ISSN 1678-0701
Número 61, Ano XVI.
Setembro-Novembro/2017.
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11/09/2017RESGATE CULTURAL COMO ESTRATEGIA DE CONTROLE VETORIAL DO AEDES AEGYPTI UTILIZANDO INSUMOS VEGETAIS  
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RESGATE CULTURAL COMO ESTRATEGIA DE CONTROLE VETORIAL DO AEDES AEGYPTI UTILIZANDO INSUMOS VEGETAIS

Janaína Vital de Albuquerque[1]; Rejane Magalhães de Mendonça Pimentel2; Solange Laurentino dos Santos3.

 

1. Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, UFPE- Universidade Federal de Pernambuco;2. Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente, UFPE- Universidade Federal de Pernambuco; 3. Departamento de Medicina Social da Universidade Federal de Pernambuco.

 

 

RESUMO

A necessidade de substituição dos inseticidas vem estimulando a utilização de insumos vegetais como uma estratégia no controle integrado de vetores. O controle vetorial do Aedes aegypti, mosquito transmissor de diversas arborívores, é de grande interesse para a Saúde Pública. Nesse sentido, este estudo objetivou identificar e caracterizar a ressignificação e o resgate cultural na utilização de plantas no controle e remediação vetorial, como uma estratégia ambientalmente mais segura. Foi realizada uma extensa análise documental, complementada por revisão da literatura e consultas em bancos de dados no Science Direct. Utilizando os descritores Aedes aegypti, Dengue, Plant, Larvicidal activity e Essential oil; os artigos foram organizados por afinidade de assuntos e utilizados na elaboração de uma análise crítica, ressaltando, principalmente, as possibilidades de inclusão das práticas integrativas dos insumos vegetais mais utilizados no controle do Aedes aegypti, assim comoseus princípios ativos e partes utilizadas das plantas, constituindo um banco de dados. Das 71 espécies da lista do SUS, 13 são usadas, atualmente, como agentes ambientalmente mais seguros na ação integrada de controle vetorial. Os resultados mostraram a importância do resgate cultural, considerando a redescoberta da utilização das plantas como uma estratégia no controle vetores.

 

Palavras - chave: Conhecimentos tradicionais, Plantas medicinais, Controle vetorial, Aedes aegypti.

 


 

 

1.            INTRODUÇÃO

 

O homem constrói o espaço, assim como este é resposta da ação do homem. Nos últimos anos, a palavra desenvolvimento está vinculada à globalização, inserida em uma sociedade voltada para o consumo, com uma demanda de criação tecnológica de larga escala e uma perda das tradicionalidades.

Com o passar dos anos, as novas demandas de manufatura e produção mercantil tornam impossível não pensar em distribuição de renda, saúde, educação, meio ambiente e tantos outros pilares da nossa sociedade, interligada com esse processo massivo de modificações socioculturais. Atualmente, é inadmissível aceitar um desenvolvimento que beneficie apenas uma parte da sociedade, seja por sua localização no espaço, pelo seu poder monetário ou que exponha a natureza a formas de exploração que esgotem os recursos naturais e poluam os espaços naturais e construídos (GONÇALVES, 2006).

Esse crescimento exponencial das cidades e o desenvolvimento interligado com as políticas públicas apresentam falhas e falta de infraestrutura, ocasionando condições favoráveis à proliferação de vetores de doenças, dentre elas as arboviroses, que, na atualidade, são um problema de saúde pública de relevância.

No que diz respeito à sociedade de consumo, e não valorizando as tradicionalidades, vemos a criação de novos valores sociais divergindo na manutenção de um ambiente ecologicamente equilibrado. Essa modificação representa uma crise ambiental que também pode representar uma crise de conhecimento. O saber ambiental é, como uma alternativa à crise, o reconhecimento da complexidade que envolve as relações entre sociedade e ambiente (LEFF, 2002).

O Aedes aegypti é um desafio para a saúde pública, em nível mundial, devido ao alto fator de contágio das arboviroses transmitidas pelo mosquito. A utilização desmedida de inseticidas sintéticos vem ocasionando sérios problemas, desde cunho monetário, devido ao seu alto custo para os usuários, até desequilíbrios ambientais, como contaminações de solo, água, meio ambiente e resistência do mosquito (CARVALHO et al., 2004; BARRETO, 2005; BRAGA e VALLE, 2007).

