ISSN 1678-0701
Número 64, Ano XVII.
Junho-Agosto/2018.
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14/06/2018VEGETAÇÃO HERBÁCEA COMO INSTRUMENTO DE MITIGAÇÃO DE PROCESSOS EROSIVOS EM TALUDES DE CORTE  
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VEGETAÇÃO HERBÁCEA COMO INSTRUMENTO DE MITIGAÇÃO DE PROCESSOS EROSIVOS EM TALUDES DE CORTE

Renato França Gomes1, Andréa Karla Câmara Lopes2, Layse Lorena Neves Sales3, Camila Pinheiro Nobre4, Eduardo Mendonça Pinheiro5



[1] Graduando de Engenharia Ambiental, Faculdade Pitágoras de São Luís – MA, Brasil. Endereço eletrônico: renatofrancagomes@gmail.com.

[2] Graduanda de Engenharia Ambiental, Faculdade Pitágoras de São Luís – MA, Brasil. Endereço eletrônico: acamaralopes_25@hotmail.com.

[3] Supervisora de Recursos Naturais, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais – MA, Brasil. Endereço eletrônico: lorenasales.eng@gmail.com.

[4] Pesquisadora Programa de Pós-Graduação em Agroecologia, Universidade Estadual do Maranhão – MA, Brasil. Endereço eletrônico: camilaenobre@yahoo.com.br.

[5] Professor Orientador, Faculdade Pitágoras de São Luís – MA, Brasil. Endereço eletrônico: eduardomp1979@gmail.com.

Resumo

Objetivou-se apontar os benefícios a serem considerados na escolha de espécies herbáceas de gramíneas e leguminosas para a recuperação ambiental de taludes, como forma de mitigação à erosão de áreas que foram degradadas por movimentação de solos e retirada de vegetação. O conhecimento dos fatores edafoclimáticos e ambientais, assim como o uso de espécies de gramíneas e leguminosas torna-se de grande influência para um projeto de recuperação de uma área degradada, especialmente na recuperação ambiental de taludes de corte. Uma escolha aleatória de espécies vegetais (gramíneas e leguminosas) pode levar ao insucesso do projeto de revegetação de taludes, contudo a escolha adequada destas possibilita à área ter condições para uma regeneração adequada. Esta revisão descreve os principais efeitos benéficos que o uso de gramíneas e leguminosas impõe sobre a proteção em taludes, especialmente na mitigação de processos erosivos e na estabilização destes maciços de terra. Através de pesquisas bibliográficas procurou-se identificar e expor as características mais influentes que o solo (pH, porosidade, cor, textura, salinidade e estrutura) exerce sobre a escolha mais adequada de uma vegetação, assim como as espécies mais adaptadas às características locais e seus efeitos e eficiências sobre o controle de erosão. Torna-se viável tanto ambientalmente como economicamente o uso destas plantas, pois além de fornecer proteção ao solo, tanto em relação a nutrição e estabilização. Seus efeitos podem ser observados rapidamente, garantindo na maioria das vezes a proteção dos taludes.

Palavras-chave: Erosão, Recuperação ambiental, gramíneas, leguminosas.

HERBAL VEGETATION AS AN INSTRUMENT OF MITIGATION OF EROSIVE PROCESSES IN CUTTING TAILS

Abstract

The objective of this study was to identify the benefits to be considered in the choice of herbaceous species of grasses and legumes for the environmental recovery of slopes as a way to mitigate the erosion of areas that were degraded by soil movement and vegetation removal. The knowledge of edaphoclimatic and environmental factors, as well as the use of gramineous and leguminous species, is of great influence for a project to recover a degraded area, especially in the environmental recovery of cut slopes. A random selection of plant species (grasses and legumes) may lead to the failure of the revegetation slope project, however the appropriate choice of these allows the area to be able to regenerate properly. This review describes the main beneficial effects that the use of grasses and legumes imposes on slope protection, especially in the mitigation of erosive processes and the stabilization of these masses of land. Through bibliographic research, the most influential characteristics that soil (pH, porosity, color, texture, salinity and structure) have on the most appropriate choice of vegetation, as well as the species most adapted to local and their effects and efficiencies on erosion control. It becomes feasible both environmentally and economically the use of these plants, as well as providing protection to the soil, both in relation to nutrition and stabilization. Its effects can be observed quickly, guaranteeing in most cases the protection of the slopes.

