ISSN 1678-0701
Número 41, Ano XI.
Setembro-Novembro/2012.
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No. 41 - 04/09/2012
UMA EXPERIÊNCIA ARTÍSTICA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL: DIFERENTES ABORDAGENS NO ENSINO SOBRE MANGUEZAIS  
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Educação ambiental e manguezal: A influência do (ato de ensinar, de passar informação

UMA EXPERIÊNCIA ARTÍSTICA EM EDUCAÇÃO AMBIENTAL: DIFERENTES ABORDAGENS NO ENSINO SOBRE MANGUEZAIS

 

 

 

Bianca Pinto Vieira1,*

Dayse Dias1

Elaine Mitie Nakamura2

Thais Gabriella Reinert da Silva1

Natalia Hanazaki3

 

1Acadêmica em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, Brasil

 

2Mestranda em Ecologia pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) , Florianópolis, Brasil

 

3Pós-Doutora em Ecologia pela Universidade de São Paulo. Docente da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 2, Florianópolis, Brasil

 

*biancabioufsc@gmail.com

 

Endereço

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Campus Trindade.

Centro de Ciências Biológicas, Departamento de Ecologia e Zoologia, Bloco C, Térreo, sala 009. Trindade - Florianópolis, SC. CEP 88.010-970.

 

 

Resumo: Na tentativa de problematizar as discussões sobre os paradigmas ambientais na sociedade, a educação é vista como ferramenta fundamental na proposição de ações contínuas que envolvam a sensibilização individual e coletiva. Para resultados significativos, o ensino não deve se restringir ao cunho biológico dos problemas ambientais, mas expandir as abordagens para aspectos artístico-culturais e político-econômicos. Assim, este estudo avalia as percepções infantis sobre as diversas relações com os manguezais e a influência dos recursos didáticos na expressividade artística de 150 estudantes do 6º ano de uma escola municipal de Florianópolis (SC). Nos conteúdos trabalhados, buscou-se enfatizar as conexões e articulações entre ciências naturais e sociais. Os educandos expressaram seus conhecimentos sobre manguezal através de desenhos, apresentações teatrais, apresentações musicais e explicações das histórias em quadrinhos. As atividades deste trabalho são iniciativas à participação dos estudantes na construção de significados sobre os manguezais através de relações sociais, culturais e biológicas.

 

Palavras-chave: Mangue. Arte. Desenho. Material didático.

 

 

Abstract: In an attempt to problematize discussions on society’s environmental paradigms, education is seen as a fundamental tool for proposing continuous action involving individual and collective awareness. For meaningful results, teaching should not be restricted to biological perspectives of environmental problems, rather approaches should be expanded to artistic, cultural, political and economic aspects. Therefore, this study aimed to evaluate children's perceptions on their various relationships with mangroves and the influence of the educational material on the artistic expression of 150 sixth graders in a municipal school in Florianopolis (SC). In the contents presented, connections between natural sciences and the social sciences were emphasized. Children expressed their knowledge through drawings, plays, musical performances and comic strips. These activities are initiatives to gain student participation in constructing significance of mangroves among social, cultural and biological relationships.

 

Key words: Mangrove. Art. Drawing. Educational materials.

 

 

INTRODUÇÃO

 

Na tentativa de problematizar as discussões sobre os paradigmas ambientais na sociedade (CARVALHO, 2001; SORRENTINO; TRAJBER; MENDONÇA; JUNIOR, 2005; ANDREOLI, 2009), a educação é vista como ferramenta fundamental na proposição de ações contínuas que envolvam a sensibilização individual e coletiva (JACOBI, 2003). Portanto, torna-se imperativo a reformulação das práticas dos próprios profissionais da educação, a fim de iniciar reflexões e realizar mudanças no status de conhecimento acerca de questões ambientas e em práticas de ensino que possam ser utilizadas para abordá-las (PERNAMBUCO, 1993; LIBÂNEO; PIMENTA, 1999; NOVOA, 1999; JACOBI, 2003).

