ISSN 1678-0701
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Artigos

No. 36 - 09/06/2011
POLÍMEROS E MEIO AMBIENTE: uma proposta para o ensino de química
O artigo refere-se à aplicação de um projeto de ensino de química a uma turma de alunos da 3ª série do Ensino Médio de uma escola pública estadual, na cidade de Pelotas. O projeto intitulado “Polímeros e meio-ambiente” teve como objetivo contextualizar os conteúdos de química orgânica ao estudo dos principais plásticos (polímeros sintéticos), […]

TÍTULO:

POLÍMEROS E MEIO AMBIENTE: uma proposta para o ensino de química

Juliana Cardoso Pereira

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pelotas.  e-mail: ju.quimica@hotmail.com – Fone: 53-91679699 – Rua Demétrio Ribeiro nº 752, Bairro Fragata, CEP 96045490, Pelotas/RS.

Maira Ferreira

Doutora em Educação e Professora Adjunta da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Pelotas. e-mail: mairafe@uol.com.br – Fone: 51-39070919 - Rua Cel. André Belo, 489 - ap 701, CEP 90110-020, Porto Alegre/RS.

 

RESUMO: O artigo refere-se à aplicação de um projeto de ensino de química a uma turma de alunos da 3ª série do Ensino Médio de uma escola pública estadual, na cidade de Pelotas. O projeto intitulado “Polímeros e meio-ambiente” teve como objetivo contextualizar os conteúdos de química orgânica ao estudo dos principais plásticos (polímeros sintéticos), buscando estudar sua utilização no dia a dia, discutir os impactos do descarte desses materiais no meio ambiente, bem como fazer referência às políticas públicas para a coleta seletiva e reciclagem do lixo na cidade de Pelotas. O trabalho considera a questão do consumo na sociedade atual, problematizada por Zygmunt Bauman e a orientação para a contextualização de conteúdos, discutida pelos Parâmetros Curriculares Nacionais e pela vertente CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade) para o ensino de Ciências/Química. O desenvolvimento das atividades buscou mostrar a importância em propor práticas pedagógicas que considerem os princípios da educação em uma perspectiva sócio-ambiental. Os resultados da aplicação do projeto indicaram que a problematização sobre uso e descarte de polímeros mostrou-se uma alternativa de ensino interessante, pois os estudantes, ao participarem das discussões e ao desenvolverem seus trabalhos, tiveram contato com os conhecimentos de Química em uma dimensão social, ênfase considerada adequada para a educação escolar na atualidade.

Palavras Chave: ensino de química; polímeros; consumo; meio ambiente

 

Introdução

O presente trabalho refere-se à aplicação e avaliação de um projeto de ensino, intitulado “Polímeros e meio-ambiente”, para uma turma da 3ª série do Ensino Médio de uma escola pública estadual, na cidade de Pelotas. O projeto de ensino foi planejado, desenvolvido e avaliado ao longo do Curso de Especialização em Ensino de Ciências e Matemática, na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), cujo objetivo é levar os professores em serviço à refletirem sobre suas práticas pedagógicas, proporem alternativas para o ensino e avaliarem as ações desenvolvidas em sala de aula.

A escolha por desenvolver um projeto de ensino com esse tema deu-se em função de reconhecer que a maioria dos objetos que utilizamos são fabricados a partir de polímeros sintéticos. Os exemplos clássicos são os utensílios e as embalagens plásticas que, depois de utilizados, são descartados como lixo. Além desses, também os eletroeletrônicos, produzidos em alta escala, utilizam polímeros em sua produção. O desenvolvimento tecnológico acelerado nesta área faz com que esses produtos - com pouco tempo de uso - ao serem substituídos por outros mais “atuais”, sejam descartados facilmente.

Levando em conta o exposto, pensar ações educativas que envolvam o conhecimento desses materiais e entender os efeitos desse descarte sobre o meio ambiente passa a ser uma questão social importante, considerando-se que o mercado encontra-se numa incessante corrida pelo desenvolvimento de novos produtos e que há, cada vez mais, novos materiais que se tornam obsoletos em um tempo cada vez menor.

Diante dessas considerações, pensamos ser necessário que a escola promova essa discussão em sala de aula, de modo a atrair a atenção dos estudantes para as consequências do uso e descarte de polímeros para o ambiente e para a sociedade. Para isso, temos que fazer com que os alunos tenham uma melhor compreensão dos tipos de polímeros existentes, do destino desses materiais quando descartados (condições e tempo para sua degradação) e, também, dos efeitos do descarte dos materiais que a sociedade utiliza.

O desenvolvimento do projeto visou tratar o conhecimento químico sobre propriedades e caracterização de polímeros como forma de explicar os efeitos do consumo na vida social. Além disso, buscou contextualizar os conhecimentos químicos com a temática ambiental, pois, como aponta Leff (2001), muitas vezes a problemática ambiental identificada em situações de ensino e aprendizagem está dissociada do contexto social e cultural e, não raro, para tomarmos decisões precisamos de conhecimentos que não estão sendo problematizados na escola. Nesse sentido, podemos dizer que a abordagem que realizamos - envolvendo o tema polímeros e meio ambiente - possibilitou a problematização de questões importantes associadas à educação e ao ambiente.

