ISSN 1678-0701
Número 62, Ano XVI.
Dezembro/2017-Fevereiro/2018.
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30/01/2018INTER-RELAÇÕES ENTRE SANEAMENTO BÁSICO E EDUCAÇÃO  
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INTER-RELAÇÕES ENTRE SANEAMENTO BÁSICO E EDUCAÇÃO

Mariela Valduga1; Mariana Mostardeiro de Aguiar2; Eduarda Wolski Vargas3; Rossano André Dal-Farra4

1 Mestre em Ensino de Ciências e Matemática pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Luterana do Brasil. Atualmente, é professora da Prefeitura Municipal de Sapucaia do Sul, RS. Endereço para correspondência: Av. Farroupilha, 8001, Canoas. E-mail: marielavalduga@yahoo.com.br.

2 Mestranda em Ensino de Ciências e Matemática do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Luterana do Brasil. Endereço para correspondência: Av. Farroupilha, 8001, Canoas. E-mail: mari_mostardeiro@hotmail.com.

3Colégio Cristo Redentor. Bolsista CNPq-EM.

4Doutor em Educação. Docente e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da Universidade Luterana do Brasil. Endereço para correspondência: Av. Farroupilha, 8001, Canoas. E-mail: rossanodf@uol.com.br.

Resumo

O presente estudo analisa as inter-relações entre o saneamento básico e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), assim como o olhar de docentes do Ensino Fundamental a respeito destas temáticas, visando obter subsídios para a construção de práticas educativas. O estudo foi realizado em 2014 em uma escola pública da região metropolitana de Porto Alegre/RS. Para a análise, foram utilizados dados oficiais brasileiros e resultados de análises realizadas com um caderno de perguntas disponibilizado aos docentes do 9º ano. As análises quantitativas foram realizadas por meio de correlações de Pearson e as qualitativas com a Análise de Conteúdo. Os saberes docentes em relação ao saneamento básico estavam associados, predominantemente, ao “esgoto” e à “água”, semelhante ao ocorrido com os estudantes da escola. Há, portanto, a necessidade de ampliar a discussão na comunidade, já que o saneamento básico inclui o abastecimento de água potável, o esgotamento sanitário, a limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos e a drenagem e manejo de águas pluviais. Foi observada ainda, uma associação favorável entre o tratamento de esgoto e o Ideb médio dos estados brasileiros, evidenciando a relevância de tais indicadores para a construção de reflexões a respeito da qualidade de vida da população.

Palavras-chave: professores, percepções, Ideb, saneamento básico.

Abstract

This study analyses the interrelationships between basic sanitation and the Basic Education Development Index (Ideb) and the view of elementary school teachers regarding these topics aimed at obtaining subsidies for the construction of educational practices. The study was conducted at 2014 in a public school of the metropolitan Region of Porto Alegre/RS. For the analysis, brazilian official data were utilized and results of notebook of questions made available to the 9th grade teachers. Quantitative analyses were conducted through Pearson's correlations and qualitatively with Content Analysis. For teachers, basic sanitation were associated, predominantly, to "sewer" and "water", similar to the students. There is, therefore, the need to enlarge the discussion in the community because basic sanitation includes the supply of potable water, sanitary exhaustion, urban cleaning and solid waste management and drainage and rainwater management. It was also observed, a favorable association between sewage treatment and the average Ideb of the states of Brazil, demonstrating the relevance of such indicators for the reflections about the quality of life.

Keywords: teachers, perceptions, Ideb, basic sanitation.

Introdução

Nas últimas décadas, o elevado crescimento demográfico e a aumento da urbanização acentuaram a degradação ambiental. Por tais razões, as interfaces entre o ambiente natural e o ambiente construído demandam a avaliação pormenorizada das ações de educação ambiental com base em parâmetros mais acurados em virtude, entre outros aspectos, do maior distanciamento da população com a natureza (MILLER, 2005; STERN et al., 2014).