A partir dos educadores, espera-se dar uma nova significação às informações recebidas, valorizando a interdependência de diferentes áreas do saber, de forma a cativar novos atores sociais praticantes do diálogo consciente (JACOBI, 2003). A educação ambiental tem sido considerada uma eficiente estratégia de motivação pessoal (LIRA, 1992; DEL-RIO; OLIVEIRA, 1996; ALVES, 2001; TRAJBER; COSTA, 2001; VANNUCCI, 2002; REIGOTA 2008). Esta modalidade vem sendo cada vez mais trabalhada junto à comunidade, pois tem o poder de ser construída pelo público-alvo e mudar atitudes através do questionamento das percepções e representações sobre a relação entre indivíduos e ambiente.

Há uma diversidade de meios de ver, ler, narrar e se relacionar com a natureza (GUIMARÃES, 2008). Resultados significativos nos processos de sensibilização podem ser conquistados através de abordagens não exclusivamente biológicas, mas que também incluam aspectos históricos, culturais, econômicos e políticos (JACOBI, 2007), de forma a aproximar os assuntos do cotidiano da comunidade. Neste contexto, o ambiente de manguezal é um tema que permite criar uma gama de abordagens no processo de educação ambiental, uma vez que possui relações socioeconômicas com muitas populações.

As afinidades das pessoas com a terra, a vida e o lugar em que moram, direcionam as ações tomadas sobre o meio (ORR, 2000). Conscientizar para conservação dos ecossistemas não necessariamente deve implicar na fluência dos conteúdos teóricos, mas sim na valorização da experiência (GUIMARÃES, 2008). É necessário para o processo educativo não só a aquisição de informações, mas também uma aprendizagem ativa, que leve à construção de novos valores (CARVALHO, 2001). Neste processo, o educador deve ser o articulador do conhecimento, mesmo que este não seja de seu domínio completo (PERNAMBUCO, 1993; NOVOA, 1999).

Um olhar sobre a educação o qual envolve amplos aspectos, não somente técnicos, reacende a compreensão de que o ensinar é uma correspondência de saberes (ORR, 2000). Se o método escolhido não é prezado pelo público, este deixa de ser considerado valoroso e não é impresso nas tomadas de ação pelos envolvidos. De mesmo modo, a ação educativa exige abordagens verdadeiramente interdisciplinares e deve estar claro para o articulador que o desenvolvimento destas atividades pressupõe metodologias interativas, as quais mostrem a dinâmica relação entre as disciplinas (JACOBI, 2007). O cuidado neste processo é essencial, pois rotineiramente observam-se intervenções multidisciplinares e não interdisciplinares (PHILIPPI; TUCCI; HOGAN; NAVEGANTES, 2000).

Segundo Bassani (2001), a educação deve começar pela avaliação das bases de conhecimento do público a fim de identificar a percepção ambiental presente. Isto é visível quando tratamos da temática do manguezal. Apesar da ligação direta dos manguezais com a qualidade do ambiente e com a economia costeira, o conhecimento sobre este ecossistema é pouco difundido (VANNUCCI, 2000; VANNUCCI, 2002). Por este e outros motivos, os manguezais sofrem intensamente com as atividades antrópicas (SCHAEFFER-NOVELLI; CINTRÓN, 1986; SPALDING; BLASCO; FIELD, 1997; VANNUCCI, 2000; VANNUCCI, 2002; PEREIRA; FARRAPEIRA; PINTO, 2006).

            Os estudos sobre ações de educação ambiental com foco em manguezais têm se expandido recentemente pelo Brasil (e.g. PARANAGUÁ; ALMEIDA; MELO-JÚNIOR; ALVES; BARROS, 2001; SILVA; SOUSA, 2004; BARCELLOS; JUNIOR; MUSIS; BASTOS, 2005; SEDOVIM; MAGALHÃES; COSTA, 2005; PEREIRA; FARRAPEIRA; PINTO, 2006; FARRAPEIRA; SILVA; LIMA, 2007; CARNEIRO; FARRAPEIRA; SILVA, 2008; MELO; FARRAPEIRA; PINTO, 2008; RODRIGUES; FARRAPEIRA; RODRIGUES, 2008; SEGALLA, 2008; PINHEIRO; SANTOS; WUNDERLICH; MILÃO-SILVA; PERES-COSTA, 2010). Através da identificação das percepções de educandos e professores sobre o manguezal, estes trabalhos procuram desenvolver abordagens que vão do artístico-cultural ao embasamento teórico-biológico. Como observado por Pereira et al. (2006), o uso de materiais ilustrativos aumenta o interesse dos envolvidos e se mostra uma boa estratégia no processo de ensino. Assim, Pereira et al. (2006) propõem o uso dos materiais didáticos pelo educador para desenvolver valores de “formação do espírito crítico” e reflexões dedutivas, além do conteúdo acadêmico.

