ISSN 1678-0701
Número 66, Ano XVII.
Dezembro/2018-Fevereiro/2019.
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04/12/2018EDUCAÇÃO AMBIENTAL: FORMAÇÃO E PRÁTICA DOCENTE DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA.  
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL: FORMAÇÃO E PRÁTICA DOCENTE DOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Karina Aparecida Soares da Silva1

1Licenciada em Ciências Biológicas, Associação Educacional de João Pinheiro - FCJP. Pós-graduada em Gestão e Educação Ambiental, Centro Universitário Leonardo da Vinci - Uniasselvi. E-mail: karinaapsoares@yahoo.com.br

Resumo: Este trabalho tem por objetivo identificar o cenário da Educação Ambiental (EA) na formação e prática docente dos professores de educação básica. Buscando este contexto, esta pesquisa se torna de suma importância para o enriquecimento dos conteúdos referentes as temáticas educacionais, fornecendo suporte como fonte de pesquisas para teses, dissertações e monografias, além da disseminação de vivências do universo pedagógico. Investigação esta que se apresentou por metodologia de pesquisa bibliográfica. Por fim, a pesquisa realizada demonstrou quanto a formação dos profissionais da educação, que estes receberam uma formação inicial em EA, mas em seu maior número não estendem a aprendizagem com uma formação continuada. Já no que tange a prática docente, as atividades levantadas demonstram desempenhos positivos e outros incoerentes com os conceitos e princípios da EA. As conclusões da pesquisa revelam a necessidade da formação continuada, a investigação do ambiente escolar, bem como da comunidade que o contorna, para que aconteça a efetivação de práticas docentes convenientes.

Abstract: This article aims to identify the current scenario of Environmental Education (EE) in the training and practice of teachers of basic education. In this context, this research is extremely important, as it aggregates to the content of educational topics, providing valuable suport as a source of research for theses, dissertations, monographs and it also contributes to the dissemination of experiences of the pedagogical universe. This article was based on bibliographic research. Finally, the research showed that teachers of basic education received a n introdutory knowledge of EE, but most of them do not extended the learning with a continuous formation. Regarding the teaching practice, the activities presented showed that teachers present both a positive and sometimes incoherent knowledge about the concepts and principles of EE. The research findings reveal the need for continuous education, the investigation of the school environment, as well as the community around it, in order to ensure the effectiveness of the teaching practices.

1 Introdução

A relação entre homem e natureza produziu grandes impactos ao meio ambiente, após perceber esse fato vivencia-se uma preocupação com as questões ambientais e a necessidade de encontrar soluções para essas problemáticas. Surgiu então o termo Educação Ambiental com intuito de levar ao conhecimento de todos os riscos e consequências das interferências do ser humano no meio ambiente. De acordo com a Lei nº 9.795/1999 a Educação Ambiental trata-se

[...] processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade (BRASIL, 1999).

Uma das formas de levar a Educação Ambiental à população é por meio da escola. Existem diversos documentos norteadores da implantação dessa temática na educação, como as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s). Os educadores são profissionais que necessitam estarem aptos para a execução dessa temática no contexto escolar, desta forma, sendo integrantes desse processo, é necessário que tenham em sua formação uma base sobre o que é a Educação Ambiental (EA) como aponta a Lei nº 9.795/1999 em seu Art. 8º que dentre as atividades para a efetivação da EA encontra-se a capacitação dos recursos humanos, sendo esta por meio da “incorporação da dimensão ambiental na formação, especialização e atualização dos educadores de todos os níveis e modalidades de ensino.”

Procurando uma reflexão sobre a dimensão da EA na vida profissional dos professores de Educação básica, este trabalho tem como questionamento como se encontra situação da formação e a prática docente destes profissionais?