No que diz respeito ao controle de vetores de doenças, vários projetos e políticas públicas vêm sendo colocadas em prática, a fim de diminuir esses males que atingem a população; entretanto, essas práticas priorizam o uso de substancias químicas (FUNASA, 1996, 2002). Além disso, fatores como falta de saneamento básico, particularmente o abastecimento de água e a coleta de lixo, associado ao destino inadequado do lixo por parte da população, contribuem para a proliferação do inseto transmissor (TAUIL, 2001).

Novas estratégias na substituição dos inseticidas sintéticos vêm ampliando a crescente publicação de estudos com a utilização de insumos, extratos e óleos vegetais, como uma estratégia de controle integrado de vetores. A busca justifica-se devido ao potencial inseticida natural contido em determinadas espécies vegetais. Essas espécies utilizam essa estratégia para evitar a herbívora; esse potencial inseticida associado à volatilidade dos seus constituintes e menor toxicidade para seres humanos é caracterizado como uma fonte viável, tanto para a saúde ambiental, quanto para a dos seres humanos.

As plantas produzem substâncias para sua própria defesa, em resposta a um ataque patogênico, muitas produzem inúmeros compostos voláteis com a finalidade de defesa e para atrair seus polinizadores. Alguns óleos essenciais obtidos de plantas são considerados fontes em potencial de substâncias biologicamente ativas (KELSEY, REYNOLDS e RODRIGUEZ, 1984).

Deste modo, o resgate do “saber popular”, mesmo em comunidades que não são consideradas tradicionais, como as indígenas, quilombolas, entre outras, tidas rurais, contribui de forma significativa para a pesquisa no campo da fitoterapia, uma vez que o conhecimento da comunidade abre caminhos para pesquisas de determinadas plantas, que popularmente são conhecidas por possuírem propriedades medicinais e contribui para a obtenção de dados sobre a tradição de determinados grupos (PAIS e LAMIM-GUEDES, 2017).

Essa modificação provocada pela desconstrução da cultura traz para a natureza um novo marco nessa crise ambiental, transformando o natural em produto, logo, em objeto de venda, entendendo esses questionamentos como dilemas ambientaisdecorrentes dos saberes e práticas dessas racionalidades ambientais. Gustavo e Lima (2013) consideram que essa consciência ambiental proposta pelo surgimento de novas possibilidades, vem garantindo a tomada e o empoderamento de diversos grupos, previamente excluídos nesse mundo globalizado, marcado pela preocupação em relação aos impactos da atividade industrial, inseridos no ambiente e no cotidiano social. Estes impactos são ocasionados pela busca de lucro de forma descomunal, ocasionando a intensificação da utilização desmedida do ambiente e seus recursos. Neste sentido, a consciência ambiental no controle de vetoriais é uma necessidade que se faz premente.

Sendo assim, esse estudo visa identificar e caracterizar as questões de utilização de práticas de controle vetorial, com a utilização de plantas como uma estratégia de enfrentamento das problemáticas ambientais que envolvem ações de promoção à saúde, auxiliando na adoção de procedimentos voltados à manutenção do equilíbrio ecológico do meio ambiente, valorizando as inter-relações do meio natural com o sociocultural, em busca do resgate cultural na utilização de plantas no controle vetorial.

 

2.           METODOLOGIA

 

O estudo consistiu em uma revisão bibliográfica, abordando o uso de plantas no controle do Aedes aegypti e práticas ambientalmente mais seguras. No período entre maio de 2016 até janeiro de 2017, foram utilizados os seguintes descritores nas buscas realizadas na base de dados Science Direct: Aedes aegypti, Dengue, Plant, Larvicidal activity e Essential oil. Não foi delimitada uma temporalidade específica para a busca dos títulos, ampliando a possibilidade de obtenção da maior quantidade de dados relativos, independente da data de sua publicação. Foram selecionados artigos em português, inglês e espanhol.

Os artigos obtidos foram organizados por afinidade de abordagens e utilizados na elaboração de uma análise crítica dos respectivos resultados, ressaltando, principalmente, as possibilidades de inclusão das práticas integrativas dos insumos vegetais mais utilizados no combate e controle ao Aedes aegypti, seus princípios ativos e partes utilizadas das plantas. Os títulos passaram por uma triagem feita a partir da leitura na íntegra dos resumos e separada em duas possibilidades: compatíveis e os não compatíveis, com os títulos que não contemplavam em sua essência a utilização de insumos vegetais como uma estratégia de controle vetorial.

