ISSN 1678-0701
Número 46, Ano XII.
Dezembro/2013-Fevereiro/2014.
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16/02/2014EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA: UMA FERRAMENTA DE APRENDIZADO MÚTUO  
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA: uma ferramenta de aprendizado mútuo

Sâmia Paiva de Oliveira1, Marina Rocha Borges da Fonseca2, Tuane Ribeiro Teixeira2, Lilian Glória Xavier de Souza2, Carla Ferreira Rezende3, Maria Izabel Gallão4

1Estudante de Doutorado; Bolsista Capes-PROPAG; Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Recursos Naturais; E-mail: samia_paiva@yahoo.com.br; 2Estudante de graduação em Biologia; bolsista do PET-Biologia/UFC, 3Professor adjunto do Departamento de Biologia, 4Professor associado do Departamento de Biologia e Tutora do PET/Biologia. Universidade Federal do Ceará Av. Mister Hull, 2977, Campus do PICI, Fortaleza, CE, CEP 60356-000

RESUMO

 

A escola é o espaço onde o aluno dará sequência ao seu processo de socialização. Nesse espaço, comportamentos ambientalmente corretos devem ser aprendidos no cotidiano da vida escolar, contribuindo para a formação de cidadãos conscientes de seus impactos na natureza. Considerando a importância da discussão sobre o ambiente e a visão integrada no tempo e no espaço, a escola deverá oferecer meios efetivos para que cada aluno compreenda os fenômenos naturais, as ações humanas e suas consequências para consigo, para os outros seres vivos e para o ambiente. Partindo da relevância dada a esta temática atualmente, alunos do Programa de Educação Tutorial (PET-Biologia/UFC/MEC/SESu) foram auxiliados a desenvolver um trabalho de educação ambiental na escola, envolvendo alunos da rede pública de educação. Inicialmente foi elaborado um projeto de acordo com os moldes recomendados, informando a respeito de metodologia empregada e cronograma de atividades e enviado ao corpo docente e diretor da escola selecionada, propondo as atividades para alunos do quinto ano, com faixa etária média de 10 a 12 anos. Após a realização das atividades, observou-se o interesse da escola em dar continuidade ao projeto, mesmo sem a presença do PET na escola. Para atender a essa expectativa, foi elaborada uma cartilha didática, com objetivo de auxiliar professores e multiplicadores na condução das atividades de educação ambiental na escola, com possibilidade de envolver um maior número de alunos e colaboradores. As atividades permitiram aos alunos de graduação e de ensino fundamental, um aprendizado mútuo, oferecendo formação complementar a todos os envolvidos. Por um lado, a vivência prática em educação dos alunos de graduação em biologia, contribuiu de forma efetiva para a formação complementar à oferecida pela universidade. Por outro, os alunos da rede pública receberam noções de educação ambiental, ainda não constituinte do currículo básico, com possibilidade de expansão desses conhecimentos à comunidade de modo geral.

Palavras-chave: ensino, extensão, meio ambiente

 

INTRODUÇÃO

 

De acordo com a Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9.795/99) Art.2o “A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal”. No entanto, não é essa a realidade que observamos, especialmente quando se trata da educação oferecida pela rede pública. E quando esta é abordada em sala de aula, não há o cuidado em inseri-la no contexto das outras disciplinas básicas, de forma integrada e simultânea. A importância dos conhecimentos em educação ambiental na formação do indivíduo está no seu despertar como parte do ambiente no qual está inserido, se contrapondo a visão antropocêntrica de que o homem não precisa se importar com os impactos gerados nos demais componentes da natureza (Salera Jr, 2011).

Nesse sentido, além da necessidade de inserção eficiente dessa disciplina como constituinte da formação básica desses alunos, deve-se atentar para que a mesma seja oferecida de forma à se interligar aos demais conteúdos estudados. De acordo com Narcizo (2009), os conteúdos que abordam o tema ambiental precisam ser revistos para que os mesmos convirjam entre as disciplinas de forma interdisciplinar, sem deixarem de abordar Educação Ambiental. De acordo com o autor, a Educação Ambiental precisa ser entendida como uma importante aliada do currículo escolar na busca de um conhecimento integrado que supere a fragmentação existente objetivando a emancipação do conhecimento. É no ambiente que se concretizam as relações que os homens mantêm entre si e a natureza. Por isso, não se deve esquecer que a característica fundamental da Educação Ambiental está no objeto de estudo – o ambiente, considerando-se seus aspectos físicos, químicos e biológicos, incorporando, também, toda uma rede de relações socioeconômicas, culturais, políticas, ecológicas, éticas e estéticas (Telles et al., 2001). Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) afirmam ainda que a interdisciplinaridade é essencial ao desenvolvimento de temas ligados ao ambiente, sendo necessário desfragmentar os conteúdos e reunir as informações dentro de um mesmo contexto, nas várias disciplinas. Dessa forma, o aprendizado e a fixação de conteúdos serão facilitados e a consequência disso será a aplicação eficiente dos novos conhecimentos na comunidade.