Para responder essa questão é necessário analisar como está a formação inicial e continuada dos professores de Educação Básica em relação à EA e como estes aplicam o conteúdo em questão, sendo este o objetivo dessa pesquisa que analisou as conclusões de autores a respeito da formação destes profissionais e sua prática docente. Por meio de revisão bibliográfica como metodologia de pesquisa, por se tratar de uma tipologia que segundo Gil (2008) se baseia em um trabalho elaborado em materiais dos quais já foram publicados, permitindo ao pesquisador uma ampla coleta de ideias com diferentes aspectos. Segundo o mesmo autor, trata-se de um método indispensável de pesquisa, pois não existe outra maneira de se basear em fatos que já ocorreram. Por ser indispensável um embasamento teórico essa pesquisa contribui para bibliografia relacionada à EA na formação dos profissionais da educação, trazendo um grande número de ideais e análise de pesquisas a respeito do contexto educacional. Os materiais bibliográficos escolhidos foram, artigos científicos, teses, monografias, revistas científicas, jornais e livros, sendo que em sua maioria estão disponíveis para análise em meios de comunicação como a internet.

2 Formação inicial e continuada dos professores

A importância da formação inicial é inegável para um bom trabalho em sala de aula. É necessário que nessa formação o educador tenha uma boa base teórica e simultaneamente estabeleça ao longo do curso um contado com o futuro ambiente de trabalho, para que não seja surpreendido com o despreparo da aplicabilidade dos temas estudados.

Quanto à formação continuada, trata-se do movimento permanente do conhecimento adquirido na formação inicial e sua adaptação às condições específicas da realidade em que o profissional está inserido. Essa formação acontece por meio de cursos, palestras e também pelo compartilhamento de vivências do ambiente escolar pelos próprios profissionais. Assim, a formação continuada não se limita apenas ao ensino superior na forma de graduação e pós-graduação, pois existem mais possibilidades destes profissionais se aperfeiçoarem. Claramente o ensino superior oferece um caminho estratégico rumo a formação continuada, mas trata-se apenas de uma etapa desta jornada de contínua aprendizagem.

A formação continuada é uma forma de preencher as lacunas da formação inicial e ao mesmo tempo atender as mudanças da sociedade, as formas de abordagem de um determinado tema feito há dez anos não serão as mesmas dos tempos atuais, pois ocorrem transformações da sociedade que exigem mudanças na forma de trabalho dos profissionais de todas as áreas (FLORENTINO, ABÍLIO, 2016).

Quando o assunto é a formação dos professores e necessário levar-se em conta que estes na situação de alunos serão futuramente professores, e mesmo em meio a uma inversão de papeis, devem ser preparados para a prática docente, aprendendo como ensinar, como seguir as políticas existentes na educação e serem conhecedores da verdadeira realidade profissional que os espera. Tanto a educação inicial quanto a continuada exercem estas funções, sendo que a segunda complementa a primeira e ambas são fatores influenciadores da melhoria da qualidade do ensino.

2.1 Função do professor enquanto educador ambiental

A definição de EA apresentada pela Lei nº 9.795/1999 não mostra apenas um conceito sobre o que é a mesma, mas traz consigo um significado ainda mais complexo, demonstrando um processo de reflexão dos indivíduos acerca das problemáticas ambientais com o objetivo de mobilização, ou seja, um conhecimento gerador de atitudes e consequente melhoria da qualidade de vida (ANDRADE et. al, 2012).

Na tentativa de amenizar as problemáticas e se cumprir as propostas das conferências internacionais realizadas em diversos países, foram criadas leis, decretos e orientações nacionais que tratam da questão ambiental, vale destacar um trecho da Lei nº 9.795/1999 que dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA): “A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal.”

Neste contexto, o papel do professor na EA é fundamental, pois por meio dele e seus esforços relativos às questões ambientais leva ao aluno a reflexão dos acontecimentos que o cerca. Mas, é necessário observar de que maneira aplicar este conteúdo. Como a própria lei menciona deve estar presente de forma articulada, ou seja, trata-se da interdisciplinaridade que estabelece relações entre diferentes disciplinas e/ou ramos do conhecimento.