Na maioria dos casos, o crescimento das cidades ocorreu em meio a uma precária infraestrutura, expandindo, muitas vezes, a área habitacional em locais impróprios para moradia, já que, muitas áreas estão localizadas próximas aos mananciais hídricos e são atingidas sazonalmente pelo curso natural destes. Além do mais, resíduos e dejetos são lançados sem qualquer tratamento, causando riscos à saúde da população humana e perigo para as demais espécies que ali habitam (TEIXEIRA et al., 2014; DAL-FARRA et al., 2015).

A acentuação de boas práticas de saneamento básico representa um importante meio de prevenção de enfermidades, contribuindo para o aumento da qualidade de vida da população. Entre 2001 e 2009, as doenças com maior frequência associadas à deficiência ou à falta deste serviço foram a dengue, a hepatite, a esquistossomose e a leptospirose, respectivamente, sendo relatados, em média, 13.449 casos de óbitos por ano associados ao saneamento básico. Soma-se a isso a relação destes problemas com a proliferação de vetores de doenças como chikungunya, zika e dengue (INSTITUTO TRATA BRASIL, 2017; MONROE et al., 2013; TEIXEIRA et al., 2014).

Estudos contemporâneos têm procurado avaliar os impactos do saneamento básico na educação. Scriptore, Azzoni e Menezes (2015) analisaram os efeitos positivos que as condições de acesso aos serviços básicos têm sobre os indicadores educacionais. Os resultados apontam um aumento percentual na taxa de frequência escolar da população de 6 a 14 anos (0,11%); redução no abandono escolar do ensino fundamental (0,49%), além da diminuição na taxa de distorção idade-série (0,96%) em populações que moram em residências com condições de saneamento adequadas.

Nos últimos anos, o Brasil apresentou tímidos avanços a respeito das questões vinculadas à essa problemática. Conforme dados disponíveis no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 83,3% da população possui acesso à rede de abastecimento de água e 50,3% à rede de coleta de esgoto, porém, apenas 42,7% recebe tratamento. Em Porto Alegre/ RS, toda a população é atendida com a água tratada e 89,4% do esgoto é coletado, contudo, somente 15,5% é tratado (BRASIL, 2017; INSTITUTO TRATA BRASIL, 2012). É necessário problematizar esses dados considerando a possível exclusão de moradias não cadastradas. Há, ainda, uma grande assimetria no Brasil, pois, na região Norte, apenas 8,7% da população possui esgoto coletado e 56,9% rede de abastecimento de água (BRASIL, 2017).

A cidade na qual está a escola, Sapucaia do Sul, possui a população urbana atendida com coleta de esgoto em 4,8% apenas, sendo 3,6% tratado. Em relação à água potável, a disponibilidade atinge a totalidade da população (SAPUCAIA DO SUL, 2012; BRASIL, 2016). Diante deste contexto, providências imediatas visando ao desenvolvimento de medidas estruturais vinculadas ao saneamento básico e à preservação dos recursos hídricos se fazem necessárias considerando a vital articulação desses aspectos como articulador dos processos de saúde, ambiente e educação no país.

Estudos têm sido realizados apontando a necessidade de integrar os aspectos estruturais com medidas educacionais que possam instrumentalizar e sensibilizar professores, estudantes e a comunidade no entorno. Nesse sentido, a escola se constitui em local de excelência para a construção e disseminação de saberes subjacentes aos direitos e deveres relacionados à esta temática (LERVOLINO; PELICIONI, 2005; DAL-FARRA et al., 2015; VALDUGA; DAL-FARRA, 2015).