Os estudos foram selecionados considerando os seguintes aspectos: tipo de insumo utilizado, espécie estudada, ação encontrada e ano da autoria.

 

3.           RESULTADOS

 

Na constituição de 1988, o Brasil concede o direito à diferença cultural, estipulada como “direitos coletivos”, o direito a seu território tradicional, o direito à sociodiversidade, o direito ao patrimônio cultural, ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e o direito à biodiversidade (DIEGUES, 2001).

As identidades e valores culturais são à base de toda sociedade, com elas entendemos mais sobre sua biodiversidade, resiliência, complexidade além de servir como base para novas descobertas científicas, descobertas essas que surgem com validação partir de um conhecimento popular, cotidiano cheio de virtudes e contendo um valor ainda maior devido a ligação as tradicionalidades.

A ainda hoje, 80% da população mundial utilizam plantas para cuidados primários de saúde enquanto 20% usam produtos de plantas como ingredientes de vários fármacos (FARNSWORTH, 1990). Desse modo, a natureza é responsável pela produção da maioria das substâncias conhecidas, sendo que a maior parcela da diversidade química conhecida e registrada na literatura pertence ao reino vegetal (MONTANARI; BOLZANI, 2001).

Ao longo de toda evolução humana, milhares de produtos de plantas ativos biologicamente foram identificados e eles formam uma parte integral do sistema medicinal tradicional em todo o mundo. Os derivados de planta, extratos e óleos, são amplamente conhecidos pela sua diversidade química e pela sua variada aplicação na indústria. As plantas possuem uma rica fonte de bioativos químicos que podem ajudar no controle de pragas. O processo de regulamentação e a cadeia produtiva dos insumos vegetais para uso medicinal reconhece o conhecimento popular como chave para início de um novo conhecimento (Figura. 1).

 

O conhecimento popular sobre o uso e a eficácia das plantas contribui de forma relevante para a divulgação de suas propriedades, despertando o interesse de pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento. Muitas plantas são importantes como fornecedoras de metabólitos secundários com atividade inseticida. Essas substâncias são de baixo peso molecular, muitas vezes produzidas em pequena quantidade, como alcalóides, terpenóides e derivados fenilpropanóides, e funcionariam, naturalmente, como agentes defensivos contra predadores (BARRETO, 2005).

Levando em consideração a biodiversidade brasileira como um importante fator que coloca o país como detentor de maior diversidade biológica do mundo (WILSON, 1997), o potencial e o uso dessas espécies para uso como medicamentos ainda é pouco explorado e muito menos colocado em prática nos Estados brasileiros (Figura 2).

 

A utilização das fitoterapias pelos municípios ainda é pouco praticada, considerando a quantidade de espécies e dos conhecimentos tradicionalmente passados no Brasil. As espécies são selecionadas devido ao seu uso tradicional, ao seu quantitativo em termos de potencialidade química e toxicidade, ao acaso, a partir de estudos paralelos, ou por uma mistura de vários critérios; entretanto, a etnofarmacologia tem papel principal no estudo da medicina tradicional.

A partir das análises dos artigos, foi encontrado um total de 352 títulos, utilizando a base de dados Science Direct como fonte de busca e usando os termos: Aedes aegypti, dengue, plantlarvicidae, oil essential, mosquito, eco friendly. As análises dos títulos evidenciaram um total de 153 espécies com comprovação científica como eficazes no controle integrado do vetor.

 Confrontando essas espécies com a “Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS – RENISUS (BRASIL, 2009)” criadas pelo SUS, contendo um total de 71 espécies vegetais com finalidade subsidiar o desenvolvimento de toda cadeia produtiva, inclusive nas ações que serão desenvolvidas também pelos outros ministérios participantes do Programa Renafito, além de servir como base para o desenvolvimento e a inovação na área de plantas medicinal e fitoterapia.                      Das 71 espécies da lista do SUS, 13 delas são usadas, atualmente na ação integrada de controle vetorial sendo considerado um universo muito pequeno levando em consideração a diversidade total de espécies comprovadas como estratégias de controle de vetores. Espécies dos gêneros Allium, Anacardium, Bauhinia, Dalbergia, Lippia, Ocimum e Solanum têm indicativo para uso no controle vetorial possuindo relevância na saúde pública.Muitas das espécies citadas (Figura 3) são utilizadas como temperos e ou com finalidade aromática possuindo além de um alto grau larvicida comprovada.