Aplicar a interdisciplinaridade é “empregar um enfoque interdisciplinar, aproveitando o conteúdo específico de cada disciplina, para que se adquira uma perspectiva global e equilibrada” (CONFERÊNCIA INTERGOVERNAMENTAL SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, 1977).

Além do enfoque interdisciplinar de abordagem da EA existe a abordagem conservadora e a emancipatória. A primeira trata-se do método de abordagem conteudista, já a segunda, trata-se de estimular o pensamento crítico dos educandos, por meio do diálogo ativo (ANDRADE et. al, 2012).

Não se trata de qual a melhor ou pior forma de abordagem da EA, mas sim, qual implica de forma mais efetiva nos princípios da EA como, por exemplo, o de

[...] estabelecer uma relação, para os alunos de todas as idades, entre a sensibilização pelo ambiente, a aquisição de conhecimentos, a capacidade de resolver problemas e o esclarecimento dos valores, insistindo especialmente em sensibilizar os mais jovens sobre os problemas ambientais existentes em sua própria comunidade (CONFERÊNCIA INTERGOVERNAMENTAL SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL, 1977).

Cabe ao professor analisar quais as melhores formas de aplicabilidade da EA de acordo com a situação educacional. No entanto, sem deixar o objetivo da educação de criar indivíduos reflexivos e capazes de solucionar problemas, como afirma Cury (2013, p.) “Bons professores cumprem o conteúdo programático das aulas, professores fascinantes também o cumprem, mas seu objetivo fundamental é ensinar os alunos a serem pensadores, e não repetidores de informações.” (CURY, 2013).

Ficar atento as novas concepções de ensino, buscar crescimento profissional, criar novas técnicas de aplicabilidade de educação ambiental, são tarefas contínuas do professor, pois a sociedade pede mudanças a medida que a mesma se modifica.

Segundo Santos (2008) quando se aplica o aspecto político à educação ambiental, torna se propósito o exercício da cidadania em função de ações transformadoras, que provoquem mudanças significativas de dentro para fora do educandos. Para isso, o educador ambiental deve engajar as realidades que cercam seus alunos com seu trabalho de educador em sala de aula de forma teoria e prática, seguindo um circuito de aprendizagem que tenha como objetivo levar a reflexão crítica possibilitando solucionar os problemas apresentados ao longo da aula.

Por fim, caso a AE não conste em sua aplicabilidade a complexidade das problemáticas ambientais de forma a tratar como um todo fatos sociais e econômicos configurados interdisciplinarmente, o processo educativo, não estará exercendo seu real dever: a troca de saberes (SANTOS 2008).

2.2 Diretrizes curriculares nacionais para a EA: enfoque na a ea emancipatória

Dentre as práticas e valores do campo político o termo ambiental é um elemento essencial à mobilização e comprometimento dos atores sociais com a prática político-pedagógica que transforma, emancipa e promove a ética e a cidadania ambiental (CNE/CP 2/2012).

A resolução CNE/CP 2/2012 estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a EA. São alguns relevantes objetivos da citada resolução para a compreensão da aplicabilidade da educação ambiental de forma emancipatória:

Art. 1º inciso II – “estimular a reflexão crítica e propositiva da inserção da Educação Ambiental na formulação, execução e avaliação dos projetos institucionais e pedagógicos das instituições de ensino, para que a concepção de Educação Ambiental como integrante do currículo supere a mera distribuição do tema pelos demais componentes.”

Inciso III – “orientar os cursos de formação de docentes para a Educação Básica.”

Tratar de EA no ensino não é apenas expor tal conteúdo aos alunos, mas também estimulá-los a reflexão e a expansão de sua compreensão acerca do mundo, propondo questões e, talvez encontrar formas de solucionar determinados problemas. Essa necessidade se fundamenta no Art. 35 expresso na LDBEN/96 inciso III – “o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico.”