A temática saneamento básico se constitui em temática relevante e atual no âmbito das Ciências da Natureza. Entretanto, ela abrange um contexto mais amplo, diante de uma concepção interdisciplinar voltada para o desenvolvimento, não apenas de conhecimentos, mas também de habilidades, valores e práticas (BRASIL, 2013). A Educação Ambiental colabora para tais premissas, por meio de novos conhecimentos e preceitos que mobilizem ações de preservação do meio ambiente, tornando-os capazes de tomar decisões cientificamente embasadas, socialmente justas e ambientalmente adequadas (STERN et al., 2014; VALDUGA; DAL-FARRA, 2015).

Nesse sentido, busca-se um constante repensar de práticas que sejam, ao mesmo tempo, inovadoras e coadunadas aos processos históricos que caracterizam as práticas da comunidade ao longo dos anos. No sistema formal de ensino, englobando a rede pública e a privada, devem ocorrer ações com produção de materiais técnicos específicos, que possam contribuir para que os professores desenvolvam práticas educativas para trabalhar o tema (DAL-FARRA et al., 2015).

O ensino nas Ciências da Natureza precisa avançar para a apropriação de saberes valorizados socialmente e construídos de forma tecnicamente embasada, contribuindo para a formação de indivíduos cientificamente letrados que dominem e utilizem os recursos tecnológicos disponíveis de forma crítica e autônoma (BRASIL, 2013).

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no ano de 2013 apresentou a matriz de avaliação para a inclusão das Ciências da Natureza no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) no 9º ano do Ensino Fundamental. Esta proposta foi considerada como piloto com vistas à sua consolidação em 2015 (BRASIL, 2013).

Visando obter um diagnóstico do desempenho dos estudantes da educação básica no Brasil, as avaliações fornecem indicadores, tal como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) propondo metas para cada escola e para o Brasil. Há uma multiplicidade de fatores que influem no resultado e, embora haja limitações, o referido indicador se constitui em uma ferramenta de análise e tomada de decisões junto aos demais aspectos que compõem o contexto no qual a escola está situada (ALVES; SOARES, 2013; BRASIL, 2017a).

As questões do saneamento básico e da estrutura escolar estão intrinsecamente vinculadas ao desenvolvimento social e à qualidade de vida da população. Nesse sentido, as escolas necessitam passar por constantes transformações em suas práticas, com o intuito de acompanhar e enfrentar os novos desafios do mundo contemporâneo relacionados às questões ambientais e educacionais, incluindo as dimensões conceituais, atitudinais e procedimentais visando ao desenvolvimento integral do aluno (ZABALA, 1998).

Com base nessa premissa, o presente estudo tem como objetivo analisar as inter-relações entre o saneamento básico e um indicador educacional, assim como analisar as concepções e as percepções dos docentes sobre saneamento básico e Ideb, visando obter subsídios para a construção de práticas educativas voltadas para essa temática em nossas escolas.

Metodologia

O conjunto de dados é proveniente de duas fases de análise. Os referentes aos professores, foram obtidos dentro do Projeto Observatório da Educação realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática da ULBRA em uma escola pública de Sapucaia do Sul/RS. O projeto em questão teve como objetivo elevar os índices educacionais de escolas que apresentassem dificuldades, por tais razões, o presente estudo desenvolve, desde o princípio, a articulação entre os indicadores da educação e as questões do saneamento básico. O segundo conjunto de dados representam dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Educação (MEC).

A escola da qual são oriundos os professores, está localizada dentro de um loteamento construído em 2004 com condições precárias. Os primeiros moradores eram realocados de áreas de invasão. Posteriormente houve melhorias na infraestrutura em diferentes âmbitos. Para os moradores da localidade, a escola municipal desempenha um papel fundamental na comunidade local, sendo ela um centro de referência através do ensino e do vínculo com a comunidade.

Para análise das concepções e percepções dos professores em relação ao saneamento básico, foram utilizados como instrumento de coleta de dados um caderno de perguntas baseado em Zabalza (2004). O diário foi disponibilizado aos nove docentes do 9º ano. Durante seis meses eles foram realizando suas reflexões e preenchendo o “caderno dos professores”, concomitantemente com a elaboração e a aplicação de atividades com 29 estudantes do mesmo ano. O caderno possuía questões destinadas a conhecer o contexto, a trajetória profissional dos professores e questões relacionadas ao saneamento básico e ao Ideb.

