ISSN 1678-0701
Número 29, Ano VIII.
Setembro-Novembro/2009.
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Entrevistas

No. 29 - 16/09/2009
Entrevista com o músico percussionista João Dalga Larrondo, o "Dr. Plástico"  
Link permanente: http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=726 
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Educação Ambiental em Ação 29
Entrevista para a 29ª Edição da Educação Ambiental em Ação (www.revistaea. org)
Por Bere Adams

Apresentação: A entrevista desta edição é com o músico percussionista João Dalga Larrondo, o "Dr. Plástico", que se utiliza de atividades lúdicas para ensinar sobre o ciclo de vida dos polímeros, desde o nascimento até o descarte. É através de um espetáculo artístico musical que Dalga busca sensibilizar crianças e professores sobre os danos sociais e ambientais provodcados pelos resíduos de plástico. Ele também desenvolve oficinas musicais com alunos de escolas públicas. Vamos conhecer um pouco mais sobre seu trabalho.

Bere (B) - Dalga, quando você começou a desenvolver este trabalho? Conte-nos como foi o início de sua trajetória:

Dalga (D) – Como percussionista e compositor desenvolvi a curiosidade por diferentes instrumentos e suas sonoridades. A contemporaneidade com sua fabulosa fábrica de objetos nos trouxe também a possibilidade de explorar esses objetos sonoramente. O material plástico é muito versátil, com suas diferentes formas, texturas, tamanhos, densidades, sendo assim, abre um leque para uma gama de instrumentos inusitados. Há mais ou menos três anos percebi que poderia utilizar o material plástico em diversos segmentos da percussão, ou seja utilizá-los com as formas diferentes de tocá-los, assim como raspar, chacoalhar, percutir, girar e entre chocar. Como meu trabalho mescla música e teatro, resolvi contar através da música a história do plástico. Da onde vem, a onde ele está e para onde ele vai.

B - Diante tantos problemas ambientais, por que você optou por trabalhar a temática "lixo plástico"?

D – É só olhar a sua volta e observar a quantidade de plástico que usamos e jogamos fora.

B - Qual é a reação das crianças diante desse trabalho?

D – Surpresa, curiosidade e atenção.

B - Qual é a importância da música para um trabalho de sensibilização ambiental?

D – Encarar os problemas ambientais de forma lúdica foi uma das premissas para elaboração do espetáculo. A música faz com que as crianças se sensibilizem mais com os problemas ambientais. O espetáculo trás uma infinidade de instrumentos diferentes, de jeitos de tocar diferentes e músicas que procuram despertar afinidades com a matéria plástica.

B - E as oficinas, como elas acontecem e quais são os resultados?

D -  As oficinas acontecem após uma semana do espetáculo. Construímos uma cartilha que funciona como apoio aos elementos trabalhados na oficina. A idéia é enfatizar a importância de sermos criativos diante do nosso lixo. Assim poderemos reutilizar inúmeros objetos plásticos. Ainda é cedo para medir os resultados a médio e longo prazo, mas podemos observar que em um curto prazo as crianças ficam fascinadas com os instrumentos que são construídos e mostrados durante as oficinas.

B - Quais são os instrumentos musicais que você utiliza no espetáculo e como são feitos?

D – 1. Tambores de baldes
2. Tambores de recipientes plásticos (Topwere)
3. Tambores de galões de 20 litros 
4. Tambores de garrafas penduradas
5. Tambores de garrafas pousadas em suportes horizontais
6. Chocalhos de inúmeros tamanhos e formas diferentes
7. Chocalhos duplos
8. Chocalhos de fundo (tocando com dois recipientes sobre outro material (madeira, pele, metal) 
9. Flautas de conduite corrugado 
10. Baquetas de: escovas de dente, pedaços de plástico,e Pets
11. Reco-reco PVC
12. reco reco condutores corrugados
13. reco reco box de banheiro.
14. Chinelofon (PVC) Instrumento com afinação temperada com extensão de 02 oitavas 
15.Tubo giratório de conduite corrugado 
16. Placas de box de banheiro suspensas
17. Móbiles de recipientes plásticos com diferentes formas 
18. Claves de Pet    
19. Balde como tambor de mão 
20. Gongos com garrafas de 20 litros e 10 litros
 
O trabalho de construção vai do simples ao mais complexo. Desde criar um chocalho apenas com uma garrafa limpa e grãos, até o tubofone com seu PVCs de vários tamanhos. 
 
B - Você pretende ampliar o universo de atuação, saindo de São Paulo para outros estados?

D – Sim, é o propósito do trabalho. Além de desenvolver outros personagens para contracenar com o Dr. Plástico.

B - Como você percebe os resultados desse trabalho e o que para você é mais gratificante?

D – É perceber que a arte vai muito além do entretenimento.

B - Deixe uma mensagem aos leitores da revista:

D – Estejam bem atentos, pois a qualquer hora o Dr. Plástico vai aparecer na sua casa para ajudar você a conviver melhor com nosso planeta. Um grande abraço a todos.

B - Dalga, parabéns pelo trabalho, e a equipe da revista Educação Ambiental em Ação agradece pela sua participação nesta edição. Muito obrigada!
 
Obs: contatos com o artista, dirigir-se a Ana Paula, da Singular Comunicação, pelo fone (11) 5090-0590, ou pelo e-mail: anapaula@singularco municacao. com


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