Neste sentido, a prática educativa apresentada neste trabalho traz maneiras interessantes de aproximar ideias, imagens e conceitos, caracterizando uma alternativa aos docentes. A linguagem não habitual e a criação de espaços de escuta das crianças geram práticas educativas de resultados muito positivos (PERNAMBUCO, 1993). E, por tal motivo, este estudo visa avaliar as percepções infantis sobre as diversas relações com os manguezais e a influência dos recursos didáticos na expressividade dos estudantes quanto aos temas abordados nas atividades.

 

 

MATERIAIS E MÉTODOS

 

O presente trabalho foi realizado com um grupo de 150 estudantes matriculados na 5ª série (6º ano) de uma escola pública municipal da cidade de Florianópolis, mediante permissão de seus dirigentes e autorização de seus pais, em outubro de 2009.

Inicialmente foi efetuada pela equipe uma palestra introdutória e informativa sobre o manguezal, seguida por uma atividade dinâmica. Na palestra sobre o tema “Manguezal”, com duração de 30min, foram abordados conceitos sobre geografia, biologia, cultura, economia e agentes impactantes (negativos e positivos) deste ecossistema. Após a palestra, os estudantes se dividiram em cinco grupos para trabalhar sua expressividade artística em relação ao tema. Cada grupo recebeu diferentes contos folclóricos, quadrinhos, músicas, poesias e imagens sobre manguezal. Deixou-se claro aos educandos que a expressão era livre, sem necessidade de reprodução do material apresentado.

As lendas levadas às crianças foram sobre a Vovó do Mangue, o Pai do Mangue, o Boitatá, a Curucanga e o Capelobo. Os poemas foram “Quando a noite cai: O Manguezal...” de Galvão (2006), “Flor do mangue” de Pafyeze (2007), “O mangue” de Acruche (2009), “Mangue” de Bandeira (2005) e “Perfume do mangue” de Kekel (2008). As cinco músicas fazem parte do repertório do CD “Da lama ao caos”, de Chico Science. Os quadrinhos disponibilizados foram tirinhas do Menino Caranguejo, produzido pelo Estúdio Caranguejo (2010). Já as imagens compuseram um apanhado de fotografias dos autores deste estudo e de Quental (2009) em ambientes de manguezal (Figura 1).

 

Figura 1. Fotografia utilizada no trabalho desenvolvido com crianças do ensino fundamental. A imagem representa um homem (seta branca) com aproximadamente 1,80m de altura nas projeções caulinares de um mangue-vermelho (Rhizophora mangle).

 

A partir do material recebido, as crianças foram solicitadas a expressar suas percepções sobre o “manguezal” e seus aspectos mais interessantes de forma livre, de acordo com a própria criatividade. Para a expressão, foram oferecidos diversos materiais para escolha dos educandos, tais como: papel A4, lápis de cor, giz de cera, cola, tesoura sem ponta, cola colorida, tinta guache e caneta hidrográfica. O objetivo da disponibilização de recursos variados foi permitir a livre expressão artística de cada indivíduo.