Os dados qualitativos dos docentes foram analisados por meio de Análise de Conteúdo (BAUER; GASKELL, 2008), os quantitativos por ferramentas de Estatística Descritiva. Para fins de compreensão, os resultados foram cotejados com os obtidos com alunos da mesma escola publicados em Valduga e Dal-Farra (2015).

Os indicadores de saneamento utilizados foram os percentuais de municípios que apresentavam: inundações e/ou alagamentos, coleta de esgoto, coleta e tratamento de esgoto, serviço de abastecimento de água e serviço de abastecimento e tratamento da água (BRASIL, 2010). O Ideb utilizado foi a média de cada estado nos anos finais do Ensino Fundamental em 2009 (BRASIL, 2009). Com estes valores foram obtidas as estimativas de correlação de Pearson com o Software BioEstat 5.0.

O conjunto das análises realizadas está fundamentado na integração entre os componentes quantitativos e qualitativos compondo uma pesquisa com Métodos por meio da junção dos dados no momento da análise (CRESWELL, 2013; DAL-FARRA; FETTERS, 2017).

Resultados e discussões

A Tabela 1 apresenta o perfil profissional dos docentes que participaram da pesquisa.

Tabela 1 - Contexto e trajetória profissional dos docentes da escola de pesquisa.

Professor

Sexo

Tempo que leciona na escola (anos)

Horas de trabalho semanais

Modalidades de ensino que tem experiência

Escolaridade

Área de atuação

1

M

5 a 10

60h

EF- anos finais

EM e EJA

Me. em Ensino de Ciências e Matemática


Matemática e Robótica

2

F

de 5 a 10

40h

EF- anos finais

PG. em Neurociência


Português

3

M

menos de 5

40h

EF- anos finais

PG. em Psicomotricidade Escolar


Educação Física

4

M

de 5 a 10

40h

EF- anos finais

Me em Ensino de Ciências e Matemática


Matemática

5

F

menos de 5

40h

EF- anos iniciais

EF- anos finais

EM e EJA


Licenciatura em Português e Inglês

Língua Inglesa

6

F

Menos

40h

EF- anos finais

Licenciatura em Geografia


Geografia

7

F

menos de 5

40h

EF- anos finais

Me. em História


História

8

F

menos de 5

40h

EF- anos finais

Licenciatura em História

PG. em Ensino Religioso


Ensino Religioso

9

F

Mais de 10

20h

EF- anos iniciais


PG. em EJA

Educação Ambiental

Fonte: Dados da pesquisa (Onde EF= Ensino Fundamental; EM= Ensino Médio; EJA= Ensino de Jovens e Adultos; Me.= Mestrado; PG.= Pós-Graduação).

Observa-se nos dados a dedicação dos docentes ao município sendo sete professores atuando 40 horas e apenas um trabalhava em outra cidade. Houve predomínio do sexo feminino, com mais da metade (cinco) dos professores atuando menos de cinco anos na escola. É importante destacar ainda, a escolaridade dos profissionais, visto que todos apresentavam graduação completa em sua área de atuação, dois com Mestrado, um Mestrado incompleto, três com Especialização, e um Especialização incompleta.

Saneamento Básico

Com o objetivo de avaliar os conhecimentos prévios dos docentes em relação ao saneamento básico, o caderno solicitava que indicassem os seus componentes (Tabela 2).

Tabela 2 - Conceito de Saneamento Básico segundo os docentes.