O papel do professor é possibilitar que, ao acessar a informação, o aluno tenha condições de decodificá-la, interpretá-la e, a partir daí, emitir um julgamento.” (BRASIL, 2006, p.33).

Para que o professor venha a cumprir de forma efetiva com o seu papel de educador é necessário que este seja preparado ao longo de sua jornada acadêmica de seu curso de licenciatura. Neste caso, a EA deve estar presente nos cursos de formação de docentes para a Educação Básica como afirma a Política Nacional de Educação Ambiental (1999) em seu Art. 11 “a dimensão ambiental deve constar dos currículos de formação de professores, em todos os níveis e em todas as disciplinas.”

2.3 Levantamento de análises da formação inicial e continuada dos professores de educação básica em EA

A PNEA em seu Art. 11 diz que “os professores em atividade devem receber formação complementar em suas áreas de atuação, com o propósito de atender adequadamente ao cumprimento dos princípios e objetivos da Política Nacional de Educação Ambiental” (BRASIL, 1999). Nesse sentido de formação continuada coloca-se em destaque uma pesquisa feita com professores de Ciências e Biologia em escolas públicas do município de Areia - PB mostra que 66% destes não receberam nenhum tipo de formação em EA, e que 34% realizaram um curso oferecido pelo Serviço de Apoio à Micros e Pequenas Empresas (SEBRAE) relacionado à temática Gestão Ambiental (GA). Além deste dado coletado na pesquisa, 50% dos professores relataram ter dificuldades em trabalhar a EA, dentre elas estão a falta de união entre a comunidade escolar e órgãos públicos visando ações de EA, infraestrutura adequada, falta de cursos de capacitação para professores e a falta de projetos sobre EA (GEGLIO; ARAÚJO, ANO).

Não podemos desprezar todos os empecilhos para a aplicabilidade da EA apontados na pesquisa, mas é importante ressaltar dentre eles o fato da falta de preparação dos professores, pois é um dos quesitos de suma importância para a inserção e prática da EA aos alunos, sendo o professor um profissional de grande influência na vida dos educandos, este primeiro deve ser conhecedor da EA e das formas de como trabalhá-la no contexto escolar, para que sua docência contribua na formação de cidadãos críticos e capazes de reconhecer o ambiente que o cerca.

A EA na formação inicial dos professores faz-se necessária e trata-se de uma base bem consolidada para uma boa prática. Porém, mesmo com uma sólida construção de conhecimentos, os docentes devem reconhecer a necessidade de promover sua formação continuada, com o intuito de melhoria das suas práticas educativas. Além do reconhecimento de uma necessidade de articulação o fazer acontecer se faz essencial. O desânimo e a desmotivação não podem surgir como empecilhos, pois o não fazer da formação continuada provoca o enfrentamento de dificuldades durante a prática docente, como questões ligadas ao planejamento das aulas (GEGLIO; ARAÚJO, 2016; MOTA, 2017).

A formação continuada é capaz de transformar o ambiente escolar e a trazer novas concepções para o professor. Adquirindo novos saberes, o profissional aperfeiçoará suas práticas de ensino trazendo novidades conforme a realidade da instituição na qual trabalha. Segundo Perrenoud (2000, p. 155 apud MOTA, 2017)

[...] organizar e dirigir situações de aprendizagem, administrar a progressão das aprendizagens, conceber e fazer evoluir dispositivos de diferenciação, envolver os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho, trabalhar em equipe, participar da administração da escola, informar e envolver os pais, utilizar tecnologias novas, enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão.

São algumas competências que o profissional da educação desenvolvera durante o seu processo de formação continuada estabelecendo novos conhecimentos e metodologias capazes de resolver os desafios que vão surgindo ao longo do cotidiano escolar. Por fim como afirma o mesmo autor “[...] o professor passaria a ser um pesquisador de sua própria prática”, pois por meio da construção de novos conhecimentos é inexorável que surja a investigação (MOTA, 2017, p. 62).