Keywords: Erosion, Environmental recovery, grasses, legumes.

1. INTRODUÇÃO

A maioria das atividades antrópicas gera diversos impactos negativos e degradam variados tipos de ecossistemas no decorrer do tempo. Muitos desses impactos ocorrem devido a modificações feitas na paisagem, levando o solo ao um nível extremo de degradação. Segundo Tavares et al. (2008) a degradação do solo ameaça a fertilidade das terras e a qualidade das águas. O solo perde a sua funcionalidade e o seu equilíbrio ecológico. O problema é potencializado quando se leva em consideração que a resiliência natural de determinadas propriedades do solo é muito lenta.

Conforme a Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT), através de sua NBR 10703, a degradação do solo é indicada como sendo a alteração adversa das características do solo em relação aos seus diversos usos possíveis, tanto os estabelecidos em planejamento, como os potenciais. A intervenção humana na natureza tais como a retirada da vegetação pela supressão vegetal e a movimentação de terra em etapas de terraplenagem, gera áreas instáveis e susceptíveis a erosão.

Este manejo ocasiona, em muitos casos, taludes de corte sendo estes desprovidos de vegetação, com baixa fertilidade e bastante compactados. Os processos naturais geológicos e a exploração inapropriada em diferentes atividades de construção civil, industriais e agrícolas têm provocado a eclosão de áreas degradadas que contrastam nitidamente de suas características de solo, hídricas, geomorfológicas e biodiversidade originais (TAVARES et al., 2008).

Para Melo et al. (2013) taludes desprotegidos sofrem processos erosivos, perda de solo produtivo, degradação ambiental e geram riscos de acidentes quando a força da gravidade se sobressai aos fatores de resistência do maciço que se rompe e acontecem os movimentos de massas gravitacionais. Com a intenção de amenizar este fato, torna-se necessário a recuperação ambiental do solo degradado.

Esta prática é muito utilizada em projetos de construção de estradas, ferrovias dentre outros como medida mitigatória na amenização dos impactos negativos causados pelas obras, e tem como propósito recuperar e estabelecer algumas funções para a área que foi degradada por intervenções humanas, decorrentes da remoção de solo e vegetação.

O objetivo deste trabalho foi apontar os fatores a serem considerados na escolha de espécies de gramíneas e leguminosas herbáceas utilizadas na recuperação ambiental de taludes, como forma de mitigação à erosão de áreas que foram degradadas por movimentação de solos e retirada de vegetação.

  1. METODOLOGIA

Quanto aos aspectos metodológicos deste artigo, trata-se de uma revisão de literatura cujos tópicos importantes sobre o tema foram analisados e discutidos de forma contextual. Esta pesquisa foi realizada através de artigos científicos, dissertações, livros e periódicos mais recentes, coletados em base de dados da Scientific Eletronic Library Online (SciELO), Google Acadêmico, Periódicos CAPES e Embrapa Solos e Forrageira.

De acordo com Porto, Cavalheiro e Nishijima (2011) a técnica metodológica empregada, é necessária a sistematização, síntese e reelaboração das ideias a partir da reflexão crítica para que assim sustentem-se as questões sobre o tema.

O tema central foi o uso dos fatores edafoclimáticos e ambientais para melhor seleção de espécies herbáceas de gramíneas e leguminosas utilizadas em taludes de corte com o intuito de mitigar processos erosivos, além de demonstrar a eficiência dos efeitos benéficos que a vegetação impõe sobre os taludes.



