões de relevo mais rebaixado um acelerado processo de urbanização, uso hortigranjeiro e reflorestamento, enquanto as regiões de morros altos e acidentados concentram grande parte das matas remanescentes na RMSP, extensas áreas de capoeira e reflorestamento.

Esta região possui importante função de proteção e sustentação do sistema urbano.

Ao norte encontramos uma extensa área montanhosa em grande parte recoberta por matas protegidas por legislação, como é o caso da Serra da Cantareira, por capoeiras, reflorestamentos e áreas urbanizadas dispersas.

A leste, na Serra do Itapeti, encontramos um clima mais seco e quente que o restante da Região

Metropolitana de São Paulo e portanto a cobertura vegetal desta região também é distinta, caracterizada no passado pela presença de manchas de cerrado. A ocupação urbana é pouco intensa e as atividades de agricultura e pecuária não são muito dinâmicas. Hoje, o remanescente vegetal caracteriza-se por manchas de mata, capoeiras e formações secundárias arbustivo-herbácea.

A área que compreende a bacia do rio Sorocaba possui relevo bastante acidentado e extensa rede de drenagem favorecendo o desenvolvimento da agricultura, chácaras de lazer e urbanização periférica.

Até 1860 havia no município apenas o Jardim Público e o Largo 7 de Abril (atual Praça da República). O índice de áreas verdes era 4,57 m 2/hab.

No período de 1860 a 1890 nenhuma nova área foi criada e a população no período dobrou de tamanho (de 31.000 para 69.000 hab.) fazendo com que o índice caísse para 2,21 m2/hab.

Entre 1890 e 1920 a população aumentou para 579.000 hab., ou seja, um aumento de quase 10 vezes o número anterior. As áreas verdes públicas, no entanto, não aumentaram na mesma proporção, a área total apenas dobrou com a inclusão de 4  pequenos parques e praças, entre eles o Jardim Aclimação, que na época tratava-se de um parque privado, que era utilizado para lazer público.

No período subsequente (1920-1950), no entanto, observou-se uma evolução neste sentido através da criação de grandes parques, que hoje ainda representam áreas verdes significativas no município. São eles o Parque do Estado (atual Fontes do Ipiranga) com área de 6.315.000 m2, o Parque do Jaraguá com 4.888.400 m 2  e o Horto Florestal com 1.740.000 m2. O índice deste período foi o maior já observado, 6,54 m2/hab. No período de 1950-1980 nove novos parques foram criados, entre eles o Ibirapuera, o Parque do Carmo e o Parque Anhanguera. Os dois primeiros possuem importante valor social para a cidade e o último representa uma grande área verde do município (9.500.000 m 2). Neste período ainda, tivemos a destruição do Parque Dom Pedro e de parte do Parque Trianon para a construção do MASP. O índice observado nessa época foi de 3,14 m2/hab.

Nas últimas duas décadas, no entanto, foi o período em que mais parques foram criados, 18 no total. Com área de 9.297.106 m 2, o Parque Ecológico do Tietê (Parque Estadual) representa a maior área criada no período, ficando a seguir o Parque Villa Lobos com  717.000 m2.

. O Parque Villa Lobos possui a particularidade de ter sido construído sobre um aterro de inertes.

 

SITUAÇÃO ATUAL DAS ÁREAS VERDES NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

 

O município de São Paulo, apesar de ter sofrido intensa transformação no uso do solo, ainda possui áreas com florestas nativas, concentradas principalmente em sua zona rural. Áreas com matas cercadas pela malha urbana são extremamente raras e, por isso mesmo, de fundamental importância para o conhecimento científico e para conservação. Dentre estas áreas destacam-se os parques públicos. Os parques, além de possuírem funções recreacional e de controle da qualidade ambiental para a cidade, são refúgios de biodiversidade e locais fundamentais para o desenvolvimento de atividades educativas, que permitem à população o reconhecimento da importância da preservação do patrimônio genético da vegetação e da fauna local (Garcia, 1995), além de serem importantes espaços voltados ao lazer.

A tabela 4, anexo, obtida no Departamento de Parques e Áreas Verdes da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, considera as áreas verdes de uso público – parques municipais, estaduais e unidades de conservação (reservas e áreas protegidas) - existentes no Município de São Paulo divididas por Administração Regional.

Existem no município de São Paulo 30 parques municipais sob a responsabilidade do DEPAVE -Departamento de Parques e Áreas Verdes (SVMA). Além dos parques municipais encontramos também 9 parques estaduais, cujas funções são atreladas aos objetivos das secretarias que os criaram, por exemplo, o Parque Ecológico do Tietê, que pertence a Secretaria de Recursos Hídricos, Saneamento e Obras e funciona como amortecimento às enchentes do Rio Tietê. Encontramos, ainda, dentro da malha urbana a Reserva Ecológica do Morumbi.