 

Consumo, meio ambiente e educação escolar

As sociedades contemporâneas possuem muitos marcadores sócio-culturais diferentes, porém uma das características que se pode destacar é o consumo desenfreado de produtos e serviços. O sociólogo Zygmunt Bauman (2001) destaca que na sociedade atual há um olhar direcionado para o consumo. Para o autor, as vitrines tornam irresistível o desejo de experimentar, de adquirir, de comprar. Os produtos possuem aparências cada vez mais sedutoras, que nos chamam atenção, criando-nos a ilusão de que precisamos deles, que precisamos adquirir o mais recente produto desenvolvido para nos sentirmos melhor.

 

A lista de compras não tem fim. Porém por mais longa que seja a lista, a opção de não ir as compras não figura nela. E a competência mais necessária em nosso mundo de fins ostensivamente infinitos é a de quem vai às compras hábil e infatigavelmente. O consumismo hoje, porém, não diz mais respeito à satisfação das necessidades – nem mesmo as mais sublimes, distantes (alguns diriam, não muito corretamente, “artificiais”, “inventadas”, “derivativas”) necessidades de identificação ou a auto-segurança quanto à “adequação” (BAUMAN, 2001, p.89)

 

Na variedade do comprar, não compramos apenas comida, sapatos, automóveis ou eletroeletrônicos. A importante e intensa busca também dar-se-ia em relação a receitas de vida. Nossa felicidade, portanto, dependeria inteiramente da nossa própria competência pessoal e caso não sejamos devidamente competentes é porque não teríamos nos esforçado o suficiente. Essas receitas de vida, afirma Bauman (2001), têm “data de validade”, no entanto, a maioria cairá em desuso muito tempo antes da data prevista. Desvalorizados, perdem o fascínio, em meio à imensidão de ofertas.

Segundo esse autor, na corrida dos consumidores a linha de chegada move-se muito mais veloz que os próprios corredores e, mesmo que saibamos que a acessibilidade ao consumo está restrita apenas a alguns, a maioria dos corredores procura acompanhar a corrida com competência, esforçando-se ao máximo para chegar à linha de chegada.

Em nossas necessidades - reais ou fabricadas - figuram inúmeros produtos e muitos deles são produzidos à base de polímeros sintéticos, como são os eletroeletrônicos, que estão em ascensão nas últimas décadas - computadores, televisores, aparelhos de sons, DVDs, pen drivers, etc.

Os polímeros sintéticos figuram também num mercado mais sutil, porém muito eficaz e que gira em torno dos produtos alimentícios e de higiene. As embalagens são exemplos de como o consumo atravessa todas as esferas econômicas, pois o alimento e a higiene são necessidades diárias que também levam-nos ao consumo. Inúmeros são os produtos nas prateleiras de supermercados que nos seduzem com embalagens cada vez mais atraentes e criativas, porém após o consumo do produto as embalagens tem todas o mesmo destino, o lixo.

Nesse sentido, assim como as pessoas compram muito, elas também se desfazem facilmente do que compraram, o que passa a ser um problema, pois produzimos cada vez mais resíduos. O resultado disso é que geramos cerca de 240 mil toneladas de resíduos por dia, segundo dados da Compam[i]. Grande parte desses resíduos são oriundos de um material relativamente recente, os polímeros sintéticos.

A questão do consumo é central nas sociedades contemporâneas e segundo Ferreira (2008, p.30) transpõe os muros e se faz presente nas escolas, em nossas salas de aula. O consumo faz parte do cotidiano dos professores e alunos que querem adquirir materiais didáticos mais “atraentes”, conhecimentos mais “aplicáveis”, informações “mais úteis”. Isso se estende aos projetos de ensino que devem tratar de “temas atuais”, como é o caso do tema abordado neste trabalho. Afinal, o consumo está diretamente ligado à produção e descarte de polímeros – os plásticos, espumas e borrachas, entre outros, que constituem boa parte do lixo produzido – o que justificaria o tratamento deste tema na escola.

Hall (1997) afirma que a sociedade contemporânea - que Bauman (2002) denomina de sociedade do consumo - constrói posições para os sujeitos em um processo que é cultural, pois é a cultura que passa a ser um elemento chave no modo como o meio ambiente doméstico é atrelado, pelo consumo, às tendências e modos mundiais.

Com relação à escola, segundo Ferreira (2008, p.30), são inseridos no currículo escolar alguns temas/assuntos que, articulados com o que está sendo explorado pelas mídias, possuem o propósito de atualizar, inovar e atender às necessidades dos sujeitos. Tais temas como, por exemplo, consumo, tecnologias, saúde ou meio ambiente, têm ganhado destaque nos projetos escolares.

Além disso, o discurso pedagógico que circula na escola e também na mídia configura centralidade à questão da contextualização dos conteúdos, aspecto que compõe os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs)[ii], especialmente quando se refere aos Temas Transversais.

