UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
Promovendo
a educação ambiental para o desenvolvimento rural
sustentável: uma análise sobre o projeto desenvolvido
pela comunidade Morada da Paz em Triunfo/RS no ano de 2003.
RESUMO:
Este
artigo tem por objetivo analisar o projeto de educação
ambiental desenvolvido pela Comunidade Morada da Paz (CMP) em 2003,
junto aos alunos do ensino fundamental da Escola Municipal Gonçalves
Dias em Triunfo/RS e avaliar a contribuição deste para
a formação de uma consciência ecológica
local. Será analisado também o diagnóstico de
percepção ambiental realizado junto aos alunos da
escola citada, que serviu de subsídio para este projeto e o
feedback dos alunos sobre as atividades desenvolvidas.
Complementarmente, serão abordadas as possíveis
contribuições que uma comunidade sustentável
pode oferecer ao desenvolvimento rural sustentável.
Palavras-chave:
Sustentabilidade, Meio Ambiente, Permacultura.
INTRODUÇÃO
Segundo
Reigota (1984), meio
ambiente é um lugar determinado e/ou percebido onde estão
em relações dinâmicas e em constante interação
os aspectos naturais e sociais. É sob esta perspectiva que se
faz referência ao meio ambiente neste estudo.
A
educação ambiental possibilita ao seu público
alvo, seja ele constituído por crianças, adolescentes,
adultos ou idosos uma gama diversa de opções no sentido
do aprendizado multidimensional. Por suas próprias
especificidades, através da educação ambiental
mais de uma área do conhecimento humano pode ser trabalhada
conjuntamente, garantindo uma riqueza muito maior de informações,
saberes e trocas.
Dessa
forma, a criatividade e a inspiração são
potencializadas nos educandos, pois a "não-formalidade"
das atividades, podemos chamar assim, colabora para a criação
de uma atmosfera de aprendizagem muito mais solidária e
descontraída, despertando o prazer na construção
do conhecimento. Conteúdos programáticos de abstrata
utilidade no dia-a-dia podem ser correlacionados com as vivências
de educação ambiental garantindo que nada do que se
estuda é em vão, como é o senso comum sobre
muitos assuntos entre os educandos.
A
educação ambiental é extremamente importante
para formar cidadãos mais conscientes das interações
estabelecidas no ecossistema natural e da sua forma de agir no
sentido de privilegiar ao longo da sua existência a sustentação
da vida.
Um fator
importante percebido na realidade local em 2003, no início do
Projeto foi uma baixa utilização de técnicas de
manejo sustentáveis nas propriedades rurais, seja na lavoura,
na pecuária ou em outros setores da atividade rural.
Concomitantemente
foi constatada uma total desarticulação da sociedade
local em enfrentar e promover ações em projetos
ambientais de interesse coletivo. Sobre isso, Jacobi (2006, p. 9),
tece algumas considerações interessantes:
Nesse
contexto, as práticas educativas devem apontar para propostas
pedagógicas centradas na mudança de hábitos,
atitudes e práticas sociais, desenvolvimento de competências,
capacidade de avaliação e participação
dos educandos. Isso desafia a sociedade a elaborar novas
epistemologias, que possibilitem o que Morin denomina de uma "reforma
do pensamento".
Assim
sendo, buscou-se através deste projeto de educação
ambiental promover o desenvolvimento rural sustentável
dando
impulso à formação de uma consciência
ecológica local/regional, pois como nos dizem Loureiro et al
(2006, p. 100):
A
educação ambiental com responsabilidade social é
toda aquela que propicia o desenvolvimento de uma consciência
ecológica no educando, mas que contextualiza seu planejamento
político-pedagógico de modo a enfrentar também a
padronização cultural, a exclusão social, a
concentração de renda, a apatia política, a
alienação ideológica; muito além da
degradação do ambiente (sem confundi-la com o
desequilíbrio ecológico). É toda aquela que
enfrenta o desafio da complexidade, porque os problemas ambientais
