Educação ambiental em ação 30
Fim
de ano consciente
Berenice
Gehlen Adams
Geralmente, neste período de
final de ano, todos andam sem tempo, correndo muito para finalizar processos,
providenciar preparativos para festejos natalinos e de final de ano, adquirir
presentes, programar férias, etc. Ocorrem, também, muitas festas, por todos os
lados. Em todos os setores da sociedade há confraternizaçõ
es com direito a presentes, guloseimas, bebidas, apresentações e muita
descontração.
Quem
tem uma rotina de final de ano, semelhante à descrita anteriormente, é porque
pertence, certamente, a uma classe dita "privilegiada"
, a uma classe que tem emprego digno, que tem bom salário, e sua maior preocupação
é atender toda demanda decorrente da classe na qual faz parte.
Porém,
disto tudo fica um saldo... Toda ostentação que inconscientemente (ou não) é
gerada por esta circunstância festiva, tem um preço, e quem paga este preço?
Quem paga o preço são aquelas pessoas que não pertencem a esta classe
"privilegiada"
, pois para elas o que muda, nesta época, é a carga horária de trabalho, que
aumenta cada dia mais, e avança fim de semana adentro... Quem paga o preço são
aquelas pessoas que devem se submeter a duras jornadas de trabalho, aproveitando
desta época para conseguirem mais recursos para sua sobrevivência. E o espírito
natalino, nestes casos, chega estressado, cansado, e o que resta é a esperança
por um mundo mais justo, mais fraterno, mais humano. E quem
mais também paga um preço alto? O ambiente, que é invadido pelos mais
variados resíduos gerados pelas festas.
É
preciso que se questione sempre, todos os dias, sobre a forma de vida que
levamos desde tempos remotos, que gerou o atual quadro social e ambiental.
Somente refletindo sobre nossas ações, sobre nossa rotina e sobre nossas
atitudes é que será possível despertar para uma vida melhor, que beneficie
tanto a nós mesmos como o ambiente, afinal, nós somos este ambiente em que
vivemos.
Que
neste período que antecede o Natal e Ano Novo possamos pensar nisso para
podermos alcançar a graça da consciência fraterna e ecológica, para que
possamos despertar deste sono profundo que nos impõe a sociedade moderna, para
que possamos ressignificar o Natal e que possamos realmente mudar nossas
atitudes para alcançarmos a tão sonhada Sociedade Sustentável: justa,
fraterna, ecológica e, acima de tudo, mais humana.
E principalmente para podermos ser coerentes com o que pretendemos como
educadores ambientais.
Fonte: http://www.apoema.
com.br/destaques
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