Nesse sentido, embora a visão apresentada pelos PCNs possa ser entendida como totalizante e determinista, pois indica que uma vez havendo o tratamento dado pela escola aos conteúdos de forma contextualizada haveria “garantia” da formação de sujeitos capazes de viver no mundo contemporâneo (BRASIL, 2000, p.34), considera-se que a orientação dos PCNs para o tratamento dos conteúdos escolares está bastante próxima da perspectiva de contextualização sócio-cultural da Química, na qual procuramos desenvolver o projeto de ensino na escola. Além disso, considerando ser o tema Polímeros e o Meio Ambiente um assunto relevante na sociedade, buscamos planejar e desenvolver atividades e ações que possibilitassem uma melhor compreensão dos estudantes do mundo natural, social, político e econômico.

Ainda com relação à contextualização, os PCNs destacam ser esse um ponto central a ser considerado nos currículos escolares. Segundo os PCNs (BRASIL, 2000), a contextualização promoveria a inserção do conhecimento disciplinar nos diferentes setores da sociedade, em suas relações com os aspectos políticos, econômicos e sociais de cada época e com a tecnologia e cultura contemporâneas.

É possível também perceber nos PCNs que está presente um discurso de que a educação deve propiciar as relações com o “cotidiano” do aluno, porque com isso seria possível “dar significado a qualquer conteúdo curricular”, realizando uma ligação “ao que se aprende na escola e ao que se faz, vive e observa no dia a dia” (BRASIL, 1998, p. 82). Desse modo, a escola seria capaz de proporcionar, por exemplo, o exercício da cidadania, compondo assim diferentes discursos que circulam, regulando e instituindo significados e modos de agir.

Com relação ao ensino de química, as orientações dos parâmetros curriculares para o ensino médio é de contraposição à ênfase na memorização de informações, nomes, fórmulas e conhecimentos como fragmentos desligados da realidade dos alunos. Segundo o documento, deve-se buscar fazer o aluno reconhecer e compreender, de forma integrada e significativa, as transformações químicas que ocorrem nos processos naturais e tecnológicos em diferentes contextos e suas relações com o sistema produtivo e industrial.

A aproximação que fazemos do projeto de ensino com os parâmetros curriculares é justamente na direção de propor situações de ensino que envolvam problemáticas reais, buscando possibilitar o desenvolvimento de aprendizagens de conhecimentos químicos necessários para entender e procurar soluções para os problemas. Segundo os PCNs, “merecem importância os problemas de natureza ambiental, social, econômica e política decorrentes da produção, do uso e do descarte de materiais” (BRASIL, 2002, p.102).

No presente projeto, com a introdução da temática polímeros e meio ambiente tratamos a questão da coleta seletiva vivenciada pelos alunos nos seus bairros, além de abordar questões que envolvem o descarte de resíduos e procurando articular a essas questões vários conceitos químicos.

Ressaltamos que o desenvolvimento de projetos de ensino na educação escolar tem se mostrado uma possibilidade de articular os conteúdos de ensino aos temas de interesse social em uma dimensão sócio-cultural. Portanto, ao pensar a elaboração de um projeto de ensino a partir de um problema que pudesse ser vivenciado pelos alunos, buscamos estabelecer as pontes necessárias para a contextualização do tema aos conteúdos de química, considerando situações problema ou, ainda, outros aspectos de ordem social ou econômica.

Na mesma direção dos PCNs as orientações para o ensino de Ciências de acordo com a vertente CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade) também visam à alfabetização de cidadãos em ciência e tecnologia, considerando ser essa uma necessidade do mundo contemporâneo. Segundo Fourez (1995 apud SANTOS; MORTIMER, 2002), não se trataria de mostrar as “maravilhas” da ciência, como a mídia já o faz, mas de disponibilizar as representações que permitam ao cidadão agir, tomar decisões e compreender o que está em jogo no discurso dos especialistas.

            Nesse tipo de enfoque, a ciência estaria intimamente relacionada à tecnologia e às questões sociais e o aluno tido como alguém que precisa ser preparado para tomar decisões “inteligentes”, o que seria possível caso fosse capaz de compreender a base científica da tecnologia e a base prática das decisões. Mesmo considerando que os objetivos apontados pelo movimento CTS indicam uma visão determinista sobre o papel dos conteúdos CTS para a formação das pessoas, reconhecemos a relevância em desenvolver projetos de ensino que busquem integrar educação científica, tecnológica e social, de modo a propor o estudo dos conceitos químicos conjuntamente com aspectos históricos, éticos, políticos e sócio-econômicos. Estes são os argumentos que dão sustentação aos currículos CTS.

