ISSN 1678-0701
Número 38, Ano X.
Dezembro/2011-Fevereiro/2012.
Números  
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Dinâmicas e recursos pedagógicos

No. 38 - 10/09/2018
Peça teatral: O reino das futilidades  
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Educação Ambiental em Ação 38

Peça teatral: O reino das futilidades
Autoras: Berenice Gehlen Adams e Marina Strachman



Enredo
O reino das futilidades apresenta uma narrativa que envolve reinos fictícios de um mundo real, onde os personagens trazem à tona a modernização humana e muitas de suas futilidades, de forma divertida e prazerosa, abordando também uma vida mais alternativa e conectada com a natureza da espécie humana integrada ao meio ambiente. A peça pretende despertar a consciência para a valorização de recursos simples e alertar o quanto somos induzidos a necessitar de certos objetos impostos pelo comércio e pelas convenções da nossa sociedade do consumo.

Cenário
Dividido em dois espaços. Um representando o reino: uma sala repleta de materiais e equipamentos de todos os tipos, abarrotado de “esquisitices” modernas, mas ao mesmo tempo romantizado com elementos contrastantes. Com mesa e cadeiras, sofá, e com elementos que lembrem um castelo: Cadeira lembrando trono, coroas, objetos brilhantes. Do outro lado do reino (isolado por algo divisório: biombo, árvores ou muro), representando uma moradia, com plantas, mesa com vaso de flores, cadeira, fogão, objetos artísticos feitos com sucata do reino.

Descrição dos Personagens


Apresentador de telejornal – Características de tele comunicador.


Rainha Belinha – Têm 30 anos, cara de menininha, de tanta plástica que já fez, tem cara de boneca, cabelo de boneca, mas a voz é de uma mulher muito nervosa.


Rei Roberto – Tem 40 anos, gosta de se vestir como um garoto de 18 anos, é gordo e barrigudo, usa uma cinta, pois não gosta do corpo que tem e vive de dieta, mas come entre as refeições como um louco, é uma pessoa triste. É alérgico a tudo.


Joana - mãe do rei – É uma senhora muito bonita e simples. Depois que se tornou viúva, e que seu filho, tomou posse do “reino”, se tornou uma pessoa triste que só se alegra ao contar aos netos sobre o passado.


Silvester - secretário do rei – Um garoto bonito do qual o rei morre de inveja, e é o mais importante funcionário do rei, pois sua função é manter o reino da inutilidade sempre atualizado e comprar mantimentos industrializados, dos quais o rei não tenha alergia.


Mariana - secretária da rainha – Está grávida, é uma garota linda, cheia de vida, adora uma salada verde que colhe em sua horta, ou das frutas de seu jardim e ainda dos strudels, geléias e doces de frutas frescas que sua grande amiga Roberta faz. Mas fica muito triste por ter que servir alimentos industrializados os mais artificiais possíveis para todos dentro dos muros do reino.


Roberta – Irmã do rei, casada com Augusto, mãe dos gêmeos Bárbara e Reinaldo. Um mês depois que seu pai faleceu, seu irmão e a cunhada, por pura inveja de sua beleza, felicidade e facilidade em criar geleias e alimentos saudáveis, foram mandados para uma casa fora do reino - foi a melhor coisa que aconteceu em sua vida.


Augusto - Marido de Roberta, jovem, bonito, trabalha com restauração de qualquer objeto que esteja estragado ou desgastado. Nada, para ele, se joga fora.


Reinaldo – Um jovem muito feliz, adora ajudar os pais e gosta de descobrir tudo de maravilhoso que existe na natureza, as “teias da vida”, como tudo está entrelaçado e todas as parcerias necessárias para que a vida continue. Adora ler, estudar e ajudar os outros, ele leva muito a sério a “teia da vida” e quer fazer o que puder para que sua teia seja “da hora”!


Bárbara – Uma jovem feliz que ama sua família e adora ajudar sua mãe na cozinha. Gosta especialmente de fazer os pratos prediletos da avó quando ela vai visitá-los, nos fins de semana.