  1. GRAMÍNEAS E LEGUMINOSAS UTILIZADAS NO CONTROLE DE EROSÃO EM TALUDES

Pereira (2010) enfatiza a importância do conhecimento primário das condições locais para a implantação do projeto e a escolha das espécies que é de fundamental relevância para revegetação. Na recuperação de áreas degradadas a escolha correta da vegetação é baseada nas espécies nativas da região, à medida que as características do solo permitem o seu uso caso contrário, deve-se fazer a utilização de espécies mais resistentes as condições locais (DE ANGELIS NETO; DE ANGELIS; OLIVEIRA, 2004).

Em taludes de corte, os solos geralmente apresentam baixa fertilidade natural, sendo normalmente compactados devido à retirada de seus horizontes superficiais, já que camada superficial - topsoil (rica em matéria orgânica, nutrientes minerais, micro e mesofauna do solo) foi retirada (MARTINS, 2013).

Para esta situação é indicado a utilização do consórcio entre espécies de gramíneas e leguminosas, observando as espécies adaptadas ao solo, clima e inclinação do talude (BRASIL., 2012). Estas espécies vegetais devem apresentar rusticidade ideal para o estabelecimento em áreas desfavoráveis a sua germinação, devendo apresentar boa competição com outras espécies e rapidez no seu crescimento (DIAS; GRIFFITH, 1998; RESENDE; KONDO, 2001).

O uso do consórcio de gramíneas e leguminosas torna-se uma variável importante, pois aumenta a ciclagem de nutrientes, melhora a resistência a pragas, a porcentagem de recobrimento em relação ao solo é mais eficiente e, além disso, os sistemas radiculares atingem profundidades diferentes o que melhora a estabilização laminar (COUTO et al., 2010). Pereira (2006) enumera várias espécies de gramíneas que podem ser utilizadas na recuperação de áreas degradadas e para o controle de erosão (Tabela 1).

Tabela 1: Espécies de gramíneas utilizadas na recuperação de áreas degradadas e erosão.

ESPÉCIES

CARACTERÍSTICAS PARA O USO EM ÁREAS DEGRADADAS E CONTROLE DE EROSÃO

NOME COMUM

NOME CIENTÍFICO

Braquiarão

Braquiaria brizantha

Precipitação 900 a 1200 mm/ano, temperatura entre 20 a 35 Cº, fertilidade do solo alta, aplicados em solos ácidos, tolerância a seca, raízes rasas, perfilhamento em estolões, propagação por sementes, rápida formação e porte herbáceo.

Azevém anual

Loluim multiflorum

Precipitação 900 a 1500 mm/ano, temperatura 5 a 20 Cº, fertilidade do solo alta, solo drenado, raízes médias, perfilhamento cespitoso, formação média e porte herbáceo.

Braquiária Decumbens

Braquiaria decumbens

Precipitação 800 a 1200 mm/ano, temperatura entre 15 a 30Cº, fertilidade do solo baixa, aplicados em solos ácidos, tolerância a seca, raízes rasas, perfilhamento em estolões e arbóreo, propagação por sementes, rápida formação e porte herbáceo.

Capim Gordura

Melinis minutiflora

Precipitação 800 a 4000 mm/ano, temperatura ente 15 a 30 Cº, fertilidade do solo baixa, raízes rasas, perfilhamento em touceira, propagação por sementes, formação rápida e porte rasteiro.

Capim Agulha

Braquiaria humidicola

Precipitação 700 a 2000 mm/ano, temperatura 15 a 35 Cº, fertilidade do solo média, tipo de solo ácido, tolerância a seca, raízes rasas, perfilhamento tipo trepadeira, propagação por sementes e estacas, formação rápida porte herbáceo.

Capim Colonião

Panicum maximum

Precipitação 900 a 1200 mm/ano, temperatura 15 a 35 Cº, fertilidade do solo média, tipo de solo todos, raízes rasas, perfilhamento tipo touceira, propagação por sementes, formação rápida e porte herbáceo.

Capim Centenário

Panicum maximum

Precipitação 500 a 1500 mm/ano, temperatura 22 a 30 Cº, fertilidade do solo alta, tipo de solo todos, tolerância a seca, raízes rasas, perfilhamento tipo touceira, propagação por sementes, formação rápida e porte herbáceo.