A escola se constitui em um espaço onde o aluno muitas vezes dá início ou sequência ao seu processo de socialização, pois será nesse espaço que ele terá contato com a formação de acordo com os reflexos das necessidades da sociedade. Segundo Santos (2006), o aprendizado de comportamentos ambientalmente corretos no cotidiano da vida escolar, favorecerá a formação de cidadãos responsáveis. Nesse sentido, a escola, em função de sua relevância nessa formação, deverá fornecer meios eficientes para que o aluno perceba e compreenda, especialmente, as consequências das ações humanas para o meio ambiente, abrangendo a sua própria espécie e para os outros seres vivos, trabalhando a visão integrada do ambiente (Fermiano; Fofonka, 2011). No entanto, a escola muitas vezes se preocupa em se inserir nos moldes da educação moderna e multidisciplinar, esquecendo-se de reconhecer e trabalhar as potencialidades de cada aluno nesse processo. O modelo ideal deveria partir da estimulação pessoal de cada aluno, com a finalidade de se obter como resposta, comportamentos construtivos e, assim, alcançar a adequada fixação e aplicação de conhecimentos e como consequência, contribuir para uma sociedade ambientalmente saudável. Então, o que falta? A consciência dessa lacuna no processo de formação já existe há algum tempo. O que nos falta é o uso de ferramentas didáticas que tornem o conhecimento de fácil aplicabilidade no cotidiano dos alunos, em especial, os que estão ainda nos primeiros anos de formação. E como fazer? Uma alternativa de comprovado sucesso é a adoção de atividades que ultrapassem os limites da sala de aula.

Nesse sentido, as gerações formadas atualmente deveriam crescer dentro de um novo modelo de educação, para ter a capacidade de desempenhar o papel de formadores ambientalmente conscientes. A universidade se insere nesse contexto como formadora de profissionais de educação, na geração de multiplicadores e na divulgação de novas visões sobre o tema. Em contraposição, a mesma ainda não ensina os futuros educadores a tentar ir um pouco mais além, a despertar a criatividade para criar e desenvolver projetos e mais ainda: os alunos em graduação não vivenciam experiências práticas, nem as dificuldades em lecionar, enquanto na universidade. A solução para esse problema é a participação de graduandos em grupos de pesquisa e extensão, que preferencialmente estendam suas ações à comunidade, considerado esta, uma relação onde ambos se beneficiariam.

Um exemplo desses grupos é o PET (Programa de Educação Tutorial). O programa visa melhorar a qualidade da formação dos alunos da graduação, aliada ao tripé: ensino, pesquisa e extensão, dentro da universidade e fora dela, juntamente com a comunidade. O PET Biologia UFC é formado por estudantes do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Ceará, e desenvolve atividades em parceria com a comunidade acadêmica e a sociedade. Nesse caso, o PET foi visto como uma ferramenta de divulgação da educação ambiental em escolas municipais, proporcionando, simultaneamente, aos alunos envolvidos, crescimento pessoal e profissional. Pode-se inferir que tal parceria tem grandes chances de obter êxito, uma vez que o envolvimento de universitários em comunidades há muito vêm sendo relatado em experiências positivas, configurando uma estratégia importante no despertar do interesse pela carreira acadêmica em universitários, ou nas atividades de extensão, além da melhoria da qualidade de vida da comunidade envolvida.