- Abertura -

Narrador
– No mundo encantado dos contos, existem muitos e muitos reinos diferentes, reinos de fadas e duendes, reinos de reis e rainhas, reinos de animais e de gente.
(Pausa, música mais alta - por meio minuto)

Narrador prossegue:
- No mundo real, o mundo de gente, das notícias e das crônicas dos jornais, acontecem muitas coisas incríveis...
(Pausa, música mais alta. Entra o Apresentador de telejornal dando alguma noticia – cada grupo teatral escolhe as notícias que sejam da sua realidade contextual - sobre algum aspecto ecológico em evidência e em seguida noticia algo bem comercial, mostrando os distanciamentos entre um assunto e outro).


Narrador prossegue:
- Mas também acontecem muitas coisas inúteis, como foi possível perceber nestas notícias.
(Pausa, apresentador de telejornal sai de cena)

Narrador prossegue:
- Reino é todo lugar ou espaço que é governado por alguém, manipulado, hierarquizado, e é assim também a história desse reino que eu vou contar... O reino das futilidades!
(Pausa, música ½ minuto)
 

- Cena I -

(Cenário - Sala principal que representa o reino das futilidades)
(Rei Roberto, Rainha Belinha, Joana – mãe do rei)


Narrador
-Era uma vez um reino cheio de futilidades...
(Música e foco de luz passando sobre os objetos do cenário)

Narrador

- O rei e a rainha desse reino são grandes, magros, altos, belos, e mais parecem bonecos de plástico. A rainha é muito parecida com uma boneca famosa que vive aparecendo na televisão. E o rei acha que parece um jogador de futebol daqueles que estampam propagandas de perfumes e tem um sorriso esquisito como das propagandas de creme dental televisão.
Só que uma coisa não andava bem no reino das futilidades, porque aquele reinado estava sem herdeiros. Apesar de a rainha parecer-se muito jovem, ela já passava dos trinta e poucos anos, e cada ano que passava todos ficavam aguardando a chegada de um filho para o casal.
A rainha esbravejava que não tinha tempo para ter um filho, afinal, precisava verificar diariamente novos lançamentos de futilidades, pois elas eram imprescindíveis. Inclusive ela está, pessoalmente, acompanhando as pesquisas para urgente fabricação de borboletas artificiais, pois neste reino de futilidades, o rei decretou que todas as árvores e plantas que fizessem qualquer tipo de sujeira, fossem substituídas por replicas de plástico, e a rainha não entende porque as borboletas sumiram desde então. Mas assim que der certo o projeto das borboletas, ela vai exigir também beija-flores e abelhas artificiais.


(Enquanto o narrador fala, entra o rei fazendo gestos com sua mão, como se estivesse doendo muito. Quando o narrador finaliza, Rei Roberto se manifesta.)


Rei Roberto (Entra bufando, cansado, nervoso. Senta em seu trono) – Mamãe, eu acho que fui picado por uma abelha ou uma formiga, ou... Sei lá qualquer coisa que pique! Esta doendo, está doendo MUIIIITO!


(Uma voz feminina responde) – Não é possível meu filho, não existe sequer um inseto neste reino.


Rei Roberto - É possível sim, veja, está vermelho! Provavelmente deve ter vindo na roupa do meu imprestável secretário, que mora para lá (Falando baixinho) daquele lado do meu amado reino Atrás desse muro! ODEIO VERDE! Mamãe (Gritando) eu te ordeno que venha aqui imediatamente cuidar de mim, aliás, eu ordeno que minha mulher também venha! AGORA!
 

(A mesma voz feminina) – Já estou indo meu filho, não se desespere!
 

Rainha Belinha (Entra em cena, andando rápido em passos curtos - em um sapato altíssimo. Senta ao lado do rei) – Mostre-me querido, mostre-me sua ferida!
(O rei dá a mão para a rainha)


Rainha Belinha - Oh, oh, oh, que horror! Oh, oh... Está inchado mesmo, temos que fazer algo!
 

Joana - Mãe do rei (Chega apressada) - Mas para que tantos “Ohs!”, deixem-me ver isso aí!
(Mas, é interrompida pela rainha.)
 