Categorias

Vinculados à saúde

(quantidade de citações)

Conjunto de serviços adotados

(quantidade de citações)


Melhor qualidade de vida

Condições básicas as necessidades básicas de higiene.” (1)


É o tratamento que se deve ter para termos uma condição mínima de saúde nas cidades.” (1)


Conjunto de medidas adotadas em uma região, em uma cidade para melhorar a vida e a saúde de seus habitantes.” (1)


Conjunto de ações e serviços que visa oferecer condições adequadas à população.” (1)

Política pública

Política que visa a higiene e saúde da população.” (1)


Saneamento Básico é um conjunto de infraestruturas regulamentadas por lei federal, de responsabilidade compartilhada.” (1)


Preservação do ambiente

Conjunto de medidas que visa preservar as condições do meio ambiente, com a finalidade de prevenir doenças e promover a saúde.” (1)


Práticas de conservação e limpeza do meio ambiente.” (1)


Condições básicas para a sobrevivência com dignidade, respeito e preservação do meio ambiente.” (1)


Fonte: Dados da pesquisa.

Segundo a Lei 11.445/07, que estabelece as Diretrizes Nacionais e instituiu a Política Federal para o Saneamento Básico, os âmbitos que o compõe são: abastecimento de água potável; esgotamento sanitário; limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; drenagem e manejo das águas pluviais urbanas (BRASIL, 2007).

No entanto, os resultados demonstraram uma predominância de associações entre saneamento básico e a melhor qualidade de vida e de saúde, refletindo o que os dados da literatura demonstram em relação ao tema. Bernardes (2013) aponta, nas duas últimas décadas, a redução aproximada de 50% de internações por doenças relacionadas ao saneamento ambiental do ano de 1993 a 2010.

Houve, no olhar dos docentes (Tabela 3), a predominância de concepções ligadas ao abastecimento/tratamento de água e ao tratamento de esgoto. O cotejamento das respostas dos docentes com as dos estudantes coletadas no mesmo período (VALDUGA; DAL-FARRA, 2015) permite observar uma tendência semelhante. Os dados dos alunos foram obtidos com a aplicação de questionários aplicados antes e após a realização de atividades envolvendo trabalhos em campo, produções textuais e resoluções de situações-problema relacionadas ao saneamento básico.

Tabela 3 - Aspectos vinculados ao Saneamento Básico segundo os docentes em comparação aos dados dos discentes do nono ano da escola.

Âmbitos do Saneamento Básico

Professores*

Alunos Pré-Atividade**



Alunos Pós-Atividade**


Tratamento de esgoto

66,7

95,0

90

Tratamento de água

55,6

95,0

100

Resíduos sólidos

33,3

25,0

90

Drenagem

-

-

70

Energia elétrica

11,1

15,0

-

Fonte: *Dados da pesquisa e **Valduga; Dal-Farra (2015)

O reduzido percentual de docentes que associou a questão dos resíduos sólidos (lixo) ao saneamento básico, não significa que eles desconsiderem a relevância da questão. Inclusive, a escola possui atividades contínuas relacionadas ao manejo adequado deste importante aspecto da vida humana. O resultado, porém, indica a precípua necessidade de realizar ações que possam abordar de forma integrada e inter-relacionada os quatro âmbitos do saneamento.

Drenagem” e “manejo de águas pluviais urbanas” não foram mencionados pelos professores, todavia, eles incluíram, erroneamente, a energia elétrica, divergindo do constante na Lei 11.445/07 (BRASIL, 2007), provavelmente por ser esta uma necessidade básica na vida contemporânea. O manejo de águas pluviais, inclusive, é um importante elemento articulador no planejamento e no crescimento das cidades, assim como na manutenção das condições de saúde e segurança dos habitantes (BRASIL, 2011).

A ênfase em relação ao esgoto e a água corroboram os dados de Viana e Penna (2014). Verifica-se, inclusive, que a escolaridade dos entrevistados não influencia decisivamente no domínio conceitual desta temática, indicando, provavelmente, que o assunto está ficando à margem das abordagens utilizadas na educação formal.