Nesse sentido, a perspectiva CTS poderia contribuir para a alfabetização e o letramento científico e tecnológico dos estudantes e poderia ampliar a sua compreensão sobre as situações da vida social. Todavia está claro que devemos ter alguns cuidados ao trabalhar com a perspectiva CTS, pois como salientam Santos e Mortimer (2002), essas propostas foram desenvolvidas em um contexto específico, de países desenvolvidos como os Estados Unidos, Canadá, entre outros. A estrutura social, a organização política e o desenvolvimento econômico são bastante diferentes daqueles presentes no contexto brasileiro. Portanto, seria um contrasenso a transferência acrítica de modelos curriculares desses países para o nosso meio educacional. Em função disso, no desenvolvimento desse projeto de ensino são utilizadas algumas ferramentas que a vertente CTS considera, porém destacamos que não se trata de um projeto com conteúdos de CTS.

Dessa forma, o desenvolvimento do projeto sobre o tema “polímeros e meio-ambiente” visou propiciar ao aluno a construção de conhecimentos e habilidades necessárias para tomar decisões responsáveis sobre questões de ciência, tecnologia e ambiente e também atuar na solução de tais questões. Nesse trabalho, buscamos pensar uma perspectiva de ensino que possibilitasse ao aluno compreender como a tecnologia tem influenciado o comportamento humano e estimular atitudes em prol de um desenvolvimento tecnológico sustentável (SANTOS; MORTIMER, 2002).

A preocupação em discutir o poder do consumidor em influenciar o mercado, quando seleciona seu produto de consumo, é também de extrema relevância nesse projeto. Além disso, as discussões das questões sociais englobam os aspectos políticos, os interesses econômicos, os efeitos da mídia no consumo, etc. Questões dessa natureza podem propiciar ao aluno uma compreensão melhor dos mecanismos de poder dentro das diversas instâncias sociais.

Se considerarmos que animais, excrementos, folhas e todo tipo de material orgânico morto decompõe-se com a ação de milhões de microrganismos degradadores como bactérias, fungos, vermes e outros, dando origem aos nutrientes que vão alimentar novas espécies de vida, vamos chegar à conclusão que não poderia haver lixo. No entanto, a natureza não está dissociada da produção e do consumo, estando, portanto, a própria produção intimamente ligada às questões ambientais. Até o início do século passado, toda a produção de resíduos que era gerada reintegrava-se aos ciclos naturais, mas com a industrialização e a concentração da população nas grandes cidades o lixo foi tornando-se um problema.

A sociedade moderna rompeu os ciclos dessa “natureza”: por um lado, extraímos mais e mais matérias-primas, por outro lado, fazemos crescer montanhas de lixo. E como todo esse rejeito não retorna ao ciclo natural, transformando-se em novas matérias-prima torna-se uma perigosa fonte de doenças e de contaminação para o meio ambiente.

Recentemente começamos a perceber que assim como não podemos deixar o lixo acumular dentro de nossas casas é preciso conter a geração de resíduos e dar um tratamento adequado ao lixo no nosso planeta. Para isso, será preciso frear o consumo, que gera cada vez mais lixo, e investir em tecnologias que permitam reaproveitar e reciclar os materiais em desuso. 

Precisamos ainda reformular nossa concepção de lixo. Não podemos continuar pensando que o saco de lixo é o fim do problema, quando é apenas o começo. Não podemos encarar o lixo como resto “inútil” e sim como algo a ser transformado em matéria-prima para retornar ao ciclo produtivo.

Em geral, as pessoas consideram lixo tudo aquilo que se joga fora e que não tem mais serventia. No entanto, se olharmos com cuidado, veremos que o lixo não é uma massa indiscriminada de materiais. Ele é composto de vários tipos de resíduos que precisam de manejo diferenciado. Assim, para efeito de coleta e tratamento, o lixo que geramos pode ser classificado de várias maneiras.

Com base na sua natureza física, o lixo pode ser “seco” ou “molhado”. O lixo seco é composto por materiais recicláveis. O lixo molhado corresponde a restos de comida, cascas de frutas, etc. Essa classificação é muito utilizada nos programas de coleta seletiva, por ser de fácil entendimento da população. Todavia podemos classificar o lixo de acordo com a sua composição química. Nesse caso, é denominada matéria orgânica os procedentes de organismos vivos, como plantas e animais e matéria inorgânica os minerais, materiais sintéticos e outros.

Existe ainda a classificação do lixo levando em consideração os riscos potenciais ao meio ambiente, como lixo perigoso ou tóxico, inerte, não-inerte e radioativo.

Por fim, existe ainda outra classificação baseada na origem do lixo. Nesse caso o lixo pode ser domiciliar ou comercial, público, de serviços de saúde, industrial ou agrícola, entulho e outros (CANTO, 2005).

No projeto de ensino optamos pela adoção dos termos utilizados na classificação química do lixo, como lixo orgânico e lixo inorgânico, principalmente porque na cidade de Pelotas o SANEP (Serviço Autônomo de Saneamento de Pelotas) está implementando a coleta seletiva, que já está disponível para os moradores das proximidades da escola onde se desenvolverá o projeto. Como a coleta seletiva será o assunto desencadeador desse projeto, acreditamos ser interessante utilizar a mesma terminologia adotada nos coletores dispostos nas ruas da cidade.

