ISSN 1678-0701
Número 66, Ano XVII.
Dezembro/2018-Fevereiro/2019.
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04/12/2018O USO DE PLANTAS MEDICINAIS EM UMA UNIDADE DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NA CIDADE DE URUGUAIANA  
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O USO DE PLANTAS MEDICINAIS EM UMA UNIDADE DE ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NA CIDADE DE URUGUAIANA

Karina Braccini Pereira1, Vanessa da Silveira Brum2, Paola Leonetti Pijuan2, Edward Frederico Castro Pessano3Fabiane Moreira Farias4

1 Doutoranda– Programa de Pós-Graduação Educação em Ciências, Química da Vida e Saúde- Universidade Federal do Pampa.

2 Graduanda– Curso de Farmácia- Universidade Federal do Pampa.

3 Docente– Programa de Pós-Graduação Educação em Ciências, Química da Vida e Saúde- Universidade Federal do Pampa.

4 Docente – Programa de Pós-Graduação Ciências Farmacêuticas- Universidade Federal do Pampa.

Resumo: O uso de plantas medicinais para o tratamento de doenças é uma prática comum em todo o mundo, principalmente pela facilidade de acesso, baixo custo e crença de que produtos naturais não promovem efeitos indesejados. Contudo, muitas espécies utilizadas popularmente não possuem estudos científicos acerca de sua composição química, eficácia ou toxicidade. Os conhecimentos sobre ervas medicinais empregadas em uma comunidade e seus hábitos de uso são importantes para o planejamento de ações de educação, a promoção do seu uso racional e o desenvolvimento de ações de Educação Ambiental. Desta forma, o objetivo do presente trabalho foi avaliar o perfil dos usuários de plantas medicinais atendidos em uma unidade de Estratégia Saúde da Família (ESF) no município de Uruguaiana. Os participantes realizaram uma entrevista, respondendo a um questionário sobre patologias existentes, uso de medicamentos e plantas medicinais. Foram entrevistadas 80 pessoas, a maior parte mulheres (86,2%), donas de casa (36,2%), entre 21 e 30 anos (35%), com prevalência de hipertensão (27,5%) e dor de cabeça (65,4%). Os medicamentos mais consumidos foram os anti-hipertensivos e os anti-inflamatórios não esteroides. As plantas mais empregadas foram: marcela (49 citações), gengibre (26), boldo (22), erva-doce e carqueja (19 citações cada) e camomila (16). A maior parte dos entrevistados não relatava o uso dessas ervas nas consultas médicas (73,7%), afirmando que este não perguntava. Os resultados permitiram estimar o perfil de uso de plantas, favorecendo a elaboração de um plano de intervenção que permita educar a população e promover o uso racional das plantas medicinais.

Palavras-chave: Uso racional. Plantas medicinais. Produtos naturais. Fitoterapia. Interações medicamentosas.

Abstract: Mainly because of the ease of access, low cost and belief that natural products do not promote unwanted effects, the use of medicinal plants for the treatment of diseases is a common practice worldwide. However, many popularly used species lack scientific studies of their chemical composition, efficacy or toxicity. The knowledge about medicinal herbs used in a community and their habits of use are important for the planning of educational actions, promotion of their rational use and development of Environmental Education actions. In this way, the objective of the present study was to evaluate the profile of users of medicinal plants attended at a Family Health Strategy (ESF) unit in the municipality of Uruguaiana. Participants conducted an interview, responding to a questionnaire on existing pathologies, use of medicines and medicinal plants. We interviewed 80 people, mostly women (86,2%), housewives (36,2%), between 21 and 30 years (35%), with prevalence of hypertension (27,5%) and headache (65,4%). The most commonly used drugs were antihypertensives and nonsteroidal anti-inflammatory drugs. The most used plants were: marcela (49 citations), ginger (26), boldo (22), fennel and carqueja (19 citations each), and chamomile (16). Most of the interviewees do not report the use of these herbs in medical consultations (73,7%), stating that he did not ask. The results allowed to estimate the use profile of plants, favoring the elaboration of an intervention plan that will educate the population and promote the rational use of medicinal plants.

Keywords: Rational use. Medicinal plants. Natural products. Phytotherapy. Drug interactions.