 

IMPLANTAÇÃO DO PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA: PERSPECTIVAS, DESAFIOS E CONQUISTAS

Os alunos pertencentes a esse programa desenvolveram um projeto “Conhecendo e protegendo o ambiente” envolvendo alunos de graduação do curso de Biologia e alunos do quinto ano do ensino fundamental, matriculados em escola da rede pública municipal. O projeto partiu na necessidade de atuação dos graduandos em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Ceará, em atividades fora dos limites da universidade, durante seu processo de formação, aliado ao interesse do grupo em vivenciar atividades junto a crianças, abordando a temática de educação ambiental, dada sua relevância e ampla discussão nos dias de hoje.

O processo foi iniciado com visitas à escola, previamente selecionada em função da disponibilidade em sediar as atividades. As visitas ocorriam com o objetivo de identificar as deficiências da mesma, estabelecer contato com direção e professores, e programar as atividades a serem encaixadas no ano letivo, atentando à programação da escola.

Após as primeiras conversas com o corpo docente, foi aplicado um questionário visando à realização de um levantamento sobre o perfil da escola, como atividades de interesse, temas a serem trabalhados e sugestões dos professores, funcionários e alunos. Essa etapa é importante, pois permite que os membros da escola se sintam parte da elaboração do projeto, podendo estimular o maior envolvimento quando o projeto estiver em andamento.

A partir dos resultados dos questionários, foram selecionados os seguintes temas para abordagem: lixo, uso da água e reciclagem e meio ambiente. As primeiras atividades na escola iniciaram com apresentações dos alunos, em forma de dinâmicas de grupo ou palestras. As palestras foram organizadas com o intuito de se obter o máximo de conscientização dos problemas existentes, da ocupação humana no ambiente, da sua responsabilidade social e da importância do seu papel na construção de um ambiente saudável e que propicie melhoria na qualidade de vida.

Como as crianças foram, desde o início, consideradas potenciais multiplicadores das boas práticas ensinadas, havia a orientação no sentido de divulgação e aplicabilidade dos conceitos na escola, em suas casas e com amigos. Paralelo a estas atividades, havia a exibição de documentários adaptados para a faixa etária das crianças. Todas as atividades desenvolvidas eram seguidas por debates mediados pelos alunos do PET, norteados por questionamentos previamente estabelecidos, e que conduzissem aos alunos à percepção e fixação dos conhecimentos. Outras atividades foram incluídas, como oficinas de confecção de brinquedos, realizadas com a reutilização de materiais, como garrafas e tampas, trabalhando, por exemplo, a reutilização de materiais ou noções de química, matemática e biologia. Nesse tipo de atividade, notava-se maior interesse e participação das crianças. Ou seja, quando os temas foram abordados de forma interdisciplinar, as crianças reagiam melhor aos estímulos.

Após um ano de condução do projeto e com a avaliação prévia dos impactos das atividades no cotidiano escolar, sentiu-se a necessidade de que a escola desse continuidade ao projeto, mesmo quando os alunos no PET não se encontrassem na escola, ou mesmo quando o projeto fosse finalizado. Em consequência disso, foi confeccionada uma cartilha de apoio destinada aos professores. Dentro da cartilha, fundamentaram-se os conceitos de educação ambiental, princípios, e o mais importante: como se trabalhar a interdisciplinaridade com os temas a serem tratados, ao invés de se oferecer atividades desconexas e eventuais. Esse foi o principal desafio da implantação do projeto. Após a conceitualização e breve discussão sobre interdisciplinaridade, o professor encontra na cartilha, dicas de como se trabalhar o tema dentro de cada disciplina da grade curricular dos alunos, como português, história, ciências, geografia e matemática. As instruções abrangiam a promoção de leituras e interpretações de textos com ênfase na compreensão dos aspectos relacionados à educação ambiental; estímulo da habilidade verbal, através de conversas, entrevistas e notícias, elaboração de perguntas e reflexão; compreensão do papel da população na modificação da paisagem natural e fenômenos da natureza que modifiquem as rotinas da população; tomadas de decisão com hipóteses de prevenção, saúde, doenças e a sua transmissão por animais além de outras causas ligadas à má conservação ambiental e ao que afete a qualidade de vida da população. A cartilha se baseia em metodologias básicas para trabalhar os temas, entre elas, se recomenda que o professor promova concursos de redação ou mostras; exibição de vídeos de curta duração para os alunos; organização de palestras com convidados pertencentes a instituições de ensino ou empresas de coleta de lixo, dentre outras; confecção de desenhos e pinturas e serem expostos nos corredores da escola; organização de lixeiras de coleta seletiva e reutilização/reciclagem de lixo. A atividade final da cartilha dá orientações de implantação de um canteiro com plantas medicinais ou hortícolas, funcionando como unidade demonstrativa experimental e que deveria ser cuidada pelas crianças.

