A primeira lei da ecologia é que tudo está ligado a todo o resto. (Barry Commoner)
ISSN 1678-0701 · Volume XX, Número 75 · Junho-Agosto/2021
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12/03/2011 (Nº 35) DINÂMICA DA ECOSOCIALIZAÇÃO COMPARTILHADA
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DINÂMICA DA ECOSOCIALIZAÇÃO COMPARTILHADA

DINÂMICA DA ECOSOCIALIZAÇÃO COMPARTILHADA

 

 

Eduardo Beltrão de Lucena Córdula

 

Especialista em Supervisão Escolar – IESP (2009), Licenciado em Biologia – UFPB (2002), Professor da Educação Básica da Prefeitura Municipal de Cabedelo-PB, Educador Sócio-Ambiental.

Contato: Caixa Postal 147 – Intermares. Cep: 58.310-971. Cabedelo-PB.

e-mail: ecordula@hotmail.com

 

 

            Desenvolver a socialização entre crianças de forma salutar e para o convívio harmonioso é uma tarefa que necessita lançar mão de técnicas e procedimentos diversificados, que vão além do simples conhecimento didático do domínio educacional, no qual, podemos incluir as dinâmicas de grupo e a as atividades lúdicas, que combinadas, passam a ser um repertório de extrema importância nos seio escolar, e amplia a capacidade dos alunos de abstraírem sua realidade, de somarem esforços com um único objetivo, trabalhando em equipe e quebrar o paradigma da individualidade tão presente hoje, por inúmeros fatores que entranharam em nossa sociedade e influenciam negativamente a condição humanista do ser humano.

            Para realizar a dinâmica aqui sugerida, realizamos a remoção dos objetos que impedem a locomoção dos participantes no ambiente, deixando um amplo espaço livre. Na sala de aula, removemos as cadeiras e as deixamos nos cantos das paredes. Para cada aluno integramos uma bola para festas (bexiga de látex) sem preenchimento de ar, mas com um pedaço de papel em seu interior, colocado com antecedência. Cada bola de sopro possui uma palavra diferente, que pode ser adaptada para qualquer temática. No caso em questão, o tema foi meio ambiente e utilizamos palavras como: reciclagem, lixo, poluição, esgoto, ser humano, natureza, floresta, fauna, flora, consciência, etc., pois cada palavra foi utilizada para gerar posteriormente, um debate com todos os alunos, já que nossa posição nesta dinâmica é de facilitadores.

            Quando os alunos chegaram à sala, formamos um círculo que representa a união indivisível entre todos, nos colocando em igualdade. Distribuímos uma bola de sopor para cada aluno e cada um a encheu individualmente a sua. Colocamos uma música vinculada com a temática e pedimos que jogassem os balões para o alto, mas não os deixassem tocar o chão, todos teriam a mesma responsabilidade não importa qual balão estivesse próximo. Passados alguns segundos, pedimos que cada aluno segurasse um balão e formasse novamente o circulo. Neste momento é explicitado a questão da responsabilidade individual por cada balão e coletiva de não tê-los deixados cair, valorizando os alunos pelos seus papeis nesta atividade.

            Cada aluno pode neste ponto, estourar o balão que estava segurando e pegar o papel que estava dentro. Foi procedido a leitura da palavra e que individualmente fossem falando o que pesam sobre a sua palavra, ao mesmo tempo, os demais poderiam interferir e somar conhecimentos, gerando assim o debate. Deu-se procedimento da mesma forma com as demais palavras. Ao final, proferimos um debate com jogo de perguntas-respostas (brain-storm) com os alunos, para que internalizassem suas opiniões e seus desejos sobre a temática em questão (meio ambiente).

            Como sugestão podemos ainda trabalhar ao final a música que foi utilizada, procedendo com leitura da letra e o acompanhando da música, para gerar outros tipos de oficinas: interpretação textual com criação de novo texto (re-leitura), produção de painéis temáticos e montagem de apresentações teatrais (esquetes).

 

Material utilizado: balões de aniversário (bexiga látex) – um para cada participante, aparelho de som, cd com música ligadas ao tema, pedaços de papel retangulares com palavras-chave inscritos neles.

 

Público atendido: alunos da educação básica e qualquer público inerente a faixa etária.