Florentino e Abílio (2016) realizaram no ano de 2012 uma pesquisa com 50 professores do ensino fundamental do município de Sumé – PB, com intuito de relatar os estudos e intervenções pedagógicas de EA desenvolvidos no bioma Caatinga a partir de processos de formação continuada de professores. A pesquisa traz dados relevantes sobre a formação continuada destes profissionais, apenas 12,5% dos cursos oferecidos tratam das temáticas relacionadas ao Meio Ambiente. Quando questionado a preferência de qual temática os professores gostariam que fossem tratados nos cursos de educação continuada, todos apontaram o tema transversal “Meio Ambiente”.

Percebe-se desta forma a atenção destes profissionais em buscar conhecimento sobre o meio ambiente. O que é um dos pontos iniciais: o interesse. A qualidade do ensino é consequência da motivação, comprometimento dos profissionais e condições de trabalho adequadas que possibilitem a execução de práticas pedagógicas no processo de ensino (PLICAS, 2005).

Pinto, Spazziani e Talamoni (2015, p. 4) afirmam que:

A formação de professores não pode se restringir ao fazer docente, considerando-se de forma ingênua, fragmentada e desconexa apenas o aspecto prático. Ao contrário, de forma sistemática devem ser oferecidos aportes teóricos, trabalhados de forma intencional e fundamentada dentro de um contexto de vivências, para que os professores estejam preparados para atuar em uma transformação social, ou seja, uma práxis criadora/transformadora.

A formação de professores seja esta inicial ou continuada não deve ser apenas uma capacitação com intuito de transferências de conhecimentos, mas com o objetivo de trabalhar a construção e reconstrução dos saberes e que este processo de ensino faça com que os professores estejam preparados para seu papel de transformador social.

3 Prática docente

A formação inicial ou continuada dos professores é a base para a prática docente, porém, nem sempre esta base foi bem consolidada, ou continuada. Vale lembrar que a formação também acontece dentro da própria prática docente em meio de experiências vividas e compartilhadas por colegas de profissão. Já em outros casos, com esta base consolidada, com a participação constante na aplicabilidade da EA muitos profissionais possuem excelente domínio do tema.

A atuação dos profissionais da área da educação requer mais do que sua formação oferece, além dos conceitos que nela foram aprendidos como aprendizagem, pensamento crítico, educação, interdisciplinaridade, dentre outros, é necessário ter conhecimento sobre a realidade social de seus educandos, suas particularidades e sobre o seu ambiente de trabalho incluindo valores e objetivos da instituição. Todos estes aspectos devem ser analisados e unidos para um único propósito: a melhor prática docente.

Sendo conhecedor da finalidade desta busca por conhecimentos que fogem de sua formação inicial ou continuada o professor quanto formador de cidadão críticos e reflexivos poderá estabelecer maiores possibilidades de intervenções pedagógicas e um melhor relacionamento com seus alunos.

Executar a EA encontra-se dentro das mesmas questões apresentadas, é fundamental a investigação do cotidiano dos educandos e os objetivos da instituição em que o professor e alunos estão inseridos. Portando destas informações, o alicerce da prática docente já estará completo, o prosseguimento da execução será unir a teoria oriunda da formação inicial e continuada para a realização da prática docente da EA.

Durante a concretização da EA no âmbito escolar é importante ressaltar que a teoria mencionada anteriormente não se trata apenas do conhecimento sobre o tema EA, mas também o aspecto aplicabilidade, pois o exercício desta profissão requer utilizar de diversos meios de disseminação e formação de pensamentos.