acontecem como decorrência de práticas sociais, e como
tal, expõe grupos sociais em situação de
conflito sócio-ambiental.
Neste
artigo serão vistos inicialmente alguns dados sobre o
município de Triunfo/RS. Em seguida, será feita uma
breve descrição da CMP. Logo após, será
abordado e comentado o estudo de percepção ambiental
realizado junto aos alunos da Escola Municipal Gonçalves Dias
de Triunfo/RS. No próximo momento, serão analisadas as
oficinas de educação ambiental realizadas na CMP e a
seguir serão tecidas as considerações finais.
1.
DADOS DO MUNICÍPIO DE TRIUNFO/RS.
1.1
LOCALIZAÇÃO
A sede
municipal de Triunfo/RS situa-se no baixo vale do Jacuí, nas
confluências do Rio Taquari e Jacuí. Localiza-se à
margem esquerda do Rio Jacuí, aos 29º 50' 55"
de latitude sul e 51º 43' de longitude oeste. Sua altitude
média é de 45 metros acima do nível do mar.
1.2
DADOS SÓCIO-ECONÔMICOS - TRIUNFO/RS:
Tabela
1: Dados Sócio-Econômicos - Triunfo/RS
|
ITEM
|
QUANTIDADE
|
|
POPULAÇÃO
TOTAL
|
22.192
|
|
POPULAÇÃO
DE HOMENS
|
11.311
|
|
POPULAÇÃO
DE MULHERES
|
10.881
|
|
PIB
PER CAPITA
|
R$
25.002,00
|
|
DISTÂNCIA
DE PORTO ALEGRE
|
75
KM
|
|
ÁREA
|
823
KM2
|
|
ESCOLAS
DE ENSINO PRÉ-ESCOLAR
|
15
|
|
ESCOLAS
DE ENSINO FUNDAMENTAL
|
34
|
|
ESCOLAS
DE ENSINO MÉDIO
|
4
|
|
HOSPITAIS
|
1
|
|
POSTOS
DE SAÚDE
|
6
|
|
BANCOS
|
7
|
Fonte:
http://www.rsmunicipios.com.br
2.
BREVE DESCRIÇÃO SOBRE A COMUNIDADE MORADA DA PAZ (CMP),
LOCUS
DAS
OFICINAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DESENVOLVIDAS.
A CMP
está situada na área rural do distrito de Vendinha,
município de Triunfo/RS, numa propriedade de 4,2 hectares na
BR 386 KM 407. A vizinhança da CMP pratica a agricultura
familiar característica do distrito de Vendinha, com pequenas
hortas de milho, mandioca, verduras e legumes, cana de açúcar
e a criação de bovinos e ovinos em pequeno número.
A CMP
surgiu como proposta em janeiro de 2002, após diversas
conversas em que um grupo de pessoas unidas há 4 anos pela
busca de uma integração mais plena com a natureza e as
diversas formas de vida que fazem parte deste universo, acabou
optando por uma vida em comum, buscando uma relação
basilada na ética, no amor e no respeito entre si e o todo.
O
objetivo da estruturação de uma comunidade sustentável
foi o de produzir conhecimento científico e tecnológico
nas áreas de meio ambiente, educação, economia,
assistência social, cultura, saúde, relações
humanas e desenvolver técnicas e experiências de
sustentabilidade que possam ser aplicadas para que se atinja uma
melhor qualidade de vida no planeta.
A
propósito, Capra (2002, p. 238) esclarece-nos sobre
comunidades sustentáveis:
As
comunidades sustentáveis desenvolvem seus modos de vida no
decorrer do tempo mediante uma interação contínua
com outros sistemas vivos, tanto humanos quanto não-humanos. A
sustentabilidade não implica uma imutabilidade das coisas. Não
é um estado estático, mas um processo dinâmico de
coevolução. A definição operativa de
sustentabilidade exige que o primeiro passo no nosso esforço
de construção de comunidades sustentáveis seja a
alfabetização ecológica, ou seja, a compreensão
dos princípios de organização, comuns a todos
sistemas vivos, que os ecossistemas desenvolveram para sustentar a
teia da vida.
A área
da CMP, situada à margem esquerda das nascentes do Arroio
Lajeadinho possibilita uma percepção ambiental em
escala ampliada de uma bacia hidrográfica e da sua interação
com todo o ecossistema natural.
O
processo de ocupação territorial da propriedade teve a
orientação de uma empresa de arquitetura do RS, em
2003, com a preocupação de realizar um projeto visando
a convivência sustentável com a natureza utilizando os
princípios da permacultura.
Sobre
permacultura,
Legan (2004, p.13) esclarece- nos:
Permacultura
significa cultura permanente. É um sistema de design para a
criação de ambientes produtivos, sustentáveis e