Durante o projeto, nosso interesse esteve voltado para a parte do lixo classificada como inorgânico, ao qual os plásticos (polímeros sintéticos) pertencem e que constituem o objeto de estudo desse trabalho.

Desde a síntese do primeiro polímero sintético, por Alexander Parkes em 1862, os plásticos tornaram-se um dos maiores fenômenos da era industrial. Basicamente, os polímeros são macromoléculas (moléculas com grandes cadeias de carbono) caracterizadas por seu tamanho e peso molecular elevado, assim como também por sua estrutura química e interações intra e intermoleculares. Possuem estruturas químicas unidas por ligações covalentes, que se repetem ao longo da cadeia. Os polímeros podem ser naturais, como a seda, a celulose, as fibras de algodão, etc., ou sintéticos como o polipropileno (PP), o poli (tereftalato de etileno) (PET), o polietileno (PE), o poli (cloreto de vinila) (PVC), etc.

Os polímeros sintéticos são classificados como termoplásticos (plásticos), termofixos, borrachas e fibras. A palavra “plástico” vem do grego, plastikus, que significa material adequado à moldagem. Alguns exemplos de termoplásticos são o PP, o PE, o PET, o PVC e o poliestireno (PS) e representam 96% do consumo brasileiro. Os termoplásticos são sólidos à temperatura ambiente em seu estado final, mas quando aquecidos acima da temperatura de “amolecimento” tornam-se fluidos e passíveis de serem moldados por ação isolada ou conjunta de calor e pressão. Eles possuem baixa densidade, são bons isolantes térmicos e elétricos, são resistentes ao impacto e possuem baixo custo, portanto, apresentam uma larga faixa de aplicações. Devido a estas propriedades o consumo dos polímeros vem crescendo no Brasil e no mundo (SPINACÉ; PAOLI, 2005).

Paralelamente a esse consumo, percebe-se um considerável volume de lixo plástico descartado nas cidades. Esse fato aliado a baixa velocidade de degradação do material conduz a um preocupante problema ecológico. Para que um plástico seja produzido são necessárias matérias-primas provenientes do carvão mineral e, principalmente, do petróleo, sendo que esses, por sua vez, são recursos naturais não-renováveis, ou seja, uma vez utilizados não podem ser repostos. Assim, à medida que caminhamos para o esgotamento dessas importantes fontes naturais de substâncias químicas, torna-se cada vez mais urgente buscar alternativas energéticas.

A reciclagem surge, nesse contexto, como uma tentativa de reduzir a demanda por matérias-primas e, em parte, os gastos energéticos para sua produção. Entende-se aqui por reciclagem de um plástico o seu reaproveitamento após ter sido descartado como “lixo”. Isso é feito mediante o seu aquecimento, seguido de remodelagem. Se esse polímero sintético é um termoplástico, ele passará pelo processo de reciclagem tranquilamente. Já se ele for um termofíxo, não é possível fazer o processo, uma vez que esse tipo de plástico não é tão maleável quando aquecido.

No projeto de ensino desenvolvido, buscamos proporcionar meios dos alunos pensarem sobre as implicações ambientais decorrentes da utilização desses importantes materiais utilizados pela sociedade.

Uma vez aplicado o projeto na escola, foi importante acompanhar os resultados em um processo planejado de avaliação, para que professor e alunos percebam como os conhecimentos foram sendo construídos. Nesse sentido, a metodologia assume um papel central para esse tipo de proposta de ensino, pois espera-se que o favorecimento de uma aula com diálogos, na qual os alunos fazem uso da palavra para manifestar suas ideias, possibilite reunir informações sobre como pensam estes, podendo também detectar suas dificuldades, seus interesses e seus problemas de aprendizagens.

Durante o desenvolvimento de um projeto é de extrema relevância que o próprio professor se autoavalie, visando melhorar sua prática. Uma das maneiras de tornar isso possível é quando, por exemplo, durante as apresentações orais de trabalhos feitos pelos alunos, identificamos pequenas lacunas na compreensão de algum conceito ou de ideias que não ficaram bem esclarecidas, dando-nos a chance de replanejar nossas ações e retomar algumas atividades (BRASIL, 2002, p.110). Nesse sentido, é importante considerar uma prática docente fluída, onde seja possível haver o “erro” e, a partir disso, a retomada da questão.

Dessa forma, a presente proposta de ensino teve como objetivo  possibilitar aos estudantes pensarem criticamente a respeito do consumo, de modo a verem que atrelado a ele existem muitos outros temas que precisam ser discutidos, como, por exemplo, o descarte de polímeros sintéticos que, devido ao longo tempo necessário para sua degradação, tornam-se um problema sério ao meio ambiente.

 

 

Aplicação do projeto de ensino

Problematizar o fato de alguns conteúdos/temas não fazerem parte da rotina da sala de aula no ensino médio, na disciplina de Química, foi o ponto de partida do trabalho desenvolvido.