Após a entrega dos trabalhos, estes foram arquivados, digitalizados e categorizados conforme o modo de expressão. Deste arranjo, foram analisados aspectos como modo de expressividade, elementos principais escolhidos e quais dos materiais oferecidos obtiveram maior influência sobre as ideias apresentadas. Os modos de expressão artística dos estudantes foram categorizados em: desenho, apresentação teatral, apresentação musical e explicação das histórias em quadrinhos. Os principais elementos representados relacionados aos manguezais foram classificados como fauna típica, fauna ameaçada ou extinta, flora, relação entre ser humano e manguezal, personagens folclóricos, paisagem e abstrato. Para verificar quais dos materiais oferecidos (folclore, quadrinhos, música, poesia ou imagens) obtiveram maior influência sobre as expressões apresentadas (desenho, apresentação teatral, apresentação musical ou explicação das histórias em quadrinhos) foi considerada a relação entre elementos principais existentes nos materiais e nas expressões.

 

RESULTADOS

 

A recepção da proposta da atividade pelos estudantes foi muito positiva. Com relação ao modo de expressividade, do total de 150 estudantes, foram obtidos desenhos (67%), apresentações musicais (13%), explicações das histórias em quadrinhos (13%) e apresentações teatrais (7%), conforme Figura 2.

 

Figura 2. Porcentagem de modos de expressividade dos estudantes participantes do estudo (n=150).

 

A apresentação teatral foi somente realizada por grupos que detinham a temática “folclore”. Na apresentação, encenaram-se os contos folclóricos de forma simples e objetiva. Nestas, os moradores descartam resíduos sólidos e tanto a Vovó do Mangue quanto o Capelobo ameaçam os habitantes devido a sua atitude errônea. Amedrontados, os moradores pedem desculpas e não despejam mais resíduos.

Outros estudantes optaram por desenvolver explicações para as histórias em quadrinhos. Entre as explicações, destaca-se a de um educando de 10 anos, que disse:

 

Quando o homem veio e derramou esgoto no mar, esse foi pro mangue e ficou tudo seco. Aí os animais não tinham o que comer e foram morrendo. Os bichos “tão” mais magros porque é poluído e vão morrer, tipo o guará.

 

Nesta explicação, o educando reuniu as informações dos quadrinhos com a fala da palestrante, a qual apontou o guará (Eudocimus ruber) como uma das espécies extintas nos manguezais do sul do Brasil pela caça excessiva.

As representações musicais (13%) consistiram na expressão das músicas disponibilizadas, sem alterações destas. Enquanto que a maioria (67%) optou pela expressão através de desenhos e pinturas. Estas expressões se basearam em diversas fontes, desde adaptações das fotografias e histórias em quadrinhos (Figura 3) a interpretações das músicas e poemas.

 

 

Figura 3. Desenhos dos estudantes de 5ª série durante o estudo. À esquerda, três caranguejos e suas tocas. À direita um bando de guarás (Eudocimus ruber), ave extinta dos manguezais de Santa Catarina.

 

Observou-se que parte dos desenhos (27%; n=100) apresentava livre criação e/ou interpretação do estudante (Figura 4) enquanto que 73% eram muito semelhantes aos materiais disponibilizados (Figura 5). Entre os desenhos, notam-se algumas interpretações específicas do tema, a exemplo do que é demonstrado na Figura 5, com uma abordagem simplificada do que foi explanado durante o seminário.

 

 

Figura 4. Desenhos semelhantes aos materiais disponibilizados. Acima à esquerda é representada a figuinha-do-mangue - Conirostrum bicolor (Vieillot, 1809) -, única ave endêmica de manguezais no Brasil, em desenho de giz de cera e, à direita, a imagem original de Quental (2009). Abaixo à esquerda um homem nos prolongamentos caulinares de Rhizophora mangle Linnaeus é representado em desenho de giz de cera e, à direita, a imagem original de Natalia Hanazaki, conforme Figura 1.

 

 

 

Figura 5. Desenhos de livre criação. O desenho à esquerda representa o peixe menor (“filhote”) no manguezal, depois crescendo e sendo capturado pelo pescador.

 

Na figura acima, o desenhista escreveu “Bom eu aprendi que todo peixe antes que a gente come vai para o manguezal”, uma forma simplista do que foi explanado durante o seminário. Já o desenho à direita representa os três mangues (Laguncularia racemosa (L.) Gaertn f., Avicennia schaueriana Stapf & Leechman e Rhizophora mangle Linnaeus).