Categorias de Parques (segundo Argentino Jr., SVMA)

- Parques Históricos: Parques mais antigos, que abrigam esculturas, elementos arquitetônicos de valor cultural, além de vegetação significativa. Na sua maioria são áreas tombadas. Ex: Parques da Independência, da Luz, Tenente Siqueira Campos, Burle Marx, Ibirapuera e Aclimação.

- Parques Metropolitanos: Parques que pelo seu tamanho e localização abrigam muitos equipamentos de lazer tais como escolas, museus, quadras poliesportivas, teatros, restaurantes, com grande fluxo de população. Ex : Parques do Ibirapuera e do Carmo.

- Parques Esportivos: Possuem infra-estrutura para a prática de esportes em geral, como o fator principal de atração da população. Ex:  Parques Cidades de Toronto, Vila Guilherme e CEMUCAM.

- Parques Florestais: Possuem maciços arbóreos significativos e compactos, com condições de abrigar fauna variada. Ex: Parques dos Eucaliptos, Anhanguera e Alfredo Volpi.

- Parques de Vizinhança: Por apresentarem pequena infra-estrutura de lazer e esportiva, atraem apenas à população local. Incluem-se aí a maioria dos parques. Ex: Parques Buenos Aires, Aclimação, Chico Mendes, Jardim Felicidade, Conceição, Lion Clube Tucuruvi, Luiz Carlos Prestes, Nabuco, Piqueri Previdência, Raposo Tavares, Raul Seixas,  Rodrigo de Gaspari, Santo Dias, São Domingos, Severo Gomes, Vila dos Remédios e Guarapiranga.

Os 30 parques municipais apresentam realidades bastante diversas, variando em extensão, vegetação, equipamentos e contexto social. Além das atividades de lazer desenvolvidas diariamente pelo público usuário, outras atividades complementares são promovidas pelas diferentes divisões do DEPAVE, Secretarias Municipais, outras instâncias governamentais e entidades civis, tais como: investigação científica, educação ambiental, cursos, produção de mudas, atendimento médico-veterinário, eventos artísticos e culturais.

(MARCHINI & SILVA FILHO,1993).

O gerenciamento das atividades e administração dos parques municipais compete a Divisão de Manejo e Conservação de Parques. As tarefas de limpeza e conservação são realizadas por empresas contratadas e as demais tarefas são realizadas por servidores municipais. A orientação técnica e a fiscalização das atividades são realizadas pela equipe de engenheiros agrônomos da Divisão, onde cada um é responsável por um grupo de parques. A parte administrativa é conduzida a parte, por um administrador (MARCHINI & SILVA FILHO,1993).

Entre os parques municipais, o maior deles é o Parque Anhanguera que se localiza na região norte, próximo a Serra da Cantareira, e ocupa área de 9.500.000m 2.

. Sua implantação ocorreu na década de 70, através da aquisição da área pela Prefeitura. Pequena parte de sua área é aberta ao público e a maior parte é reflorestada com eucaliptos. Ocorrem matas ciliares ao longo das linhas de drenagem e lá encontramos mamíferos de porte e rica em fauna (São Paulo, 1988). Neste parque está localizado o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) e o Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) administrados pelo DEPAVE.

A seguir aparecem os parques do Carmo com 1.500.000 m2 e do Ibirapuera com 1.584.000 m2.

 O parque do Carmo é um importante centro de lazer para os habitantes da zona leste e está localizado dentro da Área de Proteção Ambiental Parque e Fazenda do Carmo, definida pela lei estadual 6409/89. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente com a cooperação da Prefeitura do Município elaborou a Regulamentação APA, definindo áreas de preservação permanente, mantendo-se nelas apenas as trilhas existentes, para fins de pesquisa ou visitas monitoradas e áreas de uso ligadas ao lazer. O parque possui remanescente de mata ciliar e mata atlântica nativa. Sua fauna é composta por muitas aves e mamíferos de pequeno porte. Parte do parque é de propriedade da COHAB-SP e o parque faz limite norte-leste com um de seus conjuntos habitacionais, o PROFILURB. Este conjunto habitacional não possui ligação com a rede de esgotos local, sendo seus esgotos lançados nos córregos da região, o que acarreta queda da qualidade do ambiente aquático do parque, acarretando danos a sua fauna. Além disso, observam-se outros fatores de degradação do parque que podem ser atribuídos a ocupações irregulares (ESPUNY et al. 1993).