Introdução

O desenvolvimento da indústria farmacêutica em todo mundo tem permitido a disponibilização de uma gama de medicamentos para o tratamento das mais diversas doenças. Apesar disso, as populações continuam empregando as plantas medicinais como recurso no tratamento dos mais diversos problemas de saúde (FISCHER, 2007). Esse fenômeno pode ser atribuído a fatores como: dificuldade de acesso aos serviços de atendimento primário à saúde; distância dos grandes centros de saúde; alto custo das especialidades farmacêuticas; facilidade de obtenção das espécies vegetais, pela possibilidade de cultivo em ambiente doméstico; comercialização das plantas medicinais em feiras livres e “erveiros”; e, principalmente, ao à crença de que “o que vem de origem natural não faz mal à saúde”, que fomenta a convicção de que as ervas medicinais não promovem efeitos adversos e não são tóxicas (FISCHER, 2007; VEIGA Jr, 2008).

O emprego de plantas medicinais para a restituição ou manutenção da saúde (fitoterapia) é uma atividade amplamente difundida e presente de tal maneira no cotidiano, que a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que seja praticada por, pelo menos, 80% da população mundial. De tal sorte que, para muitas comunidades, o conhecimento sobre plantas medicinais transmitido pelas gerações, constitui o único recurso terapêutico (MACEDO et al., 2007). VEIGA Jr. (2008) sugere que as diferenças socioeconômicas entre os diversos países ao redor do mundo são fatores importantes na determinação das motivações e padrões de uso das espécies vegetais, de forma que as questões econômicas motivam, junto a tradição, o uso de plantas em países subdesenvolvidos; enquanto que, nas nações economicamente mais desenvolvidas, a utilização seria motivada pelo modismo do consumo de produtos de origem natural.

Na medicina tradicional do Brasil, o consumo de plantas é mantido e impulsionado por duas razões principais. O primeiro motivo diz respeito ao fato de o país possuir uma flora diversa, concentrando cerca de 20% da biodiversidade mundial. Outro fator importante é que a população brasileira é caracterizada pela pluralidade étnica e cultural, o que permitiu a formação de um arsenal próprio de conhecimentos sobre espécies nativas, suas formas de manipulação e indicações terapêuticas (VEIGA Jr., 2008; STEFANELLO et al., 2018). Independente da motivação, ainda que o uso doméstico de plantas medicinais seja amplamente difundido entre as diferentes regiões do país e que esteja baseado em conhecimento tradicional, transmitido de pai para filho, algumas questões ainda são preocupantes no tocante à segurança da prática, como: a falta de dados científicos sobre as propriedades farmacológicas e/ou biológicas das espécies, o favorecimento de interações entre as plantas e os medicamentos consumidos de forma concomitante, erros na identificação entre espécies similares e o desconhecimento sobre possíveis efeitos adversos e sinais de toxicidade (MACEDO et al.,2007; VEIGA Jr., 2008).

Embora a maioria das espécies vegetais empregadas popularmente não apresente sinais de toxicidade aguda, as plantas medicinais, podem induzir problemas graves em situações onde houver outros fatores de risco, como contraindicações ou uso concomitante com medicamentos (VEIGA Jr, 2008). A maior parte das plantas medicinais empregadas no Brasil, embora possam ter marcantes atividades farmacológicas, não possuem um perfil de toxicidade bem conhecido e descrito (SILVEIRA et al., 2008), o que sugere uma situação de risco, já que normalmente o uso de plantas medicinais se dá por automedicação.

A autoadministração com plantas costuma ser realizada em conjunto com outros medicamentos alopáticos, o que pode promover a ocorrência de muitos efeitos adversos, já que muitas plantas minimizam, aumentam ou se opõem aos efeitos das especialidades farmacêuticas (SILVEIRA et al., 2008). A falta de informações adequadas sobre as propriedades das plantas medicinais (principalmente das exóticas), seu uso concomitante com medicamentos tradicionais sem o conhecimento do prescritor e, finalmente, a perda do conhecimento sobre os efeitos medicinais e tóxicos das plantas, assim como a capacidade de identificá-las pela migração da população rural para as cidades, são fatores preocupantes da automedicação. Além disso, muitos profissionais da área da saúde se opõem à utilização de plantas como opção de tratamento, principalmente baseados no argumento da falta de conhecimento sobre a toxicidade dos extratos vegetais. Tal postura constitui um agravante para a automedicação com plantas medicinais (VEIGA Jr., 2008).