No que tange ao processo de transposição didática da temática no ensino fundamental, torna-se importante verificar quais seriam os componentes curriculares que poderiam abordar o saneamento básico na opinião dos professores. Entre os participantes desta pesquisa, 55,6% defenderam que o assunto deveria ser trabalhado por todas as disciplinas. Em outro questionamento constante do caderno de perguntas, 44,4% sugeriram a realização de atividades interdisciplinares e 22,2% citaram especificamente “projetos interdisciplinares” como estratégia de eleição para abordar o assunto.

Ressalta-se a ênfase dos professores em buscar o desenvolvimento de ações integradas, o que foi continuamente corroborado pela observação dos pesquisadores durante todo o processo de pesquisa.:

A participação dos professores da escola, sem dúvida, proporcionaria discussões que interligariam todas as áreas do conhecimento”.

Acredito que trabalhando o tema entre todas as disciplinas permite ao aluno uma visão mais ampla do funcionamento do sistema de saneamento básico”.

Fazenda (2005) destaca que a interdisciplinaridade é alicerçada no diálogo e na colaboração entre as disciplinas no próprio sentido de “ser-no-mundo”. De forma mais ampla, compreende-se que a construção de práticas colaborativas contextualizadas representa uma necessidade no período contemporâneo. Deste modo e, tratando-se de crucial abordagem articuladora de questões de ambiente e saúde, a transversalidade se constitui em aspecto fundamental para a construção de práticas educativas que incluam o saneamento básico.

De fato, os próprios Parâmetros Curriculares Nacionais preconizam a transversalidade com o fito de criar uma visão global e abrangente da questão ambiental. (BRASIL, 1997, p. 49). Os temas transversais representam um conjunto de conteúdos educativos e eixos condutores da atividade escolar que, não estando ligada a nenhum componente curricular especificamente, possuem pontos em comum a todos (YUS, 1998).

Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira

No presente estudo, os professores foram questionados com a seguinte pergunta: “O que você sabe sobre o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb)?”

A maior parcela (77,8%) demonstrou conhecer o processo, e cinco deles incluíram na sua resposta a finalidade do exame, tal como exemplificado com a resposta do Professor 1:

...avaliar a qualidade do ensino oferecido pelo sistema educacional brasileiro”;

Dois deles complementaram com pontos positivos para a educação a partir do diagnóstico/avaliação, conforme citação:

elaboração de estratégias que buscam a superação de metas especificas para cada escola e realidade.

Apenas três professores comentaram algo referente ao modo como são realizadas as avaliações, sendo que dois afirmaram ser “provas no Ensino Fundamental”:

uma prova aplicada aos concluintes da 1ª etapa e da 2ª etapa do ensino fundamental.

Um professor destacou as três avaliações e suas etapas de realização:

Avaliação Nacional da Educação Básica, a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar e a Avaliação Nacional da Alfabetização..., as duas primeiras nos 5? e 9? anos e a última no 3º ano.

Com relação às áreas do conhecimento incluídas no Saeb, dois professores indicaram Português, Matemática e Ciências da Natureza, tal como a proposta com previsão de consolidação em 2015 para o 9º ano (BRASIL, 2013) e cinco indicaram apenas Português e Matemática. De fato, a inclusão das Ciências da Natureza não ocorreu, conforme dados disponibilizados pelo Inep (BRASIL, 2017b).

Quando perguntados: “Você sabe qual é o Ideb de sua escola?”, cinco professores afirmaram que sim, embora com alguma divergência de valores (entre 3,1 e 4,0), três afirmaram que não lembravam, e um não respondeu. A escola em questão obteve no 5º ano “4,0” e 9º ano “3,1”.