O Parque do Ibirapuera localizado na região sul do Município é o parque mais popular da cidade, por sua localização, dimensões e tratamento dos espaços. Foi implantado na Várzea do Ibirapuera, formada pelos córregos Caguaçu e Sapateiro, que originaram os grandes lagos ali existentes. Teve início com o saneamento da área e implantação do viveiro de plantas por Manequinho Lopes em 1928, quando foram plantados os eucaliptos para melhorar a drenagem do solo. Foram plantadas, também nesta época, diversas espécies nativas e exóticas (São Paulo, 1988). Em seu interior encontramos hoje o Museu de Arte Moderna, a Bienal de São Paulo, o Pavilhão Japonês, Viveiro Manequinho Lopes e a Divisão Técnica de Medicina Veterinária e Biologia da Fauna/ DEPAVE 3. O Viveiro, desativado de sua função primitiva de fornecer mudas para a arborização da cidade, funciona para a formação de vasos, multiplicação de plantas rasteiras e apoio para cursos de jardinagem.

Além destes encontramos mais 27 parques municipais na cidade com tamanhos que variam entre 13.335 m2, como o Parque dos Eucaliptos no Campo Limpo, e 195.000 m 2 , como o Parque Raposo Tavares localizado no Butantã.

Entre os parques estaduais, encontramos as maiores áreas verdes dentro do município . A maior área pertence ao Parque Estadual da Serra do Mar com 44.322.946m 2

. Este parque abrange diversos municípios da região metropolitana e do litoral de São Paulo com área total de 309.938 hectares. A vegetação é de Mata Atlântica típica de encosta e compreende o cinturão verde sobre a Serra do Mar. Sua fauna inclui mamíferos de grande porte. Trata-se de um dos poucos remanescentes de Mata Atlântica no estado.

Outra área bastante expressiva no município é o Parque Estadual da Cantareira, com área de 40.519.593 m2,que faz parte da Reserva Estadual da Cantareira. Esta reserva foi criada no fim do século passado para garantir a captação de água para abastecimento de São Paulo. A reserva tem cobertura florestal em praticamente toda sua extensão, que é considerada de preservação permanente pelo Código Florestal Brasileiro, sendo sua flora formada principalmente pela Mata Atlântica.

 Entre a fauna, relativamente rica, encontramos pequenos carnívoros, macacos, morcegos, pacas, cotias, veados, répteis, anfíbios e aves. Este parque possui diversos equipamentos para lazer e camping. Em área contígua encontra-se o Parque Estadual Alberto Löfgren, sede do Instituto Florestal e do Horto.

Estas duas áreas descritas fazem parte de complexos de vegetação localizados nos limites sul e norte do município, respectivamente, não estando englobados pela malha urbana. As demais áreas estaduais situam-se dentro da área urbana. São elas:

O Parque Estadual (ex Parque Ecológico do Tietê) com área de 9.297.106 m2  dos quais apenas 2.500.000 m2 são abertos ao público. O projeto original do parque possuía plano paisagístico de Roberto Burle Marx, de onde surgiu o Centro Recreativo de Cangaíba. Este centro foi implantado em antiga região de “portos de areia”, em terrenos recompostos por aterros sanitários. É equipado para o lazer e seus sete lagos formados sobre as áreas de extração de areia, são utilizados para recreação náutica. É constituído por pequenos agrupamentos de eucaliptos e outras árvores remanescentes das antigas chácaras que ocupavam a área (SÃO PAULO, 1988).

Em suas várias ilhotas, comunidades de mamíferos são estudadas, especialmente macacos.

O Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (ex Parque do Estado) é um importante remanescente de mata no interior do município. A área tornou-se parque em 1928, devido provavelmente a existência de cabeceiras do Córrego Ipiranga, elemento de importante conotação histórica na emancipação política do Brasil (SÃO PAULO,1988).  Em sua área de 5.428.156 m2 encontram-se atualmente o Instituto de Botânica, o Jardim Botânico, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o Instituto Astronômico e Geofísico da USP, a Fundação Parque Zoológico de São Paulo, o Simba Safari e o Parque da Água Funda. A maior parte de sua área é ocupada por uma Reserva Biológica, constituída por vegetação remanescente de mata do planalto paulista.

O Parque do Jaraguá está sob administração da Secretaria do Meio Ambiente.

Sua área de 4.888.400 m2 abrange os picos do Jaraguá e o Bico de Papagaio (1.127 e 1.135 m de altitude). A área do sopé possui menor declividade, áreas represadas e equipamentos de lazer, enquanto na área que abarca os picos podem ser encontrados três mirantes que permitem visualizar a cidade. Nos picos foram construídas torres de retransmissão que hoje fazem parte da paisagem de São Paulo.

Os demais quatro parques estaduais possuem área entre 1.740.000 m2 (Parque Alberto Löfgren) e 115.200 m 2, Parque Fernando Costa (ex Água Branca).