3.1 Levantamento de análises da situação da prática docente da EA

No período de 2007 a 2009 o Grupo de Pesquisa em Educação Ambiental (GPEA), vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Educação para a Ciência da UNESP de Bauru – SP elaborou e desenvolveu a pesquisa “Fontes de Informação dos Professores da Educação Básica: subsídios para a divulgação de conhecimentos acadêmico-científicos sobre educação ambiental” entrevistando e observando 277 professores da rede pública em 14 municípios de Bauru – SP, nas entrevistas foram mencionadas pelos professores diversas atividades na escola para a inserção da EA, esses dados posteriormente analisados pelos pesquisadores revelaram que o desenvolvimento de tais atividades pelos professores, são muito criativas, porém deram o parecer de não agirem de forma efetiva na inserção da EA, pois ainda são desconectadas dos saberes escolares, apenas “projetos” e “momentos recreativos” constituindo momentos isolados que diminuem o potencial de participação em atividades estudos e pesquisas (TEIXEIRA; TOZONI, 2013. Grifo nosso).

A conexão entre disciplinas, contextualização do tema, objetividade dos projetos e integração dos alunos com a EA, são fatores que podem trazer maior sentido e resultados, atingindo os educandos de forma a reagirem ativamente, gerando a ações positivas mediante a preservação ambiental.

A prática docente da EA pode ir além dos muros das escolas, como acontece com o projeto Ecossistemas Costeiros desenvolvidos pelos universitários USP e da Fundação Florestal do Estado. O intuito é a integrar a população com os ambientes costeiros e assim despertar a preservação do mesmo. São feitas trilhas terrestres e exposição de conteúdos com alunos de rede pública (LOPES, 2017)

Segundo Flávio Augusto professor do Instituto de Biociências:

Um conceito fundamental para o Ecossistemas Costeiros é a educação outdoor, na qual o aluno sai da sala de aula e aprende experimentando, em contato com o objeto de estudo. Além disso, o aprendizado deve ser contextualizado, então, ao percorrer as trilhas da Mata Atlântica, os monitores ensinam assuntos de acordo com o currículo de cada turma, abordando temas como o ciclo do carbono e a fotossíntese (BERCHEZ, 2017 apud LOPES, 2017).

A abordagem da prática aliada ao conteúdo é assunto bastante comentado na educação por diversos autores, retirar a passividade dos alunos e leva-los a prática, a vivência dos conteúdos que muitas vezes são apenas expostos de forma teórica em sala de aula desperta motivação e melhor compreensão, possibilitando a reflexão e criação de novas ideias. Esta abordagem também pode ser aplicada a EA para melhor inseri-la.

A prática de EA no âmbito escolar tem como intuito gerar alunos críticos e reflexivos, capazes de resolver problemas. Um exemplo deste aspecto são os alunos do Ensino Médio no município de Iguatu-CE, os quais criam uma lei municipal com intuito de valorizar o bioma Caatinga, percebe que este projeto nada mais é do que o resultado que se espera na EA emancipatória. O referido projeto nasceu por iniciativa os alunos que ao perceberem por meio de pesquisas com os colegas da escola e com professores de outras instituições, que o bioma, apesar de ser predominante do estado do CE, era desconhecido pelos alunos, desta forma projeto orientado pela professora de geografia em 2015 foi aprovado no ano de 2016, trata-se de uma lei que prevê arborização da cidade com plantas nativas e cria um simpósio anual sobre o bioma (MANSUR, 2017).

As ações dos educandos mediante a aplicação da EA, ou seja, o resultado da prática docente da EA demonstra que a escola é um vínculo para construção de valores, habilidades e conhecimentos voltados para a preservação ambiental. Desta forma, investir na sua melhoria é um dos pontos chave para a aplicabilidade de uma educação emancipatória e melhora da qualidade de vida.

Projetos de EA realizados em quaisquer ambientes trazem resultados positivos quando trabalhado de maneira emancipatória atendendo todas as demandas que a inserção da EA.

