ISSN 1678-0701
Número 61, Ano XVI.
Setembro-Novembro/2017.
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Cidadania Ambiental

11/09/2017A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE E SUAS LIÇÕES PEDAGÓGICAS PARA O COTIDIANO DO CIDADÃO BRASILEIRO  
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A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE E SUAS LIÇÕES PEDAGÓGICAS PARA O COTIDIANO DO CIDADÃO BRASILEIRO

Por Luciana Ribeiro

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Foto: Escola da Natureza de Brasília (professoras: Ednéa Sanches, Clarice Valadares /Diretora: Renata Lafetá)

 

Homenagear o meio ambiente é uma honra pedagógica, pois o ato de amor enobrece o planeta Terra e os seres humanos que zelam dele com coragem, com projetos educativos e com sustentabilidade.

Resolvi compartilhar alguns argumentos teóricos e práticos que ampliam os olhares pedagógicos e validam os esforços dos cidadãos e das instituições que preservam o meio ambiente no Brasil, e assim, divulgar os valores que conclamam a cidadania ambiental no Brasil, limpando-o de fato de toda a corrupção que mata os sonhos de se poder vivenciar o zelo pelos direitos humanos e os direitos da Terra no mundo.

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Foto: Heloísa Carvalho

Felizmente, como educadora de Brasília, ainda consigo encontrar muitas pedras preciosas que ajudam a nortear os trabalhos socioambientais no Brasil,  como a amiga  Heloísa Carvalho, educadora brasiliense desprendida das burocracias que atrasam os cuidados com o meio ambiente, revelou-me, em sua fala, que os gestores públicos precisam vislumbrar os benefícios das  escolas sustentáveis, ou seja,  as escolas devem ser construídas ou readaptadas por meio de recursos materiais que atendam o reaproveitamento de água, o plantio de hortas e outras responsabilidades pouco dialogadas com os cidadãos; inclusive, reafirmou  que os alunos devem sair um pouco dos livros e serem conduzidos para visitarem as nascentes existentes nas Unidades de Conservação e ouvirem a história de cada região; enfim, ela deixou claro que essa  ponte aperfeiçoa a qualidade do ensino público no Brasil, sendo a chave de sucesso que articula as possibilidades educativas e concretas que de fato  reavaliam o exercício  da cidadania em nossas cidades.

Neste sentido, acredito plenamente numa perspectiva educativa e generosa, desde que o Ministério da Educação e o Ministério do Meio Ambiente – juntos - formam o órgão gestor de educação ambiental no Brasil – reforce suas tarefas pedagógicas referentes à educação ambiental junto com outros órgãos ambientais - Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal – Brasília Ambiental (IBRAM), Instituto Chico Mendes (ICMBIO), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(IBAMA). Dessa maneira política e pedagógica, esperamos trabalhar em parceria e respaldados pela atuação deles e das escolas, pois essa tarefa não é simples, mas tal obrigação é amparada pela Legislação Ambiental e pela Constituição Federal – solicito a você, caro leitor da matéria, que divulgue essa obrigação política, pois a natureza é um bem precioso de todos nós!

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Foto: Renato Marchesini

Tecendo meus estudos que priorizam o debate na área ambiental, selecionei um cidadão e especialista em educação ambiental. Dessa forma, parabenizo Renato Marchesini, Professor de Turismo e Meio Ambiente, fundador do grupo Caiçaras Expedições, pois dialogando com ele, no ano 2014, em uma entrevista para o blog ecopedagogia, compreendi que para zelar melhor de nossas Unidades de Conservação no Brasil, a mobilização humana é um processo que requer a construção de boas práticas, a qual é gerada pelo  envolvimento  de campanhas educativas,  encabeçadas pelo poder público, que tem a responsabilidade de zelar pela gestão participativa em nossas cidades, criando, assim, os mecanismos de visitação e estratégias para a Educação, como, por exemplo, trabalhar mais em parcerias com Agências de Turismo especializadas (visitas e trilhas ecológicas).

 Como pedagoga e educadora ambiental, compreendo a importância de se popularizarem com emergência as campanhas educativas bem planejadas, como, por exemplo, o preparo que os gestores públicos precisam para  ensinarem melhor os cidadãos a fazerem a coleta seletiva dos resíduos sólidos  em suas cidades e convocá-los para  reflorestarem uma área verde com plantios de mudas; contudo, essa tarefa de comunicar as necessidades sociais e as necessidades ambientais tem sido demasiadamente falha e o pior nem começou a existir de fato em  muitas cidades brasileiras.