 Este último é uma das mais importantes áreas de lazer da cidade, recebendo visitantes de diferentes regiões. Foi construído para ser sede dos serviços de produção animal da Secretaria da Agricultura em 1929. Em termos de Administrações Regionais encontramos uma distribuição bastante distinta em relação a área ocupada por parques em m2 . A AR-CS Campo Limpo, por englobar o parque estadual da Serra do Mar, possui a maior área de parque 44.322.946m 2, enquanto a AR-SA Santo Amaro possui a menor área, apenas 34.900m 2, referentes ao Parque Severo Gomes Áreas Particulares e Vias Públicas.

Os dados analisados acima referem-se a áreas públicas. Segundo Silva (1993), no entanto, o município de São Paulo possui dentro da área urbana 74,8 km 2 de áreas verdes situadas em terrenos particulares e parcelas do sistema viário densamente arborizadas e não discriminadas de propriedades particulares via satélite. Este autor traz, ainda, em seu artigo uma tabela com índices de arborização de alguns bairros do município que foi transcrita abaixo:

Índice de arborização de bairros do município de São Paulo, divididos por blocos

Centro Histórico, predominância horizontal

Centro Histórico, predominância vertical

BAIRRO

INDICE DE ARBORIZAÇÃO (%)

BAIRRO

INDICE DE ARBORIZAÇÃO (%)

Americanópolis

0,4

Av. Paulista

12,8

Brás

0,5

Moema

5,3

Brasilândia

2,1

Indianópolis

8,7

Campo Limpo

0,6

Ermelino Matarazzo

0,2

Bairros Verdes

Parque Edu Chaves

0,0

BAIRRO

INDICE DE ARBORIZAÇÃO (%)

São Mateus

0,2

São Miguel Paulista

1,0

Alto de Pinheiros

27,1

Vila Formosa

0,2

Chácara Flora

52,7

Peruche

1,0

Jardins

33,6

Vila Clementino

1,7

Jardim São Bento

16,4

Morumbi

46,8

Bairros com predominância industrial

Pacaembu

22,7

BAIRRO

INDICE DE ARBORIZAÇÃO (%)

Santo Amaro

2,3

Tamanduateí

0,8

 

 

Podemos verificar que há uma significativa diferença entre os bairros no que diz respeito também a arborização, com predominância da mesma nos ditos bairros-jardins.

Os bairros jardins surgiram de bairros da aristocracia cafeeira, tais como Campos Elíseos e Higienópolis, porém sua concepção de divisão da terra em lotes e ocupação com casas são deste século. O primeiro bairro criado foi o Jardim América, pela Companhia City, de capital francês e inglês, em 1915, seguido pelo Pacaembú em 1925. Sua característica é de ruas curvilíneas, com lotes irregulares de tamanho e recuo suficiente para a implantação de jardins e quintais (SÃO PAULO, 1988).

Os bairros jardins caracterizam-se pela ocupação predominantemente residencial e de baixa densidade. Estes bairros surgiram de loteamentos destinados a população de alta renda, em cujos contratos de venda ficavam estabelecidas restrições ao uso e ocupação do solo. Estas restrições impostas visavam garantir uma qualidade ambiental ao bairro e sua não descaracterização futura e foram  incorporadas a legislação municipal de uso e ocupação do solo. Nestes bairros, em geral, é vetada a verticalização e são restritas as possibilidades de

adensamento, o que garante a preservação destas áreas verdes. Suas ruas são bastante arborizadas e como os lotes são maiores do que em outras regiões da cidade, suas áreas livres são ocupadas por vegetação, inclusive arbórea (SILVA, 1993).

Estes bairros ocupam uma superfície significativa das regiões sul e oeste, contrapondo-se a verticalização que predomina na cidade. Mais recentemente, surgiram os bairros - jardins em áreas periféricas da cidade, junto às represas da Zona Sul e nos contrafortes da Serra da Cantareira, na Zona Norte (SÃO PAULO, 1988).

 

TENDÊNCIAS E PERSPECTIVAS

 

O município de São Paulo possui hoje 12,4 m2  de áreas verdes por habitante, considerando: parques municipais, parques estaduais, canteiros em vias públicas, calçadas arborizadas. Este número é equivalente ao recomendável pela ONU (12m 2 /hab), apesar de verificamos que em muitos pontos da cidade predomina a ausência de verde. Isto demonstra que não basta quantificarmos as áreas e sim que devemos analisar sua distribuição espacial, quando o foco diz respeito aos aspectos relacionados à qualidade de vida.