Rainha Belinha – Stop! Não se atreva... Eu cuido disto! Cada uma em seu lugar! Ele é meu marido, meu rei!


Joana - Mãe do rei – Ora, ora, e ele é meu FILHO, coisa que você não tem! Faça-me o favor, sua, sua...
(Rainha Belinha desanda a chorar até que o rei interrompe as duas)


Rei Roberto – Parem vocês duas! Isto não está ajudando em nada! Preciso urgentemente sentir-me melhor. Liguem a televisão, o ar condicionado, ah, por favor, liguem o trono vibratório para que eu possa relaxar e... Deixem-me em pazzzz! Vocês falam tanto que minha mão até já desinchou, vejam!


(As duas olham para a mão do rei, exclamam juntas: Ooooh! Ligam os aparelhos exatamente como o rei ordenou e saem resmungando uma com a outra.)


Rei Roberto – Voltem, voltem! Acendam todas as luzes, o som, e preparem-me algo para comer, eu ordeno! Quero batatas fritas de saquinho, salgadinhos de três tipos, um copo de refrigerante de uva e um copo de refrigerante de laranja e é só... Pois estou de dieta. Ah! Já sei o que foi esta coceira horrenda, não tomei meu sacolé (suco artificial, colocado em pequenos sacos plásticos, e congelado) feito de refrigerante de uva! Preciso de energia, quero um pacote de alguma coisa bem artificial já, ou terei um ataque.


(Elas saem como malucas cada uma para um lado e o rei fica na companhia de 4 controles remotos: um do ar condicionado, outro da televisão, um do trono vibratório, outro ainda do som, e adormece no trono vibratório.)

- Cena II –

(Cenário – casa no meio do bosque, depois dos muros do reino, que representa a morada isolada da família da irmã do rei)
(Roberta, Augusto, Silvester, Mariana, Reinaldo e Bárbara)


Augusto (Entrando na sala ao lado da sala do rei) – Hum, que cheiro maravilhoso, deixa ver se adivinho! Strudel de maçã, damasco, ameixas, amoras, uvas... Qual pedaço vou querer primeiro?!


Roberta (Entra sorrindo) – Nada disso, primeiro me dar um beijo e lavar as mãos, depois você pode escolher!


Reinaldo (Vem logo atrás do pai) – Eu e a Bárbara já estamos com as mãos limpinhas... Vou querer de uvas!


Bárbara (Entra sorridente, após o pai e o irmão) - Eu quero um pedaço do de maçã, mamãe!


(Todos sentam a mesa e iniciam a refeição. Conversam animadamente. Após alguns instantes, chegam Silvester e Mariana, os secretários do reino que têm muita amizade com a família de Roberta)


Silvester – Boa tarde a todos! Que delícias vocês fizeram hoje? A Mariana está com desejo de torta de palmito com queijo branco e uma fatia de strudel de amora! Não é Mariana?


Mariana – Ora, ora, tudo o que ele quer, agora que estou grávida, vira desejo meu (Risos)!


(Neste momento entra Roberta, trazendo uma torta em suas mãos)


Roberta – Seu pedido é uma ordem milady!!!


(Todos caem na gargalhada e os gêmeos Reinaldo e Bárbara saem e vão brincar de bilboquê feito com sucata. Enquanto brincam, os adultos conversam)


Augusto – Querida, quando passei perto do muro principal do reino ouvi seu irmão reclamando muito, houve discussão novamente naquele lugar. Como são infelizes e não sabem!


Roberta – Nem me fale amor! Hoje mesmo eu estava pensando em como podem viver e não saberem o que é viver. Dá para perceber que isso não é saudável pela falta de humor naquele reino. E eles acham que estão certos, que isto é vida feliz!


Silvester – Já tentaram conversar sobre isto com eles?