O educador ambiental deve explorar ao máximo a criatividade de seus alunos, fazendo das pequenas datas comemorativas, feiras e torneios a oportunidade de inovar, levando seus alunos a reflexão e investigação. A competição entre os alunos é uma forma de aproveitar-se das engenhosidades proveniente dos alunos. Um exemplo desta situação foi a participação dos estudantes do ensino fundamental II de uma escola municipal de Curitiba-PR em um torneio de Robótica First Lego League (FLL), onde os alunos escolheram o tema após terem conhecimento sobre o alarmante número de atropelamentos de animais silvestres nas rodovias, tendo ciência do problema os alunos optaram por criar para competição um projeto que amenizasse os atropelamentos, a solução foi a implantação de câmeras nas pistas, que ao captaram a presença de animais emitissem um sinal luminoso aos motoristas que consequentemente diminuiriam a velocidade evitando assim atropelamentos (AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO PARANÁ, 2017).

Muitas atividades podem ser desenvolvidas, fazendo que com os alunos deixem de serem meros espectadores e se tornem agentes ativos. Podem ser realizadas ações nos arredores da própria escola, como movimentos de conscientização com os moradores. Coleta de dados da situação em que se encontra o bairro onde está situado a escola, ou até mesmo uma coleta mais abrangente, onde os alunos por meio de roteiros que poderiam ser criados em sala de aula, fariam pesquisas no bairro onde moram. Assim, a sala teria uma visão da situação da cidade como um todo- quando se trata de pequenas cidades- com estes dados discursões poderiam ser criadas em sala, e situações reais que acontecem no cotidiano dos educandos poderiam ser discutidas e até mesmo solucionadas quando se tratarem de problemas ambientais que possam estar afetando a qualidade de vida dos moradores.

Além da consciência das problemáticas ambientais, levar aos alunos a consciência de um ambiente sustentável é um dos fatores ligados a EA, mais do que conhecer os impactos é necessário compreender que os recursos naturais devem ser utilizados de forma consciente. Cabe novamente ao professor tratar esse tema de forma concreta para que os alunos identifiquem em seu próprio cotidiano a necessidade de ações -mesmo que pequenas- que levem a uma vida sustentável.

Contudo, mesmo que não surja por parte dos alunos uma resposta prática do aprendizado, como a criação de projetos e leis destacadas ao longo do texto, ou seja, a educação ambiental emancipatória, o professor como educador ambiental deve se constatar de que o educando compreenda seu papel de cidadão atuante nas causas ambientais e que saiba que pode por meio de ações simples preservar o meio ambiente.

Fora dos muros da escola, em uma análise do aspecto de comunidade, a EA deve ser adotada de forma efetiva na população, movimentos, ações e projetos com a participação ativa da comunidade são fontes mediadores da aplicabilidade da EA. Levando-se em consideração a importância desta ação, têm-se como exemplo, uma problemática que já foi muito comum em diversas cidades brasileiras, que é o surto de Dengue, uma doença ocasionada por falta de zelo para com o ambiente, como ocorreu nas cidades de Belo Horizonte - Minas Gerais no ano de 2015 e na cidade de Ribeirão Preto - São Paulo no ano de 2016 (JORNAL ESTADO DE MINAS, 2018; TOLETO, 2018). Utilizando-se do conhecimento sobre como essa doença se prolifera nas cidades e também das razões pelas quais ela pode ser evitada, tem-se a conclusão de que ações preventivas devem ser executadas antes que sujam novas problemáticas como esta. O termo ações citado anteriormente inclui a EA como principal meio de cumprimento, pois trata-se de tornar o ambiente agradável e de bem comum a todos e conferido a todos uma melhor qualidade de vida. Neste caso, aperfeiçoar e modelar esse ambiente cômodo é função e responsabilidade de todo cidadão, ou seja, ultrapassa os limites de ação do professor, mas é o reflexo dos trabalhos desenvolvidos por ele, pois o profissional da educação não tem função apenas de gerar conhecimento e/ou transmitir, mas principalmente de formar cidadãos.