Para elaborarmos um cenário para o ano de 2020 consideramos, para os cálculos, uma taxa de crescimento populacional de 0,3% ao ano (Ribeiro, 1996) e obtivemos, desta forma, uma população de 11.015.580 habitantes neste ano. Com base nessa população, analisaremos os seguintes cenários:

Cenário 1) Se não houver alterações na quantidade de áreas verdes, apenas sua manutenção até 2020, observaremos uma queda no índice para 11,52 m2/hab.:Área (m2) População (hab.) Índice (m2/hab) 126.944.155 11.015.580 11,52 Cenário 2) Se buscarmos a manutenção do índice, deverá ocorrer um aumento proporcional no tamanho das áreas verdes, segundo a tabela abaixo: Área (m2) População (hab.) Índice (m2/hab) 136.593.192 11.015.580 12,4

Ou seja, será necessário um incremento de 9.649.037m2 de áreas verdes em 20 anos (aproximadamente a área do parque Anhanguera). Este aumento representa 8% do total de área hoje existente e deverão estar distribuídas em áreas onde a predominância de vegetação é menor. Para tal, é necessário que haja o comprometimento político e institucional do poder público na criação de áreas verdes e a manutenção das áreas já existentes. A participação da sociedade é também fundamental nesse processo.

 

USO DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL COMO INSTRUMENTO DE GESTÃO DE GESTÃO EM APLICAÇÕES LIGADAS ÀS ÁREAS EDUCACIONAL, SOCIAL, E AMBIENTAL.

 

INTRODUÇÃO

Aspectos, relacionados à temática ambiental vem se tornando um  assunto comum   e  prioritário  na   sociedade  brasileira ,   principalmente  depois   da  realização   da conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento  ( R i o   9 2 ) , realizada na cidade do Rio de Janeiro em 1992 , mais recentemente ,em 2003  (Brasília), nas Conferências Infanto-Juvenil e a Nacional de Meio Ambiente  . 

Após esses eventos, muito se falou e vem se falando sobre meio ambiente no Brasil, no entanto, ainda não é tão evidente a correta percepção que os indivíduos evidenciam sobre o assunto, principalmente com relação a real dimensão das variáveis ambientais e seus efeitos sobre o ambiente como um todo.  

 

CONCEITUANDO PERCEPÇÃO AMBIENTAL

 

Percepção ambiental pode ser definida como sendo uma tomada de consciência do ambiente pelo homem, ou seja, o ato de perceber o ambiente que se está inserido, aprendendo a proteger e a cuidar do mesmo. 

Cada indivíduo percebe, reage e responde diferentemente às ações sobre o ambiente em que vive.   As respostas ou manifestações daí decorrentes são resultados das percepções (individuais e coletivas), dos processos cognitivos, julgamentos e expectativas de cada pessoa.

Desta forma, o estudo da percepção ambiental é de fundamental importância para que possamos compreender melhor as inter-relações entre o homem e o meio ambiente, suas expectativas, anseios, satisfações e insatisfações, julgamentos e condutas. 

 

 COORDENADOR DO NEPA E CONSELHEIRO DO CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – CONAMA 2 .

 

A importância da pesquisa em percepção ambiental para o planejamento  do ambiente foi ressaltada pela UNESCO em 1973. Uma das dificuldades para a proteção para a proteção dos ambientes naturais está na existência de diferenças nas percepções dos valores e da importância dos mesmos entre os indivíduos de culturas diferentes ou de grupos Sócio - econômicos que desempenham funções distintas, no plano social, nesses ambientes.

A visão holística da percepção ambiental na arquitetura e na comunicação aborda questões sobre o comportamento humano, colocando-o como resultante de um processo perceptivo no qual o ambiente possui um papel fundamental.

Os projetistas não devem se preocupar só com a construção que se faz, mas com a relação ao ambiente. As pessoas mudam várias vezes de casa ou de trabalho, não se apegando a construção, visto que existe pouca afetividade entre o ser humano e a edificação.  Neste caso, a variável de maior importância está na harmonia e na boa convivência com o ambiente.  A percepção ambiental pode ser utilizada para avaliar a degradação ambiental de uma determinada região, como o caso do Alto da Bacia do limoeiro, Presidente Prudente, SP.

O objetivo desta pesquisa foi avaliar a degradação ambiental de uma área sujeita à especulação ambiental e imobiliária, especialmente, a Bacia do Limoeiro. A análise dos dados perceptivos permitiu realçar e interpretar o processo de degradação, evidenciando a omissão dos órgãos públicos encarregados do licenciamento e monitoramento da urbanização.

Metodologias de educação ambiental podem ser propostas ou analisadas utilizando-se de estudos sobre percepção do ambiente, como o caso do Bosque John Kennedy, Araguari, MG.

Este trabalho tem como objetivo compreender a educação ambiental inserida no espaço urbano com a finalidade de despertar a tomada de consciência frente ao meio ambiente e especificamente a dinâmica do bosque. 