Na análise dos elementos principais entre todas as representações, a fauna ameaçada ou extinta dos manguezais catarinenses foi largamente representada (35%), em sequência da fauna típica (22%). A flora (17%), os personagens folclóricos (11%), relações entre ser humano e o manguezal (7%) e desenhos abstratos (5%) foram menos representativos, havendo ainda algumas expressões de paisagem (3%) entre os desenhos obtidos (Figura 6).

 

Figura 6. Porcentagem dos principais elementos expressados pelas crianças nos desenhos.

 

A análise de quais dos materiais oferecidos obtiveram maior influência sobre as expressões apresentadas foi estabelecida de acordo com a porcentagem do número total de materiais obtidos (n=150), conforme Tabela 1. Todos os itens disponibilizados (folclore, quadrinhos, música, poesia e imagens) geraram desenhos. Fontes de estímulo do tipo quadrinhos resultaram em 10 desenhos e 20 explicações destes. As músicas foram interpretadas em 10 desenhos dos elementos principais e 20 apresentações musicais. Já as poesias e imagens tiveram como resposta apenas desenhos (60). Enquanto que as lendas folclóricas foram expressas como desenhos (20) e apresentações teatrais (10).

 

Tabela 1. Relação de influência entre os materiais disponibilizados e as expressões apresentadas. O quadro demonstra a relação entre o número de pessoas (n=150) que utilizou as fontes de folclore, histórias em quadrinhos, música, poesia e imagens e o resultado de expressões nas categorias desenho, apresentação teatral, apresentação musical e explicação das histórias em quadrinhos.

RESULTADO

MATERIAIS DISPONIBILIZADOS

Histórias em Quadrinhos

Música

Poesia

Imagens

Folclore

TOTAL

Desenho

10

10

30

30

20

100

Apresentação teatral

-

-

-

-

10

10

Apresentação musical

-

20

-

-

-

20

Explicação das histórias em quadrinhos

20

-

-

-

-

20

TOTAL

30

30

30

30

30

150

 

 

DISCUSSÃO

 

Posteriormente à realização da intervenção, a coordenação da escola informou que não são incentivadas atividades artísticas ou lúdicas com as turmas de 6º ano. Isto se refletiu no interesse das crianças pela atividade, já que não praticam com frequência a expressividade pelo meio artístico. 

No conjunto das expressões, as apresentações teatrais estimulam o desenvolvimento da criatividade e da locução das crianças (BARBOSA, 1989; KOUDELA; SANTANA, 2005). A dramatização revelou uma interpretação do místico como algo assustador e punitivo para aqueles que fazem o “errado” (BETTELHEIM, 2002), tal como descartar resíduos no manguezal. Neste contexto, é explícita a “política da conservação através da punição”, que intenta reformular os indivíduos para um bem maior (FOUCAULT, 2001), sendo resquício da cultura de polícia encontrada nas histórias folclóricas e no cotidiano escolar (HAMPTON, 1984; BETTELHEIM, 2002). Na escola tradicional, a punição é largamente utilizada na disciplina para segurar atenção à fala do professor e para impor a “educação moral” (HAMPTON, 1984). Como ferramenta da educação tradicional, a política punitiva acaba automaticamente sendo passada para as crianças como forma de “ensinar”.

Algumas expressões das crianças nas explicações das histórias em quadrinhos posicionaram o ser humano como um elemento externo e prejudicial ao meio. Tal visão persiste na sociedade desde o século XVII, quando Francis Bacon sugeria que o ambiente deve ser separado da sociedade humana, uma vez que o Homem domina o seu meio (GONÇALVES, 1998). Herdeiro desta visão, Comte (1983) dá suporte ao antropocentrismo privilegiado, no qual a humanidade é a única dotada de privilégios e capaz de subjugar seu meio. Esta representação pragmática e utilitária é frequentemente observada nos livros didáticos (e no discurso de muitos professores), nos quais a natureza é dividida em grupos de recursos para o uso humano (BRESSAN, 1996). Contudo, tal abordagem afasta a relação natureza-sociedade do universo do educando (REIGOTA, 2002).