Roberta – Vixe, e como, e cada vez que tentávamos fazer isto, há muito tempo, ouvíamos horrores, até que nos retiraram de lá do palácio e enviaram-nos para este lado do muro que enchemos de muita vida. Eles mal e mal falavam com a gente! Mas confesso, eu não via a hora de sair de lá. Eles pensam que terra e folhas, são sinônimos de sujeira. Qualquer inseto é um perigo. Flores dão alergia. Pássaros são ratos com asas, tudo lá é artificial. Morei no palácio e era muito bom, até que os processos tecnológicos avançaram tanto que simplesmente “atropelaram” a minha vida. Virou o reino do jogar fora, do desperdício, da alimentação artificial, enfim, o reino das futilidades. Agora, aqui neste espaço, mesmo que isolados, somos felizes!


Silvester - Vocês se lembram quando entrou um passarinho e logo atrás dele uma gata?!


Augusto - Como poderíamos esquecer?!?!


(Todos caem na gargalhada)


Mariana – Eu sinto pena deles. Sempre que faço as compras para a rainha lembro-me da frágil saúde do rei, da fragilidade dela, que não consegue engravidar, e da dona Joana, pobre coitada, que vive entre a cruz e a espada. Aqueles três só sabem discutir, comer muita, muita porcaria, ficam doentes, tomam remédios... desaprenderam a viver!


Silvester – E quando não os ouvimos discutindo é por que estão com a televisão de 200 polegadas ligada, ela sempre está tão alta que mesmo que discutam, não podemos ouvir. Só não discutem, porque cada um tem o seu próprio aparelho de TV, é cômico, eles se sentam na grande sala da grande TV, e a rainha e a mãe do rei tem em mãos uma mini TV para ver seus programas prediletos, pois o controle é do Rei, e ele gosta mesmo de jogar joguinho! Aliás, ele descobriu que lançaram uma televisão de 201 polegadas e quer colocar a de 200 no lixo, como sempre o fez com os aparelhos anteriores. Se ao menos passassem para vocês, que tem apenas essa minúscula televisão...


Augusto – Pra que Silvester? Veja o que fizemos com nossa tv! (Uma luz mostra um canto onde a antiga TV está virada e dentro dela nasce uma samambaia e nesta samambaia tem um ninho de passarinho) Nós não assistimos TV! Nós lemos jornais, livros e usamos a internet quando queremos saber as noticias.


Mariana – Eu não me conformo que eles têm tudo o que querem, menos felicidade. Eles são pessoas boas, mas não são felizes e por isto são assim, mal humorados, desconfiados, tristes, carrancudos...


Reinaldo e Bárbara (Falando juntos) - Têm tudo o que?!


Reinaldo - Não têm nada que é vivo!


Bárbara - E não se encostam, não se beijam, não se abraçam... Eles são muito esquisitos, parecem bonecos, coitada da Vovó que ainda mora lá.


Mariana – Ah, me esqueci de dizer, sua avó vem ficar três noites conosco aqui, eles vão dedetizar o reino porque apareceu um inseto lá!


(Todos caem na gagalhada)
 

- Cena III –


(Enquanto isso no castelo...)


Rei Roberto – Vamos mamãe, faça logo suas malas! Só de imaginar a presença de uma carruagem puxada por animais vivos de verdade, eu já estou inteiro coçando!


Joana - Mãe do rei – Qual é o absurdo que você está dizendo agora Roberto?!
Rainha Belinha (Interrompendo a sogra) – Rei Roberto, por favor, mais respeito com o senhor meu marido!


(O rei olha para a rainha com orgulho!)


Joana - Mãe do rei (com desdém, fazendo uma reverência) - Oh! Perdão majestade! Mas, voltando ao que eu estava dizendo...Qual é meu filho....


Rainha Belinha (Interrompendo a sogra novamente) – Rei Roberto...


Joana - Mãe do rei (Interrompendo a rainha com raiva) - Ora, ora, sua rainha de meia tigela! Você é rainha de que?! E ele, é rei de que?! Vejam a vida de vocês que tristeza, vocês não riem, não se tocam... Vejam este pedaço de travesseiro, vocês acham que é um cachorro, este helicóptero de plástico vagabundo é um beija–flor... E vocês acham que comendo essas porcarias e bebendo essas porcarias terão filhos algum dia?! Roberto, quando seu pai era vivo, que Deus o tenha em bom lugar, tínhamos muitas árvores, abelhas, formigas, frutas, flores...Aí que saudades daquele tempo!