 Mas, todo esse trabalho não obteria sucesso se o aprendizado dos alunos fossem avaliados da maneira convencional, uma vez que o campo do ensino relacionado ao meio ambiente abrange temas transversais abordados dentro de disciplinas do núcleo comum. É importante que esses alunos sejam avaliados constantemente, através da capacidade de observação e compreensão dos temas, indo além da abordagem tradicional. Uma sugestão é a promoção de situações em que os alunos possam tomar decisões, atuar e defender posturas que demonstrem a fixação e o exercício de valores à proteção ambiental. Ressalta-se ainda que as pessoas têm modos diferentes de pensar e perceber os elementos da realidade mostrada a elas. Assim, as diferenças devem ser respeitadas para melhor condução do projeto.

A principal expectativa para esse projeto era que as crianças adotassem posturas na escola e em casa, que ajudassem a construir uma comunidade mais saudável e preservada, além de compreender a necessidade de conhecer alguns procedimentos de conservação e manejo dos recursos naturais com que eles interagem no seu dia-a-dia.

Pode-se perceber, durante a execução do projeto, que as crianças participaram das atividades de forma satisfatória, e que a presença dos universitários na escola, era motivo de entusiasmo e ansiedade. As atividades despertavam ainda o interesse de alunos das outras turmas com diferentes faixas etárias da escola, e muitas vezes, os professores dessas classes procuravam os universitários para solicitar a realização das dinâmicas em suas salas de aula. Além disso, a direção e coordenação da escola demonstraram interesse em dar continuidade ao projeto, concordando com a implantação de unidades demonstrativas e convidando os alunos do PET a participarem da feira de ciências promovida anualmente pela escola. Ao final do projeto, a professora da turma em que o projeto foi desenvolvido solicitou que o mesmo projeto sofresse algumas alterações para que houvesse a possibilidade de executá-lo com alunos de uma escola para deficientes auditivos na cidade, dado o reconhecimento da evolução dos alunos em sala de aula.

Essas experiências foram documentadas, fotografadas e durante e ao final da execução do projeto na escola, foram elaborados resumos para participação em encontros universitários, promovidos pela universidade, tratando de experiências de docência. Os trabalhos foram avaliados na ocasião da exposição por pedagogos da universidade, e, de acordo com as avaliações, a interdisciplinaridade deve ser ainda mais trabalhada dentro da escola, fazendo com que os alunos tenham acompanhamento durante todo o ano letivo. Além disso, os temas foram avaliados como relevantes e de grande possibilidade de aplicação na comunidade.

O projeto possibilitou aos alunos da escola municipal, uma compreensão fundamental do meio em que se inserem do seu papel na sociedade e dentro da escola. Os alunos construíram noções de responsabilidade e compromisso com as mudanças que o planeta precisa, iniciando pela sua sala de aula, escola, casa e comunidade. O período foi de reflexão de todos e promoveu um novo olhar para que a escola repensasse sobre o seu papel na formação de cidadãos ambientalmente corretos. Por outro lado, a sociedade contará com a formação de novos professores na área de biologia, com uma experiência valiosa adquirida ainda na universidade e que contribuirá, certamente, para a formação de profissionais preocupados com a sinalização da Educação na ambiental na escola, trabalhada de forma contínua e interligada.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SANTOS, G. W. Modificando a escola através da Educação Ambiental: construindo a agenda 21 escolar. EEB Dom Pio de Freitas. 2006.

SALERA, JR. G. Projeto de Educação Ambiental na Escola. Disponível em: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/1112201. Acessado em 26/02/2013.

NARCIZO, K. L. S. Uma análise sobre a importância de trabalhar educação ambiental nas escolas. Revista eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, v. 22, janeiro a julho de 2009.

FERMIANO, P. S.S.; FOFONKA, L. Promovendo a educação ambiental no Colégio Estadual Ruben Berta, Porto Alegre, Rio Grande do Gul. Revista Educação Ambiental em ação, v. 38, 2011.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília, 1999.

TELLES, M. Q. Vivências Integradas com o meio Ambiente. Sá Editora. São Paulo-SP. 2002. p31.



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