Trazer um tema através do método utilizado no presente estudo pode constituir uma boa ferramenta de identificação do conteúdo e do significado de uma representação. O significado pode ser observado em trabalhos individuais ou em grupo. Por meio dos elementos principais expressos nas ilustrações, foi possível analisar a compreensão de conteúdo praticada pelos indivíduos, como parte de um processo educativo. As linguagens expressadas nas ilustrações facilitam a fala dos educandos, deixando-os mais a vontade para se pronunciarem em ambientes marcados pela centralização da fala adulta, principalmente do professor (FERREIRA, 1998). As imagens criam inquietudes nos elementos do discurso tradicional norteado pela palavra do professor (BRAIT; MACEDO; SILVA; SILVA; SOUZA, 2010), podendo libertar as ideias dos educandos.

No caso deste estudo, o principal elemento demonstrado pelos estudantes foi a fauna, com enfoque nas espécies ameaçadas ou extintas dos manguezais catarinenses. As crianças expressaram a preocupação com a sobrevivência das espécies coloridas e carismáticas, tentando remontar os tempos em que estas viviam nos manguezais de Santa Catarina. A percepção de conservação e proteção se apoiou nos fundamentos mais envolventes dos sentidos cognitivos infantis: cores e carisma. Esta visão de preferência entre espécies não deixa de existir na fase adulta, mesmo que segundo Alves et al. (2009), a percepção deste momento sobre as espécies silvestres seja construída de acordo com a sua proximidade utilitária. Tal construção de pensamento prioritário é, para Berna (1995), inerente ao ser humano, uma vez que, como reforçado por Alves et al. (2009), as sociedades designam o grau de importância de determinadas espécies de acordo com a sua utilidade. Tal pensamento desconsidera grande parte das interações entre as espécies, compreendendo a composição faunística e florística como meras ferramentas da atividade humana. Assim, a valorização do que é observado muitas vezes não é alcançada pelas interferências nas percepções sobre as relações de cooperação e a dependência entre espécies (MARIN, 2006).

As influências das informações no meio são naturais do desenvolvimento humano, uma vez que a consciência se constrói também na valorização das expressões de vivências pessoais (BASSANI, 2001). Como mostra o presente estudo, todos os itens e/ou informações disponibilizadas de alguma forma influenciaram a expressividade das crianças.

Independentemente dos materiais oferecidos como inspiração, o desenho foi predominante, reforçando a forte relação dos estudantes com esta forma de expressão. A utilização do desenho em abordagens de educação ambiental, bem como recursos que enalteçam o desenvolvimento da linguagem, é essencial para a incorporação de conhecimento sobre os temas de meio ambiente (ARRUDA; FORTKAMP, 2003). Goldberg et al. (2005) argumentam que o desenho é um elemento essencial no desenvolvimento pessoal, pois permite processar novas experiências e expressar vivências e informações. Além disso, o desenho é resultado de uma atividade intencional que envolve aspectos cognitivos e emotivos ajustados à realidade com a qual ela convive (GOLDBERG; YUNES; FREITAS, 2005; PEREIRA, 2005).

As histórias em quadrinhos compõem um modo alternativo com base no desenho, sendo mais uma possibilidade de expressão própria que envolve não apenas a imagem (KAMEL; LA ROCQUE, 2006; ARAÚJO; COSTA; COSTA, 2008). Neste trabalho, as histórias em quadrinhos mostraram-se uma forma mais objetiva, enriquecedora e representativa de expor aos participantes a temática do manguezal. Os educandos novamente só produziram desenhos, provavelmente porque esse foi o elemento que mais lhes despertou a atenção no material. Apesar de sua importância pedagógica, os quadrinhos são ainda pouco explorados nas abordagens escolares (KAMEL; LA ROCQUE, 2006).

