PROJETO DE EXTENSÃO ECOEDU AMBIENTAL ATUA UNINDO SUSTENTABILIDADE, INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE

INICIADO EM 2006 POSSUI, ATUALMENTE, UMA REDE COM NOVE FRENTES DE ATUAÇÃO

21 ago 2026

Autoria Tote Nunes

Edição de imagem Alex Calixto

Fotografia Antoninho Perri

O Programa de Extensão Ecoedu Ambiental, da Faculdade de Tecnologia (FT) da Unicamp, em Limeira, completou 20 anos e, além de comemorar os resultados, quer celebrar as perspectivas de futuro.

Durante uma cerimônia na manhã desta quinta-feira (20), na FT, a coordenadora do programa, a professora e engenheira civil Lubienska Ribeiro, lembrou a trajetória de crescimento contínuo do programa desde suas origens. O que começou em 2006 como uma ação experimental de educação ambiental com crianças em equoterapia transformou-se em uma rede com nove frentes de atuação, unindo sustentabilidade, inclusão e acessibilidade.

Hoje, o programa ensina Libras para a comunidade e conscientiza sobre a cultura surda e comunicação inclusiva, incentiva a inclusão e o desenvolvimento por meio da educação ambiental e utiliza técnicas de mediação usando a contação de histórias, entre outras ações.

A coordenadora do programa, Lubienska Ribeiro: crescimento contínuo do programa desde suas origens

Segundo ela, não se trata de ensino unilateral, mas de uma troca contínua entre o conhecimento acadêmico e os saberes e demandas reais da população. Ribeiro conta que os projetos não nascem prontos na academia, mas são desenhados de forma personalizada após escutar as necessidades específicas de cada grupo.

Um dos principais projetos é o Vem Ser, que tem como objetivo criar condições para o desenvolvimento pessoal e a inclusão social das pessoas com necessidades educacionais especiais, com destaque a pessoas com síndrome de Down. O projeto se desenvolve semanalmente através de aulas participativas e oficinas pensadas de acordo com as necessidades dos alunos. Além disso, promove a integração e inclusão por meio de atividades extras fora do âmbito da Universidade.

O projeto Plantando Conhecimento, por sua vez, tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de formadores de opinião por meio da educação ambiental, da música e da arte-educação, estimulando crianças a serem agentes de interações e transformações sociais positivas.

Há, também, intervenções como o Carpe Diem, que surgiu como forma de minimizar a prática da pichação. “Tivemos uma escola municipal que registrava . Os jovens quebravam os vidros, pichavam paredes e portas, em ações que ocorriam à noite e, muitas vezes, até mesmo durante o dia”, conta a professora. Um programa foi montado para atender exclusivamente a essa demanda e que contou com a participação de estudantes. “A pichação foi substituída por arte. E foi um sucesso”, contou.

 “Projetos com afeto”

 “A extensão é muito importante para a Unicamp. Temos uma tradição nesta área”, disse o reitor Paulo Cesar Montagner. “Ela integra o tripé estratégico das universidades, ao lado do ensino e da pesquisa, e é com muita alegria que celebramos o aniversário de 20 anos de um projeto que estimula a inclusão e a educação ambiental em projetos que envolvem muito afeto. E isso tudo, curiosamente, numa Faculdade de Tecnologia”, disse Montagner.

Para o coordenador-geral da Unicamp, professor Fernando Coelho, “a extensão não chega na sociedade achando que tem as respostas. Pelo contrário, admite ter conhecimento, mas reconhece que a comunidade tem outra parte de conhecimento”, diz ele. “Portanto, é importante juntar esses conhecimentos em torno de um projeto que seja comum, de interesse de todos. E o programa Ecoedu tem todas essas características”, afirmou.

À esquerda, o reitor Paulo Cesar Montagner; ao centro a cerimônia de celebração e, à direita, secretário estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa

A professora Lais Fraga, que representou no evento a pró-reitora de Extensão, Sylvia Furegatti, disse que a extensão materializa a ideia de diálogo com a sociedade. “A gente sabe que aqui [no programa] existe muito acúmulo, muita metodologia, muito conhecimento produzido e muito vínculo estabelecido com a sociedade”, afirmou. “E esse tipo de experiência é muito importante para que a nossa instituição possa realizar uma extensão cada vez mais madura e, cada vez mais, em diálogo com a sociedade”, completou.

A coordenadora de Extensão da Faculdade de Tecnologia, Vivian Bardini, apontou o Ecoedu como uma prova de que a parceria com a sociedade pode fazer a diferença na vida das pessoas. “Olhando para os 20 anos do Ecoedu, a gente vê muitos aprendizados, e olhando para frente vê muita esperança”, acrescentou. “Porque uma das funções da nossa Universidade, ainda mais como universidade pública, é transformar a vida das pessoas.”

O diretor da FT, Leonardo destacou a origem do programa. “Quando a gente vê a grandiosidade humana desse programa, pensa que ele, normalmente, deveria nascer em uma faculdade da área de humanas. Mas não foi isso. O Ecoedu nasceu numa faculdade de tecnologia, mas desde o início escolheu o caminho da valorização do ser humano”, afirmou.

O secretário estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa, compareceu à cerimônia de aniversário e disse que projetos como este ajudam “na construção de uma sociedade mais inclusiva e digna para todas as pessoas”. “Eu quero dizer que dos eixos da administração, talvez o principal deles seja a parceria com as universidades. Esse eixo tem produzido muitas vertentes, algumas delas com poder de transformação gigantesco”, elogiou.

Foto de capa:

O programa ensina Libras para a comunidade e conscientiza sobre a cultura surda e comunicação inclusiva

Fonte: Projeto de extensão Ecoedu Ambiental atua unindo sustentabilidade, inclusão e acessibilidade - Portal Unicamp