Capim Mimoso

Eraglotis ciliares

Gramínea anual, porte baixo, perfilhamento em touceira, fertilidade do solo baixa e propagação por sementes.

Capim Orvalho

Eraglotis pilosa

Gramínea anual e perene, porte rasteiro, perfilhamento touceira, fertilidade do solo alta e propagação por sementes.

Andropogon

Andropogon gayanus

Precipitação 400 a 1500 mm/ano, temperatura 15 a 35 Cº, fertilidade do solo baixa, tipo de solo ácido e seco, tolerância a seca, acidez, fogo e pragas, raízes rasas, perfilhamento em touceira, propagação por sementes, formação média e porte herbáceo.

Capim Vetiver

Vetiveria zizanoides

Gramínea perene, precipitação 300 a 3000 mm/ano, temperatura -9 a 50 Cº, qualquer tipo de solo, tolerância a seca, geada, alagamento e fogo, raízes profundas, perfilhamento em touceira, propagação exclusivamente por mudas (sementes estéries) e formação média.

Milheto

Pennisetum americanum

Gramínea anual, precipitação 600 a 1200 mm/ano, temperatura 20 a 25 Cº, fertilidade do solo média, tipos de solo ácido, drenado, úmido e seco, tolerância a pragas, raízes rasas, perfilhamento cespitoso, propagação sementes, formação média e porte herbáceo.

Fonte: Adaptado de Pereira (2006)

Com aproximadamente 727 gêneros e 19.325 espécies, as leguminosas se distribuem em todo mundo de forma ampla nas regiões tropicais (LEWIS et al., 2005), sendo dividida em três subfamílias (Caesalpinioideae, Mimosoideae e Papilionoideae). Suas raízes são constituídas por uma raiz principal ou raiz pivotante (Figura 1), de onde são originadas várias raízes laterais que exercem a função de fixação na sua área de exploração, ajudando na agregação do solo.




Figura1. Morfologia da leguminosa: Partes de uma leguminosa

Fonte: Amorin D. (2017).

Macedo et al. (2003) enfatizam o uso destas plantas em áreas degradadas, dando proteção contra processos erosivos e melhorando as condições do solo, devido suas características únicas que preparam o local para o estabelecimento de outros tipos de vegetação nativa da região.

Perin et al. (2004), destacam outras características importantes como maximização na ciclagem de nutrientes, fixação de carbono, favorecimento da atividade biológica e uma das principais caraterísticas, que as tornam especial é o poder de simbiose entre bactérias fixadoras de nitrogênio, em especial do gênero Rizobium, e com fungos micorrízicos arbusculares, captando o nitrogênio atmosférico e o fósforo, tornando-os disponíveis para as plantas, desempenhando um importante papel na recuperação do solo. Torres-Arias et al. (2017) afirmam que os fungos micorrízicos arbusculares (FMA) se adaptam bem em condições edafoclimáticas tropicais, garantindo o sucesso da simbiose e um melhor desenvolvimento das plantas.

Estas plantas têm um grande destaque na revegetação de áreas degradadas, e quando utilizadas em consorciamento com gramíneas incrementam nitrogênio no solo, o que favorecerá o desenvolvimento da outra espécie (PEREIRA, 2006). A seleção de espécies de leguminosas traz benefícios ao solo, aumentando sua produção, diminuindo os gastos com insumos e principalmente com fertilizantes nitrogenados, já que estas conseguem incorporar boa concentração de nitrogênio no solo (RESENDE et. al., 2001).

Na Tabela 2, Pereira (2006), lista sugestões de espécies de leguminosas aplicadas para o controle de erosão.



Tabela 2: Espécies de leguminosa utilizadas na recuperação de áreas degradadas e erosão.

ESPÉCIES



CARACTERÍSTICAS PARA O USO EM ÁREAS DEGRADADAS E CONTROLE DE EROSÃO

NOME COMUM



NOME CIENTÍFICO




Puerária

Pueraria phaseoloides

Precipitação 1000 a 2000 mm/ano, temperatura entre 22 a 30 Cº, fertilidade do solo alta, aplicados em solos úmidos, tolerância geada e fogo, perfilhamento em touceira, propagação por sementes, rápida formação e porte rasteiro.