ecológicos para que possamos habitar na Terra sem destruir a
vida. Este sistema de planejamento holístico trabalha com a
natureza pela imitação dos processos naturais,
utilizando a sabedoria dos sistemas tradicionais de produção
e o conhecimento científico moderno para estabelecer
comunidades sustentáveis.
Dentro
do eixo educação, é prioridade da CMP o trabalho
com as crianças, visando à alfabetização
ecológica.
Sobre
este conceito, Capra (2002), o explicita melhor:
Esse
sistema envolve uma pedagogia cujo centro mesmo é a
compreensão de o que é a vida; uma experiência de
aprendizado no mundo real (plantar uma horta, explorar um divisor de
águas, restaurar um mangue), que supera a nossa separação
em relação à natureza e cria de novo em nós
uma noção de qual é o lugar a que pertencemos; e
um currículo no qual as crianças aprendem os fatos
fundamentais da vida - que os resíduos de uma espécie
são os alimentos de outra; que a matéria circula
continuamente pela teia da vida; que a energia que move os ciclos
ecológicos vêm do sol; que a diversidade é a
garantia da sobrevivência; que a vida, desde os seus primórdios
há mais de três bilhões de anos, não tomou
conta do planeta pela violência, mas pela organização
em redes.
Pela
experiência vivenciada a partir de dezembro de 2002, quando se
efetivou de fato o início da vida em comunidade, foi percebido
pelos moradores que a riqueza de saberes e experiências
demonstra a necessidade do homem sentir-se novamente pertencente à
Terra, para poder compreendê-la, analisá-la, sentir o
solo e o que ele pode fazer brotar, como manejá-lo, quais as
melhores técnicas, onde construir, de que forma, em que
momento, quais as opções. São perguntas que
muitas vezes passam despercebidas pelas pessoas, mas que acabam
influindo diretamente sobre o meio ambiente e a qualidade de vida.
As
comunidades sustentáveis e ecovilas surgem neste momento
planetário como uma alternativa ao processo de globalização
econômica, na medida em que se constituem em um valioso
instrumento para a potencialização das economias
regionais e a construção de um novo paradigma de vida,
integrando meio ambiente, gestão participativa, identidade
cultural e espiritualidade, resgatando o ser humano do vazio
existencial em que se encontra e o leva à competição
e ao consumismo na ânsia por preencher esta lacuna que foi se
criando dentro dele com o passar dos tempos até chegar este
momento crítico da civilização, onde uma relação
mais fraterna e solidária precisa se desenvolver no planeta,
sob pena da vida perecer.
A CMP
procura estabelecer com o meio ambiente no qual insere-se uma relação
de sustentabilidade através do uso racional dos recursos
naturais (terra, água, ar, fauna, flora), da reciclagem de
resíduos orgânicos gerados pelas atividades humanas e da
preservação da biodiversidade. Estes princípios
visam salvaguardar o patrimônio natural com vistas ao seu
aproveitamento pela atual e por futuras gerações,
vislumbrando a perspectiva de uma vida humana integrada com a
natureza, de um constante compartilhar, da troca de experiências
entre as pessoas, do diálogo sincero e aberto para a
construção, e da articulação de redes
solidárias potencializando o desenvolvimento rural
sustentável. Sobre este tema, Almeida (1995) traz importante
contribuição:
3.
PERCEPÇÃO AMBIENTAL DOS ALUNOS DE 5ª A 8ª
SÉRIES DA ESCOLA MUNICIPAL GONÇALVES DIAS/TRIUNFO/RS.
O estudo
procurou identificar os principais elementos da percepção
ambiental dos alunos de 5a
a 8a
séries da
Escola Municipal Gonçalves Dias, com a qual foi desenvolvido o
programa piloto de educação ambiental. Não foi
objetivo deste estudo buscar avaliar a qualidade do ensino
ministrado, mas sim identificar elementos norteadores para a
realização das oficinas de educação
ambiental visando qualificá-los baseadas na percepção
que os estudantes possuíam do meio ambiente.
Cite o
nome de dez animais que você que vivem aqui na região:

Predominaram
os animais domésticos, liderando as respostas nas quatro
turmas. Os alunos demonstraram uma boa percepção da
fauna geral da região.
Cite o
que existe dentro de uma floresta:

Mais de
80% das respostas chamam a atenção para a fauna e a
flora em todas as turmas.
.
Você
tem medo de entrar numa floresta ou em um mato? Por que?

As
maiorias dos alunos no conjunto das turmas afirmaram não ter
medo de entrar na floresta em todas as turmas, sendo o menor índice
o de 51,5% na 7ª série, o que, entretanto é um
índice alto.
Você
acha que as florestas ou matos devem ser protegidas?

Houve um
grande índice de respostas positivas, variando de 88 a 100%,
demonstrando a consciência de preservação dos
alunos.
Qual a
diferença entre rio e lagoa?

Nota-se
que poucas crianças conseguem ter clareza das diferenças
entre um rio e uma lagoa. Da 5ª a 8ª séries há
uma curva ascendente no número de acertos.
6) Diga
o nome de um rio:

O Jacuí,
principal rio da região lidera em todas as turmas as
respostas, com no mínimo 50% dos índices.
7) Diga
o nome de uma lagoa:

A lagoa
dos Patos é a que mais se destaca em todas as turmas.
8) O que
é poluição?

O lixo e
a fumaça são os principais fatores apontados como
poluição em quase 70% dos índices de respostas
em cada turma.
Cite um
local da sua região que é poluído. Por que?

As
respostas de cada turma são bem peculiares nesta questão,
não apresentando uma tendência.
10) Como
você descreve o meio ambiente?

O
aspecto de paisagem bonita e de habitat de árvores e animais
lidera os índices em todas as turmas. Salienta-se a descrição
de 5ª e 8ª série, sobre meio ambiente como o lugar
onde vivemos 20 e 14% dos índices de respostas
respectivamente.
4.
OBSERVAÇÕES DA PESQUISA.
As
crianças e adolescentes precisam reconhecer que o meio
ambiente também é o lugar em que vivem. Poucos têm
essa compreensão. É preciso desenvolver uma visão
holística de meio ambiente, para a interação com
todos os seres vivos. A fraternidade, a paz, o amor e a compaixão
são os pilares para essa relação se firmar.
Compartilhar com o próximo também é um ato em
prol da ecologia, pois isso contribui para a vida.
Com base
na análise das respostas dos questionários aplicados na
Escola Municipal Gonçalves Dias, foi possível averiguar
os seguintes aspectos da relação dos estudantes de 5a
à 8a
séries com o
meio ambiente:
Possuem
uma boa percepção da fauna da região;
Conhecem
os principais rios e lagoas do estado;
Reconhecem
a importância da preservação das matas, embora
haja uma sensação de medo quanto a entrar nelas.
O lixo
e a fumaça são os seus principais referenciais de
poluição.
Reconhecem
os rios e arroios como as principais vítimas da poluição
na região.
Não
conseguem diferenciar com clareza rio de lagoa.
Têm
uma percepção muito concentrada em fauna e flora
(cerca de 80% das respostas) quando questionados sobre o que existe
dentro da floresta.
É
importante trabalhar com as crianças e adolescentes que
manifestaram medos reais e imaginários quanto ao que existe na
floresta, para que possam suplanta-los, porque com o medo a relação
com a natureza torna-se fria e distante. Sentindo-se confiantes as
crianças se tornarão adultos seguros daquilo que podem
e devem realizar nas suas vidas, sem se deixar abater pelas
dificuldades que encontrarem no caminho, adquirindo a resistência
necessária para lidar com quaisquer tipos de tensionamentos ou
de contrariedades que por ventura lhes afligirem.
5. AS
OFICINAS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL REALIZADAS NA CMP E SUA
AVALIAÇÃO PELOS ESTUDANTES.
Desenvolvidas
pela Comunidade Morada da Paz de agosto à novembro de 2003
(baseadas no estudo de percepção ambiental que foi
realizado), somando oito encontros, as oficinas de educação
ambiental tiveram os seguintes objetivos:
despertar
a consciência ecológica do público alvo
(crianças e adolescentes da região);
sensibilização
ambiental;
resgate
de uma relação mais harmônica e solidária
com a natureza;
valorização
da realidade regional quanto à natureza, história,
saberes;
potencializar
ações em prol da sustentabilidade ambiental;
As
oficinas estruturadas pela CMP seguiram como roteiro básico:
apresentação
da proposta de atividades;
dinâmica
de grupo, com técnicas de respiração e uso de
som;
trilha
ecológica, para integração com a natureza;
atividades
práticas de: reciclagem (compostagem, papel reciclado),
agroecologia (espirais, canteiros alternativos), de alimentação
naturalista (sucos naturais e cucas integrais), de relações
humanas (pão que une).
Observou-se
nas oficinas realizadas com as escolas da região:
uma
relação distante dos jovens com a natureza;
conceitos
distorcidos quanto a alguns aspectos ambientais;
sentimento
de negação dos adolescentes com relação
às suas origens;
hábitos
urbanos muito introjetados na maneira de vestir, de pensar, de
falar.
Vindos
de uma realidade urbana, os membros da CMP fizeram o caminho inverso
ao pretendido por muitos jovens participantes das oficinas, isto é,
ir para uma metrópole assim que tiverem uma oportunidade e se
desligarem definitivamente da sua origem no interior. Buscando esta
religação com a terra e uma relação mais
harmoniosa com as diversas formas de vida, foi esclarecido aos jovens
à sua importância enquanto cidadãos da região
de Triunfo/RS e a sua responsabilidade na preservação e
sustentação do meio ambiente, bem como foi focado o
resgate da sua auto-estima.
Com o
desenvolvimento das oficinas de educação ambiental
foram sendo transmitidos e recebidos conhecimentos sobre o meio
ambiente com o público participante, o que enriqueceu as
vivências da CMP, qualificando os trabalhos desenvolvidos.
Os
gráficos abaixo gerados a partir de uma pesquisa realizada com
uma amostra de 40 alunos participantes das oficinas, mostram alguns
dados interessantes sobre a sua percepção com relação
a vivência que tiveram na CMP e a sua relação com
o meio ambiente.
Gráfico
1:

Em três
das quatro turmas os alunos evidenciaram que a harmonia do ambiente
era o que mais lhes chamava a atenção na CMP, o que
contribuiu sem dúvida para o bom andamento das atividades.
Gráfico
2:

Ressalta-se
a reciclagem de papel como a técnica que mais chamou a atenção
da maioria dos entrevistados para o equilíbrio ambiental.
Gráfico
3:

A
compostagem e a reciclagem de papel foram as técnicas mais
utilizadas em casa pelos entrevistados.
Gráfico
4:

Mais de
50 % dos entrevistados em três das quatro séries
conseguiram avaliar que passaram a nutrir uma maior reconhecimento e
respeito pela natureza após as oficinas.
Gráfico
5:

Devido à
oficina de alimentação naturalista mais de 60% dos
entrevistados reconheceu a importância da alimentação
naturalista como fator importante para uma melhor qualidade de vida.
6.
CONSIDERAÇÕES FINAIS.
A
realização deste programa piloto de educação
ambiental junto às crianças e adolescentes da região,
baseado no diagnóstico de percepção ambiental,
com a parceria da Secretaria da Educação Municipal de
Triunfo/RS possibilitou a sensibilização ambiental de
crianças e adolescentes da região, contribuindo para a
formação de cidadãos mais conscientes sobre a
sua importância para a construção de uma
sociedade mais justa e sustentável, a partir da análise
dos dados sobre o retorno do trabalho realizado nas oficinas na CMP.
A CMP
possibilitou as condições necessárias para que
os alunos da Escola Municipal Gonçalves Dias experimentassem
as vivências ecológicas necessárias para a
compreensão das interações do homem com o meio
ambiente, assim como o desenvolvimento de conhecimentos e ações
efetivas para a sustentabilidade dos recursos naturais no dia-a-dia,
a fim de que uma melhor qualidade de vida possa se tornar realidade.
No seu
contexto local, a CMP pode contribuir para o desenvolvimento rural
constituindo-se em um pólo gerador de ações e
conhecimentos para a sustentabilidade sócio-econômica-ambiental,
integrando pessoas, organizações da sociedade civil, o
poder público e as empresas da região, através
da articulação de trabalhos e ações em
redes solidárias.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS:
ALMEIDA,
Jalcione. Da ideologia do progresso à idéia de
desenvolvimento (rural) sustentável. In: Reconstruindo
a agricultura: idéias e ideais na perspectiva de um
desenvolvimento rural sustentável/organizado
por Jalcione Almeida e Zander Navarro. - Porto Alegre: Ed. da
Universidade/UFRGS, 1997.
CAPRA,
Fritjof. As
Conexões Ocultas - Ciência Para Uma Vida
Sustentável. Ed.
Cultrix , 2002. 296 Pg.
Dados
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http://www.rsmunicipios.com.br
Acesso
em 25.03.2003.
JACOBI,
Pedro. Prefácio. In: Pensamento
complexo, dialética e educação ambiental/
Carlos
Frederico B. Loureiro, Philippe Promier Layrargues, Ronaldo Souza de
Castro (orgs.). - São Paulo: Cortez, 2006.
LEGAN,
Lúcia. A
escola sustentável: eco-alfabetizando pelo ambiente/Lucia
Legan. -São
Paulo: Imprensa oficial do estado de São Paulo; Pirenópolis,
GO: IPEC - Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado,
2004. 171 p.
LOUREIRO,
Carlos Frederico. Problematizando conceitos: contribuição
à práxis em educação ambiental. In:
Pensamento
complexo, dialética e educação ambiental/
Carlos
Frederico B. Loureiro, Philippe Promier Layrargues, Ronaldo Souza de
Castro (orgs.). - São Paulo: Cortez, 2006.
REIGOTA,
Marcos. O
que é Educação Ambiental. São
Paulo: Ed. Brasiliense, 1994.