Em pleno século XXI, ressalto os gritos do planeta Terra pela generosidade humana, pela ética, pela solidariedade, pela vivência de atitudes sustentáveis cada vez mais sufocadas ou denegridas pelo capitalismo perverso que ignora os desmatamentos de áreas verdes, a poluição e a indisposição dos resíduos sólidos, a fome, as guerras, a poluição das águas pelos agrotóxicos e tantos outros problemas que insistem em desafiar a inteligência humana e tecnológica; dessa forma, os homens máquinas subestimam a qualidade de vida, a diversidade da vida, a alegria que vigora e regenera a vida nas dimensões social, cultural, política, histórica.

Dialogando sobre a implementação das políticas públicas que valorizam a educação ambiental  no Distrito Federal, a  Renata Lafetá diretora da Escola da Natureza de Brasília, esboçou-me sua importância para a vivência harmônica dos alunos e dos professores, expressando que seu sonho é que em cada parque do DF possa ter uma Escola da Natureza, ou seja, esse trabalho educativo fundamenta a preservação da vida, inclusive, considerando-se a relevância  do aluno cidadão, que é aquele que faz sua parte para ajudar o meio ambiente.

Para aprofundar os estudos que mostram as dificuldades socioambientais no DF, tive a honra de ouvir também a professora  Clarice Valadares, guerreira pela defesa do verde na Escola da Natureza de Brasília, a qual também confirmou–me sua visão construtiva, destacando que a educação ambiental tem o potencial educador de promover  práticas que melhoram a  cidade e, além disso, o cidadão não pode esperar somente pelo poder público, o qual deve separar  os resíduos sólidos a serem reciclados e realizar o plantio de hortas que reaproveitem as cascas de alimentos, etc.

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Foto: Desirée Ruas

Meditando nos privilégios que trazem o exercício da cidadania em nossas cidades, e, em consequência disso,  amenizam o furacão de problemas sociais e ambientais vivenciados pelos cidadãos brasileiros, achei por bem buscar o amparo na fala de Desirée Ruas, jornalista e especialista em Educação Ambiental e Sustentabilidade que deu entrevista para o Blog Ecopedagogia no ano 2016 -  como  coordenadora de trabalhos que denunciam abusos contra a publicidade infantil, afirmou que este problema, que é mencionado no Código de Defesa do Consumidor, no seu artigo 37 a proíbe, pois ela faz uso da falta de experiência e julgamento da criança que ainda não tem condições de entender seus interesses e a comunicação mercadológica que a incentiva consumir de modo desenfreado, ou seja, esse debate pode ser um dos pontos de partida para desenvolvermos pequenas ações e grandes projetos socioambientais  entre as famílias e os gestores públicos capacitados para atender essa demanda de desafios políticos e pedagógicos.

No intuito de aprender a  proteger o verde no Brasil, pesquisei alguns documentários  publicados no canal Cidades e Soluções da Globo News -  O PROGRAMA MUNICÍPIOS VERDES/link: (https://www.youtube.com/watch?v=8pLUuSvUVrs), relata que Paragominas, um município brasileiro do estado do Pará, que antes estava perdido no seu percurso de defesa ambiental, agora tem buscado encontrar soluções políticas junto com os cidadãos, os produtores e os gestores públicos. Neste sentido, articulando e viabilizando benefícios sociais e ambientais encontrados nas Unidades de Conservação, pois todos precisam de sustento com dignidade, portanto, comer, beber e vestir-se é uma missão gerada pela natureza.

Observando os esforços empregados nas Campanhas como “Sem Floresta não tem água” e o “Desmatamento Zero”, mobilizadas pelo Greenpeace e a sociedade civil, mostra-nos o quanto precisamos raciocinar mais rápido que as máquinas que destroem as Unidades de Conservação no Brasil, ou seja, a seriedade do problema não nos permite culparmos e responsabilizarmos uma parte dos empresários ou governos, mas do que nunca, todos precisam unir forças humanas e recursos financeiros para viabilizarem ações e projetos educativos. 