Normalmente, quando trabalhada na escola, a dimensão ambiental é apresentada como “um corpo sólido de objetivos e princípios, com conteúdos e metodologias próprias” (JACOBI, 2004) a serem incluídos através do conceito de transversalidade nos currículos educativos. Com isso, a educação ambiental fica reduzida a alguns temas e princípios ecológicos, sendo inserida no programa da escola por meio dos “temas transversais”, nas diversas disciplinas que formam os currículos. Entendemos, no entanto, que vincular a educação ambiental ao ensino de química, como é o caso deste trabalho, vai além da exemplificação, e implica em um diálogo constante do tema com os conteúdos químicos.

A educação ambiental não é algo fixo, acabado e restrito a metodologias específicas e sim uma construção dinâmica e inacabada, cheia de complexidades. Ao desenvolver o projeto de ensino pensamos que esse pode ser mais uma possibilidade de ação, mas não um modelo a ser seguido (JACOBI, 2004), uma vez que em virtude da diversidade de necessidades de aprendizagem, torna-se difícil continuar com a ideia simplificadora de que uma única teoria ou modelo de aprendizagem possa dar conta de todas essas situações.

Diante disso, o objetivo básico pretendido com o projeto foi promover o conhecimento dos alunos a respeito dos principais polímeros e sua origem, identificando-os na utilização diária, para que os estudantes sejam capazes de compreender os impactos do seu descarte no meio ambiente e a importância das políticas de coleta seletiva e reciclagem nesse processo. Com isso poderíamos problematizar questões de ordem econômica e cultural, como o consumo desenfreado de alguns materiais, por exemplo.

Ao pensar nas estratégias para o ensino, pensamos em desenvolver uma metodologia que fosse adequada aos objetivos, considerando o papel do professor nesse processo. Ao delinearmos a perspectiva metodológica, mesmo considerando a importância de aspectos cognitivos (o modo como os sujeitos aprendem), não ignoramos os inúmeros outros fatores que afetam a aprendizagem direta ou indiretamente. Afinal, quando nos propomos a realizar um trabalho no interior da escola, simplesmente ignorar o que lhe está ao redor é ter, no mínimo, uma visão restrita sobre a prática educativa.

Nas atividades, trabalhamos com muitos questionamentos feitos aos alunos, sendo que inquiri-los a respeito de algumas situações naturalizadas na vida cotidiana foi uma das ênfases do projeto. O questionamento em termos cognitivos desempenha um papel relevante frente à aprendizagem, pois ao fazer perguntas adequadas o professor poderá provocar um desequilíbrio na estrutura cognitiva do aluno, fazendo com que avance no sentido de uma nova e mais elaborada reestruturação (MOYSÉS, 2007, p.37).

A explicação realizada pelos alunos mediante esse questionamento permite-nos perceber se conseguem expor com suas próprias palavras o assunto tratado, se conseguem relacioná-lo com outros temas e exemplificar com alguns dados do seu cotidiano (MOYSÉS, 2007, p.38).

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (BRASIL, 2002), a diversificação dos recursos didáticos é importante e necessária, dando maior abrangência ao conhecimento, possibilitando a integração de diferentes saberes, motivando, instigando e favorecendo o debate sobre assuntos do mundo contemporâneo. Nesse sentido, procuramos trabalhar em sala de aula com recursos diversos como textos de jornais, revistas, vídeos, etc., de modo compartilhado com os colegas, em grupos de trabalho, favorecendo as discussões e possibilitando aos alunos expressarem seus modos de pensar uns aos outros.

Como forma de organizar os conteúdos de ensino foi traçado um mapa conceitual (Fig. 1), que serviu para o planejamento e sequência das atividades.

 

Figura 1 – mapa conceitual desenvolvido para a organização das atividades.

 

Entre as atividades realizadas com os alunos ao longo do projeto destacamos as que seguem:

- a utilização do texto intitulado Pelotas muda recolhimento do lixo e amplia número de coletores, publicado no jornal local “Diário Popular” do dia 05/04/08. A partir da leitura do texto, averiguamos os conhecimentos dos alunos sobre o processo de coleta seletiva do lixo em sua cidade, tais como: separação do lixo e categorias (lixo orgânico e lixo inorgânico), além disso, abriu-se um espaço para que os alunos explicitassem suas opiniões relativas à importância da coleta seletiva.

- atividade em grupo com a utilização de textos sobre a identificação dos principais tipos de lixo (seco e molhado, orgânico e inorgânico), o destino que é dado ao lixo na cidade de Pelotas (possibilitando um debate inicial sobre a importância da reciclagem do lixo) e a relação do consumo com a produção de lixo.

- discussão em aula sobre do uso de materiais plásticos e a quantidade desses materiais no lixo. A atividade desencadeou a discussão para identificar e distinguir os polímeros sintéticos dos polímeros naturais do ponto de vista químico.

- os alunos, divididos em grupos, recortaram em revistas e colaram em papel 10 itens de consumo diário. Feito isso, cada grupo mostrou aos colegas os itens que recortaram, contabilizando a quantidade de itens contendo plástico na sua composição. Considerando a presença de materiais plásticos na vida cotidiana, passou-se a tratar o conceito, a caracterização e a classificação de polímeros.