Apesar de sua essencialidade em abordagens educativas, Goldberg et al. (2005) consideram que há pouca abertura para expressões artísticas verdadeiras no espaço escolar em que a transmissão do conhecimento é priorizada. O fato das poesias apenas resultarem em desenhos, por exemplo, pode ser um reflexo de como os recursos artísticos são trabalhados em sala de aula. A poesia na sala de aula é de linguagem rebuscada e de difícil compreensão, além de somente funcionar como um mecanismo de aprendizado de escolas literárias, resumindo-se a identificação e classificação de recursos estilísticos (NEVES, 2008). Assim, a compreensão do conteúdo escrito passa a ser um aspecto secundário (NEVES, 2008). Os desenhos produzidos nesta atividade podem ser, portanto, reflexo da dificuldade que as crianças sentiram em interpretar e expressar o que está escrito no poema. Pode ser ainda interpretado como o método mais eficiente com que estes conseguiram expressar o que estava escrito.

No processo de ensino-aprendizagem, de maneira geral, devem ser incentivadas a produção e utilização de outros recursos didáticos além dos livros. Uma intervenção artística a partir de poemas, músicas e ilustrações dá aos estudantes uma percepção diferente de conhecimento e permite abertura a novos modos de expor suas interpretações. O conhecimento é visto como distinto da fala do professor e muitas vezes não é identificado, pois dispõem de “vestimentas culturais” mais representativas do cotidiano que da sala de aula em si. Em face desta estratégia estética, Marin (2006) prevê um “conhecer” diferenciado:

 

Todo conhecimento humano é gerado em um momento de percepção de mundo. As imagens que o mundo oferece ao humano despertam sua criatividade, seu desejo de conhecer e sua imaginação. Educar, nesse sentido, é um fenômeno que deve permitir o afloramento dessas prerrogativas. Não há educação sem que haja encontro com as realidades valiosas, com o mundo que inspira, na natureza humana, razão, imaginação e emoção (MARIN, 2006, p.9).

 

 Trata-se de uma tendência de superação do pensamento científico como gerador do ideal de domínio da realidade, tendência essa muitas vezes caracterizada como uma tarefa pedagógica (MARIN, 2006). Ensinar ao ser humano, através da experiência estética, proporciona uma percepção de mundo mais sensível e holística.

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

A conscientização não depende exclusivamente da fluência de conteúdos, mas também está relacionada à valorização das expressões de vivências pessoais (BASSANI, 2001). Assim, é papel do educador estimular as conexões entre as vivências pessoais e os conceitos ecológicos em ações de educação ambiental (GAZZINELLI, 2002). Segundo Alagona e Simon (2010), grande parte dos estudantes crê que a integração entre as ciências naturais e as humanas ajuda a ganhar um melhor entendimento da região do seu entorno. Além disso, a utilização de distintos recursos didáticos motiva e facilita a participação dos educandos ao apresentar o conteúdo escolar de forma diferenciada da tradicional (CASTOLDI; POLINARSKI, 2009). Métodos tradicionais de ensino acabam por levar à repetição e ao desenvolvimento de capacidades estritamente mecânicas. O empenho dos educandos nas ações deste trabalho com o uso de materiais ilustrativos apenas confirma o que muitos pesquisadores e educadores vêm afirmando: a importância das intervenções artísticas no processo de ensino, uma vez que elas permitem o desenvolvimento de uma consciência sobre o assunto a partir de experiências próprias.

Percebe-se também a importância da inserção de atividades educacionais acerca do ecossistema de manguezal para além das elucidações biológicas sobre sua importância. As atividades realizadas neste trabalho são iniciativas que valorizam a expressão dos educandos na construção de significados plenos sobre os assuntos abordados, a fim de que se aproximem das realidades e traduzam relações sociais, culturais e biológicas envolvidas no processo de ensino.

 

 

AGRADECIMENTOS

 

A todos os servidores da instituição de ensino na qual este trabalho foi desenvolvido que viabilizaram a sua realização. E, em especial, a Leandro Belinaso Guimarães, Carlos Danilo de Oliveira Pires, Indionara Lima Conceição, Lais da Silva Bellettini, Mayana Lacerda Leal, Sabrina Yuri Imada Minatelli e Tammy Iwasa Arai pelas diversas contribuições na realização deste estudo. Natalia Hanazaki agradece ao CNPq pela bolsa de produtividade em pesquisa.

 

 

REFERÊNCIAS

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