Segundo o autor, a educação a percepção ambiental despontam como armas na defesa do meio natural, e ajuda a reaproximar o homem da natureza, garantindo  um futuro com mais qualidade de vida para todos, já que desperta uma maior responsabilidade e respeito dos indivíduos em relação ao ambiente em que vivem. 

 

NÚCLEO DE ESTUDOS EM PERCEPÇÃO AMBIENTAL

 

Devido à atualidade e importância desta temática, procurando assegurar e manter a vanguarda dessa discussão no Espírito Santo, o Curso de Engenharia de Produção Civil (EPC), da Faculdade Brasileira, criou o Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental – NEPA, que vem desenvolvendo pesquisas, desde 2002, voltada à avaliação da percepção ambiental em segmentos formadores de opinião.

O núcleo de estudo conta com a participação de professores e mestres e doutores dos diversos cursos oferecidos pela instituição (Farmácia, Enfermagem, Psicologia, Direito, Ciência Contábeis, Administração, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Elétrica e Engenharia de Produção Civil), objetivando um enfoque multidisciplinar (processamento de dados, estatística, química, engenharia ambiental, direito, psicologia, saúde ambiental e ocupacional, etc.), possibilitando o atendimento das demandas de pesquisas de interesse dos próprios alunos ou propostas pelos professores.

A produção científica do NEPA se destacou em 2003 através da participação em eventos em eventos e publicação de artigos em revistas técnicas de circulação nacional. No mesmo período uma das pesquisas desenvolvidas por alunos em programa de extensão, com apoio do NEPA, “ Percepção Ambiental de Professores da Faculdade Brasileira – UNIVIX”, recebeu o Prêmio Ecologia 2003 (promovido pela Secretaria de Estado para Assuntos de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Espírito Santo), bem como menção Honrosa no Prêmio Conselho Superior de Meio Ambiente 2003, da  Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo.

Inicialmente, o principal objetivo do NEPA foi o desenvolvimento de um instrumento  pedagógico, passível de ser aplicado a alunos e professores da instituição, tendo como base a análise da percepção ambiental, permitindo a identificação e, sobretudo, quantificação de tal percepção frente as múltiplas facetas do conhecimento ambiental.

Tal instrumento, aplicado ao corpo docente e discente de uma instituição de ensino, permitiria estruturar a forma de encaminhamento do conhecimento ambiental que deveria ser disponibilizado a alunos e reforçada junto aos professores.

A metodologia proposta permitiria atuar sobre as vulnerabilidades técnicas e científicas identificadas nos segmentos  entrevistados, objetivando condições concretas para o aprimoramento do conhecimento sobre a temática ambiental. Tal intervenção ocorreria através de atividades direcionadas como Workshops, seminários, vídeos, palestras  de especialistas, discussão de casos, circulação de bibliografias,  definição de temas a serem trabalhados com os alunos  de forma inter e multidisciplinar, programas de extensão,  visitas técnicas, programa de

Estágios em empresas e órgãos de controle ambiente, entre outras.

No contexto acima, um processo de transferência de conhecimento (ensino de meio ambiente) até então considerado como uma iniciativa estática (oferta de uma disciplina padrão) se transforma num processo dinâmico, sustentado em informações quantitativas e passíveis de reavaliação periódica. Tal fato consolidou uma proposta pedagógica diferenciada e mais eficaz no encaminhamento da temática ambiental nas instituições de ensino.

 

METODOLOGIA DE FIDA PELO NEPA

 

A escolha da temática “Percepção Ambiental” Foi produto de um estudo prévio muito cuidadoso.  Optou-se por este tema, pois era intenção da coordenação do curso de EPC estabelecer de uma forma diferenciada de oferta da disciplina “Ciência do Ambiente”,

Direcionando-a as efetivas necessidades dos alunos e não, apenas, ao atendimento das exigências curriculares. Por outro lado, aspecto não menos importante, o instrumento favorecia uma ação multi e interdisciplinar no processo de inserção da variável ambiental ao longo de toda a grade curricular do curso, e não apenas através da disciplina oferecida pontual e regularmente.

Lançando mão de questionários especialmente desenvolvidos para cada tipo de aplicação, o NEPA, que concentra seu trabalho em segmentos formadores de opinião nas áreas educacional, social e ambiental, vem usando a percepção ambiental (PA)  como instrumento pedagógico  auxiliar no encaminhamento (gestão) da temática ambiental no âmbito  de instruções  públicas e privadas de ensino, bem como em aplicações ligadas a empresas privadas.

É importante destacar que a base do sucesso de uma pesquisa envolvendo PA está diretamente ligada à qualidade do questionário adotado. Tal questionário deverá estar estruturado à luz dos objetivos a que se pretende como pesquisa e, sobretudo, considerar o tipo/nível dos entrevistados.