Preparando meu caça-tesouro de amigos ambientalistas, compartilho com os leitores da Revista, o depoimento de Mazza Pena, o qual trata da missão ambiental que compõe a preservação das Unidades de Conservação que nos foram dadas como presentes a serem  agraciados e zelados por nós de todo nosso coração e com todos os talentos que Deus nos deu:

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Personagem: Maria Reciclona

“Como educadora ambiental, adoto a prática do (re) plantio como uma ação didática de grande potencial. Ao incentivar esta ação conjunta, abro um amplo espaço para motivar também a reflexão e aprendizado sobre a importância da conservação e ampliação das áreas verdes, seu importante papel como sequestradoras de CO2 e promotoras da purificação e umidade do ar, sua relevância no ciclo hidrológico, além da necessária preservação das matas ciliares para conservação dos rios, entre outros valiosos tópicos.  Sinto que estou assim, plantando ações sustentáveis.”

Mazza PenaPublicitária, Agente e educadora Ambiental e Editora do Blog Maria Reciclona

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Foto: Edson Silva

Selecionando os conselhos verdes, que ajudam a natureza, sem  ficarmos aguardando somente pelas orientações do poder público, é bom termos em mente o quanto  podemos amar o verde e plantá-lo em nossos lares, pois segundo Edson Silva, amigo,  pedagogo e técnico em meio ambiente, o cidadão pode ter uma horta caseira, como maneira para  se trabalharem valores como a cooperação e a liberdade, acredito que, de fato, precisamos preencher todos os espaços sociais com a cor da esperança, o verde que pulsa pela vida, o verde que permite o nascimento de uma água de qualidade; pensemos juntos em tal propósito que moraliza a preservação ambiental no Brasil.

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Créditos da imagem: Instituto Chico Mendes

Dialogando com Célia Pereira, coordenadora de educação ambiental do Instituto Chico Mendes no DF, percebe-se que o órgão tem trabalhado para ampliar as unidades de Conservação, inclusive, abrindo o espaço de participação dos cidadãos para visitá-las e protegê-las por meio de  ações concernentes a manutenção da biodiversidade que mantém a água e os recursos naturais em geral.

Ouvindo as considerações da educadora Célia do ICMBIO para juntos podermos ampliar o debate que valoriza o verde no Brasil, convido os leitores da Revista para conhecerem e divulgarem o  Programa de Voluntariado do Instituto Chico Mendes (ICMBIO)  no link: http://www.icmbio.gov.br/portal/sejaumvoluntario  - entre em contato para fazer parte das ações que auxiliam os gestores públicos a zelarem das Unidades de Conservação no Brasil, para, dessa forma, poderemos expressar as dificuldades e os projetos que carecem de ser implementados com a participação de todos.

Caros especialistas que precisam honrar com seus compromissos nos órgãos ambientais brasileiros, saliento a vossa parceria para discutirmos a importância do investimento educacional concernente à preservação do verde, pois,  desse modo, criamos o caminho  humilde que nos conduz pela estrada que nos leva a ouvirmos outros profissionais que fazem parte da área ambiental de Brasília, de Curitiba, de Minas Gerais, da Alemanha, dos Estados Unidos e ainda podermos ouvir os cidadãos do mundo inteiro, se possível for, para construirmos pontes educadoras que trazem novos conhecimentos,  novas tecnologias sociais e ambientais que valorizam a cidadania no Brasil.

Para aprendermos a solucionar os problemas socioambientais que beneficiam os lares, as  escolas e as instituições em geral, sugiro alguns referenciais teóricos e práticos para os educadores, para os cidadãos e para os empresários, para os profissionais da área ambiental (biólogo, geógrafo, gestor ambiental) e para os gestores públicos carentes de conhecimentos que fortalecem as políticas ambientais no Brasil, entretanto, redimensionando a vontade política que dignifica a natureza por meio das exigências e acordos mencionados na Legislação Ambiental.

Links:

Rede Brasileira Infância e Consumo

http://rebrinc.com.br/

Instituto Alana - Criança e Consumo

http://criancaeconsumo.org.br/

Cidades e Soluções

http://g1.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/videos/

Blog Ecopedagogia

http://ecopedagogialuciana.blogspot.com.br/

Blog Maria Reciclona

Blog Transformar a Terra

http://transformaaterra.blogspot.com.br/

 

Portal do Meio Ambiente

http://revista.rebia.org.br/colunistas/vilmar-berna/

 

 



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