- utilização de texto de apoio com o objetivo de que os alunos conhecessem a origem dos polímeros e passassem a identificar os diferentes tipos que os rodeiam, bem como suas características e aplicações. A partir disso, foi possível trabalhar reações de polimerização e traçar um paralelo com as diferentes funções orgânicas, a partir da análise dos constituintes dos diferentes monômeros.

- utilizando amostras de diversos polímeros mediante roteiro de testes, os alunos procederam à identificação dos polímeros em função de suas características nos testes propostos, possibilitando trabalhar as principais propriedades físicas e químicas dos compostos. O trabalho consistiu no recebimento por cada grupo de alunos de 3 amostras de material plástico, as quais foram analisadas e submetidas a testes de transparência, flexibilidade e capacidade de risco, corte, flutuação e aquecimento, sendo anotados em uma tabela os resultados. Posteriormente, cada grupo analisou seus resultados de acordo com uma tabela comparativa contendo os resultados para cada espécie plástica, comunicando aos colegas a identificação do seu material.

- utilizando amostras de embalagens ou objetos plásticos trazidos de suas residências os alunos, organizados em grupos, deveriam reconhecer na embalagem o código e relacionar ao tipo de plástico (com a utilização de um texto de referência, contendo os números dos códigos de reciclagem). A atividade visou fazer com que os alunos identificassem e compreendessem a finalidade dos códigos impressos nas embalagens, uma vez que esses são importantes no processo de reciclagem, pois os processos dependem do tipo de plástico, se termorrígido ou termoplástico. Além disso, foi abordado o tempo de degradação de cada material (considerando a utilização de aditivos em alguns polímeros para acelerar o tempo de degradação) e sua relação com a reciclagem.

Uma vez aplicado o projeto, foi importante acompanhar os seus resultados de modo a percebermos que conhecimentos foram construídos. Para tal, analisamos as apresentações orais de trabalhos pelos alunos, porque consideramos que essas atividades podem dar algumas pistas ao professor acerca de conceitos equivocados, possíveis lacunas, servindo também como instrumento para rever o planejamento de ações (BRASIL, 2002, p.110).

 

Alguns resultados, muitos sinais

No início do desenvolvimento das atividades do projeto, surgiram algumas dificuldades que foram recorrentes na sala de aula. Uma delas refere-se à dificuldade de envolvimento dos alunos com as atividades, uma situação difícil de ser enfrentada. Isto porque o ensino noturno conta com alunos que enfrentam um dia inteiro de trabalho e chegam cansados à escola. Dessa forma, foi preciso muito esforço para que, aos poucos, os estudantes tornassem-se mais participativos. Ao longo da aplicação do projeto essa participação pode ser vista nas atividades feitas em aula. Foi muito gratificante ver os alunos participando das discussões e trabalhando nos grupos.

Outra dificuldade enfrentada foi com relação à avaliação da aprendizagem dos alunos, pois durante o trabalho com a turma, priorizou-se a discussão e a aprendizagem e não as notas. Esse tipo de avaliação – avaliação contínua de todas as atividades desenvolvidas – foi muito questionada pelos alunos. Eles reivindicavam as provas tradicionais como método de avaliação. Pois a prova, sendo o instrumento único de avaliação, “livraria” os alunos de terem que participar das discussões em aula e não exigiria presença em sala de aula.

Ao longo do desenvolvimento do projeto percebemos que fazer a contextualização de conteúdos não é tarefa fácil, mas necessária. Problematizar questões que envolvem o consumo, analisando a sua lógica social, política e econômica foi importante para promover a discussão sobre problemas enfrentados na vida cotidiana como as ações que envolvem a coleta seletiva, a degradação do meio ambiente, o esgotamento dos recursos naturais, o aumento da produção de resíduos, etc.

Nesse sentido, entendemos que o objetivo principal do trabalho foi alcançado, pois possibilitamos aos alunos a aprendizagem de conhecimentos, habilidades e valores necessários para a tomada de decisões com relação a problemas encontrados na sua vida cotidiana. Além disso, houve favorecimento de discussões sobre o modo como a tecnologia tem influenciado o comportamento humano, sendo necessário pensar atitudes em prol de um desenvolvimento tecnológico mais sustentável, como defende a perspectiva CTSA (ciência-tecnologia-sociedade-ambiente).

Também na avaliação dos alunos pudemos constatar que esse tipo de proposta para o ensino pode ser uma boa alternativa e mostramos isso na avaliação de uma aluna quando destaca: Aprendi muitas coisas, dentre elas, a importância da reciclagem. Aprendi também a reconhecer cada tipo de plástico e soube um pouco mais sobre cada um deles. E o principal: aprendi que podemos ajudar a conservar a natureza e que cada um fazendo sua parte podemos melhorar as condições de nosso planeta.

Ainda segundo outro aluno: “É muito importante falar desses assuntos aqui, pois agora que a coleta seletiva está presente na minha casa eu queria saber mais sobre o assunto”.