O questionário é montado com perguntas de múltipla escolha e, em alguns casos específicos, com solicitação de justificativas para as respostas apresentadas, sendo que, os aspectos abordados se diferenciam em função do ripo de pesquisa, podendo ser citado, como exemplo, os enfoques a seguir:

  Caracterização, identificação, importância e prioridade dos principais problemas ambientais e/ou sociais de uma região;  

Papel do poder público, das industriais, da sociedade, das ONGs e das Instituições de Ensino;

Ações individuais do cidadão / ética ambiental;

Desenvolvimento e seus efeitos sobre o meio ambiente, área social e saúde da população;

Direitos e deveres dos indivíduos;

Legislação ambiental

Eficácia da ação dos órgãos normativos de controle ambiental;

Empresas ou instituições que se destacam por ações na área ambiental;

Efeito dos apelos ecológicos sobre o comportamento da sociedade;

Marketing ambiental;

Percepção pela sociedade de programas ambientais e ou  sociais implantados por alguma instituição ou empresa;

Eficácia dos Programas de Educação Ambiental;

A obtenção dos resultados é feita mediante a utilização de um pacote estatístico (no nosso caso, o SPSS) e a sua análise é conduzida / complementada por um grupo de profissionais  com o conhecimento adequado e específico às temáticas abordadas.

 

ANÁLISE DAS ESCOLAS.

 

Foi observado que nas escolas do bairro não há uma política voltada para a educação ambiental,

Nem atividades de coleta seletiva, implantação de viveiros e coleta do óleo da própria cozinha da Escola.

- Importância e influencia para a vida dos alunos:

No que diz respeito á educação ambiental, e de fundamental importância para tornar cidadão consciente e praticantes no que diz respeito ao meio ambiente e a sustentabilidade, e sociedade da qual fazem parte.

A educação ambiental assume posição de destaque para construir os fundamentos da sociedade sustentável para esta geração e as gerações seguintes.

2- a importância e necessidade dos espaços verdes tanto em áreas de proteção como o póprio espaço da escola em estudo e do seu entorno.

3- Educação Ambiental Não Formal.

Art. 13.º Entendem - se por educação ambiental não formal as ações,

  Práticas educativas voltadas à sensibilização da coletividade sobre as questões

Ambientais e à sua organização e participação na defesa da qualidade do meio

Ambiente.

Parágrafo único. O Poder Público, em níveis federal, estadual e

Municipal, incentivará:

I - a difusão, por intermédio dos meios de comunicação de massa,

 Espaços nobres, de programas e campanhas educativas, e informações de temas relacionados ao meio ambiente;

II - a ampla participação da escola, da universidade e Organizações, não governamentais na formulação e execução de programas e atividades vinculadas à educação ambiental não formal;

III - a participação de empresas públicas e privadas no desenvolvimento de programas de educação ambiental em parceria com a escola, universidade e as organizações não governamentais;

IV - a sensibilização da sociedade para a importância das unidades de conservação;

V - a sensibilização ambiental das populações tradicionais ligadas

Às unidades de conservação;

VI - a sensibilização ambiental dos agricultores;

VII - o ecoturismo.

- Educação Ambiental no Ensino Formal

Art. 9.º Entende-se por educação ambiental na educação escolar a desenvolvida no âmbito dos currículos, das instituições de ensino públicas e privadas, englobando:

I - educação básica:

a) educação infantil;

b) ensino fundamental e

c) ensino médio;

II - educação superior;

17-III - educação especial;

IV - educação profissional;

V - educação de jovens e adultos.

Art. 10.º A educação ambiental será desenvolvida como uma prática educativa integrada, contínua e permanente em todos os níveis e modalidades do ensino formal.

§ 1.º A educação ambiental não deve ser implantada como disciplina específica no currículo de ensino.

§ 2.º Nos cursos de pós-graduação, extensão e nas áreas voltadas ao aspecto metodológico da educação ambiental, quando se fizer necessário, é facultada a criação de disciplina específica.

§ 3.º Nos cursos de formação e especialização, técnico profissional em todos os níveis deve ser incorporado conteúdo que trate da ética ambiental das atividades profissionais a serem desenvolvidas.

Art. 11.º A dimensão ambiental deve constar dos currículos de formação de professores, em todos os níveis e em todas as disciplinas.

Parágrafo único. Os professores em atividade devem receber formação complementar em suas áreas de atuação, com o propósito de atender adequadamente ao cumprimento dos princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental.

Art. 12.º A autorização e supervisão do funcionamento de instituições de ensino e de seus cursos, nas redes públicas e privadas, observarão o cumprimento do disposto nos artigos. 10 e 11 desta Lei.