 

Objetivo: desenvolver a socialização, o trabalho em grupo, a desinibição e o debate sobre temas diversificados;

 

Temática Trabalhada: social, humana, convivência, responsabilidade, união, construção do conhecimento;

 

Técnica: lúdico-socializadora para desenvolvimento da consciência ambiental.

 

Tema Específico: meio ambiente – subtemas: reciclagem, compostagem, reduzir, reaproveitar, natureza, fauna, flora, ação antrópica, poluição, desmatamento, caça predatória, biopirataria, biodiversidade, reflorestamento, esgoto, lixo, agentes patológicos fitosanitários, consciência, etc.

 

Foto 1 – Alunos do ensino Fundamental II (adolescentes)

 

Foto 2 – Alunos do ensino Médio – Acelera (Adultos)

 

 

 

 

Bibliografia Sugerida

 

 

ADAMS, B. G. Dinâmicas (adaptadas) de grupo que objetivam promover a conscientização ambiental. In: Revista de Educação Ambiental em Ação. N° 1, Ano IV, junho-agosto/2005 (ISBN 1678-0701). Disponível em: <http://www.revista.arvore.com.br>, Consultado em: 15 de fev de 2008.

 

BERKENBROCK, V. J. Dinâmicas para encontros de grupo: para apresentação, intervalo, autoconhecimento... Petrópolis, RJ: Vozes, 2003.

 

CAPRA, F. A Teia da Vida. 6ª ed. São Paulo: Cultrix, 2001.256p.

 

DIAS, G. F. Educação Ambiental: Princípios e Práticas. 5ª ed. São Paulo: Gaia, 1998.

 

DIETZ, L. A. & TAMAIO, I. (Coord.). Aprenda Fazendo: apoio aos processos de Educação Ambiental.Brasília: WWF, c2000.

 

FRANCO, S. R. K. O Construtivismo e a Educação. 4ª ed. Porto Alegre: Mediação, 1995.

 

HÖELFFEL, J. L.; VIANA, R. M. & PADUA, S. M. A Consciência ambiental e o 5 “Es”. In: SÃO PAULO (Estado). Educação ambiental, meio ambiente e cidadania: reflexões e experiências. São Paulo: SMA/CEAM, 1998. pg. 23-26.

 

JACOBI, P. Educação ambiental e cidadania. In: São Paulo (Estado). Educação ambiental, meio ambiente e cidadania: reflexões e experiências. São Paulo: SMA/CEAM, 1998. pg.11-14.

 

LIBÂNEO, J. C. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.

 

MACHADO-FILHO, H. O.; GUERRA, R. A. T. & PEREIRA, M. G. Educação Ambiental no Contexto da Sala de Aula: experiência vivenciada na escola Maria das Graças C Rezende, Cabedelo-PB. In: Fórum Internacional de Meio Ambiente, João Pessoa-PB, Brasil. 2009. Anais. João Pessoa: Gráfica JB, 2009. CD-ROM. p. 2023- 2030.

 

PEREIRA, M. L. Métodos e Técnicas para o Ensino de Ciências. João Pessoa: Ed. Universitária da UFPB, 1998.

 

REGO, P. P. & CAMORIM, T. E. M. O Construtivismo no contexto da educação infantil: a visão de algumas educadoras. 57p. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro de Ciências Humanas e Educação da Universidade da Amazônia. Belém, 2001. Disponível em: <http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/monografias/CONSTRUTIVISMO.pdf>. Acessado em: 12 mai. 2009.

 

SÃO PAULO (Estado). Conceitos para se Fazer Educação Ambiental. 3ª ed. São Paulo: Secretaria do Meio Ambiente/CEA (Série Educação Ambiental), 1999. 115p.

 

SIQUEIRA, J.C.; RUA, J.; MATTOS, R.C. & OLIVEIRA, R.R. Educação Ambiental: formação de agentes multiplicadores em escolas públicas nos municípios de Nova Friburgo e Quissamã, estado do Rio de Janeiro. In: 52° Congresso Nacional de Botânica e XXIV Reunião Nordestina de Botânica. João Pessoa: RESUMOS, 2001. p. 261.

Ilustrações: Silvana Santos