educação ambiental em Ação
CIDADANIA AMBIENTAL: MANUAL DO
USUÁRIO
LEONARDO FRANCISCO STAHNKE –
leobio@pop.com.br
BIÓLOGO E INTEGRANTE DO GRUPO
DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DA UNISINOS
Se você começou a ler este
artigo, parabéns! Isso é sinal de que você se preocupa
com o meio ambiente e tem, pelo menos, noção de seus direitos e deveres como
cidadão.
Entretanto lhe pergunto: o que
você efetivamente já fez pelo meio ambiente? Você sabe
como agir frente às agressões que lhe são impostas? Bem, gostaria que vocês
ao menos pensassem no assunto e, quem sabe, discutam-no com outras pessoas, pois
o diálogo gera conhecimento, mas mais do que isso, potencializa ações diretas
que tem o peso do coletivo de anseios que carrega.
Muito me indigna a comodidade
das pessoas, sobretudo brasileiros, em não participar de
discussões que lhes afetam diretamente. Falo das questões ambientais que são
refletidas nas questões de saúde, política, lazer e até policiais. Concordo
com Leonardo Boff quando diz que “o que reafirma nossa humanidade é o nosso
direito de ao menos espernear”. E já que temos este Direito, porque
não o usamos?
Vejo colegas meus, estudantes
ou biólogos, queixarem-se de danos ambientais, mas na
hora de fazer uma denúncia formal, voltam atrás. Triste me foi ouvir de um
professor, que ele deixaria de participar de um espaço de discussão porque
não acreditava na política.
Mas se somos nós que a
fazemos, será que a omissão é cabível? Clamo para o
compartilhamento do conhecimento, sobretudo técnico, que esclarece os
mal-entendidos e informa aos leigos, fazendo sobressair a verdade.
Saibam leitores que, amparados
pela Lei, temos o direito de cobrar aos órgãos municipais, estaduais e
federais ações de proteção ambiental e, sobretudo, Fiscalização.
Somos fiscalizadores e temos o
dever de denunciar, participar de audiências públicas e saber o que
fazem com nosso dinheiro no/pelo meio ambiente. Falo isso porque se pensarmos no
tempo das plantas, por exemplo, veremos que não é o mesmo que o nosso.
Uma árvore tombada não pode
ser compensada por 10 ou 15 mudas, pois o papel que era
desempenhado naquele micro-ambiente (seja ele de fixação do solo, de captura
de CO2, suavização da temperatura, alimento ou abrigo para animais) não
poderá ser substituído por importantes, mas vulneráveis mudinhas.
Percebo, hoje, que não temos
áreas protegidas, mas sim, espaços ameaçados. Não sou
contra o contato homem-natureza, desde que o homem perceba a fragilidade com o
que está em contato. Água, solo, ar, fauna e flora são coerentes e
equilibrados em seu interagir, basta que, nos reconhecemos como parte da fauna
e, assim, entendamos nosso papel no universo. Ajamos AGORA...