- Educação Informa: Processo pelo qual, durante toda a vida, as pessoas adquirem e acumulam conhecimentos, habilidades, atitudes e comportamentos através das suas experiências diárias e a sua relação com o meio Ambiente. Nível de grupo escolar:

Nível fundamental, com faixa etária.  8 á 17 anos.

Educação ambiental reciclagem dos residos sólidos, palestras de incentivo, teatro implementação de viveiros de mudas, coleta de óleo da cozinha e eco pontos de coletas seletiva.

 

CONCLUSÃO:

 

- O trabalho diagnosticou que o índice de área verde por habitante no município de São Paulo está dentro dos padrões internacionais recomendáveis, ou seja, 13,4 m 2/ habitantes, sendo que a ONU recomenda 12m 2 /hab.

- Apesar do índice de m2 a .v / hab  encontrar-se nos padrões internacionais, o trabalho constatou que existe uma enorme desigualdade na sua distribuição causando-lhe qualidade do ar e consequentemente no clima, presença de fauna, no equilíbrio do solo e vegetação, no ruído urbano e no fenômeno das ilhas de calor.

- Ressente-se, no município de São Paulo, de mapeamento atualizado em escala apropriada capaz de indicar, com precisão, regiões propícias a serem preservadas, transformadas ou mantidas como áreas verdes.

Com este trabalho realizado em grupo, podemos notar através de dados estatísticos que os locais com maior densidade e existência de área verde trazem benefícios a população do seu entorno melhorando a qualidade de vida dessas pessoas. Nota-se a extrema importância e necessidade de vegetação nas grandes metrópoles além dos benefícios à comunidade as árvores ajudam a controlar o clima e a sensação térmica, benefícios esses que são oferecidos naturalmente pela arborização que existe nas cidades.

É comprovado por pesquisas que as árvores podem absorver até 250 litros de água por dia, quando existentes em grande quantidade, podem até mesmo evitar as enchentes absorvendo a água da chuva, essa água absorvida é devolvida para a população em forma de vapor amenizando a temperatura tornando o local mais fresco e arejado.

O vapor exalado da folha de cada árvore se mistura com as partículas de poluição do ar ajudando na retirada dos poluentes e exalando oxigênio de boa qualidade contribuindo com a nossa saúde e ajudando até mesmo a combater e minimizar os problemas respiratórios desencadeados pela poluição atmosférica gerada pela grande quantidade de indústrias e automóveis que se instalam e existem nas cidades, principalmente na grande São Paulo.

Além desses benefícios a árvore também tem a função de proteger, quando está localizada ao redor de rios se denomina mata ciliar evitando a erosão dos rios e protegendo-o contra a poluição como os cílios protegem nossos olhos da mesma.

Em São Paulo existe uma grande quantidade de parques ecológicos e turísticos que nos proporcionam o contato com a natureza, alguns deles já foram área de extração ou de despejo de resíduos que passaram por biorremediação e estudo de manejo se tornando hoje um local para lazer da população, porém a cidade cresceu e a sua população aumentou tornando todos esses parques e áreas verdes poucos para a quantidade de pessoas existentes na cidade.

A cultura da maioria das pessoas do nosso país por incrível que pareça, se tratando de um local rico em fauna e flora, não é a de preservar, cuidar e se beneficiar de modo correto dos insumos do meio ambiente, por conta da visão capitalista de objetivar o lucro acima de tudo o meio ambiente é utilizado somente como matéria-prima, no entanto hoje muita das pessoas tem a consciência de que esses recursos naturais são finitos e devem ser preservados e tratados, com as novas tecnologias que foram desenvolvidas pensando na preservação e menor utilização de matéria-prima, podemos alcançar o lucro sem perder as essências ensinadas pela própria natureza.

Essência essa que deve ser passada como um princípio e cultura devendo ser seguida para a boa convivência do homem com o meio ambiente e a qualidade de vida das presentes e futuras gerações, não existe faixa etária, classe social ou lugar correto para ser ensinada ou aprendida a maneira de utilizar e preservar a nossa terra, estes princípios podem ser passados tanto de berço, no caso de pai para filho quanto de filho para o pai sendo levado da escola para casa.

 As escolas das comunidades deveriam ser o local mais apropriado para passar essa essência, uma escola de cidadãos eco-conscientes e responsáveis, para preservar o meio ambiente para as futuras gerações, além de ser um local apropriado para esse ensinamento é também um ponto que pode ser realizado um sistema de gestão ambiental, preservando melhor a área verde localizada na comunidade desta escola, se tornando até mesmo um ponto de coleta seletiva, entre outras atividades relacionadas com o cuidado com o meio ambiente, atividades estas que devem ser esplanadas para o restante da comunidade, executando o trabalho “formiguinha”, primeiramente crendo para ver o resultado de ações sustentáveis.

 

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