A crença na inocuidade das plantas, por sua origem natural, é um obstáculo difícil de ser combatido, uma vez que os registros de ocorrências de intoxicações e efeitos adversos relacionados com o uso das mesmas não estão ao alcance do público comum, e mesmo da maioria dos profissionais de saúde (SILVEIRA et al., 2008). Segundo a OMS, mais de 5000 suspeitas de reações adversas relacionadas ao uso de ervas foram informadas antes de 1996, porém estes eventos não foram bem reportados e notificados. Isso ocorre porque os profissionais médicos, responsáveis pelas notificações, muitas vezes não reconhecem os efeitos adversos associados ao uso de plantas ou porque os pacientes não reportam a utilização das mesmas durante as suas consultas (GALLO et al., 2000; ADUSUMILLI et al., 2002; SILVEIRA et al., 2008).

As autoridades de saúde em diversos países têm direcionado maior atenção ao que diz respeito ao uso de plantas medicinais. No Brasil, as diretrizes do ministério da saúde determinam prioridades de investigação das plantas medicinais implantando a fitoterapia como prática oficial da medicina, orientando as comissões Interinstitucionais de Saúde a buscarem sua inclusão no Sistema Único de Saúde (VEIGA Jr., 2008). A farmacovigilância de plantas medicinais tem se tornado uma ferramenta importante nesta matéria, pois se dedica à identificação de efeitos indesejáveis desconhecidos, quantificação de riscos e identificação de fatores de risco e mecanismos, padronização de termos e divulgação de experiências que permitirão o uso seguro e eficaz das ervas medicinais empregada no país (SILVEIRA et al., 2008; VEIGA Jr., 2008). Para alcançar esse objetivo, é necessário que os profissionais da área de saúde tenham maior conhecimento sobre as atividades e o perfil de toxicidade das plantas medicinais dos biomas brasileiros, que apresentam variações no costume de uso das espécies, tradições e condições socioeconômicas (VEIGA Jr., 2008).

Aliado aos aspectos já citados destaca-se que a temática pode também ser potencializada para a promoção e o desenvolvimento da Educação Ambiental nesses espaços não formais, proporcionando aos atores sociais um maior conhecimento sobre as plantas, suas funções e importância na a sociedade e na natureza. Portanto, ao desenvolvermos estas ações, podemos contribuir com a difusão de conhecimento e proporcionar uma melhor qualidade de vida e a conservação ambiental.

Nesse sentido, é imprescindível a realização de levantamentos diagnósticos que permitam identificar as espécies vegetais mais empregadas nas diferentes regiões do país e a finalidade de sua utilização, e a identificação de espécies potencialmente tóxicas que possam ser erroneamente empregadas como medicinais. Além disso, é necessário que haja uma maior interdisciplinaridade entre os profissionais de saúde, com troca de informações sobre as plantas medicinais, a fim de permitir a realizações que disponibilizem esclarecimentos sobre o uso racional de ervas medicinais pela população em geral. Assim, o objetivo desse trabalho foi determinar o perfil dos usuários de plantas medicinais atendidos em uma Estratégia Saúde da Família (ESF) do município de Uruguaiana, permitindo a identificação das espécies mais frequentemente empregadas e sua finalidade de uso, identificação das patologias mais comuns entre tais usuários e os medicamentos empregados no seu tratamento.

Metodologia

O presente trabalho se caracteriza por ser um estudo exploratório e descritivo, com abordagem quali-quantitativa, realizado entre usuários da Estratégia Saúde da Família (ESF) ligada ao Complexo Escolar Elvira Ceratti (CAIC) no município de Uruguaiana e ocorreu entre os meses de abril e dezembro de 2016. O contato inicial com os possíveis participantes ocorreu enquanto estes aguardavam atendimento na sala de espera da unidade. Na abordagem introdutória, a equipe executora do trabalho se aproximou de cada usuário individualmente, de forma direta, usando tom acolhedor. Neste momento, foram apresentados os objetivos da pesquisa e o convite para participação foi realizado.

Foram incluídos na pesquisa os indivíduos, maiores de 18 anos, que utilizavam plantas medicinais e aceitaram participar do estudo, assinando um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, totalizando 80 entrevistados. Todos os participantes receberam um termo de confidencialidade e foram informados de seu direito de desistir da participação durante qualquer momento, com garantia da confidencialidade dos dados coletados.