O Ideb é um indicador de qualidade educacional que combina informações de desempenho em exames padronizados (Prova Brasil ou Saeb) com informações sobre rendimento escolar (BRASIL, 2013)

No entanto, embora apenas um docente tenha acertado o valor com precisão, o processo de pesquisa indicou que o conjunto dos professores possuía um olhar dotado de consistente reflexão a respeito da temática, já que, ao serem perguntados: “De que forma as avaliações externas influenciam a sua prática docente?”. A ênfase foi a noção da avaliação como um indicador a ser utilizado no planejamento docente.

Para quatro docentes, o Ideb pode não se constituir em indicador ideal para avaliar a qualidade do ensino na escola, como observou o docente 7:

...nem sempre esses índices mostram ou avaliam toda a realidade e diversidade presentes na escola, porém são eles que medem a educação no pais e é preciso segui-los.”.

De forma mais ampla, no que tange à gestão educacional do sistema de um país tais indicadores se constituem em ferramentas relevantes para o processo de acompanhamento, como um diagnóstico, contribuindo para a construção de medidas voltadas ao aprimoramento do processo educacional. Além disso, os instrumentos de avaliação podem abordar questões que remetem aos grandes temas da contemporaneidade, tal como o saneamento básico, articulando a educação ambiental com a educação em saúde.

Buscando compreender as possíveis relações entre esses aspectos, a Tabela 5 apresenta estimativas de correlação entre o Ideb e indicadores de saneamento básico.

Tabela 5 - Correlação de Pearson entre as variáveis mensuradas, considerando os valores do Ideb de 2009 e os dados de saneamento de 2008.X

% Municípios com inundação e alagamento

% Municípios com coleta de esgoto

% Municípios com coleta e tratamento de esgoto

% Municípios com abastecimento de água

% Municípios com tratamento e abastecimento de água

Ideb

0,3 NS

0,27 NS

0,49*

0,27 NS

0,26 NS



% Municípios com inundação e alagamento


-

0,63*

0,69*

0,17 NS

0,25 NS

% Municípios com coleta de esgoto



-

0,81*

0,28 NS

0,57*

% Municípios com coleta e tratamento de esgoto




-

0,32 NS

0,54*

% Municípios com abastecimento de água




-

0,32 NS

Fonte: a pesquisa. *(p < 0,01). NS = não significativo.

Inicialmente, observa-se que houve correlação positiva entre o Ideb e os indicadores de saneamento básico, embora tenha havido significância estatística apenas em relação ao tratamento de esgoto, ou seja, estados com maiores valores de Ideb possuem, em média, maior percentual de municípios com esgoto tratado.

Entre os indicadores de saneamento, houve correlações positivas em muitas estimativas, incluindo a indesejável relação negativa entre esgoto o percentual de municípios com inundação e alagamento (0,63 e 0,69).

Houve ainda correlações significativas em relação ao tratamento e abastecimento de água (0,57 e 0,54) e, obviamente, entre os índices de esgoto entre si (0,81). Especificamente em relação aos alagamentos, valores elevados indicam problemas relacionados com o índice de urbanização de cada estado, no entanto, tal afirmação precisa der corroborada com estudos posteriores.

A transição em curso no país em relação ao saneamento, deixando um período no qual “canos enterrados não ganham eleição” e migrando para um olhar ambiental que compreenda os efeitos da urbanização sobre os mananciais hídricos, não pode prescindir de profundas reflexões em relação ao olhar da comunidade sobre as suas ações.

Na escola em questão, as profundas mudanças ocorridas entre os anos de 2004 e 2014 se constituíram em ponto de partida para o repensar de ações docentes, articulando o entorno com as temáticas trabalhadas na escola.

Ao serem desafiados em relação ao assunto, os docentes de Matemática propuseram situações-problema, semelhantes ao encontrado em provas do Saeb, envolvendo dados de saneamento básico do município articulados com as temáticas trabalhadas em cada ano do ensino fundamental.