Feijão guandu

Cajanus cajan

Precipitação 900 a 1500 mm/ano, temperatura entre 20 a 35 Cº, fertilidade do solo baixa, aplicados em solos drenado, tolerância seca, raízes rasas, perfilhamento em herbáceo, propagação por sementes, formação rápida e lenta e porte herbáceo.


Feijão de porco

Carnavalia ensiformis

Precipitação 900 a 1500 mm/ano, temperatura entre 10 a 35 Cº, fertilidade do solo baixa, aplicados em solos drenado, tolerância fogo, raízes médias, perfilhamento herbáceo, formação média e porte herbáceo.


Centrosema

Centrosema pubescens

Precipitação 600 a 1000 mm/ano, temperatura entre 25 a 30 Cº, fertilidade do solo média, aplicados em solos úmido, tolerância a pragas, raízes rasas, perfilhamento cespitoso, propagação por sementes, formação média e porte herbáceo.


Mucuna preta

Mucuna aferrinaa

Precipitação 700 a 1500 mm/ano, temperatura entre 20 a 35 Cº, fertilidade do solo baixa, aplicados em solos ácido, drenado, úmido e seco, tolerância a seca e fogo, raízes rasas, perfilhamento tipo trepadeira, propagação por sementes, formação média e porte herbáceo.


Nabo forrageiro

Raphanus sativus

Precipitação 200 a 1300 mm/ano, temperatura entre 00 a 30 Cº, fertilidade do solo média, raízes rasas, perfilhamento tipo cespitoso, propagação por sementes, formação rápida e porte herbáceo.


Crotálaria

Crotalaria spectabilis

Precipitação 900 a 1500 mm/ano, temperatura entre 15 a 35 Cº, fertilidade do solo baixa, aplicados em solos seco, tolerância a seca, propagação por sementes, formação rápida e porte herbáceo.

Trevo branco

Trifolium repens

Precipitação 1000 a 2700 mm/ano, temperatura entre 15 a 25 Cº, aplicados em solos drenado, tolerância a pragas, perfilhamento tipo touceira e porte herbáceo.

Fonte: Pereira (2006)

Conforme apresentado na Tabela 2, Alcântara et al. (2000) citam o feijão guandu (Cajanus cajan) com “arado biológico”, por ter capacidade de suportar o estresse hídrico, rompendo as camadas mais duras do solo, tendo a mesma função de rompimento do pé de arado, melhorando significativamente a fertilidade do solo. Esta leguminosa é apontada como uma grande saída no uso de diversos projetos para recuperar solos (FARIA E CAMPELO, 2000).

Carvalho et.al (2012), obtiveram bons resultados após três meses do plantio conjugado das leguminosas feião de porco (Canavalia ensiformis) e feijão guandu no projeto da Ferrovia Transnordestina no Ceará, indicando que o estudo alcançou sucesso no estabelecimento destas plantas na proteção vegetal dos taludes, mostrando o poder destas espécies no rápido recobrimento do solo, protegendo-o contra os impactos da chuva e evitando problemas erosivos.

Outras leguminosas como a mucuna preta (Mucuna aferrinaa), planta de verão e a ervilhaca (Vicia sativa L.), planta de inverno, são frequentemente utilizadas na proteção de taludes contra erosão, devido sua elevada produção de biomassa com grande contribuição através do número de folhas dispostas no solo (MASTERGEO, 2016).

EFICIÊNCIA E EFEITOS DO CONSORCIAMENTO DE GRAMÍNEAS E LEGUMINOSAS NO CONTROLE DA EROSÃO DE TALUDES

Uma área degradada pela erosão sofreu um processo natural, que pode ser acelerado por atividades antrópicas. A erosão é caracterizada como sendo a retirada de parcelas de solos ou constituintes que são desprendidos pela ação de intempéries climáticos, como chuva e ventos atuando na superfície, e naturalmente sendo responsável pela formação dos solos (BERTONI; LOMBARDI NETO, 1990).