Na ESF, os participantes realizaram uma entrevista, em local reservado, onde responderam a um questionário contendo perguntas distribuídas entre quatro categorias: perfil socioeconômico; existência de doenças (diagnosticadas pelo médico ou autodeclaradas); medicamentos consumidos (principais classes e fármacos usados com maior frequência); e uso de plantas medicinais (espécies mais empregadas, frequência, motivações e formas de uso, origem do conhecimento, formas de obtenção, entre outras). Os dados foram tabelados em planilhas e analisados posteriormente. As entrevistas se deram sob forma de conversa, onde os entrevistadores introduziam as perguntas do questionário e permitiam que os participantes falassem livremente, pelo tempo que julgassem necessário.

Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Pampa sob número 437.171 e os pesquisadores seguiram as recomendações da resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde.

Resultados e discussão

A amostra de 80 entrevistados foi constituída predominantemente por mulheres (86,2%), a maioria donas de casa (36,2%), com escolaridade variando entre ensino fundamental incompleto (25%), ensino médio incompleto (23,8%) e ensino médio completo (21,2%). A distribuição da faixa etária permitiu verificar que 35% dos entrevistados possuíam entre 21 e 30 anos; 18,7% entre 31 e 40 anos; e 18,7% entre 41 e 50 anos. Foi possível observar que os usuários da ESF CAIC se concentram em uma faixa etária mais jovem, considerando que mais da metade dos participantes (53,7%) tinha até 40 anos. Tais resultados diferem dos encontrados por Araújo e colaboradores (2014), em uma unidade básica de saúde de Campina Grande, no estado da Paraíba, onde a maioria dos usuários do serviço possuía entre 42 e 63 anos. Em um município situado no norte do estado do Rio Grande do Sul, a faixa etária majoritária de atendidos num serviço de saúde estava entre 40 e 59 anos (COLET et al., 2015).

As mulheres constituíram o principal público atendido na unidade de saúde, o que corrobora os achados em outros estudos que avaliam o uso de plantas medicinais em comunidades e serviços de atenção primária (ARAÚJO et al., 2014; COLET et al., 2015; WANDERLEY et al., 2015; RODRIGUES et al.; 2017; STEFANELLO et al., 2018). O fato de serem frequentemente as responsáveis pela saúde da família e, também, as principais herdeiras dos ensinamentos e tradições familiares, contribuem para o predomínio feminino no público avaliado (MARCHESE et al., 2009; STEFANELLO et al., 2018).

Entre as patologias mais citadas é possível destacar problemas relacionados ao sistema cardiovascular, respiratório e ao sistema nervoso central. A doença com diagnóstico médico mencionada com maior frequência foi a hipertensão, apontada por 27,5% dos entrevistados, acompanhada de suas comorbidades como: elevados níveis de colesterol (11,7%), angina (17,8%) e obesidade (18,7%). As doenças cardiovasculares representam a maior causa de óbito em todo o mundo (ANDRADE et al., 2015). De acordo com Siqueira e colaboradores (2017), embora tenha havido uma queda significativa na mortalidade por doenças cardiovasculares no Brasil entre 2012 e 2017, estas ainda representam quase 28% dos óbitos no país, gerando um grande impacto econômico, tanto no que diz respeito aos custos de internação e tratamento, quanto ao fato de atingirem predominantemente indivíduos ainda em faixa etária economicamente produtiva. Cerca de 8% do PIB destinado à saúde no país é consumido com gastos relativos às doenças cardiovasculares (SIQUEIRA et al., 2017).

A depressão e a ansiedade foram citadas por 22,5 e 33,8% dos participantes, respectivamente. Contudo, quando foram verificados os medicamentos mais frequentemente empregados pelos entrevistados, foram relatadas poucas especialidades farmacêuticas para este fim, indicando que estas doenças não possuíam diagnóstico médico. Situação similar aconteceu com relação às disfunções do trato respiratório, onde 35% dos usuários participantes do estudo relataram ser acometidos por crises de rinite, sendo que nenhum deles havia realizado nenhuma consulta médica para confirmar o diagnóstico e estabelecer o tratamento adequado. Ascef e colaboradores (2017) apontam a depressão e a ansiedade como fatores que afetam a qualidade de vida de usuários de serviços de atenção básica, sendo influenciadas por fatores econômicos, sociais e demográficos.