Figura 3. Lista de espécies usadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na ação integrada de controle vetorial.

 

ESPÉCIES USADAS PELO SUS

PARTES UTILIZADAS NA TERAPÊUTICA

OUTROS FINS MEDICINAIS

Aloe ssp.* (A. vera ou A. barbadensis).

Folha

Psoríase, herpes genital, queimaduras, antineoplásica, antimicrobiana, anti-inflamatória, imunomodulatória e hiperglicemia (FREITAS, RODRIGUES e GASPI, 2014)

Carapaguianensis

Casca, folha, flor, semente, óleo da flor e da semente

Analgésico, alívio da dor em casos de câncer uterino, reumatismo, anti-inflamatório, esplenite, antipirética, cicatrizante, contra infecções, anti-helmíntico, repelente de insetos (BRASIL, 2015)

Copaiferassp.*

Casca e caule

Tratamento de infeções, cicatrizante, antitetânico e antitumoral (SANTANA et al., 2014)

Curcuma longa

Rizoma e folha

Ajudar na digestão e função hepática, aliviar dores da artrite, regular a menstruação, tratar eczema e feridas, reduzir inflamações (PEREIRA e MOREIRA, 2009)

Eucalyptus globulus

Folha e casca

Combate a gripes e resfriados, sendo também relatado seu uso em associação com medicamentos sintéticos na terapia antirretroviral (BRASIL, 2015a)

Eugenia uniflora ouE. myrtus brasiliana

Folha

Hipertensão arterial, Diurético, Atividade bacteriana, tratamento de diarreias (SILVA et al., 2014)

Foeniculum vulgare

Folhas e óleos

Analgésico, afrodisíaco, cardiotônico, carninativo, digestivo, diurético, emenogogo, expectorante(ARAUJO, 2010)

Glycine max

Semente

Alívio dos sintomas do climatério: sintomas vasomotores, tais como: ondas de calor e sudorese. É considerado modulador seletivo de receptores estrogênicos (BRASIL, 2016)

Mentha ssp.*

Folha e óleos

Espasmolítico, antiflatulento, colagogo, aromático, digestivo, carminativo, analgésico (RUBERT et al., 2013)

Persea ssp.* (P. gratissima ou P. americana).

Folha e fruto

Diarreia, tosse e gripe (COAN e MATIAS, 2013).

Syzygium ssp.* (S. jambolanum ou S. cumini).

Folha e casca

Diabete e diarreia (BOSCOLO e SENNA VALLE, 2008)

Tabebuia avellanedeae

Entrecasca

Adenocarcinoma, câncer do esôfago, cabeça, intestino, pulmões, próstata e língua, na doença de Hodgkin, leucemia e lúpus (JANUÁRIO e SILVÉRIO-LOPES, 2014)

Zingiber officinale

Rizoma

Antiemético, antidispéptico, e nos casos de cinetose(BRASIL, 2016)

 

Fonte:Elaborada pela autora (2017).

 

Comercialmente, os repelentes à base de plantas estão disponíveis em várias formulações incluindo difusores, géis e velas. A sabedoria popular proporcionou descobertas em formulações de óleos como tomilho, eucalipto, hortelã, cedro e Patchouli, os quais estão disponíveis para uso como repelentes contra mosquitos (MÜLLER, 2009). Estudos etinobotânicos contribuíram para a confirmação científica de que plantas tradicionalmente utilizada são capazes de repelir os insetos (INNOCENT, 2010).

A transmissão destes saberes obtidos, tradicionalmente, de forma oral, também encontra outras esferas de difusão, tais como artigos científicos, além de livros e revistas comercializadas a preços populares, voltadas para um consumo de massa. Existem ainda programas televisivos, alguns voltados exclusivamente para este tema e que orientam e difundem seu “uso correto”, sempre referendado pela tradição científica através de entrevistas com pesquisadores da área.