De forma geral, a erosão pode ser entendida como o desprendimento de parcelas de solo, que são transportadas e depositadas pela ação dos agentes erosivos (água, vento e os seres vivos) (SANTOS, 2014). De acordo com Martins (2013), áreas com declividade ou íngremes, são mais sensíveis a erosão, sendo indicado a manutenção ou restauração com uma cobertura vegetal que exerça uma função protetora no solo, diminuindo o efeito das enxurradas, reduzindo o contato direto das gotas da chuva como solo e aumentando o fluxo de infiltração no solo.

Segundo Couto (2010), na execução de obras de terraplenagem (cortes e retirada de solos e etc.), surgiram taludes susceptíveis às condições extremas de temperatura, pressão e umidade, gerando um ambiente de adversidade para o estabelecimento de uma cobertura vegetal. Estes taludes, quando desprovidos de vegetação, deixam o solo exposto (BRASIL, 2012).

Estas áreas quando destituídas de vegetação necessitam ser recuperadas e espécies de gramíneas e leguminosas se tornam a escolha ideal, por serem empregadas constantemente em projetos de recuperação ambiental, devido às características morfofisiológicas que propiciam proteção ao solo de forma rápida, fornecendo ao ambiente condições de auto sustentabilidade até certo ponto (CAMPELLO., 1996). E a maneira mais indicada ambientalmente é aplicação de uma cobertura vegetal de rápido crescimento, levando em consideração que o processo de erosão é imediato, justificando o uso de plantas de desenvolvimento acelerado e que promova bom aporte de nutrientes (GRIFFITH, 1980).

Bertoni e Lombardi Neto (2008) citam as plantas como sendo eficientes na função de proteção e de cobertura para acamamento do solo, exemplificando as gramíneas e leguminosas, que desempenham um importante papel na mitigação de fatores como a diminuição de variações de temperatura e de perdas do solo por processos erosivos; capacidade de retenção de água no solo; diminuição na evaporação e no escoamento superficial; diminuição na velocidade das enxurradas em áreas íngremes; melhoria na estrutura do solo pela ação das raízes e incremento da matéria orgânica; distribuição da maior parte da água, interceptando-a antes que chegue ao solo; dentre outros.

Martins (2013) citam como efeito esperado da revegetação em taludes, a contenção do solo, evitando e controlando a erosão, e indica o plantio de gramíneas e leguminosas para áreas íngremes oriundas de obras rodoviárias e de mineração, objetivando a estabilização destas e evitando que massas de solo sejam carreadas para os corpos d’água. Outro efeito apontado por Greenway (1989) é o reforço e a ancoragem que as raízes exercem no solo, dando maior resistência contra processos erosivos e cisalhamento.

Na Tabela 3 são apresentados os efeitos positivos e negativos que a vegetação pode estabelecer em taludes. Mendonça e Cardoso (1998) verificaram que as raízes podem apresentar tanto na eficiência quanto ineficiência em relação à penetração destas nos solos, sendo a absorção de água apontada como favorável e a abertura de fissuras que contribuem para o aumento destas apontada com desfavorável.

Pereira (2010) enfatiza que as folhas e os caules ajudam a minimizar o efeito splash e a erosão laminar, como é o caso das plantas de porte rasteiro (gramíneas e leguminosas) que cobrem totalmente a superfície de taludes, porém podem ter efeito negativo causando deslizamentos pelo aumento do peso e das forças atuantes e a maximização do efeito splash devido as gotas de água se concentrarem nas folhas largas, no caso de plantas de porte alto.

Tabela 3. Efeitos positivos e negativos na estabilidade de taludes.

EFEITOS POSITIVOS

EFEITOS NEGATIVOS


Interceptação da folhagem as gotas da chuva.

Raízes e caules aumentam a permeabilidade do solo, capacidade de infiltração e aumento da rugosidade.