Os anti-inflamatórios não esteroides (AINE) constituíram a classe de medicamentos mais presente em âmbito doméstico, sendo citados 86 vezes durante as entrevistas. O paracetamol (24 citações), o ibuprofeno (14), a dipirona (9) e o diclofenaco (6) foram os fármacos do grupo mais empregados pelos entrevistados. Estes eram utilizados para tratamento de dores em geral, principalmente dor de cabeça (65,4%), e eram obtidos em farmácias e drogarias sem prescrição. Um estudo avaliando o perfil de automedicação no município de Teresina (PI), demonstrou que as mulheres, maioria neste estudo, são as maiores praticantes de automedicação e que os analgésicos e anti-inflamatórios constituem os medicamentos mais envolvidos com esta prática (MENDES et al., 2014). Estes medicamentos são empregados principalmente para o tratamento de dores de cabeça e dores musculares; apresentando alta incidência de efeitos adversos, principalmente gastrintestinais (RANKEL et al., 2016) e grande risco de interações medicamentosas (LIMA et al., 2016). O paracetamol é o fármaco de venda livre, usado para o tratamento da dor e febre, mais consumido em todo o mundo e seu uso irracional está associado a quadros de intoxicação que se caracterizam por hepatotoxicidade e podem levar à morte (MEZAROBBA e BITENCOURT, 2018). Entre os medicamentos prescritos, os anti-hipertensivos e cardiovasculares, incluindo o ácido acetilsalicílico, representam os principais fármacos usados pelos participantes, o que se justifica pelo fato de a hipertensão ser a principal enfermidade diagnosticada entre os mesmos. A losartana, um antagonista dos receptores de angiotensina, foi a principal substância ativa mencionada no estudo, seguida do ácido acetilsalicílico, empregado como antiagregante plaquetário pelos indivíduos hipertensos.

Quase a totalidade dos entrevistados (93,7%) confiava nas plantas medicinais para tratar seus problemas de saúde e 85% atribuíam o seu conhecimento sobre o assunto à tradição familiar. Quando questionados sobre as suas motivações, as respostas foram diversas, mas muitas puderam ser reunidas em função de possuírem o mesmo sentido. Cerca de 22% dos participantes afirmaram fazer uso de plantas porque estas fazem bem; 17,5% preferem as espécies vegetais para evitar o uso de medicamentos, por acreditarem que estes são mais nocivos; e 25% acreditam que estas funcionam e não fazem mal.

Foram mencionadas mais de 70 espécies vegetais distribuídas em 30 famílias botânicas diferentes, sendo que as mais citadas foram: Asteraceae, Lamiaceae e Apiaceae. As plantas eram empregadas principalmente para o tratamento do que os entrevistados consideravam “coisas simples” que “não precisavam de médico”. Dessa forma, as plantas eram utilizadas principalmente em distúrbios do trato digestório (indigestão, dor no estômago e problemas no fígado), do sistema respiratório superior e inferior (gripes, resfriados, tosse, dor de garganta, bronquite, entre outros) ou como calmante. Em estudo conduzido por Giraldi e Hanazaki (2014), avaliando o conhecimento tradicional de plantas em uma localidade do município de Florianópolis-SC, Asteraceae e Lamiaceae foram também as famílias botânicas com o maior número de espécies citadas.

O cultivo doméstico nos quintais das casas dos entrevistados ou nas residências de parentes ou vizinhos foi a principal fonte para a obtenção das espécies mais utilizadas (60%). O fato de o município possuir uma grande extensão rural permitiu que 18,8% dos participantes indicassem a coleta no campo ou na “campanha” como forma de aquisição das plantas.

Mercados ou farmácias e drogarias também foram citados como fontes para a obtenção das plantas (41,2%); é preciso destacar que grande parte dos entrevistaram indicaram mais de uma fonte de obtenção das espécies que empregavam. Esses resultados confirmam os encontrados na literatura científica, que indicam que o plantio caseiro, as casas de amigos e parentes e o extrativismo constituem as principais formas de obtenção das ervas medicinais (ARAÚJO et al.,2014; GIRALDI e HANAZAKI, 2014; STEFANELLO et al., 2018).

A disponibilidade das espécies na região de estudo e a facilidade de acesso, considerando que as drogarias e os mercados ofertam uma variedade de plantas para o preparo de chás, são fatores que impulsionam o emprego das ervas medicinais para os cuidados com a saúde (AMOROSO et al., 2002; GIRALDI e HANAZAKI, 2014).