A difusão deste saber por meio de revistas e livros aponta para uma reconfiguração da autoridade sobre este conhecimento, sobretudo no que diz respeito aos agentes sociais que o manipula. Neste sentido, podemos observar um deslocamento do domínio deste saber das mãos de agentes tradicionais de cura para a autoridade da tradição científica por meio dos estudos das etnociências (DIGUES, 2008).

O processo de deslocamento da legitimidade de manipulação deste saber passa, contraditoriamente, pela construção do discurso de valorização dos saberes tradicionais e pelo conhecimento científico ocidental. O deslocamento do domínio deste saber se fundamenta em alguns princípios: a ideia de que este saber está se perdendo, e que caberia à ciência, apoiada em seu arsenal técnico, guardar aquilo que é fundamental, ou seja, sua parte técnica, descartando o que remete às práticas mágico-religiosas; além da ideia de estagnação deste saber, que sendo estática, caberia à ciência as ações de dinamização, expansão e potencialização de suas possibilidades terapêuticas (NOBRE e RODRIGUES 2008).

Apesar do grande avanço e evolução da medicina, as plantas apresentam uma grande contribuição para a saúde de países em desenvolvimento. Fatores como a condição de pobreza e a falta de acesso aos medicamentos são algumas das condições dominantes nos países do terceiro mundo (VEIGA JUNIOR e PINTO, 2005).

Desde que começaram a surgir às enfermidades, os homens, como é lógico, passaram a combater como melhor podiam, “tendo assim, a natureza com uma infinidade de plantas, virando uma farmácia em que todo homem pode encontrar um bálsamo para qualquer espécie de desconforto” (BUCHILLET, 1989).

Considerando que os insumos vegetais são medidas de controle e prevenção “gratuitos”, e que seu uso depende apenas da extração do material na natureza, vemos que a relação sociedade natureza se estreita novamente. Assim como afirma Schmidt (1997), “nossa relação com a natureza e cíclica”. Todo o domínio da natureza pressupõe o conhecimento dos vínculos e processos naturais, assim como este conhecimento, por sua vez, surge apenas da transformação prática do mundo. Essas bases propõem a junção do conhecimento empírico com o científico, no que diz respeito à utilização da natureza como uma ferramenta para a saúde e a manutenção de um ambiente ecologicamente mais saudável.

É crescente o número de pesquisas relativas ao uso de produtos naturais que sejam eficazes na remediação de mosquitos adultos e na diminuição ou até controle de proliferação das larvas do Aedes aegypti que não causam nenhum dano ao meio ambiente. É evidente a criação de estratégias para o enfrentamento das problemáticas ambientais que envolvem ações de promoção à saúde, para contribuir na adoção de posturas voltadas à manutenção do meio ambiente ecologicamente equilibrado, valorizando as inter-relações do meio natural com o social.

O Brasil, enquanto detentor da maior biodiversidade do mundo possui também uma sociodiversidade que envolve vários povos com culturas e visões, saberes e práticas culturais próprias e diferentes, de acordo com suas necessidades geográficas (LORENZI e MATOS, 2002). Neste sentido, é imprescindível promover o resgate, o reconhecimento e a valorização das práticas locais e populares quanto ao uso de compostos vegetais como elementos para a promoção da saúde, conforme preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2008) Uma vez que não existe, atualmente, vacina disponível para arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti, a prevenção é feita pela aplicação de inseticidas ou larvicida sintéticos, sendo essa a estratégia preconizada pelo Ministério da Saúde comumente adotada para reduzir a mobilidade do mosquito (ARAÚJO, 2015).

As atividades bioativas de plantas têm sem mostrados eficazes no controle integrado de vetores, não só por serem biorepelentes, mas por possuírem uma capacidade de controlar o crescimento exacerbado da população de mosquitos, não afetando o ambiente natural nem a saúde pública, sendo, assim, ambientalmente mais seguros (SANTOS et al., 2010). Entretanto, a nomenclatura “inseticida” só é aferida por testes e avaliações que seguem normas de programas internacionais. São realizados testes toxicológicos e de eficiência, conforme padronização internacional (ZUCKER, 1985).