Conforme Veloso e Dal-Farra (2015) as situações-problema construídas adequadamente e conciliando saberes aplicados de forma apropriada possibilitam uma maior participação dos alunos e uma ampla interação com outros saberes, propiciando uma rede de aprendizagens significativas. Carneiro e Dal-Farra (2011) também salientam a importância de se trabalhar tal abordagem no ensino de Genética diante dos benefícios da contextualização para os processos de ensino e aprendizagem. E, mesmo com as limitações das provas componentes do Ideb, a introdução de questões contextualizadas voltadas para o saneamento básico pode representar uma estratégia relevante para trabalhar o saneamento básico.

Na Área das Humanidades predominaram a leitura, a interpretação e a produção de textos voltados ao saneamento básico, com interessantes apontamentos a respeito da relação da comunidade com o manancial hídrico. O conjunto de textos produzidos analisados em conjunto das observações de trabalhos em campo proporcionaram a ressignificação do termo outrora utilizado "valão" para “arroio”. Da mesma forma, uma interessante atividade foi realizada pela docente de História descrevendo uma cidade no início do século XX e demonstrando os efeitos antrópicos sobre o ambiente e possíveis problemas decorrentes do processo de urbanização.

Tais práticas acentuam a proficuidade do tema e sua urgência na escola, articulando, tal como preconizam Dal-Farra et al. (2015), as medidas estruturais e as medidas não-estruturais, já que os programas de saneamento dependem, fundamentalmente, da sensibilização da população, que representa o “ponto de partida” e o “destino” das ações realizadas.

Com relação à presente pesquisa, ao integrar os dados quantitativos e qualitativos por meio da junção destes na análise, tal como preconizado nos métodos mistos (CRESWELL, 2013; DAL-FARRA; FETTERS, 2017), percebeu-se que:

  1. Os índices de saneamento do local e do estado em que a escola se encontra são precários;

  2. Há uma associação favorável entre tratamento de esgoto e índices educacionais;

  3. Uma parcela considerável das pessoas desconhece a integração entre os diferentes âmbitos do saneamento, especialmente em relação à drenagem e manejo dos resíduos sólidos, embora os docentes reconhecessem a vinculação destes aspectos com a saúde e realizassem, na escola, contínuas atividades voltadas ao manejo dos resíduos sólidos;

  4. A associação favorável entre o tratamento de esgoto e o indicador educacional indicam possíveis caminhos para a construção de reflexões mais acuradas na comunidade, tendo em vista a reciprocidade entre as concepções de docentes e alunos com as práticas sociais que eles realizam confluindo saúde, educação e desenvolvimento humano.

Considerações finais

Sobre as concepções e as percepções dos professores, os dados do estudo evidenciaram que estes associaram predominantemente o tema saneamento básico com as questões relacionadas ao esgoto e à água, demonstrando a necessidade de ampliar essas convicções, especialmente no que tange à drenagem urbana, com maior amplitude do conceito de saneamento básico na atualidade, que incluem o abastecimento de água potável, o esgotamento sanitário, a limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos e a drenagem e manejo de águas pluviais, considerando a saúde pública e a proteção do meio ambiente.

Em que pese o fato das informações do Ideb estarem amplamente disponíveis, houve dúvidas dos docentes em relação aos índices obtidos pela escola. Entretanto, todos possuíam um claro domínio em relação à natureza do exame e suas implicações em relação à escola.

No presente estudo, foi encontrada uma associação entre o índice educacional e o tratamento de esgoto, o que reafirma a ampla importância de políticas públicas voltadas para essa temática que visem melhorar as condições de vida da população refletindo na educação básica.

O conjunto de análises com a perspectiva dos Métodos Mistos, aponta para a crucial relevância do saneamento básico na contemporaneidade em relação às condições de vida e de educação da população, evidenciando a importância de abordar a temática, segundo os próprios docentes, de forma interdisciplinar, contextualizando a questão pela construção de práticas educativas voltadas à construção de práticas educativas articuladoras do trinômio saúde, educação e sociedade.

Referências bibliográficas

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