As plantas medicinais mais consumidas pelos entrevistados estão expressas na Tabela 1. Cabe destacar que, muitas vezes, essas espécies eram usadas para o tratamento de diversos sintomas. A macela e o gengibre, por exemplo, eram utilizados tanto para combater problemas digestivos, como para aliviar os sintomas de gripes e resfriados. Situação semelhante se deu com outras espécies, as quais eram empregadas no alívio de sintomas de gripes e resfriados, mas também como calmantes. A camomila, o boldo, o guaco e a macela foram as principais espécies relatadas em levantamento realizado em Palotina-PR (STEFANELLO et al., 2018).

Tabela 1 – Plantas medicinais mais consumidas pelos usuários entrevistados

Nome Popular

Nome Científico

Citações

Utilizações

Marcela

Achyrocline satureioides

49

Estômago/ digestão/ fígado/ gripes (com leite)/ relaxante/ dor de cabeça/ infecção no olho

Gengibre

Zingiber officinale

26

Sabor agradável/ emagrecimento/ resfriados/ garganta/ desinchar

Boldo

Peumus boldus

22

Fígado/ estômago/ digestão/ emagrecer

Erva-doce

Pimpinella anisum

19

Estômago

Carqueja

Baccharis trimera

19

Digestão/ estômago/ emagrecimento/ gostinho

Camomila

Matricaria chamomilla

16

Calmante/ contra insônia/ relaxante/ gostinho

Cidró

Cymbopogum citratus

12

Redução pressão arterial/ relaxante/ calmante/ dor de cabeça/ gripe/ sabor

Guaco

Mikania glomerata

12

Gripes/ resfriados/ tosse/ bronquite/ garganta

Fonte: os autores

O boldo foi mencionado em diferentes localidades, sendo empregado majoritariamente no tratamento dos distúrbios do trato gastrintestinal, como má digestão, dor de barriga e problemas no fígado (ARAÚJO et al., 2014; COLET et al., 2015; WANDERLEY et al., 2015; RODRIGUES et al., 2017; SILVA et al., 2017; STEFANELLO et al., 2018). A espécie foi a terceira mais referida na ESF CAIC, corroborando os dados da literatura. Durante as entrevistas, muitos participantes se referiam ao boldo como boldo-do-chile (Peumus boldus), contudo, pela descrição morfológica da planta de cultivo doméstico, foi possível perceber que utilizavam na verdade a espécie Plectranthus barbatus, conhecida como falso boldo ou boldo brasileiro (RIBEIRO et al., 2017). As folhas das duas espécies apresentam diferenças morfológicas bastante acentuadas. O boldo-do-chile apresenta folhas elípticas lisas, com bordos inteiros; enquanto o falso boldo apresenta limbo foliar com formato obovado, com presença de pelos, e bordas crenadas (onduladas) (RIBEIRO et al., 2017). Na constituição química de P. boldus está presente a boldina, alcaloide majoritário relacionado à comprovadas atividades farmacológicas, entre elas o aumento da produção e liberação de bile e o efeito protetor sobre as células hepáticas (SCHULZ et al., 2002; WANDERLEY et al., 2015), o que justificaria seu emprego no tratamento de enfermidades relativas à digestão. P. barbatus é uma espécie química e taxonomicamente distinta de P. boldus, onde os constituintes principais são o óleo volátil e substâncias diterpênicas, principalmente a forscolina (HALASBAHI e MELZIG, 2010). Apesar das diferenças morfológicas, P. barbatus têm sido utilizado na medicina tradicional do Brasil e em países da Ásia e África para o tratamento de distúrbios intestinais (HALASBAHI e MELZIG, 2010), sendo que a literatura científica valida suas ações digestivas (COLET et al., 2015). Assim, embora haja confusão na identificação da espécie, os usuários da ESF CAIC obtêm os benefícios para os quais as plantas são indicadas.

No que diz respeito à frequência de uso das espécies vegetais, apenas 10% dos usuários da ESF afirmaram que utilizam ervas medicinais todos os dias (sempre). Grande parte dos participantes (48,8%) indicou usar as plantas com frequência para alívio de sintomas pouco complexos e apenas 6,2% afirmaram não fazer uso de nenhum tipo de planta para cuidar da saúde.