As raízes retiram maior parte da umidade do solo, devolvendo-a para a atmosfera pelo processo de evapotranspiração.


Raízes e caules aumentam a rugosidade e a permeabilidade do solo.




As raízes agregam a maciço terroso ajudando na estabilização das camadas dos solos.


A perda de umidade ajuda no aumento de fendas e dessecação do solo.




As folhas decaídas promovem proteção e fornecem substâncias agregadoras ao solo.


O peso da vegetação sobrecarrega o talude, tornando-o instável.




Aumento da capacidade de infiltração pelo aumento da rugosidade da superfície do solo.

Aumento da sobretaxa pelo peso da vegetação.




Reforçamento do solo com o aumento da resistência.

Desagregação de parcelas de solos quando plantadas culturas incompatíveis.




Retenção de partículas minerais do solo, soldada pelas raízes.

Tombamentos de plantas pela força do vento.




Fonte: Greenwey, (1987); Coelho e Pereira (2006).

A vegetação sobre os taludes, quando implantada de forma inadequada, pode provocar alteração na estabilidade, levando estes a condições de instabilidade, aumentando a probabilidade de erosão. Entretanto, quando feita a escolha correta de plantas que se adaptem as condições do talude, poderá obter-se o sucesso no estabelecimento da vegetação e consequente redução dos efeitos maléficos dos processos erosivos, levando a área a ter mais estabilidade (PEREIRA, 2010).

Gramíneas e leguminosas consorciadas geram aumento da ciclagem de nutrientes e recobrimento do solo, melhorando a estabilidade laminar e redução do ataque de pragas (COUTO et al., 2010). O plantio em consórcio destas plantas herbáceas se torna interessante pelas características específicas que cada espécie tem. Leguminosas têm baixa relação carbono/nitrogênio, por isso conseguem ter rápida decomposição do material orgânico, liberando substâncias estabilizadoras, agregando o solo, enquanto as gramíneas possuem uma decomposição mais lenta e possuem um sistema de raízes longo e concentrado na superfície do solo, promovendo maior proteção aos taludes (MARTINS, 2013).

Em pesquisas Longo et al. (2005) comprovaram que a utilização do feijão guandu, mucuna preta e a braquiária, usadas na recuperação de solos minerados por cassiterita, apresentou melhora significativa nos teores de matéria orgânica, capacidade de troca catiônica, magnésio, diminuição do hidrogênio e alumínio e consequentemente do pH em solos que foram degradados por mineração. Sanches (2002), também obteve bons resultados em suas pesquisas com a utilização da mucuna preta detectando uma melhora significativa nos níveis de nutrientes no solo, como fósforo, magnésio e cálcio.

O recobrimento do solo com capim e leguminosa ou vegetação herbácea espessas possibilita melhorias em relação à proteção contra erosão laminar, erosão do vento e altera sensivelmente o microclima superficial do solo, diminuindo grandes variações de umidade e temperatura (COELHO et al., 2006).

As variações dos efeitos que o uso de gramíneas e leguminosas pode apresentar são diversas, podendo ser aplicadas em áreas íngremes (taludes) provenientes de mineração, rodovias, ferrovias e etc. (COELHO, 2005). A cobertura vegetal contribui diretamente para a melhora da estabilização e no controle de erosão em taludes, influenciando na proteção destes e promovendo efeitos positivos quando aplicada de forma correta.

5. CONCLUSÃO

São vários os benefícios que a consorciação de gramíneas e leguminosas pode trazer a um solo de talude desnudo de vegetação. As gramíneas promovem proteção duradoura através das raízes que exercem um efeito agregador, conservando a umidade do solo e fortalecendo-o contra forças externas e internas. As leguminosas têm sua principal característica a fixação de nitrogênio atmosférico e sua capacidade de associar-se as bactérias do gênero Rizobium, enriquecendo o solo e favorecendo a microfauna local.

O consorciamento dessas espécies melhora o aspecto visual e o ambiental, promovendo o estabelecimento de forma eficaz e consequentemente levando o projeto de revegetação ao sucesso.

REFERÊNCIAS

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