O efeito da aplicabilidade da EA pode ser notado na própria redução da Dengue nos últimos tempos, o ministério da saúde aponta que o risco de dengue diminuiu no ano de 2017 cerca de 90,3% em comparação com o ano de 2016. Uma série de fatores influência nesta redução, e certamente que as diversas campanhas têm sua parcela de contribuição, a partir do momento em que se obtêm conhecimento, passar-se a saber como lidar com essas problemáticas (COMBATE AEDS, 2017).

A redução nos casos dessas três doenças, apontada no último boletim, pode ser atribuída a um conjunto de fatores, com [sic] a mobilização nacional contra as doenças e a maior proteção pessoal da população, a escassez de chuvas em determinadas regiões do país, o que desfavorece a proliferação do mosquito, e a proteção natural que as pessoas adquirem ao ter alguma das doenças em anos anteriores (COMBATE AEDS, 2017. Grifo nosso).

Questões como esta, apresentada anteriormente, apontam para a importância de uma formação adequada de profissionais da área da educação em EA, para que possam exercer uma boa prática pedagógica e terem sua contribuição relevante na

Considerações finais

A formação e aplicabilidade da EA tornou se em qualquer área, um fator de suma importância, afinal trata-se de acordo com a Lei nº 9.795/1999 destacada ao longo desta pesquisa, de um processo que ocorre em função da conservação do meio ambiente, no qual todos seres então envolvidos e por tanto, devem agir de tal forma que este ambiente seja sustentável e que todos possam usufruir deste bem. A escola participante desse processo necessita de profissionais conhecedores da EA, uma vez que nela encontra-se os futuros cidadãos que cuidaram desde bem precioso que é o meio ambiente. O professor como mediador do conhecimento deve levar em consideração um conjunto de fatores que vão desde os controláveis por ele como sua formação inicial e continuada até fatores dos quais ele deve interpretar como a realidade de seus alunos e da instituição da qual ambos então inseridos. Outro aspecto de responsabilidade do educador é a aplicabilidade da EA, que não possui uma fórmula pronta, mas é o resultado da relação entre os dois fatores mencionados anteriormente, levando não somente a aquisição de conhecimento do aluno, mas criando neste educando a capacidade de resolver problemas relacionados ao meio ambiente dentro da sua própria comunidade. A EA emancipatória traz muito desta realidade por estimular a reflexão crítica do aluno, levando-o a execução de ações em benefício do meio ambiente.

Ao analisar os resultados da pesquisa bibliográfica dos fatores que inserem a EA nas escolas – a formação e prática docente da EA – percebe-se que com relação a formação, os professores receberam uma formação inicial, mas em sua maioria não dão continuidade a essa aprendizagem, em decorrência de fatores como, por exemplo, a falta de plano de carreira de suas instituições. A formação inicial é o pilar para a formação dos profissionais, mas estes devem reconhecer que é necessário molda-se com a formação continuada e com a prática docente.

As práticas docentes da EA levantadas na pesquisa mostram atividades que cumprem os princípios da EA, trazendo até mesmo o aspecto emancipatório, e outros que ainda são desconexos dos conceitos sobre EA, mas que poderiam se concretizar de forma positiva com o aperfeiçoamento dos professores com a educação continuada e a investigação do ambiente escolar e a comunidade.

Bibliografia

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PINTO, E. A. T.; SPAZZIANI, M. L.; TALAMONI, J. L. B. A formação de professores de pedagogia como educadores ambientais críticos: primeiras aproximações. Rio de Janeiro: VIII EPEA - Encontro Pesquisa em Educação Ambiental, 2015. Disponível em: <http://epea.tmp.br/epea2015_anais/pdfs/plenary/77.pdf > Acesso em: 08 Jan. 2017.

GEGLIO, P. C.; ARAÚJO, E. S. A concepção de professores de Ciências e Biologia sobre Educação Ambiental. n. 58. Novo Hamburgo: Revista de Educação Ambiental, 2016. Disponível em: <http://www.revistaea.org/artigo.php?idartigo=2559> Acesso em: 10 Jan. 2017.

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