Um fato bastante relevante observado durante as entrevistas é que mais de 70% dos participantes (59), embora usem plantas medicinais com frequências variadas, não informam essa prática ao prescritor durante suas consultas médicas. Destes, 83% (49 pessoas) indicam que não o fazem porque o médico não pergunta sobre o uso doméstico de ervas medicinais e 6,8% (4) disseram que não achavam necessário. Entre os 21 participantes (26,2%) que expuseram aos médicos o uso de plantas, principalmente na forma de chá ou no chimarrão, nove narraram que estes afirmaram que “as plantas medicinais podem ser usadas porque não fazem mal”. A ausência do hábito de questionar sobre o uso de plantas e a afirmação de que estas não causam nenhum tipo de dano à saúde, mostra que os prescritores desconhecem o assunto e corroboram a crença popular na inocuidade das plantas.

Embora a maior parte dos entrevistados afirme utilizar as espécies vegetais no cuidado de problemas simples, e não para o tratamento de doenças crônicas, a automedicação indiscriminada com ervas medicinais, sem o conhecimento médico traz riscos à saúde, principalmente a possibilidade de ocorrência de interações com medicamentos (BALBINO e DIAS, 2010). De acordo com Nicoletti e colaboradores (2007), boldo, camomila e gengibre, plantas bastante citadas pelos participantes deste estudo, são capazes potencializar a ação de fármacos anticoagulantes, principalmente a varfarina. O uso indiscriminado do boldo, da camomila e do guaco é contraindicado em indivíduos sob terapia com este medicamento, devido à presença de cumarinas, que são substâncias presentes nestas espécies e que apresentam grande similaridade estrutural com o fármaco, exercendo o mesmo tipo de ação (LEITE et al., 2016). O gengibre atua inibindo o fator de agregação plaquetária, o que favoreceria o surgimento de sangramentos no uso concomitante com este fármaco (NICOLETTI et al., 2007; LEITE et al., 2016). Tais interações são relevantes, considerando que muitos entrevistados são hipertensos e empregam o ácido acetilsalicílico diariamente para manter a fluidez sanguínea. Além da capacidade de reduzir a coagulação, a camomila, usada como calmante e rica em flavonoides, pode intensificar o efeito de depressores do sistema nervoso central e interferir no sistema de biotransformação hepática (NICOLETTI et al., 2007).

No que diz respeito aos profissionais de saúde, o não questionamento sobre uso de plantas, durante a anamnese e a prescrição, e o compartilhamento da crença popular de que “planta não faz mal” apontam para uma situação bastante importante: o desconhecimento sobre as possibilidades de surgimento de efeitos adversos, de interações medicamentosas e sinais de toxicidade decorrentes da fitoterapia. A inserção das plantas medicinais na atenção primária à saúde é recomendada pela Organização Mundial da Saúde e tem sido discutida no Brasil desde a década de 1980 (BALBINO e DIAS, 2010), culminando com a criação da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde (PNPIC) (BRASIL 2006a; BRASIL 2006b).

Contudo, vários obstáculos se opõem à efetiva implementação dessas políticas e, consequentemente, da inserção da fitoterapia no sistema único de saúde no país. Entre as maiores dificuldades é possível citar: o grande desconhecimento sobre as plantas medicinais nativas e falta de recursos humanos qualificados para trabalhar com o tema (ANTÔNIO et al., 2014). De acordo com Varela e Azevedo (2013), os profissionais de saúde, como enfermeiros e médicos, apontam a deficiência na formação como causa principal para o desconhecimento sobre plantas. Para Antônio e colaboradores (2014), a prevalência da visão de cuidado centrada no emprego terapêutico de princípios ativos isolados, com mecanismos de ação determinados, também contribui para que o uso de plantas na atenção à saúde seja considerado uma prática primitiva e ineficaz.

Considerações finais

O uso das plantas medicinais pela população avaliada constitui um recurso útil e importante no alívio e/ou cura de sintomas e doenças não graves. Contudo, junto aos benefícios, essa prática pode trazer riscos à saúde, principalmente no que diz respeito à interação com medicamentos, a qual pode alterar o efeito esperado dos mesmos. Os resultados desse trabalho permitiram estimar o perfil de uso da população e, também, identificar o desconhecimento dos profissionais de saúde sobre os cuidados com o uso das espécies vegetais para fins terapêuticos, permitindo que sejam planejadas ações de disseminação de informações sobre plantas medicinais destinadas aos usuários dos serviços de saúde e aos profissionais da área.

Referências

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