As observações dos alunos são de extrema importância para o professor, pois é uma forma de poder avaliar sua própria prática, juntamente com as apresentações de trabalhos dos alunos, as avaliações nos permitem perceber possíveis falhas de planejamento.

 

Considerações finais

A abordagem de temas sociais nas salas de aula é fundamental, pois não podemos deixar de pensar a prática educativa longe de assuntos que dizem respeito à vida social. A contextualização dos conteúdos químicos aos temas sociais é um dos caminhos para dar sentido ao tratamento da ciência na educação escolar, na perspectiva CTSA.

A contextualização de conceitos químicos com temas da atualidade, como tentamos fazer ao articular conteúdos sobre polímeros com o tema meio ambiente, pode dar sentido a determinados conteúdos escolares, tendo sido esse o propósito quando planejamos atividades que associavam conteúdos químicos com assuntos como consumo e descarte de resíduos. Tal articulação foi bem recebida e discutida pelos alunos, contribuindo para o esclarecimento de alguns fatos que estão presentes no seu dia a dia, como a importância e os efeitos da implantação da coleta seletiva de lixo na cidade de Pelotas.

Esperávamos que ao final do projeto os estudantes pensassem criticamente a respeito do consumo, de modo a verem que atrelado a ele existem muitas outras questões envolvidas, dentre elas a necessidade de proceder adequadamente à coleta de resíduos descartados como, por exemplo, os polímeros sintéticos, que pelo longo tempo para sua degradação, tornam-se um problema sério ao meio ambiente.

Apesar de considerar que um projeto de ensino, mesmo bem articulado, pode não dar conta da multiplicidade de práticas, discursos e identidades que compõem o cenário da escola, pois como afirma Barreiros (2004), o espaço da sala de aula é como uma “arena onde se confrontam a monocultura – do currículo, da expectativa e do projeto do/a professor/a – e a multiculturalidade – das experiências dos/as alunos/as.” (p. 265), acreditamos que devemos insistir em mostrar que essas iniciativas, mesmo sendo difíceis na aplicação, são possíveis. Embora considerando que para trabalhar com as questões sociais é necessário estimular comportamentos, atitudes e habilidades de pensamento, além dos conhecimentos envolvidos.

 

Referências

 

BARREIROS, Cláudia. Da didática fundamental à didática intercultural: percursos de uma pesquisadora do campo. Anais do XII ENDIPE. Curitiba: PUC-PR, 2004, p. 264-266, cd-rom.

 

BRASIL, Secretaria da Educação Média e Tecnológica. Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias: Parâmetros Curriculares Nacionais – Ensino Médio: Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEMTEC, 2002.

 

BRASIL, Secretaria da Educação Média e Tecnológica. Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias: Parâmetros Curriculares Nacionais – Ensino

Médio. Brasília: MEC/SEMTEC, 2000.

 

BRASIL, Secretaria da Educação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares Nacionais: Temas Transversais. Secretaria da Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1998.

BAUMAN, Zygmunt. Modernidade Líquida. Trad. Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.

 

CANTO, Eduardo Leite do. Plástico: bem supérfluo ou mal necessário? 2.ed. São Paulo: Moderna, 2004.

 

FERREIRA, Maira. A revista superinteressante, os livros didáticos de Química, e os Parâmetros Curriculares Nacionais instituindo “novos” conteúdos escolares em Ciências/Química. 2008. 284f. Tese (Doutorado em Educação)- Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

 

HALL, Stuart. A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais de nosso tempo. Educação & Realidade, Porto Alegre. v.22, n.2, p. 15-46, 1997.

 

JACOBI, Pedro. Educação e Meio Ambiente – transformando as práticas. Revista Brasileira de Educação Ambiental. p. 28.  Brasília, 2004.

 

LEFF, Enrique. Epistemologia ambiental. São Paulo: Cortez Editora, 2001.

 

MOYSÉS, Lucia. Aplicações de Vigotsky à educação matemática. 8.ed. São Paulo: Papirus Editora, 2007.

 

SANTOS, Wildson dos; MORTIMER, Eduardo. Uma análise de pressupostos teóricos da abordagem C-T-S (Ciência – Tecnologia – Sociedade) no contexto da educação brasileira. ENSAIO – Pesquisa em Educação em Ciências, v.2, n.2, p.1-23, 2002.

 

SPINACÉ, Márcia Aparecida da Silva; PAOLI, Marco Aurélio de. A tecnologia da reciclagem de polímeros. Química Nova, v. 28, n. 1, 65-72, 2005.

 



[i] Compam  (Comércio de Papéis e Aparas Mooca Ltda)é uma empresa que faz a retirada de materiais de algumas empresas de médio e grande porte. A coleta é realizada em empresas no interior e na capital de São Paulo. A empresa mantem um site com textos, informativos, etc. www.compam.com.br.

[ii] Ao falar em Parâmetros Curriculares Nacionais, me refiro preferencialmente aos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, (PCNs).


 
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