A redescoberta desses antigos métodos de controle vetorial garante uma nova perspectiva com relação à utilização dos insumos de origem vegetal e das tradições culturais passadas pelos antepassados, sendo usados como novos métodos para o controle do mosquito A. aegypti.São de suma importância em função de seu papel como vetor de arbovírus responsáveis pelas arboviroses que mais vêm afetando as Américas, e a situação é crítica em todos os países, particularmente no Brasil, devido ao agravamento relacionado às fragilidades sociais existentes nas populações de base.

Com a revolução industrial, a utilização de plantas com propriedades curativas e/ou como forma de combate ao mosquito, foi diminuindo a entrada e utilização de produtos químicos, desde a produção de alimentos até a colocação dos mesmos sob a forma de fármacos para a melhoria da saúde pública. A chegada dessa nova forma de consumo e dessa nova consciência capitalista trouxe impactos para a natureza, sob oponto de vistadas ações antrópicas relativas à estética da mercadoria.

No final do Século XIX, com a revolução industrial e o avanço dos conhecimentos no campo da química, tornou-se menos confiável acreditar no poder curativo das ervas, mas hoje, depois de tantas modificações e produção de fármacos, a medicina tradicional está voltando a ser considerada como uma ferramenta novamente vista como válida para a sociedade.

O histórico de utilização de plantas com fins medicinais no Brasil é enorme, sua importância é sem precedentes, principalmente no que diz respeito às áreas ligadas às ciências farmacêuticas. Os herbários e boutiques do passado, atualmente, são apenas lembranças, entretanto, as contribuições econômicas e culturais que as utilizações de compostos vegetais trouxeram para o país são inúmeras, ampliando as possibilidades nas indústrias brasileiras e na economia nacional, no que se diz respeito à diminuição de injeções monetárias no processo saúde-doença (ZUANAZZI e MAYORGA 2010).

 

4.           CONCLUSÃO

 

Existe extensa quantidade de publicações voltadas para a utilização de insumos vegetais, entretanto incentivos voltados objetivamente para as políticas públicas, especialmente na área da saúde, valorizando e incentivando o conhecimento empírico das comunidades devem ser levados em consideração na reapropriação de conhecimentos empíricos, bem como na revaloração de atitudes ligadas ao controle vetorial.

Estratégias usadas de forma empírica foram validadas após estudos laboratoriais de uma gama de espécies que mostraram seu valor no combate ao vetor transmissor das arboviroses, considerada um problema de saúde nacional.

A aplicação de métodos fitoterápicos é de fundamental importância, não só quanto ao âmbito social, mas também visando preencher as necessidades práticas e promover o resgate cultural quase perdido. A modernidade vem se mostrando como devastadora da cultura tradicional, visto que a mesma é estruturalmente incapaz de incorporar todas as modernizações, desvalorizando as normas tradicionais.

A utilização de produtos vegetais surge como uma ferramenta secundária quanto ao uso de produtos químicos no controle de vetores. Programas de sensibilização e educação ambiental devem ser levados em consideração para a manutenção de tradições rurais, envolvendo questões como a conservação da biodiversidade e o conhecimento tradicional.

Os programas de vigilância epidemiológicas contra o Aedes aegypti utilizam, principalmente, inseticidas químicos. O uso repetitivo desse tipo de controle, associado a uma ação midiática, torna, por inúmeras vezes, a utilização de insumos e de práticas tradicionais inviáveis, devido à incredulidade da população quanto ao uso de plantas como uma estratégia viável na manutenção do controle vetorial.

A sociedade pode, e deve, se organizar para a retomada das tradicionalidades, considerando os conhecimentos empíricos como chave para solucionar diversos problemas ambientais. Nessa perspectiva, o conhecimento popular e as tradições passadas entre as gerações são, muitas vezes, o único recurso médico em determinadas comunidades ou grupos étnicos. Essa observação popular, em conjunto com a prática, vem mantendo viva a cultura local considerando a utilização de insumos vegetais como uma estratégia para a melhoria da saúde.

 

 

REFERÊNCIAS

 

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*Este estudo faz parte da dissertação de mestrado intitulada “Insumos Vegetais como Estratégia no Controle e Remediação de Arboviroses Transmitidas pelo Aedes aegypti”, de Janaina Vital de Albuquerque, noPrograma de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema), da Universidade Federal de Pernambuco. É parte da pesquisa “Abordagem Ecossistêmica Aplicada ao Controle de Aedes aegypti no contexto Urbano do Nordeste”



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