(O rei começa a chorar)


Rainha Belinha (Interrompendo a sogra novamente) – Olha o que você fez, sua caduca! Ora, ora, meu tchutchuco...


Joana - Mãe do rei – Caduca, caduca... Ora, você não se enxerga mesmo... Vocês se merecem. Passem bem. Silvester, estou pronta!


(Silvester entra, pega a sacola de dona Joana, dá o braço para ela e saem)
 

- Cena IV –


Ouve-se a voz de Joana - Mãe do rei ao fundo, dizendo:
- Vejam que lindas essas árvores, estas flores, este cheiro de terra molhada, olha quantos passarinhos, vejam.... Ah Silvestre, sinta o aroma desta torta!


Silvester - Ó de casa!


Roberta – Mamãe! Que saudades! Veja a mesa de café que fizemos pra você! Estamos todos te esperando!


Augusto - Dona Joana, que saudades de minha sogra. Veja, peguei um favo de mel pra senhora, hoje!


Mariana – Ah, dona Joana, como é bom vê-la fora daquele parquinho de diversões...


Joana - Mãe do rei - Parquinho de diversões, parquinho de diversões (rindo muito), definição perfeita!


(E todos riem muito)


Reinaldo e Bárbara (Falando juntos) – Vó! Que saudades! Venha vó, vamos ordenhar a Malhada!


Joana - Mãe do rei - Depois, meus netos queridos, depois de eu tomar um cafezinho, comer um pão de queijo com geleia... Aí, que delícia!


(Sentam-se todos em volta da mesa e continuam conversando felizes)
 

- Cena V –


(Enquanto isso, no castelo...ouve-se um choro desesperado, acompanhado de soluços)


Rainha Belinha - Calma meu tchutchuco, vai passar...


Rei Roberto(Chora mais alto)


Rainha Belinha - Oh, meu bubuzinho!


Rei Roberto - (Chora ainda mais alto)


Rainha Belinha - O, meu ...


Rei Roberto (Interrompendo a esposa com rispidez) - Pára Belinha, chega de tratarmos um ao outro com dois imbecis! Será que você não percebe que minha mãe tem razão?! Eu sou um tirano, e um extremo desastre!


Rainha Belinha - O, meu ...


Rei Roberto (Interrompendo a esposa com mais rispidez) - Chega Belinha, fica quieta... Você não percebe! Veja, (caminham até o espelho), o que nós parecemos?! Parecemos dois atores de filme de quinta categoria! Somos infelizes, feios, doentes...Nos alimentamos mal, fazemos tudo errado...


Rainha Belinha (Chorando vai olhar-se no espelho também) - acho que você tem razão.
Rei Roberto - venha meu amor, venha!


(O palco fica escuro...Ouve-se ao fundo)


Rainha Belinha - (Gritando) Não Roberto, isso não! Eu não vou aguentar!


Rei Roberto - Vai sim querida, confie em mim!


Rainha Belinha - (Gritando) Nãoooooooooooooo!


(Pausa, música ½ minuto)

- Cena Final –


(Na casa fora do castelo do rei ouvem-se passos, alguém bate na porta. Acendem-se as luzes. Estamos na casa da Roberta, onde alguns continuam comendo, e outros pulam corda. Augusto vai atender a porta)


Augusto - Quem pode ser? Estamos todos aqui!


Joana - Mãe do rei – Vai ver que é o Rei e a Rainha, que descobriram que este lado é vivo e verdadeiro! Será?

Todos - Duvidoooooo!


(Augusto abre a porta e vê o rei e a rainha, vestidos de roupa normal, ela com seu cabelo moreno, bem penteado, ele com um ramo de flores que pegou pelo caminho...)


Todos que estão dentro da casa dizem: Sejam muito bem vindos!

Fim!

É permitida a encenação da peça desde que dados os créditos às autoras Berenice Gehlen Adams (bere@apoema.com.br) e Marina Strachman (archteta@yahoo.com )
 



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